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PRESIDENCIÁVEL: Governador gaúcho, Eduardo Leite surge como alternativa a Doria em 2022

O pontapé simbólico ocorreu no último dia 11, em uma churrascada no Galpão Crioulo, que fica na área externa do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, em Porto Alegre. Enquanto as peças de carne nobre assavam, o governador Eduardo Leite (PSDB) era aclamado como o mais novo pré-candidato à Presidência para 2022 pela comitiva de deputados tucanos de vários estados. Não por acaso, o convescote ocorreu apenas três dias após um jantar organizado pelo governador paulista João Doria (PSDB), onde ele tentou reivindicar o controle do partido para pavimentar a sua pretensão de ser o escolhido na disputa pelo Planalto — a iniciativa repercutiu muito mal internamente e desembocou na revoada de correligionários para o evento no Sul.

Foto: Arte/Veja

Na ocasião, Leite disse que “aceitava a missão” de debater um plano de propostas para o Brasil. Para um político conhecido pelo cuidado com que mede as palavras, a declaração não passou de um eufemismo para transmitir a seguinte mensagem: sim, ele é candidatíssimo. O nome de Leite já é veiculado há algum tempo como uma aposta futura para os projetos nacionais do PSDB, mas nunca um grupo havia ido até a sua presença levar o tal do “cavalo encilhado”, que um outro gaúcho célebre, o ex-governador Leonel Brizola, tornou famoso em uma frase sobre a importância de, na política, nunca perder a oportunidade quando ela se apresenta.

Em um partido como o PSDB, com enormes dificuldades de renovação em seus principais quadros, o político de 35 anos percorreu até aqui uma trajetória promissora. Tendo no currículo um elogiado mandato como prefeito de Pelotas, cidade de 343 000 habitantes no interior gaúcho, e apenas dois anos como governador, Leite já mostrou qualidades. A principal delas foi construída em meio ao cenário de terra arrasada que recebeu: um estado quebrado, que não conseguia pagar em dia nem o salário do funcionalismo. Com uma reforma fiscal e administrativa, que mexeu em questões sensíveis como o plano de carreira do magistério e regras de aposentadoria, ele diminuiu o déficit previdenciário em 17% — a primeira queda desde 2010 —, estancou o crescimento da folha do funcionalismo e colocou os vencimentos dos servidores em dia após cinco anos de atrasos e parcelamentos.

O governador também conseguiu uma aprovação, embora com ressalvas, do plano do estado para entrar no Regime de Recuperação Fiscal — o seu antecessor, José Ivo Sartori (MDB), teve a proposta rejeitada em 2017. Para efeito de comparação, outro estado importante em situação de penúria fiscal, Minas Gerais não conseguiu ter a sua proposta aprovada porque o governador Romeu Zema (Novo) concedeu reajustes salariais ao funcionalismo, o que vai na contramão de uma boa política fiscal de um estado em grave crise. “Eu diria que o Eduardo Leite fez avanços que nenhum outro governador recente conseguiu. Retirou os penduricalhos dos salários, à exceção dos militares, e conseguiu reduzir os gastos de pessoal”, aponta o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas. Para Gil Castello Branco, da Associação Contas Abertas, ainda que insuficientes, as medidas apontam ao menos para a melhora do quadro. “A economia do estado está na UTI. Tal como ocorre com os tratamentos de saúde, os remédios podem ser venenos dependendo da dosagem. Creio que o governo está aplicando a medicação com cautela”, afirma.

Lidar com abacaxis fiscais não é uma novidade para Leite. Apesar de formado em direito, ele estudou gestão pública na Universidade Columbia (EUA) e fez mestrado em gestão e políticas públicas na FGV-SP. Filho de uma família de classe média (os pais são professores da rede federal e os irmãos, servidores públicos), ele chegou aos 23 anos à Câmara de Vereadores de Pelotas, depois de entrar para a política pelas mãos do pai, José Luis Marasco Leite, que disputou sem sucesso a prefeitura em 1988. Em 2012, Eduardo Leite foi eleito, aos 27, o prefeito mais jovem da história de sua cidade. Focou os seus esforços na melhoria da gestão da máquina e na aplicação dos recursos públicos — ganhou apoio popular ao retirar verba do desfile das escolas de samba para subsidiar a abertura de uma unidade de saúde.

