Tropa de choque para ações de alto risco no Rio é comparada a grupo do exército americano que matou Bin Laden

Uma tropa que recebe treinamento de alto nível, com sede em Goiânia, chegou ao Rio para ficar na linha de frente da intervenção federal na área da segurança pública do estado, sob o comando do general Walter Souza Braga Netto. Na caserna, entre os militares, seus integrantes são chamados de “fantasmas” por atuarem nas sombras, em operações sempre cercadas de sigilo. O Batalhão de Forças Especiais do Exército conta com aproximadamente 2 mil homens.

Não raro, eles são comparados aos Navy Seals da Marinha americana, que mataram Osama bin Laden no Paquistão em 2011. Esses militares, preparados para ações antiterror, têm nas mãos uma missão muito difícil: expulsar o tráfico e as milícias de algumas favelas cariocas.

Coronel da reserva e ex-integrante das Forças Especiais, Fernando Montenegro coordenou a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. Ele explica que o grupo tem um nível de preparo muito superior à média da tropa do Exército. Além de táticas de guerrilha, os “fantasmas” aprendem estratégias de combate à criminalidade urbana durante o período de formação: fazem treinamentos com oficiais do Bope da PM e com militares de unidades especiais de outros países.

É por isso que se espera, nas ruas, um resultado muito diferente dos obtidos até agora pelas operações de Garantia da Lei e da Ordem no Rio. Os integrantes das Forças Especiais passam por um rígido processo de seleção no Forte Imbuí, em Niterói, antes de seguirem para um mínimo de cinco anos de preparação em Goiânia.

— É incomparável a qualidade deles. Eles alcançam uma qualificação extrema não só em nível tático, recebem treinamento de ponta para ações de alto risco em áreas urbanas. Trabalham com inteligência e entendem como funcionam as forças de sustentação de uma guerrilha — afirma Montenegro, acrescentando que a formação visa, em condições normais, a proteger o país contra invasões. — É um treinamento que capacita o militar a suportar situações extremas. Cada integrante das Forças Especiais tem um nível de conhecimento que o permite planejar sabotagens em grandes instalações e até produzir explosivos de forma improvisada.

O símbolo das Forças Especiais foi criado para passar a imagem de que seus homens são os mais temidos do Exército. No brasão dos FEs, como são chamados, aparece uma mão empunhando uma faca. Não por acaso, ela está com uma luva, referência às ações sempre discretas, que não deixam rastros. A lâmina está manchada de vermelho. Até mesmo o fundo do desenho, na cor preta, tem um significado: a tropa, preferencialmente, age à noite. O primeiro grupo de FEs desembarcou no Rio no último dia 16, e, na madrugada de sexta-feira, fez uma incursão à Vila Kennedy antes da chegada de 3 mil homens do Exército à comunidade.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    BG.
    Bandido tem que ser tratado como bandido e fim de papo. Esse mimimi de defensores de bandidos tem que nem ser comentado. AÇÃO JÁ.

  2. Beto Paraíba disse:

    Desejo q os marginais sejam exterminados! Força Fantasmas!

  3. Só Deus na causa disse:

    Pra quê tudo isso se os direitos dos manos, a OAB, o MP e a justiça não permitiram nenhuma ação que constranja a bandidagem ser realizada. Essa intervenção será apenas um faz de conta, pois aqui nesse país de M… quem tem vez e quem manda é a bandidagem.

  4. Silva disse:

    Desejo que todos tenham sucesso na missão.

  5. Carlos Apolinario disse:

    Tem o mesmo nivel dos SEALs? Kkkkkkkkkkķkkkkkkkkkkkkkkkklkkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk É igual ao Bento Carneiro, vampiro brasileiro.

  6. Avelino disse:

    Eita, um monte de comentarista ficou excitado, kkkk.

Como a intervenção no Rio pode ajudar o Rio Grande do Norte

por Dinarte Assunção

A intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro não ficará circunscrita aos limites fluminenses. A repercussão do caso é nacional e pode ter implicações favoráveis para o Rio Grande do Norte.

É bem improvável que a intervenção se replique a outras unidades da federação, haja vista a dureza do decreto intervencionista ter sido concebida justamente para desestimular governadores de pedir ajuda nesse sentido. Entretanto, os efeitos colaterais tendem a ser benéficos a curto e médio prazos.

Com a impossibilidade da reforma da previdência ser votada em face do decreto de intervenção, a pauta do Congresso Nacional passa a ser prioritariamente segurança pública.

É nesse ponto que podemos ser favorecidos.

Com o assunto alçado à pauta de primeira ordem, o Estado, através de sua bancada e governador, terá mais chances de verem concretizadas as gestões feitas sobre os pedidos de segurança.

A partir de agora, o Congresso Nacional não passará apenas a tratar da intervenção no Rio, mas a analisar também assuntos correlatos que afetem o tema segurança pública como um todo.

Além disso, o Rio Grande do Norte recentemente teve operação militar para garantia de lei e de ordem, medida menos extrema que a do Rio, ou seja, o Estado já está no radar do Planalto no tema segurança pública.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Neto disse:

    Extremamente sensato! Que a bancada da bala arroche para os vagabundos!
    Precisamos de penas maiores e mais presídios

Sobe para 16 número de PMs assassinados no Rio só neste ano

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou a morte do sargento Fábio Miranda Silva, ferido por criminosos no bairro do Méier, zona norte da cidade, durante sua folga, no início da tarde de hoje (13). Assim, sobe para 16 o número de policiais militares assassinados no Rio este ano.

De acordo com a corporação, Silva estava andando em uma rua do bairro quando criminosos armados passaram atirando. Investigações preliminares feitas no local indicam que teria ocorrido tentativa de roubo.

O sargento foi levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiu aos ferimentos. Ele era lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), tinha 41 anos, estava na Corporação desde 2002 e deixa dois filhos. Até o momento, não foi informado nem o horário nem o local do sepultamento.

