Brasil

Preço do ovo dispara no atacado e preocupa supermercados

Getty Images via BBC

A disparada no preço dos ovos, que tem registrado alta diária no atacado nas regiões produtoras, preocupa supermercados, feirantes e consumidores. A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) diz que a valorização se intensificou desde a segunda quinzena de janeiro.

Uma combinação de fatores contribui para o aumento. Muitos consumidores têm recorrido aos ovos de galinha para driblar as carnes mais caras, segundo a associação. Além disso, o período da Quaresma, , que neste ano ocorre entre 5 de março e 17 de abril, tradicionalmente tem uma demanda maior, já que algumas famílias evitam o consumo de carne vermelha.

Custos altos com ração também contribuem.

“As empresas iniciaram a programação de abastecimento das lojas para atender à demanda sazonal da Quaresma, mas a restrição na oferta e os aumentos sucessivos de preços preocupam os supermercados. Além disso, os consumidores também têm recorrido mais aos ovos de galinha devido à alta dos preços das demais proteínas”, afirmou, em nota, o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

O preço dos ovos no atacado, divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP, atingiu o maior patamar diário em termos nominais da série histórica iniciada em maio de 2013.

Na cidade capixaba de Santa Maria de Jetibá, a maior produtora de ovos do Brasil, o valor médio alcançou o maior nível da série em termos reais, considerando a inflação.

O preço de uma caixa com 30 dúzias de ovos brancos chegou a R$ 233,55, um aumento de 37,9% em relação aos R$ 169,33 registrados em fevereiro de 2024. Já a caixa de ovos vermelhos passou a custar R$ 264,21, um acréscimo de 40,8% em comparação ao mesmo período do ano passado, que era de R$ 187,57.

Na Grande São Paulo, o ovo branco 18% de fevereiro de 2024 até agora, de R$ 172,49 para R$ 203,57. O vermelho subiu 14,7%, de R$ 200,25 para R$ 229,78.

Na Grande Belo Horizonte, o aumento foi de R$ 173,91 para R$ 212,07 no caso do ovo branco (21,9%) e de R$ 199,81 para R$ 232,21 (16,2%) para o vermelho.

A forte alta dos preços no atacado ainda não aparece nos números do varejo que calculam os preços em 12 meses até dezembro. De acordo com o relatório da Abras, nesse período o preço do ovo em supermercados teve uma queda de 4,53% em 12 meses, enquanto outras proteínas registraram aumentos expressivos, como cortes traseiros de carne (20,05%), dianteiros (25,25%) e pernil (20,05%).

Entretanto, a forte alta em janeiro superou os maiores valores nominais até então registrados, que haviam sido alcançados em maio de 2023.

De acordo com a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), a baixa oferta de ovos no mercado atacadista é um fenômeno sazonal, com séries históricas indicando retração entre dezembro e fevereiro, seguida por recuperação em março.

A expectativa é que os preços continuem pressionados até o período da Quaresma. A Ceagesp apontou um leve aumento, de 0,66% para ovos brancos e 0,38% para ovos vermelhos no entreposto de São Paulo.

Outro desafio enfrentado pelos consumidores é a mudança nas categorias de peso dos ovos. Segundo a Abras, a portaria nº 1.179 do do Ministério da Agricultura publicada em setembro reduziu o peso médio dos ovos em aproximadamente 10 gramas por unidade.

Pelos critérios atuais, um ovo médio pesa entre 38 g e 47 g, enquanto, na regra anterior, deveria ultrapassar 50 g. De acordo com a associação supermercadista, a mudança impacta o custo-benefício do alimento. Procurado, o ministério não respondeu até a publicação deste texto.

A portaria também estabeleceu que ovos devem vir com a data de validade carimbada na casca a partir do dia 4 de março.

A alta no preço dos ovos não é um problema exclusivo do Brasil. Nos Estados Unidos, o produto enfrenta uma crise, com aumento de 15% em um mês e prateleiras vazias e o temor com novos casos de gripe aviária. A escalada ao longo de 2024 foi um dos principais argumentos do então candidato Donald Trump para criticar a inflação e a condução econômica do governo Joe Biden. No entanto, desde que assumiu a presidência em 20 de janeiro, o republicano ainda não conseguiu conter o avanço.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Imagina quanto vai custar a dúzia do JABUTI! às EMAS e PATAS já nem procriam mais, LULINHA devora seus 🥚🥚🥚🥚🥚🥚🥚🥚🥚🥚

  2. Quando a cerca de 15 dias surgiu a crise do ovo nos Estados Unidos, onde a dúzia de ovos estava sendo vendida por cerca de dez dólares (sessenta reais), eu pensei, em breve os avicultores brasileiros irão praticar esse preço alegando motivos diversos.

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Geral

Rede elétrica de Ponta Negra passa por inspeção para eventos de réveillon

Distribuidora reforça importância de solicitações de ligações provisórias e de informação sobre aumento de carga pelos realizadores de eventos | Foto: Divulgação / Neoenergia Cosern

A rede elétrica da praia de Ponta Negra, zona Sul de Natal, começou a ser inspecionada para os eventos de réveillon nesta terça-feira (19). A ação, que já aconteceu nas praias do Litoral Sul Potiguar (confira mais detalhes abaixo) e vai se estender pelas praias do Centro e do Litoral Norte nas próximas semanas, faz parte do Plano Verão da Neoenergia Cosern. Os trabalhos, que começaram pelo redimensionamento dos transformadores que atendem a região, estão sendo acompanhados por representantes da Prefeitura do Natal e da Marinha do Brasil.

De acordo com Júlio Giraldi, superintendente de Relacionamento com Clientes da Neoenergia Cosern, é muito importante que os proprietários de hotéis, bares e outros estabelecimentos que estão planejando a realização de festas particulares em dezembro e janeiro, informem à distribuidora sobre a necessidade do aumento de carga para que todos os transformadores da região sejam devidamente regulados.

“Estamos preparados para atender os aumentos de demanda, mas é muito importante que essa comunicação seja feita previamente pelos comerciantes da região nos nossos canais de atendimento. Outro detalhe muito importante é para as pessoas que estão planejamento montar barracas para vender comidas ou artesanato. Elas devem fazer um pedido de ligação provisória de energia como forma de garantir um fornecimento seguro e prevenir acidentes, nunca devendo fazer “gatos” de energia, uma prática criminosa que, além do risco, pode provocar oscilações no fornecimento e queima de eletrodomésticos”, ressalta Júlio Giraldi.

Em outubro, o sistema elétrico das praias de Pirangi, Búzios e de Tabatinga, no Litoral Sul, ganhou reforço de 7,3 novos quilômetros de redes de média e baixa tensão. A obra beneficia 17 mil consumidores e amplia a oferta e a qualidade do fornecimento de energia nas três praias. Também em outubro, a Neoenergia Cosern concluiu serviços importantes em subestações elétricas que atendem as praias do Litoral Norte e da Costa Branca potiguar.

Plano Verão 2024/2025

O Plano Verão da Neoenergia Cosern contempla um planejamento criterioso e intersetorial que começa seis meses antes do início da operacionalização que ocorre entre os meses de setembro e outubro, e se estende até março. Para a temporada 2024/2025, serão investidos R$ 33 milhões em 48 municípios com potencial de grandes eventos. Foram mapeadas 107 áreas de veraneio ao longo dos mais de 400 quilômetros de litoral; 20 áreas com potencial de grandes eventos para o réveillon e 94 áreas com festividades carnavalescas do litoral ao sertão.

Essas ações integram, em um cenário macro, o Plano de Investimentos da Neoenergia Cosern que contempla R$ 2,1 bilhões até 2027. Dentro do Plano Verão 2024/2025 estão em curso as operações de manutenção de 2.170 quilômetros de redes de distribuição de energia em 48 municípios (o dobro da temporada anterior); aumento da carga no litoral, interior e demais destinos turísticos, como cidades serranas; podas preventivas; operações de ordenamento de cabos de telecomunicações em corredores turísticos, eliminando riscos de acidentes e minimizando a poluição visual; além de ações educativas em escolas, supermercados, instituições públicas e privadas sobre a adoção de medidas de segurança junto à rede elétrica.

Solicitação de aumento de carga de energia

Os pedidos de aumento de carga devem ser feitos nos seguintes canais de atendimento, de acordo com o perfil de consumo:

Grupo A (Grandes clientes, Hotéis, Pousadas, Restaurantes), no Portal de Grandes Clientes: https://clientescorporativos.neoenergiacosern.com.br/Paginas/todos-os-servicos.aspx

Grupo B (Residências)

WhatsApp da Neoenergia Cosern: (84) 3215 6001

Agência Virtual: https://agenciavirtual.neoenergia.com/#/login

Aplicativo da Neoenergia Cosern: disponível para Android e iOS

Os serviços também podem ser solicitados nas Lojas de Atendimento:

Alecrim – Natal

De segunda a sexta-feira: 09h às 18h

Sábados: das 09h às 13h

Avenida Almirante Alexandrino de Alencar, 484 – Alecrim

Centro – Natal

De segunda a sexta-feira: 09h às 18h

Sábados: das 09h às 13h

Rua João Pessoa, 267 – Cidade Alta

Cidade Jardim – Empresarial Sun City – Natal

De segunda a sexta-feira: 09h às 18h

Sábados: das 09h às 13h

Rua Leôncio Etelvino de Medeiros, 1926 – Loja 12 – Centro Empresarial Sun City – Cidade Jardim / Capim Macio

Lojas Carajás – Zona Norte – Natal

De segunda a sexta-feira: 09h às 18h

Sábados: das 09h às 13h

Av. Bacharel Tomaz Landim, S / N – Jardim Lola, São Gonçalo do Amarante – RN

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Política

Reunião de Moraes com ministro da Defesa pode selar os termos da trégua entre governo e TSE

Foto: Alejandro Zambrana/TSE

Uma reunião entre o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, deve definir na terça-feira (13) o rumo das relações entre o governo e a Corte eleitoral.

Os dois vão discutir mais uma vez as mudanças que os militares querem implementar no Teste de Integridade, uma das principais etapas do processo de auditoria das urnas eletrônicas.

O assunto é o último remanescente de uma longa lista de pedidos apresentados pelos militares ao TSE no início do ano e que alimentaram a guerra pública entre Bolsonaro e a corte eleitoral.

Nas últimas semanas, ministros do governo Bolsonaro, militares e o TSE vinham costurando um armistício que desaguou em um encontro de Nogueira e Moraes no último dia 31 na sede do TSE.

