Esporte

‘Rei Arthur’ confirma compra de votos para escolha do Rio nos Jogos Olímpicos de 2016

Foto: Divulgação

O empresário Arthur Menezes Soares Filho, o “Rei Arthur” , confirmou o esquema de pagamento de propina para delegados africanos na escolha do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A revelação faz parte dos termos de um acordo de colaboração premiada que está em andamento junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). Foi a colaboração, inclusive, que salvou ele do risco de deportação para o Brasil, após ser detido na sexta-feira, em Miami.

De acordo com as investigações, Arthur Menezes usou a offshore Matlock Capital Group para transferir US$ 2 milhões para a conta de Papa Diack, filho de Lamine Diack, então presidente da Federação Internacional de Atletismo, a maior federação olímpica, de uma conta nos EUA. Outros US$ 10,4 milhões foram transferidos para Cabral via doleiro Renato Chebar, na conta do EVG Bank. Esta transação foi comprovada por documentos fornecidos pelas autoridades de Antigua e Barbuda, e pelo gestor do banco Enrico Machado, doleiro e colaborador da Calicute.

Detido na sexta-feira passada pelo U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS), serviço de imigração local, quando tentava renovar o visto de permanência, ele foi liberado no mesmo dia depois que os advogados apresentaram cópia dos termos do acordo.

O acordo, segundo O GLOBO apurou, só será homologado pela Justiça quando ficar comprovada a efetividade das revelações feitas por Soares. A sentença também deverá confirmar o valor da multa a ser paga por “Rei Arthur” às autoridades americanas. Com isso, não há previsão de extradição do empresário, mas ele pode até ficar preso no país americano a depender do seu julgamento.

Queda de braço e alvo da Receita

Desde outubro de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) aguarda a resposta americana ao pedido de extradição de Soares. A princípio, as autoridades americanas responderam que as provas apresentadas pelo Brasil eram insuficientes para a abertura do processo de extradição do empresário. Todavia, fontes da Lava Jato garantiram que o pedido de complementação já foi atendido há meses.

As negociações para a volta de Soares ao Brasil são motivo de desgaste entre brasileiros e americanos, devido ao silêncio e dificuldade de negociação encontrados pelos integrantes da força tarefa nos EUA.

Recentemente, Arthur Soares trocou de advogados (do escritório Mestieri para o jovem Nythalmar Dias Ferreira) na esperança de negociar um acordo no Brasil. O empresário, que está solto, não esconde a dificuldade da adaptação, particularmente com barreira de idioma. Seus amigos, igualmente envolvidos na Lava-Jato, estariam impedidos de ingressar em território americano, o que aumentaria o seu isolamento.

Embora o acordo com o governo americano garanta a sua permanência na Flórida, Arthur Soares autorizou os advogados a iniciar entendimentos com a força-tarefa da Lava-Jato no Rio para fechar uma colaboração premiada no Brasil.

Um dos trunfos foi a situação de uma das empresas de seu grupo no país, que teria sido abordada pelos mesmos auditores fiscais da Receita Federal envolvidos na operação Armadeira. Eles teriam tentado cobrar propina do Rei Arthur, a exemplo do que fizeram com outros empresários extorquidos, para perdoar multas milionárias por alegada sonegação de impostos.

Na sexta-feira passada, a defesa de Soares afrmou que se trata de “fake news” a especulaçao sobre a extradição de Arthur Soares, além de tratar seu status como sendo de foragido. O MPF, no entanto, trata o empresário como “réu foragido” e espera que sejam cumpridos os pedidos já formalizados às autoridades americanas afim de dar prosseguimento ao processo.

Cabral confirma propina

O depósito foi feito no dia 29 de setembro de 2009, em Dakar, no Senegal, três dias antes da escolha da capital carioca como sede das Olimpíadas, segundo a peça do MPF. Ele foi feito pela Matlock Capital Group, uma holding nas Ilhas Virgens, paraíso fiscal, que tem ligação com Arthur.

O MPF listou ao menos 19 documentações que deram suporte à operação ‘Unfair Play’, entre elas: depoimento de Eliane Pereira Cavalcante, sócia de Arthur; calendário e agenda telefônica obtidos pela quebra telemática de Arthur Soares; e-mails e documentos obtidos com a quebra telemática de Eliane Cavalcante; relatórios de Inteligência Financeira do COAF e contratos Administrativos firmados pelo Estado do Rio de Janeiro e a empresas do Grupo KB Participações Ltda, de Arthur Soares.

