Petrobras vai demitir funcionário aposentado após reforma da Previdência

Foto: Sergio Moraes / Reuters

A Petrobras anunciou que os empregados celetistas da empresa que ingressaram com pedido de aposentadoria após a reforma da Previdência serão demitidos quando o benefício for concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A empresa foi questionada sobre quantos funcionários estão nesta situação, quanto a empresa deve gastar na rescisão dos contratos e se os trabalhadores serão substituídos, mas não respondeu. A companhia também não informou como será feito o processo de desligamento.

A estatal informou, por meio de nota, que adotou a medida em acordo com a Emenda Constitucional 103 (reforma da Previdência), que estabeleceu que “a aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública acarretará o rompimento do vínculo que gerou o tempo de contribuição”.

Segundo a petroleira, os empregados que solicitarem a aposentadoria com a utilização do tempo de contribuição a partir de 13 de novembro de 2019 terão seu contrato de trabalho com a Petrobras extinto quando da concessão da aposentadoria pelo INSS.

A estatal afirmou ainda que o funcionário que protocolou pedido de benefício poderá permanecer na empresa, desde que cancele a solicitação junto ao Instituto Nacional do Seguro Social.

“Para os empregados que deram entrada com o tempo de contribuição decorrente de vínculo com a Petrobras e desejarem desistir do benefício, o cancelamento poderá ser solicitado desde que o empregado exerça essa prerrogativa antes do primeiro recebimento do benefício ou do saque do FGTS ou do PIS”.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil já havia anunciado a mesma medida para extinguir o contrato de trabalho dos funcionários celetistas que se aposentarem após a reforma da Previdência. Os empregados podem ter o contrato de trabalho mantido, desde que não tenham recebido o benefício ou feito saque do FGTS ou do PIS .

Extra – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Medida correta tem que abrir espaço para os jovens valores.
    Obrigado pela contribuição e vá curtir sua aposentadoria.
    A família agradece

Delator da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador, diz que PT e Petros cobraram propina antecipada

Foto: Reprodução

Em sua delação, o empresário Mário Seabra Suarez contou aos investigadores que o esquema para fraudar as licitações para obras de construção da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador, teve pedido antecipado de propina.

Isso porque antes de celebrados os contratos de execução da obra dirigentes da Petros, Newton Carneiro e Wagner Pinheiro, da Petrobras, Armando Tripodi e do PT, João Vaccari e Carlos Daltro, cobraram de seu sócio, Paulo Afonso, valores da propina.

O delator afirmou que os dois tiveram que gerar valores em espécie e trouxeram dinheiro do exterior, em conta não declarada. Mario Suarez afirmou que, como não existia obra, logo não existia também a disponibilidade de dinheiro a ser entregue pelas construtoras que venceriam ilicitamente o certame, mas que isso não impediu as pressões. O acerto final foi de que o esquema envolveria o pagamento de propina de 7% sobre o valor do orçamento da obra.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Safira disse:

    Toda VEZ Que uma importante notícia favorável ao PT ou a Lula e Dilma, uma velha notícia é requentada e lançada pra tentar desviar ou abafar a repercussão da mesma.
    Técnica velha que talvez nem funcione mais como antes, na campanha.
    Também é usada essa mesma técnica quando um novo escândalo atinge o governo, Bolsonaro, seus Ministros aloprados e seus filhinhos abelhudos e corruptos.
    QUE coisa mais MANJADA…

  2. João Sem Braço disse:

    Milhares de petroleiros aposentados contribuintes da PETROS por toda a vida de trabalho estão sangrando seus contra cheques para repor bilhões de reais desviados por essa quadrilha que se instalou no governo.

Petrobras reduz 3% preço da gasolina e diesel nas refinarias

 Foto: Diego Vara / Reuters

A Petrobras confirmou, há pouco, redução de 3% no preço do diesel e da gasolina para as refinarias. A medida entra em vigor nesta terça-feira (14). O último reajuste anunciado pela companhia para a gasolina foi em 1º de dezembro do ano passado e, para o diesel, no dia 21 daquele mês.A medida não surpreendeu o mercado, disse nesta segunda-feira (13) à Agência Brasil o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares.

Soares lembrou que, quando começou a tensão entre Irã e Estados Unidos, o preço do petróleo no mercado internacional subiu de US$ 64 para US$ 70 o barril. Como o preço já voltou ao patamar anterior, Soares disse que a tendência é de queda do preço dos dois combustíveis no mercado interno brasileiro. “É absolutamente normal e esperada essa atitude da Petrobras.”