Na ocasião, os dois acertaram que as equipes técnicas do tribunal e da Defesa elaborariam um projeto piloto para reformular o Teste de Integridade.

Moraes pode não ter afirmado diretamente ao ministro da Defesa, mas em seus cálculos a data-chave para que ele decidisse o que aceitar entre os pedidos dos militares era o 7 de setembro.

Afinal, no 7 de setembro de 2021, Bolsonaro ameaçou o Supremo, chamou as eleições de “farsa” e xingou Moraes de canalha de cima do palanque, provocando a maior crise institucional deste governo.

As semanas de conversas entre os ministros, a demonstração de força de Moraes em sua posse no TSE e mesmo a operação de busca e apreensão sobre empresários bolsonaristas foram amaciando Bolsonaro.

Até que o presidente decidiu considerar que a comissão formada no dia 31 já representaria um acordo. Segundo um ministro que participou da articulação da trégua, o assunto já saiu da pauta do chefe do Executivo.

“O presidente nem fala mais nisso entre nós”, diz esse ministro. Segundo ele, a declaração de Bolsonaro na última quinta-feira (“Se houver eleições limpas, Lula ganha?”), não representaria um ataque, e sim uma “fala solta” do presidente.

Seja como for, os militares ainda não se deram por convencidos.

Teste das urnas

Os militares avaliam que falta concretizar a realização do teste de integridade em um número de seções eleitorais maior do que utilizado hoje. Ainda resta definir o tamanho e a escala do projeto piloto.

“Estará resolvido quando as ações forem implementadas. Quanto mais urnas, maior o nível de confiança, estatisticamente”, diz um general que acompanha de perto as discussões.

“A expectativa é definir o número de seções, pois o tempo é curto. Acreditamos que chegaremos a bom termo.”

A nota oficial acertada entre TSE e a Defesa, divulgada após a última reunião, fala apenas no uso da “biometria de eleitores reais em algumas urnas indicadas para o referido teste”.

O assunto tem sido tratado sob a mais absoluta discrição pela equipe de Moraes, que vem procurando representantes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para saber a capacidade deles de adotar o projeto piloto.

A interlocutores, Moraes tem frisado que a palavra final sobre a viabilidade do projeto piloto será dele.

Adotado desde 2002, o teste consiste em uma votação paralela à oficial, feita com cédulas de papel no dia da própria eleição.

Geralmente ele é feito na sede de TREs, como simulação de uma votação normal: os participantes recebem cédulas já previamente preenchidas e depois esse voto é computado em uma urna eletrônica.

O objetivo do teste é checar se o voto em papel é o mesmo que foi registrado pelo aparelho. Uma empresa de auditoria é contratada pela Justiça Eleitoral para fiscalizar todo o processo – e muitos TREs transmitem o Teste de Integridade ao vivo em seus canais do YouTube.

Os militares insistem que o Teste de Integridade seja feito não mais no ambiente controlado dos TREs, mas em seções eleitorais de verdade, escolhidas aleatoriamente, com o uso da biometria para identificar os eleitores. Dizem que seria uma simulação o mais próximo possível da votação real.

O teste precisa de locais com infraestrutura apropriada para a sua realização, já que é filmado por câmeras – e nem todas as seções eleitorais Brasil afora, algumas delas em aldeias indígenas remotas, oferecem instalações apropriadas.

Por isso há quem no TSE defenda que, se o projeto piloto for mesmo realizado, que ele ocorra em seções eleitorais de capitais federais, onde as condições de infraestrutura são melhores.

A questão é complexa e de garantido só se sabe mesmo que nem o TSE e nem os militares sairão da negociação plenamente satisfeitos. Mas se o que interessa é apenas dizer que se chegou a um acordo, certamente se poderá encontrar um motivo.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Saco vazio não pára em pé… Por isso esse general tá agarrado ao osso bozonaro…. se cair do cargo, não serve mais pra nada…

  2. Esse é o ministro da defesa do bolsotralha, jamais do país. Não pensei que nas forças armadas tivesse tipos que passassem por esse papelão que estão fazendo no governo atual, é lastimável!

  3. O que esses general puxa-sacos querem não é testar realmente as urnas, mas é escancarar o sigilo do voto no maior número de urnas possível…. pois que se realize esse projeto nas seções específicas que ficarão nos quartéis militares.

  4. esse ministro Paulo, menino mimado e inconsequente, declarado pau-mandado, não desiste de interferir numa área que ele nada entende. Desde 1996 nunca opinaram na área eleitoral, e agora, quer aparecer como mágico e inteligente e quer instruir e dirigir todo o processo eleitoral. Por que ele não vai corrigir a tabela do Imposto de Renda?

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Economia

Haddad diz que inflação média do governo Lula será inferior a 4%

Foto: Agência Brasil

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o atual mandato do presidente Lula terá uma inflação média inferior a 4%, percentual que é o menor desde que foi adotado o regime de metas. Ainda segundo o ministro, o crescimento médio do país vai beirar os 3%. A declaração foi feita no Itamaraty, durante a 3ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, mais conhecido como Conselhão.

“Presidente, é absolutamente possível o senhor terminar o seu mandato com uma inflação média abaixo de 4% e com um crescimento médio beirando os 3%”, disse Haddad ao lembrar que a meta é inflação em 2025 chegar a apenas 3%.

“Isso, para você ter uma ideia, é a menor inflação média de todos os mandatos desde que o regime de metas de inflação foi criado no Brasil. Portanto, aqueles que acusam o presidente Lula de não estar prestando atenção na inflação, na verdade não estão prestando atenção nos dados que estamos divulgando pelo IBGE a todo momento, mostrando que nós estamos convergindo para meta, que é uma meta exigente, e que foi ontem reafirmada na reunião do Conselho Monetário Nacional”, acrescentou.

Febraban

O olhar positivo sobre a economia do país foi compartilhado pelo presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. “É preciso que nós reconheçamos que o Brasil, apesar do contexto mundial adverso, vem colhendo frutos e resultados positivos do trabalho econômico do ministro Fernando Haddad”, disse o representante do grupo de trabalho de crédito do Conselhão.

“Basta olharmos o PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado e o do primeiro trimestre [de 2024], que apresentaram uma expansão robusta. Isso nos deixa bastante entusiasmados. Vemos que o que tem contribuído para o PIB é o consumo das famílias. Temos observado uma demanda doméstica pujante. Espero, ainda, uma retomada dos investimentos”, disse o executivo da Febraban.

Isaac Sidney destacou também o bom desempenho do mercado de trabalho que, segundo ele, está aquecido, com níveis muito baixos de desemprego, e de massa salarial com crescimento forte do ponto de vista da renda.

“A inflação está na meta. Estamos com projeções para 4% neste ano. A balança comercial está batendo recordes e as nossas reservas internacionais estão funcionando como se fosse uma blindagem. O grande desafio que temos é o de não deixar esse processo de retomada do crescimento perder tração”, disse.

Ele lembrou que esses resultados positivos foram obtidos em meio a um cenário externo complicado do qual nenhum país está imune. “Existem ruídos de uma eventual fragilidade fiscal. Entendo e respeito esse argumento, mas é importante destacar, sobretudo, que o ministro Haddad tem reafirmado sua determinação e compromisso com o arcabouço fiscal”, acrescentou.

Comitê Gestor do Conselho

Falando em nome do Comitê Gestor do Conselho, o coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, também destacou os bons resultados da economia, mas lamentou que, quando citados, vêm sempre acompanhados de previsões sobre crises que não se confirmam.

“Se observarmos como esses resultados aparecem no debate público vemos que, no geral, com resultados como o de que o emprego cresceu, anuncia-se também que o país está vivendo uma crise que não conseguimos observar”, criticou ao convocar os integrantes do Conselhão a atuarem para mudar essas manchetes, de forma a dar mais qualidade ao debate público sobre os resultados alcançados.

CNI

Representando a Comissão de Assuntos Econômicos do Conselhão, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, propôs uma reflexão sobre a dívida pública do país, que leve em conta o fato de ela ser proporcionalmente menor do que a de diversos outros países.

Segundo ele, há casos em que esse tipo de dívida pode ser positiva para o país. “Temos uma grande questão que se chama dinâmica da dívida pública. Todos sabemos que em muitos países é muito maior percentual dela em relação ao PIB. Temos que, talvez, fazer reflexão entre a dívida pública boa e a dívida pública ruim. Dívida pública boa é aquela que permite investimento, geração de riqueza, emprego e desenvolvimento social. Dívida pública ruim é aquela que mantém uma máquina pública altamente pesada para o país.”

Fonte: Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

    1. Penso que esse salete, tem uma quedinha por andrade.
      Rsrs..
      Ô loco!

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Geral

Em mensagem na Câmara, Paulinho Freire destaca ações e defende engorda de Ponta Negra

Foto: Cláudio Oliveira

O prefeito Paulinho Freire (União) começou agora a leitura de sua mensagem anual na Câmara Municipal de Natal (CMN), destacando que coincidência com o inicio do ano escolar, ao mesmo tempo que anunciava o fim das filas nas creches municipais: “O Fila Zero é uma realidade! Acabamos com o famigerado sorteio de vagas apenas nestes quase cinquenta dias de gestão. Isso requereu mais do que esforço, requereu compromisso com a educação de nossa cidade”.

Ao abrir seu discurso, Paulinho Freire concentrou-se nas ações desenvolvidas na educação neste começo de gestão: “Através da construção de novos prédios, ampliação de salas em unidades de ensino, reorganização de espaços e ampliação das vagas em escolas conveniadas junto à rede privada é que conseguimos fazer esta entrega. São mais de 1.609 novas vagas distribuídas em 75 unidades de ensino. Um aumento de mais de 40% em relação às vagas criadas em 2024. Além disso, todas as crianças receberão seus fardamentos agora no início do mês de março”.

Freire também anunciou que iniciou estudos para avaliar como é possível viabilizar a reposição dos 6,27% dos professores e estamos avaliando como possibilitar a implantação dos direitos dos servidores, algo que pode contribuir para a redução de judicializações. Através de reuniões intersetoriais entre as pastas teremos esse prognóstico”.

O prefeito expôs que a sua prioridade era início do ano letivo, mas “com essa conquista consolidada, anunciamos a nossa programação de Carnaval, com muita alegria. Uma festa que é a cara do nosso povo e valorizando artistas locais, blocos tradicionais, escolas de samba e democratizando o acesso à música, à cultura e ao lazer. Temos uma programação diversificada em todas as regiões da cidade. Além disso, destaco o Transporte Folião”.

