Mundo

‘Não interessa ao Brasil viver em um mundo fraturado’, diz Mauro Vieira no encerramento de reunião do G20

Foto: Alexandre Cassiano

No último ato da reunião de chanceleres do G20 no Rio de Janeiro, o chanceler Mauro Vieira fez um balanço do encontro à imprensa, e afirmou que “não interessa ao Brasil viver em um mundo fraturado”, reiterando uma ideia apresentada na véspera em sua fala de abertura. Ao todo, 45 delegações, incluindo de países membros do grupo, convidados e organizações internacionais, estiveram no Rio de Janeiro, sendo que 32 representadas pelos seus chanceleres ou principais representantes.

Segundo Vieira, os países discutiram as duas principais guerras hoje no mundo, na Ucrânia e em Gaza. O chanceler afirmou que vários ministros expressaram o temor de que o conflito entre o grupo terrorista Hamas e Israel se espalhe pelo Oriente Médio, e demonstraram preocupação com o agravamento da crise humanitária no território palestino. Ao mesmo tempo em que foram feitos pedidos pela libertação dos reféns capturados pelo Hamas, houve críticas à operação militar liderada por Israel, e além de muitos pedidos por um cessar-fogo.

— Foi conferido especial destaque ao deslocamento forçado de mais de 1 milhão e 100 mil palestinos para o sul da Faixa de Gaza. Nesse contexto, houve diversos pedidos em favor da liberação imediata do acesso para ajuda humanitária na Palestina, bem como apelos pela cessação das hostilidades — afirmou o chanceler. — Muitos se posicionaram contrariamente à anunciada operação de Israel em Rafah, pedindo que o governo de Israel reconsidere e suspenda imediatamente essa decisão. Destacou-se, ademais, virtual unanimidade no apoio à solução de dois Estados como sendo a única solução possível para o conflito entre Israel e Palestina.

Na terça-feira, os EUA vetaram, pela terceira vez, uma resolução pedindo o fim das hostilidades em Gaza, mas sinalizaram que poderão apresentar um texto mais brando, prevendo uma “pausa humanitária” nas hostilidades, e se opondo a uma ofensiva contra Rafah, cidade no sul do enclave onde estão centenas de milhares de civis. Integrantes do governo israelense têm sugerido que uma operação terrestre poderia começar junto com o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos que se inicia no dia 10 de março.

Vieira destacou que os integrantes do G20 apresentaram uma série de propostas de reforma das Nações Unidas, uma das prioridades da presidência rotativa brasileira do bloco, mas apontou que essas propostas precisam ser estudadas e, finalmente, implementadas.

Mauro Vieira reforçou que, pela primeira vez, haverá uma outra reunião de chanceleres do G20, prevista para acontecer às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova York — também pela primeira vez, será feito um convite a todos os países que integram as Nações Unidas para que participem do encontro. Segundo Vieira, será um “chamado conjunto” pelas reformas nos mecanismos de governança global. Por fim, ele considerou que a reunião de ministros no Rio de Janeiro foi bem sucedida.

— A presença de todos aqui é uma prova não apenas da importância do Brasil, mas também do G20 como fórum de concertação — disse Vieira.

A reunião de chanceleres, a primeira em nível ministerial da presidência rotativa do Brasil no G20, serviu para que o país detalhasse suas prioridades para o grupo neste ano: a questão climática, o combate à fome e à pobreza e a reforma das instituições multilaterais, que pautou a segunda reunião dos ministros. Na quarta-feira, quando abriu o encontro, Vieira fez um discurso duro em defesa de mudanças no funcionamento das Nações Unidas, e atacou o que vê como gastos militares excessivos, no momento em que o Brasil e o chamado Sul Global pressionam por ações mais contundentes de governos para combater a fome e preparar o planeta para as mudanças climáticas.

Entre os presentes, o chanceler russo, Sergei Lavrov, foi um dos destaques — em conversa com O GLOBO, o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, afirmou que a morte do oposicionista Alexei Navalny, na semana passada, foi citada algumas vezes ao longo das plenárias, mas não houve resposta do lado russo. Segundo fontes diplomáticas, a morte, ocorrida em uma prisão do Ártico, foi tratada como um “assassinato político”. Lavrov, por sua vez, acusou o Ocidente de hipocrisia ao tratar da guerra na Ucrânia, que completa dois anos no sábado.

Até a reunião de cúpula de novembro, também realizada no Rio de Janeiro, serão realizados outras reuniões em nível ministerial no G20 — na semana que vem, presidentes de Bancos Centrais e ministros da Economia e Finanças se encontrarão em São Paulo.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. A hipocrisia reina nos governos de esquerda, Brasil tem milhares de gente passando fome e lule preocupado com a fome em outros países, primeiro vamos fazer o dever de casa, depois teremos tempo para os de fora.

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Geral

Arena recebe o “Festival Tamo Junto BB”, evento que reúne vôlei de praia, skate, e-sports, corrida de rua e shows nacionais

Festival acontece a partir desta quarta-feira (30), em Natal-RN, com competições nacionais de vôlei de praia, skate, corrida, games eletrônicos e shows.

A Casa de Apostas Arena das Dunas sediará, a partir desta quarta-feira (30), até domingo (03), o Festival Tamo Junto BB. Aberto ao público e inspirado na dinâmica de eventos globais de esportes de ação, o festival utilizará os setores hospitalidade, para os games eletrônicos, praça externa norte, para o vôlei e os shows, e a praça externa oeste, para o skate e para a Vila BB (espaço cultural do evento). Este é o maior festival de esporte e cultura que a Arena recebe e espera receber mais de 80 mil pessoas nos 5 dias de evento.

As campeãs olímpicas do Vôlei de Praia, Duda e Ana Patrícia, e os campeões mundiais de Skate, Raicca Ventura e Augusto Akio, são alguns dos nomes que competirão na capital potiguar. O festival oferecerá uma vasta programação esportiva com as etapas oficiais dos circuitos de vôlei de praia, surfe (praia de Miami), corrida de rua, competições e aulas de skate, arena gamer e ainda uma grande programação de shows musicais locais e nacionais.

“A Arena é hoje um dos principais centros de lazer e entretenimento não apenas do Rio Grande do Norte, mas também do Nordeste. Temos certeza de que nossa estrutura contribuirá de forma bastante positiva para a elevar a experiência a ser vivida pelo público e os atletas durante os dias de competições”, afirma Ricardo Ferreira, diretor-presidente da Casa de Apostas Arena das Dunas.

Confira os destaques da programação do Festival:

Skate
O festival será palco da segunda etapa do Vert Battle – e última etapa do circuito nacional de skate vertical, revelando o campeão brasileiro da modalidade. A competição será transmitida ao vivo pela TV Globo e pelo SporTV e terá categorias Pro Masculino e Open Feminino e presenças confirmadas de nomes como Rony Gomes, o medalhista olímpico e campeão mundial de skate park Augusto Akio, a atleta olímpica e campeã mundial de skate park Raicca Ventura, o campeão mundial de vert e recordista de medalhas do X-Games Gui Khury, e os atletas olímpicos de skate park Luigi Cini e Dora Varella.

As ações do skate não param por aí. O público poderá fazer aulas gratuitas com os equipamentos e instrutores do Instituto Skate Cuida, além de Demo Session com a lenda Bob Burnquist e os paraskatistas Felipe Nunes e Nando Araújo, integrantes do Squad BB.

Corrida de Rua
O Circuito Banco do Brasil de Corrida, um dos principais do país, já passou por diversas cidades do país. A corrida oferece percursos de 1km (infantil), 5km e 10km, atendendo tanto a iniciantes quanto a corredores experientes. Em 2024, o evento já passou por Palmas, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, e Brasília, antes de pousar em Natal para o festival.

 

Vôlei de Praia
Outra atração do evento será a nona e penúltima etapa do circuito brasileiro do vôlei de praia. Nos dias 30 e 31/10, o público poderá somente acessar as estruturas do vôlei e da praça de alimentação. Entre as duplas inscritas para a etapa em Natal estão as campeãs olímpicas Duda e Ana Patrícia. Evandro e Arthur Lanci, que ficaram na quinta colocação em Paris 2024 também estarão na disputa.

Surfe
A quinta etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe, válida como prova do Qualifying Series, divisão de entrada do circuito mundial da WSL (World Surf League) acontece nos dias 31 de outubro a 3 de novembro, na Praia de Miami, em Natal. Com cinco campeonatos em território brasileiro, o circuito tem como missão dar oportunidades para talentos regionais, igualdade de premiação entre homens e mulheres, sustentabilidade e investimento no futuro do esporte.

Games
Na área Gamer, serão realizadas ativações de Gameplays que trazem interação com o público, como Just Dance e jogos contra gamers profissionais, meet & greet e experiências com influenciadores da W7M, como Julia Barni, Jeff Bala, Bryan Sant e Matheus Ueta.

 

Música
Além de muito esporte, o evento vai entregar muita música e entretenimento, divididos em dois palcos – e tudo gratuito. No palco principal, shows de Nando Reis, Jão, Vanessa da Mata, Àttooxxá, Lexa e banda Oriente – convidando as cantoras Lourena e Joyce Alane. No palco Vila BB, a diversão fica por conta de artistas locais.

Mais informações no site: tamojuntobb.com.br

Opinião dos leitores

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Saúde

Câncer matou 18 mil pessoas nos últimos cinco anos no Rio Grande do Norte

Imagem: Freepik

Entre 2019 e 2023, o câncer, em suas diferentes formas, matou 18.052 pessoas no Rio Grande do Norte. O número é quase o dobro de vítimas fatais da covid-19, por exemplo, que levou 9.327 pessoas à morte, de 2020 até o início de 2025, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O câncer de pulmão foi o que mais matou pacientes acometidos com a doença do RN, representando 13% dos óbitos (2.264 mortes), seguido pelos cânceres de mama e próstata (8% cada), estômago (7%) e cólon e reto (6%).

Os números estão no “Boletim Epidemiológico do Câncer”, elaborado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesap/RN), que oferece uma análise do cenário da doença ao longo desse período específico no RN. O documento aponta que o aumento de mortes por câncer foi proporcional entre os sexos, subindo 4% nos cinco anos, mas com predominância no público masculino (51%).