O presidente da Fecombustíveis ressaltou, porém, que, para o consumidor, a redução do preço deve demorar algum tempo, porque as distribuidoras têm que gerir o estoque, estimado entre 15 milhões e 20 milhões de litros. “Só baixa o preço quando ela [distribuidora] vender o estoque que comprou mais caro”. Para chegar à bomba, deve demorar 15 dias, “porque a concorrência é muito grande no setor de revenda”, disse Soares.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Verdade disse:

    Duvido reduzir o preço dos combustíveis nas bombas.

  2. Medeiros disse:

    Em um dia aparece: "Petrobrás aumenta 1% o custo da gasolina nas refinarias", aí você chega no posto o litro tá R$ 0,30 mais caro. Umas semanas depois aparece, "baixou 3% nas refinarias", você vai no posto por várias semanas consecutivas e o preço é O MESMO.

    Bando de ladrão esses donos de postos.

  3. Kennedy Diniz disse:

    Difícil é chegar esta redução nos postos. Quando sobe é de imediato.

  4. Nildo disse:

    Tb era pra demorar ter aumento pois os postos estão com 15 milhões e 20 milhões de litros em estoque,mas no dia seguinte ao ate no mesmo dia os donos de postos aumenta, nas na hora de baixar vem com esssa conversa que tem estoque kkkkkkkkkkkkk isso é brasil

  5. Diogenio disse:

    E isso vai chegar ao consumidor final DUVIDO, DUVIDO,

Lava Jato: PF investiga fraudes em contratos que superam R$ 6 bilhões feitos entre a Petrobras e empresas de afretamentos

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa durante entrevista à imprensa na sede da Polícia Federal, em Curitiba – Divulgação Polícia Federal

A 70ª fase da Lava Jato, chamada de Operação Óbolo, foi deflagrada nesta quarta-feira (18) para coletar provas a fim de investigar crimes relacionados a contratos de afretamentos de navios pela Petrobras, que superam R$ 6 bilhões. Os contratos foram feitos com as empresas Maersk, Tide Maritime e Ferchem. Os policiais investigam também o fornecimento de informações privilegiadas que concederam vantagens competitivas a empresas, tendo como contrapartida o pagamento de propina a funcionários da Petrobras.

Segundo o Ministério Público Federal, em Curitiba, existe uma estimativa inicial do pagamento de subornos de ao menos US$ 3.402.941,58, em razão de 11 contratos da Maersk, que chegam a R$ 592 milhões, conforme informações contidas em planilha apreendida com Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, no estágio inicial das investigações da Operação Lava Jato.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa disse, durante entrevista à imprensa na sede da PF, na capital paranaense, que a ação policial deflagrada hoje é uma sinalização concreta que a área-fim da Petrobras foi atingida por esquemas de corrupção que vão desde o afretamento e o abastecimento de navios até a carga por eles transportada. Segundo o procurador, as investigações se aprofundam inclusive em relação a contratos de afretamentos ainda em vigor.

De acordo com o MPF, entre 2002 e 2012, a Maersk e suas subsidiárias fecharam 69 contratos de afretamento com a Petrobras, que totalizaram aproximadamente R$ 968 milhões. A Tide Maritime figurou em 87 contratos, entre 2005 e 2018, no valor de R$ 2,8 bilhões. Já a Ferchem, também shipbroker, intermediou ao menos 114 contratos de afretamento marítimo na Petrobras, superior a R$ 2,7 bilhões, entre 2005 e 2015.

As investigações relacionadas a Maersk são oriundas da colaboração premiada de Paulo Roberto Costa. “Foram reunidas evidências que o armador, por meio de uma empresa intermediária, efetuou pagamentos de propina ao então diretor de Abastecimento da Petrobras, tendo como contrapartida o fornecimento de informações privilegiadas. Por ora, são investigados pelo menos 15 contratos de afretamento marítimo vigentes entre 2006 e 2014, no valor total de R$ 658 milhões”.

A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com as empresas citadas nas investigações da Operação Óbolo, conduzidas pelo PF e o MPF.

De acordo com a PF, o nome da operação, Óbolo, é em referência à moeda que era usada para remunerar o barqueiro Caronte, que conduzia as almas através do rio que separava o mundo dos vivos dos mortos, segundo a mitologia grega.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    E ninguém sabe por que no Brasil os combustíveis são tão caros, né? Ah, tá.

Para Petrobras, controle de preços de combustíveis não se justifica

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O preço dos combustíveis tem que ser tratado como o de qualquer outro produto e não se deve definir periodicidade para os reajustes. A conclusão é do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco que descartou ainda um controle de preços. Para o executivo, a atual política de preços é positiva para a companhia e para o Brasil.

