Étienne Klein, cientista francês que chefia o departamento de pesquisa da Comissão Francesa de Energia Atômica, postou no Twitter uma imagem que dizia ser da estrela mais próxima do Sol capturada pelas lentes do poderoso telescópio James Webb.
O post, que já passou de 18 mil curtidas, mostrava para os seus 92 mil seguidores o que poderia ser um planeta avermelhado, com nebulosas brancas e laranja em um fundo preto.
Mas tudo não passava de uma grande piada. A foto era de um salame do tipo chouriço ibérico.
O tuíte (veja abaixo em francês) dizia: “Foto de Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, localizada a 4,2 anos-luz de nós. Foi capturada pelo JWST. Este nível de detalhe… Um novo mundo é revelado dia após dia.”
Photo de Proxima du Centaure, l’étoile la plus proche du Soleil, située à 4,2 année-lumière de nous.
Elle a été prise par le JWST.
Ce niveau de détails… Un nouveau monde se dévoile jour après jour. pic.twitter.com/88UBbHDQ7Z
O cientista se desculpou pela “pegadinha” e disse que foi uma forma de questionar a credibilidade que vozes de especialistas têm nas redes sociais e ao que considera uma frágil verificação de conteúdo.
“Diante de alguns comentários, sinto-me obrigado a esclarecer que este tuíte que mostra uma suposta foto da Proxima Centauro foi uma forma de diversão. Vamos aprender a desconfiar tanto dos argumentos de autoridades quanto da eloquência espontânea de certas imagens…”, escreveu.
“Bem, na hora do aperitivo os vieses cognitivos parecem encontrar algo para se divertir… Portanto, tome cuidado com eles. De acordo com a cosmologia contemporânea, não há objeto pertencente à charcutaria espanhola, exceto na Terra”, acrescentou.
Uma das entidades investigadas pela Polícia Federal (PF) por envolvimento no bilionário esquema de fraude nos descontos sobre aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contratou o escritório do filho do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, quatro meses antes da operação deflagrada na última quarta-feira (23/4).
Em 2 de dezembro de 2024, o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap) acertou a contratação do escritório do advogado Enrique Lewandowski e de outras duas bancas de advocacia com o objetivo de “representar institucionalmente a associação” junto a vários órgãos federais “de forma a assegurar a manutenção do ACT (Acordo de Cooperação Técnica)”, que é o convênio com o INSS que permite os descontos de mensalidade associativa de aposentados e pensionistas.
Entre os órgãos listados no contrato está a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao ministério comandado por Lewandowski, assim como a própria Polícia Federal. A Senacon tem como principal objetivo proteger os direitos dos consumidores e a prerrogativa de aplicar multas milionárias a entidades que cometem infrações ao Código de Defesa do Consumidor.
Além do órgão vinculado ao Ministério da Justiça, também são citados no contrato atuação junto ao próprio INSS, à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), órgãos que começaram a investigar fraudes nos descontos a partir de dezembro de 2023, quando o Metrópoles publicou as primeiras reportagens revelando o esquema dos descontos indevidos.
Por meio de nota, a assessoria do ministro Lewandowski afirmou que “não há, nem houve, nenhuma atuação do referido escritório no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública”.
Já o advogado Enrique Lewandowski afirmou, por meio de sua assessoria, que o documento obtido pela reportagem “diz respeito a uma proposta de prestação de serviços na área do direito administrativo ao Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap)” e que “não contempla atuação na esfera criminal”.
“Esclarece, ainda, que jamais atuou em nenhum processo no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, completa.
De acordo com o contrato, o valor dos honorários advocatícios ficou definido em R$ 200 mil por mês, sendo R$ 50 mil para o escritório do filho de Lewandowski, por um período de 12 meses, totalizando R$ 600 mil em um ano.
O contrato prevê atuação “no atendimento consultivo às fiscalizações demandadas pelos órgão reguladores dos ACTs” e “assessoria jurídica consultiva para evitar a desabilitação da cliente [Cebap] dos quadros do INSS como entidade autorizada a realizar descontos de mensalidades de seus associados, sempre em âmbito administrativo”.
“Para tanto, iremos participar de reuniões com as diferentes autoridades púbicas que possam tratar da referida habilitação, incluindo, mas não se limitando ao INSS, à Senacon, CGU, TCU e outros para apresentação, realização de diagnóstico e entendimento do estágio atual da relação da entidade com os órgãos”, afirma o contrato.
No dia da operação da PF, o ministro Ricardo Lewandowski convocou uma coletiva de imprensa em Brasília para explicar o escopo da investigação, que cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e seis de prisão por desvio de dinheiro de aposentados que podem chegar a R$ 6,3 bilhões. O Cebap foi um dos alvos da operação — sofreu busca e apreensão em seu escritório na capital paulista.
Na última sexta-feira (25/4), o Ministério da Previdência decidiu suspender todos os acordos de cooperação em vigor e prometeu devolver o dinheiro descontado dos aposentados e pensionistas no mês de abril. Já a devolução dos descontos não reconhecidos pelos beneficiários realizados antes do mês passado, diz a pasta, “serão avaliados por grupo da Advocacia-Geral da União (AGU) que tratará do tema”.
Vou além do seu comentário, “esse Brasil” vergonha pura, desde do descobrimento por Cabral, que esse país não cria vergonha. Em toda as esferas, legislativo, judiciário e executivo.
Tudo envolvido, por isso que esse país nunca irá se libertar dessa quadrilha, em cada local ou instituição que mexa com dinheiro, tem um desses bandidos instalado lá, só para roubar ou desviar, mas com toda honestidade.
➡️👺👺👺A visão de mundo de Frei Chico parece ter mudado pouco nas últimas décadas. A simpatia pelo comunismo nunca desapareceu. Na entrevista à Fórum, ele disse que a esquerda precisa “ir infiltrando militantes” em posições estratégicas dentro da máquina pública.
“Qualquer partido de esquerda que queira chegar ao poder um dia tem que fazer uma programação. Programar, com pé no chão, sem alarde, e ir infiltrando militantes dentro dos órgãos públicos: é juiz, promotor, procurador, essas coisas. Dentro dos militares também. Porque se você não fizer isso, você não vai mudar”, defendeu Frei Chico.
👺💩👺OS PRÓPRIOS CANALHAS AFIRMAM NA CARA DURA.
A varejista americana Target (TGT) decidiu fechar nove lojas em quatro estados para conter perdas decorrentes do aumento dos furtos no varejo.
Uma unidade em Manhattan será fechada, junto com duas em Seattle, três no norte da Califórnia e três em Portland, no estado do Oregon, disse a Target em comunicado na terça-feira (26). As lojas fecharão no dia 21 de outubro.
“Não podemos continuar a operar estas lojas porque o roubo e o crime organizado no varejo ameaçam a segurança da nossa equipe e dos nossos clientes e levam a um desempenho comercial insustentável”, afirmou a varejista. “Sabemos que as nossas lojas desempenham um papel importante nas suas comunidades, mas só poderemos ter sucesso se o ambiente de trabalho e de compras for seguro para todos.”
A Target tem reclamado durante a apresentação de balanços há mais de um ano sobre os prejuízos com furtos, o que aumenta a pressão sobre suas estreitas margens de lucro.
A empresa afirma que o crime organizado no varejo estimula um aumento nas chamadas perdas de estoque (ou shrink, no jargão do varejo em inglês), o que pode ocorrer por roubo externo e interno, danos e erros administrativos. Em maio, o diretor financeiro Michael Fiddelke disse que o impacto das perdas em 2023 deve ser US$ 500 milhões mais elevado do que no ano passado.
As ações caíram 2,5% no fechamento em Nova York. Além do crime, a Target também tem lutado contra a menor demanda por bens como vestuário, brinquedos e artigos de decoração. O preço das ações da empresa caiu mais de 25% este ano, após uma queda de 36% em 2022.
Separadamente, a Federação Nacional do Varejo disse na terça-feira (26) que as varejistas dos EUA têm fechado lojas, reduzido horários de funcionamento e alterado as seleções de produtos devido ao aumento da criminalidade. As perdas totais de estoque aumentaram para 1,6% das vendas no ano passado, disse a NRF, contra 1,4% em 2021. No entanto, a taxa do ano passado ficou em linha com os números de 2019 e 2020.
A Target não é a única varejista a reclamar do aumento dos roubos. A Nordstrom e a Dick’s Sporting Goods estão entre as empresas que citaram dificuldades nos lucros decorrentes do crime no varejo em recentes resultados trimestrais.
O Walmart (WMT) alertou no ano passado que o agravamento dos roubos poderia levar ao fechamento de lojas e recentemente fechou suas lojas em Portland, gerando especulações na imprensa local de que o aumento dos furtos em lojas era uma das forças por trás da mudança.
