Pela segunda vez em menos de dois meses, a Prefeitura do Natal recebeu ordem de despejo e tem 30 dias para desocupar dois imóveis locados à Secretaria Municipal de Educação no bairro do Pitimbu.
Os imóveis tinham sido alugados por R$ 17.654,26. Segundo a empresa locadora, o total do débito já chega a R$ 196.221,00. A decisão, do juiz Cícero Macedo, relatou a jornalista Anelly Medeiros, foi proferida numa ação de despejo movida pela empresa proprietária do imóvel.
Não é a primeira vez que o juiz da 4ª Vara determina despejo da Prefeitura do Natal. No início de setembro, o mesmo juiz proferiu sentença na qual obrigou o munícipio a desocupar imóvel no bairro de Nova Descoberta.
O autor da ação assinalou que firmou contrato de aluguel com a Prefeitura no valor de R$ 2.414,27, entretanto, desde o mês de março de 2010 a março de 2011, não foi efetuado o pagamento dos aluguéis, perfazendo um débito parcial de R$ 27.951,47, correspondentes a doze meses.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir esclarecimentos sobre a quebra de sigilo fiscal determinada pela Polícia Federal e aprovada pela CPMI do INSS.
O advogado Guilherme Suguimori afirmou que a medida é “dispensável”, já que Lulinha teria se colocado à disposição desde o início para prestar esclarecimentos e entregar documentos voluntariamente.
A PF já realizou a quebra de sigilo e cruza dados financeiros de Lulinha com os de outros investigados, como Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e a lobista Roberta Luchsinger, para mapear o fluxo de recursos. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega qualquer irregularidade.
A autorização judicial foi dada pelo ministro André Mendonça, relator da investigação que apura fraudes e descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. A decisão também determinou a preservação de e-mails vinculados ao investigado.
A defesa afirma estar tranquila quanto ao resultado da apuração e diz que a quebra de sigilo ocorre em fase preliminar, sem qualquer imputação formal de crime contra Lulinha.
Leia a íntegra da nota da defesa de Lulinha:
“Recebemos hoje a notícia da quebra de sigilo contra Fábio Luís, tanto pela CPMI, quanto, supostamente, nos autos do inquérito do Supremo Tribunal Federal. Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime.
“No entanto, ressalto que, desde o início, Fábio expressamente se colocou à disposição do STF, informando sua intenção de prestar todos os esclarecimentos que a Corte entendesse necessários. O fornecimento de documentos seria etapa inevitável para esclarecer fatos, dissipar ilações e evitar a desnecessária politização de seu nome.
“Diante das notícias de hoje, peticionamos ao STF pedindo acesso à suposta quebra de sigilo, informando que forneceremos voluntariamente ao Tribunal os documentos pertinentes.
“Por tudo isso, entendo que a quebra de sigilo é dispensável, pois não é necessário coagir quem desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir.”
O vazamento de dados de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal foi cometido por dois funcionários terceirizados da Receita Federal no Rio de Janeiro. Eles admitiram vender informações fiscais e cadastrais por R$ 250 por CPF. A informação é da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Os dados da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, e de Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, foram negociados por um vigilante terceirizado e um atendente cedido pelo Serpro, lotados na agência de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.
Em depoimento, os dois disseram que o esquema funcionava havia anos e que apenas atenderam a pedidos de consulta, sem saber a identidade dos alvos. A Polícia Federal investiga quem comprou as informações.
Após a apuração administrativa, os dados foram encaminhados ao ministro Moraes e à Procuradoria-Geral da República, que pediu busca e apreensão contra quatro servidores. Todos passaram a usar tornozeleira eletrônica e tiveram os passaportes recolhidos.
Além do caso no Rio, um fiscal de Presidente Prudente (SP) admitiu ter consultado dados de uma enteada do ministro Gilmar Mendes, e outra servidora, do Guarujá (SP), nega ter feito acesso atribuído à sua senha. As investigações seguem em andamento.
