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QUALIDADE DE VIDA – Menos trânsito, poluição e violência: bons serviços e economia em alta estimulam migração dos brasileiros para o interior

Foto: Jefferson Coppola/Veja

Fernanda Vasconcelos, 44 anos, terapeuta

“Eu e Danilo aproveitamos o isolamento para dar a nossos filhos mais contato com a natureza no sítio da família. Cultivar uma horta e andar pela mata nos ajudou a atravessar a crise. Percebemos que precisamos de pouco para viver bem e nos mudamos para Bragança Paulista, no interior de São Paulo.”

Migrar é uma atividade tão antiga quanto a própria humanidade, consequência da busca de melhores condições de vida — mais caça e fontes de água na pré-história, mais espaço para fixar comunidades na Antiguidade, mais terra para cultivar e pastorear na Idade Média, mais territórios para ocupar no Novo Mundo, mais segurança e liberdade desde sempre. Ao longo do século XX, os deslocamentos seguiram a trilha aberta na Revolução Industrial: esvaziamento do campo e inchaço das cidades, culminando no aparecimento das megalópoles, capazes de aglomerar milhões de pessoas em uma área relativamente pequena. Como o ser humano é bicho que não se acomoda, nas últimas duas décadas o fluxo começou a se inverter, com as cidades médias atraindo um contingente de moradores urbanos cansados da vida corrida e atentos a economias que emergiam. Agora, veio a pandemia e, também no movimento migratório, seu onipresente efeito se fez sentir. Trabalhando a distância, livres da necessidade de bater o ponto no escritório, milhares de famílias estão pondo o pé na estrada, de mudança para recantos onde mais importante do que ganhar muito dinheiro e ter acesso ao que há de melhor em convívio social e cultura é poder desfrutar uma existência da mais alta qualidade.

O migrante de hoje difere do que já estava indo para o interior no sentido de tratar sua opção não como um sonho, mas como uma realidade que enxerga de olhos bem abertos, firmada na comparação concreta entre o que tinha na metrópole — emprego, restaurantes, escolas de primeira — e o verde e a tranquilidade usufruídos em uma mudança que era para ser temporária e virou definitiva. Seu novo chão se localiza, principalmente, nos municípios situados em um raio de 100 quilômetros ao redor das capitais — cidades com boa oferta de serviços de saúde e educação, razoáveis opções de lazer e um conceito retirado da obsolescência e catapultado à condição de ambição: o ritmo de vida típico do interior. Segundo a mais recente estimativa de população realizada pelo IBGE, a das cidades entre 100 000 e 1 milhão de habitantes vem crescendo na última década a um ritmo até 50% mais rápido do que nas capitais — estas, por outro lado, detentoras de expansão minguada, ou mesmo zero. Atualmente, dois de cada três brasileiros residem em municípios com não mais do que meio milhão de habitantes. “Até 2014, as grandes cidades atraíam muitos trabalhadores por causa da ampla oferta de emprego, mas a crise econômica mudou essa tendência”, explica José Eustáquio Diniz Alves, demógrafo do IBGE.

Outra manifestação do atrativo pela almejada casa no campo — para morar mesmo, não para passar o fim de semana — está em uma pesquisa realizada pelo Zap+, que congrega os dois maiores portais de imóveis do Brasil, obtida com exclusividade por VEJA. Ela mostra que mais da metade — exatamente 59% — dos moradores de São Paulo e de Belo Horizonte, se tivesse de decidir neste momento sobre ir morar em um lugar menor, diria sim à mudança. No Rio de Janeiro, a disposição é ainda maior: 67%. O casal Fernanda, 44 anos, e Danilo Vasconcelos, 48, integra a turma dos novos migrantes. Por causa da pandemia, saiu de São Paulo e instalou-se com os filhos na casa de campo em Bragança Paulista, a 94 quilômetros de distância. Agora, resolveu que lá é o seu lugar: alugou uma casa ampla em condomínio fechado, matriculou as crianças em uma escola com 30 000 metros quadrados de área verde e planeja se mudar de vez. “Percebi que precisava de pouco para viver bem e que o contato com a natureza era fundamental. Não me vejo mais voltando a morar em São Paulo”, reconhece Fernanda.