O Walmart também fechou metade de suas lojas em Chicago este ano, embora tenha dito que o crime não foi o principal impulsionador dessa decisão.
A julgar pelo fechamento de lojas da Target, o crime atinge mais algumas áreas do que outras. A empresa disse que fez investimentos significativos nos nove locais para impedir roubos, incluindo reforço de pessoal de segurança e outras medidas. Mas isso não foi suficiente para controlar “os desafios fundamentais para operar estas lojas com segurança e sucesso”.
A empresa disse que trabalharia com os funcionários das lojas fechadas para oferecer transferências para outros locais. A Target ainda terá mais de 150 lojas nos quatro mercados afetados. O varejista tem uma presença nacional de quase 2.000 lojas.
Olhando para o futuro, a Target disse que continuaria a combater o roubo e o crime organizado, fazendo investimentos em áreas-chave. Esses esforços incluem o aumento do pessoal de segurança, o reforço da formação dos líderes das lojas e do pessoal de segurança para acalmar situações perigosas e, “de forma limitada”, colocar algumas mercadorias trancadas a sete chaves.
A empresa também está fazendo parceria com autoridades policiais e defendendo legislação no Congresso que criaria uma força-tarefa de agências federais para reprimir o crime organizado no varejo.
O parlamento da Coreia do Sul aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei que proíbe a criação e o abate de cães para consumo, encerrando a prática tradicional, mas controversa, de comer carne de cachorro, após anos de debate nacional.
O projeto de lei recebeu raro apoio bipartidário em todo o cenário político dividido da Coreia do Sul, destacando como as atitudes em relação a comer cães se transformaram ao longo das últimas décadas durante a rápida industrialização do país.
A lei proibirá a distribuição e venda de produtos alimentares elaborados ou processados com ingredientes caninos, segundo a comissão correspondente da Assembleia Nacional.
No entanto, os clientes que consomem carne de cão ou produtos relacionados não estarão sujeitos a punição – o que significa que a lei visaria em grande parte aqueles que trabalham na indústria, como criadores ou vendedores de cães.
De acordo com o projeto, qualquer pessoa que abata um cachorro para comer pode ser punida com até três anos de prisão ou multada em até 30 milhões de won coreanos (cerca de US$ 23 mil, aproximadamente R$ 112 mil).
Qualquer pessoa que crie cães para comer, ou que conscientemente adquira, transporte, armazene ou venda alimentos feitos de cães, também enfrenta multa menor e pena de prisão.
Proprietários de fazendas, restaurantes de carne de cachorro e outros trabalhadores do comércio de cães terão um período de carência de três anos para fechar ou mudar de negócio, segundo o comitê. Os governos locais serão obrigados a apoiar esses empresários na transição “estável” para outros negócios.
O projeto agora segue para o presidente Yoon Suk Yeol para aprovação final. Foi proposto tanto pelo partido no poder de Yoon como pelo principal partido da oposição, e recebeu apoio vocal da primeira-dama Kim Keon Hee, que possui vários cães e visitou uma organização de proteção animal durante uma visita de estado presidencial à Holanda em dezembro.
Assim como partes do Vietnã e do sul da China, a Coreia do Sul tem um histórico de consumo de carne de cachorro. Era tradicionalmente visto na Coreia do Sul como um alimento que poderia ajudar as pessoas a vencer o calor durante o verão e também era uma fonte de proteína barata e facilmente disponível numa época em que as taxas de pobreza eram muito mais elevadas.
Existem cerca de 1.100 fazendas de cães operando para fins alimentares na Coreia do Sul, e cerca de meio milhão de cães são criados nessas fazendas, de acordo com o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais do país.
Mas a prática também tem sido criticada nas últimas décadas, com os activistas dos direitos dos animais na linha da frente; grupos internacionais de direitos humanos, como a Humane Society International (HSI), trabalharam para resgatar cães de fazendas sul-coreanas e realocá-los no exterior.
O número de sul-coreanos que comem carne de cachorro também diminuiu drasticamente à medida que a posse de animais de estimação se tornou mais comum. Os consumidores de carne de cão são agora mais velhos, enquanto os sul-coreanos mais jovens e mais urbanos tendem a desviar-se, refletindo tendências semelhantes noutras partes da Ásia.
Em uma pesquisa de 2022 da Gallup Coreia, 64% dos entrevistados eram contra o consumo de carne de cachorro – um aumento notável em relação a uma pesquisa semelhante em 2015. O número de entrevistados que comeram carne de cachorro no ano passado também caiu, de 27% em 2015, para apenas 8% em 2022.
Entre 2005 e 2014, o número de restaurantes que servem cães na capital Seul caiu 40% devido à diminuição da procura, mostraram estatísticas oficiais.
Balas da marca Dori são proibidas pela Anvisa. — Foto: Reprodução / Dori
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização, a distribuição e o consumo de 30 lotes de sete marcas de balas da empresa Dori Alimentos por suspeita de contaminação com Salmonella. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira.
No documento, a agência afirma que a decisão foi tomada “considerando o comunicado de recolhimento voluntário recebido da empresa (…) devido ao potencial risco de presença de Salmonella muenchen nos lotes indicados”.
A empresa anunciou o recolhimento voluntário dos itens, que foram distribuídos pelo país e fabricados em Rolândia, no Paraná, entre 21 de junho e 10 de julho deste ano. (Veja a lista completa abaixo)
“Os pontos de venda e estabelecimentos varejistas foram orientados a interromper imediatamente a venda desses produtos, e o processo de descontaminação, limpeza e higienização da planta fabril afetada já foi concluído”, diz a fabricante em nota.
Aos consumidores que tenham adquirido produtos dos lotes citados, a Dori reforça que não consumam as balas e entrem em contato com o serviço de atendimento ao cliente da empresa para o esclarecimento de dúvidas e processo de reembolso.
O contato pode ser feito pelo telefone 0800 707 4077, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h ao 12h. Ou por e-mail, pelo [email protected]
Além disso, a fabricante reforçou que os demais produtos da marca, assim como outros lotes da mesma bala que não tenham sido mencionados no recolhimento, “são considerados seguros para consumo”. “A Dori reforça seu compromisso contínuo com a qualidade, transparência e a saúde e segurança de seus consumidores”, disse.
Segundo informações do Ministério da Saúde, a Salmonella é uma bactéria que causa intoxicação alimentar e é transmitida justamente pela ingestão de itens contaminados. Os principais sintomas são vômito, dores abdominais, febre, diarreia, cansaço, mal-estar e perda de apetite.
As queixas podem surgir entre 6 e 72 horas após o consumo do alimento contaminado e costumam desaparecer em até uma semana. Os sintomas variam de intensidade de acordo com o nível da contaminação.
Os lotes proibidos das balas Dori:
Balas da marca Dori são proibidas pela Anvisa. — Foto: Reprodução / Dori
Bala Hortelã Recheada
Lote 210624 / Validade: 21/06/2026
Lote 240624 / Validade: 24/06/2026
Lote 250624 / Validade: 25/06/2026
Balas da marca Dori são proibidas pela Anvisa. — Foto: Reprodução / Dori
Bala Bolete Tutti Frutti
Lote 250624 / Validade: 25/06/2026
Lote 270624 / Validade: 27/06/2026
Lote 280624 / Validade: 28/06/2026
Lote 010724 / Validade: 01/07/2026
Lote 020724 / Validade: 02/07/2026
Lote 030724 / Validade: 03/07/2026
Balas da marca Dori são proibidas pela Anvisa. — Foto: Reprodução / Dori
Bala Hortelã Mint 30x600G Bala Morango Recheada
Lote 050724 / Validade: 05/07/2026
Lote 080724 / Validade: 08/07/2026
Lote 240624 / Validade: 24/06/2026
Lote 260624 / Validade: 26/06/2026
Lote 270624 / Validade: 27/06/2026
Lote 280624 / Validade: 28/06/2026
Balas da marca Dori são proibidas pela Anvisa. — Foto: Reprodução / Dori
Bala Morango Recheada
Lote 080724 / Validade: 08/07/2026
Lote 090724 / Validade: 09/07/2026
Lote 100724 / Validade: 10/07/2026
Balas da marca Dori são proibidas pela Anvisa. — Foto: Reprodução / Dori
Dori Regaliz Tijolo
Lote 185 / Validade: 03/11/2025
Lote 186 / Validade: 04/11/2025
Lote 187 / Validade: 05/11/2025
Balas da marca Dori são proibidas pela Anvisa. — Foto: Reprodução / Dori
O vereador Senival Moura (PT) é o líder da oposição na Câmara Municipal de Sâo Paulo e um dos fundadores da Transunião | Foto: Richard Lourenvço / Rede Câmara
Mensagens no celular de Adauto Soares Jorge, ex-diretor da empresa de ônibus Transunião, mostram, segundo a polícia, a existência de pagamentos semanais de R$ 70 mil, feitos por meio do caixa da companhia, ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os diálogos constam de inquérito conduzido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) ao qual o Estadão teve acesso. As investigações estão sob sigilo de Justiça.
