Guerra

Funcionário da ONU acusado de participação em ataque a Israel é morto, diz Secretário-Geral

Foto: UN Watch

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou neste domingo, 28, que um dos 12 funcionários da UNRWA acusados de envolvimento no ataque do Hamas em 7 de outubro foi morto. A ONU não deu detalhes sobre as circunstâncias em que ocorreu a morte do funcionário.

De acordo com Guterres, outros nove foram demitidos da agência da ONU para refugiados palestinos.

“As Nações Unidas estão tomando medidas rápidas na sequência das alegações extremamente graves contra vários funcionários da Agência de Assistência e Obras da ONU”, afirmou o secretário-geral, acrescentando que a entidade iniciou uma investigação sobre o caso.

“Qualquer funcionário da ONU envolvido em atos de terror será responsabilizado, inclusive através de processo criminal.”

Guterres, no entanto, pediu aos países que suspenderam o financiamento da UNRWA que “garantam pelo menos” a continuação das operações da agência.

“Embora compreenda as suas preocupações, eu próprio fiquei horrorizado com estas acusações, exorto vivamente os governos que suspenderam as suas contribuições a garantirem, pelo menos, a continuidade das operações da UNRWA”, afirmou Guterres em comunicado.

Na sexta-feira, 26, os Estados Unidos anunciaram que iriam “suspender temporariamente” todos os futuros financiamentos à agência da ONU responsável pela distribuição de ajuda aos civis na Faixa de Gaza.

O país foi um dos maiores doadores da agência em 2022, assim como a Alemanha, a União Europeia e a Suécia. O Departamento de Estado dos EUA afirmou estar “extremamente preocupado” com as acusações de Israel envolvendo 12 funcionários da UNRWA, que estariam envolvidos nos ataques do Hamas.

O que a UNRWA faz?

A UNRWA – Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras para os Refugiados da Palestina no Oriente Próximo — foi fundada em 1949, após a Guerra Árabe-Israelense de 1948. Iniciou suas operações em maio de 1950.

Com cerca de 30 mil funcionários, a agência da ONU fornece educação, cuidados de saúde e serviços sociais a refugiados palestinos na Jordânia, na Síria, no Líbano, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Como a UNRWA é financiada?

A agência recebe quase todo o seu orçamento de doações voluntárias de estados membros da ONU. Em 2022, de acordo com o site da entidade, as doações totalizaram 1,17 bilhões de dólares. Em janeiro de 2023, a organização apelou à comunidade global para aumentar o seu orçamento para 1,63 bilhões de dólares.
Os EUA, a Alemanha, a União Europeia e a Suécia foram os maiores doadores individuais da agência neste ano, contribuindo com 61% do seu financiamento global.

O Antagonista

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Mundo

Ditador sírio Bashar al-Assad está em Moscou e recebeu asilo do governo de Putin

Foto: EPA/Via BBC

Bashar al-Assad está em Moscou e recebeu asilo do governo de Vladimir Putin, segundo informações da mídia estatal russa Tass. “Assad e sua família chegaram a Moscou. A Rússia, por razões humanitárias, concedeu-lhes asilo”, disse uma fonte do Kremlin à Tass. A notícia veio à tona depois que rebeldes sírios anunciaram, também neste domingo (8), a captura de Damasco, capital da Síria, e a queda do governo do país — comandado por Bashar al-Assad desde 2000.

Segundo o grupo dos rebeldes sírios, a ofensiva que durou menos de duas semanas foi iniciada porque a população do país estava “cheia de 50 anos do regime de Assad”. Os últimos 24 anos foram sob o controle de Bashar al-Assad, tendo como marco em sua história mais recente a repressão violenta a revolta pró-democracia em 2011, no contexto da Primavera Árabe — em que levantes populares ocorreram no Oriente Médio e no Norte da África.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), órgão de monitoramento da guerra com sede no Reino Unido, apontou, neste domingo, que al-Assad fugiu do país após a entrada dos rebeldes na capital. Sua saída do poder marca também o fim de sua família no comando da Síria. O presidente assumiu o posto em 2000 no sucessão de seu pai, o general Hafez al-Assad, que governava desde 1971.

Bashar al-Assad chegou ao poder na Síria após um acontecimento em sua família que mudou o curso do que seu pai tinha planejado para sua sucessão. Em 1994, um acidente de trânsito em Basileia de seu irmão mais velho, Bassel, que estava destinado ao poder.

À época, al-Assad já era formado em Oftalmologia no Reino Unido, pela Western Eye Hospital, e vivia em Londres, para onde se mudou em 1992 após se formar na Universidade de Damasco. Na cidade inglesa conheceu a esposa, Asma al-Akhras, uma sírio-britânica que trabalhava na cidade para a JP Morgan.

Após a morte do irmão, al-Assad ingressou no exército e concluiu o curso militar, antes de entrar nos assuntos políticos com o pai. Hafez al-Assad estava no comando do Partido Baath, após afastar a liderança em um golpe, em 1966. O partido, criado em 1947 num contexto de pan-arabismo, se fundiu, seis anos depois, com o Partido Socialista Árabe e ganhou popularidade entre intelectuais, camponeses e minorias religiosas. Foi em 1963 que o Baath tomou o poder na Síria por meio de um golpe militar.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. E o nosso ditador inquisitorial quando cairá,o certo é que nada dura para sempre,o fim demora,mas chega.

    1. Quem recebe terroristas atualmente é a Argentina e a Hungria!

    2. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM) apresentou, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 913/2018, para revogar o Decreto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concedeu ao sírio o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, em 2010 — a mais alta condecoração brasileira concedida a estrangeiros. E aí, parcialmente a esquerda? Será mesmo só na Argentina?

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Geral

Israel diz que atingiu ministério e centro de pesquisa de armas nucleares no Irã

Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency

O exército de Israel afirmou ter atingido “mais de 80” alvos em Teerã, capital do Irã, neste domingo (15), entre eles, a sede do Ministério da Defesa iraniano. Este é o terceiro dia de confronto entre os dois países no Oriente Médio.

Israel diz que seus alvos são locais relacionados ao suposto trabalho iraniano com armas nucleares, mas o regime do Irã nega.

O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse neste domingo que, se os ataques israelenses ao Irã pararem, “nossas respostas também cessarão”.

Os israelenses ainda mencionam que a sede do SPND, a organização de inovação e pesquisa defensiva do Irã, que segundo autoridades israelenses e ocidentais seria responsável pelo trabalho relacionado a armas nucleares, também foi atingida.

Os bombardeios ocorreram “durante toda a noite”, informou o Exército em um comunicado. Israel ameaçou usar ainda mais força contra o Irã após mísseis iranianos evadiram as defesas aéreas israelenses para atingir edifícios na sua capital, Tel Aviv. As negociações planejadas sobre o programa nuclear do Irã, que poderiam oferecer uma saída, foram canceladas.

A região se prepara para um conflito possivelmente prolongado após o bombardeio surpresa de Israel em locais nucleares e militares do Irã na sexta-feira (13), que matou vários generais de alto escalão e cientistas nucleares iranianos. Nenhum dos lados mostrou qualquer sinal de recuo.

O Irã disse que Israel atingiu duas refinarias de petróleo, aumentando a perspectiva de um ataque mais amplo à indústria de energia fortemente sancionada do Irã, que poderia afetar os mercados globais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou apoio total às ações de Israel, enquanto advertiu o Irã de que pode evitar mais destruição concordando com um novo acordo nuclear.

Abbas Araghchi, porta-voz do Irã, afirma que os Estados Unidos “são parceiros nestes ataques e devem assumir responsabilidade” sobre os danos causados à região.