A faixa etária mais afetada foi a partir dos 60 anos, concentrando 71% dos óbitos. Entre os homens, o câncer de próstata foi responsável por 16% das mortes, seguido pelos cânceres de pulmão (13%), estômago (9%) e esôfago (6%).

Nas mulheres, o relatório destaca o considerável crescimento no número de mortes causadas pelo câncer de mama em todos os anos analisados, com um aumento de 25% em 2023 comparado a 2019. Esse tipo de câncer representa 16% do total, seguido pelos cânceres de pulmão (12%), colo de útero 7%, cólon/reto (6%), e estômago 6%.

A 6ª Região de Saúde (Pau dos Ferros) apresentou as maiores taxas de mortalidade, com aumento de 12% em 2023 em relação a 2019, enquanto a 5ª e a 2ª Região de Saúde (Santa Cruz e Mossoró, respectivamente) apresentaram uma discreta diminuição na taxa de mortalidade em comparação com 2019 (-1,8% e -2,5%).

Já a 7ª Região (Metropolitana) registrou as menores taxas de óbito, mas tem a maior taxa de incidência de câncer. O relatório aponta que esse resultado pode estar relacionado à melhor estrutura e acesso aos serviços de saúde na região, de modo que se consegue diagnosticar mais e tratar a doença com melhor estrutura.

Quanto à incidência, entre 2019 e 2023, foram 53.480 casos de câncer registrados no RN, com uma predominância de 56% dos casos no sexo feminino (30.196 registros) em comparação aos 44% no sexo masculino (23.284 casos). A diferença reflete um cenário de maior impacto da doença nas mulheres ao longo do período analisado.

A incidência geral de câncer apresentou aumento significativo, passando de 287,8 casos por 100 mil habitantes para 329,7 no sexo masculino e de 325,3 para 430,6 no sexo feminino. O ano de 2020, início da pandemia de covid-19, registrou as menores taxas, possivelmente influenciado pela redução no acesso aos serviços de saúde e, consequentemente, a menos diagnósticos.

Entre os tipos de câncer mais frequentes, destacam-se o câncer de mama entre as mulheres, com 8.047 registros (27% do total), seguido pelo câncer de colo do útero (8%), neoplasias de tecidos conjuntivos (6%), estômago (5%) e cólon e reto (4%). Nos homens, o câncer de próstata liderou as ocorrências, somando 3.226 casos (14%), seguido pelo câncer de estômago (11%) e de tecidos conjuntivos (9%), cólon e reto (5%), brônquios e pulmões (4%).

A maior incidência foi observada em pessoas entre 60 e 69 anos (24%), seguidas pela faixa dos 50 a 59 anos (22%). Crianças e adolescentes de 0 a 19 anos representaram apenas 2% do total de casos registrados no período.

Região de Mossoró teve a menor incidência

Regionalmente, a 7ª Região de Saúde (Metropolitana) apresentou as maiores taxas de incidência em 2023, com um crescimento de 25% em relação a 2019. A menor incidência foi registrada na 2ª Região (Mossoró).

O relatório da Sesap destaca a importância de fortalecer as políticas públicas para a prevenção e combate ao câncer no Rio Grande do Norte. As ações incluem programas de conscientização sobre hábitos de vida saudáveis, combate ao tabagismo e ao alcoolismo, incentivo à atividade física e alimentação balanceada.

Também aponta que é necessário ampliar os exames de rastreamento, como mamografia e colonoscopia, com foco na população acima dos 60 anos. A Sesap reforçou, ainda, a importância de fortalecer a atenção primária, melhorar a infraestrutura das regiões mais carentes e capacitar continuamente os profissionais de saúde para o diagnóstico e tratamento precoce da doença.

Tribuna do Norte

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Mundo

Hamas liberta 2 dos últimos 6 reféns vivos previstos na primeira fase do cessar-fogo com Israel

Foto: Reprodução/AFP

O grupo terrorista palestino Hamas libertou na madrugada deste sábado (22), no horário de Brasília, dois dos últimos seis reféns vivos previstos para serem trocados na primeira fase do acordo de cessar-fogo assinado com o governo de Israel, que entrou em vigor em 29 de janeiro.

A entrega dos reféns à Cruz Vermelha, responsável por levá-los a Israel, aconteceu na passagem de Rafah, que fica na fronteira do território palestino com o Egito, por volta das 5h deste sábado, no horário de Brasília.

A entrega dos outros quatro reféns deve ocorrer ainda neste sábado. Os terroristas permaneciam mobilizados no local da entrega até a última atualização desta reportagem.

Quatro dos reféns, Eliya Cohen, 27, Tal Shoham, 40, Omer Shem Tov, 22, e Omer Wenkert, 23, foram capturados por homens armados do Hamas durante o ataque terrorista a Israel em 7 de outubro de 2023.

Outros dois, Hisham Al-Sayed, 36, e Avera Mengisto, 39, são mantidos pelo Hamas desde que entraram na Faixa de Gaza separadamente em circunstâncias não explicadas ​​há cerca de uma década.

Até a última atualização desta reportagem, haviam sido libertados os reféns Tal Shoham e Avera Mengisto, informou a Reuters. As forças armadas israelenses confirmaram a chegada dos dois ao país.

Em troca, espera-se que Israel liberte 602 prisioneiros palestinos mantidos em centros de detenção de Israel.

O acordo de troca de reféns e prisioneiros foi mantido apesar de uma série de problemas entre as partes que quase levou à quebra do cessar-fogo nos últimos dias.

Identificação de Shiri Bibas

Na madrugada deste sábado, pelo horário de Brasília, a família de Shiri Bibas confirmou que um novo corpo entregue pelo grupo terrorista na sexta-feira (21) foi identificado como sendo dela, informou a Reuters.

Na quinta-feira (20), Israel acusou o Hamas de violar os termos do cessar-fogo ao entregar um corpo incorretamente identificado como o de Shiri Bibas, que havia sido sequestrada no ataque de 7 de outubro junto com seus dois filhos, Ariel, de 4 anos, e Kfir, de apenas 8 meses na época do atentado.

O grupo terrorista Hamas diz que um ataque aéreo israelense havia matado Shiri e os meninos em 2023, cerca de um mês após o sequestro. Israel não confirma a acusação e a classifica de propaganda cruel.

Os restos mortais entregue junto ao das crianças não correspondiam ao de nenhum dos reféns israelenses, segundo as Forças de Defesa de Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ameaçou fazer o Hamas “pagar o preço” por não devolver o corpo, mas evitou abandonar o acordo de cessar-fogo.

Na sexta-feira (21), um membro do Hamas afirmou que “erros infelizes” poderiam ocorrer, especialmente devido aos bombardeios israelenses a Gaza, que supostamente teriam deixado restos mortais misturados e mutilados a ponto de impossibilitar qualquer identificação.

“Confirmamos que não é de nossos valores nem de nosso interesse manter quaisquer corpos ou não cumprir os acordos que assinamos”, disse o grupo terrorista em um comunicado. Novos restos mortais foram entregues à Cruz Vermelha na sexta-feira (21) e seguiram para identificação forense.

Dias antes, o Hamas também havia acusado Israel de violar o cessar-fogo ao bloquear o fornecimento de ajuda humanitária para Gaza.

Trégua frágil

O cessar-fogo trouxe uma pausa na luta, mas as perspectivas de um fim definitivo para a guerra permanecem incertas. O Hamas, que matou cerca de 1.200 pessoas e fez 251 reféns durante seu ataque a Israel, tem se esforçado para demonstrar que continua no controle de Gaza, apesar das perdas na guerra.

A campanha israelense matou pelo menos 48 pessoas, de acordo com o grupo terrorista que controla politicamente o enclave palestino, e reduziu grande parte da Faixa de Gaza a escombros, deixando parte da população em abrigos improvisados ​​e dependentes de caminhões de ajuda humanitária.

Ambos os lados disseram que pretendem iniciar negociações para uma segunda fase do cessar-fogo, na qual estariam em jogo o retorno de cerca de 60 reféns restantes e a retirada das tropas israelenses.

Mas as esperanças de um novo acordo foram obscurecidas por desacordos sobre o futuro de Gaza, que foram aprofundados pelo choque em toda a região sobre a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de expulsar os palestinos do enclave, promovendo uma limpesa étnica, e desenvolver no local uma espécie de “Riviera do Oriente Médio” sob controle de Washington.

G1

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Economia

Haddad diz que inflação média do governo Lula será inferior a 4%

Foto: Agência Brasil

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o atual mandato do presidente Lula terá uma inflação média inferior a 4%, percentual que é o menor desde que foi adotado o regime de metas. Ainda segundo o ministro, o crescimento médio do país vai beirar os 3%. A declaração foi feita no Itamaraty, durante a 3ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, mais conhecido como Conselhão.

“Presidente, é absolutamente possível o senhor terminar o seu mandato com uma inflação média abaixo de 4% e com um crescimento médio beirando os 3%”, disse Haddad ao lembrar que a meta é inflação em 2025 chegar a apenas 3%.

“Isso, para você ter uma ideia, é a menor inflação média de todos os mandatos desde que o regime de metas de inflação foi criado no Brasil. Portanto, aqueles que acusam o presidente Lula de não estar prestando atenção na inflação, na verdade não estão prestando atenção nos dados que estamos divulgando pelo IBGE a todo momento, mostrando que nós estamos convergindo para meta, que é uma meta exigente, e que foi ontem reafirmada na reunião do Conselho Monetário Nacional”, acrescentou.

Febraban

O olhar positivo sobre a economia do país foi compartilhado pelo presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. “É preciso que nós reconheçamos que o Brasil, apesar do contexto mundial adverso, vem colhendo frutos e resultados positivos do trabalho econômico do ministro Fernando Haddad”, disse o representante do grupo de trabalho de crédito do Conselhão.

“Basta olharmos o PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado e o do primeiro trimestre [de 2024], que apresentaram uma expansão robusta. Isso nos deixa bastante entusiasmados. Vemos que o que tem contribuído para o PIB é o consumo das famílias. Temos observado uma demanda doméstica pujante. Espero, ainda, uma retomada dos investimentos”, disse o executivo da Febraban.