A Transunião é uma das três empresas de ônibus da cidade de São Paulo cujos diretores ou acionistas são investigados atualmente por crimes que a polícia liga ao PCC. Ela tem 467 ônibus em sua frota e opera em dois lotes do sistema de transporte público de São Paulo. A apuração do caso, que envolve extorsões, lavagem de dinheiro e organização criminosa, começou com o inquérito sobre o assassinato de Jorge, morto a tiros em 4 de março de 2020, em um estacionamento da rua Cônego Antonio Manzi, no Lajeado, na zona leste. A empresa foi procurada pelo Estadão, mas não respondeu.
Adauto Soares Jorge estava acompanhado por Devanil Souza Nascimento, conhecido como Sapo, um antigo funcionário da Transunião. Devanil era motorista do vereador Senival Moura (PT), líder da oposição na Câmara Municipal de São Paulo e um dos fundadores da Transunião. Segundo a polícia, Devanil seria envolvido com um “esquema” de administração de creches subsidiadas com recursos oriundos da Prefeitura” e foi investigado no inquérito sobre o homicídio – assim como Moura – sob a suspeita de ter conduzido Jorge até o estacionamento, sabendo da armadilha que havia sido montada contra a vítima.
Ambos negam a acusação e suas defesas alegam que eles são inocentes (veja abaixo). Em discurso feito no dia 14 de junho de 2022, no plenário da Câmara, Senival disse: “Operamos com a Transunião até o dia 4 de fevereiro de 2020. No dia 5 teria uma assembleia da empresa, e eu e o Adauto Soares Jorge fomos recomendados a não participar. Quando recebi isso, achei melhor ir embora”, disse o Moura. “Nós (o vereador e Adauto) criamos essa empresa, mas me desliguei.”
O relatório do inquérito do caso, ao qual o Estadão teve acesso, é conclusivo: “Apurou-se, em síntese, que a morte de Adauto Soares Jorge teve relação com um esquema de desvio de verbas da precitada empresa de transportes públicos Transunião, a qual, desde seu nascedouro, ainda no modelo de Cooperativa, vinha sendo utilizada para a lavagem de capitais oriundos do crime, mais especificamente, valores obtidos ilicitamente, advindos da facção criminosa autodenominada Primeiro Comando da Capital”.
Relatório aponta recursos de ‘notórios criminosos’
Senival era uma liderança entre os perueiros da capital nos anos 2000. Foi quando, segundo o relatório assinado pelo delegado Anderson Honorato Santos, os “notórios criminosos” Ricardo Pereira dos Santos, o Cunta, e Alexandre Ferreira Viana, o Alexandre Gordo, teriam providenciado recursos para a campanha eleitoral do político – ele concorreu pela primeira vez a vereador em 2004.
Em troca, afirmou o delegado, o PCC “passou a ocupar grande parte das cotas/ações, vinculadas à indigitada empresa, tornando cada vez mais perigoso o ‘jogo’ de desvio de recursos e branqueamento de capitais, visto que, em grande parte, Senival e Adauto, agora mais do que nunca, teriam que prestar contas à criminalidade organizada”.
De acordo ainda com o documento da polícia, a facção possuía um “preposto junto a Transunião”, responsável pela interlocução e defesa dos interesses da criminalidade na empresa. “Tal preposto foi identificado como Leonel Moreira Martins, notório ladrão de bancos, o qual, como se depreende da análise das mensagens encontradas no aparelho celular da vítima (Adauto), interagia quase que semanalmente com esta, para resolver problemas envolvendo a empresa e os interesses de membros do PCC, vinculados àquela.”
Alegando supostos desvios de verbas da empresa, a facção obteve, em 5 de fevereiro de 2020, o afastamento do aliado de Senival da presidência da Transunião, por meio da destituição de Adauto do cargo. “A mando da referida facção criminosa e por intermédio de Leonel, a presidência da empresa Transunião é passada para um de seus integrantes, Lourival de França Monário, o qual fica incumbido de dar prioridade aos interesses espúrios daquela, em detrimento dos demais cooperados”.
De acordo com o Relatório de Análise de Extração de Dados do aparelho celular de Adauto, cadastrado em nome da empresa Transunião, Leonel Martins comunicava-se “quase que semanalmente com Adauto, e o teor dos diálogos, quase que em sua totalidade”, diziam respeito “a cobranças de valores e repasses” que deviam “ser realizados a parentes de indivíduos vinculados a criminalidade” Às 18h43 de 25 de maio de 2019, por exemplo, Leonel cobra um tratamento preferencial ao ônibus de prefixo 36644, o qual pertenceria à “pessoa de alcunha Perigo”, seu irmão.
“Por meio de pesquisas aos sistemas policiais, descobriu-se que Perigo é o notório assaltante de bancos, vinculado ao PCC e procurado pela Justiça, Anderson de Cássia Pereira”, escreveu o delegado. Outro diálogo destacado pelo policial refere-se à cobrança feita por Leonel a Adauto a respeito “dos valores devidos àquele em decorrência de seu status como membro do PCC e pelos veículos que possui na Transunião”.
A conversa aconteceu em 12 de abril de 2019. Nela, Adauto disse que os repasses da empresa ao PCC estariam limitados à R$ 70 mil por semana. “Contudo, Leonel argumenta que, além de participação nos aludidos R$ 70 mil, devidos aos membros da facção criminosa, também haveria uma outra dívida a ele devida, de responsabilidade da empresa”.
Logo depois, o PCC teria determinado a nomeação de Jair Ramos de Freitas, o Cachorrão, como diretor da empresa. É justamente Cachorrão quem o Deic acusa de ter assassinado Adauto. O delegado ainda investigou a possível participação de Nascimento e do vereador no assassinato e pediu a prisão do petista, mas a Justiça negou. Cachorrão foi preso temporariamente e solto em seguida pela Justiça, a pedido de sua defesa.
Facção decreta morte de vereador
Para o Deic, Adauto foi morto pelo PCC em uma vingança, e o vereador chegou a ter a morte decretada pela facção, mas só não foi morto, segundo relato de uma testemunha protegida, porque concordou em entregar 13 ônibus ao PCC e deixar a direção da empresa. Na época, Senival chegou a pedir proteção à Polícia Civil. Senival e Adauto eram amigos havia 30 anos. O inquérito do caso ainda não foi concluído, pois aguarda perícias nas imagens de câmeras e nos celulares apreendidos.
O advogado do vereador, Márcio Sayeg, afirmou ao Estadão que a acusação não tinha fundamento. “Pediram perícia contábil, quebraram o sigilo e não encontraram nada. Tanto é que ele nem sequer foi indicado no inquérito. Ali é uma cooperativa, não dá para investigar um a um, controlar o que cada um faz”, afirmou o advogado. Ele disse temer que o caso volte à tona por meio de adversários do político neste ano em razão das eleições de 2024.
A defesa de Devanil Souza Nascimento informou que a Justiça revogou sua prisão porque a defesa apresentou as informações pedidas e caiu por terra a acusação da polícia. “Ele se declarou e continua se declarando inocente”, afirmou o advogado Marcos Ribeiro Costa.
O advogado Anderson Minichilo, que defende Cachorrão, disse que seu cliente é inocente e não foi reconhecido pelas testemunhas. “Pedimos a liberdade dele, alegando que o laudo das imagens da perícia era inconclusivo. A acusação da polícia não tinha base sólida para mantê-lo preso.” Isaac Minichilo, que defendeu Leonel Martins, disse que seu cliente foi ouvido pela polícia e é inocente. O Estadão procurou ainda os advogados de Monário e de Alexandre o Gordo, mas não conseguiu localizá-los.
A Controladoria do Município instaurou sindicância sobre a Transunião para averiguar o uso da empresa na lavagem de dinheiro da facção criminosa. Além disso, a Prefeitura de São Paulo afirmou, por meio de nota, que “acompanha e colabora” com a polícia “em tudo que é solicitado” e disse ser de seu “total interesse que todos os esclarecimentos legais sejam feitos perante as autoridades policiais e à Justiça”.
Infelizmente muitos empresários tem que pagar as facções para trabalhar. Eles não querem saber de partido. Vão abrir um mercadinho no Alemão p vcs verem. Pode ser do PT, PL, e todos os outros “P” . Se não pagar não funciona.
