Política

Relatório e votação da dosimetria dependem de acordo com o Senado

O presidente do Senado Davi Alcolumbre e o relator da PEC da Dosimetria na Câmara, deputado Paulinho da Força | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A votação do projeto de lei alternativo à anistia aos envolvidos nos atos extremistas do 8 de Janeiro dependerá de acordo com o Senado. Inicialmente, o relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), indicava que a apreciação ocorreria nesta terça-feira (30). No entanto, a busca por consenso com o Senado deve adiar a votação.

Segundo interlocutores ouvidos pela reportagem, a relação com o Senado “azedou” após a Casa arquivar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que ampliava a proteção de parlamentares contra a Justiça. Publicamente, porém, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nega mal-estar.

Líderes da Câmara ponderam que a votação do PL da Dosimetria, alternativo à anistia, só poderá ocorrer se o Senado garantir que o texto não será barrado pelos senadores, como ocorreu com a PEC.

Algumas lideranças apontam quebra de acordo por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Na noite de quarta-feira (24), Paulinho iria se reunir com Motta e Alcolumbre na Residência Oficial da Câmara, em Brasília, para tratar do projeto.

A reunião, marcada para as 23h, foi desmarcada, o que indica possível atraso nas negociações.

Projeto da dosimetria

Até o momento, a maioria dos partidos de centro manifestou apoio ao projeto relatado por Paulinho. Eles consideram algumas penas aos envolvidos no 8 de Janeiro “excessivas”.

A modificação nas dosimetrias das penas por meio do Código Penal é a linha seguida pelo relator no parecer final.

A proposta visa alterar a duração das penas de alguns dos cinco crimes pelos quais os participantes dos atos antidemocráticos foram condenados.

O relator defende que a redução das penas “soltaria” os envolvidos nos atos extremistas. Paulinho, contudo, afirma que não “vai salvar todo mundo” e que o objetivo é apresentar um texto “equilibrado”.

Bolsonaro

Alguns deputados do União e do PP manifestaram preocupação com a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado.

Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar no âmbito de inquérito sobre obstrução de Justiça. Parlamentares pedem que a mudança na dosimetria beneficie Bolsonaro em virtude da idade do ex-presidente, 70 anos, e das condições de saúde dele.

Uma eventual anistia ou revisão de penas beneficiaria Bolsonaro, pois ele foi condenado pelos mesmos crimes de participantes efetivos dos ataques do 8 de Janeiro em Brasília.

Apesar disso, PT e PL se manifestaram contrários à mudança na dosimetria. O PT é contra anistia e qualquer redução de penas, enquanto o PL pleiteia exclusivamente a anistia.

O PL deve apresentar destaque prevendo a anistia caso o relator não inclua a medida no texto.

R7

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Judiciário

Descriminalização do porte de drogas: veja quais são os argumentos a favor e contra dos ministros do STF

Foto: Gustavo Moreno / STF / Divulgação CP

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga se o porte de drogas para consumo pessoal deve ser considerado crime ou não. A análise foi retomada no último dia 6, mas novamente interrompida pela Corte. Oito dos 11 ministros já votaram sobre o tema, e o placar está em cinco votos a três a favor da descriminalização do porte de maconha para uso próprio.

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Brasil

Saiba quem são os investigados no inquérito da CPI da Covid

Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta 5ª feira (18.set.2025) a abertura de inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros 20 investigados. A medida atende a pedido da Polícia Federal e tem como base o relatório final da CPI da Covid.

Segundo a decisão, há indícios de crimes como fraude em licitações, superfaturamento, contratos com empresas de fachada, desvio de recursos públicos e incitação à população a adotar condutas prejudiciais ao enfrentamento da pandemia. Leia a íntegra (PDF – 120kB).

“Destaco que a investigação parlamentar apontou indícios de crimes contra a Administração Pública, notadamente em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos públicos, assinatura de contratos com empresas de ‘fachada’ para prestação de serviços genéricos ou fictícios, dentre outros ilícitos mencionados no relatório da CPI”, escreveu Dino.