O desembargador que absolveu um homem de 35 anos acusado de abusar de uma menina de 12 anos em Minas Gerais foi afastado hoje pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Mágid Nauef Láuar, do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), foi afastado de suas funções. O afastamento foi confirmado hoje pelo CNJ hoje.
O CNJ disse que identificou sinais de “prática de delitos contra a dignidade sexual” por parte do magistrado. Os supostos crimes teriam sido cometidos quando ele era juiz nas comarcas de Ouro Preto e Betim, também em Minas Gerais.
O afastamento acontece para “garantir que a apuração dos fatos transcorra de forma livre, se quaisquer embaraços”. A decisão, assinada pelo corregedor nacional do CNJ, Mauro Campbell Marques, diz ainda que a medida acontece proporcionalmente à gravidade dos relatos e “está alinhada ao devido processo legal”.
Cinco pessoas foram ouvidas e narraram terem sido vítimas do magistrado — incluindo um residente no exterior. Alguns casos são antigos e já prescreveram, segundo a corregedoria, contudo, foram identificados fatos recentes que justificam a continuidade da investigação contra o desembargador. O Magistrado e o TJMG não haviam se manifestado até a publicação desta matéria.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 78,8% do PIB em janeiro, alta de 0,1 ponto percentual em relação a dezembro, informou o Banco Central no relatório Estatísticas Fiscais divulgado nesta sexta-feira (27).
Em valores nominais, a dívida chegou a R$ 10,1 trilhões. Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o indicador acumula aumento de 7,1 pontos percentuais do PIB.
Segundo o BC, os juros nominais acrescentaram 0,8 ponto percentual à dívida em janeiro, compensando fatores que ajudaram a reduzi-la, como resgates líquidos (-0,2 p.p.), crescimento do PIB nominal (-0,4 p.p.) e valorização cambial (-0,2 p.p.).
O setor público consolidado gastou R$ 63,6 bilhões com juros no mês. Em 12 meses, a despesa somou R$ 1,031 trilhão, o maior valor da série histórica, equivalente a 8,05% do PIB.
O resultado nominal foi superavitário em R$ 40,1 bilhões em janeiro. No acumulado de 12 meses, porém, o déficit chegou a R$ 1,086 trilhão, ou 8,49% do PIB, acima do registrado em dezembro de 2025.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, se reúnem nesta sexta-feira (27), no Palácio dos Bandeirantes, para tratar de alianças e estratégias para as eleições de 2026. Participou também o senador Rogério Marinho, secretário-geral do Partido Liberal (PL), um dos principais articuladores da direita.
‘Juntos pelo Brasil! O País vai voltar ao caminho da prosperidade!”, escreveu Rogério Marinho nas redes sociais ao publicar uma foto com Flávio e Tarcísio.
O objetivo central do encontro é alinhar apoio mútuo às candidaturas de Flávio ao Palácio do Planalto e de Tarcísio à reeleição no governo paulista.
“Vamos fazer história juntos, construindo o ‘Projeto Brasil’ para recolocar o país no caminho da prosperidade. Meu amigo Tarcísio, vamos estar juntos não apenas em São Paulo, mas devolvendo a esperança a todos os brasileiros”, ressaltou Flávio.
Na próxima segunda-feira, o Centro Universitário Unifacex dará início a um ciclo especial de palestras voltado aos diversos ramos do Direito, reunindo alunos, professores e toda a comunidade interessada em aprofundar conhecimentos sobre as múltiplas possibilidades da carreira jurídica.
Abrindo a programação, às 9h30, o advogado Kaleb Campos Freire, com quase três décadas de atuação na advocacia, compartilhará sua experiência profissional e falará sobre a advocacia como ramo essencial do Direito. Com uma trajetória consolidada, trará reflexões sobre prática forense, ética profissional, mercado de trabalho e os desafios enfrentados por quem escolhe advogar como missão de vida.
Às 19h, será a vez do defensor público Igor Melo, que abordará os desafios da carreira na Defensoria Pública e o papel social desempenhado pela instituição na promoção do acesso à justiça e na defesa dos direitos fundamentais, especialmente das pessoas em situação de vulnerabilidade. A palestra promete provocar importantes reflexões sobre compromisso social, vocação pública e responsabilidade institucional.