“Teremos linhas específicas com acesso gratuito para poder levar natalenses e turistas aos diferentes pólos e palcos. A minha trajetória profissional também traz a experiência na realização de eventos. E reconhecendo a importância disso para aliar a promoção à cultura e o incentivo à economia é que garanto que teremos Festas Juninas e além disso, faremos um grande Natal em Natal!”, continuava.

Outros trechos do discurso

“Desde as primeiras reuniões de secretariado, definimos como estratégicas e necessárias as ações de limpeza de galerias para minimizar os efeitos da chuva. E acredito que conseguimos. Através do trabalho de limpeza das lagoas de captação e bocas de lobo, reparo de bombas e desobstrução da rede de águas pluviais, os estragos de uma chuva de quase 120 milímetros em 24 horas existiram, mas pudemos evitar tragédias como as que ocorreram em outras cidades do Nordeste. Neste trabalho de desobstrução de galerias com o sistema de videomonitoramento robotizado e dos caminhões de sucção e hidrojato, já foram verificados cerca de 15 quilômetros e retiradas quase duas mil toneladas de resíduos dessas redes. Esse trabalho vai ser constante e com um calendário de atividades. Na nossa gestão nós vamos revitalizar as áreas no entorno das lagoas de captação, transformando-as em locais de lazer para a população. Há muito ainda ser feito, mas estamos no caminho certo. Não é possível resolver problemas de décadas em 50 dias, mas continuaremos vigilantes no trabalho de prevenção, concluiremos e realizaremos obras que tragam as soluções definitivas”.

Engorda

“Na praia de Ponta Negra, um de nossos mais conhecidos cartões postais, o Morro do Careca agora está preservado devido à obra da engorda. Estamos trabalhando na implantação dos dissipadores de energia que vão concluir a obra de drenagem. Após isso, o sonho de investir e promover as melhorias necessárias, como a reurbanização da praia, agora podem ser planejadas. São realidade. Por isso acredito que todos nós, que amamos Natal, que amamos nossa cidade, temos o dever de torcer a favor de Ponta Negra. Não medirei esforços para que esta Nova Ponta Negra continue sendo a mais linda praia do Brasil”.

Transporte público

“Natal segue em constante crescimento, e uma das principais prioridades de nossa gestão é aprimorar a mobilidade urbana. Para que isso ocorra, é fundamental garantir um transporte público eficiente. Isso só será possível com a realização da licitação do sistema de transporte coletivo. A elaboração do Edital de Licitação está em andamento, sendo conduzida com total responsabilidade e transparência. Mantemos um diálogo permanente com o Tribunal de Contas do Estado e outras instituições para assegurar que o modelo adotado seja eficiente e atenda às necessidades da população. No entanto, a mobilidade urbana não depende apenas de um transporte público de qualidade. Também é essencial investir em infraestrutura viária que facilite os deslocamentos e contribua para a fluidez do trânsito. Nesse sentido, um dos projetos mais importantes que estamos desenvolvendo é a Via Mangue, que será a maior obra de infraestrutura viária da Zona Norte. Essa nova via oferecerá uma alternativa estratégica para quem se desloca na região, garantindo um tráfego mais dinâmico e seguro para a população”.

Saúde

“Vamos ampliar a Estratégia Saúde da Família (ESF), fortalecendo a cobertura da atenção básica e reduzindo a sobrecarga dos serviços de urgência e emergência. Além disso, trataremos da expansão do programa Mais Médicos e investiremos na capacitação de equipes multiprofissionais para garantir atendimento adequado, especialmente em áreas periféricas e de difícil acesso. 11 11 Também estamos trabalhando para reduzir as filas de espera para cirurgias eletivas e exames, adotando modelos inovadores como parcerias com hospitais privados em horários ociosos para consultas e exames, como o Corujão da Saúde”.

“A eficiência da gestão em saúde passa pelo acompanhamento e registro das ações. Por isso, estamos implantando um cadastro e prontuário eletrônico único em toda rede assistencial municipal, com projeto piloto já em andamento, implementado na UPA Pajuçara. Também estamos criando e modernizando a Central de Regulação municipal, utilizando tecnologia para garantir que pacientes de Natal tenham prioridade no acesso aos serviços municipais”.

Tribuna do Norte

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Mundo

Austrália aprova lei inédita no mundo para proibir redes sociais a menores de 16 anos

Foto: Agência Brasil

O parlamento da Austrália aprovou uma lei inédita no mundo que proíbe o uso de redes sociais por adolescentes menores de 16 anos, notificando as empresas de tecnologia para reforçar a segurança antes de uma data limite que ainda não foi definida.

O Senado aprovou a proibição das mídias sociais na noite desta quinta-feira (28), o último dia de sessão do ano, após meses de intenso debate público e um processo parlamentar apressado que viu o projeto de lei ser apresentado, debatido e aprovado em uma semana.

De acordo com a nova lei, as big techs devem tomar “medidas razoáveis” para impedir que usuários menores de idade acessem serviços de mídia social ou enfrentarão multas de quase 50 milhões de dólares australianos (R$ 193 milhões).

É a resposta mais dura do mundo até agora para um problema que viu outros países imporem restrições, mas não responsabilizarem empresas por violações de uma proibição nacional.

Espera-se que a proibição se aplique ao Snapchat, TikTok, Facebook, Instagram, Reddit e X, mas essa lista pode se expandir.

O primeiro-ministro Anthony Albanese disse aos legisladores que “todo governo sério” estava lidando com o impacto das mídias sociais sobre os jovens, e os líderes com quem ele conversou aplaudiram a iniciativa da Austrália sobre o assunto.

“Sabemos que a rede social pode ser uma arma para bullyers, uma plataforma para pressão dos pares, um impulsionador de ansiedade, um veículo para golpistas. E o pior de tudo, uma ferramenta para predadores online”, ele disse ao Parlamento na segunda-feira.

Defendendo o limite de idade de 16 anos, Albanese disse que as crianças nessa idade são mais capazes de identificar “fakes e o perigo”.

O projeto de lei foi apoiado pela maioria dos membros do principal partido de oposição da Austrália, o Partido Liberal, com a senadora liberal Maria Kovacic que o descreveu como um “momento crucial em nosso país”.

“Traçamos uma linha na areia. O enorme poder das big techs não pode mais permanecer sem controle na Austrália”, ela disse quinta-feira antes da votação.

Mas o projeto encontrou forte oposição de alguns independentes e partidos menores, incluindo a senadora dos Verdes Sarah Hanson-Young, que acusou os principais partidos de tentarem “enganar” os pais australianos.

“Este é um desastre se desenrolando diante dos nossos olhos”, ela disse. “Você não poderia inventar essas coisas. O primeiro-ministro diz que está preocupado com as redes sociais. O líder da oposição diz: “Vamos proibi-las.”

“É uma corrida para o fundo do poço para tentar fingir quem pode ser o mais durão, e tudo o que eles conseguem é empurrar os jovens para um isolamento ainda maior e dar às plataformas a oportunidade de continuar a liberdade para todos, porque agora não há responsabilidade social necessária.

“Precisamos tornar as redes sociais mais seguras para todos.”

Um processo apressado

O governo enfrentou críticas consideráveis ​​pela rapidez da legislação.

Um inquérito do comitê do Senado sobre o projeto de lei permitiu submissões dos congressistas por apenas 24 horas antes de uma audiência de três horas na segunda-feira.

O relatório do inquérito foi divulgado na terça-feira, e o projeto de lei foi aprovado pela Câmara na quarta-feira – 102 votos a 13 – antes de avançar para o Senado.

Mais de 100 submissões foram feitas e “quase todos os proponentes e testemunhas expressaram sérias preocupações de que um projeto de lei dessa importância não teve tempo suficiente para uma investigação e um relatório completos”, disse o comitê em seu relatório.

No entanto, o comitê recomendou que o projeto de lei fosse aprovado com algumas mudanças, incluindo a proibição do uso de documentos governamentais, como passaportes, para verificar a idade dos usuários.

Em suas alegações, as empresas de tecnologia levantaram questões sobre a lei, apontando argumentos dos oponentes sobre riscos à privacidade e os perigos para as crianças que burlam a proibição.

A Snap, cujo aplicativo de mensagens Snapchat é popular entre crianças, disse que a “verificação de idade no nível do dispositivo” era a “melhor opção disponível”.

A X, de propriedade do bilionário Elon Musk, disse que a plataforma “não era amplamente utilizada por menores”, mas expressou preocupação sobre o impacto da lei em sua liberdade de expressão.

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, disse que investiu constantemente em ferramentas para tornar a plataforma mais segura e recomendou “fortemente” que o governo esperasse pelos resultados dos testes de garantia de idade, que são esperados para o ano que vem.

A petição da Meta dizia que excluir o YouTube e os jogos online da proibição era “fatal” para seu propósito, porque eles oferecem “benefícios e riscos semelhantes” aos de outras plataformas sujeitas à proibição.

Apesar dessas objeções, pesquisas sugerem que os australianos apoiam a lei.

Uma pesquisa da YouGov realizada neste mês mostrou que 77% dos australianos apoiam a proibição de menores de 16 anos.

A pesquisa foi realizada na segunda metade deste mês e buscou as opiniões de 1.515 pessoas com uma margem de erro de 3,2%.

Agora que a lei foi aprovada, espera-se que a consulta ocorra antes que o governo estabeleça uma data de desligamento. Depois disso, todas as crianças menores de 16 anos com contas em plataformas de mídia social sujeitas à proibição terão suas contas desativadas.

Pais e filhos não serão penalizados por desrespeitar a proibição, mas as empresas precisarão mostrar que tomaram medidas razoáveis ​​para manter usuários menores de idade afastados.

Fonte: CNN

Opinião dos leitores

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Geral

Criminosos oferecem até R$ 200 por automutilação em comunidades online e PF intensifica investigação de grupos de ódio na internet

Foto: Reprodução/Polícia Civil do Rio de Janeiro

“50tinha por uns corte nos pulsos?”, questiona um usuário em uma comunidade de ódio online. Crianças e adolescentes estão sendo atraídos para práticas de automutilação com a promessa de pagamento.

É o que mostra um relatório elaborado pelas pesquisadoras Letícia Oliveira e Tatiana Azevedo sobre a plataforma de conversas Discord e uma investigação da Polícia Federal. A empresa afirma lamentar o uso criminoso de servidores e que trabalha para coibir esse tipo de ação.

Desde 2023, casos de comunidades de ódio, que incentivam a prática de crimes e de violência, vêm sendo descobertos na plataforma. Nos três primeiros meses de 2025, denúncias sobre o Discord continuaram em alta. De acordo com a ONG Safernet, houve um aumento de 172,5% nas denúncias de janeiro a março se comparadas com o mesmo período do ano passado.

