Liminar impede Petrobras de encerrar atividades na Bahia

Foto: Divulgação/Petrobras

O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve liminar que suspende a desmobilização da Petrobras no estado da Bahia. A decisão saiu na noite dessa quarta-feira (16).

Uma ação cautelar – processo judicial para garantia da proteção da sociedade e dos trabalhadores – foi protocolada na noite dessa terça-feira (15), depois que o MPT encerrou a mediação entre o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) e a Petrobras.

Com o arquivamento da mediação, o MPT avançou com as investigações, dentro do inquérito, e entrou com ação na Justiça do Trabalho. O processo foi distribuído para a 6ª Vara de Salvador, e o juiz Danilo Gaspar concedeu a liminar. A decisão proíbe a Petrobras de transferir empregados e criar programas de demissão voluntária.

Leia matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana Morais Gama disse:

    Interessante que quando os PTralhas estavam depenando a Petrobras ninguém da estatal falava nada. Agora tudo é motivo pra protestar.

Petrobras recolheu mais de 200 toneladas de resíduos de óleo nas praias do Nordeste

Cerca de 1700 agentes ambientais contratados pela companhia atuaram na limpeza das áreas impactadas. Foto: Adema

A Petrobras completou um mês de apoio permanente ao Ibama nos esforços para limpeza das praias atingidas por óleo no Nordeste. Desde o dia 12 de setembro, a companhia coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos (mistura de óleo e areia). Ao todo, a Petrobras mobilizou cerca de 1700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta.

Também foram acionados cinco Centros de Defesa Ambiental (CDA) e nove Centros de Resposta a Emergência. Os CDAs são instalações da Petrobras distribuídos estrategicamente em diversas regiões do país, de modo a complementar os recursos de resposta a emergências de vazamento de óleo das unidades operacionais da companhia. Além dos CDAs, cada unidade possui equipamentos e recursos para resposta imediata nos seus Centros de Resposta a Emergência. Essa estrutura garante os tempos, os recursos e capacidade de resposta das instalações sob gestão da companhia.

A Petrobras reforça que o óleo nas praias do Nordeste não tem origem nas operações da companhia e os custos das atividades de limpeza serão ressarcidos, conforme informado pelo Ibama. A análise das amostras realizadas pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) atestou que o petróleo cru encontrado em praias do Nordeste não é produzido no Brasil, nem comercializado ou transportado pela companhia.

A atuação da Petrobras na limpeza das praias é feita por solicitação e coordenação do Ibama, órgão responsável pela estratégia de contenção do óleo. Desta forma, estabeleceu-se uma rotina de comando coordenado, onde as decisões estratégicas de resposta são tomadas pelo Ibama, com apoio técnico da Petrobras. A partir destas decisões, a companhia mobiliza e implementa no campo as atividades de limpeza nos locais prioritários indicados, bem como a destinação final do material recolhido.

A Petrobras permanece, nesta quarta-feira (16/10), com diversas equipes em campo. A companhia reforça seu comprometimento com a proteção do meio ambiente e mantém os recursos mobilizados, conforme as orientações estratégicas do Ibama.
“DNA” do petróleo

O Cenpes mantém um banco de resultados das análises geoquímicas realizadas em todos os campos produtores de petróleo da Petrobras. Quando há a necessidade de investigar a procedência de uma amostra de óleo, os pesquisadores da Petrobras comparam os resultados deste banco com o da amostra, no que é chamado de geoquímica forense. Este foi o trabalho realizado a partir do óleo coletado nas praias do Nordeste.

O petróleo é formado a partir da matéria orgânica contida em sedimentos, que foram depositados há milhões de anos. Essa matéria orgânica é constituída por restos de microorganismos que viveram em mares ou em lagos e apresentam em sua constituição moléculas características que os definem biologicamente e ambientalmente, chamados biomarcadores.

Apesar desses sedimentos sofrerem transformações por aumento de pressão e temperatura, a composição molecular dos biomarcadores mantém sua forma estrutural praticamente inalterada, permitindo assim, a sua utilização para distinguir os diversos ambientes de geração do petróleo. É esta especificidade que permite diferenciar um tipo de petróleo de outro.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Artur disse:

    Por que os desocupados do MST e os vermelhos PT e outros não aparecem pra ajudar a combater o derrame de óleo, já que o País também é deles????

  2. Chico disse:

    Cadê a ONU, a França, a Alemanha e as demais entidades preocupadas com o meio ambiente? Só sabe fazer ladainha quando envolve a Amazônia?

  3. #Lula na cadeia sempre disse:

    Não aparece nenhum desocupado de ONG para reclamar ???