Isaac Sidney destacou também o bom desempenho do mercado de trabalho que, segundo ele, está aquecido, com níveis muito baixos de desemprego, e de massa salarial com crescimento forte do ponto de vista da renda.

“A inflação está na meta. Estamos com projeções para 4% neste ano. A balança comercial está batendo recordes e as nossas reservas internacionais estão funcionando como se fosse uma blindagem. O grande desafio que temos é o de não deixar esse processo de retomada do crescimento perder tração”, disse.

Ele lembrou que esses resultados positivos foram obtidos em meio a um cenário externo complicado do qual nenhum país está imune. “Existem ruídos de uma eventual fragilidade fiscal. Entendo e respeito esse argumento, mas é importante destacar, sobretudo, que o ministro Haddad tem reafirmado sua determinação e compromisso com o arcabouço fiscal”, acrescentou.

Comitê Gestor do Conselho

Falando em nome do Comitê Gestor do Conselho, o coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, também destacou os bons resultados da economia, mas lamentou que, quando citados, vêm sempre acompanhados de previsões sobre crises que não se confirmam.

“Se observarmos como esses resultados aparecem no debate público vemos que, no geral, com resultados como o de que o emprego cresceu, anuncia-se também que o país está vivendo uma crise que não conseguimos observar”, criticou ao convocar os integrantes do Conselhão a atuarem para mudar essas manchetes, de forma a dar mais qualidade ao debate público sobre os resultados alcançados.

CNI

Representando a Comissão de Assuntos Econômicos do Conselhão, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, propôs uma reflexão sobre a dívida pública do país, que leve em conta o fato de ela ser proporcionalmente menor do que a de diversos outros países.

Segundo ele, há casos em que esse tipo de dívida pode ser positiva para o país. “Temos uma grande questão que se chama dinâmica da dívida pública. Todos sabemos que em muitos países é muito maior percentual dela em relação ao PIB. Temos que, talvez, fazer reflexão entre a dívida pública boa e a dívida pública ruim. Dívida pública boa é aquela que permite investimento, geração de riqueza, emprego e desenvolvimento social. Dívida pública ruim é aquela que mantém uma máquina pública altamente pesada para o país.”

Fonte: Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

    1. Penso que esse salete, tem uma quedinha por andrade.
      Rsrs..
      Ô loco!

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Geral

VÍDEO: Brasil pede para Ucrânia parar de atacar a Rússia

Vídeo: Reprodução/Instagram

A declaração final da cúpula do Brics realizada neste fim de semana, no Rio de Janeiro, sob a coordenação do governo Lula, alivia para a Rússia, que trava guerra para conquistar mais territórios ucranianos desde 2022.

Segundo informou o jornal Folha de S.Paulo, a guerra na Ucrânia foi praticamente ignorada na declaração final da cúpula, que se prestou a destacar ataques ucranianos à infraestrutura civil em território russo, como se as tropas de Vladimir Putin não estivessem atacando alvos civis na Ucrânia há anos.

“Condenamos nos termos mais fortes os ataques contra pontes e infraestrutura ferroviária deliberadamente mirando civis nas regiões russas de Briansk, Kursk e Voronej em 31 de maio, 1º e 5 de junho de 2025, resultando em múltiplas mortes de civis, incluindo crianças”, diz o documento.

LULA CONDENA ISRAEL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a condenar o “genocídio” em Gaza “praticado por Israel”.

Lula afirmou que a solução do conflito em Gaza só será possível com o fim da ocupação israelense no enclave e a oficialização de um Estado palestino soberano.

O petista já falou que o governo Israel comete um “genocídio” na Faixa de Gaza ao menos 6 vezes em 2025.

Em nota, a Federação Israelita de São Paulo critica Lula por acusar Israel de genocídio – leia abaixo:

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP) manifesta profunda indignação diante das recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a sessão “Paz e Segurança e Reforma da Governança Global” do BRICS, neste domingo (6). Ao voltar a acusar Israel de genocídio e defender que a solução do conflito passa exclusivamente pelo fim da “ocupação israelense”, o presidente ignora, mais uma vez, a realidade dos fatos, escolhendo o caminho da retórica ideológica, e não da responsabilidade diplomática.

Desde o massacre promovido pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel vive sob ataque. Famílias foram destruídas. Mulheres foram estupradas. Crianças foram executadas. 50 pessoas seguem sequestradas há mais de 630 dias em Gaza, sendo vítimas diárias de tortura física e psicológica. No entanto, para o presidente da República, esse horror parece invisível.

Lula não menciona o Hamas. Não exige a libertação dos reféns. Não condena os mísseis lançados sobre civis israelenses. Mas condena Israel, a única democracia do Oriente Médio, por defender sua população.

Ao falar em “genocídio”, o presidente desrespeita mais uma vez a memória das vítimas do Holocausto e banaliza um dos crimes mais graves da história da humanidade. Sua fala não é apenas falsa, é perigosa. Ela legitima o terrorismo, estimula o antissemitismo e isola o Brasil no cenário internacional ao colocá-lo ao lado de regimes ditatoriais que sufocam liberdades.

A recente reportagem da revista The Economist, classifica com precisão a atual política externa brasileira como “incoerente” e “hostil ao Ocidente”. Um país que condena ataques a instalações iranianas, ignorando o fato de que o Irã financia o Hamas e reprime brutalmente mulheres e minorias, não está promovendo a paz. Está escolhendo lados. E escolheu o lado errado.

Lula se aproxima da Rússia, da Venezuela e do Irã, mas se afasta de democracias e ignora o sofrimento de civis israelenses. Participa de cúpulas ao lado de ditadores, mas não aperta a mão do presidente dos Estados Unidos. Se diz mediador da paz, mas só aponta o dedo para um lado do conflito. Isso não é neutralidade. É cumplicidade.

A Federação Israelita de do Estado de São Paulo reafirma que Israel e os judeus ao redor do mundo desejam, sim, um Estado Palestino, mas livre do terrorismo do Hamas e sem o financiamento antissemita do Irã. O Hamas não quer dois Estados. Não quer coexistência. Quer destruição. E, diante da paz, o terror perde sua razão de existir.

O presidente da República deve lealdade ao povo brasileiro, não aos regimes que patrocinam o terror. Em nome das vítimas do 7 de outubro, dos reféns ainda vivos e da verdade histórica, exigimos responsabilidade, equilíbrio e humanidade por parte do Chefe de Estado. O Brasil, que já foi referência diplomática no mundo, não pode ser porta-voz do ódio.

Paz se constrói com verdade. E a verdade é que não há paz possível enquanto o Hamas existir.

Com informações de O Antagonista e Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Na visão do goberno desse corrupto decrépito, a Ucrânia que começou a guerra e invadiu a Rússia, assim como o Hmammas não é uma organização terrorista e o Irã só quer o bem da humanidade e é tolerante com a existência de Israel.

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Mundo

Palpites sobre sucessão de Papa Francisco já movimentaram mais de R$ 30 milhões em plataforma de apostas

Foto Gabriel Bouys/AFP

Até a noite desta quarta-feira, dois dias após a morte do Papa Francisco, a plataforma de apostas Polymarket já havia registrado movimentação de US$ 5.413.976 — o equivalente a aproximadamente R$ 30,8 milhões — em palpites sobre “quem será o próximo Papa”. Os ritos de escolha do sucessor do Pontífice, chamado de conclave, começa oficialmente entre o 15º e o 20º dia após a morte, que aconteceu nesta segunda-feira, dia 21 de abril.

As casas de apostas registravam, até esta terça, os cardeais Pietro Parolin, Luis Antonio Tagle, Péter Erdö, Peter Turkson e Pierbattista Pizzaballa como os mais cotados para suceder o Papa Francisco. Na manhã desta quarta-feira, porém, os nomes de Pierbattista Pizzaballa e Péter Erdö registraram queda, e o italiano Matteo Zuppi disparou entre os cinco mais cogitados para o pontificado. Os resultados se mantiveram à noite.

Quem será o próximo Papa?

Segundo o agregador OddsChecker, que compara apostas de diferentes sites, o cardeal italiano Pietro Parolin, de 70 anos, é o favorito a assumir o posto de líder da Igreja Católica.

Quem é Pietro Parolin?

Parolin é o atual secretário de Estado do Vaticano, ocupando o segundo posto mais importante na hierarquia da Santa Sé desde 2013. Foi o primeiro cardeal nomeado pelo Papa Francisco, em 2013. Diplomata experiente, Parolin ingressou no serviço diplomático da Santa Sé em 1986, aos 31 anos, e serviu em países como Nigéria, Venezuela e México, além de atuar em negociações sensíveis envolvendo China, Vietnã e Oriente Médio.

O segundo favorito é Luis Antonio Tagle, de 67 anos. Nascido em 1957 em Manila, nas Filipinas, é o atual cardeal-arcebispo de Manila.

Nomeado cardeal pelo Papa Bento XVI em 2012, Tagle é conhecido por seu compromisso com a justiça social, o combate à pobreza e a defesa dos direitos humanos, além de ser defensor do diálogo inter-religioso. O filipino é frequentemente apontado como um dos possíveis sucessores de Francisco, tendo sido um de seus “favoritos”, apesar de não ter sido nomeado cardeal pelo Pontífice.

Outros nomes

Em terceiro, segundo o site, aparece Peter Turkson, cardeal de Gana que poderia ser o 1º Papa negro e africano da história moderna. Turkson, de 76 anos, é arcebispo emérito de Costa do Cabo, e já se manifestou sobre questões como crise climática, direitos humanos, pobreza e justiça econômica. Muitos acreditam que ele daria continuidade a reformas mais progressistas iniciadas por Francisco, caso seja escolhido.

Em quarto lugar aparece Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha nomeado cardeal pelo Papa Francisco em 2019. Conhecido por sua postura progressista e proximidade com o Pontífice, Zuppi é presidente da Conferência Episcopal Italiana e membro da Comunidade de Sant’Egidio, um movimento católico dedicado à paz e ao diálogo inter-religioso. Também foi o enviado especial do Papa para o conflito na Ucrânia, tendo visitado Kiev, Moscou, Washington e Pequim nessa função.