Em uma troca de mensagens em um dos grupos estudados pelas pesquisadoras, os usuários afirmam que um dos líderes está oferecendo dinheiro por “lulz”, termo derivado do “lol”, que em inglês significa “rindo alto”.

A palavra lulz é usada por integrantes desses grupos, chamados panelas, e se refere a uma série de ações danosas que ocorrem nesses servidores por meio de ligações de vídeo com horário marcado e anúncio em outros servidores para garantir mais visualizações.

Lá, jovens são induzidos a diversas violências, como automutilação. Muitas vezes, o usuário é obrigado a escrever o nome dos servidores em partes do corpo com objetos pontiagudos, como forma de reconhecimento.

Segundo a PF, a remuneração oferecida a quem participa desses desafios varia de R$ 30 a R$ 200.

“Eles escrevem o nome dos servidores ou dos membros do grupo, ou uma letra do nome do grupo. E aí, eles pagam. No rosto, é mais caro, assim como no pescoço. Na perna ou na coxa é o mais barato”, explica o delegado federal Flávio Rolim, chefe da Urcod (Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio).

“Quando começar um fluxo financeiro com isso, nós teremos pessoas produzindo e vendendo esses conteúdos. Pessoas que odeiam aquele tipo de vídeo, mas produzem e vendem pela questão financeira”, alerta o delegado.

Segundo o delegado, já foram identificadas transações via Pix e até por meio de criptomoedas.

Casos como esses têm sido alvo de outras investigações. Em São Paulo, foi criado o Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital) pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do estado para investigar mais de perto grupos online que incentivam e propagam crimes. No fim do ano passado, foi deflagrada uma operação para prender e realizar busca e apreensão em investigados.

Em abril, a polícia do Rio de Janeiro deflagrou uma operação contra uma organização criminosa que usava a internet para induzir crianças e adolescentes a propagar crimes de ódio, fazer apologia ao nazismo, divulgar fotos de exploração sexual infantil e maus-tratos de animais.

O relatório das pesquisadoras mostra que comunidades têm uma hierarquia definida, sendo o criador daquela panela uma espécie de líder. O acesso é concedido, geralmente, por meio de links que não costumam ser divulgados publicamente a fim de manter apenas integrantes dentro do círculo de confiança.

Porém, pode acontecer de esses links ganharem fama e serem divulgados em outras redes.

É comum que, além de mutilações, meninas sejam vítimas de estupro virtual —sendo submetidas a sessões ao vivo em que são expostas para outra pessoas e obrigadas a mostrar partes do corpo ou introduzir objetos pontiagudos na genitália. Entre outras torturas já observadas estão o consumo de substâncias nocivas, queimaduras, arranhões, espancamento e arrancamento de cabelos.

Procurado, o Discord volta a afirmar que tem política de “tolerância zero” para atividades ilegais e que, assim que toma conhecimento desse tipo de conteúdo, age imediatamente e aplica medidas cabíveis que vão desde o banimento a derrubada de servidores.

“Reiteramos de forma veemente que esse tipo de conteúdo não tem lugar na nossa plataforma, e seguimos totalmente comprometidos em colaborar com as autoridades locais para ajudar a garantir um ambiente seguro e positivo para todos os nossos usuários no Brasil”, diz a empresa, em nota.

Para o delegado Rolim, é preciso observar que a plataforma não é a única relacionada à propagação desses crimes.

“O problema não é o Discord. O problema não é a moderação do Discord. O problema não é a legislação. O problema é tudo isso funcionando junto”, diz ele, apontando o crescimento de grupos extremistas online, a facilidade de acesso às plataformas, principalmente, o abandono de jovens no ambiente cibernético.

Folhpress

Opinião dos leitores

  1. Mas regulamentar o uso de Internet é censura na cabeça de jumento dos bolsonaristas, né?

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Geral

Casas de apostas online passam YouTube e WhatsApp e são o segundo maior destino da internet do Brasil

Foto: bluecinema/Getty Images

As casas de apostas desbancaram plataformas digitais populares no Brasil, como YouTube e WhatsApp, e assumiram o posto de segundo maior destino na internet brasileira. Ficam atrás apenas do Google, segundo dados da SimilarWeb, que acompanha o tráfego da internet em todo mundo.

O peso das bets sobre a saúde mental dos jogadores e o grau de endividamento deles já são expostos por diversos estudos. Os dados compilados pela coluna mostram, porém, que essas empresas passaram a exercer força considerável na internet do país, justamente quando elas estão diante de dois possíveis momentos cruciais.

De um lado, os aplicativos delas estão prestes a inundar a loja do Google, que derrubou um veto interno. Para analistas, estar no celular de clientes vai fidelizar ainda mais um público já cativo. De outro, elas podem sofrer uma restrição na capacidade de veicular publicidade, até agora crucial para torná-las conhecidas e impulsionar o acesso a suas plataformas, caso avance um projeto de lei discutido na Câmara dos Deputados.

Os números do levantamento consideram apenas os sites das bets legalizadas no país. São 193, segundo o CGI (Comitê Gestor da Internet). A audiência digital do segmento, no entanto, é bem maior, mas a fatia das empresas ilegais não entrou na conta.

“Até pelos investimentos de marketing feitos hoje pela indústria, faz total sentido a quantidade de tráfego que geramos. Isso só concatena com a ideia de que é algo que o brasileiro buscava e vai continuar buscando. Tínhamos uma demanda extremamente reprimida, porque os jogos e as apostas foram banidos no Brasil de forma legal desde 1948. Eu tenho certeza que hoje o tráfego só está em segundo porque trata somente das bets reguladas. Ainda temos uma fatia significativa de mercado ilegal no Brasil, porque as ações de combate ao ilegal ainda são morosas”, diz Leonardo Benites, diretor de comunicação da ANJL (Associação Nacional dos Jogos e Loterias).

A guinada digital das bets começou em janeiro deste ano, quando passaram a operar de forma regulamentada no país. Apesar de terem sido legalizadas em 2018, as casas de apostas de quota fixa foram obrigadas a partir de 2025 a seguir uma série de regras, como obter uma licença junto à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, pagar R$ 30 milhões e seguir uma série de regras relacionada à movimentação do dinheiro de apostadores e à identificação desses jogadores. Outra obrigação é a de operar na internet sob o novo domínio “bet.br” (uma variação do “.com.br” direcionada às casas de apostas).

A análise da explosão de tráfego foi facilitada porque a SimilarWeb passou a reunir os acessos aos sites legalizados em torno do “bet.br”. Geralmente, a plataforma exibe as visitas a só um site. A plataforma informou que a conduta incomum foi tomada “para garantir uma visão mais precisa do mercado”. Acrescenta, porém, que “essa configuração já está sendo revisada”.

Já no primeiro mês da regulamentação, em janeiro deste ano, as bets atingiram média diária de 55 milhões de acessos. Mas esse número subiu com o tempo até atingir 68 milhões por dia em maio (último dado disponível). No quinto mês do ano, as casas de apostas somaram 2,7 bilhões de visitas, à frente de YouTube (1,3 bilhão), Globo (765 milhões), WhatsApp (759 milhões), TikTok (740 milhões), e atrás do Google (4,9 bilhões). O Brasil responde por 99,92% do tráfego ao “bet.br”, que já é também o 14º mais visitado no mundo.

Dados mostram que visitas sofrem pouca variação ao longo dos dias. Nas datas de partidas decisivas, mais visitantes recorrem às bets, como os 73,8 milhões que acessaram os sites das casas de apostas no dia da final da Champions League, entre PSG e Inter de Milão. O recorde de acessos foi estabelecido em 7 de maio, dia da semifinal da Champions, entre PSG e Arsenal, e de três brasileiros na Copa Libertadores (Bahia x Nacional-URU; Central Córdoba x Flamengo; Cerro Porteño x Palmeiras). Foram 76,7 milhões de visitas.

Os dados agregados permitem ainda uma análise da estratégia das bets, feita, a pedido da coluna, pelo consultor em marketing digital William Porto. Para informações fechadas em maio:

  • o tráfego direto respondeu pela maioria das visitas: 67,8%
  • as redes sociais contribuíram pouco: 8,24%, sendo o YouTube a plataforma principal, com 57,4% do total;

os acessos vindos de buscas online são a segunda maior fonte de audiência: 14,26%; com o adendo que a estratégia de SEO (Otimização de Motores de Busca) se apoia nas marcas das próprias empresas, considerando as palavras-chave pesquisadas para chegar aos sites.

Tilt – UOL

Opinião dos leitores

  1. Esses sites de apostas estão matando o comércio. Muitos estão deixando de comprar pra gastar em apostas, até recursos do Bolsa família. O comércio está lutando pra sobreviver.

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Geral

TRUMP: a onipotência da mídia perdeu para a própria decadência – Por Mario Rosa

Foto: Reprodução/Instagram @realdonaldtrump

*Por Mario Rosa

Acompanhei nos mínimos detalhes a campanha norte-americana. O que mais me incomodava não eram as falas, políticas e, portanto, exageradas e parciais de ambos os candidatos. Vergonhosa foi a parcialidade e como a mídia norte-americana se transformou no departamento de relações públicas da campanha da candidata democrata, derrotada.

No sábado (2.nov.2024), sabe-se lá de onde, uma pesquisadora de Iowa surgiu com um resultado que colocava Kamala Harris 3 pontos à frente de Donald Trump. Isso virou “notícia” em todos os telejornais. Uma única pesquisa. Fato nacional? Ecoado por toda a mídia? Detalhe: Trump era favorito nesse Estado e seu candidato ao Senado disputava uma vaga estratégica contra um senador democrata.

Na madrugada desta 4ª feira (6.nov.2024): uma lavagem em Iowa. Os 2 republicanos venceram. A pesquisa, descobriu-se, havia sido 3 dias antes de conhecimento dos democratas, que plantaram nos principais canais de televisão, que por sua vez fizeram o papel de comitê de campanha.

Kamala Harris se aliou à filha de Dick Cheney, o poderoso ex-vice-presidente de George W. Bush que os democratas sempre chamaram de “falcão”, por liderar guerras e ser o responsável pela morte de dezenas, centenas de milhares de pessoas, a maioria delas inocentes. Sua filha defendeu sempre as mesmas ideias.

Alguma crítica à Kamala? Imagina!