Dono do grupo Facility, Arthur Soares era um dos principais prestadores de serviços terceirizados no governo Sérgio Cabral, em áreas como limpeza, segurança, alimentação e saúde. Segundo investigação do Ministério Público do Rio (MP-RJ), a Facility participava de licitações fraudadas e depois repassava valores dos contratos, de forma ilícita, a autoridades do Legislativo e do Executivo fluminense. Os contratos do empresário com o governo do Rio chegaram a totalizar R$ 3 bilhões na gestão de Cabral.

Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, em julho deste ano, Cabral admitiu ter comprado votos para a candidatura olímpica do Rio, no valor de U$ 2 milhões. O ex-governador disse que pediu a Arthur Soares que combinasse o pagamento com Leonardo Gryner, braço-direito do então presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman. Segundo Cabral, a verba seria descontada do “crédito” que tinha com o empresário — isto é, de parte das propinas que o ex-governador receberia do “Rei Arthur”.

O acerto do pagamento ocorreu, segundo o MPF, em Paris, em setembro de 2009, dias antes do evento que ficou conhecido como “Farra dos Guardanapos”.

No processo em que prestou depoimento, Cabral é acusado de receber US$ 10,4 milhões em propina de “Rei Arthur”, entre março de 2012 e novembro de 2013, e ocultar o valor no exterior, além de ter recebido um total de R$ 1 milhão no Brasil entre 2007 e 2011. De acordo com o MPF, o pagamento era feito no país com entregas de recursos em espécie, celebração de contratos fictícios com membros da organização criminosa e pagamento de despesas pessoais. Cabral negou a acusação e disse não ter contas no exterior, a não ser a que encerrou em 2003.

COB também no esquema

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou ver “fortes indícios” de que o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, teve participação direta na compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) na escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e no repasse de propina a Papa Massata Diack, filho do então presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e membro do comitê executivo do COI, o senegalês Lamine Diack.

Segundo os investigadores, Nuzman teria sido o responsável por interligar corruptos e corruptores: “Em busca de votos favoráveis à campanha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, mancomunado a Sérgio Cabral, buscou representantes africanos do COI para alcançar o intento criminoso”, sustenta a Procuradoria.

O MPF levanta a suspeita de que Nuzman teria, inclusive, obtido nacionalidade russa para poder escapar das investigações. A informação surgiu em depoimento de Eric Maleson, fundador e ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, ouvido por autoridades francesas.

“Segundo o mesmo, Carlos Nuzman está corrompido, e terá até a nacionalidade russa pelo primeiro-ministro russo na altura, em contrapartida ao seu voto a favor de Sochi para a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Essa nacionalidade russa deve lhe permitir esperar escapar da Justiça Brasileira se fosse necessário”.

O Globo

 

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  1. VERGONHOSO….faltou dar uma SURRA GRANDE NO PTRALHA LULADRAO, quem sabe se tivesse tomado uma surra ele não tinha roubado o país

  2. Na época da ditadura esse FDP apanhava igual a cachorro e entregava o ladrao chefe LULA , mas agora a quadrilha do STF querem deixar os ladroes todos usufruindo do roubo

    1. corruptos ricos de colarinho branco nunca apanharam feito cachorro. Nem na ditadura, e nem em epoca nenhuma nesse país.

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Brasil

‘LIÇÃO BÁSICA’: Mendonça manda recado a Moraes e Dino em decisão sobre vazamentos

Foto: Antonio Augusto/STF

Ao determinar que a Polícia Federal apure o vazamento de informações sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mandou um recado aos colegas Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Dino e Moraes têm sido criticados por causa da quebra do sigilo da fonte de um jornalista que denunciou o magistrado maranhense.

Na decisão, Mendonça disse que cabe aos peritos e investigadores da PF preservar o sigilo das informações acessadas, não aos jornalistas, que fazem o exercício legítimo da profissão.

“O procedimento apuratório acima referido parte de hipótese investigativa centrada na eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas”, afirmou.