Ainda não houve atualização do número de mortos no Irã neste domingo. O balanço divulgado no último sábado (14), pelo embaixador do Irã na ONU, dizia que 78 pessoas já foram mortas no país e mais de 320 ficaram feridas.

Em Israel, pelo menos 10 pessoas foram mortas em ataques iranianos durante a noite de sábado e no domingo, segundo o serviço de resgate Magen David Adom de Israel, elevando o número total de mortos do país para 13.

O principal aeroporto internacional do país e o espaço aéreo permaneceram fechados pelo terceiro dia.

R7

Opinião dos leitores

  1. O Irã já quer agregar? Arrocha o nó Israel, até derrubar esse regime terrorista que o 9dedos é a petralhada idolatra e estão quase conseguindo implantar por aqui…

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Mundo

Bombardeios matam 78 pessoas no Irã e três em Israel

Foto: Anadolu/Getty Images

Ao menos três cidadãos israelenses morreram e 82 ficaram feridos durante a manhã deste sábado (no horário local) em decorrência de uma série de ataques efetuados pelo exército iraniano, em resposta aos bombardeios feitos pelo governo de Israel no Irã no início da madrugada de ontem (no horário local).

Por meio da Operação Promessa Verdadeira 3, os militares de Teerã reagiram fortemente ao ataque israelense contra o território iraniano, que até o momento já vitimou 78 pessoas, incluindo altos oficiais militares, e feriu mais de 320 iranianos em diferentes regiões do país.

Os ataques iranianos conseguiram furar a barreira Domo de Ferro, concebida como um sistema antimísseis criado pelo governo de Israel contra seus adversários no Oriente Médio.

A mídia persa noticiou que o Exército derrubou dois caças F-35 pertencentes a Israel, além de ter capturado uma piloto. Por sua vez, os israelenses não confirmam as baixas na frota aeronáutica.

Já as Forças Armadas de Israel disseram que bombardearam o Aeroporto de Mehrabad, em Teerã, contudo o governo persa não cita problemas de logística até o momento.

No início da madrugada de sábado (no horário local), o Exército israelense solicitou à população que buscasse refúgio em abrigos protegidos após detectar os mísseis lançados pelo Irã em direção a Israel.

“Há pouco tempo, sirenes soaram em várias áreas de Israel após a detecção de mísseis do Irã lançados contra o Estado de Israel. [A Força Aérea está] atuando para interceptar e atacar onde for necessário para eliminar a ameaça”, informou o Exército israelense no aplicativo Telegram às 4h40 locais (22h40 da sexta-feira em Brasília).

Armas Nucleares

Irã e EUA negociavam um acordo sobre não proliferação de armas nucleares, com a mediação de Omã. As negociações, que começaram em abril, marcaram o reinício das conversas entre os países desde 2018, ano em que Trump desistiu do acordo nuclear assinado em 2015.

O Irã respondeu ao abandono do acordo por parte do líder dos EUA intensificando suas atividades nucleares. Atualmente, o Irã enriquece urânio a 60%, muito acima do limite de 3,67% estabelecido pelo acordo, mas abaixo dos 90% necessários para desenvolver armas nucleares.

Surpreendentemente, o governo de Israel ignorou o diálogo estabelecido entre EUA e Irã para atacar os persas, alegando que o programa nuclear iraniano está muito avançado, desse modo colocando que os israelenses correm em perigo.

O Globo

Opinião dos leitores

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Judiciário

MPF ajuíza ação para que União e Funai concluam demarcação de território indígena do povo Tapuia, no Rio Grande do Norte

Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) finalizem o processo de demarcação de terras indígenas reivindicadas pelo povo Tapuia, no Rio Grande do Norte. A reserva indígena Lagoa do Tapará está localizada entre os municípios de Macaíba e São Gonçalo do Amarante. Conforme informações fornecidas pela Funai, os indígenas do Tapará se manifestaram publicamente pela demarcação de seu território em 2013. Apesar disso, mais de uma década depois o processo permanece parado.

De acordo com o MPF, a demora no processo de demarcação ocorre pela falta de recursos pessoais e financeiros cedidos à Funai. “Tal lentidão viola o caráter fundamental do direito dos indígenas, o princípio da duração razoável do processo e também o da boa-fé objetiva”, aponta o MPF. Ainda segundo ela, ao deixar a Funai carente de recursos, a União “inviabiliza a efetivação dos direitos territoriais desse povo, viola princípios como o da legalidade e o da dignidade da pessoa humana e gera insegurança jurídica aos povos originários em relação a suas terras”.

Diante da situação, o MPF pede a concessão de tutela de urgência (liminar) para que a União e a Funai apresentem, no prazo de 30 dias, um plano emergencial de contingência, com duração de 12 meses ou até que a situação seja definitivamente resolvida. O plano deve redirecionar recursos em valores suficientes para viabilizar a realização de trabalhos de campo, a contratação de serviços de terceiros e outras atividades que demandem recursos específicos, além do deslocamento de servidores para o caso. Tais medidas devem viabilizar o andamento regular do procedimento de reconhecimento da Comunidade Indígena do Tapará até a sua conclusão.

A procuradora da República explica que a urgência se impõe diante da morosidade que permeia o processo de reivindicação territorial da comunidade residente da Aldeia do Tapará. Ela destaca que o processo teve início em 2013 e o Relatório de Qualificação de Reivindicação enviado para a Funai em 2017, sendo analisado apenas em 2022. Desde então o caso permanece sem a formação de Grupo Técnico.

De acordo com a ação, nesse período, os indígenas do Tapará começaram a sofrer com a falta de água e com condomínios privados realizando a escavação de poços na área por eles reivindicada. Além disso, o MPF aponta que os indígenas do Tapará foram expulsos de suas terras originárias para fixar nova residência no entorno da Lagoa do Tapará. “Portanto, é urgente que se haja a finalização do processo de reivindicação fundiária para que tal erro não ocorra novamente”, conclui o MPF.

Opinião dos leitores

  1. Essa turma aí é índio Tapuia? Todos aparentam intensa miscigenação. Quais os critérios para receberem os tais direitos? Fizeram teste de ancestralidade?

    1. SÃO, ELES DESFILARAM ESTE ANO, NO CARNAVAL DE MACAIBA 😆😆

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Brasil

Ministro do STF diz que julgamento sobre lei que regula bets ‘tem de ser urgente’

Foto: STF

ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o julgamento sobre a lei que regula as apostas online, as chamadas bets, deve ser urgente.

Ele falou que a análise deve ficar para o primeiro semestre de 2025, mas ressaltou que vai avaliar uma decisão liminar para suspender a lei após o fim da audiência pública que discute o tema na Corte. As apresentações dos especialistas são feitas ao longo desta segunda-feira e continuam na manhã desta terça, 12.

“Os problemas que foram aqui aventados, relativos à comunidade carente, aos problemas mentais e aos outros graves problemas que foram destacados, levam-nos à ideia de que esse julgamento tem de ser urgente. Talvez um julgamento de mérito (conteúdo) no primeiro semestre de 2025, mas temos que avaliar também esse avanço do dragão, como eles disseram. Temos que enfrentar talvez de uma maneira mais urgente”, disse o ministro a jornalistas.

Fux disse que ainda irá conversar com os outros Poderes antes de tomar a decisão. Ele afirmou que, a partir das manifestações já apresentadas até o momento, “ficou bem claro que (a lei) precisa de um ajuste bastante imediato”.

O ministro é relator de ação apresentada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que questiona a lei que regulamenta as bets, de 2023.

Na audiência desta segunda, o secretário nacional de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, disse que há uma “demanda real” pelo serviço de bets e que “eventual declaração de inconstitucionalidade da lei apenas direcionará brasileiros ao mercado ilegal”.

