Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cidade Satélite, Pitimbu, Zona Sul de Natal RN — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi
Mais uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) em Natal registrou alta demanda e longa espera para atendimento neste início na rede pública de saúde da capital, o que tem ocorrido com frequência.
Nesta segunda-feira (8), pacientes relataram esperar por mais de 8 horas na UPA do Satélite, na Zona Sul da capital potiguar. Alguns deles chegaram a desistir.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) disse que foi registrado “uma demanda maior na última semana para atendimentos nos serviços de urgência e emergência”, o que, por sua vez, “acarretou um tempo de espera maior para pacientes em situações menos graves”, como os de síndromes gripais.
A pasta disse ainda que as unidades tem recebidos pacientes de outros municípios, “o que também corrobora para o aumento do tempo de espera para atendimento na unidade”.
De acordo com a direção da UPA de Cidade Satélite, a média de atendimentos por dia na unidade é de 300 pacientes. Nesta segunda-feira, até 17h, 219 pacientes haviam sido registrados na unidade. Segundo a direção, a demanda está maior, mas a escala de profissionais segue normal, sem nenhum desfalque.
Pacientes chegam a desistir
A recepcionista Joice Cristina desistiu de ser atendida após esperar por quase 8 horas um atendimento. Ela faltou chegou às 9h com dores nas costas e na barriga e até 17h não havia sido atendida.
“O que eles falam é para aguardar e que não tem o que fazer. Ele falou que podia me encaminhar pra outra UPA amanhã [terça-feira], que, caso eu queira, ia deixar marcado. Eu falei que não daria certo, porque eu já faltei o trabalho hoje [segunda]”, explicou.
A dona de casa Marcela do Carmo contou que aguardou com o marido das 9h até 17h30 e não havia sido atendida até então. Ele estava com diarréia.
“A gente foi na UBS do Planalto, mas estava lotada. Tinha médico, mas não tinha enfermeiro. Aí a secretaria me informou que ele não ia ser atendido porque os atendimentos lá eram só para quem estava agendado. Aqui a gente foi classificado, colocaram uma pulseira azul nele. A gente chegou umas 9h e ele ainda não foi atendido. E não tem previsão, porque a UPA está lotada”, disse.
Com um infecção urinária, a chapeira Gabriela dos Santos tentou atendimento por pelo menos 5 horas. “O que eles falam é que o atendimento está pra ser realizado, só que a gente espera…Eles não dão nenhum suporte”, lamentou.
SMS orienta quando procurar a UPA
Ao reconhecer a alta demanda neste período, a SMS orientou que o público deve procurar os serviços das UPA em casos de febre alta acima de 39ºC; fraturas e cortes com pouco sangramento; parada cardíaca; infarto (dor no peito); derrame (AVC); queda com torção e dor intensa ou suspeita de fratura; reação alérgica grave; mordida de animais; acidente de carro/moto; cólicas renais; falta de ar intensa; crises convulsivas; ferimento por arma de fogo ou objeto cortante; dores fortes no peito; vômito constante, queimaduras e tentativa de suicídio.
Sobre os atendimentos no local, a pasta diz que “preconiza os atendimentos em virtude dos graus de urgência os classificando em cores”.
Para os casos de emergência e risco de vida (identificados na cor vermelha), e casos urgentes (identificados na cor amarela), os atendimentos são realizados de uma forma mais rápida e têm prioridade nos atendimentos. Já as cores verde e azul identificam os casos de urgência menor, segundo a SMS, “que podem levar um espaço maior de tempo para receber atendimento, a avaliação da consulta ambulatorial acontecerá por ordem de chegada”.
Para quem mora em Natal e não tem um plano de saúde, é pior assistido por parte da saúde do que quem reside no interior do Estado, pois as maiores cidades tem os hospitais e as clínicas, e as menores cidades, as prefeituras faz convênio com os hospitais particulares e clínicas, Notadamente quem nem todas as pessoas podem fazer um plano de saúde. Infelizmente é muito caro, então só tem uma opção procurar as UBS e postos de saúde, para se curar. Para os que trabalham na saúde pública, são pessoas abnegadas, mas sentem também cansaço, visto ser uma missão difícil, e às vezes até injusta. Os que procuram essas unidades, muitas vezes chegam estressados , sendo até injustos para com os servidores. O Walfredo Gurgel , o maior do Estado inaugurado no dia 15 de março de 1971, com o nome Hospital Geral, desde daquela época, há 52 anos, não houve nenhum governador que tornasse esse Hospital 100%. Houve sim a construção do anexo Clóvis Sarinho, no final do ano de 1997, mas o ideal teria sido a construção de um anexo maior no local onde fica até hoje a empresa ligada ao Governo do Estado a CAERN, como tudo faz parte do governo, não seria difícil se conseguir um local para a CAERN. Infelizmente seria um ato até desumano com os servidores de lá, mas pior seria uma privatização . Se essa providência tivesse sido executada, com certeza , hoje, há mais de 26 anos não existia mais superlotação nos corredores desse hospital, Mas para isso deveria haver uma administração muito boa, porque se resolvia o problema dos espaço, porém deveria ainda existir a falta de materiais, falta de médicos, técnicos de enfermagem, e o pessoal de apoio (ASG). Graça ao nosso bom Deus , desse hospital só precisei uma vez, dia 19 de março de 1983, quando precisei enjessar um pé, mas estou solidário aqueles que padecem por lá, sem a esperança de conseguir ao menos uma maca para dormir. E sem dúvida alguma ainda é o melhor hospital do RN, onde existem bons profissionais, Mas quando chegar um governador de vergonha , com certeza mudo vai mudar.
FALTA TOTAL DE GESTÃO. COLOCAM OS MÉDICOS DE FÉROAS (eles, poderosos e com dinheiro sobrando), SÓ QUEREM GOZAR FÉRIAS EM JANEIRO, E A POPULAÇÃO QUE SE EXPLODA! SERÁ QUE ALVARO DIAS, MÉDICO, QUE GOSTA DE APARECER NÃO PODERIA TIRAR UM PLANTÃO EM ALGUMA UPA?
Ô idiota!
Em nenhuma Upa está faltando médico, não!
O problema é que o número de pacientes aumentou muito. Muito por conta das festas de fim de ano; aumento da temperatura em razão do verão; casos de Dengue, chicungunha e Zica, com uma nesse período. Somados à isso, se for ver, a maioria desses pacientes deveriam ser atendidos na rede ambulatorial, nas unidades básicas se saúde. E pra não esquecer. Tu é mesmo um idiota!
Enquanto isso a desgovernadora foi discursar na abertura do congresso do sindicato dos LADRÕES em Brasília !
O problema da demora é que estão com vários estudantes de medicina na UPA estagiando, com isso o médico de plantão perde tempo para ensinar os procedimentos, causando a demora. Isso não pode acontecer!
Giordano Queiroz recebeu 13 premiações, sendo seis ouros que incluem “melhor campanha de TV (conjunto de programas e/ou inserções), “melhor gerenciamento de crise” e “melhor logomarca”. Outras agências potiguares também foram premiadas
O publicitário potiguar Giordano Queiroz foi um dos profissionais mais premiados no 4º Prêmio Camp da Democracia, o maior do país na área de marketing político, governamental e interesses do Brasil. Gio, como é conhecido, levou nada menos que 13 premiações: 6 ouros, 4 pratas e 3 bronzes. Isso tudo disputando com profissionais de todo o país.
Entre os ouros, ele ganhou Melhor Gerenciamento de Crises (Crise da Mina 18 em Maceió: comunicação assertiva em situação de emergência); Melhor Campanha de Defesa de Interesse (#RealAmazon); Melhor Logomarca (Boulos e Marta, Coragem e Experiência pra São Paulo melhorar); Melhor Foto de um Momento Político (JHC do Povo); Melhor Uso de Humor (Cheguei no Waze – JHC); e Melhor Campanha de TV – Conjunto de programas e/ou inserções (JHC é Massa – JHC).
“É uma grande satisfação ver nosso trabalho reconhecido, mas o prêmio é apenas o reflexo de algo maior: o esforço coletivo de uma equipe dedicada, de sócios comprometidos e de muitos profissionais que dão o melhor de si. Vencer uma eleição não é apenas ganhar nas urnas: é atingir os objetivos definidos no planejamento, o que envolve estratégia, técnica, dedicação e muitas horas de trabalho”, afirma.