Se as contas do Rio Grande do Sul eram uma encrenca conhecida, a pandemia foi um desafio inesperado. Mas aí ele também saiu-se bem. Com políticas acertadas, como dobrar o número de leitos de UTI e promover a defesa ostensiva da vacinação e do uso de máscaras, ele conseguiu evitar o pior: o estado é hoje o 17º do país em número de mortes pela Covid-19, na proporção da população. A partir da análise de dados e com a ajuda de médicos, universidades, setores econômicos e prefeituras, ele montou um modelo chamado de Distanciamento Controlado, no qual o estado passou a adotar graus variados de isolamento social dependendo do avanço do vírus e baseado em onze indicadores, como número de óbitos e ocupação de leitos de UTI. “Ele conseguiu mostrar a imagem de gestor, aparecendo quase todos os dias na casa das pessoas”, diz Jefferson Jaques, diretor-presidente do Instituto Methodus, que produz pesquisas internas para partidos. Na avaliação mais recente de sua gestão, do Ibope, feita em outubro de 2020, só em Porto Alegre, 29% avaliavam o governo de Leite como ótimo ou bom, 30% consideravam ruim ou péssimo e 39% o tinham como regular.

Apesar das conquistas importantes na saúde e na área fiscal, Leite tem muito o que avançar na gestão do estado. Em relação às contas públicas, por exemplo, ainda tem um abacaxi de 78 bilhões de reais em dívida, sendo quase 90% dela com o governo federal, que o estado não paga há cinco anos, amparado por uma liminar do Supremo Tribunal Federal. Ele também tenta tirar do papel uma de suas promessas, a de privatizar três companhias estatais do setor de infraestrutura (veja o quadro). Na educação, não conseguiu cumprir as metas do Ideb (indicador da educação básica) em 2019 e enfrenta pressão dos professores por reajuste salarial. “A educação é um caos. Temos um governo que está se destacando em fechamento de turmas e escolas e desvalorização de professores”, diz Helenir Schürer, presidente do sindicato da categoria, que, ao lado de outras, fez protestos quase diários durante a reforma empunhando cartazes chamando o governador de “Eduardo Mãos de Tesoura”. Vice-líder do PT na Assembleia, Fernando Mainardi afirma que as reformas pesaram no bolso dos servidores. “Os professores, assim como o funcionalismo, estão oito anos sem reajuste. Na Previdência, ele passou a cobrar de quem ganha abaixo do teto. Ou seja, cortou gastos à custa dos trabalhadores”, afirma.

Mas mesmo entre os inimigos há alguma boa vontade com Leite. O próprio Mainardi reconhece que o rival é “uma pessoa correta, de diálogo”. Leite, vira e mexe, atravessa a rua e vai à Assembleia, que é vizinha ao Piratini, negociar diretamente com os parlamentares, além de visitar os sindicatos. Com esse estilo, formou uma base com mais de quarenta dos 55 deputados, mesmo o PSDB tendo apenas quatro cadeiras. Por mais que sejam simbólicos, ele faz gestos para agradar a gregos e troianos. Encampou, por exemplo, um projeto da opositora Luciana Genro (PSOL) que proibia queima de fogos de artifício acima de 100 decibéis — e tirou uma foto ao lado dela no palácio. Na inauguração da duplicação da RS-118, convidou os ex-governadores Germano Rigotto (MDB), Yeda Crusius (PSDB), Tarso Genro (PT) e Ivo Sartori (MDB) para participar do evento — eles não foram, mas Leite, no discurso, disse que a estrada só saiu por contribuição deles. “Ele não vê os opositores como inimigos”, propagandeia o secretário da Casa Civil, Artur Lemos, um dos seus articuladores políticos. “O gaúcho sempre teve a imagem de brigão. Hoje, enquanto o Brasil inteiro está brigando, temos um governador que busca a conciliação”, completa Leany Lemos, presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Na visão dos aliados, Leite é contra a “grenalização da política”, em referência ao clássico Grêmio x Internacional — ele também foge dessa polarização do futebol gaúcho e diz torcer para o pequeno Brasil de Pelotas.

O flerte de parte do PSDB com Leite, inclusive de caciques como o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — de quem recebeu apoio político e financeiro nos seus estudos no exterior —, começou já em 2018, quando chamou a atenção o fato de ele não ter se alinhado automaticamente a Jair Bolsonaro, como fez Doria. A aproximação cresceu à medida que o paulista foi empilhando o que tucanos influentes classificam como erros decorrentes de pura inabilidade política, como a mudança abrupta do figurino de seguidor de Bolsonaro para opositor ferrenho. “Surgiu uma nova liderança, que além de ser bom gestor mostrou habilidade política”, diz o deputado Domingos Sávio (MG), vice-presidente do PSDB. No mesmo dia em que foi aclamado pré-candidato, FHC ligou para o governador gaúcho. Deu sinal verde para a candidatura, mas pediu para ele evitar fraturas na sigla.

