Saúde

Por que o uso de antibióticos na agropecuária preocupa médicos e cientistas

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Há quatro anos, em uma fazenda de criação intensiva em Xangai, na China, um exame feito em um porco prestes a ser abatido encontrou uma bactéria resistente ao antibiótico colistina. O achado acendeu um alerta que ecoou pelo mundo — cada vez mais temeroso com a capacidade que micro-organismos têm demonstrado em driblar tratamentos à base de antibióticos.

A bactéria resistente encontrada no suíno, uma Escherichia coli, levou os cientistas da China a aprofundar os exames — agora, também em frangos de fazendas de quatro províncias chinesas, nas carnes cruas desses animais à venda em mercados de Guangzhou, e em amostras de pessoas hospitalizadas com infecções nas províncias de Guangdong e Zhejiang.

Eles encontraram uma “alta prevalência” do Escherichia coli com o gene MCR-1, que dá às bactérias uma alta resistência à colistina e tem potencial de se alastrar para outras bactérias, como a Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. O MCR-1 foi encontrado em 166 de 804 animais analisados, e em 78 de 523 amostras de carne crua.

Já nos humanos, a incidência foi menor, mas se mostrou presente — em 16 amostras de 1.322 pacientes hospitalizados.

“Por causa da proporção relativamente baixa de amostras positivas coletadas em humanos na comparação com animais, é provável que a resistência à colistina mediada pelo MCR-1 tenha se originado em animais e posteriormente se alastrado para os humanos”, explicou em 2015 Jianzhong Shen, da Universidade de Agricultura em Pequim, um dos autores do estudo, cujos resultados foram publicados no periódico The Lancet Infectious Diseases.

Mas como esse material genético resistente pode ter passado dos animais para os humanos? O caminho de “transmissão” de microrganismos (bactérias, parasitas, fungos e etc) resistentes é uma incógnita não só para o caso dos porcos, frangos e pacientes na China, mas para o uso veterinário e médico de antibióticos como um todo.

Pode ser que esses microrganismos ou resquícios de antibióticos (restos dos medicamentos que, em contato com os micróbios, podem estimular sua resistência) possam estar se alastrando pelos alimentos, ou ainda através do lixo hospitalar, lençóis freáticos, rios e canais de esgoto — e a investigação para desvendar as rotas de bactérias tem motivado inúmeras pesquisas no Brasil e no mundo (veja detalhes sobre esses estudos abaixo).

“As bactérias não têm fronteiras: a resistência pode passar de um lugar a outro sem passaporte e de várias formas”, explica Flávia Rossi, doutora em patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Grupo Consultivo da OMS para a Vigilância Integrada da Resistência Antimicrobiana (WHO-Agisar). “Com a globalização, não só o transporte de pessoas é rápido, como os alimentos da China chegam ao Brasil e vice-versa. Essa cadeia mimetiza o que acontece com o clima: estamos todos interligados. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem trabalhando com o enfoque de ‘One Health’ (‘Saúde única’ em português, a perspectiva de que a saúde das pessoas, dos animais e o ambiente estão conectados).”

Agora, a dimensão global do problema ganhou um mapeamento inédito juntando pesquisas já feitas medindo a presença de microrganismos resistentes em alimentos de origem animal em países de baixa e média renda — e o Brasil aparece no grupo de lugares com situação preocupante. Não quer dizer que o estudo considere o país como um todo, mas pontos que já foram submetidos a pesquisas, como abatedouros de bois em cidades gaúchas ou em uma fazenda produtora de leite e queijo em Goiás.

Sul brasileiro: foco de resistência microbiana

China e Índia foram, segundo os autores do estudo, publicado na revista Science, “claramente” os lugares em que os maiores níveis de resistência foram encontrados.

Mas o Sul do Brasil, leste da Turquia, os arredores da Cidade do México e Johanesburgo (África do Sul), entre outros, se destacaram também como hotspots, ou focos de resistência microbiana em animais destinados à alimentação, principalmente bovinos, porcos e frangos (com níveis elevados de P50, percentual acima de 50% de amostras de microrganismos resistentes a determinados antibióticos).

As maiores resistências observadas foram relacionadas a alguns dos antibióticos mais usados na produção animal, como as tetraciclinas, sulfonamidas e penicilinas. Entre aqueles importantes para tratamento também em humanos, destacaram-se a resistência à ciprofloxacina e eritromicina.

Os autores reuniram ainda dados que apontam para focos de resistência emergentes, ou seja, em que a resistência dos microrganismos a antibióticos está crescendo. Aí, o Brasil também aparece, tanto o Sul quanto o Centro-Oeste.

Após ler o estudo, a pesquisadora brasileira Silvana Lima Gorniak, professora titular da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, liga o destaque ao Sul justamente a uma maior criação de aves e suínos na região, animais para os quais há maior uso de antimicrobianos com a finalidade de promover o crescimento (entenda os diferentes usos de antibióticos veterinários e seus impactos abaixo).