A premiação foi entregue na Casa Bisutti, em São Paulo (SP), segunda-feira (25). JHC, no caso, é o atual prefeito de Maceió (AL), João Henrique Holanda Caldas, que foi reeleito em primeiro turno com 83% dos votos, segunda maior votação proporcional em todo país. Nessa campanha ele foi peça-chave para desenvolver as ações que agora foram premiadas.
Também no campo eleitoral, o publicitário destaca sua participação na comunicação dos candidatos Guilherme Boulos e Marta Suplicy, em São Paulo, na qual foi responsável pela identidade visual da campanha.
Além deste trabalho, Gio destaca a série sobre bioeconomia para a COP30 e o projeto Real Amazon para o Governo do Amazonas, que defendeu maiores investimentos da gigante Amazon na proteção da floresta e dos povos amazônicos.
Giordano é sócio da Lógica, empresa especializada em marketing político-eleitoral e digital advocacy, e segue consolidando seu nome como um dos principais estrategistas de comunicação do país.
“Estou nessa estrada desde 2004. De lá para cá, não parei mais: sou um verdadeiro apaixonado por campanhas políticas. No Rio Grande do Norte, participei de campanhas históricas como as de Garibaldi Alves, Rosalba Ciarlini, José Agripino”, conta.
E complementa: “Aos poucos, ampliei minha atuação para outros estados: Mato Grosso, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e também em São Paulo, com o João Doria e recentemente com Boulos. Já atuei em campanhas em praticamente todas as esferas – municipal, estadual e federal – e sigo com o sonho de, um dia, participar de uma campanha presidencial”.
Potiguares são destaque nacional
Além de Giordano Queiroz, outras empresas e profissionais do Rio Grande do Norte também foram reconhecidos no prêmio. A PlanoB, do publicitário Bruno Oliveira, conquistou seis prêmios com a campanha da deputada federal Natália Bonavides para a Prefeitura do Natal.
Já a Art&C, de Arturo Arruda, levou três premiações. Para as cidades com menos de 200 mil eleitores, os destaques do RN foram a Agência 2HC de Mossoró, que somou 13 prêmios; e o jornalista Alan Oliveira, premiado duas vezes com sua agência Persona Marketing.
O resultado consolidou a forte presença potiguar no cenário nacional da comunicação política e eleitoral, com profissionais e empresas que vêm se destacando pela criatividade, inovação e capacidade de entregar resultados expressivos.
“Esses resultados mostram a força do Rio Grande do Norte no cenário nacional, com profissionais e agências que unem criatividade, inovação e técnica em projetos que impactam de verdade a política brasileira”, afirma Giordano Queiroz.
Sobre o prêmio CAMP
O 4º Prêmio CAMP da Democracia é promovido pelo Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (CAMP), que é formado por consultores, estrategistas, jornalistas, publicitários e pesquisadores de diversas áreas provenientes de todas as regiões do País.
O Prêmio CAMP da Democracia, por meio de uma parceria com a Associação Americana de Consultores Políticos (AAPC), utiliza a mesma metodologia de inscrição e julgamento do Pollie Awards. Assim, desde a sua primeira edição, o prêmio do CAMP conta com a expertise para que o modelo de perguntas e o sistema de análise dos integrantes da Comissão Julgadora seja um modelo testado, eficiente e justo.
Confira abaixo as premiações de Giordano Queiroz:
Melhor Gerenciamento de Crises
OURO – (Crise da Mina 18 em Maceió: comunicação assertiva em situação de emergência)
Melhor Ação Digital para Governo, Partido ou Mandato
PRATA – A terra da COP 30
Melhor Campanha de Defesa de Interesse
OURO – #RealAmazon
Melhor Logomarca
OURO – Boulos e Marta, Coragem e Experiência pra São Paulo melhorar
Melhor Foto de um Momento Político
OURO – JHC do Povo
Melhor Ação Viral
BRONZE – Tio J – JHC
Melhor Vídeo para Internet
BRONZE – Foguete no pé – JHC
Melhor Uso de Humor
OURO – Cheguei no Waze – JHC
Melhor Jingle
PRATA – JHC é Massa – JHC
-Melhor Campanha de TV – Conjunto de programas e/ou inserções
OURO – JHC é Massa – JHC
Melhor Peça Única de TV
PRATA – Faz e Posta – Gigantinhos – JHC
BRONZE – Desconstrução – JHC
Melhor Campanha para Prefeito(a)
PRATA – JHC – trabalho não para
O Brasil possui uma carga tributária próxima de 33% do PIB (Produto Interno Bruto). Esse é o valor arrecadado por governo federal, estados e municípios.
Para alguns, um índice adequado diante das despesas geradas por um Estado de bem-estar social abrangente. Para outros, um percentual elevado, considerando o retorno dessa arrecadação para a população em serviços e transferências de renda.
As diferenças de opinião podem estar ligadas também à “sensação” que cada contribuinte tem em relação aos tributos, que recaem de forma mais intensa sobre pessoas de menor renda (a chamada regressividade), assalariados e empresas sem benefícios fiscais, por exemplo.
Um trabalho divulgado no início deste ano por diversos órgãos multilaterais apontou o Brasil como o país com a maior carga tributária entre 26 economias latino-americanas no ano de 2022, seguido por Barbados (30,5%) e Argentina (29,6%).
O valor está bem acima da média da região (21,5%), composta por países com nível de renda semelhante, mas estrutura de serviços públicos mais restrita.
Também fica próximo da média da OCDE (34%), uma das entidades responsáveis pelo documento —e que reúne diversas economias com patamar de renda mais elevado e serviços de melhor qualidade.
O Brasil está acima da média da América Latina em todas as bases: tributos sobre renda, lucro, propriedade, bens e serviços, folha de pagamento e aqueles destinados à seguridade social.
No caso dos bens e serviços, alvo da reforma tributária que está sendo regulamentada neste ano, o peso é de 13,7% do PIB, sendo que a média tanto latino-americana como na OCDE fica entre 10% e 11%. A reforma possui uma trava para evitar o crescimento dessa carga.
Os números apontam elevação da carga tributária em vários países nas últimas décadas. Desde 1990, houve aumento de 6,9 pontos percentuais na América Latina e 5,5 pontos no Brasil, onde parte do crescimento se deve ao fim do “imposto inflacionário” após o Plano Real. Entre os países da OCDE, onde o percentual já era mais elevado, a carga subiu 3,2 pontos percentuais no mesmo período.
No Brasil, esse crescimento se deu principalmente na tributação da renda e do lucro. Os impostos sobre propriedade e consumo se mantiveram praticamente no mesmo nível nessas mais de três décadas.
Uma análise da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão do Senado, apontou que o Brasil possui uma carga tributária elevada para uma economia em desenvolvimento, mas que isso é explicado em boa medida pelo tamanho dos seus gastos sociais. A despesa social representa entre 50% e 70% da carga tributária nos países da OCDE. No Brasil, é cerca de 60%.
Um trabalho do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) questiona a qualidade dessa despesa e mostra que o Brasil possui o menor IDH (índice de desenvolvimento humano) entre os 30 países com maior carga. Com isso, ocupa a última colocação no índice de retorno de bem-estar à sociedade calculado pela instituição.
Na avaliação do presidente-executivo da entidade, João Eloi Olenike, o nível de tributação no país não é compatível com o retorno recebido pelo cidadão. “Temos países em que a carga tributária é maior, mas são países desenvolvidos e que oferecem para a população um retorno bastante significativo, o que não acontece no Brasil.”
Para ele, o país poderia ter alíquotas menores e o mesmo nível de arrecadação. Para isso, seria necessário reduzir benefícios fiscais e também contar com um efeito de redução da informalidade e da sonegação, espalhando mais a carga entre todos.
Pedro Paulo Bastos, professor do Instituto de Economia da Unicamp, diz que o problema fundamental do sistema brasileiro não é o tamanho da carga, compatível com as políticas públicas demandadas pelo cidadão —políticas mantidas por governos da esquerda à direita desde a Constituição. A questão é o caráter regressivo dela, apoiada em tributos indiretos, que afetam comparativamente mais a baixa renda —o imposto de uma laranja é maior, proporcionalmente, à renda de uma pessoa pobre do que à renda de um rico.
Bastos cita dados da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão das Nações Unidas, que mostram queda da desigualdade medida pelo Índice de Gini em 23% nos países da OCDE em razão da política fiscal (tributos e transferências). No Brasil, com uma carga semelhante, a redução é de 16,4%. Na média da América Latina, com um Estado menor, a queda é de apenas 9%.