Apesar do movimento em favor de Leite, não é possível considerar Doria carta fora do baralho. Além de governar de forma competente o estado mais rico do país, ele tem a seu favor o histórico em prévias, ao vencer, quando pouca gente apostava nisso, nas eleições para a prefeitura e o governo de São Paulo. Para muitos, o aceno a Leite também pode ser interpretado como uma tentativa de frear a tentação de Doria de controlar o partido. “Pode ser o lançamento de um nome que, embora não tenha grandes chances de vitória em 2022, reconstitua o processo de alternativas das lideranças do partido”, diz o cientista político José Álvaro Moisés, da USP. Feito o voo inaugural, o gaúcho agora pensa em como reforçar o seu nome. O plano é construir um programa de pautas para o país que congregue diversos partidos de centro e especialistas de diferentes correntes ideológicas. A estratégia envolve ainda participar o máximo possível de videoconferências para se tornar mais conhecido fora do Rio Grande do Sul.

A equação do PSDB passa por não repetir os erros de 2018, quando Geraldo Alckmin protagonizou o fiasco de terminar com 4,76% dos votos, porcentual próximo ao que apresenta Doria hoje nas pesquisas, apesar da tremenda vitória política obtida com sua aposta na CoronaVac. Em busca dos eleitores que migraram para Bolsonaro em 2018, incomoda parte do partido o exagerado tom de oposição de Doria, enquanto Leite se mantém moderado. O desafio de ambos, no entanto, é muito parecido — se tornar conhecido nacionalmente. No caso de Leite, com uma dificuldade adicional: o seu ativo, por ora, é a austeridade fiscal, infelizmente de pouco apelo junto às massas. Mas, seguindo o conselho de Brizola, o governador montou no cavalo encilhado e se mostra um desafiante sério para ser o presidenciável no hoje dividido ninho tucano.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Qualquer um é melhor que o atual.
    O Bozo falha em todos quesitos. Principalmente educação pessoal!

  2. Esse é mais da turma do PSDB, da turma de Aécio Neves, Dória, FHC, Serra, Azeredo, Alckmin. Todos com problemas na justiça. Esse é o PSOL Kiss.

  3. O calcinha apertada já tá fugindo da candidatura à presidência kkkķkkk.
    A Doriana poderia ter a Pepa Pig e Alexandre Frota seria o 1° Damo kkkkkk

  4. O problema da educacao é o modelo sindical.. onde a educacao nao importa, so o sindicato. Educacao com cabresto sindical é coisa implantada pelo PT, por isso que nao funciona a contento no Brasil e é um ralo de dinheiro publico. Ineficiente porque se gasta muito, vive em greve pensando em salario e em partidos politicos. Educacao publica tem medo de concorrencia privada e de homeschooling. Ate a ciencia no Brasil acabou-se.. hoje é ciencia da ideologia… E nao adianta dar exemplos raros, excessao nao é regra.

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Brasil pode economizar R$ 186,4 bilhões em 10 anos com regras mais rígidas de supersalários

Foto: Joel Santana/Pixabay

O Congresso Nacional aprovou um projeto que permite a servidores da Câmara e do Senado receberem valores acima do teto constitucional, os chamados “supersalários”.

Os pagamentos incluem benefícios extras — os chamados penduricalhos — e reacenderam o debate sobre impacto fiscal. Especialistas alertam que a falta de limites pode gerar forte pressão nas contas públicas.

Estudo do instituto República.org estima que a revisão dessas regras poderia economizar R$ 186,4 bilhões em 10 anos e até R$ 578 bilhões em 20 anos.

O levantamento aponta que grande parte dos gastos vem de pagamentos retroativos, comuns no Judiciário e no Ministério Público. Só entre 2023 e 2024, o MP distribuiu R$ 2,9 bilhões desse tipo de verba.

Nos 12 meses até julho de 2025, os gastos com supersalários chegaram a R$ 20 bilhões — mais de 20 vezes o valor registrado pela Argentina no mesmo período.