A situação da América do Sul é particularmente preocupante por causa da carência de dados, diz o estudo: “Considerando que Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil são exportadores de carne, é preocupante que haja pouca vigilância epidemiológica da resistência microbiana disponível publicamente para esses países. Muitos países africanos de baixa renda têm mais pesquisas desse tipo do que os países de renda média na América do Sul. Globalmente, o número de pesquisas per capita não se correlacionou com o PIB per capita, sugerindo que a capacidade de vigilância não é impulsionada apenas por recursos financeiros.”

Buscando ampliar, em partes, o acesso a esse tipo de informação, os autores do estudo lançaram um banco de dados colaborativo para cadastro de pesquisas sobre o tema em todo o mundo, o “Resistance Bank”.

“O Brasil precisa urgentemente de dados de vigilância disponíveis publicamente sobre a resistência microbiana. É um grande exportador de carne, todos comemos frango brasileiro, seria bom saber o que há nele”, escreveu por e-mail à BBC News Brasil Thomas Van Boeckel, um dos autores do estudo e pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), na Suíça.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmou que, “em relação ao estudo da revista Science”, está “ciente sobre a importância da resistência aos antimicrobianos”. “Trata-se de um dos maiores desafios globais de saúde pública e que deve ser abordado pelos países atendendo ao conceito de Saúde Única, exigindo ações imediatas de todos os envolvidos”.

A pasta garante que o país está correndo atrás para ter um sistema de vigilância, por meio do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária (PAN-BR AGRO), cujo prazo previsto para implementação vai de 2018 a 2022.

Segundo fontes consultadas pela reportagem, o cronograma do plano tem sido cumprido.

Um de seus pontos-chave, e já o colocado em prática, é a realização de testes oficiais de rotina para detecção de micróbios resistentes em animais e alimentos com essa origem.

São amostragens aleatórias de ovos, leite, mel e de animais encaminhados para abate sob inspeção federal, mas o que se busca são resquícios de antibióticos, e não microrganismos resistentes.

Em 2018, o relatório apresentado pelo ministério mostra que o percentual de amostras com resquícios de antibióticos em conformidade ficou na casa dos 99%.

“Para ser seguro para consumo alimentar, a presença de determinadas bactérias tem que estar dentro de limites estabelecidos pelas agências de saúde de cada país, o que já é feito. Mas mais do que saber, por exemplo, a presença de Salmonella (gênero de bactérias) em galinhas ou porcos, é possível testar sistematicamente a suscetibilidade dela aos antibióticos — que é realmente o que nos permite saber se as bactérias são ou não resistentes”, aponta João Pedro do Couto Pires, também coautor do estudo e pesquisador do ETH Zurich.

Frangos com Salmonella resistente em Estados brasileiros

Ainda que não tenha hoje um levantamento sistematizado, o Brasil já teve experiências pontuais na medição da resistência microbiana em alimentos de origem animal.

Uma análise feita entre 2004 e 2006 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em amostras de frangos congelados vendidos em 14 Estados brasileiros, detectou bactérias Salmonella e Enterococcus resistentes a vários antimicrobianos. Das 250 cepas de Salmonella analisadas, por exemplo, 77% foram consideradas multirresistentes (resistentes a duas ou mais classes de antibióticos).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou ainda que vem progressivamente proibindo medicamentos veterinários usados com o objetivo principal de fazer os animais engordarem, os chamados melhoradores de desempenho. Já foram proibidas substâncias do tipo como os anfenicóis, as tetraciclinas e as quinolonas.

“Na criação animal, há basicamente três tipos de uso de antimicrobianos. O primeiro é o terapêutico, como ocorre com o ser humano. A segunda maneira é a preventiva, como no desmame dos suínos — esse animal provavelmente vai passar por estresse, vai ter uma imunossupressão (redução da atividade do sistema imunológico), e ela pode levar à infecção por várias bactérias, então se faz preventivamente o tratamento”, explica Silvana Lima Gorniak, da USP.

“A terceira maneira é a mais polêmica, a mais discutida na ciência, que é a administração (de antimicrobianos) como melhorador de desempenho. Nesse caso, o animal não tem nenhuma doença, provavelmente não vai ficar doente, e o antimicrobiano é empregado com a finalidade de promover o crescimento. Não se sabe exatamente como, mas o animal de fato cresce.”

A colistina, aquela a que bactérias em porcos na China mostraram resistência no estudo publicado no The Lancet Infectious Diseases em 2015, foi uma das substâncias proibidas para uso como melhorador de desempenho em rações no Brasil, em 2016. Seu uso para o tratamento de doenças, como diarreias, continua, no entanto, permitido por aqui. Proibições foram impostas também em outros países, como a própria China, Índia e Argentina.

Ao mesmo tempo, esta substância é colocada pela OMS no grupo mais crítico entre os antibióticos que precisam urgentemente de substitutos — já que são o último recurso para o tratamento de algumas doenças para as quais outros antibióticos não funcionam mais, são amplamente usados na medicina humana e já se mostraram altamente vulneráveis à resistência microbiana.