Fechando o top 5 está o cardeal húngaro Peter Erdo. Conhecido por sua postura conservadora, Erdo tem 72 anos e é arcebispo de Esztergom-Budapeste. Caso seja escolhido, Erdo — nomeado cardeal em 2003 pelo Papa João Paulo II — representará uma mudança na direção da Igreja Católica após anos de reformas progressistas iniciadas por Francisco.

Entre os outros nomes cotados está o do italiano Angelo Scola, de 83 anos, nomeado pelo Papa Bento XVI. Por ter mais de 80 anos, Scola não pode participar do conclave, mas pode ser votado. É o mesmo caso do quarto nome citado pelo site, o do canadense Marc Ouellet, que tem 80 anos e, portanto, também não participa da votação.

Também há apostas sobre o nome que será escolhido pelo próximo Pontífice. “Francisco” lidera, seguido de “Benedito”, “Leão” e “Urbano”.

O conclave deve iniciar-se de 15 a 20 dias após a morte ou renúncia do Papa, a fim de esperar a chegada de todos os cardeais eleitores. Esses cardeais votam e podem ser votados, mas não podem votar em si mesmos. Têm direito a voto os cardeais com menos de 80 anos até a data da morte do Papa Francisco, isto é, 135 votantes. Para ser eleito, são necessários 2/3 dos votos dos cardeais com direito a voto.

O Globo

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Pesquisa

PESQUISA CONSULT/TRIBUNA DO NORTE: Veja os mais citados para vereador em Natal

Foto: Elpídio Júnior

Pouco mais de 1/3 dos eleitores entrevistados na pesquisa Consult/TRIBUNA DO NORTE estão indecisos quanto ao voto para vereador em Natal. Ou seja, 32,40% disseram não saber o candidato de preferência dentre 434 postulantes as 29 cadeiras à Câmara Municipal, enquanto 8,7% afirmam não votar em nenhum deles.

Com relação aos candidatos a vereador mais citados na pesquisa, apenas 16 estão acima de 1,0% das intenções de votos, sendo seis somente do União Brasil e 12 estão na Câmara Municipal de Natal e quatro tentam o primeiro mandato legislativo.

Na liderança aparece o apresentados de TV Léo Souza, do Republicanos, com 1,80%, seguido de pelo presidente da CMN, vereador Ériko Jácome (PP), com 1,70%.

Outros três candidatos à reeleição, os vereadores Robson Carvalho, Tárcio de Eudiane (marido da deputada estadual Eudiane Macedo, do PV), e Camila Araújo, todos do União Brasil, têm 1,50%.

Na sequência, outro vereador do União Brasil, Raniere Barbosa e a vereadora Brisa Bracchi, única candidata do PT a ultrapassar a casa de 1,0%, com 1.40% das intenções de votos dos natalenses.
A vereadora Nina Souza, do União Brasil, mesmo partido do candidato a prefeito e marido deputado federal Paulinho Freire, aparece com 1,30%.

Com 1,20% surgem Herberth Sena (PV), Max Serrão (Republicanos), Ermínio Félix (PSD), Tércio Tinoco (União) e Luciano Budú (PSDB).

Em seguida vem o vereador Hermes Câmara, do Cidadania, com 1,10% e por fim, os vereadores Preto Aquino (Podemos) e Luciano Nascimento (PSD), com 1,0%.

Outros candidatos ao pleito proporcional mais citados:

Com 0,90% – Samanda Alves (PT) e Júlia Arruda (PC do B).

Com 0,80% – Leila Maia (SDD), Thabata Pimenta (PSOL), César de Eridan (PP), vereador Felipe Alves (União), Irapoã Nóbrega (Republicanos).

Com 0,70% – vereadores Chagas Catarino e Aroldo Alves (União), Raimundo Jorge (PSD), Márcio Gomes (PP), Tony Henrique (PL).

Com 0,60% – Carlos Silvestre (PT)), Aldo Clemente (PSDB), Daniel Santiago (PP), Naelson Borja (Republicanos).

Com 0,50% – Anne Lagartixa (SDD), Cleiton da Policlínica (PSDB), Daniel Valença (PT), Monzar Capriolle (DC), Fausto Calixto (SDD), Cícero Martins (PP), Subtenente Eliabe, Paulinho Pessoa (PL), Sirleno Júnior (Republicanos), vereador Eribaldo Medeiros (REDE).

Com 0,40% – Albert Dickson, Lucena, Carlos Reny, Fulvio, Kleber Fernandes

Com 0,30% – Klaus Araújo, Daniel Rendall, Faustino, Nivaldo Bacurau, Ewerton Binha, Brechinha Da Padaria, Neide Lima, Gal, Luciano, Lilí Odonto, Rogério Anacleto, Adriana De Quebra Osso, Robério Paulino, Mário Sérgio, Sonia Da Nova Natal, Henrique Mosquito, Anderson Lopes.

Com 0,20% – Elizabeth Biglione, Peixoto, Elizangela Rosendo, Camila Barbosa, Dorys, Professor Luan, Célia Do Povo, Irmão Gilberto, Janaína Torquato, Marlene Ramalho, Fernanda Filgueira, Hipólito, Camila Saraiva, Jefferson Hasille, Aline Juliete, Júlia Raquel, Ubaldo, Sonia, Sena Frentista, Chico Ambulante.

Com 0,10% – Dioclécio, Professor Adriano, Deborah Suellen, Giann Oliveira, Jho Salles, Cristina Santos, Vilma, Dagô, Djalma Nunes, Mano Targino, Pastor Rubens, Cláudio Arruda, Kelly Maia, Sandro Soares, Luciana Monteiro, Maria Do Bar, Cristiane Trajano, Flauber, Joãozinho Do Planalto, Margareth Dickson, Cláudio Custódio, Paulinha Galdino, Renan Barão, João Batista Torres, Janaína Lima, Murilo Vieira, Jacó Jácome, Gorete Orico, Adryela Fernandes, Lorena Nascimento, Gerlândia, Lucas Fagundes, Cristiane, Júlio Protásio, Paloma, Janaína Guerreira, Araken Faria, Isabelly Costa, Manassés, MC Preguiça, Dr. Mileno, Genildo, Waugia, João Oliveira, Janeide Santana, Carlos Santos, Sargento Wellington, Bianca Soares, Ariel, Emerson Medeiros, Sandro Pimentel, Maristela, Margarete, Professor Xandão, Breno Queiroga, Ciçinho, Marta Brandão, Erinaldo, Tiago Da Auto Escola, Fernanda Freire, Nilton, Ieda, Eliu, Emanuel Do Cação, Geraldo Dantas, Silvio Dantas, Sandro Alencar, Gilberto, Tchê, Daniel, PT, Eduardo Campos, Elias Das Paradas, Milena Barbosa, Paulo Enfermeiro, Renan Nunes, Eudiane Macedo, Dr. Samir, Gari Aldair, Geraldo Pinho, Gilvan Balada, Carlos Eduardo, Elivelton, Maria José.

A pesquisa de opinião pública Consult/TRIBUNA DO NORTE ouviu 1.000 eleitores entre os dias 14 e 17 setembro. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RN-03849/2024
O erro amostral da pesquisa: os resultados estão sujeitos a um erro máximo permissível de 3.1%, com confiabilidade de 95%.

A pesquisa teve o objetivo de identificar junto à população eleitora da cidade de Natal/ RN, a preferência para prefeito(a) e vereador (a) de Natal, se as eleições fossem hoje, enquanto a metodologia empregada na pesquisa segue o Método Quantitativo, através da realização de Survey de Opinião.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. V. Camila mulher de direita, conservadora e evangélica. V. Brisa Bracci, mulher de esquerda defensora LGBTQIA+ e demais minorias, forjada nos grêmios estudantis. Vc leitor sabe o quê há de comum entre elas? duas inutéis com produção legislativa zerada. Façam um favor a si mesmos e entrem na página da CMN e vejam quem honra o mandato trabalhando, olhem a produção legislativa do vereador. O quê muda a sua vida é o trabalho deles e não o discurso estratégico para se manterem ganhando um gordo salário sem nada fazerem pelo cidadão. Político não tem ideologia, político tem estratégia. Votem em quem trabalhe, quem não fez antes, não fará no futuro pq não respeita o eleitor que confiou neles. Nina souza merece seu voto pq em 02 mandatos valeu cada centavo que ganhou. Confirmem, não precisa acreditar. Entrem lá na pg e confirmem.

  2. Eu voto em GIAN OLIVEIRA.
    É muito competente no que se propõe a fazer, além de ser renovação na Camara Municipal

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Saúde

RN tem 3ª maior fila de espera por transplante de córnea do Nordeste; pacientes aguardam até 3 anos

Foto: Tom Guedes

O Rio Grande do Norte tem a terceira maior fila de espera por transplante de córnea do Nordeste e, ao mesmo tempo, um dos menores números de cirurgias realizadas.

Segundo profissionais que atuam na área, o problema vai além da falta de doadores e envolve falhas na notificação de óbitos e de conscientização sobre a importância da doação.

A córnea é uma lente transparente que recobre o olho. A do comerciante Carlos Antônio da Lima já está completamente opaca. Ele só enxerga vultos pelo olho esquerdo depois de um acidente doméstico.

“Foi um acidente com água sanitária em casa. Eu tava fazendo limpeza da minha casa e foi no meu olho, ficou dessa maneira. Na mesma hora queimou. Já fui perdendo a visão, lavando, mas não via mais nada. Só aquela coisa turva”, contou.

Carlos entrou nesta semana na fila para receber o transplante e deve esperar cerca de três anos pelo procedimento, o tempo médio de espera no estado.

De janeiro a junho deste ano, o Rio Grande do Norte registrou 647 pessoas na fila por um transplante de córnea, o terceiro maior número do Nordeste, atrás apenas da Bahia (1.640) e de Pernambuco (1.447), segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

No mesmo período, apenas 80 cirurgias foram realizadas no estado. O número é bem inferior ao de outras regiões: no Ceará, por exemplo, foram quase 700 transplantes em seis meses. Lá, a espera média é de cerca de um mês.