“O Estado brasileiro reduz muito mais a desigualdade de renda do que outros países da América Latina, pois existe muito serviço público, mesmo que de qualidade inferior ao serviço privado. Mas reduz menos a desigualdade do que nos Estados de bem-estar social europeus.”
Para ele, a redução da tributação sobre o consumo e a taxação maior da renda e patrimônio permitiriam um aumento da carga financiado pelo 1% ou o 0,1% com maior renda, ampliando políticas públicas.
Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que a isenção sobre lucros e dividendos faz com que a tributação máxima dos acionistas de empresas brasileiras seja de 14,2%, considerando a soma do imposto pago na pessoa física e na jurídica.
Cerca de 15 mil pessoas físicas que estão entre o 0,01% mais rico entre os declarantes do Imposto de Renda pagam praticamente o mesmo imposto que um assalariado que recebe R$ 6.000 por mês (13% sobre a renda). Para 3.841 pessoas no topo da distribuição de renda, a tributação na soma da pessoa física e jurídica é de 5,8%, uma sensação de carga bem inferior à média nacional.
A Casa Civil ignorou um processo de improbidade administrativa contra o ex-diretor de Benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ao avaliar a sua indicação para o cargo, em fevereiro de 2023.
Ao ser empossado, naquela época, André Fidelis ficou em situação incomum: comandava a principal diretoria do INSS enquanto a autarquia atuava no Judiciário para condená-lo. A Diretoria de Benefícios é central na análise dos descontos associativos e administra toda a folha de pagamentos da autarquia.
Na ocasião, o chefe da área jurídica do INSS era Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, exonerado após ser citado na investigação da PF (Polícia Federal) e da CGU (Controladoria-Geral da União) como suposto integrante do esquema que fraudou descontos associativos em aposentadorias e pensões da autarquia.
Cabe à Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil avaliar se há óbices nas nomeações para cargos de alto escalão no governo federal. As indicações são encaminhadas por meio do Sistema Integrado de Nomeações e Consultas, criado por decreto em 2019. Na época, técnicos do INSS alertaram o governo do problema.
O padrinho político de Fidelis é a Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), uma das 11 associações citadas pela PF no seu relatório sobre o caso.
A Casa Civil afirma que, “durante o processo de nomeação de cargos comissionados, todas as etapas de checagem de óbices jurídicos ou de outra natureza são cumpridas”.
“O referido processo administrativo foi declarado nulo pela Justiça Federal, decisão que foi confirmada por acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região em outubro de 2022. A mesma decisão foi confirmada posteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo transitado em julgado. Dessa forma, a pesquisa de vida pregressa não identificou óbices jurídicos à nomeação do referido servidor”, afirmou.
Quando a SAJ avaliou o caso de Fidelis, no entanto, o processo estava na fase de embargos de declaração no TRF-5 (Tribunal Regional Federal), que julgava a validade de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra ele.
O PAD considerou Fidelis culpado por improbidade administrativa na contratação de serviço de segurança noturna em 2016 quando ele era superintendente da região Norte/Centro-Oeste do INSS.
A conclusão do processo foi pela sua demissão, alterada em seguida para uma suspensão de 30 dias pela Comissão Disciplinar. A decisão foi tomada em agosto de 2019, e o prazo após recursos para que iniciasse a suspensão era agosto de 2020.
Encerrada a investigação em âmbito administrativo, Fidelis apelou ao Judiciário para conseguir a nulidade do processo administrativo.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região concordou com as alegações de Fidelis e declarou a nulidade do processo administrativo em janeiro de 2021, sem avaliar o mérito das investigações.
O INSS recorreu da decisão. Em outubro de 2022, a sentença de nulidade do processo administrativo foi mantida.
A autarquia então entrou com embargos de declaração à decisão, que foram negados em 28 de fevereiro de 2023, depois da nomeação de Fidelis para o cargo de diretor de Benefícios do INSS.
A autarquia então recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). A corte superior negou o recurso em agosto do mesmo ano.
Questionado, Fidelis disse que “antes mesmo da minha nomeação a decisão do TRF-5 me era favorável, o que posteriormente restou confirmada pela Corte Superior, tendo o transido em julgado ocorrido em 11/10/2023”. “Em suma, não havia nenhum impedimento para a minha nomeação”, acrescentou.
Fidelis foi exonerado em julho de 2024 porque estaria protelando uma auditoria nos descontos associativos intermediados pelo INSS, segundo o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT).
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (30) a autorização temporária de uso emergencial do antiviral Paxlovid, produzido pela Pfizer. O medicamento é indicado para o tratamento de adultos que “não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado” de desenvolvimento da forma grave da doença.
“Todos os processos de medicamentos e vacinas contra a covid-19 submetidos à Agência foram exaustivamente avaliados por uma equipe multidisciplinar de servidores públicos que empenharam todos os seus esforços para que, no Brasil, fosse dado acesso a diferentes vacinas e tratamentos”, ressaltou a diretora e relatora do processo, Meiruze Freitas.
A diretora também ressaltou que o medicamento não substitui a vacina, que continua sendo “a melhor estratégia para evitar a covid-19, as hospitalizações e os óbitos”.
O medicamento é um antiviral de uso oral composto por duas substâncias (nirmatrelvir e ritonavir). Estudo apresentado pela empresa aponta que ele reduziu em 89% o número de hospitalizações e mortes.
O pedido de liberação para uso emergencial foi apresentado à Agência pela Pfizer em 16 de fevereiro. Na decisão de aprovação, a Anvisa explicou que o remédio não deve ser usado em casos graves ou críticos da doença, nem como profilaxia pré ou pós-exposição para prevenção da doença.
O Paxlovid também não deve ser usado por mais de cinco dias. Paciente com insuficiência renal grave ou falha renal, e mulheres grávidas também não devem tomar o remédio. É recomendado, ainda, que seja evitada a gravidez durante o tratamento e até sete dias após o término.
Além disso, o medicamento deve ser acompanhado de explicação do farmacêutico ao usuário sobre a dosagem, modo de uso e possíveis efeitos. Além disso, deve explicar ao paciente que o tratamento é individual e exclusivo do paciente que passou por consulta médica e recebeu a prescrição
O Paxlovid já foi aprovado por agências reguladoras internacionais dos EUA e Europa e já é usado em outros países, como Canadá, China, Austrália, Japão e México. A FDA (Administração de Medicamentos e Alimentos nos Estados Unidos, na sigla em português), recomendou que a medicação seja administrada para pessoas de 12 anos ou mais, que tenham ao menos 40 kg, e apresentem quadro leve da doença, mas com risco de evolução para casos graves.
Outros medicamentos já aprovados pela Anvisa
Evusheld
Coquetel de anticorpos monoclonais desenvolvido pela AstraZeneca, anteriormente conhecido como AZD7442. Recebeu aprovação da Anvisa em fevereiro, mas não possui estoque no País. A farmacêutica informou que o preço do remédio deve ser definido na próxima semana. Acrescentou estar em contato com o Ministério da Saúde sobre a possibilidade de incorporar o produto no SUS e com alguns grupos hospitalares.
Regdanvimabe
Anticorpo monoclonal produzido pela Celltrion Healthcare. Desenvolvido especificamente para o tratamento da doença, deve ser administrado em até sete dias após o início dos sintomas. Possui estoque no País.
Baricitinibe
Inibidor seletivo produzido pela Eli Lilly. Recebeu parecer inicial favorável da Conitec e está avançando para ser disponibilizado pelo SUS em tratamentos para covid-19.
Remdesivir
Antiviral injetável fabricado pela Gilead, tem benefício marginal no controle do vírus. Possui custo elevado. Conitec recomendou a não incorporação pela rede pública em setembro do ano passado.
Outros medicamentos que foram aprovados pela Anvisa para tratar a covid, mas que não foram incorporados para tratamento na rede pública: Sotrovimabe (produzido pela GSK) e Regn-Cov2 (fabricado pela Regeneron em parceria com a Roche). O Xeljanz (Banlanivimabe e etesevimabe), da Pfizer, foi aprovado em abril.
ruído de zumbi rosnando … imagine o cheiro de podre se chegar perto…
Eu toma Janja no apartamento dela de manhã de tarde e de noite, a bichinha cansou foi para Bahia, não pagou o condomínio, deixou a droga de umas parcelas da receita federal, todo mundo procurando ela.