Antimicrobianos passaram a ser mais significativamente usados na criação de animais para consumo nos anos 1950 em países de alta renda, algo que foi se estendendo para países de baixa e média renda — onde hoje, inclusive, projeções mostram que o uso desses medicamentos aumentará, já que a produção e consumo de carne nesses países tem crescido.

O elo entre precariedade e uso de antibióticos

Thomas Van Boeckel destaca que, no mundo, o uso excessivo de antibióticos está associado à criação intensiva de animais, a produção industrial, “mas não em todos os países, algumas exceções existem, como a Holanda e a Dinamarca”, aponta.

Sandra Lopes, diretora da organização Mercy for Animals no Brasil, vê o uso de antibióticos como uma das práticas degradantes impostas aos animais.

“O uso de antibióticos força esses animais a seguirem produzindo em um sistema completamente cruel, onde os animais não podem exercer nenhum de seus comportamentos naturais”, aponta a representante da ONG, dedicada ao bem estar de animais ditos de produção, aqueles destinados ao consumo alimentício.

Como exemplos, ela menciona criações com confinamento intensivo em gaiolas.

As galinhas poedeiras, confinadas em uma área análoga ao que seria passar a vida inteira dividindo um elevador com outras 12 pessoas, segundo a ONG, não têm espaço para exercer comportamentos naturais como abrir as asas ou ciscar. Sem forças nas pernas por não movimentá-las, essas galinhas podem sofrer fraturas com o peso do próprio corpo. Isso leva a um ciclo em que o uso de antibióticos se faz necessário.

Há ainda a debicagem, quando os bicos dessas aves são retirados para evitar, entre outros, o canibalismo — intensificado pelo estresse vivido pelos animais. É algo que leva também ao corte dos rabos dos porcos, procedimentos esses que muitas vezes exigem também o emprego de antibióticos.

Lopes menciona ainda a falta de ventilação, a lotação de animais ou ainda o contato com excrementos como características da realidade da produção em escala que podem debilitar a saúde dos animais. Por isso, a ONG defende, entre outras medidas, a melhor regulamentação de várias etapas da criação de animais, a certificação de produtos gerados em práticas consideradas satisfatórias (como existe no caso das galinhas poedeiras criadas fora de gaiolas) e, como recomendação aos clientes, a redução do consumo de produtos de origem animal.

Silvana Lima Gorniak destaca que a ligação entre precariedade na produção e uso excessivo de antibióticos fica mais evidente, uma vez mais, no caso dos melhoradores de desempenho.

“As condições sanitárias impactam diretamente no uso de antimicrobianos. Os melhoradores de desempenho têm um efeito muito benéfico naqueles lugares onde as condições sanitárias não são tão adequadas. Em locais com higiene adequada, é claro que há benefícios, mas ele é diluído”, explica a pesquisadora.

Já os autores do artigo publicado na Science destacam que o cenário de precariedade e consequente uso de antibióticos pode ser uma faca de dois gumes para os produtores: “Uma consequência fundamental desta tendência é um esgotamento do portfólio de tratamento para animais doentes. Essa perda tem consequências econômicas para os agricultores, porque os antimicrobianos acessíveis são usados como tratamento de primeira linha, e isso pode eventualmente se refletir em alimentos com preços mais altos.”

Entidade veterinária pede maior controle de vendas de medicamentos no setor

“É como para a gente, humanos: os antibióticos resolveram muitas questões, mas se a gente abusa, vai chegar uma hora que eles não serão mais eficazes”, resume Fernando Zacchi, assessor técnico da presidência do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Zacchi diz que a entidade está empenhada em educar a categoria para um uso mais racional de antibióticos e tornar mais rigoroso o acesso a antimicrobianos veterinários — hoje, ele explica ser necessária a apresentação, mas não retenção, da receita.

“Aí está uma fragilidade: estamos trabalhando com outros órgãos para a obrigatoriedade da retenção e escrituração”, aponta, lembrando que entra na questão ainda o uso de antimicrobianos em animais domésticos.

Outro ponto é o cumprimento da exigência de um responsável técnico nos pontos de venda destes medicamentos, algo que é fiscalizado pelo próprio CFMV — a BBC News Brasil pediu dados sobre multas e autuações relacionadas a essas regras, mas não teve a solicitação atendida.

“Embora o conselho e o Mapa entendam que deve haver um responsável técnico nesses estabelecimentos, o Judiciário está eventualmente dispensando este profissional, cuja presença garante mais controle e rastreabilidade.”

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), nos últimos cinco anos, os antimicrobianos abocanharam cerca de 16% das vendas de tratamentos veterinários (que incluem ainda as categorias antiparasitários; biológicos; suplementos e aditivos; terapêuticos). A reportagem pediu valores — e não apenas percentuais — por categoria, mas não teve a demanda atendida.

Em nota enviada à BBC News Brasil, a Aliança para Uso Responsável de Antimicrobianos, que representa várias entidades do setor produtivo, afirmou também que no ramo a questão “é tratada com responsabilidade por todos os elos da cadeia produtiva”. “Contra achismos, a Aliança busca construir um debate pautado pelo pensamento científico e pela transparência. É formada por organizações nacionais da bovinocultura de corte e leite, avicultura, suinocultura, aquicultura e pescado.”