Petrobras diz que óleo no Nordeste é venezuelano; passo agora é descobrir como material foi parar no mar

Adema/Governo de Sergipe

Relatório da Petrobras aponta que o petróleo despejado no Nordeste é venezuelano. “Agora falta descobrir como esse material foi parar no mar”, diz a TV Globo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Henrique disse:

    Até para contaminar o oceano e tentar empurrar a culpa para o Governo Brasileiro , pessoas inescrupulosas são capazes….incêndios criminosos, poluição do oceano, mas a grande mídia só sabe acusar o atual governo.
    E agora com essa descoberta, de quem é a culpa mesmo.
    CRIME internacional contra o Meio Ambiente… Maduro , esquerdopata safado !!!!!

  2. Rodrigof disse:

    O dinheiro que vai para Petrobras para limpar vai para Shell, Statoil, Chevron, Total, Galp, Petrorio,… ??? Não vai. Quer q os outros trabalhem de graça só pq vc não quer privatizar? Vai vc lá juntar o óleo de graça e deixa sua família aqui fazendo passeata para não privatizar.

  3. Luis Claudio disse:

    Engraçado que foi a Petrobras prontificamente gastando um caminhão de dinheiro limpar a lambança dos outros, nem Shell nem Statoil nem Chevron, nem Total, nem Galp, nem Petrorio, ….

    Depois o comerciante retardado de Natal vai lá pedir privatização da Petrobras, saída do RN, e reclama q "tá muito ruim".

    • Esquerda mi mi mi disse:

      Na Venezuela só existe uma empresa petrolífera, a PDVEZA, que inclusive, é estatal.

Petrobras vende campos terrestres na Bacia Potiguar por US$ 7,2 milhões

Foto: Reuters/Sergio Moraes)

A Petrobras informou que assinou nessa segunda-feira (30 de setembro) contrato para vender a totalidade de sua participação em dois campos terrestres na Bacia Potiguar, localizada no Rio Grande do Norte, para a Central Resources do Brasil Produção de Petróleo, por US$ 7,2 milhões.

O valor deve ser pago integralmente no fechamento da transação, sem considerar os ajustes devidos.

Os dois campos vendidos, Ponta do Mel e Redonda, registraram uma produção de 540 barris por dia (bbl/dia) no primeiro semestre de 2019.

“A transação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas”, diz trecho do comunicado.

A Central Resources do Brasil Produção de Petróleo é uma operadora de óleo e gás, vinculada ao Grupo Central Resources, com foco no redesenvolvimento de campos maduros terrestres. Atualmente desempenha atividades de operação petrolífera no Rio Grande do Norte e no Espírito Santo.

Segundo a Petrobras, o fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Bacia do Recôncavo

Mais cedo, a estatal anunciou o início da etapa de divulgação da oportunidade (“teaser”) de venda da totalidade de sua participação em oito blocos exploratórios em terra localizados na Bacia do Recôncavo, na Bahia.

Segundo a companhia, os blocos estão localizados em área com infraestrutura instalada e sistema petrolífero comprovado, próximos de campos em produção. A Petrobras detém a totalidade de participação nas concessões e divulgou que as ofertas deverão ser realizadas por bloco.

G1, com Valor

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. natalsofrida disse:

    Petralha, seu gurú junto com a anta foi que roubaram e faliram a Petrobrás, a venda de Pasadena ajudou ao seu partido corrupto com mais de 1 bilhão de reais que surrupiaram dos cofres públicos. Corja de ladrões.

  2. Potiguar disse:

    Venderam? Façam as contas, em poucos anos o investimento está pago. Na verdade doaram os poços de petróleo.

    • Natanael disse:

      Rapaz… se em poucos anos o investimento não estivesse pago, seria uma enorme burrice qualquer ser da terra comprar né.

IMPORTANTE: Mesmo com disparada global, Petrobras vai segurar preço de gasolina e diesel até mercado estabilizar

Foto: Carlos Ivan – Agência O Globo

Mesmo com a disparada global na cotação do petróleo, que teve a maior alta percentual desde 1988, a Petrobras decidiu não reajustar os preços dos combustíveis neste momento. A decisão foi confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro. O governo se preocupa com possíveis reações de caminhoneiros em caso de mudança no valor do diesel.

O que está acontecendo: a Petrobras pretende aguardar a evolução dos preços no mercado internacional. Analistas avaliam que a alta na cotação do barril de petróleo será um teste para a política de preços da empresa, que ainda precisa provar independência em relação a pressões domésticas. Se o barril ficar acima de US$ 70, a gasolina teria de ser reajustada entre 8% e 10%.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lauro Martins disse:

    Quero ver segurar preço se privatizar.

  2. henrique disse:

    Podem se preparar para ter aumento, a palavra da Petrobrás é igual a risco n!água.