Com informações de O Antagonista

 

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Geral

CRISE: Quase mil empresas entram em recuperação judicial no varejo no segundo trimestre de 2026, alta de 20%

Foto: Sarah Brito/g1

Somente no segundo trimestre deste ano, 986 empresas do mais diferentes portes pediram recuperação judicial. O número representa alta de 20% em relação às 819 registradas no mesmo período de 2025 e evidencia que o varejo brasileiro enfrenta uma onda de dificuldades financeiras.

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao fim de 2025, segundo o Monitor RGF-Bizdoc.

Apenas nos últimos dias, Casas Bahia e Lojas Marabraz recorreram à recuperação judicial por causa de dívidas. Em maio, foi a vez do Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly. Em março, o Grupo Pão de Açúcar anunciou uma recuperação extrajudicial para renegociar débitos com credores.

Juros elevados, crédito mais caro e o endividamento das famílias estão entre os principais fatores que pressionam o setor. Com menos dinheiro disponível, consumidores reduziram compra de bens como eletrodomésticos e eletrônicos.

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Confira a distribuição de tempo de TV e rádio para os candidatos ao Governo do RN; propaganda eleitoral gratuita começa na sexta-feira (28)

Foto: TRE/Divulgação

A propaganda eleitoral gratuita começa na próxima sexta-feira, 28 de agosto, e o TRE-RN divulgou os tempos que cada coligação terá no rádio e na televisão na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. A veiculação seguirá até 1º de outubro.

A coligação “Esperança e Trabalho”, de Allyson Bezerra, terá 4 minutos e 8 segundos em cada bloco. A “Endireita RN”, de Álvaro Dias, contará com 2 minutos e 23 segundos, enquanto a coligação “Time que Cuida”, de Cadu de Lula, terá 2 minutos. Já a Federação PSOL-Rede, de Robério Paulino, terá 27 segundos de propaganda em cada bloco.

Na televisão, os programas serão exibidos de segunda a sábado, das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. As emissoras também terão 70 minutos diários de inserções de 30 e 60 segundos distribuídas ao longo da programação.

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SENADO: Coligação de Zenaide Maia e Tércio Tinoco terá maior tempo de propaganda eleitoral gratuita na TV

Foto: Reprodução/Redes sociais

O TRE-RN definiu nesta sexta-feira (21), durante audiência pública, os tempos de TV durante o horário eleitoral gratuito que começa no dia no dia 28 de agosto e segue até 1º de outubro. Ao todo, o bloco destinado ao Senado terá sete minutos, divididos entre quatro grupos.

A coligação “Esperança e Trabalho”, formada por Zenaide Maia (PSD) e Tércio Tinoco (União Brasil), terá o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita para o Senado no Rio Grande do Norte. A chapa contará com 3 minutos, 13 segundos e 57 centésimos em cada bloco e 451 inserções ao longo da programação.

A chapa de Styvenson Valentim e Coronel Hélio (Endireita RN) terá 1min51s30 e 260 inserções. Rafael Motta e Samanda Alves (Time que Cuida) ficarão com 1min33s51 e 219 inserções. Já Sandro Pimentel e Sonia Godeiro, da Federação PSOL-Rede, terão 21s62 e 50 inserções.

Luciana Mandu e Rosália Fernandes (PSTU), Linhares Jiboia (DC), Gari Wendell Batista e Clóvis Costa do Coletivo Nós (Agir) e Professor Guilherme (UP) não terão direito ao horário eleitoral gratuito por estarem vinculadas a partidos que não atingiram a cláusula de desempenho nas eleições de 2022. Segundo o TRE-RN, a divisão do tempo ainda pode sofrer alterações caso haja mudanças nos registros de candidatura.

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Após comício com Lula em Natal, imprensa nacional repercute denúncia contra Cadu Xavier sobre suposto aumento do próprio salário

Foto: Ricardo Stuckert

Após dividir palanque e receber o apoio do presidente Lula na noite de quinta-feira (20), em Natal, o candidato do PT ao Governo do RN, Cadu Xavier, ganhou destaque negativo na imprensa nacional.