Dos 16 policiais que perderam a vida este ano, sete estavam de serviço, oito estavam de folga e um era reformado. Dois policiais civis também foram assassinados desde janeiro, totalizando 18 agentes de segurança mortos em 2018

Mais estados aderem à privatização de saneamento

INFOCHPDPICT000060832666Estação de tratamento de esgoto de Itaipu: empresas privadas têm interesse na concessão dos serviços – Fernando Lemos/18-8-2016

Com o BNDES prestes a apresentar a lista de empresas estatais de saneamento para inclusão no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), os governos estaduais vislumbram uma oportunidade única para melhorar e universalizar os serviços de água e esgoto, num cenário de elevado endividamento e crise fiscal. Rio, Pará e Rondônia já formalizaram interesse junto ao banco de fomento. Espírito Santo e Bahia podem ser contemplados numa segunda etapa.

Hoje, mais da metade dos municípios brasileiros (58% do total ou 3.238 cidades) não têm coleta nem tratamento de esgoto ou não comunicam esses dados ao Ministério das Cidades.

As informações são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e foram compiladas pela GO Associados. A consultoria prevê que, mantido o atual ritmo de investimentos, a universalização de água e esgoto só será alcançada 20 anos depois da meta definida no Plano Nacional de Saneamento Básico, que é 2033.

— É uma proporção muito grande de cidades sem acesso. O desafio de universalizar o tratamento até 2033 é muito grande — afirma o economista da GO Associados Pedro Scazufca.

A primeira reunião do PPI será realizada amanhã, em Brasília. Nela serão levadas propostas de inclusão de empresas e projetos para a primeira leva de concessões do programa nas mais diversas áreas. O BNDES será responsável por intermediar o diálogo entre o PPI e os governos estaduais. A pedido dos governadores, o banco vai propor que as empresas de saneamento de Rio (Cedae), Pará (Cosanpa) e Rondônia (Caerd) sejam contempladas no programa. Se aprovadas, “o BNDES irá se aprofundar na modelagem do futuro leilão de concessão dessas empresas”, disse o banco, em nota. As modelagens serão definidas caso a caso.

A lista tende a aumentar. O BNDES informou que está conversando com outros estados e que, até o fim de setembro, a equipe da área de desestatização do banco se reunirá com representantes de governos estaduais “para apresentar o apoio que poderá oferecer nos processos de concessão de saneamento”. O BNDES também fará reunião em breve com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal, para que todas as equipes trabalhem de forma integrada. Segundo o secretário executivo do PPI, Moreira Franco, Caixa e Banco do Brasil atuarão como financiadores, ao lado do BNDES, e buscarão fazer parcerias com bancos privados. Empresas privadas que atuam no setor já manifestaram interesse em participar da concessão do serviço.

‘SITUAÇÃO DO RIO É EMERGENCIAL’

Para Claudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, os estados se beneficiam de três formas com a privatização dos serviços de água e esgoto: ganham recursos gerados pelas concessões, aumentam a arrecadação com os tributos das novas empresas e proporcionam bem-estar à população. Em 2014, dado mais recente, o fornecimento de água chegava a 89,30% da população fluminense, enquanto a coleta de esgoto atingia 64,21%, mas com apenas 34,66% tratados.

— A situação do Estado do Rio é mais do que crítica, é emergencial. Como o estado está sem recursos, a Cedae é um ativo que tem muito valor. O que é muito importante são os recursos que vão entrar com a concessão (da Cedae), que vai depender de como será o modelo anunciado pelo programa — afirma Frischtak.

O modelo apresentado pelo BNDES ao governo do Rio prevê dividir o estado em quatro áreas geográficas para conceder os serviços. A Cedae continuaria a atuar na produção, tratamento e transporte de água até as adutoras. O plano usa o sistema de subsídio cruzado, ancorado na cidade do Rio, onde a tarifa de água cobrada da concessionária seria mais alta. Segundo o governo do Rio, os estudos estão em andamento e o modelo ainda não foi definido. Nos cálculos da Inter.B, a universalização de água e esgoto no estado exigirá investimento de R$ 26 bilhões ao longo de 30 anos.

Para o presidente da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), Luciano Dias, a concessão da empresa é a única forma viável de alcançar a universalização do serviço no tempo previsto (até 2033). Hoje, apenas 11% da capital do estado, Belém, têm acesso à rede de esgoto e só 3% são tratados. Dias conta que, só em 2015, o Pará teve de aportar R$ 122 milhões para manter a Cosanpa. Em 2016, foram R$ 8 milhões mensais para funcionamento e manutenção da empresa:

— Esses recursos são insuficientes diante da necessidade de universalização. Os estados vivem uma crise fiscal e não têm condições de investir. A intenção é melhorar os índices de saneamento atraindo investidores.

EM PORTO VELHO, SÓ 2% DE ESGOTO COLETADO

Pelas contas de Dias, para atingir a universalização da rede de esgoto apenas na região metropolitana de Belém seriam necessários R$ 4 bilhões em investimento. Para cumprir com as metas de acesso à água canalizada, o montante estimado seria de R$ 3 bilhões. Dias reiterou que, na reunião do PPI amanhã, o estado deve manifestar oficialmente o interesse pela concessão da Cosanpa e, a partir daí, o BNDES realizará um estudo técnico de viabilidade. Ele avalia que o estudo deve levar pelo menos um ano para ser concluído.

— A maioria das companhias de saneamento dos estados passa por grandes dificuldades, em decorrência da inadimplência e das tarifas defasadas, que não cobrem o custo de operação. Os estados enxergam o PPI como uma alternativa para que haja investimento maciço na área — diz Dias.

Em Rondônia, os índices são ainda mais alarmantes. De acordo com a presidente da Caerd, Iaciara Azamor, apenas 2% do esgoto da capital do estado, Porto Velho, são coletados, mas nada é tratado. Os resíduos são jogados in natura no Rio Madeira. No resto do estado, o índice de tratamento é igualmente próximo a zero.