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Ele defendeu que a lei que regula as bets trouxe melhorias para o controle da atividade, legalizada em 2018, além de “previsibilidade e segurança jurídica”. Ele avalia que a lei “é o melhor meio de presença do Estado no setor”.

“O diagnóstico é que uma ausência de regulação, desde a primeira legalização, trouxe por um lado grande crescimento da atividade, e por outro, uma ausência de controle”, afirmou.

“A ADI (ação direta de inconstitucionalidade da CNC) busca a declaração de inconstitucionalidade de lei que justamente trouxe melhorias regulatórias, capazes de proporcionar, por um lado, segurança jurídica e proteção dos apostadores, e por outro, a proteção da economia popular, objetivos convergentes com os dos autores das ações”, argumentou Dudena.

Fonte: Estadão

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Geral

Institutos de pesquisa pedem que TRE-RN e MPE-RN fiquem atentos a ações judiciais sem fundamentação movidas por pré-candidaturas

Foto: Divulgação/TSE

Em carta aberta dirigida ao TRE/RN e MPE/RN, institutos de pesquisa que atuam no Rio Grande do Norte pedem que os órgãos fiquem atentos a ações movidas por pré-candidatos. Segundo os institutos, a abertura de inúmeras ações contra institutos por pré-candidaturas em razão de resultados de pequisas é para “tentar amedrontar os pesquisadores e atuar por espécie de tentativa e erro até conseguir emplacar alguma contenda”.

Leia a íntegra da carta abaixo:

CARTA ABERTA DOS INSTITUTOS DE PESQUISA AO PRESIDENTE DO TRE/RN E À PROCURADORA REGIONAL ELEITORAL – MPE/RN

Os Institutos de Pesquisa estão sofrendo com a litigância de má-fé na seara jurídica. As nossas pesquisas eleitorais, devidamente registradas em pleno respeito ao que preconiza a legislação vigente e a boa técnica científica, estão sendo objeto de diversas representações judiciais, gerando, a cada levantamento, um verdadeiro terceiro tempo por parte de agentes insatisfeitos com a mera quantificação elaborada a partir da correta fotografia da opinião pública. Como não encontra freio nos tribunais ainda no período de pré-campanha, aquele que procura estabelecer o silêncio inconcebível a uma sociedade aberta liberal democrática, abre inúmeras queixas na justiça alicerçado na insofismável estratégia de exaurir os recursos das empresas com a contratação de advogados, tentar amedrontar os pesquisadores e atuar por espécie de tentativa e erro até conseguir emplacar alguma contenda.

Diante do cenário configurado, clamamos para que o Tribunal Regional Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral fiquem atentos ao que preconiza a nova resolução 23.727/2024 recém-instituída pelo Tribunal Superior Eleitoral, na alteração do artigo 16 da resolução 23.600/2019, quando diz que é ônus do impugnante de uma pesquisa eleitoral apontar com objetividade e precisão o requisito faltante, a deficiência técnica ou indício de manipulação, sob pena de não conhecimento. E que a representação seja alicerçada na produção de prova técnica sob pena de não conhecimento. Também que, de acordo com a mesma resolução, a ausência de fundamentação acarrete análise sobre as hipóteses de conduta temerária ou de má-fé, gerando a remessa de informações ao Ministério Público Eleitoral, para apuração de eventual prática de crimes ou ilícitos
eleitorais.

Os Institutos de Pesquisa também sugerem que o Tribunal Regional Eleitoral e/ou Ministério Público Eleitoral disponibilizem para os seus profissionais um setor técnico durante o ano de eleição. Nos estados em que os TREs criaram assessoria estatística para municiar juízes e promotores sobre tema tão especializado, que não é de domínio de quem não é da área, as disputas judiciais e impugnações de pesquisa despencaram, proporcionando a diminuição de burocracia e custos para todos os envolvidos.

As empresas do segmento estão cientes do seu papel e não temem qualquer solicitação a respeito da auditoria das pesquisas eleitorais. Trata-se de direito legítimo consagrado na lei eleitoral 9.504/97 e reafirmado em resoluções do TSE. A transparência só fortalece o nosso segmento no estado que, dada a qualidade do trabalho desempenhado, já exporta os seus serviços para outras unidades da federação. O que está em risco é o próprio direito à informação protegido pela nossa magna carta.

Por fim, vale enfatizar que nenhum agente, em âmbito público e privado, é mais cobrado no processo eleitoral do que os Institutos de Pesquisa. O simples esquecimento de uma única informação no ato do registro pode acarretar pesadas multas que ultrapassam 50 mil reais. E, ao término do pleito, a credibilidade técnica dessas organizações é testada ao extremo. Temos domínio de nossas obrigações e o que representamos. O que pedimos apenas é ambiente regrado pela sustentabilidade jurídica e boa fé.

AgoraSei Pesquisa
Bramane Serviços de Comunicação
Cenpop Consultoria e Pesquisa
Data Census
Datavero Pesquisa e Consultoria
Exatus Consultoria e Pesquisa
Item Pesquisas Técnicas
Sensatus Pesquisa e Consultoria
Seta Instituto de Pesquisa

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Política

Em 2021, MST e deputados do PT, Psol e PCdoB saíram em defesa do Hamas

Sâmia Bomfim, Zeca Dirceu e Jandira Feghali estão entre os apoiadores do Hamas | Foto: Montagem Oeste com imagens da Câmara dos Deputados e do Psol

Em 2021, representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e deputados do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) assinaram um manifesto em defesa do grupo terrorista Hamas, que atacou Israel no sábado 7.

Os militantes de esquerda se manifestaram em resposta à decisão do Reino Unido de classificar o Hamas como uma organização terrorista.

A posição britânica não é anomalia entre as democracias liberais. Os Estados Unidos, Japão, Canadá, União Europeia e claro, Israel, também reconhecem o Hamas como um grupo terrorista.

A esquerda brasileira, entretanto, insiste em chamar o grupo de um movimento de “resistência”. A palavra, inclusive, deu título ao manifesto: “Resistência não é terrorismo!”.

Confira, a seguir, o manifesto da esquerda de 2021 a favor do Hamas. Ele elenca nomes conhecidos como signatários, como Sâmia Bomfim, deputada federal do Psol, o petista Zeca Dirceu, a comunista Jandira Feghali e até de um professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA):

“Resistência não é terrorismo!

Todo apoio ao povo palestino na luta por legítimos direitos

Os parlamentares, entidades e lideranças brasileiras que subscrevem este documento, expressam o seu profundo descontentamento à declaração da secretária do Interior da Inglaterra, Priti Patel, que atribuiu ao Movimento de Resistência Islâmico – Hamas, a designação de “organização terrorista”, alegando falsamente que o Movimento palestino seria “fundamentalmente e radicalmente antissemita”.

Este posicionamento representa uma extensão da política colonial britânica, em desacordo com a posição da maioria do povo da Inglaterra, que se opõe à ocupação israelense e aos seus crimes. Seu objetivo é claro: atingir a legítima resistência palestina contra a ocupação e o apartheid israelense, numa clara posição tendenciosa em favor de Israel e tornando-se cúmplice das constantes agressões aos palestinos e aos seus direitos legítimos.

O direito à resistência assegurados pelo Direito Internacional e Humanitário, pela Carta das Nações Unidas e por diversas Resoluções da ONU, entre elas as de nº 2.649/1970, 2.787/1971 e 3103/1974, reiterando o direito de todos os povos sob dominação colonial e opressão estrangeira de resistir ao ocupante usurpador e se defender.

A resistência é um legítimo direito dos palestinos contra a ocupação e as reiteradas violações dos direitos humanos, bem como os crimes de guerra. Direito que os palestinos não abrem mão e para o qual, contam com o nosso apoio e solidariedade à sua causa de libertação e pelo seu Estado nacional palestino.