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STTU faz intervenções no trânsito no entorno da Arena das Dunas para final entre ABC e América neste sábado (21)

STTU define operação de trânsito para final entre ABC e América-RNFoto: Reprodução/STTU

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) definiu a operação especial para a final do Campeonato Potiguar 2026, entre ABC Futebol Clube e América Futebol Clube (RN), que será realizada neste sábado (21), às 16h, na Arena das Dunas, no bairro de Lagoa Nova.

A operação tem como objetivo garantir a segurança viária e a fluidez no entorno do estádio, em razão do grande público esperado para a partida. De acordo com a secretária da STTU, Jódia Melo, “o objetivo é garantir a segurança viária e a fluidez do trânsito nas imediações do estádio, em função do grande público esperado para a partida decisiva”.

As intervenções terão início a partir das 14h, com interdições em pontos estratégicos no entorno da Arena das Dunas.

Entre os trechos com bloqueios estão:

– Túnel da Avenida Romualdo Galvão, com acesso à Avenida Lima e Silva;
– Alça de ligação entre as avenidas Lima e Silva e Prudente de Morais;
– Viaduto estaiado, no sentido BR.

A ação contará com agentes de mobilidade posicionados para orientar condutores e pedestres, além de realizar o disciplinamento do fluxo viário durante a chegada e saída dos torcedores. Toda a logística da operação foi planejada em conjunto com a Polícia Militar do Rio Grande do Norte e poderá ser ajustada conforme a dinâmica do trânsito e a demanda no local.

A STTU orienta que os motoristas redobrem a atenção, respeitem a sinalização provisória e, sempre que possível, utilizem rotas alternativas. A recomendação é que os torcedores se desloquem com antecedência para evitar transtornos.

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PGR denuncia Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle Franco; ministro André Mendonça será relator do caso no STF

Foto: Lucas Tavares/O Globo e Brenno Carvalho/O Globo

A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal) e corre sob sigilo.

Almeida já havia sido indiciado pela Polícia Federal por importunação contra Anielle e a professora Isabel Rodrigues. A denúncia da Procuradoria, porém, se restringe à situação ocorrida com Anielle.

O caso levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a demitir Almeida em setembro de 2024.

Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que as provas levantadas durante a investigação corroboram o relato de Anielle.

O diretor-geral da Polícia PF, Andrei Rodrigues, foi um dos responsáveis por prestar depoimento que reforçou a história contada pela ministra. Isso porque, Rodrigues participou de uma reunião em que Almeida teria importunado a colega de governo federal.

Em entrevista recente ao portal UOL, Almeida negou ter importunado a então colega de Esplanada dos Ministérios. “Dou aula há 20 anos. Tive, aproximadamente, 40 mil alunos. Metade disso são mulheres. Em todas as universidades que passei, isso está dito de maneira oficial, nunca tive nenhum tipo de acusação.”

Com informações de CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Que pensa esse ex ministro querendo assediar as funcionárias, um sujeito feio com ele, vai te aqueitar, respeito as pessoas, se fosse uma irmã sua vc ficaria satisfeito. Te manca, cadê a justiça desse Pais? Deve mandar esse sujeito para a cadeia.

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Morre, aos 91 anos, o ator Juca de Oliveira

Foto: TV Globo/Frederico Rozário

O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21) em São Paulo. A informação foi confirmada à TV Globo pela assessoria da família.

Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, desde o dia 13 de março em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.

Em nota, a família informou que seu estado de saúde era delicado e agradeceu “as manifestações de carinho e solidariedade”.

“Com pesar, comunicamos o falecimento do ator, autor e diretor Juca de Oliveira, ocorrido neste madrugada de 21 de março de 2026, aos 91 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, Juca de Oliveira construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema”, diz um trecho do comunicado.

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Apelidado de ‘vacina contra ansiedade’, composto PA-915 pode revolucionar tratamentos relacionados à saúde mental

Imagem: reprodução

Um novo composto experimental pode abrir caminho para tratamentos mais rápidos e duradouros contra depressão e ansiedade. Em estudos com camundongos (veja aqui), a substância chamada PA-915 mostrou resultados promissores ao reduzir sintomas ligados ao estresse, sem causar efeitos colaterais relevantes.

Apesar dos avanços, os testes ainda estão em fase inicial e foram realizados apenas em animais. Isso significa que mais estudos serão necessários antes que o PA-915 possa ser testado em humanos e, eventualmente, se tornar uma nova opção de tratamento para transtornos relacionados ao estresse.