João Tucci. Foto: Cristiano Mariz/VEJA

Sai avião, entra arara

João Tucci, 45 anos, analista financeiro

“Há dois anos comecei a questionar a vida em São Paulo, trabalhando doze horas por dia. Conheci a Chapada dos Veadeiros, me encantei, virei gerente de uma pousada e entrei para a ponte aérea. Na pandemia, mudei de vez. Agora, tomo banho de cachoeira, medito e, em vez de aviões, ouço o canto das araras.”

Os motivos citados para a virada de rumo são conhecidos: violência, poluição, trânsito e a brutal desigualdade social exposta nas metrópoles. O arquiteto carioca Hélio Pellegrino, 68 anos, desistiu do Rio de Janeiro e foi buscar a tal felicidade em Búzios, balneário a quase 200 quilômetros de distância. “No Rio, andar pela rua à noite, um dos grandes prazeres do carioca, passou a ser uma roleta-russa. Nunca se sabe quem será a próxima vítima”, critica Pellegrino, que tem assumido menos projetos e aproveita o tempo livre para pintar, tocar piano e violão e fazer caminhadas pela exuberante Praia da Ferradura. O fluxo para cidades menores tem, é claro, reflexo no mercado imobiliário. Na Baixada Santista, a compra e venda de imóveis subiu 31% no terceiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior, contra meros 5% na região metropolitana de São Paulo. Nas cidades no cobiçado raio de 100 quilômetros, área que engloba Sorocaba, Itu, Jundiaí, Bragança Paulista e Atibaia, os negócios cresceram embalados por uma taxa de 25%.

As casas que os migrantes urbanos estão comprando e alugando oferecem duas características imprescindíveis: área verde e cômodos que possam ser adaptados para home office. “Muitas famílias não têm renda para adquirir um imóvel com esse perfil em São Paulo e se mudam para o interior, onde o metro quadrado é bem mais barato”, explica Patricia Ferraz, diretora de relações institucionais do Registro de Imóveis do Brasil, que congrega cartórios de vários estados. “A pandemia escancarou nossa necessidade por espaço, tanto interno quanto externo”, diz Ju Collen, funcionária pública de 46 anos que está prestes a trocar Porto Alegre por Gramado, a 150 quilômetros de distância.

Luiz Soares. Foto: Pedro Silveira/VEJA

Troca de endereço

Luiz Soares, 48 anos, dono de confecção

“Vim para minha casa de veraneio na Praia do Forte para fugir da pandemia, mas me acostumei à rotina de esportes, banhos de mar e acesso aos bons restaurantes locais. Mudei de endereço: moro aqui e só apareço de vez em quando na casa de Salvador. Tenho qualidade de vida e segurança, sem perder o agito.”

Um dos motores econômicos que impulsionam a migração atual é a mudança profunda nas relações de trabalho trazida pela pandemia. A jornada de quem manteve o emprego durante o período de isolamento social caiu 14% e a renda média, em efeito dominó, diminuiu 20%, segundo uma pesquisa da FGV-RJ. Enquanto apertava o cinto, uma leva de brasileiros fez as malas em busca de vida mais simples e ao mesmo tempo de maior qualidade. O que se observa neste movimento é uma inesperada inversão das prioridades das famílias. “Nas classes mais abastadas, com recurso para mudanças radicais, ganhar dinheiro passou a ser menos importante do que aproveitar a vida”, ressalta Marcelo Neri, diretor da FGV Social.

Helio Pellegrino. Foto: Alex Ferro/VEJA

Adeus, depressão

Hélio Pellegrino, 68 anos, arquiteto

“Morava em uma casa espaçosa no Rio de Janeiro e tinha um escritório de arquitetura bem-sucedido. Mas a violência e a desigualdade social me deixavam cada vez mais deprimido. Quando me instalei na casa de Búzios, vi que era para sempre. Aqui faço o que realmente gosto: pinto, toco violão, namoro e vou à praia.”