Brasil, 23 de novembro de 2021.”

O site Monitor do Oriente (Memo), que divulgou o manifesto, também criticou os britânicos por considerar o Hamas “fundamentalmente e radicalmente antissemita”.  O Memo indica os seguintes nomes como signatários do manifesto:

  • Deputada Érika Kokay (PT-DF)
  • Deputada Melchionna (PSOL-RS)
  • Deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
  • Deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC)
  • Deputada Professora Rosa Neide (PT-MT)
  • Deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  • Deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ)
  • Deputado Alexandre Padilha (PT-SP)
  • Deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP)
  • Deputado David Miranda (PSOL-RJ)
  • Deputado Enio Verri (PT-PR)
  • Deputado Glauber Braga (PSOL-RJ)
  • Deputado Helder Salomão (PT-ES)
  • Deputado Ivan Valente (PSOL-SP)
  • Deputado Nilto Tatto (PT-SP)
  • Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Deputado Padre João (PT-MG)
  • Deputado Paulão (PT-AL)
  • Deputado Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Deputado Zeca Dirceu (PT-PR)
  • Instituto Brasil Palestina – IBRASPAL
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
  • Central Única dos Trabalhadores – CUT
  • Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
  • Federação Árabe Palestina do Brasil – FEPAL
  • Aliança Palestina do Maranhão
  • Aliança Palestina Recife
  • Amigos de Palestina
  • Associação de Solidariedade e pela Autodeterminação do Povo Saaraui – ASAARAUI
  • Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz
  • Centro Cultural Manoel Lisboa
  • Ciranda Comunicação Compartilhada
  • Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima – CAL
  • Comitê Brasileiro em Defesa dos Direitos do Povo Palestino
  • Comitês Islâmicos de Solidariedade – CIS
  • Espaço cultural e político al Janiah
  • Frente Nacional de Luta Campo e Cidade – FNL
  • Fórum Latino Palestino – FLP
  • Grupo de Estudos Retóricas do Poder e Resistências – GERPOL/UnB
  • Instituto de Estudos sobre Geopolítica do Oriente Médio – IGEOP
  • Instituto Estudos e Solidariedade para Palestina Razan al-Najjar
  • Movimento pela Libertação da Palestina – Ghassan Kanafani
  • Movimento Policiais Antifascistas do Maranhão
  • Movimento Popular Socialista – MPS-PSB
  • Observatório Proletário
  • Sociedade Palestina de Brasília
  • Acilino Ribeiro, Advogado
  • Adilson Araújo, Pres. da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
  • Adriana Maria de Souza, Coordenadora Promotoras Legais Populares -PLP
  • Ahmed Shehada, Médico e presidente do Instituto Brasil-Palestina
  • Ana Cláudia Cruz, Psicóloga/psicanalista
  • Ângela Facundo, Professora Doutora do Departamento de Antropologia/UFRN
  • Ahmad Alzoubi, jornalista
  • Antonio Barreto de Souza, Diretor do Cebrapaz
  • Antonio Carlos Andrade, Psicólogo
  • Baby Siqueira Abrão, Jornalista e Escritora
  • Berenice Bento, Professora Doutora do Departamento de Sociologia da UnB
  • Bruna Brelaz, Estudante, presidenta da União Nacional dos Estudantes – UNE
  • Camila Tenório Cunha, Professora
  • Cesar Sanson, Professor Doutor Departamento de Ciências Sociais/UFRN
  • Dioclécio Luz, Jornalista e Escritor
  • Divina Lúcia Rezende, Socióloga
  • Durand Noronha, Bancário aposentado, diretor do Cebrapaz
  • Eduardo José Santana de Araujo, Professor de história
  • Edval Nunes Cajá, Sociólogo
  • Elianildo da Silva Nascimento, Rede Nacional da Diversidade Religiosa e Laicidade
  • Estenio Ericson Botelho de Azevedo, Professor Doutor Univ. Estadual do Ceará
  • Flávia Calé, Presidenta da Associação Nacional dos Pós-Graduandos – ANPG
  • Francisco Miguel Lopes, Ativista por Direitos Humanos
  • Frej Hanizeh, Jornalista
  • Gabriel de Souza Fernandes Silva, Tradutor e Ativista
  • Getúlio Vargas Júnior, Pres. da Conf. Nac. das Associações de Moradores – CONAM
  • Gillian Nauman Iqbal, Historiadora
  • Glorinha Silva, Ativista dos Direitos Humanos
  • Heba Ayyad, Jornalista palestina e poeta
  • Heitor Claro da Silva, Sociólogo, Mestre em Ciências Sociais e Professor
  • Hélio Doyle, Jornalista
  • Heloisa Vieira, Professora aposentada, diretora do Cebrapaz
  • Inácio Carvalho, Jornalista, Editor do Portal Vermelho
  • Inayatullah Khan Zaigham Al Mashriqi, Líder anti-imperialista
  • Ismael César, membro da Executiva Nacional da CUT
  • Jacques de Novion, Professor Doutor do Nescuba/Ceam
  • Jamil Abdala Fayad, Pesquisador sênior aposentado da Epagri-SC
  • Jamil Murad, Médico, ex-Deputado Federal e Presidente do Cebrapaz
  • Jeanderson de Sousa Mafra, Policial civil
  • Jerusa Hawass, Muçulmana e ativista negra
  • João Emiliano Fortaleza de Aquino, Professor Doutor Univ. Estadual do Ceará
  • José Reinaldo, Jornalista, Secretário-Geral do Cebrapaz
  • Jussara Cony, Farmacêutica ex-deputada Estadual (PCDOB-RS), Direção Cebrapaz
  • Khaksar Tehrik, Movimento contra o Imperialismo britânico
  • Laís Vitória Cunha de Aguiar, Estudante e mídia ativista
  • Levante Feminista Contra o Feminicídio – DF
  • Lucas Assis Souza, Professor, Diretor do Ibraspal
  • Lucia Helena Issa, Jornalista e escritora
  • Luís Gustavo Guerreiro Moreira, Indigenista, diretor de pesquisa do Cebrapaz
  • Manoela Gouveia, Advogada, Diretora do Ibraspal
  • Marcos Antonio Costa, Professor, Cebrapaz/RJ
  • Maria Antonia Dal Bello, Comitê General Abreu e Lima
  • Maria José Maninha, Médica e ex-deputada federal
  • Marianna Ribeiro, Professora do Instituto Federal do Tocantins
  • Marlon Sergio Perondi Soares, Ativista da causa palestina
  • Milton Temer, Jornalista e ex-Deputado Federal
  • Moara Crivelente, Cientista Política, da Direção Executiva Cebrapaz
  • Mônica Santos, Enfermeira, Cebrapaz/ES
  • Mohamad el Kadri, presidente da Associação Islâmica SP
  • Muhammad Nauman Iqbal, Ativista anti-imperialista Nagib Nassar, Professor Emérito da UnB
  • Otamir de Castro, Professor
  • Patrícia Soares Barbosa, Professora e história Secretária Geral do IGEOP
  • Paulo Romão, Sociólogo
  • Pedro César Batista, Jornalista
  • Pedro Paulo Gomes Pereira, Professor Doutor da Unifesp
  • Raul Carrion, Historiador, Ex-Deputado Estadual (PCdoB-RS)
  • Renatho Costa, Professor Doutor UNIPAMPA
  • Rita Freire, Editora do Monitor do Oriente Médio
  • Roberto Miguel, Vigilante, Secretário Geral CUT/DF
  • Rozana Barosso, Pres. da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
  • Saulo Pinto, Professor Doutor do Departamento de Economia da UFMA
  • Sayid Marcos Tenório, Historiador e vice-presidente do Ibraspal
  • Sergio Abdul Rashid, Professor e ativista
  • Sergio Benassi, ex-Vereador Campinas-SP, Direção Cebrapaz
  • Shirley de Souza Rodrigues Kozlowski, Professora e Mestre em Educação
  • Socorro Gomes, ex-Deputada Federal, presidenta do Conselho Mundial pela Paz
  • Soraya Misleh, jornalista
  • Tali Feld Gleiser, Tradutora
  • Teresinha Braga, Médica, diretora do Cebrapaz
  • Thiago Ávila, Socioambientalista e youtuber no canal Bem Vivendo
  • Tiago Morbach, presidente da União da Juventude Socialista – UJS
  • Vanja Andréa Santos, Presidenta nacional da União Brasileira de Mulheres – UBM
  • Vinícius Pedreira Barbosa da Silva, Professor e Jornalista
  • Walter Sorrentino, Médico e ativista internacionalista
  • Wevergton Brito Lima, Jornalista e vice-presidente do Cebrapaz
  • Yasser Jamil Fayad, Médico

Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. Sabendo quem são os testas oleosas metidos a mentes brilhantes, já se espera que apoiem o grupo terroristas em desfavor da única democracia (Israel) naquela região.
    Os apoiadores não passam de pilantras que reforçam o terror e o crime

    1. Serve para mostrar quem são esses canalhas desgraçados

  2. Todos que assinaram esse manifesto mancharam suas mãos de sangue quando esses terroristas assassinaram inocentes de Israel.

  3. Todo extremismo é nocivo e prejudicial, seja de esquerda ou de direita. Qualquer um que deseja ser um chefe do executivo e representante dos interesses do povo, deve ter uma postura de diplomacia, mas acima tudo, de justiça. E condescender com o extremismo só ajuda a perpetuar a polarização que retroalimenta o lulismo e o bolsonarismo. Guilherme Boulos parecer ser bem intencionado, mas precisa ter as atitudes que se espera dele se quiser ter protagonismo na política.

    1. Boulos jamais teve boa intenção em nada haha visto que seu cartão de apresentação e como invasor da propriedade alheia , está dando uma de bem intencionado para pegar votos dos otários e menos avisados , ele e tão nocivo quanto os demais dessa lista nefasta.

    2. Acorda pra jesus! Onde é que esse canalha desse Guilherme Boulos tem boas intenções? Isso é um invasor de propriedade privada. Defensor de tudo quanto não presta.

  4. Você quer saber quem é Bolsonaro, é só observar quem é contra ele. Vejam a relação dos sem futuros que tá aí acima! Jandira, Sâmia, pimenta, orlando Silva, Zeca Dirceu…. Vejam a raiva que esse povo tem do Bolsonaro! É só ver quem é contra ele que você sabe quem ele é.

  5. Fico só me perguntando, alguém não sabia quem é a esquerda? Acredito que nem o maior retardado dos retardados. Resolveram ser cúmplices, simples assim.

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Geral

EUA e Israel consideram inaceitáveis exigências do Hamas e cessar-fogo em Gaza vira impasse

Foto: Reprodução Jornal Nacional

O governo dos Estados Unidos e Israel classificaram como inaceitáveis as exigências feitas pelo Hamas em resposta à proposta de cessar-fogo apresentada por Washington e aprovada por Tel Aviv.

O plano prevê uma trégua inicial de 60 dias, durante a qual 10 reféns vivos e 18 mortos seriam libertados pelo grupo palestino, em troca de 125 prisioneiros condenados à prisão perpétua e 1.111 detidos desde o início da guerra.

Em publicação na rede social X, o enviado especial dos EUA ao Oriente Médio, Steve Witkoff, afirmou que a resposta do Hamas “só nos leva para trás”.

Witkoff também disse que o grupo deveria aceitar a proposta como base para negociações que poderiam começar imediatamente. “A resposta foi totalmente inaceitável”, afirmou.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou que o Hamas segue rejeitando a proposta e que, diante disso, Israel continuará com sua ofensiva na Faixa de Gaza.

O ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, também responsabilizou o grupo pela continuidade do conflito ao se recusar a libertar reféns e se desarmar.

Do lado palestino, o Hamas nega ter rejeitado o plano. Um alto funcionário do grupo afirmou à agência Reuters que a resposta foi positiva e buscava apenas adicionar três emendas:

  • Garantias de que as negociações para um cessar-fogo permanente prosseguirão;
  • Os combates não serão retomados após os 60 dias de trégua;
  • As Forças de Defesa de Israel recuem para as posições que ocupavam em 2 de março deste ano.

Além disso, o grupo defende que a ajuda humanitária seja feita exclusivamente por meio da ONU.

Para o Hamas, a proposta atual — apesar de apoiada por Washington e aceita por Israel — não contempla sua principal demanda: o fim definitivo da guerra e da ocupação.

Bassem Naim, integrante do gabinete político do grupo, declarou que o documento “perpetua a ocupação e continua a matança e a fome”.

O plano apresentado pelos EUA não garante o fim permanente do conflito, apenas afirma que o presidente Donald Trump está comprometido em manter as negociações “de boa-fé” até a conclusão de um acordo.

A ajuda humanitária, por sua vez, entraria em Gaza imediatamente após o início da trégua e seria distribuída por canais previamente acordados, como as Nações Unidas e o Crescente Vermelho.

Enquanto as conversas seguem, o impasse sobre as exigências do Hamas ameaça travar os esforços de mediação liderados por EUA, Egito e Catar.

Com informações da CNNi e Reuters

Opinião dos leitores

  1. Esses terroristas da extrema esquerda, aliados de Lula, não respeitam nem os mortos, esses monstros querem negociar a liberação de pessoas que foram sequestradas por eles, cujos corpos se encontram sequestrados e ainda estão em um cativeiro sem o legítimo direito de serem velados pelos seus respectivos familiares e sepultados com dignidade.
    Em 2026, façam o L que é bom!

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Mundo

“Se a Rússia invadir a Ucrânia, toda a Otan está pronta”, diz Biden após reunião com chanceler alemão

Foto: AP Photo / Alex Brandon

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reuniu com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, nesta segunda-feira (7) na Casa Branca. O principal assunto do encontro foi a crise entre a Rússia e o Ocidente, à medida que as tensões e o acúmulo de tropas aumentam nas fronteiras ucranianas.

Após a conversa, Biden afirmou que a Alemanha e os EUA estão em sintonia para enfrentar a agressão russa em meio à crise na Ucrânia. O presidente americano vem reafirmando que uma invasão russa é iminente, e ordenou o envio de quase 3 mil soldados para a Europa Oriental para proteger o flanco leste da Otan da possibilidade de um ataque da Rússia.

“A Alemanha é um dos aliados mais próximos dos Estados Unidos”, disse Biden, acrescentando que eles estão “trabalhando em sintonia” para deter ainda mais a agressão russa na Europa.

Em entrevista coletiva ao final do encontro, o presidente americano afirmou que “Olaf Scholz tem confiança total dos EUA. A Alemanha é completamente e totalmente confiável. Não tenho nenhuma dúvida sobre a Alemanha”.

“Alemanha e EUA são parceiros e estamos trabalhando juntos para termos uma solução diplomática”, disse o presidente.

Biden ainda fez questão de reforçar a unidade da Otan em responder às tensões nas fronteiras ucranianas: “Se a Rússia fizer a escolha de invadir a Ucrânia nós estaremos juntos e prontos, e toda a Otan está pronta”.