“Tem periodicidade para o preço da carne. O preço da carne deu um salto com o choque de oferta. E aí? Vamos fazer periodicidade e controlar o preço da carne? Não vai porque o controle de preços pertence ao museu de armas falidas contra a inflação há muito tempo”, disse, durante um café da manhã com jornalistas, na sede da empresa, no centro do Rio.

“Não se justifica nenhum controle de preços de combustíveis, periodicidade. Deixa o mercado livre”.

O presidente disse que não tem “a menor preocupação” com uma possível deflagração de greve dos caminhoneiros, em consequência dos preços do diesel como ocorreu no governo Temer. De acordo com Castello Branco, o problema da categoria é um excesso de oferta dos serviços causada da expansão irresponsável de crédito do BNDES especificamente entre 2008 e 2015.

“No governo Temer uma das respostas [à greve dos caminhoneiros] foi tabelar o preço do frete. O mercado reagiu e as empresas do agronegócio se integraram e adquiriram frotas de caminhões, piorando o problema criado pelos governos anteriores. Existe excesso de oferta, o que vai consumir esse excesso de oferta vai ser o crescimento da economia, gerando maior demanda por carga. O mercado vai se ajustar porque não há mais crédito subsidiado para comprar caminhão”, afirmou.

Segundo o presidente da Petrobras, não adianta seguir o sistema de preços venezuelanos como tentativa de baratear o custo do diesel.“O problema deles [caminhoneiros] é excesso de oferta, se cobramos diesel a preço venezuelano não vai resolver problema nenhum, só vai criar problemas. Eu espero que esse problema tenha sido resolvido, a questão deixada no passado e os preços sejam livres”.

Castello Branco lembrou que os preços do petróleo são livres desde 2002, quando se completou o período de cinco anos estabelecido pela lei do petróleo aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 1997. “Então é lei e vamos obedecer a lei”, assegurou.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ems disse:

    Foi o que o governo passado fez, principalmente Dilma. E a fatura chegou !

    • Dilson disse:

      Amiguinho, infelizmente, sua fonte de informação é precária. Par além das lambanças da Dilma, Temer mudou e Bolso manteve uma política de preços de combustíveis baseada no dólar. O que houve com o dólar recentemente? Então, temos uma companhia nacional que opera agora em função do dólar para agradar seus acionistas. Mais uma vez, o mercado é mais importante do que você! E tem gente que aplaude…

    • Silva disse:

      Lembrando que desde 2007, que essa política de preço vem sendo realizada, após o congresso aprovar e FHC sancionar.

Empregados da Petrobras filiados à federação suspendem greve

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Empregados da Petrobras filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne 13 sindicatos, decidiram na manhã desta quarta-feira (27) suspender a greve iniciada há dois dias. Inicialmente, a paralisação estava prevista para ocorrer até sexta-feira (29).

Na segunda-feira (25), o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra determinou multa diária de R$ 2 milhões aos sindicatos de petroleiros e à FUP, caso decidissem manter a greve. A decisão foi publicada na segunda-feira, motivada por reclamação da Petrobras.

Gandra considerou, em sua decisão, que os petroleiros recém assinaram um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e que não fazia sentido arguirem descumprimento de cláusulas por parte da Petrobras.

Em nota, a FUP avaliou como positiva a mobilização. “Além de garantir a produção de petróleo e o abastecimento de combustíveis para a população – compromisso assumido e cumprido pelos trabalhadores do setor de petróleo –, o movimento conseguiu chamar a atenção da sociedade para a política de demissões e transferências em massa, de venda de ativos e de reajustes constantes da gasolina e do óleo diesel promovida pela atual gestão da empresa”, diz o comunicado.

Segundo a FUP, a mobilização contou com 26 mil trabalhadores, direta e indiretamente, o correspondente a mais de um terço do atual corpo de funcionários da Petrobras.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Atento disse:

    A petrobrás é uma fábrica de milionários. O que tem de peão semianalfabeto rico não é brincadeira. Desse jeito, não tem como essa turma deixar de ser petralha.

  2. Cesar disse:

    Mais uma derrota para o petismo. A Petrobras será privatizada, Guedes já tem o plano na gaveta, está só aguardando o momento certo para sacá-lo.

  3. Ivan disse:

    Na hora q privatizar, esses problemas deixam de ser nossos…

    • paulo disse:

      BG
      Acabou o tempo dos "cupaeros", agora é trabalho, ninguém viu mobilização nenhuma quando o índio cocaleiro confiscou os ativos da Petrobrás na Bolívia. Caras de pau.

Petrobras eleva em 4% preço da gasolina nas refinarias

 Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A Petrobras elevou o preço da gasolina nas refinarias em cerca de 4% nesta quarta-feira (27), na segunda alta em pouco mais de uma semana, em meio à valorização do dólar em relação ao real.