O Banco de Olhos do RN, que funciona no Hospital Universitário Onofre Lopes, é responsável pela captação, avaliação e armazenamento das córneas doadas. O coordenador da unidade, Ochuandro Costa, explica que a pandemia da covid-19 contribuiu para o aumento da fila.

“O principal fator para isso foi, infelizmente, a pandemia de Covid que nós tivemos nos anos 2020, 2021 e 2022. Porque no início as captações foram quase todas paralisadas. Depois, quando voltamos a fazer as captações, as captações foram muito restritas, havia muita regulamentação de quem a gente podia captar e os pacientes continuaram entrando na lista. Então, com isso, houve um aumento muito grande do tempo de espera, porque aumentaram os pacientes na fila e a gente praticamente não fez transplante”, considerou.

Além disso, o oftalmologista Alisson Giovani, que realiza transplantes no Hospital Universitário Onofre Lopes, responsável por cerca de metade dos procedimentos no estado, destaca que a baixa doação também tem causas culturais.

“Acho que a gente tem um problema cultural. O olho representa uma parte importante. Expressa muita coisa. Então às vezes o familiar quer ver o olho do paciente, tem medo que esse olho fique fundo na hora do sepultamento. Acho que esse fator cultural é o principal problema que a gente enfrenta para que não tenhamos mais doações”, pontuou.

G1RN

Opinião dos leitores

  1. A fila pra transplante de rins também é outra vergonha, suspeita-se até da prática de “fura fila” estilo Faustão.

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Brasil

Tebet diz ter 30 medidas de revisão de gastos, mas não detalha

Foto: Washington Costa / MPO

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse nesta 3ª feira (15.out.2024) que até 30 medidas de revisão de gastos podem ser apresentadas pelo governo até 2026. Para este ano, entretanto, o Planalto deve tentar emplacar um número “bem menor” de iniciativas.

Tebet falou a jornalistas no Ministério da Fazenda depois de se reunir com o titular do órgão, Fernando Haddad. Apesar de questionada diversas vezes, respondeu que não poderia adiantar quais medidas serão enviadas ao Congresso.

Segundo Tebet, o próximo passo é enviar a seleção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que precisará da autorização para o avanço das pautas. O Planejamento e a Fazenda já teriam entrado em consenso sobre o que deve chegar ao petista.

“A gente teria até 30 medidas ao longo do tempo para apresentar nessa 2ª etapa e na 3ª etapa. Então, nós temos muitas”, declarou a ministra.

O governo Lula se comprometeu a equilibrar as contas públicas em 2024. O objetivo é que os gastos durante o ano sejam iguais às receitas –espera-se um deficit zero. Na prática, é necessário aumentar a arrecadação e cortar despesas.

A equipe econômica se engajou em um discurso de corte de gastos durante o 2º semestre de 2024 –especialmente depois de pressão do mercado financeiro. Anunciaram uma série de ações de pente-fino em benefícios. Mas medidas estruturais ainda não estão em prática.

Questionada sobre os impactos das ações nos cofres públicos, mencionou números com poucos detalhes. Por exemplo, disse que uma única medida tem potencial de economia de R$ 20 bilhões, mas não falou qual era.

“Algumas têm impacto de R$ 1 bilhão, outras de R$ 5 bilhões, outras de R$ 4 bilhões”, afirmou.

O plano é emplacar pautas de revisão de despesas depois do 2º turno das eleições municipais, quando o Congresso Nacional volta a operar com mais vigor. Tebet disse que o tempo menor exige uma seleção específica de proposições.

“Selecionamos aquelas que a gente acha que tem condições de ser aprovadas ou tem condições de serem discutidas e analisadas pelo Congresso Nacional nesse momento.”

As outras medidas devem ser enviadas até o fim do governo Lula, em 2026, segundo ela.

Tebet disse que a maioria das medidas serão legislativas. Mencionou a possibilidade de reaproveitar textos já em tramitação no Congresso. Sinalizou, entretanto, que medidas provisórias “a princípio” não estão no radar.

“A gente pode aproveitar alguma PEC [Proposta de Emenda à Constituição] que esteja lá para introduzir”, declarou.

O único ponto antecipado pela ministra antecipou é que não devem ser propostas mudanças no salário mínimo e nem a desvinculação da remuneração à aposentadoria.

O QUE SE SABE SOBRE A REVISÃO

Poder360 já mostrou que está no radar mudanças no seguro-defeso e o abono-salarial, mas que só eram esperadas depois das eleições. O BPC (Benefício de Prestação Continuada) também deve ser alvo alterações.

A agenda de revisão de gastos está na frente da reforma tributária sobre a renda na lista de prioridades da equipe econômica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que a atenção será voltada para o corte de despesas.

O 1º eixo de revisão dos gastos foi o anúncio de um pente-fino em programas sociais que podem render R$ 26 bilhões ao governo. Restam as seguintes ações:

  • Integração de políticas públicas (eixo 2) – aperfeiçoamento do desenho para evitar desperdícios e aumentar a cobertura;
  • Modernização das vinculações (eixo 3) – freia o crescimento inercial de despesas obrigatórias e outras;
  • Revisão de subsídios da União (eixo 4) – elimina ou reduz os benefícios tributários com atenção à regressiva.

Os eixos 2 (integração de políticas públicas) e 3 (modernização das vinculações) são os pontos de maior resistência de alguns aliados de Lula. Alterações em benefícios sociais podem mexer com a popularidade do governo. A equipe econômica defende que será preciso um esforço para que o Brasil consiga ter o grau de investimento nos próximos anos.

O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o governo precisa ter um olhar mais “consistente” para as despesas.

“O governo atual está ciente de que tem que aproveitar essa oportunidade. Isso cria um alinhamento para que todo mundo aja de forma coerente e juntos para atingir esse objetivo. O Congresso Nacional com certeza também entende a importância. […] Com certeza vai estar à disposição para construir uma agenda de Estado que permita o país recuperar o grau de investimento”, declarou em entrevista ao Poder360.

EIXOS 2 E 3

Sergio Firpo, secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento e Orçamento, disse, em agosto, que o debate não está “interditado” e o presidente Lula autorizou a realização de estudos.

No eixo 2, o governo pensa em integração de políticas onde há sombreamento. Ou seja, quando dois ou mais benefícios atingem a mesma pessoa. Está no radar a revisão com o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o abono salarial e o seguro-desemprego.

Outra proposta é repensar as vinculações dos gastos públicos, que é destinar uma receita do governo a gastos obrigatórios.

“Esses gastos têm gerado mudança na qualidade da provisão do bem e do serviço público que o cidadão tem acesso? Muitas vezes não é o caso. Muitas vezes é o momento de se repensar […] essa vinculações que aumentam o gasto, sobretudo do a União, e a relação que isso tem com a qualidade do gasto”, disse.

O eixo 4 (revisão de subsídios da União) será anunciado pela equipe econômica como uma forma de cortas os privilégios de setores. Os gastos tributários representam 80% dos subsídios

No mote da campanha presidencial do governo Lula, quando lembrou que este governo colocaria o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda, é se pensar também os diversos subsídios tributários, financeiro e creditícios, que hoje já somam quase 6% do PIB”, disse Firpo.

Opinião dos leitores

  1. Na campanha a Presidência, o jargão dela foi “eu sou mãe” em solidariedade as mães que nem podem amamentar por passarem fome! Na Entrevista ao Jornal da Record, ela foi “surpreendida” ao ter que confirmar ser Pecuarista! Fato é que o Brasil vive o outrora flagelo argentino da “dolarizacao” da Economia! Uma medida para termos uma inflação baixa em real junto com a desvalorização da moeda: quem diria que centavos de peso argentino compram R$ 1!!!

  2. Seria tão bom se eu pudesse confiar na Ministra Simone Tebet, sendo governo da Esbanja não dá.

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Mundo

Ex-secretário de Bento XVI lança livro com bastidores e acusações ao papa Francisco

Foto: Maurizio Brambatti/EFE

O ex-secretário do papa emérito Bento XVI, falecido no dia 31, o alemão Georg Gänswein, de 66 anos, lançou nesta quinta-feira, 12, um livro em que expõe bastidores do Vaticano – em especial da última década. Chamado Nient’altro che la verità. La mia vita al fianco di Benedetto XVI, Nada além da verdade. Minha vida com Bento XVI, em tradução livre), o livro traz revelações sobre a relação entre Bento XVI e o papa Francisco, a quem o autor tece críticas.

Segundo Gänswein, Francisco, considerado pela Igreja Católica progressista, não gostava das intervenções de Bento XVI, que era conservador, e agiu de forma a isolar o papa emérito.

Depois de sua renúncia em 2013, a primeira de um pontífice desde a Idade Média, Bento XVI prometeu viver “afastado do mundo”, mas interveio algumas vezes em questões polêmicas, como quando se pronunciou a favor da manutenção do celibato dos padres, em 2020, indo contra Francisco.

Gänswein, que foi secretário particular de Bento XVI desde 2003, antes mesmo de sua eleição como papa, era prefeito da Casa Pontifícia da Santa Sé na época da polêmica. Ele afirma que, depois desse episódio, Francisco o privou das funções executivas do seu cargo, embora tenha mantido o título, e o fez um pedido: “A partir de hoje, fique em casa. Acompanhe Bento que precisa de você e aja como um escudo”.

Quando Gänswein contou a Bento XVI o que havia acontecido, ele respondeu: “Aparentemente, o papa Francisco não confia mais em mim e fez de você meu vigia”. Por terem uma relação próxima e de confiança, o papa emérito fazia confissões ao então secretário, segundo ele.

O Vaticano não reagiu oficialmente às críticas ao papa argentino – amplamente divulgadas na imprensa internacional –, mas, na última segunda-feira, 9, o ex-secretário foi convocado para uma audiência a portas fechadas com Francisco. O conteúdo da conversa não foi divulgado, mas, segundo fontes, o pontífice estaria desapontado e pediu discrição a Gänswein.