A Aliança defende que há controle interno, com análises diárias feitas pelas próprias empresas sobre a questão e que o “Brasil cumpre rigorosamente as determinações técnicas de todas as nações importadoras”.

Em relação à produção em escala, a entidade aponta que o país “segue as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o alojamento dos animais”.

“Na produção industrial, o sistema produtivo é isolado em controles restritivos de acesso, o que evita a circulação de doenças. Em situações de produção precária, sem as devidas salvaguardas técnico-veterinárias, os riscos de enfermidades e o uso inadequado de antibióticos são maiores”, acrescentou.

E agora, o que fazemos em casa?

“Sou um cavaleiro do apocalipse”, brinca Victor Augustus Marin, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

À frente do Laboratório de Controle Microbiológico de Alimentos da Escola de Nutrição (Lacomen), ele e seus alunos e orientandos têm desenvolvido uma metodologia própria para encontrar bactérias resistentes em alimentos minimamente processados, aqueles prontos para consumo, como frutas e queijos. Um resumo do que eles têm encontrado até aqui: muitas bactérias resistentes.

Em sua dissertação de mestrado orientada por Marin, Cristiane Rodrigues Silva, por exemplo, buscou bactérias resistentes em amostras de queijo minas frescal. Todos exemplares estudados apresentaram algum conjunto de bactérias resistentes — em 13%, a resistência foi constatada para todos os antibióticos testados e em 80%, para 8 a 10 diferentes antibióticos. Foi constatada ainda resistência em 87% dos queijos aos carbapanêmicos, tipo de antibiótico potente que é considerado uma das últimas alternativas na luta contra microrganismos muito resistentes.

Agora, Silva, Marin e o resto da equipe estão estudando outros tipos de queijo, como minas padrão, parmesão, ricota e cottage; além de frutas compradas no comércio comum, como manga, laranja e caju. Eles também querem verificar se outras formas de produção, como a orgânica, podem alterar a presença de microrganismos resistentes.

“Comprovamos não só que as bactérias nos alimentos estudados até agora têm alguma resistência, como genes de resistência”, aponta Marin, acrescentando que, embora em escala muito menor do que na pecuária ou entre humanos, antibióticos são usados também na agricultura.

“Como essa bactéria chegou ao queijo? Tem que voltar ao campo: a vaca come capim, que tem dentro dela bactérias endofíticas, que vivem dentro das plantas. A vaca ingere a planta, produz leite e o leite vai para o queijo. Mas é difícil falar quem originou a bactéria primeiro — elas evoluem junto com os humanos e animais. Também são promíscuas: trocam material genético.”

As diversas variáveis que influenciam a resistência dos micróbios são justamente o que representa um desafio para as pesquisas: para traçar o caminho dos microrganismos através dos animais, humanos e do ambiente, seriam necessários grandes volumes de amostras desses elementos.

E em tempo real, lembra João Pedro do Couto Pires, já que muitas vezes é diagnosticada alguma infecção em uma ponta, mas sua origem muitas vezes já se perdeu no tempo.

Por isso, o alarme tocado pelo artigo na Science traz um porém: “Está além do escopo deste estudo tirar conclusões sobre a intensidade e a direcionalidade da transferência de resistência microbiana entre animais e humanos — aspectos que devem ser investigados com métodos genômicos robustos”.

Enquanto a ciência busca decifrar o caminho percorrido pelas bactérias, o que nós, humanos e consumidores de alimentos podemos fazer?

Flávia Rossi, patologista da USP, lembra de procedimentos básicos de saneamento e higiene que cortam a circulação de microrganismos, como lavar as mãos; o uso de água potável na cozinha; e o armazenamento adequado de alimentos.

O cuidado deve ser redobrado com pessoas mais vulneráveis, como hospitalizados, imunossuprimidos ou transplantados. “As bactérias também nos protegem, estão no nosso intestino, na nossa pele… Mas elas nos atacam quando há um desequilíbrio”, diz.

João Pedro do Couto Pires brinca que, hoje, nossas casas são mais perigosas do que restaurantes por haver menos cuidado com questões sanitárias. Ele destaca ações a serem evitadas: misturar alimentos crus e cozidos; ou carnes e vegetais, como, por exemplo, no refrigerador ou no uso de uma mesma faca ou tábua para esses dois tipos de alimentos. Essas misturas levam a fluxos de microrganismos que, no caso de alimentos crus, como vegetais em uma salada, acabam sendo ingeridos pela pessoa que está comendo.

Marin garante que não se trata de parar de comer alimentos como os estudados por sua equipe, como queijos e frutas, mas de aprofundar investigações sobre como a resistência microbiana se expressa neles — para, aí sim, fazer-se uma escolha entre custos e benefícios. Por exemplo, algo a ser levado em conta, segundo descobriu sua equipe, é que queijos mais úmidos exigem maior cuidado no assunto.