— São instalações muito precárias. Fizemos algumas interligações e pequenas obras, mas a empresa não tem recursos para ampliar a infraestrutura. Cerca de 80% de nossa receita são gastos com pessoal. Há pedido expresso do governador Confúcio Moura para incluir a Caerd no PPI — diz Iaciara, que assumiu a empresa em 2014.

A empresa tem R$ 1 bilhão em dívidas e atende 56 localidades, entre municípios e distritos, onde residem quase 70% da população do estado. Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a capital terá 43% do esgoto tratados em 2020. A universalização do tratamento de água em Porto Velho será alcançada em 2017. Uma eventual concessão teria o objetivo de melhorar a cobertura de coleta e tratamento de esgoto na capital e ampliar o atendimento às demais cidades.

Iaciara disse que, uma vez aprovada a inclusão da Caerd no PPI, o governo de Rondônia lançará um edital para contratar uma consultoria, que vai estudar o melhor modelo, provavelmente uma Parceria Público-Privada. Os estudos serão financiados pelo BNDES, segundo ela.

‘NÃO CONSEGUIMOS AVANÇAR EM ESGOTO’

Professor de Economia da UERJ, Ronaldo Serôa da Motta explica a forte diferença entre os índices de atendimento de água e os de esgoto — só 40,78% do esgoto são tratados, enquanto o índice de atendimento de água é de 83,3%. Ele diz que, enquanto a rede de tratamento de água tem cobertura urbana quase universal, o saneamento tem um nível muito abaixo do de outros países com renda semelhante:

— Começamos pelo atendimento de água, que era o certo, porque traz mais efeito benéfico à saúde, mas não conseguimos avançar em esgoto.

Segundo o Ministério das Cidades, 4.030 municípios enviaram dados ao SNIS, o que representa 72,4% do total dos municípios. “Geralmente os municípios que não responderam ao SNIS foram os de menor porte e menos estruturados tecnicamente. Pode-se depreender que a maior parte desses municípios provavelmente não tenha tratamento de esgoto”, diz o ministério.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chico disse:

    Ao contrário do q vcs estão pensando. Com a privatização aí é q eles vão roubar bando de besta, com empresas terceirizadas. E ainda os preços subiram absurdamente

  2. MB disse:

    Com a privatização acaba a roubalheira, inclusive no RN. Na empresa privada, roubou ? É demitido na hora!

  3. Senhor Cidadão disse:

    TEM E MESMO PRIVATIZAR TUDO POIS SOBRARIA MENOS PARA OS POLÍTICOS ROUBAR !!

PSB intervém no Rio e tira Romário da presidência do partido

romario-no-poderO senador Romário (PSB-RJ) foi destituído da presidência do partido no Rio na tarde desta quarta-feira. A Executiva Nacional decidiu intervir no diretório estadual após a revelação, feita pelo GLOBO, de que o assessor parlamentar Wilson Musauer Júnior, lotado no gabinete de Romário e tesoureiro do PSB no estado, é acusado de cometer quatro homicídios.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, enviou uma carta ao senador e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) comunicando a decisão. Além de Romário, saem também Musauer, Sérgio Barcelos, Rafael Takashi e João Carlos de Oliveira, todos indicados pelo senador. O segundo vice-presidente, Pedro Delarue, também deixou o cargo.

A relação entre Romário e a direção nacional do partido já andava tensa, e a revelação do processo em que Musauer é réu foi a gota d´água para a decisão. Segundo Siqueira, havia uma “grande insatisfação” com a gestão do senador.

— A forma como o Romário vinha conduzindo o partido já estava insatisfatória. Falava-se de acordos (para as eleições) com os quais a direção nacional não estava de acordo, aí veio essa história (do processo) e apressou. Não queremos prejulgar, mas achei demasiadamente grave um presidente ter colocado na direção do partido alguém (Musauer) com essas acusações — afirmou Siqueira.

Ontem, Siqueira e Romário conversaram pessoalmente. Segundo o presidente do PSB, o senador sugeriu que apenas Musauer fosse afastado do comando do partido. Na conversa, Romário manifestou que poderia deixar a legenda caso fosse afastado da presidência no Rio.

— Respeito muito o Romário, não é nada pessoal. Mas não podíamos deixar a situação como estava — reiterou Siqueira.

CENÁRIO ELEITORAL

O novo presidente do partido no Rio é o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, que ocupava a vice-presidência. A intervenção provocou a formação de uma comissão provisória. Ainda não há data para uma nova eleição da executiva.

— A Executiva Nacional fez esse pedido, para que eu pudesse assumir o partido nesse momento importante e para que o partido possa ter um porta-voz com mais afinidade com o conteúdo programático. Respeito muito o Romário, sua história e seu mandato. Mas a Executiva Nacional acha melhor ele se afastar para esclarecer as acusações feitas e ele (sobre uma suposta conta na Suíça) e seu assessor — afirmou Bomtempo.

Sem ter uma definição de Romário quanto ao desejo de concorrer à prefeitura em 2016, o PSB se prepara para outros cenários. Siqueira já conversou com o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) sobre uma possível filiação à sigla com o objetivo de concorrer à prefeitura em 2016.

— Não confirmo conversa com ninguém, mas não é só essa, são várias. Mudanças vão acontecer no partido — disse Siqueira, sem se alongar.

Fonte: O Globo

Em meio a confusão, manifestantes deixam presídio no Rio: fotógrafos foram agredidos e cinegrafista teve roupa rasgada

rio333346

A saída de três manifestantes do Complexo Penitenciário de Gericinó, no início da noite desta quinta-feira (24), foi marcada por confusão. Igor D’Icarahy, Camila Jourdan e Elisa de Quadros, a Sininho, foram colocados em liberdade por volta de 18h10, quase 24 horas após o habeas corpus do grupo ser acolhido pelo desembargador Siro Darlan. O tumulto entre fotógrafos e outros manifestantes, que foram até Bangu acompanhar a saída do trio do presídio, começou quando os profissionais se aproximaram dos carros utilizados por Igor, Camila e Elisa. Ao tentar fazer as imagens, fotógrafos foram agredidos com socos e empurrões.