Com a alta, o combustível atingiu cerca de R$ 1,91 por litro, segundo informou a petroleira estatal em seu site. O diesel, em contrapartida, foi mantido estável.

O repasse de ajustes de valores nas refinarias aos consumidores finais nos postos depende de diversos fatores, como margens de revendedoras e distribuidoras, misturas de biocombustíveis e impostos.

O último reajuste tinha sido feito no dia 19, quando o preço da gasolina foi elevado em 2,8%, após mais de 50 dias sem alterações no preço.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,63%, a R$ 4,2394, renovando máxima nominal. Com a disparada dos últimos dias, a moeda dos EUA acumula alta de 5,73% ante o real na parcial do mês. No ano, o avanço é de 9,43% frente ao real.

Preços nos postos

Segundo a última pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nos postos no país na semana terminada no dia 23 de novembro ficou em R$ 4,413, alta de 0,14% frente à semana anterior (R$ 4,407).

Já o preço do diesel ficou praticamente estável, em R$ 3,710 na média, ante R$ 3,715 na semana anterior.

No acumulado no ano, a gasolina acumula avanço de 1,59% e, o diesel, alta de 7,5%, segundo a ANP.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vixeeee disse:

    E AGORA BOLSOMINIOS?????? É MELHOR JAIR SE ACOSTUMANDO COM O PIRES NA MAO PEDINDO ESMOLA

    • joaozinho disse:

      Pergunta ao STF que soltou Lula e que este gera instabilidade com seus discursos fascistas e violentos. Quem vai investir num país em que um Lula pede aos fascistas vermelhos pra tocar fogo em quem gera emprego?

    • Cidadão disse:

      Agradeça ao ladrão corrupto e cachaceiro que fica estimulando o caos e a desordem pública como método de oposição.

Óleo que vazou foi extraído de três campos na Venezuela, anuncia Petrobras em coletiva

Foto: REUTERS / Diego Nigro/Direitos reservados

O diretor de Assuntos Corporativos da Petrobras, Eberaldo Neto, disse nesta sexta-feira (25) que a análise de 30 amostras do petróleo recolhido de praias do Nordeste permitiu concluir que ele foi extraído de três campos de produção na Venezuela. Em uma entrevista coletiva concedida à imprensa para analisar os resultados do balanço do terceiro trimestre de 2019, Neto esclareceu que a companhia agiu assim que foi acionada pela União, no início de setembro, e recolheu 340 toneladas de resíduos das praias.

“A gente fez análise em mais de 30 amostras e concluiu que é de três campos venezuelanos”, disse Neto. “A origem do vazamento é outra coisa. A gente entende que é na costa brasileira”.

O vazamento teria ocorrido no Oceano Atlântico, em uma região no caminho de uma corrente marinha que vem da África e se bifurca, seguindo para a costa setentrional do Nordeste, de um lado, e para a Bahia e o Sudeste, do outro, passando pelos locais onde o óleo tem sido recolhido.

“A gente sabe que foi em um ponto desse de bifurcação que foi a origem do vazamento. Provavelmente, um navio passando ali. As autoridades estão investigando”.

Neto destacou que o fato de o petróleo afundar e seguir para o litoral em uma camada abaixo da superfície do mar dificulta a visualização dele com sobrevoos e satélites e também a contenção dele com barreiras.

Veja mais – VÍDEOS: Análises confirmam óleo venezuelano no litoral nordestino, destaca Marinha

“A gente tem um centro de defesa ambiental preparado para isso, mas preparado para um óleo da Petrobras, que vaza de instalação da Petrobras, e a gente localiza a fonte e ataca com os instrumentos mais adequados”, disse o diretor, que explicou que o fato de o óleo submergir quase que inviabiliza a contenção dele antes de chegar ao litoral. “Fica praticamente impossível pegar a montante esse óleo e segurar com barreiras e outros instrumentos que a gente tem. O mecanismo de captura tem sido quando a maré e a corrente jogam para a praia. Infelizmente, tem sido esse o jeito, porque, com os mecanismos que a gente detém, é agulha no palheiro para a gente pegar pelas características do óleo”.

O diretor da estatal afirmou que a Petrobras vai distribuir equipamentos de proteção individual em comunidades do Nordeste para que voluntários possam utilizar os equipamentos para se proteger de possíveis intoxicações no contato com a substância.

Neto disse que o foco da Petrobras é continuar o trabalho e qualquer discussão sobre o valor que será ressarcido à companhia pelos recursos gastos será feita posteriormente.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alan disse:

    Já pode começar a guerra?