Na véspera do lançamento do livro, Francisco advertiu no Angelus (uma oração recitada pelo pontífice em recordação ao Mistério perene da Encarnação três vezes ao dia da janela do Palácio Apostólico), que “a fofoca é uma arma letal que mata. Mata o amor, a sociedade e a fraternidade”, mensagem interpretada como uma suposta reação à publicação de Gänswein.

Gänswein conta que, em diversas ocasiões, Bento XVI e Francisco divergiram por causa de suas correntes ideológicas. Ele utiliza o termo italiano tifoserie, como torcedores de futebol, para se referir aos conservadores e progressistas.

Segundo o ex-secretário, o papa argentino “partiu o coração” de seu antecessor ao reverter sua decisão sobre o uso do latim nas missas, por exemplo.

Fica nítido no livro, também, que o autor tem questões pessoais com o atual papa. Ele diz que sempre teve uma relação “fria” com Francisco, que “teria inveja” da sua relação de confidencialidade com Bento XVI.

Entre muitas outras coisas, Gänswein censura Francisco por ter feito com que ele perdesse o seu prestígio como prefeito da Casa Pontifícia, um dos cargos mais importantes da Cúria, desde que o encarregou de cuidar de Bento XVI em seu retiro no mosteiro vaticano de Mater Ecclesiae. Atualmente, ele ainda ocupa o cargo, mas segue afastado de suas funções.

Após a morte de Bento XVI no último dia de 2022 aos 95 anos, há dúvidas sobre o futuro do ex-secretário. Principalmente após a publicação, é muito improvável que ele volte a exercer plenamente o cargo de prefeito da Casa Pontifícia, indicam fontes do Vaticano.

Algumas pessoas dizem que o pontífice argentino poderia nomear Gänswein como embaixador, com o objetivo de afastá-lo da Santa Sé e de suas intrigas. Outras possíveis opções são deixar o Vaticano para lecionar em uma universidade católica no exterior ou retornar à sua Alemanha natal.

O ex-secretário já deixou o mosteiro de Mater Ecclesiae nesta quinta-feira, 12. Segundo a mídia católica alemã, no dia do enterro de Bento XVI, Gänswein recebeu uma carta assinada pelo próprio papa Francisco informando-o de que deveria deixar o mosteiro até 1º de fevereiro.

Estadão 

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Geral

A agência oculta da campanha de Lula

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Documentos obtidos pelo Bastidor revelam que a campanha presidencial de Lula em 2022 omitiu do Tribunal Superior Eleitoral serviços prestados ao candidato petista por uma agência de comunicação. Profissionais contratados pela agência, a Polo Marketing Digital, de Niterói, no Rio, trabalharam na estrutura oficial da campanha de Lula. Mas essa participação não consta da prestação de contas do candidato ao TSE. A omissão caracteriza, em tese, crime eleitoral.

No final do ano passado, dois desses profissionais – um redator e um designer gráfico – moveram ações trabalhistas, em Brasília, contra Clarisse Mello Chalreo de Oliveira, proprietária da agência, e o Diretório Nacional do PT. Dizem que foram dispensados sem justa causa após o segundo turno. Afirmam que a Polo Marketing Digital e o Partido dos Trabalhadores feriram seus direitos trabalhistas ao contratá-los sem carteira assinada. Argumentam que suas jornadas de trabalho aumentaram substancialmente durante a campanha presidencial. Pedem que a agência e o PT paguem saldo de salário, férias, décimo terceiro, aviso prévio, FGTS, seguro-desemprego e multa. Os pleitos dos dois somam 139 mil reais.

As provas anexadas por ambos nos autos, aos quais a reportagem teve acesso com exclusividade, incluem troca de mensagens pelo WhatsApp e relatórios de prestação de serviços da agência entregues ao PT. Elas não deixam dúvida quanto à participação dos dois na campanha de Lula. Uma fonte que esteve na comunicação do partido confirmou ao Bastidor, sob reserva, que a Polo Marketing Digital produziu, sem aparecer como responsável, peças para internet usadas na campanha.

A Polo Marketing Digital mantém contrato com o PT desde 2021. Já recebeu do partido cerca de 2,8 milhões de reais. Somente em 2022, ano de campanha, foram 1,2 milhão de reais. O contrato e os aditivos a ele foram assinados pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. O documento prevê que a Polo Marketing Digital produzirá conteúdo para o site do PT e as redes sociais do partido.

Ao contrário de outras empresas que trabalharam oficialmente tanto para o partido quanto para a campanha de Lula, a Polo Marketing Digital aparece apenas nas contas do PT. Nenhuma das partes envolvidas explica por que a agência não fechou um contrato específico para a campanha de Lula nem recebeu formalmente das contas do candidato.

Nas ações trabalhistas, os dois profissionais dizem ter firmado um contrato verbal com Clarisse, a dona da agência, em janeiro de 2021, para cuidar de redes sociais do PT e de outra plataforma do partido, a Casa 13. O horário de trabalho combinado ia das 10h às 18h, de segunda a sexta-feira, mais um final de semana de plantão por mês.

Ambos reclamam que, com o início da campanha, tiveram de trabalhar muito além do horário combinado. Por isso, pedem reconhecimento do vínculo trabalhista, sob o fundamento de que teria havido “pejotização de forma fraudulenta”. Nos processos, o PT nega qualquer responsabilidade sobre os contratos firmados entre a Polo Marketing Digital e terceiros. O contrato do PT com a agência, porém, estipula que ela seguirá a legislação trabalhista. E, mesmo ciente das ações, o partido não só manteve esse contrato como aumentou o valor mensal de repasses.

Não faltam evidências da participação dos profissionais na campanha. Em um diálogo no WhatsApp em 16 de outubro de 2022, por exemplo, Clarisse, a dona da agência, encaminha ao redator que move a ação um comunicado distribuído no dia anterior, no qual se anuncia uma reunião geral da campanha.

De acordo com o texto, caberia à agência Polo a tarefa de produzir “todos os cards de gaveta com as possíveis respostas do debate, tanto ao Bolsonaro quanto de ataque, e do Lula”.

Há, ainda, uma observação em negrito: Serão “cards sem assinaturas”. O debate citado foi realizado pela CNN Brasil em 16 de outubro.

Em outro diálogo, de julho de 2022, Clarisse informa ao redator que ele precisaria chegar à sede do PT às 9 horas da manhã. A justificativa é que o deputado federal Rui Falcão, que foi coordenador de comunicação da campanha de Lula, iria ao local.

Outro caso que liga a Polo Marketing Digital à campanha está em relatórios apresentados pelo PT ao TSE. Em setembro do ano passado, o tribunal determinou a remoção do domínio www.verdadenarede.com.br e das redes sociais vinculadas ao site, que apoiava Lula.

O pedido veio da campanha de Bolsonaro, que acusava a coligação petista e Brunna Rosa Alfaia, dona do site, de se passarem por agência de checagem independente para divulgar propaganda eleitoral em prol de Lula e em desfavor de Bolsonaro.

Brunna Rosa Alfaia é dona da Embauba Produções, que faturou 3,1 milhões de reais da campanha petista. Notas fiscais apresentadas pela Polo em 2022 e 2021, contudo, mostram que foi a agência quem fez relatórios sobre o “Verdade na Rede”, e não a Embauba, responsável legal pelo site.

Especialistas ouvidos pelo Bastidor afirmam que a omissão nas contas de campanha pode caracterizar abuso de poder político ou abuso de poder econômico. Outra possibilidade é de recurso não contabilizado ou Caixa 2.

O Artigo 350 do Código Eleitoral prevê reclusão de até cinco anos para quem “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”.

O prazo para contestação das possíveis irregularidades se encerrou após o TSE, em dezembro de 2022, aprovar as contas da campanha de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

O relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski, acolheu integralmente o parecer do Ministério Público Eleitoral, que recomendou a aprovação da prestação de contas eleitoral sem ressalvas.

Bastidor procurou Clarisse Mello Chalreo de Oliveira, dona da Polo. Por mensagem de texto, ela disse que o caso está com o departamento jurídico da agência e não iria comentar.

A coordenação de comunicação do PT em Brasília e a campanha de Lula também não quiseram se manifestar.

O Bastidor, por Alisson Matos

Opinião dos leitores

  1. Cassaram Dallanol e Bolsonaro por motivos inventados, mas com esse bandido de 9 dedos nada farão. O crime organizado está no poder.

    1. No sobrenome do ex-deputado da Lagoinha faltou o G, de gelado, que ele é. de

  2. O país já está descendo de ladeira abaixo, não existe sinais de boas perspectivas, a mentira corre frouxa, isso é sacanagem mundim xaxa, converse com santos, a imprensa tá lascando, vamos ter que acionar o STF contra esses pulhas que vivem mudando de lado, imprensa sem moral, fez o que fez com Bozo, agora querem arregaçar o bebum, do jeito que vai ele não termina esse mandato, decepção total e aí como ficam vcs dois? Puxa saco de primeira linhagem.

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Política

Quase metade das emendas às cidades mais pobres é gasta sem transparência

Reprodução

Cidades menos desenvolvidas receberam proporcionalmente mais emendas Pix, consideradas de baixa transparência, do que cidades mais desenvolvidas, aponta levantamento feito pela Folha com os valores distribuídos por deputados e senadores a cada município em 2023 e 2024.

Esse tipo de emenda, que vai diretamente a prefeituras, sem necessidade de vinculação a projetos específicos, representa quase metade (47%) dos recursos transferidos a cidades com IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) “baixo” ou “muito baixo”. Já no caso dos municípios com índice “alto” ou “muito alto”, essa proporção é de 32%.

A análise considera as emendas individuais destinadas pelos congressistas –sem contar os recursos de bancada ou de comissão– que foram empenhadas nos últimos dois anos, de execução obrigatória pelo governo Lula (PT).

Em números absolutos, isso significa que não é possível saber, pelo portal da transparência federal, onde foram usados R$ 3,9 bilhões dos R$ 8,3 bilhões doados pelos parlamentares às cidades mais pobres nesse período nem R$ 4,6 bilhões dos R$ 14,6 bilhões entregues às cidades mais ricas.

Marina Atoji, da ONG Transparência Brasil, afirma que municípios menores ou com menos estrutura costumam buscar essa modalidade de emenda porque ela tem liberação mais rápida. Os deputados, por sua vez, também preferem enviá-las para mostrar resultados ao eleitor.