Lula tem uma burrinha chamada tetéu
Caneco arrochado que só um prato de papa.
E os apoiadores de ladrão e de corruptos fica tudo se roendo com inveja
O acervo inclui até mesmo gravações de conversas entre torres de controle de voo e pilotos. Apesar de recheadas de códigos de navegação aeronáutica, as conversas mostram relatos de aviadores e militares sobre terem visto algo que não sabiam o que era.
Dados compilados pela Aeronáutica indicam que entre 1954 e 2005 foram 710 casos de avistamentos de alguma coisa voando. Uma luz brilhante que se mexia no céu, bolas acesas, discos voadores, aeronaves registradas detectadas por radares da FAB e até mesmo avistadas por aviões caças.
Fonte: Arquivo Nacional
Na série histórica de registros oficiais, 1977 foi o ano em que mais recebemos “visitas desconhecidas”. Foram 85 casos. Naquele ano, até a capital federal foi “invadida”. Era 29 de maio. Um documento com carimbo de “reservado” da Aeronáutica reproduz a conversa do Controle de Tráfego Aéreo com um avião militar. O controlador de voo pergunta se o piloto estava conseguindo ver diretamente o objeto que aparecia no radar. Primeiro o piloto diz que nada via. Depois confirma.
“Positivo, sobre o aeroporto. Está se deslocando em pouca velocidade , luz azul, como se fosse uma estrela, mas está se deslocando”. Em reposta, o controlador diz que a luz foi para o centro do Poder federal: “Afirmativo, esse objeto está em deslocamento, com pouca velocidade, se aproximou, veio do setor Norte de Brasília, sobrevoou o Palácio da Alvorada, a Esplanada dos Ministérios. Agora deve estar sobre o aeroporto”.
Registro de OVNIs em 1982 em Anápolis onde está localizada base da Aeronáutica Foto: Reprodução / Estadão
Para quem ficou curioso com a recente discussão organizada no Congresso dos Estados Unidos sobre supostos ETs em solo norteamericano, o arquivo brasileiro não deixa por menos. O material já foi objeto de pesquisa científica e subsidiou até dissertação de Mestrado. Mas pode decepcionar aquele que for buscar novas revelações sobre o mais famoso Extra Terrestre brasileiro, o que teria pousado e circulado pela cidade de Varginha (MG) na década de 1990.
No Arquivo Nacional, os registros oficiais sobre o tema têm até nome. Fazem parte do “Fundo Objeto Voador Não identificado” que, atualmente, é composto por 867 itens. Há de tudo ali. De foto a trecho de vídeo. De relatórios confidenciais a cópias de notícias de jornal.
O caso mais notório e que envolveu o reconhecimento oficial da FAB de que, de fato, OVNIs foram avistados em direção à Brasília, ocorreu em 1986. Na época, caças foram despachados para perseguir aquelas luzes. Os registros do que os militares fizeram para saber o que era aquilo estão relatados em vários documentos com carimbos de confidencial, mas hoje de acesso livre a qualquer curioso com tempo para percorrer o acervo público, mesmo que via internet.
Os documentos reproduzem as transcrições das conversas entre pilotos e as torres de controle aéreo. Pilotos de caça contam como avistaram os objetos, tentaram alcançá-los, mas os perderam de vista ainda que seus jatos estivessem em velocidade subsônica.
O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de Eduardo Cunha e Henrique Alves em ação de improbidade administrativa ajuizada devido ao recebimento de mais de R$ 4 milhões em doações para a campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014. Conforme destacou a ação, a verba ilícita era proveniente de esquema de corrupção para recebimento de propinas ligadas a financiamentos da Caixa Econômica Federal.
De acordo com o MPF, existia uma “parceria criminosa” entre os ex-deputados, que indicavam parceiros políticos para altos cargos na instituição financeira e cobravam propina a empresas interessadas em obter financiamentos. Os dois também foram denunciados na esfera criminal.
As apurações demonstraram que um total de R$ 4,15 milhões foram pagos aos políticos em setembro de 2014 – por meio de um empresário e colaborador das investigações –, sendo utilizados na campanha de Alves a governador do Rio Grande do Norte. Outros R$ 135 mil bancaram o aluguel de um helicóptero para a mesma campanha. As quantias nunca foram declaradas à Justiça Eleitoral.
A sentença da 5a Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte concluiu que “há elementos suficientes de que o parlamentar [Henrique Alves] se beneficiou dos valores exigidos dos empresários como condição para acelerar os processos de aprovação de crédito no FI/FGTS”.
A decisão complementa que é impensável que alguém na situação de parlamentar experiente e com sua proximidade, amizade e parceria com Eduardo Cunha na condução dos trabalhos do PMDB, desconhecesse ou, no mínimo, desconfiasse (caracterizando o dolo eventual) da origem do dinheiro em espécie recebido do empresário, por ordem de Cunha, em cifras bastante elevadas e em condições totalmente suspeitas.
Os dois políticos foram condenados à perda dos bens obtidos ilegalmente no valor de R$ 4,15 milhões e também ao pagamento de multa de igual valor. Para Cunha, a quantia foi acrescida em R$ 135 mil devido ao caso do helicóptero. Além disso, a sentença impõe a ambos a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público pelo prazo de 10 anos. O empresário também foi condenado na ação, apenas com efeito declaratório, sem a imputação das sanções, devido ao acordo de colaboração premiada.
A ação de improbidade administrativa tramita na 5a Vara da Justiça Federal no RN sob o número 0801394-23.2018.4.05.8400. Ainda cabe recurso da decisão. Acesse aqui a consulta processual.
Operações – A ação é um desdobramento da Operação Lava Jato, bem como das operações Manus – que resultou na prisão de Alves (Eduardo Cunha já se encontrava preso) – e Lavat, somadas aos dados obtidos em acordos de colaboração premiada celebrados com empresários que revelaram administrar o que o MPF chama de “autêntica ‘conta corrente’ de vantagens indevidas” em favor dos dois ex-deputados.
Outro lado
O ex-deputado federal Henrique Alves divulgou nota à imprensa:
NOTA À IMPRENSA
Em que pese condenatória, a própria sentença reconhece não haver prova de que HENRIQUE ALVES “prometia ou oferecia propina ou se envolvia direta e ostensivamente nas operações” objeto da acusação.
Sua condenação se deu ao argumento de que não seria crível que ele não soubesse da origem do dinheiro que teria sido doado à sua campanha ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte em 2014.
A defesa entende, no entanto, que nenhuma condenação pode ser fundamentada em crença pessoal do magistrado, que não esteja lastreada nas provas dos autos, e, por isso, irá recorrer da sentença.
Luciano Huck pedindo p/ q os indígenas não usem celular e q quem estivesse vestido se retirasse. Tinha um fotógrafo muito famoso q fazia algo parecido. Uma vez, no sertão, a assistente dele pediu p/ fotografar mulheres sertanejas,mas tinha q ser só com roupas velhas e empoeiradas pic.twitter.com/5PkYiDi6u7
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) divulgou neste domingo (7) uma nota em que expressa “profunda indignação” com a fala de Luciano Huck durante gravação no Parque Indígena do Xingu. Em vídeo que viralizou nas redes, o apresentador aparece pedindo que os indígenas “limpem a cultura”, sugerindo que escondam os celulares durante a filmagem. Para a entidade, a fala reforça estereótipos e tenta definir a identidade indígena a partir de objetos.
A Apib afirmou que o uso de tecnologia não reduz a identidade de nenhum povo e destacou que celulares têm sido ferramentas fundamentais para proteção territorial, educação, trabalho e denúncias de violações. A entidade classificou as declarações de Huck como equivocadas e reafirmou que a cultura indígena não se mede por aparência ou adereços, mas por ancestralidade, território e luta.
Em resposta, Luciano Huck afirmou ser defensor histórico dos povos originários e disse que a orientação dada durante a gravação não teve intenção cultural, mas apenas um “ajuste de direção de arte” para o programa. O apresentador declarou que jamais buscou impor limitações aos indígenas e que suas escolhas de vida cabem exclusivamente a eles.
Foto: Reprodução
A seguir, as notas na íntegra divulgadas pela Apib e por Luciano Huck:
Nota da Apib (íntegra)
“A Apib manifesta profunda indignação diante da fala de Luciano Huck, ‘limpem a cultura de vocês’, sugerindo que o uso do celular ‘suja’ a cultura indígena.
“Possuir um celular não torna um parente menos indígena. Nossa identidade não se mede por objetos, mas por ancestralidade, território, memória e luta.