  2. David disse:

    Depois da roubalheira recordista mundial, essa sabotagem contra a vida dos nordestinos e seus ecosistemas, como bolo da cereja,, o stf bandido soltará milhares de criminosos pra infernizar a vida dos cidadãos brasileiros, e fortalecer as facções criminosas. Patifaria incomensurável.

Liminar impede Petrobras de encerrar atividades na Bahia

Foto: Divulgação/Petrobras

O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve liminar que suspende a desmobilização da Petrobras no estado da Bahia. A decisão saiu na noite dessa quarta-feira (16).

Uma ação cautelar – processo judicial para garantia da proteção da sociedade e dos trabalhadores – foi protocolada na noite dessa terça-feira (15), depois que o MPT encerrou a mediação entre o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) e a Petrobras.

Com o arquivamento da mediação, o MPT avançou com as investigações, dentro do inquérito, e entrou com ação na Justiça do Trabalho. O processo foi distribuído para a 6ª Vara de Salvador, e o juiz Danilo Gaspar concedeu a liminar. A decisão proíbe a Petrobras de transferir empregados e criar programas de demissão voluntária.

Leia matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana Morais Gama disse:

    Interessante que quando os PTralhas estavam depenando a Petrobras ninguém da estatal falava nada. Agora tudo é motivo pra protestar.

Petrobras recolheu mais de 200 toneladas de resíduos de óleo nas praias do Nordeste

Cerca de 1700 agentes ambientais contratados pela companhia atuaram na limpeza das áreas impactadas. Foto: Adema

A Petrobras completou um mês de apoio permanente ao Ibama nos esforços para limpeza das praias atingidas por óleo no Nordeste. Desde o dia 12 de setembro, a companhia coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos (mistura de óleo e areia). Ao todo, a Petrobras mobilizou cerca de 1700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta.

Também foram acionados cinco Centros de Defesa Ambiental (CDA) e nove Centros de Resposta a Emergência. Os CDAs são instalações da Petrobras distribuídos estrategicamente em diversas regiões do país, de modo a complementar os recursos de resposta a emergências de vazamento de óleo das unidades operacionais da companhia. Além dos CDAs, cada unidade possui equipamentos e recursos para resposta imediata nos seus Centros de Resposta a Emergência. Essa estrutura garante os tempos, os recursos e capacidade de resposta das instalações sob gestão da companhia.

A Petrobras reforça que o óleo nas praias do Nordeste não tem origem nas operações da companhia e os custos das atividades de limpeza serão ressarcidos, conforme informado pelo Ibama. A análise das amostras realizadas pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) atestou que o petróleo cru encontrado em praias do Nordeste não é produzido no Brasil, nem comercializado ou transportado pela companhia.

A atuação da Petrobras na limpeza das praias é feita por solicitação e coordenação do Ibama, órgão responsável pela estratégia de contenção do óleo. Desta forma, estabeleceu-se uma rotina de comando coordenado, onde as decisões estratégicas de resposta são tomadas pelo Ibama, com apoio técnico da Petrobras. A partir destas decisões, a companhia mobiliza e implementa no campo as atividades de limpeza nos locais prioritários indicados, bem como a destinação final do material recolhido.

A Petrobras permanece, nesta quarta-feira (16/10), com diversas equipes em campo. A companhia reforça seu comprometimento com a proteção do meio ambiente e mantém os recursos mobilizados, conforme as orientações estratégicas do Ibama.
“DNA” do petróleo

O Cenpes mantém um banco de resultados das análises geoquímicas realizadas em todos os campos produtores de petróleo da Petrobras. Quando há a necessidade de investigar a procedência de uma amostra de óleo, os pesquisadores da Petrobras comparam os resultados deste banco com o da amostra, no que é chamado de geoquímica forense. Este foi o trabalho realizado a partir do óleo coletado nas praias do Nordeste.

O petróleo é formado a partir da matéria orgânica contida em sedimentos, que foram depositados há milhões de anos. Essa matéria orgânica é constituída por restos de microorganismos que viveram em mares ou em lagos e apresentam em sua constituição moléculas características que os definem biologicamente e ambientalmente, chamados biomarcadores.

Apesar desses sedimentos sofrerem transformações por aumento de pressão e temperatura, a composição molecular dos biomarcadores mantém sua forma estrutural praticamente inalterada, permitindo assim, a sua utilização para distinguir os diversos ambientes de geração do petróleo. É esta especificidade que permite diferenciar um tipo de petróleo de outro.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Artur disse:

    Por que os desocupados do MST e os vermelhos PT e outros não aparecem pra ajudar a combater o derrame de óleo, já que o País também é deles????