“No caso da emenda de transferência especial [Pix] é só o município dizer ‘ciente‘, indicar a conta e o banco, e o recurso vai entrar no caixa. Já a emenda com finalidade definida tem que passar por aprovação do projeto, relatórios de execução, e ainda pode ter impedimento técnico”, diz.

“Então os prefeitos de cidades menores ou com menos estrutura falam: pelo amor de Deus, não me manda emenda com finalidade definida, e muitos deputados já foram prefeitos”, afirma Atoji, lembrando que a lentidão foi uma das justificativas para a criação das emendas Pix em 2019. “O problema é que os municípios não têm transparência.”

O valor das emendas parlamentares em geral tem crescido de forma substancial desde 2020. Elas se tornaram a principal ferramenta de poder de deputados e senadores em suas bases eleitorais e são usadas como moeda de troca em negociações entre Congresso e Executivo, tanto no governo de Jair Bolsonaro (PL) como no de Lula.

A influência das emendas Pix se ampliou especialmente no último ano, com as eleições municipais. Mas, se por um lado essa verba chega de forma mais ágil, por outro pode potencializar o favorecimento de aliados políticos e abrir brecha para desvios de dinheiro.

O Ministério Público Federal, por exemplo, já abriu procedimentos para monitorar recursos desse tipo enviados para ao menos 400 municípios e três governos estaduais.

A análise da Folha cruzou as chamadas “notas de empenho” das emendas —que detalham, por exemplo, se uma mesma doação foi para mais de uma cidade— com o IDHM do Atlas Brasil, que leva em conta longevidade, educação e renda. Apesar de ser de 2010, ele ainda é o índice mais atualizado disponível a nível municipal.

O levantamento aponta que 111 dos 5.565 municípios do país receberam 100% de suas emendas individuais na modalidade Pix, sem vinculação prévia a projetos, ao longo dos últimos dois anos. Desses, 41 têm um índice de desenvolvimento “baixo” (não há cidades de IDHM “muito baixo” nessa situação).

Os três deles que mais se beneficiaram foram Afonso Cunha e Peritoró, no interior do Maranhão, e Choró, no sertão do Ceará. O primeiro tem pouco mais de 6.000 habitantes e empenhou R$ 14,8 milhões, o que representa R$ 2.400 por pessoa, valor 5 vezes superior à média do país (R$ 438 por habitante).

“O cálculo não é pela população, e sim pelas melhorias ao município”, diz o ex-prefeito Arquimedes Bacelar (PDT), cuja família fundou a cidade. “Se eu recebo uma emenda pela Caixa Econômica, vou enfrentar uma fila para análise e vou passar dois anos para aprovar um projeto”, argumenta ele, que elegeu seu aliado Pedro Medeiros (PL).

O ex-prefeito critica o que chama de politização do tema das emendas e afirma que as transferências especiais ajudam muito os municípios pequenos: “Poucas verbas e programas federais englobam cidades com menos de 20 mil habitantes. Se não formos até Brasília atrás de recurso”.

Em 2022, a revista Piauí publicou que sua gestão inflou o número de consultas e exames realizados pelo SUS em 2020 para poder receber mais verbas no ano seguinte, o que fez a Justiça bloquear os repasses. Bacelar diz que foi um erro de sistema, que uma auditoria constatou não ter havido desvio e que é um dos defensores da maior fiscalização.

A professora da FGV Graziella Testa, especialista em estudos legislativos, opina que a forma como os órgãos de controle se estruturaram no Brasil teve um impacto negativo na realização de políticas públicas, com gestores engessados e temerosos em gastar —uma tese conhecida como “apagão das canetas”.

“Uma parte da explicação [para a alta porcentagem de emendas Pix] pode ser esses gestores encontrando uma forma de conseguir aplicar verbas em áreas onde antes não conseguiam. É preciso fazer um estudo mais próximo para separar o joio do trigo: ver o que o gestor aplicou e o que é desvio de recurso”, diz.

No final do ano passado, após um embate com o STF (Supremo Tribunal Federal), o Congresso aprovou novas regras para aumentar a transparência das emendas Pix, que não podem ser usadas para despesas de pessoal, devem ter 70% aplicados em investimentos e são de execução obrigatória pelo Planalto.

Agora, os deputados e senadores autores das emendas precisam informar previamente o objeto e o valor das transferências, que devem ir preferencialmente para obras inacabadas. Elas também estão sujeitas a avaliações do TCU (Tribunal de Contas da União).

No início de 2024, o órgão publicou uma norma determinando que os beneficiários desses recursos insiram relatórios de gestão no site Transferegov.br, até julho do ano seguinte ao recebimento. Segundo Atoji, da Transparência Brasil, isso pode ampliar a transparência a partir deste ano, se for seguido.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Os destinos das emendas são de fachadas , sabemos onde elas terminam ! A questão é sem justiça honesta , rápida , transparente e imparcial , fica difícil haver correção!

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Mundo

ONU alerta para risco de guerra sair do controle entre Irã e Israel

Foto: Miki Schauder/Xinhua

As Forças Armadas do Irã lançaram um novo ataque com mísseis balísticos contra Israel na tarde desta sexta-feira, 20. Segundo o Exército israelense, ao menos 35 mísseis foram disparados contra as cidades de Haifa, Bersheeva e Tel-Aviv.

Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU também se reuniu nesta sexta para discutir o confronto entre Israel e Irã. Antonio Guterres alertou para o risco de a guerra sair de controle.

“Não estamos caminhando lentamente em direção a uma crise, estamos correndo em direção a ela”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao Conselho de Segurança em Nova York. Ele pediu a Israel e ao Irã que resolvessem suas diferenças pacificamente.

O ataque em Haifa teve como principal alvo a área do porto da cidade, um dos principais em Israel. Grandes colunas de fumaça foram vistas na região, depois de o sistema de defesa aéreo israelense não conseguir interceptar todos os mísseis balísticos iranianos.

Sarit Golan-Steinberg, vice-prefeito de Haifa, disse que edifícios próximos ao principal porto da cidade foram danificados após um míssil iraniano ter caído nas proximidades. “Estamos indo de prédio em prédio para avaliar os danos”, disse. Em resposta, a Força Aérea israelense atacou baterias antiaéreas no sudoeste iraniano.

O Irã atacou ainda instalações militares e centros de apoio operacional em ataques noturnos contra o centro de Israel e a área do Aeroporto Ben Gurion, informou a Guarda Revolucionária Islâmica em um comunicado publicado pela mídia estatal iraniana. O país utilizou drones Shahed-136 e mísseis de propulsão sólida e líquida, segundo o documento.

No início do sábado, as Forças de Defesa de Israel disseram que a força aérea israelense havia iniciado ataques no centro do Irã visando o que disseram ser locais de armazenamento e lançamento de mísseis.

No centro-norte do Irã, em Qom, um ataque israelense atingiu o quarto andar de um prédio, matando um adolescente de 16 anos e ferindo outros dois, que foram transferidos para centros médicos, informou um porta-voz do governo provincial de Qom em um comunicado divulgado pela IRNA, a agência de notícias oficial do Irã.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que Saeed Izadi, comandante do Corpo Palestino da Força Quds do Irã, também foi morto em um ataque a um apartamento em Qom. Izadi “financiou e armou o Hamas” antes dos ataques de 7 de outubro, disse Katz, chamando o ataque de “uma grande conquista para a inteligência israelense e a Força Aérea”.

O líder da segunda brigada de veículos aéreos não tripulados do IRGC, que estava envolvido em ataques de drones contra Israel a partir do sudoeste do Irã, foi morto nos ataques de sexta-feira, segundo as Forças de Defesa de Israel.

O chefe do exército de Israel, o general Eyal Zamir, alertou para que a população se prepare para uma “guerra longa” contra o Irã. A mensagem foi dada em meio aos ataques do oitavo dia de conflito entre israelenses e iranianos. “Lançamos a campanha mais complexa da nossa história”, disse o general. “Devemos nos preparar para uma campanha prolongada. Apesar dos avanços importantes, dias difíceis nos aguardam.”

Entre os avanços, segundo Zamir, está a redução do arsenal iraniano. Antes da operação, o Irã possuía cerca de 2,5 mil mísseis terra-terra e planejava produzir outros 5,5 mil nos próximos dois anos, e estava promovendo avanços no campo nuclear – que Israel diz, sem apresentar provas, que caminhava para a fabricação de uma bomba atômica, embora Teerã negue que o programa tenha fins militares.

Reunião na ONU

Vasili Nebenzya, embaixador da Rússia na ONU, acusou os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha de espalharem a “invenção infundada” de que o Irã planejava construir armas nucleares.

Na reunião do Conselho de Segurança, ele disse que essas nações e a AIEA, órgão da ONU responsável pela fiscalização nuclear que declarou que o Irã havia violado o tratado de não proliferação, eram “cúmplices” dos ataques israelenses.

Negociações em Genebra

Os ataques ocorrem em meio a negociações entre diplomatas iranianos e europeus que discutem o programa nuclear iraniano e o futuro do conflito em Genebra, na Suíça.

Apesar da disposição em negociar, os principais líderes iranianos condicionam o sucesso das negociações ao fim das hostilidades de Israel, que lançou um ataque na semana passada com o objetivo de destruir o programa nuclear iraniano.

Protestos no Oriente Médio

Milhares de pessoas no Iraque, Líbano e Irã – países de maioria xiita – foram às ruas na sexta-feira de preces para protestar contra a guerra.

Em Teerã, capital do Irã, multidões saíram das mesquitas e invadiram as praças centrais, pisoteando e queimando bandeiras israelenses e americanas enquanto erguiam retratos do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Gritos de “Morte a Israel” e “Morte aos Estados Unidos” ecoaram da multidão de manifestantes enquanto marchavam no que a mídia estatal iraniana chamou de protestos de “raiva e vitória”.

Estadão

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Geral

Para não variar, governo Lula condena defensiva militar de Israel

Foto: reprodução

Na segunda-feira, 9, em mais um brutal ataque russo contra civis ucranianos, dessa vez em duas grandes cidades, Kiev e Odessa, um bombardeio por drones atingiu um hospital e uma maternidade, deixando ao menos 13 feridos.