Sobre a pesquisa

A pesquisa indica que o composto atua em um mecanismo do cérebro ligado à resposta ao estresse. Ele bloqueia o receptor PAC1, a peça chave responsável por controlar os níveis de cortisol no cérebro. Nos testes, os animais submetidos a situações de estresse crônico apresentaram melhora no comportamento, com redução de sinais de ansiedade, depressão e até de dificuldades cognitivas, como memória e aprendizado.

Os resultados chamam atenção porque o efeito do PA-915 foi rápido e duradouro. Em um dos experimentos, uma única dose apresentou impacto positivo por até oito semanas — desempenho semelhante ao observado com medicamentos já conhecidos, como a cetamina.

Além disso, o composto não causou alterações indesejadas em animais saudáveis, como hiperatividade ou sinais de dependência, o que reforça seu potencial de segurança.

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O Chico Mineiro manda mesmo na Unimed Natal?

“Sereno”, aparentemente calmo, equilibrado e cooperativo. No RN esse perfil muitas vezes é interpretado como de uma pessoa sonsa.

O cidadão mineiro da Unimed Natal, segundo vários relatos colhidos nos últimos dias, dentro e fora da Unimed Natal, tem sido o responsável pela maior campanha de perseguição ao mercado e, segundo pessoas próximas, com a concordância da diretoria.

Partem de Chico Mineiro as estratégias pesadas, antes nunca praticadas pela cooperativa. Segundo uma de nossas fontes com proximidade, a ordem é estabelecer o caos no mercado, com um objetivo definido que só eles sabem qual é.

É proibida a política do entendimento e da conciliação.

A diretoria administrativa, por meio de seu presidente, é usada como verdadeiro fantoche, exercendo um papel meramente decorativo.

Com esse seu jeito mineiro, Chico hoje é quem realmente manda na Unimed Natal.

As suas decisões têm gerado muitos desgastes e prejuízos para a Unimed. E, para o futuro, a perspectiva é a pior possível.

Essa conta chegará para o cooperado.

As informações que chegaram sobre Chico, da Unimed, mostram que ele é um grande conhecido da Justiça mineira. Veja:

Francisco Antônio Tavares Júnior é um profissional de longa trajetória que, embora apresente um currículo formalmente qualificado, revela contornos relevantes de questionamento no âmbito judicial. Trata-se de figura central em inquéritos conduzidos pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, que deram origem a duas ações civis públicas em curso.

Na Ação Civil Pública nº 5031692-56.2019.8.13.0024, ele responde por supostos atos de improbidade administrativa relacionados a um dano ao erário estimado em aproximadamente R$ 20 milhões. Inclui-se, entre as alegações, a alteração substancial de relatórios de auditoria, com impacto na aprovação de contas de convênio público.

Já na Ação Civil Pública nº 5187025-98.2019.8.13.0024, ele é réu em demanda de ressarcimento ao erário no valor aproximado de R$ 13,5 milhões. A ação decorre de irregularidades na execução de convênio e na aquisição de equipamentos hospitalares.

No curso das investigações e do processo judicial, ele chegou a ter bens tornados indisponíveis por decisão da Justiça.

Os processos permanecem em andamento e, até o momento, as teses defensivas obtiveram êxito predominantemente em aspectos processuais, como prescrição ou vícios formais. Não há decisão definitiva que afaste, no mérito, as condutas apontadas pelo Ministério Público, especialmente quanto à alegada interferência em relatórios de auditoria.

Portanto, FRANCISCO TAVARES, o CHICO, é um agente que atualmente ocupa a posição formal de réu em demandas relevantes, envolvendo alegado dano milionário ao erário público mineiro.

E, ao mesmo tempo, comanda a Unimed.

Diante desse cenário, surgem dúvidas entre os cooperados: é adequado que uma pessoa que responde a processos judiciais relevantes ocupe uma posição de influência em uma cooperativa com orçamento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão? Como essas circunstâncias podem afetar a percepção de credibilidade das informações apresentadas aos cooperados, especialmente em um momento próximo às assembleias decisórias?

Essas reflexões ganham relevância, sobretudo, quando há, nos processos em curso, alegações relacionadas a práticas que envolvem relatórios e auditorias, ainda que pendentes de julgamento definitivo.

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PESQUISA ATLASINTEL: 49,3% defendem impeachment de Toffoli por ligação com Master; 12,8% se opõem

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Para quase metade da população brasileira, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli deveria sofrer impeachment por suspeitas de ligação com o caso do Banco Master. É o que mostra pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada nesta sexta-feira (20).