  2. Chico disse:

    Cadê a ONU, a França, a Alemanha e as demais entidades preocupadas com o meio ambiente? Só sabe fazer ladainha quando envolve a Amazônia?

  3. #Lula na cadeia sempre disse:

    Não aparece nenhum desocupado de ONG para reclamar ???

Petrobras diz que óleo no Nordeste é venezuelano; passo agora é descobrir como material foi parar no mar

Adema/Governo de Sergipe

Relatório da Petrobras aponta que o petróleo despejado no Nordeste é venezuelano. “Agora falta descobrir como esse material foi parar no mar”, diz a TV Globo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Henrique disse:

    Até para contaminar o oceano e tentar empurrar a culpa para o Governo Brasileiro , pessoas inescrupulosas são capazes….incêndios criminosos, poluição do oceano, mas a grande mídia só sabe acusar o atual governo.
    E agora com essa descoberta, de quem é a culpa mesmo.
    CRIME internacional contra o Meio Ambiente… Maduro , esquerdopata safado !!!!!

  2. Rodrigof disse:

    O dinheiro que vai para Petrobras para limpar vai para Shell, Statoil, Chevron, Total, Galp, Petrorio,… ??? Não vai. Quer q os outros trabalhem de graça só pq vc não quer privatizar? Vai vc lá juntar o óleo de graça e deixa sua família aqui fazendo passeata para não privatizar.

  3. Luis Claudio disse:

    Engraçado que foi a Petrobras prontificamente gastando um caminhão de dinheiro limpar a lambança dos outros, nem Shell nem Statoil nem Chevron, nem Total, nem Galp, nem Petrorio, ….

    Depois o comerciante retardado de Natal vai lá pedir privatização da Petrobras, saída do RN, e reclama q "tá muito ruim".

    • Esquerda mi mi mi disse:

      Na Venezuela só existe uma empresa petrolífera, a PDVEZA, que inclusive, é estatal.

Petrobras vende campos terrestres na Bacia Potiguar por US$ 7,2 milhões

Foto: Reuters/Sergio Moraes)

A Petrobras informou que assinou nessa segunda-feira (30 de setembro) contrato para vender a totalidade de sua participação em dois campos terrestres na Bacia Potiguar, localizada no Rio Grande do Norte, para a Central Resources do Brasil Produção de Petróleo, por US$ 7,2 milhões.

O valor deve ser pago integralmente no fechamento da transação, sem considerar os ajustes devidos.

Os dois campos vendidos, Ponta do Mel e Redonda, registraram uma produção de 540 barris por dia (bbl/dia) no primeiro semestre de 2019.

“A transação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas”, diz trecho do comunicado.

A Central Resources do Brasil Produção de Petróleo é uma operadora de óleo e gás, vinculada ao Grupo Central Resources, com foco no redesenvolvimento de campos maduros terrestres. Atualmente desempenha atividades de operação petrolífera no Rio Grande do Norte e no Espírito Santo.

Segundo a Petrobras, o fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Bacia do Recôncavo

Mais cedo, a estatal anunciou o início da etapa de divulgação da oportunidade (“teaser”) de venda da totalidade de sua participação em oito blocos exploratórios em terra localizados na Bacia do Recôncavo, na Bahia.

Segundo a companhia, os blocos estão localizados em área com infraestrutura instalada e sistema petrolífero comprovado, próximos de campos em produção. A Petrobras detém a totalidade de participação nas concessões e divulgou que as ofertas deverão ser realizadas por bloco.

G1, com Valor

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. natalsofrida disse:

    Petralha, seu gurú junto com a anta foi que roubaram e faliram a Petrobrás, a venda de Pasadena ajudou ao seu partido corrupto com mais de 1 bilhão de reais que surrupiaram dos cofres públicos. Corja de ladrões.

  2. Potiguar disse:

    Venderam? Façam as contas, em poucos anos o investimento está pago. Na verdade doaram os poços de petróleo.

    • Natanael disse:

      Rapaz… se em poucos anos o investimento não estivesse pago, seria uma enorme burrice qualquer ser da terra comprar né.

IMPORTANTE: Mesmo com disparada global, Petrobras vai segurar preço de gasolina e diesel até mercado estabilizar

Foto: Carlos Ivan – Agência O Globo

Mesmo com a disparada global na cotação do petróleo, que teve a maior alta percentual desde 1988, a Petrobras decidiu não reajustar os preços dos combustíveis neste momento. A decisão foi confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro. O governo se preocupa com possíveis reações de caminhoneiros em caso de mudança no valor do diesel.