Um estudo do Ipea revelou que quase um quarto das ocupações brasileiras está apto a fazer a transição para o home office e são justamente os ocupantes dessas posições, em boa parte situadas no setor financeiro e de tecnologia, que mais se veem à vontade nestes tempos para mudar de vida. Durante quase duas décadas João Tucci, 45 anos, analista financeiro de uma grande empresa de consultoria, experimentou a rotina extenuante de até doze horas de trabalho por dia. Há cinco anos, em plena crise de identidade, conheceu a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e se apaixonou pelo local. Como em um namoro, ele passou a se revezar entre Alto Paraíso e São Paulo — até a chegada da pandemia desembocar em união estável. Tucci se mudou de vez para a Chapada e de lá presta sua consultoria aos clientes, além de ser gerente de uma pousada. “Continuo a fazer o que gosto, mas agora, em vez de barulho de avião na janela, tenho o canto das araras”, comemora, feliz da vida. Embora ainda esteja em fase de consolidação, o fenômeno já é encarado como uma nova etapa dos deslocamentos internos que a população empreende em épocas distintas.

A engrenagem que movimenta as migrações brasileiras tem uma relação histórica com os efeitos da desigualdade social. Mal as primeiras fábricas começaram a se instalar no país, há quase 100 anos, e milhões de pessoas das regiões mais pobres, principalmente do Norte e Nordeste, pegaram seus poucos pertences, deram adeus à zona rural e foram tentar a vida no Sul maravilha. Assim caminharam os brasileiros até o fim do século XX, quando a meia volta começou. A descentralização da indústria e a expansão das fronteiras agrícolas fizeram o interior ser atraente de novo e suas cidades entraram para o rol das localidades recebedoras de mão de obra, em uma dinâmica classificada de “rotatividade migratória”. No arranjo que se desenvolveu durante a pandemia, uma parcela dos migrantes combina o melhor dos dois mundos: muita gente, em vez de ir embora de vez, optou pela dupla residência. Dono de uma confecção de moda praia, Luiz Soares, 48 anos, morava em Salvador e costumava ir para a casa de veraneio na Praia do Forte, a 85 quilômetros, nos fins de semana e feriados. Para cumprir o isolamento social, acabou se instalando na segunda casa e inverteu a ordem dos endereços. Mantém um pé na capital, para compromissos de trabalho, mas mora mesmo na praia. “Aqui tenho qualidade de vida, conforto e segurança sem perder o agito”, alegra-se.

Ju Collen. Foto: Daniel Marenco/VEJA

Vida espaçosa

Ju Collen, 46 anos, funcionária pública

“Sempre quisemos ter um sítio para relaxar nas horas de folga. O isolamento no apartamento em Porto Alegre mudou nossos planos. Compramos um terreno em Gramado e nossa casa, com uma bela vista da Serra Gaúcha, acaba de ficar pronta, satisfazendo a necessidade de espaço interno e externo.”

Os especialistas antecipam que a migração de pessoas com recursos suficientes para sustentar duas casas deve levar riqueza e alterar de forma relevante o perfil de consumo dos municípios médios e pequenos. Atualmente, as cidades com até 500 000 habitantes concentram 68% da população, 58% do PIB e 237 dos 577 shopping centers em atividade no Brasil. A expectativa é que a proporção seja cada vez maior, à medida que o agronegócio se expanda e a busca de qualidade de vida se amplie — uma aliança que tem tudo para mudar para melhor a cara do interior. “O deslocamento das classes mais abastadas traz novos contornos aos processos migratórios e reflete a inserção do Brasil em um contexto global. O território perde importância, já que o mundo está conectado em rede e as relações ocorrem por meio da tecnologia”, explica Rosana Baeninger, demógrafa e professora do Núcleo de Estudos de População da Unicamp. Nos Estados Unidos, onde as migrações rotativas são vistas há mais tempo, os municípios do entorno dos grandes centros urbanos já apresentam um perfil menos provinciano. “Muitos subúrbios estão se reformando e ganhando contornos mais urbanos, com centros comerciais, restaurantes e boas escolas”, lembra James Hughes, professor de planejamento urbano da Universidade Rutgers, em Nova Jersey.