Petrobras baixa gasolina em R$ 0,03 e diesel em R$ 0,04

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Petrobras anunciou, nessa quinta-feira (18), uma redução no preço do litro da gasolina de R$ 0,0360 e no litro do diesel de R$ 0,0444. Os valores são referentes aos preços médios dos combustíveis vendidos pelas refinarias aos distribuidores e valem a partir da meia-noite desta sexta-feira (19).

O presidente Jair Bolsonaro informou, em sua conta no Twitter, que a redução [média] foi de 2,1% na gasolina e de 2,2% no diesel.

Os preços variam segundo cada refinaria da estatal, nos diversos estados brasileiros. Os menores valores da gasolina são praticados em São Luís (MA), R$ 1,51; Itacoatiara (AM), R$ 1,55; e Manaus (AM), R$ 1,58. Os maiores valores da gasolina estão nas refinarias de Brasília, R$ 1,81; Senador Canedo (GO), R$ 1,80; e Uberaba, R$ 1,80.

Os menores preços do diesel S500, mais vendido nas estradas, estão em Itacoatiara (AM), R$ 1,93; São Luís, R$ 1,94; Guamaré (RN), R$ 1,96; e Manaus (AM), R$ 1,96. Os maiores valores são os praticados em Senador Canedo (GO), R$ 2,17; Brasília, R$ 2,17; e Uberaba (MG), R$ 2,17.

Segundo a estatal “os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias”.

Combustíveis tipo A

A gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis. Os preços divulgados pela estatal se referem aos produtos tipo A.

Sobre esses valores, vão incidir a margem de lucro das distribuidoras e dos postos de combustíveis, os impostos, que variam de um estado para outro, o custo da mão de obra, entre outras variáveis. A tabela completa com os valores pode ser conferida no site da Petrobras.

Agência Brasil

 

Governo do Uruguai assumirá setor de gás após saída da Petrobras do País

Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras finalizará as operações no Uruguai e o Estado do país vizinho assumirá, temporariamente, a gestão do setor de gás. A empresa brasileira e o governo uruguaio chegaram ontem (16) a um consenso sobre o conflito que se arrasta há anos. De acordo com o ministro do Trabalho do Uruguai, Ernesto Murro, a gestão temporária será feita “de forma indireta por meio de uma empresa privada de capital estatal”.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, se reuniram ontem (16), em Santa Fé, na Argentina, a fim de buscar uma solução definitiva para a disputa que envolve as concessões das subsidiárias Conecta e MontevideoGas, responsáveis pela distribuição de gás no interior e na capital, respectivamente.

O presidente Vázquez afirmou que a Petrobras foi autorizada a se retirar do país em troca de não exigir compensações por parte do Uruguai.

“A Petrobras se retira e não reclama absolutamente nada ao Uruguai. Todos os bens que estão no país passam a ser do Estado uruguaio. Faremos a gestão da empresa até que possamos conseguir novos investimentos, porque Uruguai fica com 100% das ações tanto da Conecta como da MontevideoGas”.

A Petrobras possui 100% da subsidiária MontevideoGas e 55% da Conecta. Os outros 45% pertencem à Ancap, empresa estatal uruguaia de energia.

Alejandro Acosta, representante do sindicato do gás, afirmou à Agência Brasil, que a greve geral dos trabalhadores, iniciada no dia 10 de junho, será encerrada a partir da próxima sexta-feira (19). A decisão foi tomada hoje, em uma assembleia geral. Os grevistas reivindicavam a retirada da empresa do país e a reintegração de trabalhadores demitidos.

Ontem, Tabaré Vázquez afirmou que os trabalhadores serão mantidos. “Garantimos o fornecimento de gás à população em geral e à indústria uruguaia e também asseguramos os postos de trabalho de todos os trabalhadores da Conecta e da MontevideoGas”.

A nota divulgada pela assessoria da empresa brasileira afirma que as medidas administrativas para o encerramento das concessões serão tomadas até o dia 30 de setembro de 2019 e ” as partes adotarão as providências necessárias para pôr fim aos litígios pendentes, sem pleitos adicionais de qualquer espécie”.

De acordo com a Petrobras, será formado um grupo de trabalho com representantes das partes envolvidas, em articulação com os presidentes, para que se concretize o acordo.

As concessões das distribuidoras de gás no Uruguai ocorreram em 1994 (Distribuidora de Gás de Montevideo S.A.) e 1999 (Conecta S.A.). As mudanças nas condições de exportação do gás argentino para o Uruguai causaram restrição de abastecimento e desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos das duas distribuidoras, principalmente a partir de 2008 e piorou em 2017, segundo a Petrobras.

Em comunicado emitido em abril, a Petrobras demonstrou a intenção de deixar o país alegando que suas operações no Uruguai eram deficitárias. A disputa entre trabalhadores e a empresa se acirrou, com a ocupação da sede da Petrobras por trabalhadores, greve de fome de três funcionários, paralisações e muitas rodadas de negociação.