O que está acontecendo: a Petrobras pretende aguardar a evolução dos preços no mercado internacional. Analistas avaliam que a alta na cotação do barril de petróleo será um teste para a política de preços da empresa, que ainda precisa provar independência em relação a pressões domésticas. Se o barril ficar acima de US$ 70, a gasolina teria de ser reajustada entre 8% e 10%.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lauro Martins disse:

    Quero ver segurar preço se privatizar.

  2. henrique disse:

    Podem se preparar para ter aumento, a palavra da Petrobrás é igual a risco n!água.

Petrobras baixa gasolina em R$ 0,03 e diesel em R$ 0,04

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Petrobras anunciou, nessa quinta-feira (18), uma redução no preço do litro da gasolina de R$ 0,0360 e no litro do diesel de R$ 0,0444. Os valores são referentes aos preços médios dos combustíveis vendidos pelas refinarias aos distribuidores e valem a partir da meia-noite desta sexta-feira (19).

O presidente Jair Bolsonaro informou, em sua conta no Twitter, que a redução [média] foi de 2,1% na gasolina e de 2,2% no diesel.

Os preços variam segundo cada refinaria da estatal, nos diversos estados brasileiros. Os menores valores da gasolina são praticados em São Luís (MA), R$ 1,51; Itacoatiara (AM), R$ 1,55; e Manaus (AM), R$ 1,58. Os maiores valores da gasolina estão nas refinarias de Brasília, R$ 1,81; Senador Canedo (GO), R$ 1,80; e Uberaba, R$ 1,80.

Os menores preços do diesel S500, mais vendido nas estradas, estão em Itacoatiara (AM), R$ 1,93; São Luís, R$ 1,94; Guamaré (RN), R$ 1,96; e Manaus (AM), R$ 1,96. Os maiores valores são os praticados em Senador Canedo (GO), R$ 2,17; Brasília, R$ 2,17; e Uberaba (MG), R$ 2,17.

Segundo a estatal “os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias”.

Combustíveis tipo A

A gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis. Os preços divulgados pela estatal se referem aos produtos tipo A.

Sobre esses valores, vão incidir a margem de lucro das distribuidoras e dos postos de combustíveis, os impostos, que variam de um estado para outro, o custo da mão de obra, entre outras variáveis. A tabela completa com os valores pode ser conferida no site da Petrobras.

Agência Brasil

 

Governo do Uruguai assumirá setor de gás após saída da Petrobras do País

Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras finalizará as operações no Uruguai e o Estado do país vizinho assumirá, temporariamente, a gestão do setor de gás. A empresa brasileira e o governo uruguaio chegaram ontem (16) a um consenso sobre o conflito que se arrasta há anos. De acordo com o ministro do Trabalho do Uruguai, Ernesto Murro, a gestão temporária será feita “de forma indireta por meio de uma empresa privada de capital estatal”.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, se reuniram ontem (16), em Santa Fé, na Argentina, a fim de buscar uma solução definitiva para a disputa que envolve as concessões das subsidiárias Conecta e MontevideoGas, responsáveis pela distribuição de gás no interior e na capital, respectivamente.

O presidente Vázquez afirmou que a Petrobras foi autorizada a se retirar do país em troca de não exigir compensações por parte do Uruguai.

“A Petrobras se retira e não reclama absolutamente nada ao Uruguai. Todos os bens que estão no país passam a ser do Estado uruguaio. Faremos a gestão da empresa até que possamos conseguir novos investimentos, porque Uruguai fica com 100% das ações tanto da Conecta como da MontevideoGas”.

A Petrobras possui 100% da subsidiária MontevideoGas e 55% da Conecta. Os outros 45% pertencem à Ancap, empresa estatal uruguaia de energia.

Alejandro Acosta, representante do sindicato do gás, afirmou à Agência Brasil, que a greve geral dos trabalhadores, iniciada no dia 10 de junho, será encerrada a partir da próxima sexta-feira (19). A decisão foi tomada hoje, em uma assembleia geral. Os grevistas reivindicavam a retirada da empresa do país e a reintegração de trabalhadores demitidos.

Ontem, Tabaré Vázquez afirmou que os trabalhadores serão mantidos. “Garantimos o fornecimento de gás à população em geral e à indústria uruguaia e também asseguramos os postos de trabalho de todos os trabalhadores da Conecta e da MontevideoGas”.

A nota divulgada pela assessoria da empresa brasileira afirma que as medidas administrativas para o encerramento das concessões serão tomadas até o dia 30 de setembro de 2019 e ” as partes adotarão as providências necessárias para pôr fim aos litígios pendentes, sem pleitos adicionais de qualquer espécie”.

De acordo com a Petrobras, será formado um grupo de trabalho com representantes das partes envolvidas, em articulação com os presidentes, para que se concretize o acordo.