Trump numa conversa na reta final se referiu a Liz Cheney como “falcão” e disse que queria vê-la com 9 rifles apontados para ela. “Eles são todos falcões de guerra quando estão sentados em Washington, em um belo prédio, dizendo ‘oh vamos enviar 10.000 soldados diretos para a boca do inimigo”. Depois, falou que o pai de Cheney gastou US$ 9 trilhões em guerras e que ele, Trump, não começou nenhuma. Na boca de um democrata, uma afirmação pacifista. Na mídia norte-americana como um todo, Trump ameaçou (!!!) a filha de Cheney de colocá-la na mira de 9 fuzis.

Toda a cobertura foi sórdida. Um comediante falou uma piada estúpida sobre Porto Rico e a mídia inteira colocou a responsabilidade sobre Trump. Ainda compararam o evento no Madison Square Garden (lotado!) a um encontro de nazistas (a comunidade judaica votou em peso no republicano).

Mais? O presidente Bidenchamou os eleitores de Trump de “lixo”. A mídia? Passou pano. O programa 60 minutes fez uma edição que o desmoralizou, retirando uma resposta péssima de Harris e colocando outra no ar. A mídia? Não falou nada. E assim foi. Tudo de Trump era uma ameaça à democracia ou fascista –para ele valia tudo de ruim. Kamala era perfeita, sem erros, sem críticas.

Biden usou e abusou dos abusos de poder, que aqui foram chamados de lawfare. Lá, ganharam o nome de devido processo legal. Nenhum ex-presidente norte-americano foi tão perseguido quanto Trump pela imprensa e pelo governo. E a questão que fica é: sua vitória significa que a democracia mais forte do mundo se fragilizou ou deu mostra de que seus mecanismos são fortes para enfrentar as maiores provações?

Jeff Bezos, controlador do tradicional Washington Post, recentemente apoiou a decisão do jornal de não publicar um editorial a favor de nenhum candidato. Ele disse que a imprensa tradicional cada vez mais fala para si mesma e, por isso, cada vez menos para a sociedade. Sendo essa a razão de estar perdendo sua força e poder.

Não há crítica aqui. Tenho grandes amigos jornalistas. São dedicados e comprometidos com aquilo que entendem ser o mais correto. A questão é que épocas de disrupção fazem com que pessoas e empresas dobrem as apostas por não verem caminhos que ainda não existem.

O caso mais clássico foi o da Kodak, maior fabricante de filmes de fotografia. Controlava o mercado mundial de revelação de fotos. Veio o dilema: com a revolução digital, os filmes de celulóide flexível da Kodak se deixassem de existir o negócio acabaria, a revelação de filmes, a venda de máquinas. Tirar uma foto digital é de graça. Aí, a Kodak dobrou, triplicou, quadruplicou a aposta.

É mais ou menos o que vejo hoje em algumas situações da mídia tradicional. O problema é que a Kodak faliu e todos os jornalistas hoje postam suas fotos de graça em seus celulares. Fica a dica: o que aconteceu neste ano foi a Kodak cobrindo o século 21. Click!

*Mario Rosa, 59 anos, é jornalista, escritor, autor de 5 livros e consultor de comunicação, especializado em gerenciamento de crises. Escreve para o Poder360 quinzenalmente às quintas-feiras.

Opinião dos leitores

  1. Mario Rosa, muito obrigada e parabéns pela verdade inquestionável no seu maravilhoso texto/comentário.

  2. SÓ QUERIA SABER UMA COISA.
    LULA VC AINDA VAI BOICOTAR O DÓLAR??
    Nos ultimos dias vc disse que a comercialização dos produtos entre países deveria ser em uma moeda paralela ao dólar, vc ainda vai levar essa conversa a frente???
    Vou ficar atento pra vê se ainda tem coragem de falar essa lorota viu??
    Quero ouvir.
    Outra coisa, quer exportar pros Estados Unidos?
    Vai pagar uma taxaçao alta viu??
    Kkkkkkkkk.
    O dólar no Brasil, vai subir ainda mais o Brasil vai entrar em recessão.
    Dias difíceis viram.
    Gasolina vai explodir o preço.
    Podem anotar aí.

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Geral

TJRN suspende Lei e Decreto que reservam 5% de vagas de empregos para travestis e pessoas trans até análise de mérito

Foto: TJRN/divulgação

Acompanhando o voto do relator, desembargador Claudio Santos, o Pleno do TJRN suspendeu, nesta quarta-feira (30/10), à unanimidade, os efeitos da Lei Estadual nº 11.587/2023 e do Decreto Estadual nº 33.738/2024, que estipulam reserva de 5% em vagas para empregos, para travestis e pessoas trans, em empresas beneficiadas por incentivos fiscais estaduais. A decisão vale até o julgamento final das duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade interpostas no Tribunal de Justiça referentes ao assunto.

O entendimento da Corte de Justiça do RN é que os dispositivos ferem os princípios da legalidade, livre iniciativa e anterioridade tributária, além da não observância à competência privativa da União para legislar acerca de direito do trabalho, entre outros pontos. Um dos aspectos destacados pelo relator é que ao impor condições específicas para manutenção de contratos e convênios firmados entre empresas privadas e o Estado, como exigência de reserva de vagas de empregos, o Estado interfere nas normas que regem as contratações pelo poder público.

As ações foram apresentadas por entidades ligadas ao setor privado e têm como objetivo a declaração de inconstitucionalidade da Lei e do Decreto nº 33.738/2024, que impõe a reserva de 5% das vagas de emprego para travestis e transexuais em empresas privadas que recebem incentivos fiscais ou mantêm convênios com órgãos públicos do RN. As federações alegaram que “a aplicação da lei poderá resultar em prejuízos significativos para as micro e pequenas empresas, que teriam que readaptar seus quadros de funcionários, potencialmente resultando em demissões e instabilidade econômica”.

Para o relator, em relação às normas estaduais em análise, ficou evidenciada a incompatibilidade vertical entre a Lei e o Decreto Estadual. Salientou que o artigo 22, inciso I, da Constituição Federal, ao ressaltar ser competência exclusiva e privativa da União legislar a respeito de direito do trabalho, de maneira a assegurar a uniformidade das normas trabalhistas no país. “A mesma lei estadual também incorre em inconstitucionalidade ao legislar sobre normas gerais de licitação e contratação, matéria igualmente reservada à competência privativa da União, conforme o art. 22, inciso XXVII, da Constituição Federal”, destaca o desembargador Claudio Santos.

O entendimento do relator, seguido pela Corte de Justiça, observa que a lei infringe o princípio da livre iniciativa, consagrado no artigo 170 da Constituição Federal, pois impõe ao empresariado obrigação que interfere, de forma direta, na sua liberdade de gestão e na administração de seus recursos humanos. “A inclusão de minorias deve ser buscada por meio de medidas afirmativas justas, equilibradas e bem fundamentadas, e não por meio de imposições legais arbitrárias que podem gerar efeitos negativos tanto para as empresas quanto para os trabalhadores”.

Além disso, “a Lei Estadual n. 11.587/2023, ao impor a reserva obrigatória de vagas como condição para a manutenção de benefícios fiscais, introduz uma nova obrigação que, se descumprida, resulta na perda dos benefícios fiscais, o que representa, em essência, uma majoração indireta da carga tributária”, frisa o relator.

Entidades e Governo

As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) foram propostas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio/RN), Federação de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern) e a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste.

As entidades sustentam que a alteração das condições para manutenção dos benefícios fiscais consiste em majoração indireta de tributos. Além disso, embora a inclusão social seja importante, deve ser promovida através de políticas públicas, “e não pela transferência de responsabilidades ao setor privado”.

Por sua vez, o Governo do Estado pontuou que a lei questionada tem o objetivo de garantir a dignidade da pessoa humana e afastar os efeitos da discriminação no mercado de trabalho, que dificultam o acesso a vagas de emprego por travestis e transexuais e acrescentou que a política de preferência de contração dessas pessoas ganha destaque nas instituições públicas, “não sendo nenhuma surpresa que a mesma ação afirmativa chegasse, também ao setor privado, especialmente, àquele que recebe incentivos fiscais para a prestação de sua atividade econômica”.

Lembrou ainda há 33 anos existe política semelhante de reserva de vaga no segmento privado para público formado por pessoas com deficiência. Para o Poder Executivo Estadual, a medida foi concebida para incentivar as empresas que queiram captar recursos públicos a fomentar a oferta de vagas ao público em questão, marginalizado historicamente no mercado de trabalho.

Opinião dos leitores

  1. A discriminação oficializada e combatida por esses idiotas do planalto puxado pelo pt , mais perdidos que cego em tiroteio!

  2. Separar as pessoas por opção sexual, cor da pele, credo, situação social, sexo, é discriminação e portanto proibido em nossa constituição.

    1. Verdade e deveria servir para todos. Essa turma é cheia de vantagens, só querem moleza.

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Saúde

Canabidiol, composto da maconha, está sendo testado no tratamento de pelo menos 20 doenças

Canabidiol é um dos cerca de 100 elementos presentes na Cannabis | Foto: MICHAELA REHLE / Agência O Globo

De depressão a epilepsia, esclerose múltipla a dor crônica, fobia a cólica menstrual — nunca a ciência avançou tanto nas descobertas das propriedades medicinais da cannabis, a planta da maconha. Estima-se que os efeitos do canabidiol, substância encontrada em pequeno volume no caule e na folha da erva, estejam sendo testados em pelo menos 20 doenças em grandes centros de referência ao redor do mundo. Um dos trabalhos mais extraordinários é brasileiro. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, identificaram a ação terapêutica do composto no burnout, a síndrome do esgotamento profissional.

Publicado na revista JAMA,  da Associação Médica Americana, o trabalho avaliou 120 profissionais da saúde da linha de frente da resposta à Covid-19. Doses diárias de 300 mg do medicamento reduziram sintomas de fadiga emocional em 25% nos voluntários, depressão em 50% e ansiedade em 60%.

“Estamos avaliando, em parceria com o Instituto de Psiquiatria da USP de São Paulo, o efeito do canabidiol na prevenção das consequências neurológicas e médicas gerais da infecção por coronavírus — afirma o líder da pesquisa, o psiquiatra José Alexandre Crippa”.

Os cientistas descobriram que ácidos do canabidiol têm a capacidade de se ligar à proteína Spike, a  estrutura que o coronavírus usa para entrar nas células. Com isso, os compostos de cannabis poderiam evitar a infecção. O trabalho, publicado no Journal of Natural Products, foi desenvolvido em laboratório e ainda precisa passar por novas etapas, como testes em seres humanos.