“Acolho o requerimento da Polícia Federal e determino a conversão da presente Pet em Inquérito Policial, fixando prazo inicial de 60 (sessenta) dias para as investigações”, acrescentou.

O processo tramitará sob sigilo de nível 3, conforme o Código de Processo Penal. A PGR (Procuradoria Geral da República) foi notificada.

Alvos do inquérito
Entre os investigados estão políticos, ex-ministros, empresários e influenciadores digitais:

Jair Bolsonaro (ex-presidente da República);
Flávio Bolsonaro (senador, PL-RJ);
Eduardo Bolsonaro (deputado federal, PL-SP);
Carlos Bolsonaro (vereador no Rio de Janeiro);
Ricardo Barros (ex-líder do governo na Câmara);
Osmar Terra (deputado federal, MDB-RS);
Bia Kicis (deputada federal, PL-DF);
Carla Zambelli (deputada federal, PL-SP);
Onyx Lorenzoni (ex-ministro);
Carlos Roberto Coelho de Mattos Junior;
Allan dos Santos (blogueiro);
Helcio Bruno de Almeida (Instituto Força Brasil);
Oswaldo Eustáquio (blogueiro);
Hélio Angotti Neto (ex-secretário do Ministério da Saúde);
Bernardo Kuster (influenciador);
Paulo Eneas (jornalista);
Richards Pozzer;
Leandro Ruschel (influenciador);
Carlos Wizard Martins (empresário);
Luciano Hang (empresário);
Otávio Fakhoury (empresário);
Filipe Martins (ex-assessor da Presidência);
Tércio Arnaud Tomaz (ex-assessor da Presidência);
Ernesto Araújo (ex-ministro das Relações Exteriores).

Entenda
A CPI da Covid, concluída em 2021, responsabilizou Jair Bolsonaro e aliados por condutas que dificultaram o combate à pandemia. O relatório sugeriu o indiciamento de autoridades e empresários por supostos crimes como charlatanismo, prevaricação e crimes contra a humanidade. Leia a íntegra do relatório final da CPI da Covid no Senado, apresentado em 26 de outubro de 2021.

A PF (Polícia Federal) pediu para converter em as investigações da CPI em inquérito policial. O pedido foi deferido. Agora a PF vai complementar as investigações da CPI. Com a decisão de Dino, terá 60 dias para avançar nas investigações, com possibilidade de prorrogação.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. E o consórcio do nordeste que ele fez parte? Vai ser investigado? O caso dos ventiladores comprados em empresa de maconha?

  2. É só fazer a anistia da COVID, e depois a PEC da blindagem dos Bolsonaros. Aí pronto, tira a coroa dos Orleans e Bragança e entrega pra Bolsonaro e seus príncipes herdeiros (01, 02, 03, 05 e a 05). Resolvida a parada.

  3. OBA!!! AGORA O DINHEIRO DOS RESPIRADORES VAI SER DEVOLVIDO! VIVA !!! 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏🏿👀

  4. Não vão abrir inquérito sobre os governadores e o consórcio do nordeste que comeram o dinheiro dos respiradores?

  5. Essa “obra” foi fruto de Elizane Gama, uma figura do Maranhão, essa senhora dá azia em sal de fruta, sonrizal

  6. E os que fizeram compras de respiradores através do consórcio nordeste não serão investigados? Ah é mesmo, são cumpanhêros e não soltam as mãos, entendi o importante é aniquilar o bozo e seus apoiadores, pois se não for assim eles ganharão as eleições de 2026.

  7. O ministrará saúde do governo do nove dedos já se manifestou afirmando que todas as medidas tomadas pelo governo anterior foram corretas no enfrentamento da COVID. A perseguição continua servindo para abastecer narrativas para a imprensa corrupta.

  8. Vamos aos fatos, bandido bom só se for da esquerda. Se for de direita taokey pra todo mundo, afinal só gostam de ser papagaios.

  9. Rocambole do inferno só não vai investigar quem roubou.
    Esse satanás do STF comunista chamado Flavio Dino é uma desgraça.