Após o tumulto, um cinegrafista que acompanhava a saída dos presos ficou com cortes na boca e a roupa rasgada, constatou o G1 no local. Um fotógrafo do jornal O Dia, segundo a publicação, teve o equipamento quebrado.

Antes, no entanto, o clima era tranquilo. Por volta de 16h, parentes já comemoravam a chegada de um oficial de justiça que trazia o documento de liberação. Eles só se mostravam indignados com o atraso para a soltura. Marino D’Icarahy, pai de Igor e advogado de alguns dos manifestantes, não se conformava.

“Para uma pessoa que está presa com razão, um minuto na cadeia é uma tortura. Um minuto a mais para quem está preso sem ter que estar [preso] é um terror. Estas pessoas não eram para ter ficado presas sequer um minuto”, disse D’Icarahy ao G1, depois de percorrer o Tribunal de Justiça, o fórum de Bangu e o Complexo Penitenciário.

Especialista em direito penal, o professor Leonardo Pantaleão fez coro às críticas de D’Icarahy.

“Temos mecanismos que permitem a comunicação quase imediata. É o tempo de encaminhar um e-mail.  Além disso, é um risco enorme para o poder público manter presa uma pessoa que já tem uma ordem de liberdade. A cada momento que permanecem lá, é risco grande para a unidade prisional. Se, por uma fatalidade, acontece alguma coisa após a ciência da soltura, a responsabilidade do estado é evidente”, disse Pantaleão.

Dos 23 denunciados pelo MP, somente dois continuam presos: Caio Silva e Fábio Raposo, acusados de provocar a morte do cinegrafista Santiago Andrade.

O inquérito que investiga a participação de um grupo de manifestantes em atos violentos nas manifestações no Rio foi entregue no dia 18 ao Ministério Público Estadual. Na data, a polícia pediu a prisão preventiva para 23 pessoas.

Fazem parte do grupo 17 pessoas suspeitas de atos violentos presas na véspera da Copa, na Operação Firewall. No dia 15, a Justiça concedeu liberdade a 12 dos 17 presos. No dia 18, um habeas corpus em nome dos últimos 5 presos chegou a ser concedido, mas o grupo não chegou a ser solto, porque a Justiça aceitou, na mesma data, denúncia do MP que pedia a prisão preventiva.

O pedido inicial foi de prisão temporária, que existe apenas para que a polícia possa complementar investigações, de acordo com o presidente da Associação dos Magistrados do Rio, Rossidélio Lopes.

“Dessa prisão temporária, que só dura cinco dias, o desembargador Siro Darlan tinha deferido uma liminar de habeas corpus. Até o quinto dia o juiz poderia modificar sua decisão para uma prisão preventiva, e foi isso que aconteceu. Em seguida, os acusados impetraram novo pedido de habeas corpus no plantão, que foi rejeitado, e agora foi acolhido pelo desembargador natural do processo, que é o Siro Darlan. O mérito dessa decisão ainda vai ser julgado pela 7ª Câmara Criminal, que pode ratificar a decisão de habeas corpus ou cancelar”, explicou.

Fonte: G1

Foto: Domingos Peixoto, agência O Globo

Protesto: Desembargador concede liberdade a 23 ativistas no Rio

O desembargador da 7ª Câmara Criminal do Rio, Siro Darlan, acatou na noite desta quarta-feira (23) habeas corpus para os 23 ativistas que são réus em processo de formação de quadrilha armada no Rio. Eles são acusados de participar e planejar atos violentos durante manifestações na cidade.

Os ativistas tiveram prisão preventiva decretada na última sexta-feira, depois que a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público.

Dos denunciados que receberam habeas corpus nesta quarta, apenas cinco estão de fato presos. Três deles -Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, Camila Jourdan, que é coordenadora da pós-graduação em filosofia da UERJ, e seu namorado, Igor Pereira D’Icarahy- foram presos na véspera da fina da Copa do Mundo. Os outros dois são Fábio Raposo e Caio Silva de Souza, acusados de terem acendido o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, durante protesto em fevereiro. Eles não poderão deixar a cadeia, apesar da liberdade concedida nesta quarta pelo desembargador, pois já respondem criminalmente por homicídio doloso.

Após conceder o habeas corpus, o desembargador atualizou sua página na rede social Facebook, com uma menção à decisão. “O pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar”, escreveu. “Liberdade! Liberdade, Abra as asas sobre nós!”

Das pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça na última sexta, 18 estavam foragidos. É o caso da advogada Eloisa Samy, 45, que pediu asilo político no consulado do Uruguai no Rio na última segunda-feira, e teve a solicitação negada.

O desembargador Siro Darlan publicou em seu blog a íntegra de sua decisão -que ainda não está disponível no site do Tribunal de Justiça do Rio.

Segundo o texto, está “configurado constrangimento ilegal do direito de ir e vir dos pacientes, diante da ilegalidade da prisão preventiva decretada pela autoridade apontada como coautora”.

O magistrado afirma concordar com alegação da defesa de que “a decisão que decretou a prisão preventiva está carente de fundamentação idônea a ensejar a segregação provisória dos pacientes, vez que a soltura dos mesmos não causa qualquer risco ou perigo à sociedade”.

Darlan ainda destaca que a denúncia não individualiza as condutas dos réus na peça inicial do processo, no caso a denúncia do Ministério Público, “impossibilitando a defesa de exercitar o contraditório e a ampla defesa”.