O motivo é uma investigação do Ministério Público de Contas (MPC) que averigua supostas irregularidades em aumento salarial concedido aos auditores fiscais potiguares, categoria do próprio Cadu Xavier, quando o agora candidato era secretário estadual de Tributação em 2021. A medida teria gerado um impacto de R$ 13,1 bilhões aos cofres do RN.

Cadu afirmou que apenas cumpriu uma resolução interadminstrativa que determinava o reajuste salarial aos auditores fiscais. O Ministério Público de Contas, no entanto, contesta a validade da resolução, afirmando que o reajuste deveria ter sido concedido por meio de lei específica, não por um ato da gestão. Além disso, para completar, os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) foram desrespeitados, uma vez que não havia orçamento suficiente.

Com informações do Metrópoles

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Justiça dos EUA conclui que Moraes utilizou falso registro de imigração para embasar ordem de prisão de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

Fotos: Nelson Jr./SCO/STF e MRE

O juiz federal dos EUA Gregory A. Presnell concluiu que o registro de imigração utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para determinar a prisão preventiva do ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins em 2024 era falso.

Moraes usou o registro como uma das bases para determinar a prisão preventiva de Martins, sob a suspeita de que ele teria deixado o Brasil e pretendia fugir da Justiça. O ex-assessor ficou preso por quase seis meses, mas apresentou provas de que permanecera no Brasil.

Após a prisão, Martins entrou com uma ação baseada na Lei de Liberdade de Informação dos EUA para descobrir a origem do registro, que indicava sua entrada no país em 30 de outubro de 2022, mesma data em que Jair Bolsonaro viajou para Orlando.

Em outubro passado, a própria Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) admitiu que Martins “não entrou nos EUA” na data indicada e que o registro utilizado por Moraes era “errôneo”.

O magistrado Gregory A. Presnell criticou as agências americanas por manterem o registro incorreto e se recusarem a informar quem o inseriu nos sistemas oficiais. O juiz também classificou como “sem sentido” e “absurdos” os argumentos apresentados pelo governo para não fornecer os documentos.

Durante audiência em março, Presnell afirmou que o registro falso “afetou uma pessoa de forma considerável” e que Martins “tem o direito de saber como isso aconteceu e quem deu causa a isso”.

Ao final, determinou que a CBP entregue documentos capazes de identificar “quem quer que esteja envolvido neste registro e onde quer que essa ou essas pessoas residam”.

Martins foi condenado em dezembro pelo STF a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. Ele voltou à prisão preventiva em janeiro deste ano após Moraes considerar que o uso do LinkedIn por seus advogados havia violado uma medida cautelar.

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Prazo de 30 dias imposto por Moraes encerra e defesa comunica ao STF sobre retomada de visitas a Bolsonaro

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (21) que pretende retomar o agendamento de visitas gerais, sem cunho eleitoral, ao ex-presidente, após o fim do prazo de 30 dias de suspensão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes.

As visitas de advogados, médicos e fisioterapeutas continuaram autorizadas durante o período. Agora, segundo os advogados, os novos encontros serão agendados diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), respeitando as medidas cautelares ainda vigentes.

A suspensão foi determinada em 17 de julho, após Moraes considerar que Bolsonaro havia violado restrições da prisão domiciliar. Na ocasião, o ministro também proibiu o ex-presidente de divulgar mensagens ou manifestos de caráter político-eleitoral, inclusive por meio de terceiros.

A proibição de visitas do filho Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, permanece em vigor. A medida foi tomada depois que Flávio divulgou, em uma transmissão nas redes sociais, uma carta escrita pelo pai.

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Em telefonema para Trump, Lula diz que não precisa classificar facções criminosas como organizações terroristas para combater o crime organizado

Foto: Pablo Porciuncula e Andrew Caballero-Reynolds/AFP via Getty Images

O presidente Lula (PT) voltou a defender que facções criminosas não sejam classificadas como organizações terroristas. Em ligação telefônica nesta sexta-feira (21) para o presidente dos EUA, Donald Trump, Lula afirmou que o Brasil não precisa classificar facções criminosas como organizações terroristas para combater o crime organizado.

Segundo o Palácio do Planalto, a conversa durou 1h20 e ocorreu em “tom amistoso e cordial”. Lula defendeu maior cooperação entre os dois países no combate ao crime e afirmou que grupos criminosos brasileiros “não se confundem com organizações terroristas”.