“Existe um enorme potencial terapêutico levantado por estudos pré-clínicos, dos quais, inclusive, participo. As pesquisas em laboratório levantam a possibilidade de essas substâncias, em especial o canabidiol, terem um leque mais amplo de potencialidades terapêuticas. É necessário um volume maior de ensaios clínicos para poder se afirmar que desses efeitos realmente existem”, explica o professor de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) Francisco Guimarães.

No Brasil são 14 remédios autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Santária (Anvisa) — três deles validados há apenas uma semana. Eles só podem ser usados frente a receita médica do tipo B (azul), a mesma usada com psicotrópicos.

O número de produtos, no entanto, pode aumentar nas próximas semanas. Dados da Anvisa mostram que há cinco pedidos em análise de produtos e quatro em exigência. Outros três ainda devem começar a ser avaliados.

“Vejo, a médio prazo, a fundamental necessidade de os ensaios clínicos demonstrarem a eficácia e a segurança para diferentes condições. O canabidiol não é uma bala de prata, uma panaceia. Ele precisa ser indicado para cada uma das condições com dosagem adequada que apenas os ensaios clínicos podem trazer”, afirma o psiquiatra Crippa, docente de Neurociências da FMRP da USP.

“Vejo nesse sentido, um avanço desses ensaios clínicos, monitorados pela Anvisa, para que possam chegar até o SUS e ser distribuído para toda a população”.

Procurado pelo GLOBO, o Ministério da Saúde afirmou que “no momento, não há solicitação em aberto para avaliação do canabidiol na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec)”. O órgão técnico é responsável por incluir novas terapias, medicamentos e tratamentos na rede pública.

O canabidiol (CBD) só deixou a lista de substâncias proibidas pela Anvisa e passou a ser autorizado como medicamento controlado em janeiro de 2015. A aprovação do primeiro medicamento veio em 2017, indicado para tratar espasmos prolongados decorrentes de esclerose múltipla.

Usar o composto é completamente diferente de consumir a droga.  “Quando uma pessoa usa um preparado a partir da planta, usa uma mistura de cerca de 500 compostos químicos presentes na planta”, diz Guimarães.

Na sua forma natural, a maconha é uma das drogas menos viciantes. No últimos dez anos, porém, a erva passou a ser manipulada de modo a conter uma quantidade maior de THC, o composto que dá o “barato” da droga. A era de menos de 1% de THC na década de 60 e hoje chega a ser trinta vezes maior.

Tida como inofensiva por muitos, a ação da maconha no cérebro do adolescente pode ser devastador. Estudo conduzido na Universidade de Montreal, no Canadá, mostrou que o uso de maconha por adolescentes aumenta diretamente o risco de desenvolvimento de psicose.

O consumo na adolescência interfere no desenvolvimento do cérebro, que fica com áreas do córtex pré-frontal mais finas (um efeito que geralmente só se manifesta na velhice).

O Globo

Opinião dos leitores

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Geral

TCU acata em parte representação que aponta uso de programa para promoção pessoal de Lula

Foto: reprodução

O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou parcialmente procedente, nesta 4ª feira (6.nov), uma representação formulada pelo deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) sobre possíveis irregularidades na realização do programa Conversa com o Presidente pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. O parlamentar alegava que o programa está sendo usado para a promoção pessoal de Lula (PT), afrontando o artigo 37, parágrafo 1º, da Constituição, e acórdão do TCU.

Conversa com o Presidente é feito semanalmente e consiste num bate-papo com Lula sobre os principais acontecimentos do governo. O relator da representação na Corte de Contas foi o ministro Jorge Oliveira. Em seu voto, ele ressalta que a Unidade de Auditoria Especializada em Governança e Inovação (AudGovernança) propôs que a representação fosse considerada parcialmente procedente, mas entendeu desnecessária a adoção de qualquer medida adicional, tendo em vista que o TCU já expediu, recentemente, orientação à Secom sobre a matéria, por meio de dois acórdãos do plenário.

“Estou plenamente de acordo com essa proposta de encaminhamento, sem prejuízo de fazer breves considerações sobre o tema”, afirma o ministro.

Segundo ele, “o art. 37, § 1º, da Constituição Federal contém proibição expressa de que o dever de publicidade, indissociável de toda atividade pública, possa ser deturpado em benefício dos titulares do poder”. Entretanto, acrescenta, “a fiscalização desse preceito não se revela trivial, na medida em que a informação e o seu emissor compartilham um mesmo contexto de comunicação, não sendo possível dissociá-los”.

Ele prossegue: “Em outras palavras, não há como isolar ou subtrair a imagem do emissor da veiculação da notícia. Assim, o fato de uma autoridade utilizar de um canal institucional para divulgar uma informação, não constitui, necessariamente, uma irregularidade. A aferição da conformidade dos atos praticados requer, obrigatoriamente, adentrar e avaliar o teor da mensagem efetivamente transmitida”.

Ainda conforme o voto, “o exercício, em concreto, de avaliar a publicidade oficial em relação à possível promoção pessoal não se assenta em critérios claros ou objetivos, dependendo, muito das vezes, de aspectos incidentais, circunstâncias periféricas e balizas subjetivas”. Mesmo diante dessas dificuldades, pontua, a AudGovernança, ao assistir os vídeos, “acabou entendendo que o referido programa abrange situações tanto de caráter informativo, amparados pelo princípio da publicidade, quanto de promoção pessoal, vedados pelo princípio da impessoalidade”.

Nas palavras de Jorge Oliveira, “não se pode esquecer, contudo, que esse diagnóstico decorre, em parte, das percepções subjetivas dos auditores que fizeram a análise”.

“Não é possível descartar a hipótese que, caso submetido ao crivo de uma equipe diferente, não seria feita a mesma avaliação. De todo modo, como assinalado pela AudGovernança, a mesma matéria tratada nestes autos já foi apreciada em outras ocasiões por esta Corte de Contas”.

O acórdão proposto pelo relator e aprovado hoje pelo plenário do tribunal diz que os ministros concordam em conhecer da representação para, no mérito, considerá-la parcialmente procedente; comunicar a decisão ao deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, à Secom, à Casa Civil, à Secretaria de Relações Institucionais, ao Ministério das Cidades e à Empresa Brasil de Comunicação (EBC); e arquivar os autos.

Divergência

Nem todos os ministros votaram com o relator. “Eu vou votar pela improcedência, já que não há nos autos nenhum elemento que me permita concluir pela realização de promoção pessoal do presidente. Não há citação de nenhuma frase, nenhum momento, nenhuma pergunta, nenhuma resposta, então não posso considerar parcialmente procedente”, afirmou Benjamin Zymler na sessão plenária de hoje. Acompanhou ele o ministro Sherman Cavalcanti.

O relator foi acompanhado por Marcos Bemquerer, Jhonatan de Jesus, Antonio Anastasia e Augusto Nardes.

“Vitória”

Luiz Philippe de Orleans e Bragança considerou a decisão como uma “vitória” para si. Ele se manifestou em publicação no Instagram. Ainda no post, escreveu: “O Tribunal de Contas da União (TCU) considerou parcialmente procedente nossa representação, apontando o uso do programa ‘Conversa com o Presidente’, da EBC, para a promoção pessoal de Lula. Conforme a decisão, o TCU emitirá uma advertência ao governo para programas futuros. Embora não tenha sido a decisão total que esperávamos, continuaremos fiscalizando de perto as ações deste governo”.

SBT News

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Educação

UFRN pode encerrar 2024 com déficit de até R$ 20 milhões

Foto: Magnus Nascimento

A UFRN corre o risco de terminar o ano de 2024 com um déficit de R$ 20 milhões. Segundo o reitor da instituição, José Daniel Diniz, o motivo são as sucessivas quedas no orçamento destinado pelo Governo Federal. Atualmente, o orçamento da UFRN, e de todas as universidades federais, é menor do que o disponibilizado no ano passado, de acordo com o que consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024. A UFRN tinha R$ 2 bilhões em 2023 e poderá ter R$ 1,9 bilhão em 2024. Segundo José Daniel Diniz, o Ministério da Educação prometeu equiparar o orçamento deste ano ao de 2023. Isso contudo não resolve o problema e somente uma suplementação pode evitar que a UFRN termine o ano no vermelho.

Diniz pontuou que a Andifes pleiteia R$ 2,5 bilhões de suplementação junto ao Governo Federal, para o custeio integral de despesas como água, luz, limpeza e vigilância, e para garantir bolsas e auxílios aos estudantes em todas as universidades que integram a rede da Associação. Com isso, o reitor acredita que a UFRN receberia recurso suficiente para evitar o déficit neste ano – cerca de R$ 20 milhões, conforme estimativas do gestor. “O valor pleiteado nos equipararia ao patamar de 2017”, disse ele.

“Fazer estimativa de déficit é complexo, porque a gente tem que definir se vai desenvolver ações que nós não fazemos há muito tempo, como manutenção predial, por exemplo. É necessário uma avaliação criteriosa e a gente precisa confirmar o valor que deve ser restituído ao PLOA, conforme prometeu o ministro. No entanto, a estimativa é de que, sem suplementação alguma, o déficit de 2024 para 2025 irá variar de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões na UFRN”, apontou Daniel Diniz.

Mesmo que não se chegue ao valor necessário, o reitor explicou que espera haver algum tipo de suplementação no meio do ano, quando a Junta Orçamentária Federal revisa os programas e financiamentos do Governo. “A gente entende que foi uma sinalização importante a reunião da quarta, mas vamos ter que aguardar até a metade do ano. Enquanto isso, a situação continua difícil. O ministro se comprometeu com a recuperação do orçamento para torná-lo igual ao ano passado, então, a gente segue trabalhando pela suplementação. Sem o complemento dos recursos, a universidade encerrará o ano com prejuízos às atividades e com as contas em aberto”, declarou Diniz.

O reitor garantiu que não haverá cortes de pessoal ou qualquer outra mudança em contratos terceirizados. “A gente tem uma política de priorização na ordem dos pagamentos. Nesse aspecto, os estudantes bolsistas e os terceirizados estão na primeira linha. O que acontece quando a universidade não tem recurso suficiente é que contas como energia, compra de material de consumo para atividades acadêmicas e de laboratório, ficam em aberto”, falou.

“Não existe a possibilidade de suspender aulas ou outras atividades, porque não temos essa política. Também não há previsão de redução de terceirizados, uma vez que a UFRN já trabalha com o mínimo de funcionários de que necessita”, afirmou ele, em seguida. Daniel Diniz explicou que a situação é preocupante porque a universidade trouxe para 2024 um déficit de R$ 2 milhões, em razão do orçamento insuficiente destinado à instituição no ano passado.