À época, a empresa brasileira afirmou ter investido US$ 112 milhões nos últimos 15 anos, tendo um prejuízo de US$ 116 milhões no mesmo período.

Setor privado atenderá 50% da demanda por gás com abertura do mercado e preços devem cair em 2020

Foto:  William de Moura / Agência O Globo

A abertura do mercado de gás natural vai permitir que quase metade da demanda industrial pelo combustível passe a ser suprida por fornecedores independentes, hoje fora de um mercado dominado pela Petrobras. A estimativa é do economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central. Próximo do ministro da Economia, Paulo Guedes, Langoni foi o principal idealizador das novas regras para o setor. Para ele, a entrada de novas empresas no segmento é um dos fatores que contribuirão para a queda de até 40% no preço do produto. Em entrevista ao GLOBO, ele avalia que a medida é, até agora, a principal marca da política econômica liberal prometida por Guedes.

A quebra do monopólio do setor foi formalizada por uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), editada no fim de junho, com diretrizes para que o setor seja mais competitivo. Na semana passada, a Petrobras assinou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em que se compromete a se desfazer de ativos.

Pelas novas regras, a estatal venderá participações em gasodutos, abrindo espaço para concorrentes. Hoje, essas petroleiras acabam tendo que vender o combustível para a Petrobras ou reinjetá-lo no solo, porque não têm acesso a essa infraestrutura de transporte. Langoni estima que a Petrobras só use 46% da capacidade desses equipamentos. A entrada das novas empresas funcionaria, na prática, como uma oferta extra de gás, na ordem de 12 milhões de metros cúbicos por dia.

Além disso, a petroleira brasileira deve deixar de comprar parte do gás importado da Bolívia, algo na ordem de 24 milhões de metros cúbicos por dia. Como o acordo prevê a venda do gasoduto que faz a ligação com o país vizinho, Langoni calcula que metade desse volume passaria a ficar nas mãos de outras empresas. Ou seja, a oferta na mão de novos atores nesse mercado chegaria a um total de 24 milhões de metros cúbicos por dia, aproximadamente metade dos 50 milhões de metros cúbicos por dia consumidos pela indústria, nas estimativas do economista.

— Como já está em curso um concurso público de venda de capacidade, é razoável admitir que haverá alguma participação de atores privados na importação de gás boliviano, reforçando o viés de baixa dos preços já em 2020 — afirma Langoni.

Segundo o economista, os preços cobrados no gás importado da Bolívia devem dar a referência do novo mercado. Hoje, a molécula é comercializada por cerca de US$ 7/milhão de BTU na Bolívia, mas chega a US$ 10/milhão de BTU no chamado city gate, que conecta gasodutos a distribuidoras. Essa diferença de US$ 3 é o que Langoni chama de “spread do monopólio”, que tende a cair. A flexibilização na distribuição, com a figura do consumidor final, também ajudará a reduzir os preços, acabando na prática com o monopólio na distribuição, hoje garantido pela Constituição aos estados.

Para o consumidor, o gás custa entre US$ 12 e US$ 14/milhão de BTU. A eliminação do monopólio na oferta responde por parte da queda de 40% esperada pelo governo. O alto preço foi a razão para tocar o plano, que nasceu durante reuniões semanais entre Langoni e Guedes, no Rio.

– O ministro está correto quando fala que a redução é de 40%. O fator determinante vai ser o preço do gás na Bolívia – avalia Langoni.

Na avaliação do economista, trata-se de uma situação de “ganha-ganha”, em que a Petrobras também tem benefícios ao abrir o mercado. Ele nega que a redução seja artificial, por ser pautada na lei de oferta e de mercado e numa desregulamentação “coordenada e harmônica”.

— É o primeiro grande choque liberal em que você de fato está destravando o mercado, e criando condições para que surja algo como se fosse uma nova oferta. Esse tem o DNA liberal, tem o DNA de Chicago — diz Langoni.

O Globo

 

Petrobras assina acordo com o Cade para venda de refinarias

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Petrobras assinou nesta quarta-feira (12) o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que prevê a venda de oito das 13 unidades de refino da empresa, o que corresponde a cerca de 50% da capacidade de refino da Petrobras. O acordo, aprovado ontem (11) pelo conselho, põe fim a uma investigação do órgão regulador sobre possível prática de abuso de posição dominante pela Petrobras no segmento de refino.

A proposta foi apresentada pela empresa no início do mês, após o Cade ter aberto inquérito para investigar se a Petrobras abusava de sua posição dominante no refino de petróleo, uma vez que a estatal detém 98% do mercado de refino do país. A investigação apuraria se empresa estaria usando de sua posição para determinar o preço dos combustíveis e evitar a entrada de novos concorrentes. A Petrobras tem até 2021 para realizar a venda das refinarias.