“O acesso à tecnologia é um direito de todos os cidadãos brasileiros.
“Para nós, povos indígenas, ela tem sido ferramenta essencial na defesa dos territórios, no monitoramento ambiental, no acesso à educação e ao trabalho, na comunicação entre comunidades e Estado, e na denúncia de violações historicamente invisibilizadas.”
Nota de Luciano Huck (íntegra)
“Minha relação com as comunidades indígenas no Brasil atravessa décadas. Sou, e sempre serei, defensor dos povos originários, de sua cultura, de sua territorialidade e de sua preservação. Dos Zo’é aos Yanomami, estive pessoalmente em dezenas de terras indígenas ao longo da minha trajetória. Eu conheço de perto essa realidade; não foi alguém que me contou.
“Sempre defendi que as escolhas sobre modos de vida, tradições e caminhos futuros pertencem única e exclusivamente aos próprios povos indígenas.
“Sobre a imagem em questão, registrada nos bastidores de uma gravação, é importante esclarecer: não se tratou de impor qualquer tipo de limitação cultural ou de consumo. Foi apenas uma decisão de direção de arte, um ajuste pontual dentro do contexto de um set de filmagem, nada além disso.”
O Ministério da Saúde informou no fim da tarde deste sábado, 4, que a quantidade de notificações de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas aumentou para 195.
Mais cedo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que havia 127 casos notificados.
Em todo o País, são 14 casos confirmados e 181 em investigação. Até o momento, foram registradas 13 mortes.
Três Estados brasileiros apresentaram seus primeiros casos: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Piauí.
Os números informados englobam até as 16h do dia 4 de outubro, segundo o Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs).
O Estado de São Paulo continua liderando a estatística, com 162 casos. Destes, 14 são confirmados e 148 ainda estão sob investigação. Na tarde deste sábado, a Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou a segunda morte por intoxicação com metanol no Estado, um homem de 46 anos.
A outra ocorreu em 15 de setembro, quando um homem de 54 anos morreu. Ambos os casos foram registrados na capital paulista. Entre as outras mortes suspeitas, constam também óbitos em São Bernardo do Campo e Cajuru.
O metanol é usado como matéria-prima para combustíveis e é impróprio para consumo humano, mas estaria sendo utilizado na falsificação de bebidas alcoólicas. Em forma pura, ele tem gosto levemente adocicado e alcoólico, parecido com o etanol, e não tem odor forte característico. Em destilados com 30% ou 40% de teor alcoólico, não é perceptível no sabor.
Mais cedo, o ministro Padilha recomendou que a população evite bebidas alcoólicas nos próximos dias, principalmente que estejam em garrafas de destilados fechadas com roscas.
“Nossa recomendação é evitar bebidas destiladas, sobretudo aquelas que a garrafa é feita com a rosca”, disse Padilha, que está em Piauí, Teresina. Segundo ele, ainda não foram identificados casos de adulteração em bebidas alcoólicas vendidas em latas ou em garrafas com tampas metálicas.
Verificar a origem do produto, certificando-se de que o lacre da embalagem esteja intacto.
Desconfiar de preços muito abaixo do mercado e pontos de venda informais.
Verificar as embalagens e recusar aquelas com rótulo mal impresso ou com erros. Além de ausência de CNPJ, lote ou data de validade.
Ficar atento a características atípicas na bebida, como odores estranhos, cores e consistência incomuns.
Ao notar alguma diferença, não fazer testes caseiros como cheirar, provar ou tentar queimar a bebida. Essas práticas não são seguras nem conclusivas.
Em bares e restaurantes, se houver alguma desconfiança, vale pedir que o garçom sirva a bebida na frente do consumidor.
As prefeituras de Salvador e de Fortaleza pagaram R$ 640 mil para contratar a cantora Margareth Menezes, atual ministra da Cultura, no Carnaval de 2025. O valor equivale a mais de um ano do salário bruto da ministra.
No total, ela realizou sete shows entre 27 de fevereiro e 4 de março deste ano, nas capitais da Bahia e do Ceará. Desses, três foram financiados pelas prefeituras, três contaram com apoio do governo baiano e um foi privado. A gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a assessoria da artista se recusaram a informar o valor repassado para contratá-la.
O uso de verba pública estadual e municipal para contratar a ministra da Cultura contraria decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) publicada em março de 2023, quando o órgão colegiado entendeu que Margareth Menezes deveria “se abster de receber remuneração, vantagens ou benefícios dos entes públicos de qualquer esfera de Poder”.
Desde então, no entanto, a CEP – que hoje conta com seis dos sete conselheiros indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – modificou o entendimento, autorizando a realização de shows com verba pública dos estados e municípios, desde que não se tenham utilizado mecanismos federais de incentivo à cultura.
As contratações são feitas por meio da Pedra do Mar Produções Artísticas LTDA, empresa que detém a exclusividade da cantora baiana. Margareth era sócia da companhia até agosto do ano passado, quando repassou todas as suas cotas, em um total de R$ 5 mil, para a empresária Jaqueline Matos de Azevedo, que agencia a carreira da artista.
Os contratos foram firmados pelas prefeituras por inexigibilidade, ou seja, sem a realização de licitação, o que é comum nesses tipos de eventos públicos que envolvem artistas.
A Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), contratou a cantora e ministra da Cultura por R$ 290 mil, segundo documento obtido pela coluna. Ela se apresentou em dois eventos na capital baiana promovidos pelo executivo municipal. O primeiro deles foi em 27 de fevereiro, ainda na quinta-feira anterior ao feriado, quando a artista cantou na Abertura do Carnaval de Salvador e celebrou os 40 anos do Axé Music. Já no domingo de Carnaval, dia 2 de março, apresentou-se no Trio Pipoca.
Também em Salvador, Margareth Menezes cantou no Bloco Os Mascarados, em 27 de fevereiro (quinta-feira); no Trio da Cultura, em 1º de março (sábado); e no Show do Oscar do Carna Pelô, em 2 de março (domingo). Em todos esses eventos, há referências de apoio financeiro do governo da Bahia, mas nem o Executivo estadual nem a assessoria da cantora informaram os valores de contratação.
Do alto dos trios elétricos, entre refrões do clássico “Dandalunda”, a artista aproveitou para parabenizar o governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador “pelo Carnaval maravilhoso que estamos fazendo”. “A cidade está linda”, entoou.
Margareth encerrou a turnê de Carnaval em Fortaleza. A prefeitura local contratou a artista por R$ 350 mil para a realização de um show na terça-feira (4/3). Do valor total do contrato, R$ 150 mil foram pagos a título de cachê da ministra, de acordo com a proposta de orçamento enviada pela artista à Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). Outros R$ 34,1 mil foram destinados à empresária da cantora, R$ 33,3 mil à equipe técnica e a cachês de músicos, R$ 80 mil a passagens, hospedagens e alimentação e R$ 52,5 mil a impostos.
Na proposta de orçamento, a equipe de Margareth Menezes destacou ainda que o cachê artístico não poderia ser feito por meio de verba federal e acrescentou que todo o material de divulgação deveria ser aprovado previamente com a equipe da artista.
Discussão na Comissão de Ética
Um mês antes do Carnaval de 2025, Margareth foi às pressas à Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) para esclarecer se poderia receber dinheiro público de entes municipais e estaduais. Contrariando decisão de março de 2023, quando o órgão colegiado analisou um outro pedido de esclarecimentos da ministra de Lula, a CEP concluiu que, sim, ela pode receber dinheiro público para realizar shows, desde que não se tenham utilizado mecanismos federais de incentivo à cultura.
A Comissão de Ética Pública é atualmente formada por sete pessoas, sendo que seis delas foram indicadas pelo presidente Lula. Logo no início do governo, o petista destituiu, em ato sem precedentes, três membros do órgão que tinham mandato até 2025 e haviam sido indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Hoje a CEP é presidida por Manoel Caetano Ferreira Filho, ex-advogado de Lula.
“Deve-se diferenciar a mera relação contratual entre artista e ente público da caracterização de conflito de interesses. Para que este último ocorra, seria necessário que o evento ou entidade contratante estivesse subordinado a alguma decisão administrativa do Ministério da Cultura, ou que houvesse alguma relação de influência decisória da ministra sobre o ente contratante, o que não se verifica nesse caso. Assim, desde que inexista qualquer influência da ministra na destinação de recursos públicos estaduais ou municipais em favor de sua contratação, não há configuração de conflito de interesses”, escreveu Filho, em despacho proferido de fevereiro deste ano, após Margareth Menezes exigir resposta “urgente” da Comissão.