“Nós tínhamos um déficit previsto para 2023 de mais de R$ 9 milhões. Mas houve uma suplementação de mais de R$ 4 milhões, feita pelo Governo Federal no final do ano e ficaram em torno de R$ 4,2 milhões. Além disso, a UFRN usou um recurso de arrecadação (de R$ 2 milhões) advindo de projetos próprios para cobrir parte do valor restante. Então, o que efetivamente ficou para este ano foi um déficit de R$ 2 milhões”, detalhou o gestor.

Ao passo que o orçamento veio mais curto no PLOA, as universidades têm a perspectiva de aumento de gastos com contratos terceirizados e energia. Desse modo, o reitor afirmou que o orçamento previsto este ano tornaria o funcionamento das instituições completamente inviável e por isso a necessidade de, ao menos haver equiparação aos recursos de 2023. “Até a recuperação anunciada pelo ministro [da Educação], a redução orçamentária da UFRN era de 7,69% em 2024, trazendo para isso o déficit do ano passado e o aumento dos contratos terceirizados. Agora, vamos refazer as contas para ver, de fato, como fica a situação”, informou.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Tô achando pouco! O ideal é diminuir um pouco mais o orçamento.. A eficiência e criatividade florescem nas restrições… Certeza que a produtividade do UFRN vai melhorar ao máximo.

  2. A boiada da ufrn fez o L. Agora engolem, de boca fechada, o lizeu imposto pelo 9 dedos. Bem feito!

  3. Engraçado, não se vê nem se ouve um pio, dos estudantes nem dos professores.
    Tem um ditado que diz pimenta nos olhos dos outros e refresco.
    O silêncio chega ser ensurdecedor….

  4. O cabaré de bilica fez mais por Mossoró que essa UERN e lá em dona Bilica quem quer ir lá pagar essa é a diferença.

  5. Aita coisa boa, os seguidores da SEITA BOLSONARISTA estão PREOCUPADISSIMOS com EDUCAÇÃO e VACINAÇÃO? Parem o mundo que vou descer aqui. Aí Projeto de Jornalista, mostre aí os seguidores da SEITA BOLSONARISTA quanto foi que o MITO O MESIAS investiu nos 4 anos? Será que teve CORTES em ORÇAMENTO na Saúde, educação e segurança?

    Dia 25 vem aí!! Vamos aguardar a temida 72hs.

    Beijim no chifre 🦬

    1. SEU JUMENTO, NINGUÉM AQUI TÁ PREOCUPADO COM O QUE VOCÊ CITOU ACIMA. A QUESTÃO É QUE LULA ILUDIU UM MONTE DE OTÁRIOS USANDO A PALAVRA GENOCIDA FALANDO EM FALTA DE VACINAS, YANOMAMIS, FOGO NA AMAZÔNIA, CORTES NA EDUCAÇÃO, PORTE DE ARMAS E HOJE, A UNICA COISA QUE FEZ FOI DESARMAR A POPULAÇÃO PRA BANDIDAGEM FAZER A FESTA. NÃO DÁ CONTA NEM DA DENGUE. A QUESTÃO É ESSA. A HIPOCRISIA DOS PETISTAS. ASNO🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏🫏

    2. Veja o aumento que ele deu aos professores, via piso salarial. Claro que isso só vale se for feito pelo seu monopolista das boas intenções, né? Vacinação Bolsonaro assinou com Oxford em julho de 2020, assegurando recursos vai MP. O resto é chilique.

    1. Afora pagar a sua manutenção, por que deveria se preocupar, né?

    2. Comentário bem parecido com defensor de bandido, tentando acausar a vítima!

  6. VAMOS MARCAR O DIA DA MANIFESTAÇÃO. TEM DINHEIRO SOBRANDO, A QUESTÃO É QUE O “JANJO” SÓ SABE FAZER TURISMO PELO MUNDO AFORA.
    FAZ O “L” JUMENTADA

  7. Vixe além de viúvas do Bozo, são também invejosas….kkkkkkk vão estudar que vcs também entram na UFRN…fácil assim!!!!!

  8. Meu amigo, existem cursos na nossa universidade de péssima qualidade e estes são maioria, o dinheiro já é pouco e havendo contengeciamento desse magnitude, os corredores vão ficar as moscas e noiados, uma tristeza. Quero ver elementos nocivos como: Imparcial, Gustavo Mafra, Pixuleco, Manoel F, Pia e outros doidinhos colocarem a mão no teclado e a boca no trombone denunciando, vou bater palmas.

  9. Cade os canela seca da UFRN. Bora pra rua bando de jogue, tem que protestar. Fechar a BR. Botar fogo em pneus e ônibus. Só que não. A mamada tá tão grande que niguem fala nada. Faz o Ls.

  10. Esperando o DCE da UFRN e a Une convocarem uma manifestação em frente ao Midway … #hipocrisiaesquerdista

  11. Kkkk cadê os professores, alunos, funcionários da universidade fazendo passetas na ruas a imprensa comprada. Todos mudos esse governo do encantador de jumentos. FAZ O L

  12. NAM, NÃO PODE SER VERDADE UMA COISA DESSAS! O GOVERNO DO PT DEIXANDO AS FACULDADES NA BERLINDA? SERÁ QUE O GOVERNO LULA É ESTELIONATÁRIO? NÃO ACREDITO, NAM!

  13. Eu não acredito. Lula jamais faria uma coisa dessas, ainda mais com o professor Haddad como ministro da economia.
    Fake news, né?

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Geral

Setor produtivo critica recomendação da Procuradoria para paralisar engorda de Ponta Negra

Imagem: reprodução/eduardodantasrn

Entidades ligadas ao turismo e ao setor produtivo do Rio Grande do Norte criticaram a recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que pede o embargo e a paralisação das obras da engorda da Praia de Ponta Negra, reiniciadas há 10 dias após a Prefeitura do Natal encontrar uma jazida com areia em quantidade e qualidade para execução do aterro hidráulico. Para entidades como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomercio) e a Federação das Indústrias do RN (Fiern), a obra precisa ter continuidade para proteção do Morro do Careca e sustentabilidade do turismo e da economia potiguar.

“A preservação do litoral, além de ser uma questão ambiental crucial, é vital para o desenvolvimento econômico da cidade, que tem no turismo sua principal atividade. Do ponto de vista turístico, a proteção e revitalização de Ponta Negra são essenciais para manter o fluxo de visitantes e preservar a atratividade de um dos principais cartões-postais do Rio Grande do Norte: o Morro do Careca. O setor depende da preservação das praias para continuar gerando empregos e impulsionando o comércio e os serviços locais. Acreditamos que a conclusão dessa obra será um marco importante para assegurar a sustentabilidade do turismo e da economia potiguar”, disse a Fecomércio em nota.

“A referida Procuradora, não obstante o respeito pessoal que a ela todos devemos, faz, a partir de seu exercício profissional, uma aparente militância contra projetos de desenvolvimento econômico, o que muito se lamenta. A FIERN espera que o posicionamento da Procuradoria Geral do Estado e do Governo do Rio Grande do Norte seja em outro sentido, ou seja, de apoio a obra da engorda de Ponta Negra, Natal, que se apresenta plenamente viável e extremamente necessária”, disse.

Outras entidades criticaram o despacho da PGE, como a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH-RN), por meio do presidente Abdon Gosson. “Não só a ABIH, o turismo, mas a população da cidade e do RN estão cansando com essas atitudes, eu diria, contra o desenvolvimento da cidade de Natal, contra o turismo, que é o maior gerador de emprego e renda dessa cidade. Chegou um ponto que não só perdemos as esperanças, mas vamos cansando, e quando cansamos temos que tomar providências ou outras atitudes que sejam benéficas para nosso setor e nossa cidade. O povo não aguenta mais ser desrespeitado ao longo de décadas e quando se chega uma solução como é a engorda, forças maiores ficam contra a vontade do povo, contra a vontade de gerar emprego e renda e contra o turista que chega para deixar dinheiro para nossa economia”, disse.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-RN), Luís Leite, disse que a obra da engorda de Ponta Negra é importante para renovar a estrutura costeira da capital.
“Há uma necessidade grande para que Natal possa estar novamente entre as capitais do Nordeste mais procuradas porque sua estrutura foi renovada. Estamos falando das cidades vizinhas da Paraíba, Ceará e Pernambuco, onde estão com praias estruturadas, melhor segurança para banhistas e pessoas que vêm conhecer o Nordeste”, acrescenta.

George Gosson, vice-presidente Executivo do Natal Convention Bureau, disse que turismo de Natal aguarda a obra de alargamento da faixa de praia de Ponta Negra há pelo menos doze anos.
“Qualquer tentativa de atrasar a conclusão desta obra ou por motivações políticas ou por preciosismos burocráticos se consiste num atentado contra o turismo de Natal, contra o erário público, contra o bom senso e contra a razoabilidade. Esta obra precisa ser concluída o quanto antes”, pontuou.

O presidente da Federação da Agricultura, Pecuária e da Pesca do RN (Faern), José Vieira, disse que “o sentimento que eu tenho, às vezes, é que o Rio Grande do Norte é para não dar certo”.
“Porque a quantidade de pessoas que trabalham contra o desenvolvimento do Estado é assustadora. Ninguém está preocupado como o Ceará se preocupou, como a Paraíba se preocupou, com o desenvolvimento, com a qualidade de vida das pessoas, com a geração de emprego e de oportunidade. No Rio Grande do Norte parece que a questão ideológica é muito mais importante do que a vida das pessoas. Eu só tenho a lamentar que, infelizmente, a gente precisa conviver com esse tipo de situação”, completou.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Que a engorda é necessária é um fato comprovado; que a esquerda é contra a obra não há dúvida. Agora, prurido de estado posicionar-se contra um projete como esse é um absurdo.

  2. Quero só vê quando a população não puder mais tomar banho devido ao batente gigante que está se formando o que vão dizer?
    Ponta Negra será a nova praia de búzios, vai ser perigoso da mergulho! Aguardem!

  3. Eu pergunto a vcs!!!
    A esquerda é um atrazo ou não é????
    ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA.????????????????.

  4. corram com essa obra antes que seja parada por politicagem! minha única crítica é que deveria ter começado pelo morro do careca e não pelo lado dos hotéis dos ricos…

  5. Infelizmente esse estado não vai pra frente por esses motivos.. quem era pra ajudar parece que faz questão de atrasar o desenvolvimento da área produtiva do estado, por que muitas empresas estão saindo do estado e indo para os vizinhos que estão 20 anos a frente do Rn !! Lamentável, um estado em que tem mais pessoas vivendo da esmola do governo do que carteira assinada, onde tem mais cargo comissionado sem produzir nada !! Não tem como dar certo. Pessoas que não conseguiram crescer a não ser as custa de um político padrinho.