Empurradas para as moradias mais amplas do entorno, em vez de se isolarem em minúsculos apartamentos, cerca de 100 000 pessoas acabaram optando de vez por sair de Man­hattan, o bairro mais habitado de Nova York, a meca cosmopolita do planeta, e pelo menos 30 000 foram embora de São Francisco ao longo da pandemia. Em compensação, Santa Maria e Santa Bárbara, nas imediações de Los Angeles, receberam 124% mais moradores neste ano, em comparação com o ano passado. Louisville, na encruzilhada entre Nova York e Chicago, ganhou 113% mais moradores e Buffalo, no estado de Nova York, aumentou sua população em 80%. A fuga da megalópole se repete em países como Japão — Tóquio subtraiu 30 000 habitantes — e Austrália, onde, desde março, 14 000 pessoas deixaram Sidney e 25 000 deram adeus a Melbourne. “Hoje, há uma competição por gente talentosa, criativa e inovadora. As cidades médias têm tudo para se beneficiar com a absorção dessa mão de obra qualificada”, diz Robert Muggah, fundador do Instituto Igarapé e uma das maiores autoridades sobre o tema. Enquanto a humanidade se desloca, o mundo se transforma.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Eu vou morar no Congo, lá é menos perigoso que o Brasil. Tem um ditador lá, mas nada que dê pra notar, aqui nem o presidente manda, tem 11 que determina.

  2. Vou comprar uma bucólica casa em São Gonçalo, Macaíba ou Extremoz. Lá vou viver feliz da vida e dormir com as portas abertas kkkkk

  3. Aqui para onde formos corremos perigo. Praias assaltos, arrastões, tiros, agressões , etc: Nos sítios e fazendas a mesma coisa. Todos trancados , medo, insegurança. E não temos perspectiva de melhoras. Se correr o bicho pega, se parar o bicho come. Lastimável mas é a VERDADE.

  4. Quero ver irem pra Tangará, Acari, Japi, Campo Redondo, Campo Grande, São Rafael, Coronel João Pessoa, Equador e enfrentar uma seca danada kkkkk

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Revista Veja divulga detalhes da perícia que comprova a autenticidade do áudio de Vorcaro sobre os R$ 30 milhões para produzir documentário de Lula

Fotos: Reprodução/CNN Brasil

A reportagem de capa da Revista VEJA da semana passada mostrou com áudios e documentos parte das informações que o ex-banqueiro já se dispôs a entregar às autoridades competentes. Na matéria em questão, Vorcaro diz ter pago 30 milhões de reais para ajudar no financiamento do documentário sobre Lula, de Oliver Stone, além de um valor não revelado ao Instituto Lula, sendo tudo isso uma espécie de “pedágio” para ter acesso aos fundos de pensão das estatais. O ex-banqueiro disse ter levado, por meio de seus advogados, essas informações à Procuradoria-Geral da República.

Diálogos do celular do ex-dono do Master, apreendido pela Polícia Federal, reproduzidos na reportagem de VEJA, comprovam que, depois disso, Vorcaro teve encontros com Alexandre Padilha, então ministro de Relações Institucionais de Lula, e contou com a ajuda de auxiliares dele para realizar uma série de reuniões em instituições como Postalis, Previ e Petros para tratar de um negócio que renderia aos cofres do Master 10 bilhões de reais. Em sua proposta de delação, o ex-banqueiro diz que, em contrapartida, pagaria a esses operadores uma propina de 10% sobre o dinheiro arrecadado.

A autenticidade do áudio foi confirmada por diferentes fontes. Advogado de Vorcaro, Daniel Bialski divulgou nota dizendo que a voz da gravação é realmente do seu cliente. Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro, também atestou à VEJA a mesma informação. VEJA também submeteu esses áudios a uma perícia, de forma a comprovar a autenticidade da voz e a ausência de qualquer edição ou manipulação no material.