De acordo com o presidente americano, “se a Rússia invadir a Ucrânia, não haverá o gasoduto Nord Stream 2”. A construção transporta gás natural russo sob o Mar Báltico para a Alemanha, evitando a Ucrânia. A Alemanha é fortemente dependente da energia russa, e há receio por parte do Ocidente de que o gasoduto de 1.200 quilômetros e US$ 11 bilhões seja usado como arma de retaliação pela Rússia.

Já Olaf Scholz reconheceu que se trata de uma “situação muito difícil”, mas reforçou que “estaremos unidos e agiremos juntos, tomaremos os mesmos passos e a Rússia deve entender isso”. O chanceler reforçou que a Alemanha “tem dado ajuda significativa à Ucrânia”.

“A Rússia tem que entender que a Otan permanece unida. Se houver agressão militar contra a Ucrânia haverá sanções causando altos custos para a Rússia”, pontuou Scholz.

De acordo com um porta-voz do governo alemão, o chanceler deve se encontrar na próxima terça-feira (8) com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente da Polônia, Andrzej Duda, em Berlim para discutir a crise na Ucrânia.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Bobagem. OTAN só vai enviar (se enviar) unidades destacadas dos 30 países que integram a aliança militar, uma força infinitamente inferior à Rússia. Pura bravata.

    Em 2008 a Geórgia engoliu corda dos EUA com essa mesma promessa de ajuda da OTAN, invadiu a Ossétia do Sul e Abkássia (territórios Russos) e foi massacrada pelo exército Russo que eliminou todas as forças georgianas em 7 dias.

  2. Engraçado…
    A BOSTA, câncer do mundo e país mais imbecil do planeta, estados (des)unidos, gosta de meter o focinho em todos os outros países, se não resolve nem os problemas dele!
    Mutilou o Vietnã, bombardeou um Japão rendido, mas pra encarar Putin só vai com a “OTAN” de lado?
    Quando embargou Cuba, uma ilhota no caribe não foi arrochado?
    Por que não encara a Rússia?
    POR QUE NÃO PASSA DE UM PAÍS ‘COVARDE’ ENDEUSADO POR UM MONTE DE “BABACA”, BABÃO IMBECIL, MUNDO AFORA!!!
    QUEM TEM C…, TEM MEDO, NENÉM!
    Se meta com a mãe pátria Rússia não que VOCE SE LASCA!
    Cambada de imbecis!

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Política

Câmara de Natal aprova projetos em benefício das pessoas idosas

Foto: Elpídio Júnior

O plenário da Câmara Municipal de Natal aprovou em segunda discussão, durante a sessão ordinária desta terça-feira (28), o Projeto de Lei n° 409/2022, de autoria do vereador Hermes Câmara (PSDB), que institui a Campanha Permanente de Inclusão Digital destinada à Pessoa idosa na capital potiguar. Faz parte dos objetivos da proposta incentivar a sociedade civil para que estabeleça programas voluntários para fortalecer a conexão das pessoas de diferentes gerações, gêneros e culturas, envolvendo a inclusão digital.

“Pesquisas apontam um crescimento acelerado da população em idade avançada, devido à diminuição das taxas de natalidade e aos avanços na área médica, tecnológica e social. Nos próximos anos teremos uma composição etária em transição, que transformará um país jovem, como o nosso, em um país de idosos. Tudo isso coloca a questão da Terceira Idade no topo da agenda”, avaliou o vereador Hermes Câmara.

“A internet está presente na rotina da maioria das pessoas em todos os lugares do mundo. Os que não se adaptam aos recursos digitais acabam sendo, de certa forma, excluídos da sociedade contemporânea. Por isso, as pessoas idosas estão precisam se habituar cada vez mais às novas tecnologias, tanto no uso das redes sociais quanto em conhecimentos básicos de informática”, completou.

Dentro do mesmo tema, recebeu parecer favorável, em primeira discussão, o PL 359/2022, apresentado pelo vereador Peixoto (PTB), que institui o Programa Municipal de Incentivo ao Empreendedorismo para os Idosos através do acesso a linhas de crédito, promoção da inclusão econômica dos idosos e transversalidade com as demais políticas de assistência social para o segmento.

“O empreendedorismo na terceira idade traz benefícios não somente para a vida dos idosos, mas para todo país, haja vista que que proporciona uma movimentação importante na economia, gera mais empregos e impostos, e ainda aumenta o quadro de indivíduos economicamente ativos. Em tempo, mais de 650 mil idosos atuam como empreendedores no Brasil, gerando riquezas para toda sociedade”, afirmou o vereador Peixoto.

Por fim, mais duas matérias em segunda discussão foram acatadas: PL 540/2022, do vereador Aldo Clemente (PSDB), que modifica os artigos 66 e 67 da Lei nº 5.872, de 04 de julho de 2008, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Municipal, para estabelecer a contagem de prazos em dias úteis e sua suspensão no período compreendido entre 20 de dezembro a 20 de janeiro, e o PL 506/2023, do vereador Kleber Fernandes (PSDB), que dispõe sobre o reconhecimento de Utilidade Pública Municipal da Associação Nova Chance.

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Mundo

Irã diz ter “capacidade técnica” para produzir bomba atômica

Foto: GettyImages

Irã sinalizou ter avançado em seu programa nuclear, e disse ter “capacidade técnica” para produzir uma bomba atômica. A revelação foi feita nesta sexta-feira (1º/11) pelo chefe do Conselho Estratégico de Relações Exteriores do país, Kamal Kharrazi, ao jornal libanês Al Mayadeen, pró-Hezbollah.

Durante a conversa, o ex-chanceler iraniano entre 1997 e 2005, comentou sobre o aumento da temperatura no Oriente Médio, a escalada de tensão com Israel.

De acordo com Kharrazi, o lado iraniano não se interessa em uma expansão da guerra, com um provável confronto direto com o país comandado por Benjamin Netanyahu. No entanto, afirmou que o Irã está pronto para o conflito e pode mudar sua política nuclear.

Ainda cercado de mistérios, Kharrazi sinalizou que o Irã avançou no seu programa nuclear, apesar de oficialmente o regime iraniano não admitir estar trabalhando na produção de uma arma de destruição em massa.

“Se o Irã enfrentar uma ameaça existencial, reconsideraremos a nossa política nuclear”, disse o chefe do Conselho Estratégico de Relações Exteriores do Irã. “Está opção está em cima da mesa, e possuímos atualmente a capacidade técnica para produzir armas nuclear e não enfrentamos problemas a este respeito.”

Kharrazi afirmou que a única coisa que separa o Irã de bomba atômica é a ordem do líder do país, aiatolá Ali Khamenei.

“A única coisa que nos impede é o decreto religioso do líder da revolução”, afirmou o ex-chanceler do Irã.

Instalações são alvos

Apesar de o último ataque de Israel contra o Irã, no último 25 de outubro, não ter atingido instalações nucleares ou causado danos mais severos ao território iraniano, Benjamin Netanyahu afirmou que a prioridade do exército israelense é parar o programa nuclear da teocracia persa.

“O objetivo mais elevado que estabeleci para as Forças de Defesa de Israel e as forças de segurança é impedir que o Irã obtenha armas nucleares”, declarou Netanyahu durante uma formatura de novos oficias israelenses. “Parar o programa nuclear continua a ser uma prioridade das nossas mentes. Não retirei, não retiramos e não tiraremos os olhos deste objetivo”, disse o primeiro-ministro de Israel nessa quinta-feira (30/10).

Antes da operação da última sexta-feira, havia o temor de que a retaliação israelense aos bombardeios iranianos de 1º de outubro tivesse como alvo instalações nucleares do Irã.

Aliados de Israel, no entanto, demonstraram ser contrários a ação, que acabou não acontecendo.