“O queijo, além de ter bactérias com resistência, também tem outra microbiota — outras bactérias — que combatem as que têm resistência. Ninguém é demônio e ninguém é anjo, inclusive entre as bactérias. Por isso a visão holística (multifatorial) é tão importante”, diz.

BBC Brasil

 

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Geral

Conselho de Medicina aprova resolução inédita que pune com suspensão e cancelamento de registro empresas de saúde que atrasarem pagamento de médicos

Na manhã desta segunda-feira (25), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte – CREMERN fez uma coletiva para apresentar para imprensa uma resolução criada para a valorização e defesa da dignidade médica potiguar. O CREMERN aprovou a Resolução CREMERN nº 11/2026, que estabelece um cerco rigoroso contra empresas médicas (hospitais, clínicas, cooperativas ou intermediadoras de serviços) que atrasarem de forma injustificada o pagamento de salários, honorários ou plantões aos profissionais da medicina. As sanções preveem desde a suspensão temporária das atividades até o cancelamento definitivo do registro da pessoa jurídica no Conselho.

A resolução, aprovada em sessão plenária, determina que o atraso por período superior a 5 dias, a contar do vencimento do contrato, já sujeita a instituição à abertura de processo administrativo. De acordo com o texto, a alegação de “falta de repasse de verbas por parte da gestão pública” não será aceita como justificativa legal para o calote ou atraso, acabando com uma prática comum de transferência do risco financeiro para o trabalhador. “A Resolução CREMERN N° 11/2026 permite uma nova era de responsabilidade ética e administrativa para empresas médicas no Rio Grande do Norte. Esta resolução transforma o atraso da remuneração injustificada contra médicos em um problema não apenas contratual, mas ético-administratvo perante o Conselho Regional de Medicina”, declara a presidente do CREMERN, Dra. Giana da Escóssia Melo.

Para o conselheiro federal e relator da medida, Dr. Jeancarlo Fernandes Cavalcante, a resolução atende a um clamor antigo da categoria. “A finalidade é reforçar a regularidade do exercício da atividade médica por pessoas jurídicas, assegurando as normas éticas. Buscamos resguardar a dignidade do exercício profissional médico, coibindo o inadimplemento remuneratório e garantindo maior segurança aos profissionais e à assistência prestada à população”, destaca o relator em sua exposição de motivos.

A inadimplência será apurada mediante denúncia protocolada pelo médico prejudicado junto ao Departamento de Processo Ético Profissional do CREMERN, munido de provas mínimas do serviço prestado.

A resolução também cria um escudo protetor contra retaliações: caso um médico seja retirado de escalas ou desligado de forma imotivada após denunciar atrasos ou condições inadequadas de trabalho, a empresa e o seu Diretor Técnico responderão ético-profissionalmente por infração grave ao Código de Ética Médica.

Como funcionará a punição e o rito de julgamento:

Trâmite célere: Recebida a denúncia, a empresa terá 15 dias para apresentar defesa prévia. Um conselheiro relator será nomeado para expor os fatos e o caso será julgado em Sessão Plenária, garantindo o direito à ampla defesa (com 10 minutos de sustentação oral para cada parte).

Penas Aplicáveis: As sanções administrativas do CREMERN são gradativas e severas: Suspensão do registro da inscrição por 180 dias; Suspensão do registro da inscrição por 1 ano e cancelamento definitivo do registro de inscrição.

Recuperação difícil: Se a empresa for punida com a suspensão, o registro é reativado após a quitação integral da dívida. Porém, se a plenária aplicar a pena de cancelamento definitivo, pagar a dívida não devolverá o registro anterior; a empresa terá que passar por todo o processo burocrático de uma nova inscrição do zero (taxas, vistorias e novas exigências).

Para evitar que os pacientes fiquem desassistidos por causa da irresponsabilidade financeira de gestores, a resolução determina que, em caso de suspensão ou cancelamento do registro da empresa inadimplente, o gestor público ou privado contratante terá o prazo improrrogável de quize dias para efetuar a troca da empresa responsável pela gestão do serviço de saúde.

A Resolução CREMERN nº 11/2026 foi assinada pela presidente do Conselho, Giana da Escóssia Melo, e pela secretária-geral, Elvira Maria Mafaldo Soares, entrando em vigor em sua publicação no último dia 15 de maio.

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Geral

Prefeitura divulga programação do São João de Natal com shows na Arena das Dunas e Nélio Dias; confira

Foto: divulgação

A programação do São João de Natal 2026 foi divulgada nesta segunda-feira (25) pela Prefeitura. Os shows acontecerão entre os dias 5 e 28 de junho, com apresentações distribuídas em quatro fins de semana na Arena das Dunas e no ginásio Nélio Dias.

Entre as atrações confirmadas na Arena das Dunas estão Xand Avião, Seu Desejo, Limão com Mel, Calcinha Preta, Simone Mendes, Cavaleiros do Forró, Henry Freitas, Zezé di Camargo e Luciano, Circuito Musical, Matheus e Kauan, Banda Grafith e Zezo.