ATIVISTAS

Os ativistas que tiveram habeas corpus concedido nesta quarta-feira foram: Camila Aparecida Jourdan, Igor Pereira D’Icarahy, Elisa de Quadros Pinto Sanzi, conhecida como “Sininho”, Luiz Carlos Rendeiro Júnior, conhecido como “Game Over”, Gabriel da Silva Marinho, Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, Eloisa Samy Santiago, Igor Mendes da Silva, Drean Moraes de Moura Corrêa, o “DR”, Shirlene Feitoza da Fonseca, Leonardo Fortini Baroni Pereira, Emerson Raphael de Oliveira da Fonseca, Rafael Rêgo Barros Caruso, Filipe Proença de Carvalho Moraes, Pedro Guilherme Mascarenhas Freire, Felipe Frieb de Carvalho, Pedro Brandão Maia, Bruno de Sousa Vieira Machado, André de Castro Sanchez Basseres, Joseana Maria Araújo de Freitas, Rebeca Martins de Souza, Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza.

Um último nome -de Edigreisson Ferreira de Oliveira- aparece como tendo sido beneficiado com habeas corpus, mas o próprio juiz salienta em sua decisão que este nome não consta da denúncia.

Fonte: Folhapress

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ari disse:

    Essa "justicinha vergonhosa de terceiro mundo" derruba por terra toda minha esperança
    de um país sério. Essas autoridades deveriam envergonhar-se de suas deliberações.

  2. Juliana Karla disse:

    Cada dia que passa vemos que a nossa justiça é uma vergonha. Soltar esses bandidos travestidos de ATIVISTAS é um absurdo. Eles são uns bandidos que praticaram e ainda vão continuar a praticar atos de terrorismo numa democracia. Boa ou ruim, nosso país vive uma democracia, apesar dos PETRALHAS do poder querer fazer daqui uma Venezuela, uma Cuba ou algo pior. Aliás, ATIVISTA virou sinônimo de VAGABUNDAGEM. São uns desocupados financiados por sindicatos ligados a ala esquedista/comunista que conseguem dinheiro de ninguém sabe de onde para fabricar bombas e praticar a desordem e o quebra quebra. Aí, chega um Desembargador que adora aparecer profere uma decisão absurda e ainda coloca POSTS no seu facebook. Que país é esse?

Carro com PM aposentado capota, cai em rio no litoral norte e bombeiros realizam resgate

Um capotamento na zona rural do município de Touros, no litoral norte, resultou na queda do veículo em um rio localizado a dois quilômetros da BR-101 norte. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros realizou uma operação de resgate do motorista, um policial militar aposentado, de 53 anos.

Segundo a Polícia Militar local, a vítima tinha sinais de embriaguez, contudo, foi socorrida sem risco de morte, apesar de ter sido retirada das ferragens, e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(SAMU).

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio Nogueira disse:

    Motorista embriagado quando se envolve em acidente nunca morre ou se fere com gravidade, mata ou incapacita os outros. Impressionante.

Mãe de menor que atropelou e matou garçom no Rio vai responder por homicídio culposo

A mãe do jovem de 17 anos que atropelou e matou o garçom José Pinheiro Lopes, de 59 anos, na madrugada da última quinta-feira, na Estrada de Jacarepaguá, 1238, na Taquara, vai responder por homicídio culposo e entrega temerária de veículo automotor a uma pessoa não habilitada. Segundo o delegado Antonio Ricardo Nunes, titular da 32ª DP (Taquara), caso o carro dirigido pelo menor, uma caminhonete Fiat Strada, tenha sido consertado após o impacto do atropelamento, ela também responderá por fraude processual, podendo ser condenada a uma pena de 7 anos de prisão pelos três crimes.

— Por homicídio culposo, essa mãe pode pegar até quatro anos de prisão, mais um ano pela entrega temerária e até dois anos pela fraude processual. Já o filho dela vai responder por ato infracional e fica no máximo três anos numa instituição para menores infratores — explicou o delegado.

O jovem, que por ser menor não tinha carteira de habilitação, dirigia a Fiat Strada na madrugada da última quinta-feira quando atropelou o garçom que, com o impacto da batida, foi jogado dentro da caçamba do veículo. Segundo a polícia, o rapaz continuou dirigindo e mais adiante parou e jogou o corpo da vítima no meio da rua.

— Temos a informação de que a mãe do rapaz sabia que ele dirigia sem carteira de habilitação. Estamos procurando o veículo. O jovem deve ser apresentado na delegacia nesta terça. A princípio ele responde em liberdade mas estou estudando a possibilidade de encaminhá-lo a uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) — disse Antonio Ricardo Nunes.

A polícia apura ainda o sumiço do salário do garçom — pouco mais de R$ 600 — que estava com a vítima na hora em que ela foi atropelada.

De O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bosco disse:

    Mais um crime que vai ficar impune. Até quando ? Ou mudamos drasticamente esses leis de meia tigela, ou seremos eternos reféns dessas impunidades. Essa cambada de maus políticos que temos, nos envengonham a cada dia.

Guardas caem com carro dentro de um rio ao perseguirem ladrões em Guamaré

Rafael Barbosa Do G1 RN

Dois guardas municipais da cidade de Guamaré, distante 165 quilômetros de Natal, caíram com a viatura dentro do Rio Aratuá, durante uma perseguição a um grupo de supostos assaltantes de banco na madrugada desta quinta-feira (30). Um dos guardas conseguiu saltar do carro e escapou sem ferimentos. O outro só foi encontrado quando o dia amanheceu. Ele passa bem, segundo informações da Polícia Militar.

De acordo com o sub-tenente Luiz Carlos, comandante do policiamento de Guamaré, a viatura da Guarda Municipal ultrapassou uma barreira de cimento para atravessar um dique sobre o rio, que fica na saída da cidade. “Eles perderam o controle e caíram na água”, disse o PM. Depois da perseguição, os suspeitos conseguiram fugir.