Trecho de documento com o título 8. Conclusão e respostas aos quesitos. O Quesito 1 pergunta se arquivos de áudio apresentam indícios de montagem, interferência ou fraude. A resposta é Não, afirmando que os arquivos não mostram manipulação de voz por inteligência artificial após exames técnicosPerícia em áudio divulgado por VEJA (Imagem: Reprodução)

O laudo, assinado pelo perito Leocadio Casanova, não deixa dúvidas. Sobre a autenticidade da voz, o especialista escreve o seguinte: “Os exames instrumentais são COMPATÍVEIS com a hipótese de que a voz presente nos cinco áudios questionados é a de Daniel Vorcaro, e nenhum parâmetro examinado é contrário a essa hipótese”. Leocadio também descarta qualquer possibilidade de manipulação no material divulgado por VEJA: “Submetidos aos exames estrutural, espectral, de continuidade temporal, de duplicação e de indicadores de síntese, os cinco arquivos identificados pelos hashes da Tabela 1 não apresentam qualquer elemento técnico indicativo de montagem, edição, corte, inserção, reordenação, síntese ou manipulação de voz por inteligência artificial”.

Um recorte de papel rasgado com texto impresso em português. O título Quesito 2 pergunta se a voz em áudios é compatível com a de Daniel Vorcaro. A Resposta afirma que exames instrumentais são compatíveis com a hipótese de que a voz é de Daniel Vorcaro, com base em padrões públicos e áudios do WhatsApp

Perícia em áudio divulgado por VEJA (Imagem: Reprodução)

O perito responsável por essa análise tem mais de duas décadas de experiência e atuação em casos criminais de alta repercussão no Brasil. Um deles foi o áudio em que o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, gravou secretamente em 2017 o então presidente Michel Temer.

 

Revista Veja

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro mobiliza milhares de apoiadores no Farol da Barra e na orla de Salvador-BA

 

O candidato à Presidência Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu milhares de apoiadores na tarde deste sábado (17) em Salvador, na Bahia. Vestida predominantemente de verde e amarelo, a multidão ocupou trechos da Avenida Oceânica e no Farol da Barra à espera do candidato e de lideranças políticas.

Flávio chegou à capital baiana acompanhado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e seguiu para o trio elétrico montado na Barra, de onde as lideranças discursaram para os presentes.

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[VÍDEO] Nikolas afirma que Flávio subirá rampa do Planalto com Jair Bolsonaro

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou neste sábado (17) que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, subirá a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Dia 6 de janeiro, ele (Flávio) vai estar subindo a rampa. Ele não vai subir a rampa sozinho, vai subir com cada um de nós. E junto com Jair Messias Bolsonaro”, declarou Nikolas.

A declaração foi feita durante um ato de campanha em Vitória (ES), onde Flávio percorreu a orla da cidade em um trio elétrico, acompanhado por apoiadores.

O evento também contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do candidato ao governo do Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos).

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Governo Trump diz apoiar eleição livre e justa no Brasil e volta a defender sanções a Moraes: “violou direitos humanos”

Foto: André Borges/EFE

O governo de Donald Trump afirmou apoiar a realização de eleições livres e justas no Brasil e voltou a defender medidas adotadas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e as facções criminosas PCC e Comando Vermelho (CV).

A posição consta em uma carta enviada por Katherine Bowles, secretária-assistente do Departamento de Estado americano, em resposta a questionamentos de 30 deputados democratas e do senador independente Bernie Sanders sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

“Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo”, escreveu Bowles. A representante também afirmou que o país mantém diálogo com governos e a sociedade civil sobre governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral.

Sobre Moraes, o departamento justificou as sanções impostas em 2025, posteriormente retiradas em dezembro, alegando que o ministro cometeu “graves violações dos direitos humanos”. Segundo a carta, ele teria “abusado da sua posição ao autorizar prisões preventivas injustificadas e comprometer a liberdade de expressão”.

A pasta também acusou o magistrado de promover “uma iniciativa direcionada e politicamente motivada para silenciar críticos políticos”, por meio de ordens para que plataformas digitais removessem contas.