Não foi a primeira vez, aliás, que Vladimir Putin, sempre tão querido e festejado por Lula, ataca hospitais e maternidades na Ucrânia. Em 2022, em Mariupol, cidade portuária, e em Vilnyansk, região de Zaporizhzhya, o carrasco já havia deixado sua marca.

Em 2024, também em Kiev, outro massacre a um hospital infantil deixou pelo menos 36 mortos. O governo brasileiro, já sob comando do amigão de Putin, jamais correu para condenar a Rússia e prestar solidariedade às vítimas.

Mentir é preciso

Em sentido oposto, principalmente quando se trata de hospitais, Luiz Inácio Lula da Silva, historicamente aliado, “companheiro, amigo e irmão” (assim costumava se referir a este tipo de gente) de ditadores e terroristas mundo afora, é sempre atento e ligeiro.

Se há o envolvimento de Israel, então, nem se fala. Lula berra mais rápido que um bólido de F1. Sobretudo se tal envolvimento for falso, desmentido por imagens e documentos, e alardeado pelo Hamas, de quem o chefão petista se tornou um quase porta-voz.

O caso mais notório é o do hospital Al-Ahli, na Faixa de Gaza, jamais atacado por Israel, mas sacudido por um foguete errante, disparado por terroristas palestinos, que caiu em um estacionamento ao lado, sem deixar vítimas fatais.

Se há o envolvimento de Israel, então, nem se fala. Lula berra mais rápido que um bólido de F1. Sobretudo se tal envolvimento for falso, desmentido por imagens e documentos, e alardeado pelo Hamas, de quem o chefão petista se tornou um quase porta-voz.

O caso mais notório é o do hospital Al-Ahli, na Faixa de Gaza, jamais atacado por Israel, mas sacudido por um foguete errante, disparado por terroristas palestinos, que caiu em um estacionamento ao lado, sem deixar vítimas fatais.

Amigos para sempre

A imprensa mundial e Lula, é claro, acreditaram na mentira do – como é mesmo? – Ministério da Saúde de Gaza, e acusaram Israel de ter bombardeado o hospital, matando milhares de crianças e civis inocentes.

O pior é que, mesmo tendo ficado claro o não envolvimento de Israel, Lula continua a citar de forma mentirosa o episódio, a fim de atacar os israelenses. Aliás, como negar o alinhamento – também histórico – do lulopetismo com os facínoras abaixo?

Yasser Arafat, Mahmoud Ahmadinejad, Muammar Al Gaddafi, Ali Khamenei… Lula e o Partido dos Trabalhadores jamais reconheceram estes ditadores sanguinários, financiadores do terror, como aquilo sempre foram.

Metralhadora giratória

Já Israel, a única democracia do Oriente Médio, que jamais iniciou uma guerra e sempre ou se defendeu ou contra-atacou – previamente ou a partir da iminência de um ataque inimigo – sempre mereceu as piores adjetivações lulopetistas.

Genocida, nazista, higienista, imperialista, intolerante, assassino… Até a Hitler, recentemente, Lula já comparou a própria vítima do holocausto. O chefão petista e sua turba jamais reconheceram o direito dos judeus se defenderem.

E não seria agora a primeira vez, certo? O governo brasileiro, horas após a operação Rising Lion, que destruiu exclusivamente instalações nucleares bélicas do Irã e eliminou os comandantes do regime fundamentalista, já emitiu sua nota oficial contra Israel.

Esperem para morrer

“O governo brasileiro expressa firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional.”

Em primeiro lugar, vamos deixar uma coisa bem clara: a soberania que o lulopetismo invoca ao Irã é a mesma que nega à Ucrânia. Agora, eu pergunto: financiar e armar o Hamas e o Hezbollah, para exterminar Israel e os judeus, é legítimo, Lula?

“Os ataques ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial”. Pergunto outra vez: O programa nuclear bélico do Irã é “um risco para a paz, a segurança e a economia mundial”, Lula?

Não falarão sozinhos

E a nota contra Israel termina: “O Brasil insta todas as partes envolvidas ao exercício da máxima contenção e exorta ao fim imediato das hostilidades”. Sério? Estou enganado ou o vice-presidente Geraldo Alckmin foi ao Irã, ano passado, “exortar” outra coisa?

É de tal sorte cafajeste a nota e a postura do governo Lula, que não mereceriam nem sequer mais atenção, já que a posição brasileira, sob o comando dessa turma, é pública, notória e imutável: a favor do Irã, Hamas e Hezbollah e contra Israel e os judeus.

Mas o silêncio jamais será um bom aliado no combate às iniquidades e vilanias. Se Lula quiser se postar como “amiguinho” de terroristas, que fique à vontade. Do lado oposto terá a vigilância de quem não se vende nem se deixa levar por equivalências toscas e infundadas.

O antagonista 

Opinião dos leitores

  1. Cada qual defende os, A diferença é que As Pessoas De Bem Defendem O Seu País E O Seu povo, Obs Já As Pessoas Do Mal Só Defendem Os Seus ALIADOS, E Manda Prender E Silenciar Todos Os Seus Adversário Políticos,

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Geral

Papa Leão XIV clama por unidade da Igreja e promete não ser “autocrata”

Foto: Reuters

O Papa Leão XIV iniciou formalmente seu pontificado neste domingo (18), estendendo a mão aos conservadores que se sentiam órfãos sob o comando de seu antecessor, clamando por unidade e prometendo preservar a herança da Igreja Católica e não governar como “um autocrata”.

Após um primeiro passeio no papamóvel diante de dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro, Leão XIV foi formalmente empossado como o 267º pontífice da Igreja Católica Romana e monarca soberano da Cidade do Vaticano em uma missa ao ar livre.

Simpatizantes na multidão agitavam bandeiras dos EUA e do Peru, com pessoas de ambos os países o reivindicando como o primeiro papa de suas nações.

Nascido em Chicago, o pontífice de 69 anos passou muitos anos como missionário no Peru e também possui cidadania peruana.

A multidão gritava “Viva il papa” (Vida Longa ao papa) e “papa Leone”, seu nome em italiano, enquanto seu distinto papamóvel conversível serpenteava pela Praça de São Pedro.

Robert Prevost, um homem relativamente desconhecido no cenário mundial que se tornou cardeal há apenas dois anos, foi eleito papa em 8 de maio, após um breve conclave que durou apenas 24 horas.

Ele sucedeu Francisco, um argentino, que faleceu em 21 de abril, após liderar a Igreja por 12 anos, muitas vezes turbulentos, durante os quais lutou contra os tradicionalistas e defendeu os pobres e marginalizados.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, um católico convertido que entrou em conflito com Francisco devido às políticas de imigração linha-dura da Casa Branca, liderou uma delegação americana ao lado do secretário de Estado Marco Rubio, que também é católico.

Vance apertou brevemente a mão do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no início da cerimônia. Os dois se encontraram pela última vez em fevereiro, na Casa Branca, quando se desentenderam ferozmente diante da mídia mundial.

Em seu sermão, lido em italiano fluente, Leo disse que, como líder dos 1,4 bilhão de católicos romanos do mundo, não se encolheria diante dos desafios modernos e que, pelo menos em questões sociais como o combate à pobreza e a proteção do meio ambiente, daria continuidade ao legado do papa Francisco.

Leão XIV afirmou que os cardeais que o elegeram escolheram alguém “capaz de preservar a rica herança da fé cristã e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro, a fim de enfrentar as questões, preocupações e desafios do mundo de hoje”.

Apelo à unidade

O papado de Francisco deixou uma Igreja dividida, com os conservadores acusando-o de semear confusão, particularmente com seus comentários improvisados ​​sobre questões de moralidade sexual, como uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Afirmando que estava assumindo sua missão “com temor e tremor”, Leão XIV usou as palavras “unidade” ou “unido” sete vezes e a palavra “harmonia” quatro vezes.

“Nunca se trata de capturar os outros pela força, pela propaganda religiosa ou por meio do poder. Em vez disso, é sempre e somente uma questão de amar, como Jesus amou”, disse ele, em aparente referência a uma guerra de palavras entre católicos que se definem como conservadores ou progressistas.

“Irmãos e irmãs, gostaria que o nosso primeiro grande desejo fosse por uma Igreja unida, um sinal de unidade e comunhão, que se tornasse fermento para um mundo reconciliado”, disse ele.

Os conservadores também acusaram Francisco de governar de forma opressiva e lamentaram que ele menosprezasse suas preocupações e não consultasse amplamente antes de tomar decisões.

Referindo-se a São Pedro, o apóstolo cristão do século I de quem os papas derivam sua autoridade, Leão XIV disse: “Pedro deve pastorear o rebanho sem nunca ceder à tentação de ser um autocrata, dominando aqueles que lhe foram confiados. Pelo contrário, ele é chamado a servir a fé de seus irmãos e irmãs e a caminhar ao lado deles.”

Ressaltando a linhagem ininterrupta de papas desde São Pedro, o coral entoou o hino tradicional “Tu es Petrus”, que em latim significa “Tu és Pedro”.

Muitos líderes mundiais compareceram à cerimônia, incluindo os presidentes do Peru, Israel e Nigéria, os primeiros-ministros da Itália, Canadá e Austrália, o chanceler alemão Friedrich Merz e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A realeza europeia também ocupou seus lugares nos assentos VIP próximos ao altar principal, incluindo o rei espanhol Felipe e a rainha Letícia.

Como parte da cerimônia, Leão XIV recebeu dois itens simbólicos: uma vestimenta litúrgica conhecida como pálio, uma faixa de lã de cordeiro representando seu papel como pastor e o “anel do pescador”, em homenagem ao primeiro papa, São Pedro, que era pescador.

O anel de sinete cerimonial de ouro é fundido especialmente para cada novo papa e pode ser usado por Leão para selar documentos, embora esse propósito tenha caído em desuso nos tempos modernos.

O acessório mostra São Pedro segurando as chaves do Céu e será quebrado após a morte ou renúncia de Leão XIV.

CNN

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