O sub-tenente contou também que os criminosos estavam em dois veículos – um Vitara e um Sandero – que cruzaram pelos guardas e começaram a atirar. Ainda segundo o comandante, os oito homens que estavam nos dois automóveis já haviam rendido um vigia noturno no momento em que se depararam com a viatura da Guarda Municipal. “O vigia contou que o bando questionou sobre o número de policiais que a cidade dispõe”, revelou o PM.

Assalto a banco

A polícia acredita que a quadrilha tinha intenções de realizar um assalto à agência do Banco do Brasil de Guamaré. “É o maior estabelecimento da cidade. Eu acredito que, pela quantidade de envolvidos, não seria uma ação de pequeno porte. Hoje (quinta-feira) é dia de pagamento dos funcionários da Prefeitura de Guamaré, do Governo do Estado e das empresas que trabalham para a Petrobras na extração de petróleo na região”, informou o sub-tenente Luiz Carlos.

A Polícia Militar realiza diligências pela região na tentativa de localizar os suspeitos

No ritmo de Natal 2014: Obras da Olimpíada Rio 2016 mal saíram do papel

Na última inspeção que fez ao Rio, em junho, o Comitê Olímpico Internacional (COI) se mostrou preocupado com o atraso das duas principais obras para os Jogos de 2016: o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e o complexo esportivo de Deodoro. Juntos, os espaços vão receber as disputas de 22 modalidades. As obras do Parque, depois de serem contestadas até na Justiça, finalmente começaram, em julho. As de Deodoro, no entanto, sequer têm previsão de início.

A responsabilidade pela execução é do governo do Rio, mas os recursos são da União. Ambos ainda trabalham para produzir o escopo do edital para contratação do “masterplan” (planejamento de toda a área), e dos projetos básico e executivo. Segundo a secretaria estadual da Casa Civil, não há estimativa de custo, justamente porque os projetos ainda não foram contratados.

E tampouco há previsão de lançamento da licitação. O prefeito Eduardo Paes, na entrevista coletiva que marcou os quatro anos antes dos Jogos do Rio, falou em “até o fim de agosto”. Mas a secretaria da Casa Civil, responsável pela licitação, informa apenas que será “em breve”.

O complexo esportivo terá oito instalações, entre elas a vila de árbitros. Quatro vão ser construídas totalmente: o Parque Radical do Rio, que terá canoagem, mountain bike e BMX; e a arena de esgrima. As demais instalações serão reaproveitadas do Pan de 2007 e readequadas para os Jogos Olímpicos.

Uma via expressa está sendo construída para ligar Deodoro à Barra da Tijuca, onde ficará também a Vila dos Atletas. A Transolímpica terá 23 km de extensão e contará com uma linha de BRT (transporte rápido por ônibus, na sigla em inglês).

Coração dos Jogos. Em janeiro, a licitação para a construção do Parque Olímpico chegou a ser suspensa pela Justiça, mas a prefeitura conseguiu decisão favorável e ela foi lançada em 6 de julho. O consórcio Rio Mais, formado pelas construtoras Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken, venceu a Parceria Público-privada licitada pela prefeitura.

O Parque vai sediar a disputa de 14 modalidades olímpicas e nove paralímpicas. Antes de começar a obra, a prefeitura teve de lidar com duas questões: a construção de um novo espaço na cidade para corridas – imposta pela Confederação Brasileira de Automobilismo já que o autódromo de Jacarepaguá está sendo demolido – e a remoção dos cerca de 4 mil moradores da comunidade Vila Autódromo.

Foram os dois impasses que resultaram nas ações de janeiro. No caso dos moradores, a prefeitura garantiu que a transferência para um “condomínio de qualidade” que será construído a menos de 1 km da Vila. Já o novo autódromo será erguido em Deodoro. O terreno foi contestado pelo Ministério Público, que recomendou escolher novo local por risco de dano ambiental. O Exército, dono da área, rejeitou a ideia. Por ora, o governo do Estado aguarda o projeto executivo, que será definido pela União. Assim como o complexo esportivo de Deodoro, o autódromo terá recursos do governo federal, mas a responsabilidade da licitação e execução será estadual.

Fonte: Estadão

Terceira edição do UFC no Rio de Janeiro vai acontecer dia 13 de outubro

O UFC anunciou na tarde desta quarta-feira a data da próxima edição do evento no Brasil. O Rio de Janeiro receberá a maior liga de MMA do mundo no dia 13 de outubro e a HSBC Arena, na Barra da Tijuca, é o provável palco. O local já recebeu o Ultimate 134, em agosto de 2010, e o 142, em janeiro deste ano.

Além da luta entre os meio-pesados Glover Teixeira e Quinton ‘Rampage’ Jackson, o UFC confirmou a participação de Rony Jason, campeão dos penas da versão brasileira do reality show ‘The Ultimate Fighter’. O lutador, que derrotou Godofredo Pepey na final do TUF, no UFC 147, em Belo Horizonte, ainda não tem adversário definido para o evento no Rio de Janeiro.

O campeão dos médios do TUF Brasil, Cezar ‘Mutante’ – atleta radicado em Belo Horizonte -, também pode figurar no UFC 153. Ele recebeu um convite da organização, mas ainda não confirmou sua participação, pois está lesionado e aguarda uma liberação médica.

Vitor Belfort é outro atleta que deve participar da terceira edição do UFC na Cidade Maravilhosa. Ele foi treinador do time verde no TUF e lutaria contra Wanderlei Silva, no Mineirinho. No entanto, uma lesão na mão esquerda o obrigou a abandonar a peleja – ele foi substituído pelo norte-americano Rich Franklin, que derrotou Wand.

O rival de Belfort no Ultimate 153 é um mistério, mas especula-se que ele possa enfrentar Alan Belcher ou Crhis Weidman, que venceu Mark Muñoz no UFC on FOX 4, na semana passada. O vencedor dessa luta seria o próximo adversário de Anderson Silva, pelo cinturão dos médios.