No polo Nélio Dias, a programação contará com Papel Gomes, Michele Andrade, Matheus Fernandes, Claudio Ney e Juliana, Roberto do Acordeon, Alinne Reis, Samyra Show, Natan Vinicius, Chicão Forrozeiro, Toca do Vale, Zé Cantor e Filho do Piseiro.

Segundo a Prefeitura de Natal, o São João de 2025 movimentou R$ 188,6 milhões e reuniu mais de 938 mil pessoas. A pesquisa da Fecomércio apontou ainda que 96% do público pretende voltar ao evento.

Confira a programação completa dos shows na Arena das Dunas:

Sexta-feira – 05/06

Arnaldinho

Kátia e Aduílio

Cavaleiros do Forró

Limão com Mel

Sábado – 06/06

Marina Elali

Abiel

Calcinha Preta

Pablo

Domingo – 07/06

Ricardo Britto

Natanzinho Lima

Henry Freitas

Mano Walter

Sábado – 13/06

Circuito Musical

Fagner

Zezé Di Camargo & Luciano

Zezo

Domingo – 14/06

Daniel Donato

Matheus & Kauã

Xand Avião

Léo Foguete

Sexta-feira – 19/06

Israel Fernandes

Raynel Guedes

Bruno & Marrone

Nattan

Sábado – 20/06

Grafith

Seu Desejo

Jotavê

Kadu Martins

Domingo – 21/06

Messias Paraguai

Simone Mendes

Leonardo

Giulian Monte

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Geral

Torcida Ginga chega a Natal com transmissões dos jogos do Brasil, shows e clima de estádio na Arena das Dunas

Criada nacionalmente em 2018 para os anos de Copa do Mundo, a Torcida Ginga desembarca pela primeira vez em Natal em 2026 e promete transformar os dias de jogos da Seleção Brasileira em uma grande experiência coletiva para o público potiguar. A capital potiguar passa a integrar o circuito nacional do evento, que percorre 13 cidades do país levando uma proposta que mistura futebol, música, entretenimento e experiências imersivas.

A programação acontecerá de 13 de junho a 19 de julho, no Rooftop Dunas, espaço localizado dentro da Casa de Apostas Arena das Dunas. Ao todo, a Torcida Ginga contará com seis edições durante o período da competição, reunindo transmissões ao vivo dos jogos do Brasil em telões de alta qualidade, atrações musicais, DJs, ativações temáticas e um ambiente inspirado na atmosfera dos estádios e dos grandes encontros de torcida.

Inicialmente, a organização divulgou as três primeiras edições, correspondentes aos jogos da fase de grupos da Seleção Brasileira. A proposta da Torcida Ginga é oferecer ao público a sensação de viver a energia da Copa mesmo longe do país-sede, unindo futebol, música e entretenimento em um único espaço.

O projeto foi desenhado para combinar clima de boteco, interação social, música ao vivo e celebração coletiva. A experiência se divide em três momentos estratégicos: o pré-jogo com DJs e aquecimento da torcida, a transmissão ao vivo da partida da Seleção Brasileira e o pós-jogo com shows e apresentações musicais.

No dia 13 de junho, quando o Brasil enfrenta Marrocos, sobem ao palco Kelvy Pablo, Zahi Davizão e Ronny Vanucci. Já no dia 19 de junho, durante a partida entre Brasil e Haiti, a animação fica por conta de TMF e Diego Facó, além do projeto Daquele Jeito. Encerrando a programação da fase de grupos, no dia 24 de junho, no confronto entre Brasil e Escócia, o público poderá curtir os shows de VILX e Tito, além de Math Gomes.

A expectativa da organização é reunir torcedores, grupos de amigos e amantes da música em uma experiência que vai além da simples transmissão esportiva, criando um ambiente de confraternização e entretenimento nos dias de jogos da Seleção.

Os ingressos já estão à venda pela plataforma Sympla. Mais informações podem ser acompanhadas nos perfis oficiais @ginga.natal e @vivaentretenimento

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Cidades

Torcida organizada do América é suspensa por sete jogos após agressão a idoso

Foto: Gabriel Leite

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) determinou a suspensão da torcida organizada TMV, ligada ao América Futebol Clube, por sete jogos. A medida, anunciada nesta segunda-feira (25), foi adotada pela 79ª Promotoria de Justiça de Natal após a agressão praticada por integrantes da organizada contra uma pessoa idosa que vestia a camisa do ABC Futebol Clube.

O caso aconteceu na tarde deste domingo (24), na avenida Prudente de Morais, em Natal, antes do clássico entre ABC e América pelo Campeonato Brasileiro da Série D. O episódio segundo o MPRN, foi confirmado pelo Comando do Choque.

Com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) das Torcidas, do qual a TMV é signatária, os integrantes da organizada ficam proibidos de entrar em praças esportivas nacionais usando vestimentas, bandeiras, faixas, instrumentos ou qualquer objeto que faça alusão à torcida. A punição deve ser aplicada de forma imediata pelas autoridades competentes.