Em relação ao PCC e ao Comando Vermelho, o governo Trump defendeu a classificação dos grupos como organizações terroristas. Segundo o Departamento de Estado, a decisão “refletiu a avaliação do departamento de que ambas as organizações são altamente violentas, contam com milhares de membros, são responsáveis por ataques contra forças de segurança, autoridades e civis brasileiros e mantêm redes criminosas que se estendem até os Estados Unidos”.

A pasta afirmou que as medidas fazem parte do esforço americano para combater organizações criminosas na região. “As medidas do departamento reforçam o compromisso inabalável do governo Trump de desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano”, declarou.
O departamento também disse que pretende dialogar com o governo eleito no Brasil para promover segurança, comércio, investimentos e prosperidade entre os dois países.

Com informações de Gazeta do Povo

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Falha elétrica no Hospital Giselda Trigueiro provoca transferência de pacientes da UTI para outras unidades

Foto: Reprodução

Um curto no quadro de força provocou uma falha no fornecimento de energia elétrica do Hospital Estadual Giselda Trigueiro, em Natal, no fim da manhã deste sábado (17). Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), pacientes internados na UTI que dependem de ventilação mecânica estão sendo transferidos para outras unidades da rede pública estadual.

Em nota, a Sesap informou que as medidas de contingência foram acionadas para garantir a segurança dos pacientes. A falha também teve repercussão sobre o gerador da unidade, que havia passado por manutenção preventiva quatro dias antes.

Equipes de engenharia e manutenção trabalham para identificar as causas do problema e restabelecer o fornecimento de energia. A secretaria acrescentou que o hospital passa por uma reestruturação da rede elétrica e que novas informações serão divulgadas após a normalização da situação.

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Arena das Dunas é a 1ª do Brasil a receber estrutura permanente de banheiros com acesso pelo gramado

Com aproximadamente 1.216 m², a Arena das Dunas inaugura um novo complexo de banheiros que foram projetados para atender eventos com até 20 mil pessoas e representa o maior projeto de reforma realizado na Arena desde sua construção.

Com a nova obra, a Arena se torna a primeira do Brasil a contar com estrutura permanente de banheiros com acesso direto pelo gramado, oferecendo mais praticidade e conforto ao público.

A estrutura já está funcionando por completo neste fim de semana, durante o 28º Festival MADA!

O que tem no novo complexo:

  • 4 grandes conjuntos de banheiros (2 femininos e 2 masculinos)
  • 121 sanitários convencionais
  • 65 mictórios
  • 12 sanitários acessíveis
  • 84 lavatórios
  • ⁠Iluminação LED com sensores de presença e controle de papel para redução desperdício.
  • ⁠Climatização (disponível nas próximas semanas)

A Arena das Dunas continua fazendo grandes investimentos na modernização da sua estrutura e segue sendo referência no país em gestão e manutenção de seus ativos, sendo também a única do Brasil com a certificação ISO 55.001.

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Flávio tem 75% de chance de vencer Lula e virada é improvável, aponta relatório da Eurasia Group

Fotos: Agência Brasil e Agência Senado

A consultoria internacional de risco político Eurasia Group estima em 75% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026. A empresa considera improvável uma virada do petista.

A Eurasia Group é maior e mais renomada consultoria de risco político do mundo e pioneira em introduzir a análise política institucional como uma disciplina metodológica para mercados financeiros.

O relatório aponta que que a abstenção pode favorecer o senador e acrescentar cerca de um ponto percentual à sua vantagem. Lula, por sua vez, teria dificuldade para conquistar mais de 60% dos votos dos eleitores cujos candidatos ficaram fora do segundo turno.

A consultoria também afirma que a desvantagem do presidente nos temas de segurança pública e corrupção, além de insatisfação econômica entre setores da classe média pesam contra a reeleição de Lula.

A empresa afirma que Lula ainda pode até melhorar seu desempenho na reta final, especialmente com propostas voltadas à segurança e ao custo de vida. Debates, ataques políticos e medidas econômicas do governo podem reduzir a diferença, avalia a Eurasia, mas dificilmente seriam suficientes para reverter o cenário.