As concessões das distribuidoras de gás no Uruguai ocorreram em 1994 (Distribuidora de Gás de Montevideo S.A.) e 1999 (Conecta S.A.). As mudanças nas condições de exportação do gás argentino para o Uruguai causaram restrição de abastecimento e desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos das duas distribuidoras, principalmente a partir de 2008 e piorou em 2017, segundo a Petrobras.

Em comunicado emitido em abril, a Petrobras demonstrou a intenção de deixar o país alegando que suas operações no Uruguai eram deficitárias. A disputa entre trabalhadores e a empresa se acirrou, com a ocupação da sede da Petrobras por trabalhadores, greve de fome de três funcionários, paralisações e muitas rodadas de negociação.

À época, a empresa brasileira afirmou ter investido US$ 112 milhões nos últimos 15 anos, tendo um prejuízo de US$ 116 milhões no mesmo período.

Setor privado atenderá 50% da demanda por gás com abertura do mercado e preços devem cair em 2020

Foto:  William de Moura / Agência O Globo

A abertura do mercado de gás natural vai permitir que quase metade da demanda industrial pelo combustível passe a ser suprida por fornecedores independentes, hoje fora de um mercado dominado pela Petrobras. A estimativa é do economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central. Próximo do ministro da Economia, Paulo Guedes, Langoni foi o principal idealizador das novas regras para o setor. Para ele, a entrada de novas empresas no segmento é um dos fatores que contribuirão para a queda de até 40% no preço do produto. Em entrevista ao GLOBO, ele avalia que a medida é, até agora, a principal marca da política econômica liberal prometida por Guedes.

A quebra do monopólio do setor foi formalizada por uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), editada no fim de junho, com diretrizes para que o setor seja mais competitivo. Na semana passada, a Petrobras assinou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em que se compromete a se desfazer de ativos.

Pelas novas regras, a estatal venderá participações em gasodutos, abrindo espaço para concorrentes. Hoje, essas petroleiras acabam tendo que vender o combustível para a Petrobras ou reinjetá-lo no solo, porque não têm acesso a essa infraestrutura de transporte. Langoni estima que a Petrobras só use 46% da capacidade desses equipamentos. A entrada das novas empresas funcionaria, na prática, como uma oferta extra de gás, na ordem de 12 milhões de metros cúbicos por dia.

Além disso, a petroleira brasileira deve deixar de comprar parte do gás importado da Bolívia, algo na ordem de 24 milhões de metros cúbicos por dia. Como o acordo prevê a venda do gasoduto que faz a ligação com o país vizinho, Langoni calcula que metade desse volume passaria a ficar nas mãos de outras empresas. Ou seja, a oferta na mão de novos atores nesse mercado chegaria a um total de 24 milhões de metros cúbicos por dia, aproximadamente metade dos 50 milhões de metros cúbicos por dia consumidos pela indústria, nas estimativas do economista.

— Como já está em curso um concurso público de venda de capacidade, é razoável admitir que haverá alguma participação de atores privados na importação de gás boliviano, reforçando o viés de baixa dos preços já em 2020 — afirma Langoni.

Segundo o economista, os preços cobrados no gás importado da Bolívia devem dar a referência do novo mercado. Hoje, a molécula é comercializada por cerca de US$ 7/milhão de BTU na Bolívia, mas chega a US$ 10/milhão de BTU no chamado city gate, que conecta gasodutos a distribuidoras. Essa diferença de US$ 3 é o que Langoni chama de “spread do monopólio”, que tende a cair. A flexibilização na distribuição, com a figura do consumidor final, também ajudará a reduzir os preços, acabando na prática com o monopólio na distribuição, hoje garantido pela Constituição aos estados.

Para o consumidor, o gás custa entre US$ 12 e US$ 14/milhão de BTU. A eliminação do monopólio na oferta responde por parte da queda de 40% esperada pelo governo. O alto preço foi a razão para tocar o plano, que nasceu durante reuniões semanais entre Langoni e Guedes, no Rio.

– O ministro está correto quando fala que a redução é de 40%. O fator determinante vai ser o preço do gás na Bolívia – avalia Langoni.

Na avaliação do economista, trata-se de uma situação de “ganha-ganha”, em que a Petrobras também tem benefícios ao abrir o mercado. Ele nega que a redução seja artificial, por ser pautada na lei de oferta e de mercado e numa desregulamentação “coordenada e harmônica”.

— É o primeiro grande choque liberal em que você de fato está destravando o mercado, e criando condições para que surja algo como se fosse uma nova oferta. Esse tem o DNA liberal, tem o DNA de Chicago — diz Langoni.

O Globo