Segundo o levantamento, 49,3% dos entrevistados defendem o impeachment de Toffoli. Outros 33,7% acreditam que ele só deveria ser afastado se houvesse comprovação de envolvimento no caso. Já 12,8% disseram que não deveria sofrer impeachment, e 4,1% não souberam responder.

A percepção ocorre em meio à repercussão das ligações indiretas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro.

Investigações revelaram que o pagamento a Toffoli pela venda do resort Tayayá veio do Fundo Arleen, cujo único cotista era o fundo Leal. Este, por sua vez, tinha como único cotista Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

O resort também esteve envolvido em operação financeira milionária da empresa Maridt S.A., pertencente a Toffoli e sua família, conforme admitido em nota oficial. Além disso, em novembro de 2025, o ministro viajou em jatinho particular de Vorcaro para assistir à final da Libertadores da América.

A pesquisa ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

CNN

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  1. Se fosse qualquer indivíduo de outro poder, principalmente, de fosse de direita, o Xandão já tinha mandado pra cadeia. A justiça no Brasil não é cega, enxerga quem ela quer.

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ELEIÇÕES 2026: Prazo para tirar ou regularizar título de eleitor vai até 6 de maio

Foto: Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O prazo para tirar o título de eleitor, regularizar a situação ou transferir o domicílio termina em 6 de maio de 2026, segundo a Justiça Eleitoral do Brasil.

Após essa data, o cadastro será fechado em 7 de maio, 150 dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro de 2026. Quem comparecer até o fim do expediente no dia 6 terá atendimento garantido.

Até o prazo, é possível solicitar o primeiro título, fazer transferência ou atualizar dados. O pedido pode ser feito online (até 6 de abril, para coleta de biometria) ou presencialmente.

O voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, idosos acima de 70 e analfabetos. Quem completar 18 anos entre os turnos vota obrigatoriamente apenas no segundo.

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Mundo

El Salvador avança e aprova prisão perpétua para crimes graves

Foto: APHOTOGRAFIA/Getty Images

A Assembleia Legislativa de El Salvador aprovou uma reforma constitucional que autoriza a aplicação de prisão perpétua para condenados por crimes como homicídio, estupro e terrorismo. A medida foi aprovada com ampla maioria, a pedido do governo do presidente Nayib Bukele.

Até então, a legislação salvadorenha proibia esse tipo de punição. Com a mudança, a pena máxima passa a incluir a possibilidade de encarceramento por toda a vida, restrita a crimes considerados mais graves. O texto foi aprovado com 59 votos favoráveis entre os 60 deputados.

Aliados do governo defendem que a medida representa um endurecimento necessário contra a criminalidade. Já críticos apontam que a reforma ocorre em meio ao regime de exceção adotado desde 2022, que ampliou o poder das autoridades no combate às gangues e tem sido alvo de questionamentos por entidades de direitos humanos.

A proposta ainda precisa ser ratificada pelo próprio Parlamento para entrar em vigor, o que deve ocorrer nos próximos dias. Após isso, leis complementares, como o Código Penal, deverão ser ajustadas para se adequar às novas regras.

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  1. El Salvador orgulha a América Latina. A vergonha deste continente fica por conta do Brasil e à petralhada que o domina.

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Pacheco chama Lula de “maior democrata da história”

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O senador Rodrigo Pacheco rasgou elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda conjunta em Minas Gerais nesta sexta-feira (20). Em discurso, ele classificou o petista como “o maior político e o maior democrata da nossa história”.

A declaração ocorreu durante evento em Sete Lagoas, onde foram entregues ônibus escolares do programa Caminho da Escola. Mais cedo, os dois também participaram de agenda na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, em meio ao anúncio de retomada de investimentos da Petrobras no estado.

Nos bastidores, Lula tenta convencer Pacheco a disputar o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. O senador, no entanto, ainda não bateu o martelo e avalia o cenário político antes de tomar uma decisão.

Para viabilizar a candidatura, Pacheco pode precisar trocar de partido. Atualmente no PSD, ele enfrenta um impasse, já que a sigla já tem como nome o vice-governador Mateus Simões, aliado do governador Romeu Zema. MDB e União Brasil aparecem como possíveis destinos.

Durante os eventos, ministros também reforçaram o apoio ao senador. O titular da Educação, Camilo Santana, e o de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fizeram elogios públicos a Pacheco, indicando uma articulação política em torno de seu nome no estado.

Com informações do Poder360

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  1. Esse oportunista querendo uma boquinha no STF. O que o ser humano não é capaz.

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