O ciclo de palestras nasce com o propósito de aproximar teoria e prática, inspirar vocações e apresentar aos estudantes as diferentes possibilidades de atuação no universo jurídico. Mais do que falar sobre carreiras, o evento pretende estimular o senso crítico, a ética e a compreensão do Direito como instrumento de transformação social.
A iniciativa reafirma o compromisso da Unifacex com a formação acadêmica de excelência e com o diálogo permanente entre a universidade e a sociedade. Será um momento de aprendizado, inspiração e fortalecimento do papel do Direito na construção de uma sociedade mais justa.
Em 26 de fevereiro de 2026, o Diário Oficial do Rio Grande do Norte publicou a homologação um dos maiores contrato de prestação de serviços médicos da história do SAMU estadual: R$ 16,9 milhões por ano para que uma única empresa fornecesse médicos para 91 municípios, 29 bases descentralizadas e 1,75 milhão de pessoas atendidas.
A vencedora foi a Proseg Consultoria e Serviços Especializados Ltda., de Parnamirim. O contrato começa em 13 de maio de 2026 — dia seguinte ao vencimento do contrato da empresa anterior.
O que o processo público dessa licitação permitiu ver foi, entre outras coisas, que sete das nove empresas que concorreram contestaram formalmente a habilitação da Proseg antes do resultado ser confirmado. Todas foram ignoradas. Embora praxe a contestação de quem perde, o teor dos apontamentos feitos sustentam um argumento de incapacidade da Proseg conseguir gerir algo dessa magnitude.
O Blog do Dina procurou a Sesap e a Proseg para comentar a reportagem. Apenas a Sesap respondeu até o fechamento desta reportagem. Entre vários esclarecimentos, informou que a Proseg será convocada para apresentar lista de médicos aptos a assumirem os plantões e que, após finalização do prazo, não sendo apresentada a lista, a homologação da licitação é cancelada e serão convocadas as empresas remanescentes por ordem de classificação.
Foto: Reprodução
A pasta frisou ainda homologação de licitação não é a mesma coisa que homologação de contrato, que é formalizado, quando a partir daí, a empresa deve seguir as exigências contratuais, além de manter a habilitação exigida no Edital. O órgão destacou ainda que todo o processo está em trâmite interno, podendo ser acompanhado via Consulta Pública SEI RN.
O edital do Pregão 90191/2025 exigia que as empresas comprovassem experiência mínima de três anos em serviços de urgência e emergência pré-hospitalar móvel — o tipo de atendimento que o SAMU realiza nas ruas, não dentro de hospitais. O serviço a ser contratado exige 1.169 plantões por mês, ininterruptamente.
A Proseg apresentou 18 atestados de capacidade técnica.
De acordo com o recurso administrativo apresentado pela Coopmed/RN — Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte, vários desses atestados se referem a serviços que não são médicos, como fonoaudiologia e apoio administrativo. O único atestado específico de SAMU que a empresa apresentou é referente à Prefeitura de Princesa Isabel, cidade de 21 mil habitantes no sertão da Paraíba. Segundo a Coopmed, o documento não apresenta quantitativos nem período de execução detalhados.
A SIMSAÚDE Serviços S.A., outra empresa que participou do pregão e recorreu contra o resultado, foi além. Em seu recurso, também registrado no processo, calculou que a Proseg comprovou apenas 15,74% da experiência operacional necessária para o contrato — abaixo, em sua avaliação, de qualquer “patamar prudencial” estabelecido pela Lei de Licitações.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública, a SESAP, não contestou o número nos autos. Em vez disso, indeferiu o recurso com o argumento de que a lei exige “aptidão compatível” com o objeto licitado, não “identidade absoluta” entre experiências anteriores e o serviço contratado.
O relatório oficial de habilitação da Proseg registra para os campos que tratam da qualificação técnica apenas uma palavra: “Apresentou”. Não há validação de quantitativos, períodos ou compatibilidade com o objeto.