Em janeiro de 2023, após assumir o cargo de ministra da Cultura, Margareth já havia procurado a Comissão de Ética Pública para saber se poderia realizar shows privados ou pagos com dinheiro público que haviam sido fechados antes de ela tomar posse no governo. Na ocasião, o conselheiro João Henrique Nascimento de Freitas, indicado por Bolsonaro, concluiu que um ministro que cuida de verbas para um setor não pode ser beneficiado pessoalmente por esses recursos. A decisão foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
“Destaque-se, também, que a consulente deve se abster de receber remuneração, vantagens ou benefícios dos entes públicos de qualquer esfera de Poder, inclusive aqueles recursos oriundos das leis de incentivo à cultura”, escreveu o relator.
À coluna, o atual presidente da CEP, Manoel Filho, confirmou que houve uma “evolução no entendimento”. “Apesar de na decisão de 30/01/23 [do então conselheiro João Henrique de Nascimento Freitas] constar que ela não poderia receber recursos ‘dos entes públicos de qualquer esfera do Poder’, nas outras três decisões, especialmente nas duas mais recentes, de 2024 e 2025, a vedação ficou restrita ao recebimento de recursos públicos federais. Segundo estas decisões, a ministra pode receber recursos públicos municipais ou estaduais, desde que não haja ‘utilização de recursos públicos federais’, como reafirmado na decisão de 04/02/2025. Portanto, este é o atual entendimento da CEP, manifestado de forma unânime nas três referidas ocasiões”, explicou o advogado.
Férias para trabalhar
Para realizar os shows na véspera e durante o Carnaval, Margareth Menezes pediu férias ao presidente Lula. O petista chegou a conceder dois dias para a ministra: 27 e 28 de fevereiro. O ato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) ainda no dia 6 de janeiro. Quase um mês depois, um novo despacho presidencial é publicado ampliando as férias da ministra, com início no dia 24 de fevereiro, ou seja, na segunda-feira que antecede a folia.
A decisão cumpre entendimento da Comissão de Ética Pública de que Margareth Menezes não pode realizar os shows durante expediente ou horário de trabalho.
O que diz Margareth Menezes
Procurada, a assessoria da cantora enviou a seguinte nota:
“Cumpre explicar que a artista está autorizada pela Comissão de Ética da Presidência da República a realizar, dentre outros, shows para empresas privadas, municípios e estados da federação, deste que tais contratações não envolvam recursos públicos federais.
Durante o carnaval, Margareth exerceu sua profissão de cantora fora do horário de trabalho, garantindo que suas apresentações não interferissem nas responsabilidades do seu cargo, seguindo todos os preceitos legais. Os valores são públicos e dizem respeito ao cachê da artista e custos de hospedagem e deslocamento.
Importante destacar que estamos falando de artista de referência nacional e internacional, reconhecida como criadora do movimento brasileiro afropop, e seu papel para a Bahia e para nosso país. Este ano festejamos os 40 anos do Axé, um movimento histórico que tem em Margareth Menezes uma de suas expoentes, e que esteve presente em todos os carnavais neste longo período”.
Já o governo da Bahia informou, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Sufotur), que não contratou a artista Margareth Menezes para o Carnaval de 2025. O Executivo estadual, porém, não considerou na resposta todos os três shows realizados pela artista com apoio do governo estadual.
“Para o Projeto ‘Trio da Cultura’, foi concedida uma cota de patrocínio, sem qualquer vínculo direto com a artista. A Sufotur ressalta, ainda, que não haveria impedimento legal para a contratação da cantora, conforme consulta realizada junto à Comissão de Ética do governo federal, já que a iniciativa não envolveria recursos públicos federais”, esclareceu.
Com a conclusão do julgamento que tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas por participação em uma trama golpista após as eleições de 2022, a expectativa no Supremo Tribunal Federal (STF) é que a análise sobre uma eventual condenação ocorra no segundo semestre deste ano, entre os meses de setembro e outubro. Os cálculos levam em conta o ritmo “rápido” do ministro Alexandre de Moraes.
Ministros do STF lembram que o gabinete de Moraes, que é o relator do caso, tem tido uma condução célere nas ações penais envolvendo os atos de 8 de janeiro, com uma média de seis meses de tramitação entre o recebimento da denúncia – etapa que foi concluída hoje no caso de Bolsonaro – e da condenação.
A abertura da ação penal é esperada para os próximos dias, e ocorrerá após a publicação do acórdão do julgamento da denúncia, recebida por unanimidade pela Primeira Turma nesta quarta-feira. Com a ação penal instaurada, o Supremo vai dar início à instrução, que consiste em uma série de etapas, e que começa independentemente da apresentação de embargos por parte das defesas.
Interlocutores do Supremo observam que, apesar do estilo ágil do gabinete de Moraes, a fase de instrução varia muito de acordo com cada processo e apontam que casos rumorosos podem levar mais tempo até chegar à reta final. Um dos exemplos citados é o caso Marielle Franco, cuja denúncia foi recebida em junho de 2024 e aguarda o cumprimento de diligências para entrar na reta final, antes que o julgamento que definirá as condenações ocorra.
Ao se tornar réu nesta quarta-feira, Bolsonaro passará por toda a instrução processual antes que venha a ser eventualmente condenado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Após a Justiça aceitar as provas, defesa e acusação se manifestam mais uma vez, na alegação final. O Ministério Público apresenta seu parecer sobre o caso (documento no qual analisa os fatos, provas e legislações pertinentes), fornecendo elementos para a orientação do juiz ou ministro, que pode concordar na íntegra, em partes ou não seguir.
Bolsonaro, Walter Braga Netto, Anderson Torres, Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Mauro Cid se tornaram réus após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciá-los por tentativa de golpe de Estado. Eles integram o chamado “núcleo crucial” de uma organização criminosa que buscava impedir o regular funcionamento dos Poderes da República e depor o governo legitimamente eleito.
Após os dias intensos de folia, Natal retorna gradualmente à rotina nesta Quarta-feira de Cinzas (6). Embora não seja feriado, a data é considerada ponto facultativo até as 14h no serviço público, o que pode impactar o funcionamento de alguns setores.
O comércio de Natal retoma as atividades nesta quarta-feira, mas os horários variam de acordo com a localização:
Lojas de rua: Abertura a partir do meio-dia;
Comércio do Alecrim: Algumas empresas iniciam o atendimento já às 8h;
Zona Norte: Funcionamento segue o mesmo esquema das demais regiões;
Supermercados: Operam normalmente.
Funcionamento dos shoppings em Natal
Os principais shoppings da capital potiguar terão horários diferenciados para a reabertura:
Partage Norte Shopping: Alimentação e lazer das 10h às 22h; demais lojas das 10h às 22h; Carrefour aberto das 7h às 22h.
Shopping Cidade Jardim: Funcionamento das 11h às 21h.
Midway Mall: Praça de alimentação e lazer das 11h às 22h; lojas e quiosques das 12h às 22h; Cinemark com programação normal; Supermercado Pão de Açúcar das 7h às 22h.
Natal Shopping: Praça de alimentação das 11h às 22h; lojas, quiosques e âncoras das 12h às 22h; academia Bodytech das 12h às 22h; Alpendre das 14h às 23h; cinema segue programação normal.
Shopping 10: Funcionamento das 12h às 18h.
Shopping Via Direta: Aberto das 12h às 21h.
Praia Shopping: Lojas das 12h às 22h; praça de alimentação das 11h às 22h; cinemas com programação regular.
Shopping Cidade Verde: Abertura a partir das 12h.
Serviços essenciais operam normalmente
Os serviços considerados essenciais seguem funcionando sem interrupções na cidade:
Hospitais e UPAs: Atendimento inalterado.
Transporte público: Operação normal.
Segurança pública: Efetivo em atuação regular.
Bancos, Correios e INSS retomam atendimento
Bancos: As agências bancárias retomam o atendimento ao meio-dia, conforme a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em locais onde o fechamento ocorre antes das 15h, a abertura será antecipada para garantir pelo menos três horas de atendimento. Contas de consumo com vencimento na terça-feira (5) poderão ser pagas sem multa nesta quarta-feira (6).
Correios: Retomam o expediente a partir do meio-dia, com horários variando conforme a localidade.