Conforme apurou o jornalista Caju Freitas, do blog ‘No Mundo das Lutas’, o campeão peso-pena José Aldo deve defender seu título contra Erik Koch no UFC Rio III na luta principal da noite. O UFC, no entanto, ainda não confirmou a informação.

Superesportes

Dom Eugênio de Araújo Sales morre no Rio

http://www.robsonpiresxerife.com/blog/wp-content/uploads/2010/11/D-Eugenio.jpgMorreu, na noite desta segunda-feira (9), aos 91 anos, na capital fluminense, o cardeal potiguar Dom Eugenio de Araujo Sales, arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Dom Eugênio morreu na Residência Assunção, onde morava, na Estrada do Sumaré, na zona norte do Rio. Segundo a Arquidiocese, o mais antigo cardeal da Igreja Católica morreu por volta das 23h por causas naturais. Até a 0h45 desta terça-feira, 10, o corpo do religioso era preparado para ser velado na Catedral São Sebastião, no centro do Rio.

A Arquidiocese informou que, nos últimos dias, a rotina de Dom Eugênio, que não possuía nenhuma enfermidade grave, limitava-se entre o quarto e no gabinete, onde lia jornais e assistia à TV. Natural de Acari, no Rio Grande do Norte, Dom Eugênio chegou a ter o nome cogitado entre os candidatos a Papa, depois da morte de João Paulo I.

Em nota divulgada na madrugada desta terça-feira, o governador do Rio, Sérgio Cabral, lamenta a morte de Dom Eugenio Sales e decreta luto oficial de três dias no Estado. “Dom Eugenio Sales era amado pelo povo do Rio de Janeiro. Nas últimas décadas, a sua liderança religiosa foi a mais importante do nosso Estado. Vamos decretar três dias de luto”, afirma Cabral.

* Fonte: G1

Carro importado que pegou fogo no Rio com R$ 100 mil dentro é de Pastor da Universal

Parte do dinheiro encontrado escondido em carro que pegou fogo na Via DutraFoto: PRF / DivulgaçãoFoi identificado como José Rodrigo da Costa, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, o dono do Mitsubishi Airtreck, placa MQS-6870 (SP), que pegou fogo no dia 1º deste mês, na Via Dutra, em Barra Mansa, no Sul Fluminense. Na ocasião, o veículo foi abandonado quando estava em chamas, e mais de R$ 100 mil que estavam no motor do automóvel foram queimados parcialmente.

O nome do pastor foi revelado pelo comerciante Emerson Pereira, de 32 anos, dono de uma revendedora de veículos Barut, localizada no bairro da Freguesia do Ó, na capital paulista. Ele esteve recentemente na 90ª DP (Barra Mansa), onde prestou depoimento ao delegado adjunto Michel Floroschk, que investiga o caso.

O comerciante comentou com o radialista Tico Balanço, da Rádio Sul Fluminense, após o depoimento, que o pastor comprou o carro na agência dele no dia 30 de junho. Ainda segundo Emerson, o pastor disse que viajaria no outro dia para o Rio, onde, com dinheiro do dízimo dos fiéis, ia montar uma igreja.

A polícia não tem mais dúvida da procedência do dinheiro. Foram encontradas cédulas de R$ 2, R$ 5, e R$ 50 — fato que fez com que o policial rodoviário federal Carlos Fernandes Nogueira suspeitasse na época que o dinheiro fosse de traficante. A polícia chegou ao dono da agência de veículos por meio da placa do veículo. Emerson disse que o pastor adquiriu o carro à vista, em dinheiro.

A transferência de propriedade ainda não tinha sido providenciada. O carro foi encontrado pegando fogo no km 276 da estrada, próximo a Barra Mansa, por bombeiros que foram acionados pela Concessionária Nova Dutra, que administra a rodovia. Testemunhas viram quando duas pessoas tentaram conter o fogo e fugiram diante da aproximação dos bombeiros. Eles entraram num carro que estava parado na outra pista da rodovia, sentido Rio.

A polícia agora tenta localizar o comprador. O delegado disse que pretendem descobrir por que o dinheiro estava escondido dentro do motor do veículo e também por que o suposto pastor fugiu abandonando o carro importado.

O veículo foi levado para o pátio da delegacia de Barra Mansa, onde foi periciado junto com as cédulas. A polícia também aguarda o resultado do laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

Fonte: O Globo

Traficantes proíbem venda de crack em favelas do Rio

 

O crack tem dado prejuízo não somente aos usuários, mas também aos próprios traficantes e aliciados. Especialmente, quando a população de dependentes químicos se transforma em uma população similar à zumbis, subindo e descendo os morros. Obviamente, despertando a atenção das autoridades policiais para o tráfico local e promovendo desordens pontuais nas próprias localidades.

Foi baseado nesta movimentação que a reportagem da Folha de São Paulo mostra que os traficantes das favelas do Jacarezinho e do Mandela, localizadas na zona norte do Rio, proibiram a venda de crack nas comunidades.

Esta semana, eles afixaram cartazes nos locais alertando aos usuários que não seria mais possível comprar a droga. Outras drogas continuam sendo vendidos nas duas favelas, que são controladas pela facção CV (Comando Vermelho), a mais antiga da cidade. As duas comunidades são vizinhas.

O canal responsável por divulgar a decisão dos traficantes foi a ONG Rio de Paz, cujo presidente é o ativista dos direitos humanos Antônio Carlos Costa. Segundo Costa, os traficantes tomaram a iniciativa depois que aumentou o índice de roubos, furtos e brigas na comunidade. Faz parte de um código de comportamento particular dos traficantes do Rio não permitirem esse tipo de atitude nas áreas sob seu domínio.

O representante da ONG afirmou que os bandidos calculam que há pelo menos mil usuários que frequentam as duas favelas diariamente em busca do crack. O ativista compartilha ainda que,  os comercializadores desse tipo de entorpecente relataram ser a venda de crack responsável por 50% da receita do tráfico no local, mas não estaria compensando pelos problemas e pela atenção que o movimento estava chamando do poder público.