Divulgação
Tendência no mercado funerário, o uso de itens pessoais ou que representam a personalidade do falecido ajudam familiares e amigos na adaptação ao luto
Para a maioria das pessoas, a despedida de um ente querido nunca será um momento fácil. Para além da resolução de todos os procedimentos burocráticos, a cerimônia de despedida é um momento doloroso, uma vez que representa encerrar definitivamente o convívio com o indivíduo. No Grupo Morada, a prática de um serviço funerário humanizado já é marca registrada.
De acordo com a coordenadora de acolhimento ao cliente do cemitério, crematório e funerária Morada da Paz e Morada da Paz Essencial, Jacyane Câmara, inicialmente é feito um trabalho de verificação. “Buscamos junto à família objetos que remetam à memória do ente querido. São fotos, bandeira ou camisa do time de futebol favorito e objetos pessoais que ele gostava; isso nos ajuda a entender quem era essa pessoa e identificar traços da sua personalidade”, explica a cerimonialista.
Com essas informações e itens, a equipe do Morada da Paz produz um roteiro que serve de guia para as cerimônias de velório e sepultamento. “As famílias ficam extremamente comovidas e se sentem acolhidas em um momento de muita fragilidade”, destaca Jacyane. “Ao meu ver, esse trabalho honra a memória do falecido e é uma demonstração de respeito e reverência à sua vida na Terra”, destaca a profissional.
A equipe de sepultadores, cerimonialistas e demais envolvidos, também é alcançada de forma sensível por todo o processo humanizado aplicado pelo Grupo Morada. “Para toda equipe fica a sensação de saber que fez o seu melhor para honrar a memória do ente querido e nosso retorno é gratidão da família. Este é um incentivo que nos move a fazer cada dia o melhor para atender os pedidos que recebemos”, finaliza Jacyane.
Luto amenizado
Esta forma de homenagear um ente querido falecido não é apenas um capricho, mas sim uma das formas encontradas pela família de lidar com um momento tão difícil. Segundo a psicóloga do luto do Grupo Morada, Alexsandra Nunes, os rituais de despedida são atos simbólicos que ajudam a expressar sentimentos diante uma perda, possibilitam colocar um pouco de ordem no estado emocional do indivíduo e estabelecem uma conexão simbólica para o evento da finitude.
“Humanizar esse ritual com objetos que lembram a memória e o legado do ente querido agregam uma carga simbólica e emocional, permitindo que você se conecte com sua dor, ajudando você a absorver o que aconteceu e na forma como você está vivendo tudo isso. Eles abrem as portas para que tomemos consciência do processo de luto”, explica a psicóloga.
Personalização
Pioneiro no Rio Grande do Norte em formatos de sepultamento inovadores, ecológicos e personalizados, o Grupo Morada conta com diversas soluções para o momento de despedida. Uma das mais procuradas, a cremação é uma opção cada vez mais escolhida por famílias que buscam uma alternativa sustentável para a despedida dos entes queridos e apresenta uma série de vantagens em relação aos sepultamentos.
Na unidade do Morada da Paz em Emaús, a cremação é realizada em um ambiente que conta com efeitos visuais e sonoros, chuva de pétalas de rosas e a exibição de um vídeo-homenagem projetado de forma mapeada.
Outra vantagem ao optar pela cremação é a possibilidade de prolongar os rituais de despedida e homenagens. Muitas pessoas escolhem aspergir as cinzas em lugares significativos ou mantê-las em uma urna cinerária próximas a si, simbolizando a presença contínua do ente querido que partiu. “Essas opções podem tornar o processo de luto menos doloroso e ajudar a encontrar conforto em lembranças positivas”, complementa Alexsandra.
Os Correios vão concluir, na 1ª semana de abril, uma licitação de R$ 380 milhões para gastar por ano com publicidade. A estatal divulgou em 13 de março os nomes das 4 agências finalistas –leia a íntegra do comunicado (PDF – 6 MB) e a do edital (PDF – 6 MB). Três delas têm ligação com algum escândalo do passado envolvendo o PT.
A licitação milionária é realizada em um momento ruim para os Correios financeiramente. A empresa fechou 2024 com um rombo de R$ 3,2 bilhões –o 2º ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o pior da história para as estatais. Só em janeiro de 2025, o rombo estimado da estatal federal foi de R$ 424 milhões.
Eis os nomes das 4 agências de publicidade finalistas pela ordem de colocação na licitação dos Correios:
Das 4 citadas acima, Cálix, Filadélfia Comunicação e Puxe tiveram, em algum momento do passado, alguém ligado ou citado em um escândalo envolvendo o PT –partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O processo está na etapa de análise de recursos das agências desclassificadas. Caso algum seja aceito, o certame pode se alongar para além da 1ª semana de abril.
CÁLIX COMUNICAÇÃO
Em 1º lugar dentre as finalistas, a Cálix é uma agência de Brasília fundada em 2003. O dono é o ex-policial Marcello Oliveira Lopes, conhecido como Marcellão. Ele foi assessor do ex-governador de Brasília Agnelo Queiroz (PT) durante a gestão petista na capital federal (2011-2015).
Lopes foi demitido após ser citado pela Polícia Federal, em 2012, por suspeita de fazer parte de uma interceptação ilegal de e-mails de adversários políticos. A agência já existia na época e funcionava em paralelo à sua atuação como policial civil.
À época, ele foi apontado como colaborador de Idalberto Matias, conhecido como “Dadá”, que era associado ao grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
A Cálix, hoje, tem o contrato de publicidade com:
Ministério de Desenvolvimento Regional – R$ 55 milhões;
Banco de Brasília – R$ 46 milhões;
Ministério dos Transportes – R$ 15 milhões.
O Poder360 procurou Lopes para perguntar se ele gostaria de se manifestar a respeito da citação da PF. Em resposta, ele disse que o relatório da corporação era “falho” e que sequer foi processado.
“Houve, de fato, um grande equívoco envolvendo meu nome a partir de um relatório de inteligência falho, cujo vazamento gerou interpretações totalmente equivocadas. Reafirmo que não há qualquer processo ou acusação formal contra mim”, disse Lopes a este jornal digital.
FILADÉLFIA COMUNICAÇÃO
A Filadélfia Comunicação, que está em 2º lugar no certame, pertence a Érica Fantini Santos, enteada do advogado José Roberto Moreira de Melo, ex-sócio do publicitário Marcos Valério em uma assessoria empresarial.
Marcos Valério foi um dos principais operadores do Mensalão, que veio à tona no 1º mandato de Lula. Pessoas ligadas a políticos aliados do governo faziam indicações na estatal e pressionavam empresas terceirizadas a pagarem propina em troca de contratos.
A Filadélfia assinou, em novembro de 2024, um contrato de R$ 13,97 milhões para prestar serviços de comunicação digital ao Ministério das Comunicações durante 1 ano.
Ao Poder360, a agência disse não ter ligação com Moreira de Melo.
“A agência Filadélfia esclarece que José Roberto Moreira de Melo não possui qualquer vínculo societário com a empresa. Ele não faz parte da sociedade, não integra a gestão e não tem qualquer participação nas decisões estratégicas, operacionais ou comerciais da agência”, declarou a empresa.
Moreira de Melo foi condenado pela Justiça Federal no Rio de Janeiro por corrupção ativa e lavagem de dinheiro em um desdobramento do Mensalão. Ele recorre da decisão.
PUXE COMUNICAÇÃO
Já a Puxe Comunicação pertence a Francisco Diniz Borges Simas, filho de Cláudio Diniz Simas, condenado em 1999 por improbidade administrativa junto ao petista David Capistrano (1948-2000), ex-prefeito de Santos (SP).
Cláudio Simas, à época, era dono da agência Sempre Propaganda. Francisco Simas disse a este jornal digital que seu pai não é sócio na empresa, mas que o ajuda: “Ele me auxilia com a sua experiência, mas não é meu sócio. Essas questões ocorreram há mais de 30 anos e foram resolvidas”.
O Poder360 também procurou os Correios para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da licitação de publicidade. A estatal disse que o certame segue as normas legais.
Nenhuma das 4 agências finalistas está entre as maiores do país, segundo ranking do Meio & Mensagem. Foram 37 participantes. Das 33 desclassificadas, 4 estão entre as maiores do país:
Propeg Comunicação Ltda;
Artplan Comunicação S.A;
Ogilvy & Mather Brasil Comunicação Ltda;
DPZ Comunicação Ltda.
PUBLICIDADE E PATROCÍNIO
Desde 2022, os Correios não têm um contrato ativo de publicidade. O ex-presidente Jair Bolsonaro(PL) decidiu não renovar os acordos anteriores por entender que não havia sentido em dar publicidade a uma das empresas mais presentes no país.