O plano prevê, além do desinvestimentos em ativos relacionados a transporte de combustíveis, na BR Distribuidora, a venda de oito refinarias: Abreu e Lima (RNEST), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Landulpho Alves (RLAM), Gabriel Passos (REGAP), Presidente Getúlio Vargas (REPAR), Alberto Pasqualini (RFAP), Isaac Sabbá (REMAN) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR).

O acordo também prevê que as refinarias RLAM, RNEST, REPAR, REFAP e REGAP não poderão ser adquiridas por um mesmo comprador ou empresas de um mesmo grupo econômico por serem considerados como potencialmente concorrentes.

“O cronograma e o cumprimento dos compromissos assumidos junto ao CADE serão acompanhados por um agente externo, a ser contratado pela Petrobras, segundo especificações a serem estabelecidas em comum acordo”, disse a Petrobras em comunicado ao mercado.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Robert disse:

    O principal troféu da Lavajato sendo preparado para ser entregue aos patrocinadores de tudo isso que estamos assustimos: golpe tirando a presidente eleita Dilma por pedaladas fiscais, a prisao e impedimento da candidatura de Lula e a eleição desse lunatico incompetente .
    Desde o começo, o principal motivo era nosso petróleo que despertou a ganância do Tio San com a descoberta do Pré sal.
    Ou é só coincidência que o mesmo estrategista e marqueteiro de Trump e também o de Bozonaro?

Petrobras é condenada em Natal a regularizar a jornada de trabalho e a adotar registro de ponto de acordo com as normas trabalhistas

A Petrobras foi condenada, pela 9ª Vara do Trabalho de Natal, a regularizar a jornada de trabalho dos seus empregados e a adotar sistema de controle de ponto de acordo com as normas trabalhistas. As irregularidades foram objeto de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Norte (MPT-RN) contra a empresa, com base em denúncias confirmadas em autos de infração da auditoria fiscal do Trabalho. A empresa deve pagar R$ 44,5 milhões em danos morais coletivos.

Durante o processo, perícia realizada pelo perito judicial nomeado, auditor fiscal do trabalho Luiz Antonio Araujo, detalhou como se processava o sistema alternativo utilizado pela Petrobras. “Diferentemente do que ocorre com o Registo Eletrônico de Ponto (REP), as marcações registradas nesse banco de dados são suscetíveis de serem alteradas não pelos próprios empregados, mas sim pelas pessoas encarregadas de manter esses bancos de dados em funcionamento”, concluiu.

De acordo com a procuradora Regional do Trabalho que atuou no caso, Ileana Neiva, o fato de acordo ou convenção coletiva de trabalho autorizarem a utilização de registro alternativo não significa que as empresas podem manter registros programados para anotar a jornada contratual e não a jornada real trabalhada por seus empregados. “Em cada caso, o Poder Judiciário, diante das provas apresentadas, dará a palavra final se os registros são confiáveis ou não, não se podendo admitir registros de ponto que aceitam alterações futuras”, explica a procuradora.

Ileana Neiva compara os registros eletrônicos de ponto às máquinas registradoras de compra de produtos. “As máquinas registradoras devem ser invioláveis, ou seja, as empresas não podem alterar as vendas efetuadas, para que não haja sonegação fiscal. Por que o registro de ponto não teria a mesma garantia de inviolabilidade, se a partir dos registros corretos são calculadas as horas extras do trabalhador e sobre essas horas incide o FGTS e a contribuição previdenciária?”, indaga.

A decisão da Justiça do Trabalho impõe que a empresa deve utilizar o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto, previsto Portaria nº 1.510, de 21/08/2009, do Ministério do Trabalho e Emprego, em todos os seus estabelecimentos e plataformas. Também determina a proibição as restrições à marcação do ponto; marcação automática do ponto; exigência de autorização prévia para marcação de sobrejornada; e a alteração ou eliminação dos dados registrados pelo empregado. A empresa também ficou impedida de firmar acordos coletivos de trabalho que permitam o registro da jornada contratual, em vez da jornada real de trabalho.

Além disso, a Petrobras deve pagar a quantia de R$ 44,5 milhões por danos morais coletivos, reversível ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador ou a entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, nas áreas de saúde, educação, fiscalização, profissionalização ou assistência social, de reconhecido valor social, a serem indicadas pelo Ministério Público do Trabalho.