Ao Blog do Dina, a SESAP respondeu que o edital exigia apenas “experiência compatível”, não “idêntica”, e que “não se solicitava nenhum critério de quantitativo para atendimento”. A secretaria afirmou que a empresa apresentou 13 atestados de serviços médicos e que “não era exigido experiência em prestação de serviços médicos exclusivamente em SAMU”.
A estimativa oficial da SESAP para o valor do contrato era de R$ 2.144,72 por plantão de 12 horas. A Proseg propôs R$ 1.210 — um desconto de 43,6% sobre o preço de referência do próprio governo.
A diferença não passou despercebida. A SIMSAÚDE alegou em seu recurso que o preço era inexequível — ou seja, impossível de cumprir sem comprometer a qualidade ou a continuidade do serviço.
O desconto levanta uma pergunta que o processo não responde: com capital social de R$ 505 mil e uma proposta 43% abaixo do preço de mercado estimado pelo governo, como a Proseg pretende pagar os médicos, os encargos trabalhistas e as despesas operacionais de 29 bases em 91 municípios?
A SESAP argumentou ao Blog do Dina que a Proseg apresentou índices de liquidez superiores a 1,0 em 2023 e 2024, com destaque para um índice de 35,08 em 2023. Além disso, a Lei 14.133/2021 estabelece que preço inexequível é aquele abaixo de 50% do valor estimado, e a proposta da Proseg estava acima desse patamar.
A minuta de contrato que será apresentada à vencedora, até aqui a Proseg, na cláusula 12.1.2, estabelece que a empresa recolha “encargos sociais, trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais” dos profissionais que disponibilizar. A empresa opera um modelo de Sociedades em Conta de Participação — as chamadas SCPs — no qual médicos atuam como “sócios participantes” em vez de empregados, o que implica a ausência de FGTS, INSS sobre a folha e outros encargos trabalhistas.
Questionada sobre esse ponto, a A SESAP respondeu que “o modelo de SCP não é discutido na fase de habilitação contratual” e que “há uma grande discussão nacional sobre essa forma de contratação”.
Após a habilitação da Proseg ser confirmada pela pregoeira, nove empresas anunciaram intenção de recorrer. Duas desistiram. As outras sete — Coopmed/RN, COAPH, Helpmed Saúde, Humani Saúde, Justiz Terceirização, SIMSAÚDE e SOUL Gestão de Negócios — apresentaram suas razões recursais no prazo.
É relevante notar que entre as recorrentes está a própria Justiz Terceirização — a mesma empresa que, junto com a Proseg, detém contratos de R$ 208 milhões com a Prefeitura de Natal para serviços médicos nos hospitais municipais.
A pregoeira Carla Juliana Gomes de Souza analisou os sete recursos e os indeferiu em bloco, em documento assinado em 19 de fevereiro de 2026. O documento foi encaminhado ao secretário de saúde, Alexandre Motta Câmara, para decisão final.
O Despacho de Acolhimento do secretário — registrado no SEI com o número 39580544 — tem o seguinte horário de assinatura: 24 de fevereiro de 2026, às 21h25.
Em 26 de fevereiro, 48 horas depois, o contrato foi homologado previsto para ser implantado imediatamente após o fim da vigência do atual contrato com uma das empresas a Justiz, em maio deste ano.
Alexandre Motta Câmara foi simultaneamente a autoridade que acolheu o indeferimento dos recursos das empresas contra a Proseg e a autoridade que homologou o contrato em favor da Proseg. O secretário foi questionado sobre o critério utilizado para analisar sete recursos técnicos complexos em menos de 48 horas e sobre o conflito procedimental de acumular as duas funções no mesmo processo. (Resposta até o fechamento desta matéria: não recebida.)
Para a Secretaria de Saúde, o trâmite se deu dentro da normalidade.
Ela explicou que a análise dos recursos ocorreu dentro do prazo legal, que se encerrava em 19 de fevereiro. A secretaria também afirmou que as respostas aos recursos “não são genéricas” e que os recursos “queriam forçar a exigência além do exigível em Edital”.