“Lula argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas. Afirmou que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las”, informou a Secom em nota.

Em maio, os Estados Unidos classificaram o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O governo brasileiro vinha tentando evitar a medida.

Os presidentes também trataram das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Lula afirmou que as justificativas apresentadas pelos EUA são “infundadas” e defendeu a retomada das negociações. Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais e propôs que as equipes dos dois países voltem a se reunir em breve.

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DEPUTADO DE PARNAMIRIM: Taveira Júnior destina mais de R$ 4 milhões emendas para o município

Foto: Assessoria ALRN

Mais atendimento na saúde, ruas com melhor infraestrutura, reforço na segurança e investimentos que chegam a diferentes áreas do dia a dia da população de Parnamirim. É com esse foco que o deputado estadual Taveira Júnior destinou mais de R$ 4 milhões em recursos para o município, o maior volume de emendas destinado por um deputado estadual na história de Parnamirim.

Os investimentos em infraestrutura somam mais de R$ 2 milhões, destinados a obras de pavimentação e tapa-buraco, infraestrutura de praças públicas, melhorias na Avenida Maria Lacerda e ações da Secretaria Municipal de Obras.

Na saúde, são R$ 1,1 milhão, sendo R$ 500 mil para melhorias na atenção primária e R$ 600 mil para aquisição de máquina de raio-X e equipamento de ultrassonografia.

A atuação também contempla a segurança pública, com R$ 350 mil para aquisição de veículo para a Guarda Municipal, aparelhamento e melhorias de infraestrutura.

Outros R$ 300 mil foram destinados à causa animal, por meio da Associação de Proteção aos Animais (ASPAN); R$ 200 mil para regularização fundiária; R$ 110 mil para apoio ao esporte, junto a associações e federações; e R$ 30 mil para assistência social.

Para Taveira Júnior, a destinação dos recursos reforça o compromisso do mandato com Parnamirim e com investimentos voltados às necessidades da população.

“Nosso trabalho é ouvir as necessidades de Parnamirim e transformar essas demandas em ações concretas. São recursos para áreas que fazem diferença no dia a dia das pessoas e contribuem para o desenvolvimento da cidade”, destacou o deputado.

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Lobista Roberta Luchsinger pagou R$ 217 mil em faturas de cartão e financiamento de carro para Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, enquanto negociava com governo, diz PF

Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, pagou R$ 217 mil em despesas pessoais de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Os pagamentos ocorreram em 2024, período em que, segundo a investigação, Roberta atuava para obter contratos relacionados à Cannabis medicinal no Ministério da Saúde.

Segundo a PF, os R$ 217 mil incluem R$ 95 mil em faturas de cartão de crédito do Banco do Brasil, R$ 36 mil em boletos de financiamento de veículo, R$ 48 mil em um consórcio, R$ 25 mil em um Pix e R$ 9 mil em joias de diamantes presenteadas a Marcola, além de outras despesas.

Em outro episódio, relacionado ao Pix de R$ 25 mil realizado em 26 de novembro, Marcola teria dito: “Depois nos acertamos e te pago”.

Já o financiamento do veículo tinha como beneficiário o banco Toyota. A PF afirma que Marcola tinha em seu nome um Corolla Cross da mesma marca, que estava sendo financiado.

A PF também cita mensagens em que Marcola pede pagamentos. Em 15 de julho de 2024, ele solicitou que Roberta pagasse parte da fatura do cartão e disse que seria um presente de aniversário para sua filha. Em seguida, mencionou um boleto de consórcio. O pagamento foi feito em 18 de julho.

A investigação destaca que parte dos pagamentos coincidiu com conversas entre Roberta e Marcola sobre interesses de Antonio Carlos Camilo Antunes e da World Cannabis junto ao Ministério da Saúde e ao Gabinete Pessoal da Presidência.

A defesa de Marcola afirma que os valores eram referentes a um empréstimo pessoal e foram integralmente quitados. Também diz que não teve acesso à íntegra dos autos e que o vazamento teria o objetivo de distorcer os fatos e interferir no processo eleitoral. A defesa de Lulinha questiona a veracidade do material reunido pela PF e afirma haver interesse político na investigação. Os advogados de Roberta disseram que só se manifestarão nos autos.

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