Entenda o caso – A empresa foi acionada, no Rio Grande do Norte, em agosto de 2017, mas já havia sido autuada em 13 Estados brasileiros por violações à norma legal de registro de jornada de trabalho. As irregularidades foram verificadas pelo então Ministério do Trabalho.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. carlos alberto disse:

    poxa, tenho um vizinho que vai odiar isso, é funcionário da petrobrás e mal pisa lá rs

Petrobras tem lucro de R$ 25,7 bilhões em 2018, após quatro anos de prejuízo

A Petrobras teve lucro líquido de R$ 25,779 bilhões em 2018. Foi o primeiro resultado positivo da companhia depois de quatro anos seguidos de perdas e o melhor resultado desde 2011.

O resultado do ano passado, segundo a companhia, foi influenciado pela melhora do lucro operacional e do resultado financeiro, com a redução das despesas com juros originados pela diminuição do endividamento. A empresa também teve crescimento das receitas financeiras devido aos ganhos com a renegociação de dívidas do setor elétrico.

Entre os destaques do resultado do ano estão:

Aumento de 31% nos preços do barril tipo Brent
Desvalorização do real frente ao dólar
Redução de R$ 1,1 bilhão dos juros pagos com o declínio do endividamento
E regularização de créditos de R$ 5,3 bilhões com a Eletrobras

“A performance da Petrobras no ano que passou foi indiscutivelmente a melhor em muitos anos, o que inclui a obtenção de alguns recordes históricos (…) e da interrupção de quatro anos seguidos de prejuízos”, disse o presidente da estatal, Roberto Castelo Branco.

O lucro operacional foi de de R$ 62,957 bilhões em 2018, alta de 77% na comparação com o ano anterior. As receitas somaram R$ 349,8 bilhões, uma alta de 23% sobre 2017.

Nos últimos anos, os resultados da companhia foram influenciados por perdas originadas com a Operação Lava Jato. Em 2017, por exemplo, a Petrobras teve prejuízo de R$ 446 milhões. À época, o desempenho da empresa foi afetado pelo acordo fechado pela companhia para encerrar processos judiciais movidos por investidores nos Estados Unidos e pela adesão a programas de regularização fiscal, que custaram juntos cerca de R$ 21,6 bilhões.

Dívida e investimento em queda

No ano passado, a dívida bruta foi de R$ 326,876 bilhões, uma queda de 10% na comparação com 2017 (R$ 361,483 bilhões).

A companhia reduziu de forma mais intensa a sua dívida de curto de prazo. A queda foi de 38%, de R$ 23,244 bilhões para R$ 14,296 bilhões. A dívida de longo prazo foi reduzida em 8%, de R$ 338,239 bilhões para R$ 312,580 bilhões.

O investimento também apresentou leve recuo no período de 2,8%, passando de R$ 42,4 bilhões para 41,2 bilhões.

Produção e vendas

Na comparação com 2017, a produção de petróleo, gás natural liquefeito e gás natural teve queda de 5%, para 2,628 milhões de barris de óleo equivalente por dia, por conta dos desinvestimentos nos campos de Lapa e Roncador, entre outros.

A Petrobras também divulgou o crescimento de 13% nas vendas de diesel, e uma queda nas vendas de gasolina, por conta da perda de competitividade em relação ao etanol.

Quarto trimestre

No quarto trimestre, o lucro líquido foi de de R$ 2,1 bilhões, uma queda de 68% na comparação com os três meses anteriores.

O resultado refletiu a redução do preço do petróleo tipo Brent no período, a queda das margens nas vendas de derivados e a ocorrência de itens especiais, que totalizaram R$ 6,3 bilhões, tais como acordo com ANP relacionado ao Parque das Baleias e perdas com contingências.

Acionistas

A companhia também informou que a remuneração total aos acionistas será de R$ 7,1 bilhões, sendo R$ 0,2535 por ação ordinária e R$ 0,9225 por ação preferencial.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Com reserva de mercado, se reerguer fica facin facin…,,,,,,,,,,,

  2. Ceará-Mundão disse:

    É preciso diminuir o tamanho do Estado brasileiro. Não só a Petrobrás, mas muitas outras empresas estatais precisam ser privatizadas. Só assim evitaremos a enorme roubalheira do dinheiro do contribuinte, do NOSSO dinheiro. O Estado tem que se atear às funções da sua competência que, a propósito, vem desempenhando muito mal. Saúde pública, educação (básica e fundamental), segurança pública e investimentos em infra-estrutura, são essas as funções do Estado. No mais, privatiza. É melhor para todos nós.

  3. judson silva disse:

    máquina de fazer dinheiro. Aí esse dinheiro vai pra onde?
    Prefiro que seja privatizada e o preço da gasolina baixe!
    Pra mim pouco importa se deu 200 TRILHOES de lucro se eu
    estou pagando mais de 4 reais no litro da gasolina!