Quando se trata de patrocínio, a história é outra. O infográfico a seguir mostra que os Correios passaram a gastar com esse tipo de despesa assim que Lula assumiu o Planalto:
Os Correios enfrentam uma crise financeira desde que o atual presidente, o advogado Fabiano Silva dos Santos, 47 anos, assumiu o comando da estatal.
OUTRO LADO
Eis a íntegra da resposta dos Correios:
“O processo de licitação para publicidade dos Correios segue estritamente as normas legais e os critérios estabelecidos no edital.
“Atualmente, está em fase de julgamento das propostas técnicas e análise de recursos.
“A próxima etapa é a abertura das propostas de preços, seguida da análise dos documentos de habilitação. Somente após a conclusão dessas fases, as agências vencedoras serão oficialmente definidas.
“Os Correios são rigorosos no cumprimento da legislação e das normas de integridade. Caso sejam identificadas quaisquer irregularidades que comprometam a idoneidade de uma empresa classificada, todas as medidas cabíveis serão adotadas, incluindo desclassificação e demais sanções previstas na lei.”
Eis a íntegra da resposta da Filadélfia:
“A agência Filadélfia esclarece que José Roberto Moreira de Melo não possui qualquer vínculo societário com a empresa. Ele não faz parte da sociedade, não integra a gestão e não tem qualquer participação nas decisões estratégicas, operacionais ou comerciais da agência.
“Além disso, a Filadélfia não tem qualquer relação com figuras ligadas ao escândalo do mensalão, como Marcos Valério ou Cristiano Paz. Trata-se de uma nova empresa, com nova gestão, construída de forma independente e profissional.
“Com uma atuação ética e transparente, a Filadélfia conquistou espaço no mercado e é hoje uma agência reconhecida e premiada, atendendo a uma sólida carteira de clientes dos setores público e privado. A consistência do trabalho desenvolvido nos últimos anos permite que a agência atue com segurança e competência em contratos de grande porte, como é o caso dos Correios.
“A trajetória da Filadélfia é resultado de um trabalho sério, responsável e comprometido com a excelência em comunicação, com entregas que reforçam a confiança de seus clientes e parceiros”.
Eis a íntegra da resposta da Cálix:
“Esclareço que nunca fui processado, tampouco intimado para prestar qualquer oitiva na Polícia Federal. Houve, de fato, um grande equívoco envolvendo meu nome a partir de um relatório de inteligência falho, cujo vazamento gerou interpretações totalmente equivocadas. Reafirmo que não há qualquer processo ou acusação formal contra mim.
“Informo ainda que não possuo qualquer vínculo ou relação pessoal ou profissional com o presidente dos Correios, Sr. Fabiano Silva dos Santos. Da mesma forma, não mantenho qualquer ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT), seja atualmente ou no passado.
“Permaneço à disposição para eventuais esclarecimentos adicionais.
“Atenciosamente,
Marcello de Oliveira Lopes”.
O contato com a Puxe foi feito por telefone. O dono Francisco Simas declarou que os problemas enfrentados por seu pai foram há mais de 30 anos, que segue rigorosamente a lei e que não tem relação com a atual gestão dos Correios e tampouco com o PT.
Onde tem PT tem escândalo de corrupção, essa é a especialidade de Lula, este é o único motivo deles serem contra a privatização.
O PT com a liderança de Lula é uma máquina de destruir estatais
O PT entende de rombo=Má gestão=CorruPTção. Rombo nas contas públicas, rombo nas empresas governamentais, rombo na PREVI, rombo nos Correios, Rombo na Petros … Não vamos falar do MENSALÃO e PETROLÃO.
Revelações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, alvo de investigação por fraude bilionária, colocaram a Corte sob pressão nas últimas semanas. Documentos obtidos durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal e pelo Banco Central (BC), e reportagens publicadas pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, detalham relações de integrantes do tribunal com a instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro.
O caso ganhou novo alcance depois que o ministro Dias Toffoli assumiu o processo que apura fraude na venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes ao Banco de Brasília (BRB) e decretou sigilo total sobre os autos.
Dias Toffoli
Toffoli viajou a Lima, no Peru, para assistir à final da Libertadores no jato de um empresário, acompanhado pelo advogado Augusto Arruda Botelho — defensor de um dos investigados na Operação Compliance Zero. A informação foi revelada por Lauro Jardim, de O Globo.
Horas após o retorno, o ministro assumiu o processo sobre o Master e impôs sigilo integral aos autos — o que Jardim classificou como “sigilo master”.
Depois disso, Toffoli atendeu a um pedido de Botelho para que seu cliente, Luis Antonio Bull, tivesse acesso amplo às provas do caso. Enquanto isso, o público continuou sem acesso ao conteúdo do processo, que ficou estagnado no Supremo.
Alexandre de Moraes
Documentos obtidos no celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, mostraram que o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou contrato com o Master em janeiro de 2024 — quando o banco já estava sob escrutínio do Banco Central.
O acordo previa pagamentos de R$ 3,6 milhões mensais durante três anos, totalizando R$ 129,6 milhões até 2027, ano em que Moraes deve assumir a presidência do STF.
Mensagens internas encontradas pela PF mostram que Vorcaro considerava os pagamentos ao escritório como prioridade absoluta, afirmando que não poderiam ser atrasados. Com a liquidação do banco, os repasses teriam sido interrompidos, mas estimativas baseadas no período vigente indicam que cerca de R$ 79 milhões foram pagos. Os filhos do ministro, Alexandre e Giuliana, também atuam no escritório.
O contrato previa atuação do escritório perante o Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária, Banco Central, Receita Federal, PGFN, Cade e Congresso. Questionados por O Globo, BC, Receita, PGFN e Cade não confirmaram nenhuma atuação formal do escritório em nome do Master.
Até agora, o único documento público identificado é uma queixa-crime apresentada em abril de 2024 contra o investidor Vladimir Timmerman, ligada a um litígio envolvendo a Gafisa.
A queda do Banco Master
O Banco Master enfrentava crise de liquidez desde 2023, após crescimento acelerado associado à venda de títulos com rentabilidade acima do mercado. Em março de 2024, o BRB propôs comprar 58% do banco por cerca de R$ 2 bilhões, mantendo Vorcaro no controle — operação considerada atípica por técnicos.
Ao auditar os dados, o Banco Central descobriu que o Master havia vendido ao BRB R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes, apresentando contratos fraudados para captar recursos.
A descoberta levou à deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro e de outros executivos. No mesmo dia, o BC decretou a liquidação do Master e afastou sua diretoria.
Tensão no STF e expectativa sobre a PGR
O processo foi remetido ao STF por decisão de Toffoli. Há expectativa de que o procurador-geral da República, Paulo Gonet — cuja indicação contou com apoio de Moraes — mantenha o caso sob sigilo e no âmbito do Supremo.
Nos bastidores do tribunal, segundo apuração de O Globo, ministros admitem que as revelações afetam a imagem da Corte. O presidente do STF, Edson Fachin, discute a implementação de um novo código de ética.
Enquanto isso, a postura de Toffoli e Moraes mantém o tribunal sob forte pressão pública.
A Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta quarta-feira (25), o reajuste salarial dos servidores públicos da área da Educação da capital Potiguar. O aumento foi encaminhado pelo Chefe do Executivo por meio do projeto de lei 215/2026 e apreciado em regime de urgência na casa legislativa. O objetivo é adequar a remuneração dos profissionais do magistério da cidade ao Piso Nacional da Educação, reajustando os vencimentos dos professores em 5,4%.
De acordo com o líder do governo na Casa, vereador Aldo Clemente (PSDB), o reajuste salarial aos servidores da Educação está dentro das medidas de controle orçamentário do município, pois visa manter a valorização do funcionalismo público.
“Esse reajuste é um compromisso do prefeito Paulinho Freire que, com muita responsabilidade, pé no chão e controle orçamentário está conseguindo atender as categorias, principalmente a parte da Educação que merece uma atenção especial. Nós temos que evoluir muito ainda, mas temos que reconhecer a disposição, reconhecer os avanços da educação, como na parte de alimentação, que teve uma melhora para os alunos, na parte das estruturas, com as manutenções em algumas escolas municipais, na questão do fardamento também e, principalmente, na parte de valorização do quadro de servidores”, apontou Aldo Clemente.
O Plenário apreciou, ainda, outras sete matérias, sendo três em segunda discussão. Entre estas, o PL 297/2025, de proposição do vereador Chagas Catarino (União), o qual institui a política de incentivo econômico “Natal Cidade Criativa”, voltada para os setores da moda, design, gastronomia, audiovisual e artesanato. Segundo o autor do projeto de lei, a iniciativa irá permitir um maior desenvolvimento das atividades comerciais localizadas nas periferias da cidade.