INSS: O atendimento presencial será retomado a partir das 14h para usuários com agendamento via site ou aplicativo Meu INSS. Os demais serviços voltam ao normal na quinta-feira (7). O calendário de pagamento dos benefícios segue sem alterações.
O caso do youtuber Felipe Noronha, de 32 anos, que era saudável, ativo e ainda assim sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) acende um alerta para os sintomas da doença, que nem sempre são gritantes, como paralisação parcial do corpo. Às vezes, o AVC se manifesta a partir de uma dor de cabeça sutil. Por isso, especialistas afirmam que é necessário estar atento aos sinais.
Noronha apresentou os primeiros sintomas no último dia 24 de maio. Ele relata que teve sudorese intensa enquanto estava em repouso, falta de apetite, falha na voz e dormência no corpo. No mesmo dia, procurou um hospital e foi internado. A alta só veio na quinta-feira (2) e, agora, segue com tratamento em casa.
O médico neurologista Pedro Oscar Nassif disse que os sintomas do AVC podem ser mais sutis, como “dor de cabeça, tontura e mal-estar geral”.
O especialista pontua que pacientes na faixa de 30 anos, que não apresentam problemas de saúde aparentes, podem ser propensos ao acidente cerebral por motivos específicos, como: genética, inatividade física e hipertensão.
Nassif ressalta que ronco, abuso de álcool, tabagismo, cardiopatias e diabetes também são fatores que devem acender um alerta nos pacientes, ainda que jovens.
O Ministério da Saúde enfatiza que tontura, perda de equilíbrio e de coordenação motora podem ser sinais de AVC. A doença, se for isquêmica, pode comprometer algum lado do corpo.
No caso de AVC hemorrágico, a pasta salienta que náuseas, vômitos, confusão mental e perda de consciência podem ser sintomas. Nesse cenário, sono excessivo e alterações nos batimentos cardíacos e na frequência respiratória também podem se tornar recorrentes.
O Ministério da Saúde reforça que o AVC é uma emergência médica. Por isso, ao apresentar sintomas, sejam gritantes ou sutis, é necessário procurar uma unidade de saúde ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para um diagnóstico e tratamento completos.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou rompem. Dessa forma, há uma paralisia da área sem circulação sanguínea. Quanto mais rápido o diagnóstico e tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa.
Existem dois tipos de AVC. O isquêmico, que ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, e o hemorrágico, quando há rompimento de um vaso cerebral.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos casos de AVC podem ser evitados ao prestar atenção na hipertensão, colesterol, peso, problemas cardíacos, diabetes, estresse e depressão. A organização também afirma que realizar atividade física regularmente, ter uma alimentação saudável, não fumar e reduzir o consumo de álcool são essenciais para evitar a doença.
A milícia digital do bandido das rachadinhas não muda o disco! Gadaiada, deixa eu contar uma coisa: doenças cardiovasculares são as maiores causas de mortes no mundo faz décadas viu! Ponham os cascos no teclado e pesquisem…
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de passageiros do Município do Natal (Seturn), solicitou à superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit-RN) a implantação de faixa exclusiva para os serviços de transporte público de passageiros urbano, intermunicipal e interestadual no trecho da BR 101 compreendendo entre o viaduto de acesso a Ponta Negra e viaduto do Quarto Centenário. Isto para mitigar os recorrentes congestionamentos que têm impactado negativamente a mobilidade urbana em Natal.
Trata-se de um trecho de 2,4 km, com um volume de tráfego de 77 mil veículos/dia, dos quais 1.394 são ônibus do transporte público que transportam acima de 90 mil passageiros, por sentido, diariamente (em dias úteis) distribuídos em 81 linhas regulares. No horário de pico (das 6h30 às 9h no sentido BR para a avenida Salgado Filho e das 17h às 19h no sentido inverso), em virtude do fluxo de veículos e pela ausência de faixa exclusiva a frota de ônibus vem enfrentando muita dificuldade para trafegar no trecho.
Além disso, essa intervenção irá propiciar a continuidade das faixas que já existem tanto na Avenida Engenheiro Roberto Freire como na Avenida Salgado Filho, tornando os serviços de transporte público muito mais atrativos para a população da Grande Natal. Assim como pedestres e ciclistas, o transporte coletivo tem prioridade sobre o transporte individual. É o que determina a Lei n° 12.587/2012, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana.
Com as faixas exclusivas, o transporte coletivo fica mais ágil, atrai mais pessoas interessadas em trocar o carro pelo ônibus, reduz o número de veículos nas ruas, assim como os congestionamentos, e ainda colabora para diminuir a poluição e os acidentes de trânsito.
Especialistas são unânimes em afirmar que priorizar o transporte público coletivo é a solução para melhorar o fluxo do trânsito nas cidades. O transporte público, inclusive, responde por 28% de todos os deslocamentos da população, sendo que os ônibus urbanos contribuem com 85,7% desse total, segundo a NTU. É por isso que as faixas exclusivas são indispensáveis.
Mas não é só. As faixas exclusivas contribuem para a melhoria da mobilidade urbana. Entre elas: Aumento da velocidade operacional dos ônibus; Menos tempo do passageiro dentro do veículo, com redução de 40% no tempo de viagem; Impacto positivo nos deslocamentos individuais; Maior fluidez na circulação dos coletivos; Racionalização da operação com a otimização da frota; Aumento da produtividade do transporte público sobre pneus; Facilidade na integração com os outros modos de transporte; Reeducação da sociedade para novas e mais vantajosas formas de mobilidade; Redução do consumo de combustíveis (até 30%) e da emissão de poluentes (até 40%) e compartilhamento justo e racional dos espaços da cidade.
Faixa exclusiva onde já existe o maior congestionamento de natal vai duplicar o congestionamento!! Natal daqui a dez ou 15 anos ficará intrafegável ..! Absurdo essa cidade . E essas empresas de ônibus querem piorar …!
As faixas exclusivas só pioram os congestionamentos e dificultam a vida da população, quando vão entender que ônibus deixou de ser solução a mais de 30 anos? Natal precisa de metro para resolver a questão de mobilidade e não reduzir o espaço das vias… mas duvido a prefeitura e o Dnit ouvir a população.
sábado a roberto freire foi interditada, sem aviso prévio… nem uma faixa colocaram pra informar que ia ter uma corrida. Que coisa desorganizada… quem queria sair de ponta negra não conseguia. Eu só queria que essas coisas parassem de acontecer!
Ônibus só piora faz uns 20 anos… compensa apenas com benefícios como gratuidade, VT e estudante. Tarifa cheia, é melhor arriscar no uber moto ou pagar mais no uber carro (sempre tentando dividir com mais pessoas). Sei que longas distâncias fica caro, mas a massada nas paradas e a condições deploráveis dos transportes, custam caro no longo prazo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira (17) a suspensão da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proíbe médicos de realizarem a chamada “assistolia fetal”.
O procedimento é usado nos casos de aborto legal decorrentes de estupro.
A norma do CFM, agora derrubada por Moraes, impedia que os profissionais de saúde fizessem essa assistolia para interromper gravidezes com mais de 22 semanas.
A assistolia fetal consiste em uma injeção de produtos que induz à parada do batimento do coração do fetoantes de ser retirado do útero da mulher.
O procedimento é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para casos de aborto legal acima de 22 semanas.
A decisão do ministro atende a um pedido do PSOL, autor de uma ação que questionou o tema no Supremo Tribunal Federal.
Segundo o partido, ao estabelecer a proibição do procedimento a partir das 22 semanas de gestação, a norma impõe barreiras que não estão previstas na lei, nem na Constituição. A regra também violaria direitos como o da saúde, livre exercício da profissão, dignidade da pessoa humana.
A suspensão vai valer até que a Corte analise a validade da regra. Na decisão, Moraes considerou que há indícios de que a edição da resolução foi além dos limites da legislação.
“Verifico, portanto, a existência de indícios de abuso do poder regulamentar por parte do Conselho Federal de Medicina ao expedir a Resolução 2.378/2024, por meio da qual fixou condicionante aparentemente ultra legem para a realização do procedimento de assistolia fetal na hipótese de aborto decorrente de gravidez resultante de estupro”, pontuou.