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[VÍDEO] ‘Bloquinho 22’ reúne multidão com Flávio Bolsonaro, Nikolas e Tarcísio em Vitória-ES

O “Bloquinho 22”, ato da campanha do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro reuniu uma multidão na manhã deste sábado (17) na Praia de Camburi, em Vitória, capital do Espírito Santo.

Flávio estava acompanhado do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas e do deputado federal, também reeleito, Nikolas Ferreira. Imagens publicadas por Tarcísio mostram uma multidão a perder de vista.

Após o evento, Flávio segue para Salvador, na Bahia, onde também vai cumprir agenda de campanha.

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[VÍDEO] “A COMIDA TÁ CARA”: Flávio Bolsonaro pede que população fotografe preços nos supermercados e mostre como alimentos subiram no governo Lula

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) convocou apoiadores neste sábado (17) a fotografar preços de alimentos e notas fiscais nos supermercados para mostrar o quanto a comida encareceu durante governo Lula (PT).

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio pediu registros de produtos como arroz, feijão, carne e café, além dos impostos cobrados. A proposta é compartilhar as imagens e marcar o perfil do senador para ampliar a mobilização.

“A gente vai comparar como é que as coisas encareceram durante o atual governo”, afirmou. O candidato também criticou as promessas de Lula e declarou que o governo estaria ignorando a realidade da população.

“O atual governo está fazendo promessas mirabolantes. Ele sabe que não vai cumprir, achando que o povo brasileiro é trouxa”, disse Flávio, que encerrou o vídeo convocando os eleitores a dar uma resposta nas urnas.

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Dia do eletricista: conheça profissional que aprendeu linguagem de sinais para ajudar clientes surdos

Jeferson Santos, 39, utiliza o conhecimento em Libras para se comunicar com clientes surdos da Neoenergia Cosern. (Foto: Mycleison Costa / Divulgação / Neoenergia Cosern)

Eletricista na Neoenergia Cosern há 6 anos, Jeferson Santos da Silva, de 39 anos, esconde nas mãos uma habilidade que o ajuda a romper barreiras. Desde 2018, ele utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar com clientes da distribuidora que são surdos ou possuem deficiência auditiva. Mesmo sem histórico de surdez na família, ele decidiu estudar Libras por interesse pessoal e ingressou, em 2018, no curso oferecido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Apesar de não ter concluído a graduação, usa no trabalho aquilo que aprendeu na sala de aula.

“ Um dia, eu e um colega fomos atender uma ocorrência em um bairro da Zona Norte de Natal e, ao chegarmos lá, começamos a chamar e a bater no portão da casa de uma cliente, mas ela não respondia mesmo estando de costas a poucos metros da gente. Quando ela virou, nos viu e fez o sinal informando que era surda. Eu entendi e consegui me comunicar com ela. Fico muito feliz sempre que posso ajudar e não deixar nenhuma dúvida sobre o nosso trabalho” , contou.

A experiência de Jeferson inspirou a Neoenergia Cosern a ampliar o atendimento inclusivo aos clientes. Desde 2021, a distribuidora disponibiliza, de forma voluntária, um curso de Libras para os colaboradores da empresa por meio de uma plataforma online de capacitação.

“No Brasil, quase 3 milhões de pessoas são completamente surdas e cerca de 10 milhões possuem algum grau de deficiência auditiva, então se a gente não souber nenhum sinal da Libras ou não se esforçar para se comunicar, tudo fica mais difícil. O cliente quer se sentir respeitado e incluído” , completou.

Capacitação profissional
Jeferson ingressou na Neoenergia Cosern após concluir uma das turmas do Curso de Formação de Eletricistas oferecido gratuitamente pela companhia. Desde 2018, 501 profissionais já foram capacitados pela iniciativa no Rio Grande do Norte, sendo 140 mulheres. Atualmente, 407 desses profissionais integram o quadro de colaboradores da distribuidora.

Dia do eletricista
Celebrado em 17 de outubro, o Dia do Eletricista reconhece o trabalho dos profissionais que atuam diariamente na instalação e manutenção de sistemas elétricos residenciais, comerciais e industriais, além da operação, manutenção e expansão do sistema elétrico brasileiro.

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