Costa acredita que a iniciativa, adotada em duas das principais favelas controladas pela facção, deve se espalhar para outras comunidades. “A ação é apoiada pelos moradores locais, que se revelam cansados em lidar com esses usuários. O crack é uma droga que destrói a pessoa de uma forma tal que ela vira um zumbi, um farrapo humano”, afirmou Costa.

A maior preocupação agora, afirmou o ativista, é saber para onde vão esses usuários. Há o temor de que eles reajam com violência à proibição. “Queremos chamar também a atenção do poder público para que cuide dessas pessoas. A proibição da venda vai provocar a migração de milhares de dependentes para outros locais. Queremos que o governo se adiante a esse processo”, acrescentou.

Com informações da Folha de São Paulo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alinebcamara disse:

    Engraçado: Param de vender crack pra afastar o poder público… já venderam tanto e aliciaram tantos menores, crianças, adolescentes e acabaram com famílias…. e, no fnal da reportagem tem a cara de pau de jogar a responsabilidade para o poder público! Afinal…. querem ou nao querem o poder público? Acredito que querem qdo convêm! ABSURDO!!!!!

De dentro da prisão, traficantes proíbem venda de crack em favelas do Rio

O tráfico de drogas vai proibir a venda de crack nas favelas do Jacarezinho, Mandela e de Manguinhos. A informação foi publicada na coluna de Ancelmo Gois de hoje com a foto acima. A medida, decidida pela maior facção do tráfico no Rio, ocorre dois meses depois de lançado no Rio o programa “Crack, é possível vencer” — do governo federal.

A ordem de proibir a venda de crack partiu de chefes do tráfico, que estão presos. A informação vinha circulando pelas comunidades, mas ontem pela primeira vez apareceu o cartaz anunciando a proibição, “em breve”, ao lado da cracolândia da favela Mandela, na Rua Leopoldo Bulhões, na chamada Faixa de Gaza. Os traficantes ainda têm ali cerca de dez quilos de crack. Cada pedra custa R$ 10,00. Há informações de que os criminosos temem que a Força Nacional de Segurança ocupe aquelas favelas, como ocorreu na comunidade Santo Amaro, no Catete, onde está há um mês e já apreendeu 1.513 pedras.

— Gostaria que essa decisão se espalhasse por todas as favelas do Rio porque o crack é uma droga devastadora e tem produzido só dor e sofrimento —  diz o líder do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, que desde 2009 faz trabalhos sociais na Mandela.

Durante muito tempo o crack era vendido apenas em São Paulo. Dizia a lenda que os traficantes do Rio não queriam produzir “zumbis”. Dependentes de crack vivem nas imediações das bocas de fumo, atraindo a atenção da mídia e de operações do poder público. O tráfico no Rio alegava que a clientela de crack — miserável — traria problemas à venda de maconha e cocaína, mas capitulou após supostas alianças com a facção paulista, e começaram a oferecer o entorpecente vendido junto com a cocaína.

O combate ao crack virou uma questão de honra para o governo Dilma, que anunciou investimentos da ordem de R$ 4 bilhões no programa lançado em dezembro do ano passado. A grande dificuldade, segundo o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, é a falta de pessoal capacitado para lidar com os dependentes de crack em todo o país. No Rio o programa foi implantado em abril, com a participação do governo do estado e da prefeitura. Só no Estado do Rio, a previsão de verbas da União é de R$ 240 milhões.

De alguma forma a prioridade dada pelo governo ao combate ao crack chegou ao conhecimento dos chefes da maior facção criminosa, que vende a droga nas favelas. Um sinal de que o governo federal vai combater com firmeza o problema pode estar no envio da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) ao Rio, apesar do desinteresse inicial manifestado pelo governo do estado. No domingo fez um mês que integrantes da Força Nacional de Segurança — a tropa de elite subordinada ao Ministério da Justiça — ocuparam a comunidade de Santo Amaro, que ainda não foi pacificada, na Zona Sul do Rio. Em um mês de ocupação, a Força Nacional realizou na favela 6.929 abordagens e apreendeu 650 papelotes de cocaína, 1513 pedras de crack, 840 gramas de maconha. Além disso, foram recolhidas munições, explosivos e armas.

Durante 180 dias, serão realizadas ações de polícia ostensiva, judiciária, bombeiros e perícia, em apoio às Secretarias de Saúde, Assistência Social e de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, nas áreas onde serão desenvolvidas as ações de implantação do Programa Crack, é Possível Vencer.

Nas favelas de Manguinhos, traficantes foram informados que a área poderia ser ocupada pela Força Nacional se o crack não fosse retirado de lá. Isso pode ter motivado a decisão dos traficantes. A decisão agradou muitos moradores da favela Mandela. Eles são testemunhas diárias do estrago causado pelo crack na comunidade. No Jacarezinho é possível ver usuários de crack na entrada da favela, mesmo por quem passa no asfalto. As operações policiais têm sido recorrentes, mas o problema está longe de ser resolvido.

Há três anos fazendo trabalhos sociais na favela Mandela, o líder do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, afirma que tem visto a tragédia causada pelo crack na comunidade. Ele lembra que já teve que solicitar ajuda da Justiça para levar a um abrigo três crianças que eram abandonadas pelos pais, usuários de crack. A ONG Rio de Paz — que nasceu envolvida cm a redução de homicídios — tem um projeto social, que prevê a construção de uma padaria-escola e o apadrinhamento de crianças por famílias de classe média — até a universidade.

Assista ao vídeo em que Antônio Carlos entrevista dona Veruska, uma usuária de crack. Ela confessa que é “uma droga maldita”:

— Eu fumo para deitar e acordo para fumar — diz a moradora da favela Mandela.

Fonte: Blog Ancelmo.com