  6. Para a procuradora estadual é fácil querer parar uma obra dessa. Com salário de 50 mil reais por mês ela pode viajar todo final de semana, já para o natalense que ganha um salário mínimo e quer ir à praia de Ponta Negra na sua folga com a família q se lasque. Simples assim!

    1. Deixe de acompanhar subcelebridades e estude, você consegue alguma coisa.

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Diversos

Ex-mendigo diz que agora ganha R$ 13 mil por semana e que está acostumado com cancelamento

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O ex-morador de rua Givaldo Alves de Souza, de 48 anos, passou da invisibilidade ao estrelato após se envolver num caso rumoroso, ainda sob investigação policial. Depois de ser espancado e ficar dias internado, ele ganhou mais de 473 mil seguidores no Instagram, virou garoto propaganda de uma empresa de criptomoedas e foi assediado até por artistas de funk e sertanejo.

Hoje, não vive mais sob marquises, mas num flat de Brasília. Em vez de pedir esmola, ganha mais de 10 mil por semana. Pede desculpas por ter exposto a mulher, mas não entende por que vive entre o incensamento de novos fãs e o cancelamento de grupos feministas.

No dia 9 de março, Givaldo foi flagrado fazendo sexo com a mulher do personal trainer Eduardo Alves dentro de um carro estacionado numa rua em Planaltina, no Distrito Federal. Apanhou do marido. Passado pouco mais de um mês, agora publica em suas redes sociais passeios em carros de luxo e helicópteros, além de ida a camarotes VIPs de festas no Rio de Janeiro, como o carnaval na Sapucaí.

Baforando um cigarro eletrônico e consultando constantemente as horas no seu smart watch, Givaldo contou ao GLOBO que está ganhando cerca de R$ 13 mil por semana num site que comercializa vídeos personalizados para festas de aniversário, casamento e despedidas de solteiro. Na descrição do canal, ele se apresenta: “Aqui quem fala é o Givaldo Alves, o Mendigo. Sim, aquele mesmo! Se você quiser um vídeo especial meu, dando conselho amoroso pra aquele seu amigo que está na seca, desejando feliz aniversário para aquele seu parente gente fina ou qualquer outra ocasião especial, eu estou aqui”. Cada gravação sai por um “preço promocional” de R$ 127,50, se encomendado com antecedência, e de R$ 250, se solicitado em menos de 24 horas.

Orientado por um agente de marketing, Givaldo criou uma persona nas redes sociais para explorar o que a sua assessoria chamou de “princípio do contraste” entre a sua vida anterior de “morador de rua” e a atual de “celebridade”, o que gera engajamento no mundo virtual. Em seu canal, o ex-sem-teto passou a divulgar vídeos em que volta aos locais onde já dormiu na sarjeta, reencontrando companheiros de rua e distribuindo alimentos e notas de dinheiro. Num quadro recente, chamado “o mendigo paga o seu boleto”, ele oferece pagar dívidas de banco, conta de luz e água aos internautas que interagirem com ele.

— Já paguei boleto de oito pessoas. Dois só de uma mãe solo que tinha três crianças para cuidar. E as pessoas podem divulgar, porque isso não é fake. É fato — conta.

Os vídeos passam por edição profissional, com trilha sonora e desenho do “ex-mendigo” num pedaço de papelão, produzidos por uma equipe de marketing que também presta serviços a políticos e empresários de Brasília.

Além do portal de vídeos, Givaldo ensaia uma carreira de garoto-propaganda de bitcoin. Com o mote de que até “um mendigo pode ficar rico da noite para o dia”, ele passou a estrelar conteúdos publicitários de um consultor financeiro virtual chamado Diego Aguiar, que incentiva a operação de criptomoedas e tem mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. Recentemente, o youtuber bancou para o ex-morador de rua um passeio de helicóptero e uma volta num carro de luxo avaliado em R$ 3 milhões — tudo devidamente registrado e postado nas redes sociais.

Nas redes, Aguiar diz que antes era “pobre, fod…, sem um put… no bolso” e que agora é “multimilionário” fazendo investimentos de alto risco. Posta vídeos jogando fora nota de dólares no mar das Maldivas e em festas rodeado de mulheres na Europa. Por meio de sua assessoria, diz que quis ajudar o ex-morador de rua para “provar que até um mendigo pode aprender a ganhar dinheiro”: “Eu vi todo mundo criticando o cara, e resolvi dar oportunidade de ele viver algumas experiências”.

Givaldo Souza ainda está em vias de fechar um contrato de publicidade com uma marca de suplementos vitamínicos que promete melhorar o desempenho sexual. E planeja consolidar a persona de “mendigo bem de vida” no Instagram para manter uma renda permanente com sua atuação nas redes. Dependendo da audiência, cada vídeo pode lhe render cerca de R$ 1 mil.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. isso só acontece numa cultura pobre e jogada na sarjeta. Impressionante que existas pessoas que ainda seguem e compram serviços desse cidadão.

  2. Isso é uma vergonha, por isso que esse país estar essa zona, a mídia e algumas pessoas despensa atenção a uma figura dessa.
    Com tantos problemas que estamos enfrentando, isso é desperdício de tempo.

  3. Se ele se candidatar vence já que brasileiro adora eleger um medíocre, ou pior, muitas vezes elege bandidos, não a toa os dois que estão na frente nas pesquisas pra presidente…

  4. Só no Brasil tudo pode acontecer, mendigo virar celebridade e qualquer um virar presidente da República.

    1. Se mude, 2022 ele tá aí novamente…Se mude… Vá para Venezuela ou Cuba.

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Saúde

PROIBIÇÃO DO VAPE: 5 motivos pelos quais o cigarro eletrônico faz mal à saúde

Foto: Eva Hambach/AFP

A Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou, na última sexta-feira (19), a manutenção da proibição dos cigarros eletrônicos, também conhecidos como “vape”, no Brasil. O tabaco aquecido, assim como acessórios e refis destinados ao uso em quaisquer destes produtos também continuam proibidos no país.

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) são uma polêmica no mundo inteiro. Desde seu surgimento e em muitos países, os cigarros eletrônicos e outros DEFs são considerados uma alternativa menos nociva ao cigarro tradicional. No entanto, estudos recentes mostram que esses dispositivos são nocivos à saúde, geram dependência e não trazem benefícios comprovados para a saúde pública. Além disso, eles têm um apelo muito grande entre jovens, incluindo crianças e adolescentes.

Confira cinco motivos, baseados em evidências científicas, pelos quais o cigarro eletrônico faz mal à saúde.

Dependência

O vape tem níveis de nicotina semelhantes ou superiores aos do cigarro tradicional. Além disso, devido à forma que entrega a nicotina, que “facilita sua inalação por períodos maiores, sem ocasionar desconforto ao usuário”, esses dispositivos teriam uma facilidade maior do que o cigarro convencional de tornar o usuário dependente. Um estudo do Hospital das Clínicas da USP mostrou que o cigarro tradicional tem um limite de 1 mg da substância no Brasil, enquanto os eletrônicos chegam a 57 mg por ml. Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), um único vape equivale a um maço com 20 cigarros.

Substâncias químicas

Tais dispositivos podem conter quase 2 mil substâncias, a maioria não revelada. Um trabalho da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, encontrou outras milhares de químicos desconhecidos nos aparelhos, que não eram listados pelas fabricantes. Além disso, sabe-se que a inalação de substâncias conhecidas presentes nestes dispositivos, como propilenoglicol e metais, são tóxicas e cancerígenas.

Alteração no DNA

Trabalho publicado na revista científica Cancer Research no mês passado revelou que usuários de cigarros eletrônicos apresentam alterações de DNA em células específicas da bochecha semelhantes às dos fumantes convencionais.

Jovens

Os vapes, em especial os descartáveis de sabor açucarado ou frutado e embalagens de cores vivas que lembram doces são especialmente atraentes para os adolescentes. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2019 pelo IBGE, 16,8% dos adolescentes de 13 a 17 anos já experimentaram o cigarro eletrônico.

Danos ao organismo

Segundo um estudo feito pelo Center for Tobacco Research do The Ohio State University Comprehensive Cancer Center e da Southern California Keck School of Medicine, ambos dos Estados Unidos, apenas 30 dias de consumo dos chamados vapes podem gerar problemas respiratórios severos, mesmo em pessoas com boas condições de saúde e pouca idade, público que mais consome esse tipo de produto.

Usuários de cigarros eletrônicos há 30 dias tiveram um risco 81% maior de apresentar um sintoma chamado chiado. Para esse grupo, também foi demostrado um risco 78% maior de sentir falta de ar e um risco 50% maior de apresentar sintomas de bronquite.

Outro estudo, feito pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, descobriu que a inalação do vapor de um cigarro eletrônico, mesmo a exposição moderada, pode impedir o funcionamento normal das células imunológicas capazes de enfrentar doenças. Já um trabalho da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) afirma que os cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como vapes, aumentam em 1,79 vez a probabilidade de infarto. Ainda de acordo com estudos analisados pela SBC, os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) também impactam na incidência de aterosclerose em seus usuários.

“O uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, aumenta a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio da mesma forma que o uso de cigarros tradicionais diários. Em estudos de laboratório, com camundongos, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga”, disse a AMB.

A Associação também alerta para a ocorrência da EVALI, sigla para lesão pulmonar induzida pelo cigarro eletrônico. Trata-se de uma doença no pulmão associada aos dispositivos que foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos – onde já foram registrados 2.807 casos e 68 mortes associadas.

Outro estudo, publicado no periódico Inhalation Toxicology, observou que há vazamento de metais pesados das serpentinas (coils) para os e-líquidos (juices) dos dispositivos eletrônicos para fumar. Nas amostras, foram encontrados alumínio, ferro, cromo, cobre, níquel, zinco e chumbo, o que eleva o risco de câncer entre os consumidores, além de outras doenças respiratórias, cardiovasculares e neurológicas.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. O bom era liberar todo tipo de droga. Que todo jeito vai ter o consumo proibindo ou não proibindo. Aí teria arrecadação de imposto para bancar o tratamento.

  2. Cadê nosso liberdade de escolher a droga para se matar, Jaja vai proibir o cigarro e a cerveja. Isso é só o começo. Abaixo a ditadura

    1. Souza Cruz é quem está preocupado, ela pagou essa pesquisa!!! A Souza Cruz está dando pressão.

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