“Hoje nós vemos nossas comunidades desenvolvendo esses comércios e, a Prefeitura de Natal, fomentar, divulgar essas cinco áreas, é muito importante. A gente fica feliz, porque foi a comunidade quem trouxe essa ideia. Por exemplo, temos o bairro de Nova Natal, que tem um comércio grande de moda, a gente tem a Cidade da Esperança, que tem um comércio grande de gráfica, e nós precisamos incentivar essas áreas”, explicou Chagas Catarino.
Também foi aprovado em segunda discussão o projeto de lei 99/2025, de autoria do vereador Daniell Rendall (Republicanos), o qual versa sobre a adoção de medidas de segurança para os servidores de órgãos municipais a partir da implantação de medidas de controle de acesso nesses ambientes. Conforme explicou o propositor, o projeto partiu de uma demanda de servidores, os quais solicitaram serem resguardados durante seus expedientes.
“Foram os próprios servidores que vieram a mim e pediram para que algo fosse feito, pois não há protocolos de controle de acesso nas secretarias. As pessoas chegam da forma que querem, a hora que querem, às vezes ofensivos, acontece alguma coisa e, até que se descubra quem foi, a gente não sabe. Então, esse projeto busca estabelecer diretrizes mínimas para que se tenha um protocolo de segurança para resguardar a integridade dos servidores que fazem a Prefeitura acontecer”, declarou Daniell Rendall.
Uma megaoperação foi deflagrada, na manhã desta quinta-feira (28), contra um intrincado esquema bilionário no setor de combustíveis com infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A força-tarefa — composta por cerca de 1.400 agentes — cumpre mandados de busca e apreensão e prisão contra mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A Operação Carbono Oculto foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e conta com apoio do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Polícias Civil e Militar, Receita Federal do Brasil, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, ANP (Agência Nacional do Petróleo) e PGE (Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo), por meio do GAERFIS (Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal).
De acordo com a investigação, o esquema criminoso, que tem participação do PCC, lesou não apenas consumidores que abastecem seus veículos, mas “toda uma cadeia econômica”. A investigação aponta um valor R$ 7,6 bilhões somente em sonegação de tributos por meio do esquema.
Conforme o MPSP, o PCC está associado a uma rede de organizações criminosas, cujos vínculos são estabelecidos de forma permanente ou eventual, e convergente, de modo a assegurar a efetividade das atividades econômicas ilícitas, notadamente por meio da sua inserção na economia formal, como é o setor de combustível e o sistema financeiro.
Os mais de 350 alvos são suspeitos da prática de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato. As irregularidades foram identificadas em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis.
De acordo com a investigação, um dos principais eixos da fraude investigada passa pela importação irregular de metanol. O produto, que chega ao país pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, não é entregue aos destinatários indicados nas notas fiscais. Em vez disso, é desviado e transportado clandestinamente, com documentação fraudulenta e em desacordo com normas de segurança, colocando em risco motoristas, pedestres e o meio ambiente.
O metanol, altamente inflamável e tóxico, é direcionado a postos e distribuidoras, nos quais é utilizado para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários à organização criminosa.
Foram detectadas fraudes em mais de 300 posto de combustíveis. Consumidores estariam pagando por volumes inferiores ao informado pelas bombas, o que é classificado como fraude quantitativa, ou por combustíveis adulterados fora das especificações técnicas exigidas pela ANP, a chamada fraude qualitativa.
A investigação apurou ainda que proprietários de postos de gasolina que venderam seus estabelecimentos não receberam os valores da transação e foram ameaçados de morte caso fizessem qualquer tipo de cobrança.
Segundo o Ministério Público, o fruto dessas fraudes foi realocado em uma complexa rede criminosa que oculta os verdadeiros beneficiários em camadas societárias e financeiras, especialmente em shell companies, fundos de investimento e instituições de pagamento.
Com esses recursos, os criminosos financiaram a aquisição de usinas sucroalcooleiras e potencializaram a atuação do grupo, que absorveu em sua estrutura criminosa distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis.
As transações financeiras do grupo transitam por fintechs controladas pelo crime organizado, cujo portfólio de clientes é formado majoritariamente por empresas do setor. De acordo com os responsáveis pela investigação, a escolha por uma instituição de pagamento – em vez de bancos tradicionais – visa dificultar o rastreamento dos recursos. As fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados.
Além das medidas de natureza criminal, o CIRA/SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo) afirma que vai adotar providências judiciais para bloquear bens suficientes para recuperar o tributo sonegado, cujo montante atualizado é estimado em R$ 7,6 bilhões.
É isso que acontece tece, quando o país é governado por criminosos, PCC e CV estão nadando de braçadas, pois sabem que seus cúmplices no governo, STF e PTralhas, vão livrar sua barra. Esse valor de 7,6 Bilhões, pode multiplicar por 100, esse sim é no mínimo o tamanho do estrago que a união, PTralhas +PCC +CV, tem feito ao país e aos cidadãos que pagam seus impostos. Sem contar o estragoaos automóveis que utilizam os combustíveis adulterados e os ex proprietários de postos que perderam seus comércios, e com certeza os assassinatos que devem estar ocorrendo e não identificados os motivos.
As tradicionais cerimônias em alusão ao Dia da Lembrança, realizadas no dia 2 de novembro, promovidas pelo cemitério, crematório e funerária Morada da Paz, já estão com programação confirmada. O objetivo da iniciativa é acolher os visitantes nesta data tão significativa e oferecer a oportunidade de revisitar a memória dos entes queridos, através de celebrações religiosas e visitação aos espaços onde estão sepultados.
No Rio Grande do Norte, em Emaús, a programação tem início às 7h30 com uma missa celebrada pelo Padre Sávio. Em seguida, às 10h30, haverá uma palestra espírita. Às 14h, será realizado um culto evangélico e, para finalizar o dia, uma segunda missa será celebrada às 16h celebrada pelo arcebispo Dom João Santos.
Na unidade do Morada da Paz em São José de Mipibu, haverá uma missa às 9h30. Já no cemitério do Morada da Paz Essencial, em São Gonçalo do Amarante, o local estará aberto à visitação, mas sem celebrações religiosas, funcionando dentro do seu horário normal.
Haverá, ainda, distribuição de fitinhas com mensagens para o público homenagear seus entes queridos, além da presença de instrumentistas que tocarão canções para acalentar os visitantes.
Para aqueles que não puderem comparecer presencialmente, o Morada da Paz oferece a possibilidade de realizar homenagens virtuais por meio da plataforma Morada da Memória. Nela, é possível escrever mensagens, enviar flores e até acender uma vela virtual. Tudo pode ser feito acessando o site: moradadamemoria.com.br.
Quem desejar antecipar a homenagem com flores nos jazigos pode entrar em contato com a floricultura do Morada da Paz, por meio do WhatsApp 0800 123 4848 ou do site floricultura.moradadapaz.com.br e solicitar o atendimento. Os clientes do cemitério e crematório têm 5% de desconto acessando o Clube de Descontos Morada da Paz, disponível em clubededescontos.moradadapaz.com.br.
Iniciativa para Ampliar Doações de Órgãos
Além da programação religiosa, representantes dos cartórios do Rio Grande do Norte estarão presentes ao longo do dia no Morada da Paz em Emaús, realizando uma ação informativa sobre a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO). No Brasil, altas taxas de recusa na doação de órgãos resultam na morte de cerca de 3 mil pessoas por ano enquanto aguardam na fila de transplante.
No mesmo dia, pela manhã, o Colégio Notarial do Brasil – Seção Rio Grande do Norte (CNB/RN), entidade que representa a classe, promoverá também um evento na Praça Cívica, em Petrópolis, a partir das 8h, com a participação de cinco cartórios de Natal. A iniciativa visa divulgar e facilitar o acesso da população a esse importante ato de cidadania, promovendo o registro de doadores de órgãos.
Entrelaços
Assim como foi nas missas em homenagem ao Dia das Mães e ao Dia dos Pais, a programação religiosa no Dia da Lembrança integra a campanha “Entrelaços” do Grupo Morada junto às suas marcas Morada da Paz, Morada da Paz Essencial – Assistência Funeral e Morada da Paz Pet, ao longo de 2024. O conceito da campanha destaca a beleza e a profundidade dos encontros, especialmente na jornada compartilhada de vida e partida. A proposta é enfatizar que, embora a perda seja uma experiência dolorosa, a conexão com os entes queridos continua viva através das memórias e ensinamentos partilhados.
“Queremos que os visitantes compreendam que os encontros e relações são presentes preciosos que continuam a nos fortalecer, confortar e orientar, mesmo após a partida de alguém especial. “Entrelaços” é um lembrete de que, na vida, estamos todos conectados, e cada história de vida se entrelaça com muitas outras”, destaca a gerente de marketing do Grupo Morada, Eliza Fonseca.