Fonte: Metrópoles

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Geral

Câmara de Natal aprova Plano Plurianual 2026-2029 com mais de 200 emendas

Os vereadores de Natal aprovaram nesta quinta-feira (25) o Plano Plurianual Participativo (PL nº 403/2025), que define as diretrizes estratégicas da gestão municipal para o quadriênio 2026-2029. De autoria do Executivo, a proposta recebeu 372 emendas parlamentares, das quais 268 foram incorporadas ao texto final durante a votação.

O líder da bancada governista, vereador Aldo Clemente (PSDB), que presidiu a sessão, destacou que o resultado foi fruto de um trabalho conjunto entre Legislativo e Executivo. “Nessas emendas estão contemplados todos os vereadores, após ampla discussão com todas as secretarias envolvidas nas mais diferentes áreas”, afirmou.

O diálogo entre situação e oposição também foi ressaltado pela vereadora Brisa Bracchi (PT). “Parabenizamos a disposição do diálogo do executivo, inclusive com a oposição. Uma emenda nossa trata da ampliação e capacitação da equipe do Centro Municipal LGBT, para garantir que nenhuma pessoa que busca o atendimento seja vítima de qualquer tipo de comentário LGBTfóbico”, destacou.

Já o vereador Subtenente Eliabe Marques (PL) chamou atenção para a necessidade de reforçar a segurança pública. Uma de suas emendas prevê a realização de concurso público para a Guarda Municipal. “Há essa necessidade visto que o último concurso foi realizado há quase 20 anos. “Temos hoje um efetivo com pouco mais de 400 integrantes, a maioria já com requisitos para se aposentar”, observou.

As mudanças do texto original contemplam diferentes áreas da administração pública. Na educação, houve a previsão de busca ativa em todas as escolas da rede municipal para identificar e engajar estudantes em risco de evasão; além de ações de alfabetização e escolarização voltadas a jovens, adultos e idosos e da meta de ofertar cursos de qualificação profissional para pessoas que não concluíram o ensino fundamental.  Foram propostas de Thabatta Pimenta (PSOL) e Samanda Alves (PT), respectivamente. Ainda nesse campo, Eribaldo Medeiros (REDE) teve aprovado o uso de energia solar em 15 unidades de ensino.

Na área de infraestrutura, há previsão de restauração de praças, construção de novas creches e a pavimentação de ruas, com prioridade para a Zona Norte da capital, através de emendas do vereador Tarcio de Eudiane (União). Já o setor cultural foi contemplado com programações artístico-culturais em alusão às semanas do Samba e do Circo, fortalecendo o calendário de eventos da cidade, por meio de emendas de Daniel Valença (PT), enquanto Fulvio Saulo (SDD) teve aprovado o apoio a ações, programas, projetos e iniciativas de valorização do centro histórico de Natal.

Com a aprovação, o Plano Plurianual 2026-2029, já com as emendas encartadas, segue agora para sanção do prefeito e será a base para a elaboração dos orçamentos nos próximos anos.

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Geral

EUA enviam para o Pacífico bombardeiros capazes de destruir fortaleza nuclear no Irã

Bombardeiro B-2 dos EUA em voo por local não revelado — Foto: USAF / AFP

Bombardeiros B-2, capazes de transportar as únicas bombas existentes que, segundo estimativas de Israel, poderiam destruir a instalação nuclear fortificada de Fordow, no Irã, decolaram da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, na manhã deste sábado, em direção à estratégica Base Naval de Guam, no Oceano Pacífico, de acordo com dados de voo visíveis e gravações de comunicação do controle de tráfego aéreo dos Estados Unidos.

Os bombardeiros teriam sido acompanhados por quatro aeronaves de reabastecimento Boeing KC-46 Pegasus. Duas delas já realizaram o reabastecimento das aeronaves B-2 sobre o Oceano Pacífico, de acordo com relatos da emissora pública israelense KAN. As outras estão cerca de 75 quilômetros atrás delas. Mais duas aeronaves de reabastecimento decolaram do norte de São Francisco e estão se dirigindo para o norte, acrescentou a reportagem. O próximo ponto de reabastecimento seria no Havaí.

Os bombardeiros furtivos B-2, de fabricação americana, são os únicos capazes de transportar uma “bunker buster”, uma bomba de quase 14 toneladas projetada para destruir bunkers subterrâneos profundos ou armas bem enterradas em instalações altamente protegidas. Acredita-se que ela seja a única arma lançada por via aérea com alguma chance de destruir Fordow, a instalação nuclear mais fortemente protegida do Irã, construída no interior de uma montanha para protegê-la de ataques.

Instalação nuclear de Fordow, no Irã — Foto: Editoria de Arte / O Globo
Instalação nuclear de Fordow, no Irã — Foto: Editoria de Arte / O Globo

A bomba tem um revestimento de aço muito mais espesso e contém uma quantidade menor de explosivos do que bombas de uso geral de tamanho semelhante. As carcaças pesadas permitem que a munição permaneça intacta ao atravessar solo, rocha ou concreto antes de detonar.

Atacar Fordow é central para qualquer esforço de destruir a capacidade do Irã de produzir armas nucleares. Mas a avaliação predominante é que Israel não consegue destruir Fordow sozinho — os EUA bloquearam o fornecimento da bunker buster ao seu aliado e, embora as forças israelenses tenham caças, não desenvolveram bombardeiros pesados capazes de transportar essa arma.

— Temos essa política há muito tempo de não fornecer essas armas a Israel porque não queríamos que eles as usassem — disse o general Joseph Votel, que comandava o Comando Central dos EUA durante o primeiro mandato de Trump, acrescentando que os EUA veem a bunker buster principalmente como um elemento de dissuasão, um ativo de segurança nacional exclusivo, mas que, se disponibilizado, poderia incentivar Israel a iniciar uma guerra com o Irã.

O Irã construiu a instalação de centrífugas em Fordow ciente de que precisava enterrá-la profundamente para evitar ataques. Em 1981, usando caças F-15 e F-16, Israel bombardeou uma instalação nuclear perto de Bagdá como parte de seu esforço para impedir que o Iraque adquirisse armas nucleares. Aquela instalação era acima do solo.

— Os iranianos entenderam plenamente que os israelenses tentariam se infiltrar em seus programas e, por isso, construíram Fordow dentro de uma montanha há muito tempo, para lidar com o problema pós-Iraque [apresentado pelo ataque de 1981] — explicou Vali Nasr, especialista em Irã e professor da Universidade Johns Hopkins.

Ao longo dos anos, os israelenses elaboraram diversos planos para atacar Fordow na ausência das bunker busters fornecidas pelos EUA. Um desses planos, apresentado a altos funcionários do governo de Barack Obama, envolvia helicópteros israelenses com comandos a bordo voando até o local. Os comandos então lutariam para entrar na instalação, instalariam explosivos e a destruiriam, segundo ex-funcionários dos EUA.

Israel montou com sucesso uma operação semelhante na Síria no ano passado, quando destruiu uma instalação de produção de mísseis do Hezbollah. Mas Fordow seria uma empreitada muito mais perigosa, segundo militares.

O Globo

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Geral

[VÍDEO] Israel bombardeia QG do Hezbollah em Beirute; nuvem de fumaça é vista na capital do Líbano

Israel bombardeou Beirute, capital do Líbano, nesta sexta-feira (27) — no que foi o maior ataque israelense desde o início do conflito com o grupo extremista Hezbollah, segundo a agência Reuters. Uma nuvem de fumaça dominou o céu da capital.

Várias explosões atingiram o sul da cidade pouco mais de uma hora após o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU. Imagens postadas em redes sociais mostram o momento do ataque, em que diversos prédios foram atingidos, e a enorme nuvem gerada pelos mísseis.