    • Nilvan Rodrigues da Silva disse:

      Quando se fala em investidores significa dizer o quê hem cara pálida?
      Sugiro pelo menos ler toda matéria antes de falar bobagem.
      As últimas duas linhas diz: "A companhia também informou que a remuneração total aos acionistas será de R$ 7,1 bilhões, sendo R$ 0,2535 por ação ordinária e R$ 0,9225 por ação preferencial."

  4. Maria disse:

    Pena que esse lucro só serve para os servidores da petrobras encherem os bolsos porque alem de salarios muito mais altos do que equivalente na iniciativa privada, tem varias regalias como juízes e promotores.
    Recebem 14º salario, vendem ferias, recebem divisao de lucros, auxilio educação para filhos ate 21anos, auxilio medicamentos, etc ISSO TEM QUE ACABAR, fim de regalias JÁ!
    A PETROBRAS TEM QUE SER PRIVATIZADA, pq os lucros vao quadruplicar e acaba mamatas de politicos e servidores de alto custo.

    • Jõao Antônio disse:

      E esse pessoal que tem inveja de servidor público. Ao invés de invejar, estude e passe para petrobras para ter isso tudo. Ou vc iria abrir mão desses benefícios? Toda empresa grande, de porte multinacional dá vários benefícios aos funcionários. Procura saber. Terceirizadas do ramo de petróleo pagam salários até bem melhores que a petrobras aos seus funcionários.
      Muita gente acha que o país vai melhor tirando do trabalhador honeste, tem que tirar da classe política, que ganham dinheiro com a cara.

  5. Antônio disse:

    Pelo preço do combustível já era esperado. Infelizmente continua a ditadura dos preços dos combustíveis e nem um governo consegue baixar

    • Cidadão disse:

      Vá se informar melhor p depois fazer algum tipo d crítica.
      Trabalhe com a mente.

Petrobras eleva gasolina em 1,23% nas refinarias

A Petrobras anunciou nessa quarta-feira (20) que vai elevar, a partir desta quinta (21), o preço médio da gasolina em 1,23% nas refinarias. O preço médio do diesel seguirá inalterado em R$ 2,0505.

Com isso, o preço médio do litro da gasolina passará de R$ 1,6337 para R$ 1,6538 entre hoje e amanhã, enquanto o diesel se manterá em R$ 2,0505.

Ontem, a empresa anunciou a elevação do preço médio da gasolina em 2,30% nas refinarias. Essa é a terceira vez nesta semana que a empresa eleva o preço da gasolina nas refinarias. O preço médio do diesel não mudou.

No ano passado o governo anunciou o fim do programa de subvenção do diesel instituído pela União. O programa de subvenção ao diesel havia sido criado pelo governo após a greve dos caminhoneiros, no fim de maio de 2018. Uma das principais reivindicações da categoria era redução no preço do combustível.

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho de 2017. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente.

Em março de 2018, a empresa mudou sua forma de reajustes, e passou a divulgar preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias — e não mais os percentuais de reajuste.

Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 26,34% e o diesel uma valorização de 51,20%.

Valor

Patrocínios da Petrobras estão sob revisão, diz Bolsonaro

Twitter/Bolsonaro/Direitos reservados

O presidente Jair Bolsonaro informou, pelo Twitter, que os patrocínios concedidos pela Petrobras estão sendo revistos.

“Para maior transparência e melhor empregabilidade do dinheiro público, informamos que todos os patrocínios da Petrobras estão sob revisão, objetivando enfoque principal dos recursos para a educação infantil e manutenção do empregado à Orquestra Petrobras”, escreveu o presidente.

Bolsonaro permanece internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, mas pode receber alta ainda esta semana. Para esta quarta-feira (13), não estão previstos compromissos oficiais em sua agenda. As visitas continuam restritas.

Segundo último boletim médico, de ontem à noite, o presidente mantém boa evolução clínica, está afebril, sem dor abdominal e com o quadro pulmonar em resolução.

Ele permanece uma dieta leve e com suplemento nutricional. Bolsonaro está internado desde o dia 27 de janeiro, para a retirada a bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Andinho disse:

    Decisão acertada, chega de farra com dinheiro público.
    Empresa públicas ou de capital misto, como petrobras, Banco do Brasil, caixa, entre outras, não deveriam visar lucro, e sim, simplesmente oferecer os serviços pelo menor custo possível.

    • Arthur disse:

      Se não houver lucro, as Empresas Públicas terão que usar nossos impostos para fornecer produtos/serviços para a população.
      Sociedade de Economia Mista sem lucro??? kkkkkk Pode isso, Arnaldo?
      Patrocínios compõem o investimento em cultura, educação, esporte e lazer de todas as grandes organizações, devem ser revisados, mas nunca extintos.

  2. Euzim disse:

    COrretíssimo. A farra tem que acabar. Pra isso ele foi eleito.