O Comando da Polícia Militar e o Comando do Policiamento da Capital foram comunicados com urgência para a adoção das providências necessárias. A direção da torcida organizada também deverá ser notificada sobre a decisão por meio da Polícia Militar.

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) também foi oficiada para elaborar o ato normativo disciplinar aplicável, conforme previsto no Termo de Ajustamento de Conduta. A medida ocorre em meio à repercussão do ato de violência registrado antes do clássico potiguar, que terminou empatado entre ABC e América no Frasqueirão.

Tribuna do Norte

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Política

Reunião no DETRAN define medidas para Avenida Pedro Vasconcelos em Extremoz

Foto: Divulgação

Na manhã desta segunda-feira, o vereador Rafael Correia participou de uma importante reunião na sede do DETRAN/RN para discutir medidas emergenciais voltadas à segurança viária da Avenida Pedro Vasconcelos, em Extremoz.

O encontro foi solicitado pelo parlamentar diante dos constantes acidentes registrados na via, incluindo ocorrências fatais que vêm preocupando toda a população.

Participaram da reunião o Diretor de Operações do DETRAN/RN, Carlos Marcelino, o secretário adjunto de Transporte de Extremoz, Evio Faria, e o representante do setor de engenharia do órgão, Adécio Filho.

Durante a reunião, ficou definido que a avenida será contemplada com diversos pontos de radares eletrônicos, que integrarão a nova licitação do DETRAN para todo o Estado do Rio Grande do Norte.

Além disso, em caráter emergencial, o setor de engenharia realizará estudo técnico para implantação de 08 lombadas redutoras de velocidade em pontos estratégicos da avenida, entre eles nas proximidades da ECO Recepções, Supermercado Atacarejo, Posto Domingos, Sporting Club e Central Park III.

Segundo Rafael Correia, a reunião representa um avanço importante para reduzir acidentes e garantir mais segurança para motoristas, motociclistas e pedestres que utilizam diariamente a Avenida Pedro Vasconcelos.

As futuras ações ocorrerão em operação conjunta entre DETRAN, DER e Secretaria Municipal de Transporte de Extremoz.

Opinião dos leitores

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Política

Filme sobre Bolsonaro ameaça candidatura de Flávio, diz Financial Times

Foto: Valter Campanato

Reportagem do jornal britânico Financial Times publicada nesta segunda-feira (25) afirma que a candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é ameaçada pelo filme biográfico de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “Darkhorse” (azarão, em português).

Segundo o jornal, o filme se transformou em uma “comédia de erros” depois que a agência de notícias Intercept Brasil divulgou áudio em que Flávio aparece pedindo dinheiro para Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, acusado de um esquema bilionário de fraudes financeiras.

“A crise levantou dúvidas sobre a viabilidade eleitoral de [Flávio] Bolsonaro. Ele foi escolhido como herdeiro por seu pai, depois que o patriarca recebeu uma sentença de 27 anos em setembro por planejar um golpe para se manter no poder após sua derrota para Lula nas eleições de 2022”, diz o veículo.

Ao Financial Times, Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca e ex-assistente de Donald Trump, afirmou que pretende promover Dark Horse.

De acordo com ele, o filme deve ser um “sucesso” nos Estados Unidos por conta da popularidade do ator Jim Caviezel no movimento conservador Make America Great Again (Torne a América Grande Novamente, em português). No filme, Caviezel interpretará Bolsonaro, quem o jornal classifica como ainda sendo o líder da direita brasileira. O ator protagonizou os filmes “A Paixão de Cristo” e “O Conde de Montecristo”.

Bannon afirmou ainda que um filme com uma “grande estrela de Hollywood no elenco” é melhor do que “comerciais de 30 segundos na TV”, em referência às propagandas eleitorais.

A reportagem cita ainda o encontro de Flávio com Trump, previsto para terça (26). O senador embarcou para os Estados Unidos no domingo (24) a convite da Casa Branca.

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Mundo

Papa Leão XIV alerta governos para desacelerar desenvolvimento de IA

Foto: Reuters

O papa Leão XIV instou os governos a desacelerarem o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial em seu primeiro documento importante, divulgado nesta segunda-feira (25), alertando que eles disseminam desinformação, priorizam conflitos e correm o risco de levar o mundo a um caminho de guerras intermináveis.

Leão XIV, que adotou um tom mais enérgico nos últimos meses e despertou a ira do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após criticar a guerra no Irã, fez uma série de apelos veementes aos líderes mundiais no extenso texto, conhecido como encíclica.

O primeiro papa dos EUA pediu que a propriedade dos dados de IA não seja deixada exclusivamente em mãos privadas, que os formuladores de políticas protejam os direitos dos trabalhadores e mantenham as crianças a salvo da tecnologia, fazendo um apelo também pela redução da competição entre as empresas de inteligência artificial.

“O que é necessário é um envolvimento político mais ativo, capaz de desacelerar as coisas quando tudo está se acelerando”, declarou o pontífice no texto, intitulado “Magnifica Humanitas” (Magnífica Humanidade).

O papa pediu “estruturas legais robustas, supervisão independente, usuários informados e um sistema político que não abdique de sua responsabilidade”.