Segundo as Forças Armadas de Israel, foi realizado um “ataque de precisão” ao quartel-general do Hezbollah. O órgão informou que o QG está localizado entre edifícios residenciais em Dahieh, Beirute, “como parte da estratégia do Hezbollah de usar o povo libanês como escudo humano”.

Autoridades israelenses dizem que altos funcionários do Hezbollah estavam na sede no momento do ataque. Ainda não houve resposta oficial do Hezbollah sobre o ataque ou sobre a situação do chefe do grupo extremista, Hassan Nasrallah. A fonte israelense da agência Reuters disse que as Forças de Defesa de Israel ainda não têm confirmação se ele foi atingido.

O Hezbollah afirma que uma pessoa morreu no ataque e outras 50 ficaram feridas.

Segundo a agência Reuters, uma fonte próxima ao Hezbollah afirma que Nasrallah não foi atingido pelo bombardeio —informação repetida pela agência iraniana Tasnim. O governo iraniano, que financia o grupo extremista, disse à agência que ainda está checando a condição do líder.

Em um primeiro comunicado, o Hezbollah não mencionou Nasrallah, mas condenou o ataque israelense, que teria atingido prédios residenciais. O grupo também condenou a comunidade internacional, a qual seria “conivente” com Israel, por “dar uma plataforma para que Netanyahu continue a espalhar mais mentiras e enviar mais ameaças”, em alusão ao discurso na Assembleia Geral da ONU.

Uma fonte do Hezbollah confirmou à agência Reuters que o chefe do Conselho Executivo do grupo extremista, Hashem Safieddine, está vivo após o bombardeio.

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati disse que o bombardeio à capital nesta sexta mostra que Israel “não liga” para os apelos da comunidade internacional para um cessar-fogo na região.

Israel vem bombardeando regiões do Líbano há uma semana, em uma nova página do conflito no Oriente Médio que já deixou mais de 700 mortos. O governo israelense afirma que o alvo é o Hezbollah, grupo extremista financiado pelo Irã que nasceu no Líbano com o intuito de lutar contra Israel.

Os Estados Unidos não foram avisados previamente sobre o bombardeio israelense desta sexta, segundo o secretário de Defesa, Lloyd Austin. A informação foi confirmada por uma porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh, que disse que “os EUA não tiveram envolvimento na operação”. Uma autoridade da Casa Branca disse que o presidente Joe Biden foi informado por sua equipe sobre os últimos acontecimentos do ataque em Beirute.

Após o bombardeio, Netanyahu antecipou sua volta a Israel, segundo o gabinete do primeiro-ministro.

escalada da troca de ataques entre os dois lados — que já acontecia de forma constante desde o início da guerra na Faixa de Gaza, há quase um ano — ocorreu após explosões em série de pagers e walkie-talkies de membros do Hezbollah, que acusam Israel pelo ataque.

A semana de bombardeios provocou também um êxodo sem precedentes no Líbano desde a guerra de 2006. Nesta sexta-feira, a Acnur, a agência da ONU para refugiados, afirmou que mais de 30 mil pessoas de diferentes regiões do Líbano fugiram para a vizinha Síria nas últimas 72 horas.

Outros milhares de pessoas também tentam deixar o país, mas dezenas de companhias aéreas cancelaram operações nos aeroportos libaneses. O Itamaraty disse esta semana que está consultando brasileiros que queiram deixar o Líbano para estudar a repatriação ao Brasil — há 21 mil cidadãos brasileiros morando no Líbano, a maior comunidade brasileira no Oriente Médio.

Dois brasileiros morreram nos ataques.

Mais de 700 mortos

Nove pessoas de uma mesma família morreram em um bombardeio à cidade de Shebaa, no sul do Líbano, que deixou 25 mortos no total, na manhã desta sexta. Quatro delas eram crianças, segundo o prefeito da cidade, Mohammad Saab.

Do outro lado, as Forças Armadas de Israel disseram que o Hezbollah lançou mísseis contra a cidade de Haifa, a terceira maior de Israel e que virou alvo do grupo extremista desde o início da escalada dos conflitos entre as duas partes.

Nesta sexta-feira, o irmão do brasileiro de 15 anos que morreu junto com o pai durante um dos bombardeios israelenses no Líbano chegou ao Brasil e relatou o momento em que a família foi atingida pelo ataque. “Não dava para respirar“, disse ele no aeroporto de Foz do Iguaçu a jornalistas.

Do lado de Israel, milhares de pessoas no norte tiveram de deixar suas casas por conta dos lançamentos de mísseis e foguetes pelo Hezbollah — o governo israelense prometeu que a nova fase só terminará quando os moradores conesguirem retornar com segurança.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, rejeitou na quinta-feira (26) uma proposta de cessar-fogo de 21 dias conjunta feita por diversos países, entre eles os Estados Unidos, o Reino Unido e os Emirados Árabes.

Em outra frente de ataque também nesta sexta, as forças israelenses mataram cinco soldados sírios em um bombardeio na região fronteira entre o Líbano e a Síria. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal da Síria.

Fonte: g1

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Política

Comissão da Câmara Municipal de Natal aprova proibição de contratação de veículos de tração animal

Foto: Francisco de Assis

A Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta segunda-feira (23), um Projeto de Lei que proíbe a contratação de veículos de tração animal para fins diversos no município.

A matéria é de autoria da vereadora Nina Souza (PDT), presidente da comissão, e prevê multa para estabelecimentos que contratarem esse tipo de serviço. “Já temos uma lei para a retirada dos veículos de tração animal das ruas e o nosso projeto complementa, tendo dois aspectos. Primeiro, protege os animais colocados em situação de desgaste nas ruas. Depois, tem a questão do meio ambiente quando os resíduos são depositados nas vias. É preciso penalizar quem ainda contrata o serviço que está irregular”, explicou.

Além disso, para os trabalhadores que vivem dessa atividade, a vereadora propõe que sejam contratados pelas empresas terceirizadas que prestam serviços ao Município ou que se apoie a aquisição de veículos sem uso de animais.

Além desse, outros projetos passaram pela comissão, como o de n° 175/2022, de autoria da vereadora Ana Paula (SD), que institui a rede municipal de acolhida e proteção às crianças órfãos do feminicídio e vítimas de violência doméstica; e o de n° 120/2022, de autoria do vereador Tércio Tinoco (União Brasil), que prevê a cassação de alvará de licença e funcionamento de estabelecimento de ensino, que negar a realização de matrícula à criança ou ao adolescente, em razão da sua deficiência. “É um projeto muito importante porque nenhuma criança pode ser vítima de preconceito ou enfrentar dificuldade de acesso ao ensino em virtude de sua deficiência”, destacou a relatora da matéria, vereadora Camila Araújo (Uniáo Brasil).

Alguns vetos do Executivo também foram apreciados, dentre eles, o que rejeitava emenda à Lei que institui o registro de bens culturais de natureza imaterial. A matéria de autoria do vereador Felipe Alves (União Brasil) é para que as propostas dos vereadores para registro de bens imateriais sejam acompanhadas de sua documentação técnica e dirigidas ao presidente da Fundação Cultural Capitania das Artes – FUNCARTE, que as submeterá ao Conselho Municipal de Cultura, ou através de projeto de lei, oriundo do Poder Executivo ou Câmara Municipal. “Isso resolve um problema nosso sobre a dúvida de que seja ou não de competência de um vereador determinar o que é ou não um bem imaterial, já que existem órgãos técnicos específicos para dar esse parecer”, explicou o vereador Kleber Fernandes, cujo parecer foi pela derrubada do veto, sendo seguido pelos demais parlamentares.

Os vereadores Aldo Clemente (PSDB), Preto Aquino (PSD) e a vereadora Ana Paula também participaram da reunião.

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