  3. Carlos Bastos disse:

    Ele deveria rever os laranjas do partido dele. Será que no RN não teve laranja também.

DELAÇÃO PALOCCI: Lula ainda mandava na Petrobras no governo Dilma

Em trecho até agora inédito da delação premiada de Antonio Palocci , obtido por O Antagonista, o ex-ministro disse que, em 2012, Lula recebeu Graça Foster no hospital para demonstrar que ele continuaria mandando na Petrobras depois que ela assumisse a estatal no lugar de seu indicado José Sérgio Gabrielli.

“A reunião de 06.12.2012 significava que Lula aceitava a substituição, mesmo contrariado, e demonstrava a Graça que continuava a ser ele a pessoa que mandava na Petrobras”.

A reunião ocorreu no hospital Sírio-Libanês, onde Lula estava internado para tratar de uma inflamação na garganta, decorrente das sessões de radioterapia contra o câncer na laringe.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. PTdorento disse:

    E alguém duvidava disso?

Petrobras reduz preço da gasolina nesta quarta ao menor valor em 14 meses

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters 

A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina em suas refinarias ao menor nível em cerca de 14 meses a partir desta quarta-feira (9), em meio a uma redução na cotação do dólar ante o real, um dos parâmetros utilizados pela companhia em sua sistemática de reajustes.

O corte será de 1,38% ante o valor praticado nessa terça-feira (8), para R$ 1,4337 por litro. É o patamar mais baixo desde o R$ 1,4259 visto em 24 de outubro de 2017, segundo dados da petroleira.

O preço da gasolina vem caindo desde meados de dezembro diante da depreciação da moeda norte-americana. O outro componente de peso seguido pela estatal em seu mecanismo de reajustes é o mercado internacional de petróleo, que também apresentou quedas recentemente.

Os reajustes quase diários da Petrobras começaram em meados de 2017. No acumulado de todo esse período, a gasolina da estatal apresenta alta de 3,60 por cento.

Já no caso do diesel, a cotação média na refinaria segue em R$ 1,8545 por litro desde o começo do ano.

No fim de 2018, a empresa anunciou um mecanismo financeiro de proteção complementar à política de preços do diesel, semelhante a um já utilizado na gasolina, que permite à companhia manter a cotação do produto estável nas refinarias por um período de até sete dias em momentos de elevada volatilidade.

R7, com Reuters

Petrobras corta preço da gasolina na refinaria em 2,73%; mantém diesel

Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), da Petrobras, em Cubatão, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

A Petrobras reduziu em 2,73% o preço médio da gasolina comercializada em suas refinarias a partir desta quinta-feira (3), para R$ 1,4675 por litro, o menor patamar desde meados de fevereiro.

O corte anunciado pela companhia ocorre um dia após forte queda do dólar ante o real, um dos parâmetros utilizados pela empresa em sua sistemática de reajustes. O outro componente de peso é o mercado internacional de petróleo e gasolina, que avançou na véspera.

Em relação ao diesel, o preço médio nas refinarias da Petrobras foi mantido nesta quinta-feira em R$ 1,8545 por litro. No dia 31 de dezembro, o diesel foi reajustado em 2,5%, após término do programa federal de subsídio.

O repasse do corte para o preço cobrado nas bombas depende das distribuidoras e dos postos.

Na semana passada, a estatal anunciou um mecanismo financeiro de proteção complementar à política de preços do diesel, semelhante ao utilizado na gasolina, que permite à companhia manter a cotação do produto estável nas refinarias por um período de até sete dias em momentos de elevada volatilidade.

Tal mecanismo já pode ser utilizado pela Petrobras, dado o término, na segunda-feira, da subvenção econômica à comercialização do diesel oferecida pelo governo em boa parte de 2017.

Preço nas bombas

Nas bombas, o preço médio da gasolina e do diesel terminou o ano em alta para o consumidor final, embora nas refinarias o valor cobrado pela Petrobras tenha recuado em 2018.

Segundo dados divulgados na véspera pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nas bombas ficou em R$ 4,344 por litro na última semana, e o do diesel, em R$ 3,451. Com isso, a três dias do final do ano, os preços acumulavam em 2018 alta de 5,97% e 3,75%, respectivamente.

Preços dos combustíveis em 2018 — Foto: Arte G1

G1, com Reuters

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. nasto disse:

    O difícil é diminuir o preço na bomba(postos) não acompanha nunca a baixa. Agora para aumentar é só anunciar. Interessante, em Santa Maria (RN) o valor do litro já está abaixo de R$ 4,00.

    • Luiz Moreira disse:

      Todos os postos reduziram preço nas bombas em dezembro

    • Rubi disse:

      E baixou no posto???
      Acabou de dizer que não baixa nos postos.
      Vá entender cabeça de consumidor. Kkkkkk.