A CPMI do INSS aprovou o requerimento sobre a decretação da prisão preventiva, por conveniência da instrução criminal, garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, do sindicalista Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, investigado por desvios de recursos de aposentados e pensionistas da previdência social.
O próprio relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), havia apresentado esse pedido, já em 1º de dezembro de 2025, pelo fato do denunciado ter – como presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), atuado para os descontos indevidos R$ 221.161.973,60 em benefícios aposentadorias e pensões do INSS.
Segundo o documento, o volume expressivo de reclamações, denúncias e processos judiciais chegou a 19.938 processos, sendo 97% no polo passivo) somente no período de no período de fevereiro de 2023 a março de 2025. No âmbito da consulta formalizada por meio das plataformas do INSS, 99,5% (215.440) dos beneficiários afirmaram não reconhecer a realização dos descontos. A CBPA não contestou quase nenhuma dessas indicações (99,5% expiradas), formalizando um reconhecimento tácito das irregularidades cometidas.
Diligências da CPMI do INSS identificaram, sobretudo em depoimentos de testemunhas e investigados, análise de documentos sigilosos, como quebras de sigilo fiscal, bancário e de relatórios de inteligência financeira recebidos, a tentativa de inclusão de descontos em 40.054 benefícios que já estavam encerrados por conta do óbito do beneficiário.
“Essa conduta, que incluiu o pedido de desconto para uma suposta filiada falecida há cerca de sete anos antes da solicitação, com data de óbito antes mesmo da fundação da CBPA, configura, em tese, a inserção de informações falsas no sistema da DATAPREV”, diz o documento da relatoria.
Alfredo Gaspar informava que em procedimento de fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU), o investigado Abraão Lincoln, por meio da CBPA, omitiu a apresentação de documentação comprobatória da regularidade dos descontos (não enviou a documentação completa em 100% dos casos amostrados). A CBPA justificou a ausência das fichas de filiação alegando uma “mudança de sede” e o “extravio” de documentos, conduta que dificultou a atividade de fiscalização.
Adicionalmente, segundo o relator, o investigado já demonstrou influência dentro da administração pública, inclusive decidindo pela exoneração e nomeação de servidores no Ministério da Pesca e Aquicultura sugerindo a capacidade de interferir na produção probatória.
Ademais, o investigado está ligado a uma complexa rede de transações financeiras, tendo a CBPA realizado repasses significativos que totalizaram mais de R$ 94 milhões a diversas pessoas jurídicas. Verifica-se que a maior parte desses recursos foi destinada a empresas envolvidas no esquema criminoso investigado por esta CPMI, o que levanta fortes indícios de lavagem de capitais.
“A complexidade e o volume dessas transações, que envolvem a pulverização de quase R$ 100 milhões para diferentes empresas, muitas delas interligadas a outros núcleos de investigados (como os núcleos de Felipe Macedo Gomes e de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”), denotam um esquema sofisticado de dissimulação patrimonial e lavagem de dinheiro”, apontava Gaspar.
Para para o relator da CPMI, tais movimentações financeiras volumosas e “a articulação com núcleos criminosos que já demonstram capacidade para efetivar transações internacionais conferem ao representado os meios materiais para se evadir do País, assim como para a dissipação do patrimônio ilicitamente adquirido, impõe-se a necessidade de prisão preventiva de Abraão Lincoln para assegurar a aplicação da lei penal.
Investigado não se afastou da política
Mesmo sob investigação da CPMI do INSS, Abraão Lincoln, 64 anos, não se afastou da militância política. Em 7 de fevereiro postou, nas redes sociais, apoio à pré-candidatura a governador do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), por ser “um nome que representa renovação política de verdade, veio de origem simples, governa ouvindo as pessoas, entrega resultados e inspira uma nova geração em todo Estado”.