As encíclicas são uma das mais elevadas formas de ensinamento de um pontífice aos 1,4 bilhão de fiéis da Igreja.

O texto altamente aguardado desta segunda-feira (25), com quase 43 mil palavras, estava em desenvolvimento desde a eleição de Leão XIV como papa, há pouco mais de um ano.

CNN

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  1. Sempre achei isso. A IA tá deixando o “mundo normal”, pra trás! O fato de ela permitir ser feita uma imagem de vídeo de uma pessoa famosa, se abraçar com ela mesma, quando era mais jovem é insano! Isso é apenas uma das muitas coisas, que tá deixando tudo sem graça. Ninguém sabe se é um fenômeno que tá tocando uma guitarra, ou se é um personagem fictício. Se existir alguma coisa para o bem, que fique em mãos seguras. Acho que é mais ou menos isso a que o Papa se refere.

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Polícia

PF faz operação contra fraude em registro para compra de armas e munições no RN

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (25/5), a Operação Inidôneo, com o objetivo de combater fraudes na obtenção de Certificado de Registro (CR) para Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra um investigado suspeito de ter obtido o documento mediante apresentação de declaração falsa acerca de sua idoneidade.

Segundo as investigações, o investigado não preenchia os requisitos legais exigidos para obtenção do registro, mas, ainda assim, conseguiu autorização para adquirir armas de fogo, acessórios e munições.

Na operação, foram apreendidas armas longas e curtas de diversos calibres, carregadores, munições e acessórios utilizados em atividades de tiro desportivo.

A ação integra o Projeto Guardiões de Fogo, iniciativa voltada à repressão de irregularidades relacionadas à concessão de registros para colecionadores, atiradores desportivos e caçadores.

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Cidades

Caminhoneiros fazem paralisação na BR-101 em Parnamirim e levam até caixão em protesto

Foto: Reprodução 

Uma paralisação de caminhoneiros provocou lentidão e congestionamento na BR-101, em Parnamirim, no início da manhã desta segunda-feira (25). O protesto acontece no trecho norte da rodovia, na altura do km 781, e reúne motoristas de diversas empresas e também autônomos.

Os caminhoneiros estacionaram veículos nos dois sentidos da via e exibiram faixas em defesa das reivindicações da categoria. Durante a manifestação, um caixão foi colocado em cima de um caminhão como forma de protesto. O trânsito ficou bastante lento tanto no sentido Parnamirim/Natal quanto na via marginal da BR-101.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha a mobilização e conseguiu liberar uma faixa em cada sentido da rodovia. No sentido oposto ao local da concentração principal, duas faixas seguem liberadas para o tráfego de veículos.

A categoria reivindica reajuste salarial. Segundo os caminhoneiros, na última semana houve uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando foi solicitado ao sindicato patronal um aumento de aproximadamente 16%. A proposta apresentada pelo setor patronal foi de 4,11%, o que gerou impasse nas negociações.

Diante da falta de acordo, foi decretado indicativo de greve. Em entendimento firmado com o TRT, ficou definida a manutenção de 40% dos serviços durante a paralisação. Estão garantidos os transportes de cargas vivas, medicamentos, oxigênio e insumos hospitalares.

O presidente do sindicato da categoria, Edson Negrão, participa de reuniões com representantes da Polícia Rodoviária Federal para buscar alternativas que melhorem o fluxo de veículos na região.

Motoristas que precisarem trafegar pela BR-101 em Parnamirim devem redobrar a atenção e, se possível, buscar rotas alternativas devido ao congestionamento registrado no local.

Novo Notícias 

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Política

NEXUS/BTG: Governo Lula é desaprovado por 48%

 

A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (25) indica que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 48% dos eleitores, enquanto outros 47% aprovam a gestão do petista.

Já 6% não souberam ou não responderam à questão.

Em comparação com os dois levantamentos anteriores, de março e abril, a desaprovação de Lula chegou ao menor valor já registrado. Em março, o índice era de 51%; um mês depois oscilou para 49% e, atualmente, está em 48%.

A aprovação, em semelhante tendência de melhora, cresceu nos últimos levantamentos, variando dentro da margem de erro. Em março, 45% aprovavam o trabalho de Lula; em abril, eram 46%; no levantamento mais recente o índice marca 47%.

Avaliação do Governo Lula

O levantamento testou ainda como os eleitores avaliam o governo do presidente Lula. 40% dos entrevistados o consideram ruim ou péssimo, contra 37% que o avaliam como ótimo ou bom. Outros 22% afirmam que o desempenho do presidente é regular e 1% não soube ou não respondeu.

Metodologia

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.045 eleitores, por telefone, entre os dias entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-04193/2026.

CNN

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  1. Só?
    Nas ruas, na vida real, esse índice deve ser 22% maior.
    Contando com 15% que não sabe de nada e continuam em cima do muro, mesmo com toda carga tributária, disparada dos precos, desemprego, queda na renda, insegurança, sem saúde pública, sem obras, combustível subindo toda semana…

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