Programação:
Morada da Paz Emaús (Parnamirim)
7h30 – Missa
10h30 – Palestra espírita
14h – Culto
16h – Missa de encerramento
Morada da Paz Mipibu (São José de Mipibu)
9h30 – Missa
Morada da Paz Essencial Zona Norte (São Gonçalo do Amarante)
Aberto à visitação normalmente
A corretora imobiliária Tathiara Barbosa Fonseca, de Gravataí, no Rio Grande do Sul, viu um dia no Instagram recomendações sobre os cursos de uma influenciadora com dicas sobre como faturar alto no Aviator, um jogo no qual o usuário tenta adivinhar a hora certa de parar um avião durante a decolagem.
Com as lições do curso e o incentivo das influenciadoras, a corretora baixou o aplicativo para arriscar a sorte. Ela vivia um período de estabilidade financeira, ganhando em média 15 mil reais mensais. De início, apostou entre 25 e 50 reais. Com o tempo, foi aumentando o valor das apostas. Chegou a faturar 72,5 mil reais de uma só vez e, empolgada, apostou toda a quantia obtida para multiplicá-la. Perdeu tudo.
Fonseca começou a se descontrolar nas apostas. Em um único dia, torrou 100 mil reais no Aviator e em outros jogos. Depois de raspar toda a conta, a corretora começou a fazer empréstimos. Primeiro com bancos, depois com agiotas. “O algoritmo primeiro te fascina, depois te aprisiona e depois te tira tudo”, diz ela. “Eu sonhava com o barulho e as cores do joguinho.”
Ao longo de três anos, perdeu 1.883.981,08 reais, sem falar nos juros e encargos de empréstimos, contam os jornalistas João Batista Jr. e Alessandra Medina* em reportagem na edição deste mês da Revista Piauí. A reportagem relata o impacto das bets no país, narra os caminhos políticos da regulamentação e revela os cachês multimilionários de famosos como os influenciadores Carlinhos Maia, GKay, Maya Massafera e Virgínia Fonseca, e o ator Cauã Reymond, para promover a jogatina.
Há dois tipos de plataformas de bets (“apostas”, em inglês). Um é o dos jogos, como o Aviator (conhecido como “aviãozinho”), o Balloon (“balãozinho”) ou o Fortune Tiger (“o tigrinho”), o mais famoso deles. Todos são adaptações digitais de videogames ou de caça-níqueis de cassinos. Simulam que tudo depende da habilidade do jogador, quando, na verdade, depende da sorte. A outra modalidade da jogatina online é a de palpites esportivos, em geral sobre futebol. As apostas versam sobre múltiplos aspectos – o placar do jogo, se alguém receberá um cartão amarelo ou vermelho, se algum jogador fará gol contra.
Só nos primeiros oito meses do ano passado, 24 milhões de brasileiros gastaram, em média, 20,8 bilhões de reais por mês nas bets, de acordo com o Banco Central. Esse número contabiliza só pagamentos via Pix, já que outros meios de pagamento – como cartões de débito e crédito – estão fora do radar. Os jogos online afetam inclusive o Bolsa Família: dos 14,1 bilhões de reais distribuídos todo mês pelo governo, 3 bilhões foram repassados para as bets – apenas em pagamentos via Pix.
Números indicam que os brasileiros se tornaram usuários pesados das plataformas de apostas
Os números indicam que os brasileiros se tornaram usuários pesados das plataformas de apostas. Em 2022, ano da estatística mais recente disponível, o Brasil foi o campeão mundial: 113,9 milhões de apostas, segundo a Similarweb, que analisa dados de sites. Depois vêm os Estados Unidos, com 77,9 milhões de apostas.
A proporção das apostas chegou a tal ponto que já afeta a economia. O empresário Belmiro Gomes, presidente da rede de atacarejo Assaí, chegou a atribuir às bets os resultados insatisfatórios de suas 294 unidades. Disse que os clientes de baixa renda estão comprando menos comida porque destinam parte de seus ganhos aos aplicativos de apostas. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou que, por causa das apostas, 1,3 milhão de pessoas entraram em inadimplência no primeiro semestre de 2024.
Para provocar tamanho estrago, as bets movimentam uma máquina de propaganda de alta potência. Os famosos e influenciadores são pagos para recomendarem o uso do produto e se engajam pessoalmente na mensagem, como se as apostas fizessem parte de sua rotina pessoal e dos seus ganhos. Os cachês são milionários, com valores até há pouco inéditos no mercado publicitário.
*Colaboraram Camille Lichotti e Gabriela Sá Pessoa
Ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de honra do PT | Foto: NELSON ALMEIDA/AFP – 12.08.2021
Entre 2017 e 2021, o Partido dos Trabalhadores gastou R$ 5,976 milhões com advogados que atuaram, em diferentes períodos, na defesa de alvos da Operação Lava Jato. Os valores podem ser apurados no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que compila a prestação de contas dos partidos. Os valores foram publicados e confirmados pela reportagem do R7.
Todos os anos, a maior parte dos recursos utilizados pelos partidos, de forma geral, vem do fundo partidário. O fundo precisa sempre ser aplicado “na manutenção dos partidos políticos, em despesas como a compra ou aluguel de sedes, no pagamento de pessoal e serviços, bem como na aquisição de bens relacionados ao exercício da atividade partidária, entre outros gastos”, como explica o próprio TSE.
No caso do PT, a sigla gastou no ano passado R$ 109,5 milhões, sendo 95% do valor advindo do fundo partidário. O valor usado para as despesas também é composto de recursos para campanha, Fundo Especial de Financiamento de Campanha e outras verbas, e no ano passado representou quase 5% do total gasto pela legenda.
No caso dos gastos com escritórios de advocacia, entre 2019 e 2021, por exemplo, R$ 1,2 milhão foram usados para pagar a banca que tem Cristiano Zanin como sócio. Zanin é advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o defende em ações relacionadas à Operação Lava Jato.
O ex-presidente será candidato ao Palácio do Planalto neste ano, depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou as condenações do petista proferidas pela Justiça Federal do Paraná. Depois disso, o STF também decidiu que o ex-juiz federal Sergio Moro foi parcial nos processos envolvendo o ex-presidente.
Entre 2018 e 2021, outro advogado consta na lista de despesas do PT, tendo recebido R$ 661,6 mil. Esse defensor atuou a favor do ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares, que foi condenado por lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato.
Outro escritório que também prestou serviços à legenda é o D’urso e Borges Advogados Associados, que recebeu, entre 2017 e 2021, R$ 2,9 milhões. Integra a banca o advogado criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, que tem como cliente da Lava Jato João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.
Em dezembro do ano passado, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou ação que condenou o ex-tesoureiro a seis anos de prisão em regime semiaberto, após entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba, de Moro, era incompetente para julgar o caso.
Observando todos os gastos do partido com advogados nesse período, o maior valor foi para um escritório que defende o diretório nacional, e não especificamente figuras miradas pela Lava Jato. Entre 2017 e 2021, a banca recebeu R$ 8,8 milhões do partido.
Entre as ações, o escritório já defendeu os interesses do PT em um processo contra o acordo feito pela força-tarefa da Lava Jato de Curitiba com a Petrobras que permitia a criação de uma fundação para administrar valores que a estatal pagou em multa a autoridades americanas. Esses valores foram entregues ao Brasil por essas autoridades.
Em nota, o PT diz que “a Lei Orgânica dos Partidos Políticos prevê a contratação de advogados ‘em processos judiciais e administrativos de interesse partidário'”, e afirma que os escritórios em questão, que prestaram os serviços que somam quase R$ 6 milhões, atuaram “em dezenas de processos ao longo de cinco anos”.
“O caso do presidente Lula fala por si: foi absolvido ou teve denúncias e até condenações anuladas por falta de justa causa ou parcialidade em todas as 24 ações a que respondeu. Outros dirigentes também obtiveram vitórias judiciais em casos de perseguição política, alguns até relatados no texto, mas sem o necessário equilíbrio. Nenhuma dessas vitórias da verdade e da Justiça teria sido possível sem a atuação dos advogados contratados pelo PT, em sua autonomia legal e constitucional”, ressaltou.
Merece muito mais. LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA o maior e melhor presidente do Brasil 🇧🇷. Vai voltar pela terceira vez. Parabéns meu MITO esse sim é MITO, saiu da presidência do Brasil com quase 90% de aprovação.
O PT, desde suas origens, não sobrevive sem o dinheiro público. Seja drenando orçamentos públicos, seja inventando leis que criam fundos ou perdoam dívidas dele e dos seus, seja roubando direta e indiretamente, de forma ativa e passiva. O PT é um cancro. O partido mais corrupto da História do Brasil – e Lulladrão o seu maior exemplo de quadrilheiro e criminoso.