“Ao limitar a realização de procedimento médico reconhecido e recomendado pela Organização Mundial de Saúde, inclusive para interrupções de gestações ocorridas após as primeiras 20 semanas de gestação (…), o Conselho Federal de Medicina aparentemente se distancia de standards científicos compartilhados pela comunidade internacional, e, considerada a normativa nacional aplicável à espécie, transborda do poder regulamentar inerente ao seu próprio regime autárquico, impondo tanto ao profissional de medicina, quanto à gestante vítima de um estupro, uma restrição de direitos não prevista em lei, capaz de criar embaraços concretos e significativamente preocupantes para a saúde das mulheres”, completou.
A decisão do ministro vai a referendo em julgamento no plenário virtual a partir do dia 31 de maio.
Moraes também determinou que o Conselho preste informações à Corte em 10 dias e que a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União se manifestem sobre o caso em 5 dias.
Justiça Federal
Em abril, a resolução do CFM chegou a ser suspensa em processo sobre o tema na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul.
Dias depois, o Tribunal Regional Federal da 4a Região derrubou a decisão, restabelecendo a aplicação da norma.
O presidente Lula gastará R$ 1,8 milhões em cortinas e persianas novas, manuais e motorizadas, para o Palácio do Planalto, da Alvorada, Jaburu, Granja do Torto e Pavilhão das Metas. No total, a licitação prevê a aquisição, sob demanda, de 1.000m² de persianas, 420m² de persianas tipo cortina, 2.020m² de cortinas, 300 metros de trilhos, 40 motores, 20 controles remotos universais, além da instalação, manutenção e reparos do material.
Os danos causados aos equipamentos no Palácio do Planalto durante os atos do 8 de Janeiro foram citados entre os argumentos para a compra. “Para os quantitativos das persianas, cortinas, trilhos suíços e motores considerou-se a quantidade consumida no último contrato anual e acrescentou-se devido aos trabalhos de reparação dos atos de vandalismo do dia 08/01/2023 que ocorreram ao longo de 2023”, diz o estudo técnico promovido pelo governo Lula.
“Constatou-se que não seria possível realizar o conserto e/ou manutenção de persianas e cortinas não obstante os esforços das equipes. Como não foi possível aumentar o quantitativo estipulado na ata vigente e, já considerando o seu término, e devido a necessidade de se prosseguir com os trabalhos de conserto no Palácio do Planalto, foi necessária a inclusão da contratação no PCA [Plano de Contratações Anual] 2024 de forma extemporânea”.
Entre as justificativas apresentadas está também a necessidade de “proporcionar conforto e segurança aos ocupantes das salas”, proteger o mobiliário do desgaste provocado pelos raios do sol e proporcionar “maior eficiência quanto ao consumo de energia elétrica, ajudando a manter os ambientes numa temperatura agradável”.
Das persianas verticais incluídas na aquisição, 1.000m² devem ser feitos em tecido blackout – que impede a passagem da luz -, com largura da lâmina de 9cm, cor natural e comando de regulagem em cordão de nylon. Outros 420m² de persianas tipo cortina, também em tecido blackout, serão aplicados sobre trilhos motorizados.
Algodão egípcio
A licitação do governo Lula prevê ainda a compra de 420m² de cortina em fibra de vidro e PVC, com trilhos de alumínio, cor branca, tipo rolô, com tela solar e acionamento manual. Ainda com relação às cortinas, 800m² devem ser feitos em linho sintético da cor off-white e 800m² em poliéster off-white com blackout duplo.
Em novembro do ano passado, outra licitação aberta pelo Planalto determinou a compra de lençóis de algodão egípcio, fronhas, colchas, edredons, cobre-leitos, tapetes e roupões de fio penteado para o Palácio da Alvorada, residência oficial de Lula, e a Granja do Torto, residência de campo do presidente. A compra custou R$ 89 mil.
Estamos pagando a maior taxa tributária DO MUNDO. Os impostos do trabalhador sendo usado para manter o luxo do lula e da Janja,a burguesa.
Vamos dormir BB pensando qual será a nova taxa/imposto que teremos no dia seguinte para manter esse desgoverno de mentiras. O luxo e conforto deles aumentam e, enquanto isso, os benefícios sociais e investimentos na educação, saúde e segurança sendo cortados. Ainda têm o cinismo de dizerem para a imprensa comprada que investir um TRILHÃO nessas áreas, mas é só um promessa….a mentira é rápida e a burocracia vira a culpada para que o prometido não seja cumprido.
Merece demais..👏
Trazendo uma vida melhor para os brasileiros é o que importa.
Hj mesmo temos:
1. Criação de empregos formais soma 188 mil em julho, com alta de 32,3%.
2. Nos seis primeiros meses do ano, país criou 1,49 milhão de vagas com carteira assinada, aumento de 27,3% em relação ao mesmo período em 2023.
Lula é o melhor !
Agora chorem adoradores de pneu murcho…kkkkk
Torrar o dinheiro da saúde, segurança, educação com coisas supérfluas é o que esse povo faz melhor..Tem os ” Manés” pagando a maior carga tributária do mundo para eles TORRAREM LITERALMENTE.. VERGONHA!!
Exatamente! Tudo às custas dos impostos do trabalhador para manter o luxo do lula e da Janja,a burguesa .Uma vergonha essa exploração. E taxas aumentando para manter esse desgoverno de mentiras .Enquanto isso ,os benefícios sociais sendo cortados .
Bota prá torar. O vei é arrochado. Em matéria de gastar dinheiro dos outros ele é infalível
Para quem mora em Natal e não tem um plano de saúde, é pior assistido por parte da saúde do que quem reside no interior do Estado, pois as maiores cidades tem os hospitais e as clínicas, e as menores cidades, as prefeituras faz convênio com os hospitais particulares e clínicas, Notadamente quem nem todas as pessoas podem fazer um plano de saúde. Infelizmente é muito caro, então só tem uma opção procurar as UBS e postos de saúde, para se curar. Para os que trabalham na saúde pública, são pessoas abnegadas, mas sentem também cansaço, visto ser uma missão difícil, e às vezes até injusta. Os que procuram essas unidades, muitas vezes chegam estressados , sendo até injustos para com os servidores. O Walfredo Gurgel , o maior do Estado inaugurado no dia 15 de março de 1971, com o nome Hospital Geral, desde daquela época, há 52 anos, não houve nenhum governador que tornasse esse Hospital 100%. Houve sim a construção do anexo Clóvis Sarinho, no final do ano de 1997, mas o ideal teria sido a construção de um anexo maior no local onde fica até hoje a empresa ligada ao Governo do Estado a CAERN, como tudo faz parte do governo, não seria difícil se conseguir um local para a CAERN. Infelizmente seria um ato até desumano com os servidores de lá, mas pior seria uma privatização . Se essa providência tivesse sido executada, com certeza , hoje, há mais de 26 anos não existia mais superlotação nos corredores desse hospital, Mas para isso deveria haver uma administração muito boa, porque se resolvia o problema dos espaço, porém deveria ainda existir a falta de materiais, falta de médicos, técnicos de enfermagem, e o pessoal de apoio (ASG). Graça ao nosso bom Deus , desse hospital só precisei uma vez, dia 19 de março de 1983, quando precisei enjessar um pé, mas estou solidário aqueles que padecem por lá, sem a esperança de conseguir ao menos uma maca para dormir. E sem dúvida alguma ainda é o melhor hospital do RN, onde existem bons profissionais, Mas quando chegar um governador de vergonha , com certeza mudo vai mudar.
FALTA TOTAL DE GESTÃO. COLOCAM OS MÉDICOS DE FÉROAS (eles, poderosos e com dinheiro sobrando), SÓ QUEREM GOZAR FÉRIAS EM JANEIRO, E A POPULAÇÃO QUE SE EXPLODA! SERÁ QUE ALVARO DIAS, MÉDICO, QUE GOSTA DE APARECER NÃO PODERIA TIRAR UM PLANTÃO EM ALGUMA UPA?
Ô idiota!
Em nenhuma Upa está faltando médico, não!
O problema é que o número de pacientes aumentou muito. Muito por conta das festas de fim de ano; aumento da temperatura em razão do verão; casos de Dengue, chicungunha e Zica, com uma nesse período. Somados à isso, se for ver, a maioria desses pacientes deveriam ser atendidos na rede ambulatorial, nas unidades básicas se saúde. E pra não esquecer. Tu é mesmo um idiota!
Enquanto isso a desgovernadora foi discursar na abertura do congresso do sindicato dos LADRÕES em Brasília !
O problema da demora é que estão com vários estudantes de medicina na UPA estagiando, com isso o médico de plantão perde tempo para ensinar os procedimentos, causando a demora. Isso não pode acontecer!