Com patrocínio da Prefeitura do Natal, via Lei Djalma Maranhão, incentivado pela Unimed Natal, e do Governo do Rio Grande do Norte, através da Lei Câmara Cascudo e Secult-RN, incentivado por Riograndense Distribuidora, o Bloquinho Me Leva Mamãe realiza mais uma edição neste sábado, 28 de fevereiro, das 16h às 21h, na área externa do Viva Park Brasil, em Ponta Negra. O evento é voltado para crianças de 0 a 10 anos e suas famílias e se consolida como o “último grito de Carnaval” do público infantil na capital potiguar.
Com uma proposta que une cultura, lazer e convivência familiar, o bloquinho surge como uma extensão da folia momesca, oferecendo uma experiência segura, criativa e repleta de alegria para a criançada. A programação conta com atrações musicais infantis, bandinha de sopro, presença de personagens e super-heróis, contação de histórias, brinquedos infláveis, brinquedos exclusivos para crianças de 0 a 3 anos e uma praça de alimentação.
A programação tem início às 16h, com brinquedos do Viva Park (parte interna), infláveis e espaço Wood Play. Às 17h, o palco recebe a Banda Clarim Kids e os personagens da Cia Era Uma Vez. Às 18h, acontece a contação de histórias com Nara Kelly, seguida, às 18h45, pelo Bloquinho da Era Uma Vez, com Juh e Kaik. Às 19h15, é a vez das Guerreiras do K-Pop animarem o público, e às 19h45, o evento entra no clima de folia com o Show Musical de Carnaval. A partir das 20h, os infláveis e brinquedos do Viva Park voltam a funcionar até o encerramento, às 21h.
Além das atividades ao ar livre, o público também poderá aproveitar o parque indoor do Viva Park Brasil como mais um equipamento do evento, com ingresso vendido separadamente, ampliando as opções de diversão para toda a família.
Mais do que um evento festivo, o Bloquinho Me Leva Mamãe é um projeto cultural que estimula a criatividade, promove o acesso à arte desde a infância e fortalece os vínculos familiares por meio de experiências afetivas e coletivas. A iniciativa transforma o período pós-Carnaval em um momento especial de celebração da infância, incentivando o brincar, a convivência e a criação de memórias inesquecíveis.
Os ingressos estão à venda presencialmente na loja Spicy, na Avenida Almirante Alexandrino de Alencar, e também de forma online. Mais informações: @blocomelevamamae.
Serviço – Bloquinho Me Leva Mamãe | Carnaval Estendido
Data: 28 de fevereiro de 2026 (sábado)
Horário: 16h às 21h
Local: Área externa do Viva Park Brasil – Ponta Negra
Vendas presenciais: Spicy – Av. Alm. Alexandrino de Alencar
Vendas online:
https://checkout2.bilheteriadigital.com/bloquinho-me-leva-mamae-28-de-fevereiro
A Prefeitura do Natal realiza o pagamento da folha salarial dos servidores municipais referente ao mês de fevereiro, na manhã desta sexta-feira (27). Ao todo, serão destinados R$ 93.260.595,80, um importante volume de recursos que vai circular na economia da capital potiguar, com impacto direto nos setores do comércio e de serviços.
Para o prefeito Paulinho Freire, o pagamento dos servidores é um compromisso da gestão com quem faz a cidade acontecer todos os dias. “Estamos garantindo previsibilidade, valorização e respeito ao funcionalismo público. Além disso, o recurso ainda circula no comércio, fortalece os pequenos empreendedores e gera impacto positivo em diversos setores”, comentou Paulinho.
Os valores começaram a ser creditados nas contas dos servidores ainda nesta quinta-feira (26) e estarão integralmente disponíveis para movimentação bancária a partir desta sexta-feira (27). A medida assegura maior previsibilidade financeira aos trabalhadores do Município e contribui para o fortalecimento da economia local.
O secretário municipal de Finanças, Marcelo Oliveira, destacou o equilíbrio das contas públicas e a organização financeira da gestão. “Garantir o pagamento ainda dentro do mês trabalhado é uma diretriz prioritária da nossa administração, fruto de um planejamento responsável que assegura o cumprimento dos compromissos da Prefeitura e contribui diretamente para aquecer o comércio e o setor de serviços com a circulação de recursos na economia local”, destacou.
Q vergonha !!!