Meu amigo, parece brincadeira, onde existe corrupção com o dinheiro público esse partido PT e seus correligionários estão ligados, pense numa sigla que pegou bem para esse partido, dos PTralhas, porque só pensam em roubar e desviar o erário público. Pagar advogado para defender bandido com dinheiro público é o fim de tudo. Ainda ficam os maconheiros e baderneiros da esquerda querendo a volta de um ex presidiário ao poder.
Mané, o falador de merda oficial ou a diarreia ambulante, não poderia perder a oportunidade de se manifestar nessa matéria também, já colocou sua bela opinião. E de uma forma transversal, sempre defendendo seu parceiro, LULADRAO. KkkkkkKkkkk
Esse país é uma maravilha, o cara rouba e com o dinheiro do roubo, utiliza pra pagar nao só advogados, mas juízes de 1a 2a 3a suprema merda e tudo que for falar da puta que se corrompem, aqui no Brasil é bom nem falta o dinheiro nem bandidos para serem corrompidos.
É Luladrão gastão 6 milhões, STF autorizando mais de 4 bi para fundo eleitoral, o Bozo gastando mais de 900 mil em férias. A mamata nunca acaba, só muda de mãos.
O interessante dessa decisão é o motivo, não queremos nós meter na decisão do legislativo Kkkkkkk, agora não pode, quando se trata de mufufa, pila, dindin, facilidades, gastar dinheiro público com ladrão não pode. O STF é cúmplice dessa sujeira que assola o país, tudo isso por ter sido aparelhado pelo partido dos trambiqueiros.
E o pior que o voto que salvou Lulaladrao foi dado pelo Kassio Nunes nomeado pelo MINTOmaníaco das rachadinhas… Haja xadrez 4D né?! A gadaiada pira e catinga de chifre queimado sobe…
Acho que PT dispensa qualquer comentário. Espera-se que a gazela saltitante leve para o STF.
Um dos grandes artistas do pop/rock nacional, Humberto Gessinger tem experimentado diversas sonoridades em seu projeto solo, que percorre o Brasil com a turnê “Quatro Cantos de um Mundo Redondo”, que leva o nome do quarto álbum solo lançado pelo cantor em 2023. O show será apresentado em Natal, dia 13 de setembro, no Teatro Riachuelo. Os ingressos estão à venda a partir de R$ 95,00 na bilheteria do teatro (de terça a sábado, das 14h às 20h) e no site uhuu.com. O evento é uma realização da Viva Promoções.
Seu quarto álbum inédito, “Quatro Cantos de um Mundo Redondo”, traz diferentes formações de banda, e foi lançado em quatro etapas no digital. O próprio Humberto explica essa decisão: “Nunca me senti muito a vontade lançando singles. Sempre me pareceu que, ao escolher uma música para ficar em primeiro plano, estava, na verdade, deixando as outras para trás. Por isso, resolvi lançar as canções no streaming em blocos, divididas pelo formato em que foram gravadas (Power Trio, Trio Acústico, Quarteto e Solo)”.
As primeiras lançadas foram “Fevereiro 13” e “AEIOU”. “Fevereiro 13” foi gravada no icônico Estúdio Atlantis (Estocolmo/Suécia), conhecido por gravações de nomes como Abba, Roxette, Green Day, Aha, Lenny Kravitz, Elvis Costello, The Hives, entre outros. “Escrevi essa canção para minha filha, Clara, que mora em Estocolmo. Gravei a canção lá, no lendário Estúdio Atlantis. Em um mesmo take, cantei e toquei violão captando a sonoridade maravilhosa da sala em um único e clássico microfone. Depois, complementei a faixa com baixo fretless e órgão Hammond. Cruzar um oceano pra gravar de forma minimalista, como se fazia no século passado, com um único microfone que certamente já estava na ativa antes de eu nascer?! Sim. Exatamente!” – explica ele. Já “AEIOU”, gravada em Porto Alegre, é uma canção de Bebeto Alves, figura fundamental para a música gaúcha feita a partir dos anos 70. Nesta versão, Gessinger contou com as participações de Duca Leindecker nos vocais e Marcelo Corsetti na guitarra.
Para gravar “No Delta dos Rios”, “Espanto” e “Vaga Semelhança” ele montou o “Power Trio”, com ele no baixo e teclados acompanhado por Rafa Bisogno na bateria e Felipe Rotta na guitarra. No quarteto, Gessinger toca guitarra de 12 cordas, acompanhado por Fernando Petry no baixo, Diego Dias nos teclados e Luigi Vieira na bateria. Com essa formação, registrou “Um Brinde” e “Toxina”.
“A Noite Inteira”, “Mais que Sombras” e “Começa Tudo Outra Vez” foram gravadas pelo Trio Acústico: Gessinger no violão e viola caipira ao lado de Nando Peters no baixo e Paulinho Goulart no acordeon. Nas dez faixas do álbum, Humberto Gessinger convida os fãs para um passeio pelos cantos do mundo, e pelas várias possibilidades sonoras através quais ele trafega.
“Não é fácil ser objetivo ao falar de um novo trabalho. Há muita emoção envolvida. Mas, se me perguntassem onde eu gostaria de estar nesse momento da minha carreira, eu diria sem dúvida: nos QUATRO CANTOS DE UM MUNDO REDONDO.” – finaliza Humberto. “Quatro Cantos de Um Mundo Redondo” também será lançado nos formatos LP e K7.
Serviço:
Dia: 13 de setembro de 2024
Horário: 21h
Local: Teatro Riachuelo
Classificação indicativa: 16 anos
*menores de idade precisam estar acompanhados dos pais ou responsável autorizado.
Ingressos
Meia entrada a partir de R$ 95,00
Inteira a partir de R$ 190,00
*consulte todos os valores e assentos disponíveis na página de vendas do evento
% Descontos:
50% Meia Entrada (idosos a partir dos 60 anos, crianças de 2 a 14 anos, estudantes, ID Jovem, pessoas com deficiência, professores e doadores de sangue);
50% clientes Unimed Natal (1 ingresso);
30% titulares do Cartão Riachuelo (2 ingressos);
*descontos limitados e não cumulativos
Pontos de venda:
– Bilheteria do teatro (de terça a sábado, das 14h às 20h)
– @uhuuoficial
Realização: @vivapromocoes
Vigente desde o ano passado, o novo arcabouço fiscal entrará em uma situação “muito provável” de inviabilidade pelo limite de despesas já a partir de 2026, segundo um estudo recém-publicado pela MCM Consultores nesta segunda-feira (20).
Em prazos mais longos, acrescenta o relatório distribuído pela consultoria aos seus clientes, a inviabilidade do arcabouço “é certa” e suas regras de funcionamento são “inconsistentes”.
De acordo com a MCM, há dois grandes motivos para isso. Um é a vinculação constitucional de pisos de gastos para a saúde e para a educação. Outro é a indexação de despesas ao salário mínimo, que afetam 39% do orçamento federal.
O estudo lembra que o limite total de despesas do novo arcabouço está sujeito a um crescimento máximo de 2,5% ao ano. Se o aumento das receitas ocorrer em ritmo mais intenso, os pisos da saúde e da educação vão subir proporcionalmente — sem respeitar o limite de 2,5%.
Os demais gastos, no entanto, continuam sujeitos ao crescimento máximo e precisarão respeitar o limite total. Com isso, eles devem acabar ficando comprimidos no orçamento geral, perdendo espaço para as rubricas de saúde e educação.
“No lugar de melhorar a qualidade do gasto, é possível que sejam realizados contratos para fornecimento de serviços e bens desnecessários, simplesmente para atingir o piso exigido pela lei”, sustenta a MCM.
Queriam o quê , esperavam o quê , de um magote de ladrões , amadores , e incompententes , o Brasil é a metamorfose do lixo , cada dia que passa aumenta o chorume e a fedentina. E o mais grave , os bajuladores amauroticos e parvos seguidores , comendo 💩e achando bom 🤢🤮…
Tudo que foi dito indica só aumento de despesas do desgoverno, e todos nós que iremos pagar essa conta na forma de novos impostos ou aumento de impostos.
Estamos próximo do país com maiores impostos do mundo, ninguém vai investir em um país assim.
Respeitem a ciência!😎
Existe uma turma que se manifesta em todas as postagens com comentários políticos agressivos, são pagos ou tem problemas mentais mesmo?
Lá vem os doentes colocando política até numa notícia sobre salame… Pqp 🤣🤣🤣🤣
Depois de Bolsonaro e trump e o pt, o mundo todo aprendeu a mentir, até no mundo científico. Degradação global
Após a eleição de um esquerdista, a França tá perdendo credibilidade.
São engraçados esses cientistas, são parentes próximos dos cientistas da OMS.