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Geral

Prestes a sentenciar Bolsonaro, STF levou dois anos entre condenação e prisão de Collor

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O rito adotado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na condenação do ex-presidente Fernando Collor (PRD) em um processo da Operação Lava Jato levou ao intervalo de dois anos entre a sentença e a prisão. Esse precedente da Corte, que teve um ritmo mais lento do que o adotado até o momento na ação da trama golpista, tem sido citado em reserva por advogados do processo cujo principal réu é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O relator dos dois casos é o ministro Alexandre de Moraes, que nesta terça-feira, 9, começou a ler seu voto sobre a ação penal do golpe.

O argumento dos advogados ouvidos pela Coluna do Estadão é uma estratégia das defesas para alongar o julgamento e, assim, evitar a decretação de eventuais prisões definitivas, em caso de condenação.

Nesta semana, a Primeira Turma da Corte deve concluir o julgamento de Bolsonaro e outros sete réus no processo, que devem recorrer da decisão. É só ao fim dos recursos que a prisão, isto é, a execução definitiva da pena, pode ser ordenada. Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar no âmbito de outro processo, que apura obstrução de Justiça e coação ao STF.

Collor foi condenado em 2023 e preso em 2025

Em maio de 2023, o plenário do STF condenou Collor a oito anos e dez meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, por receber R$ 20 milhões em propina. Os recursos da defesa foram rejeitados um ano e meio depois, em novembro de 2024.

Em abril de 2025, quase dois anos após a condenação, Collor teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes e confirmada pelo plenário. O ex-presidente ficou na cadeia por cerca de uma semana. Em maio, Moraes autorizou o cumprimento da pena em regime domiciliar em razão da idade e da saúde do político. Esse precedente sobre a prisão domiciliar também pode beneficiar Bolsonaro.

Processo contra Bolsonaro tramita na Primeira Turma

Por outro lado, o processo contra Bolsonaro, que apura uma tentativa de golpe de Estado, tramita na Primeira Turma do STF e tem sido julgado mais rapidamente até o momento. Essa ação penal foi aberta em março passado, quando o colegiado aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República e tornou Bolsonaro e auxiliares réus.

O julgamento do “núcleo crucial” da trama golpista começou na última semana e deve ser encerrado nos próximos quatro dias. Nesta semana, os ministros apresentarão seus votos. O primeiro é o relator, Alexandre de Moraes, que começou sua manifestação na manhã desta terça-feira, 9. Em seguida, votarão os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Uma tentativa de golpe…?quem foi que interviu nessa tentativa..? Uma loucura total de Xandão!

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Geral

Fraudes contra INSS envolvem roubo de dados, IA e até mortos

Foto: Raquel Franco/Folhapress

A investigação em torno dos descontos indevidos em benefícios previdenciários feitos por sindicatos e associações envolvendo mais de R$ 6 bilhões descontados da folha de pagamento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) são apenas a ponta do iceberg de golpes contra a Previdência Social.

As atividades fraudulentas envolvem roubo de dados, IA (inteligência artificial), falsificação de documentos, uso e ocultação de cadáveres e até a boa-fé de aposentados e pensionistas, segundo o advogado Rômulo Saraiva, especializado em Previdência e colunista da Folha, que reuniu mais de 400 casos de golpes no livro “Fraudes no INSS – Casos Práticos de Vazamento de Dados, Engenharia Social e Impactos na Proteção Social”.

Dentre os golpes mais comuns estão o da falsa prova de vida, saque após a morte do beneficiário, compra de laudo médico para concessão de benefício por incapacidade, descontos indevidos de mensalidade associativa ou de crédito consignado, roubo de informações sensíveis e documentação falsa.

No livro, que será lançado em São Paulo nesta quinta-feira (7), às 19h, na PUC (Pontifícia Universidade Católica), zona oeste da capital paulista, as fraudes foram divididas por tipo, com casos históricos como o de Jorgina de Freitas e a Máfia da Previdência, casos fiscais, nos quais quadrilhas se apropriam de valores indevidos, e fraudes eletrônicas, bancárias, previdenciárias, de acumulação indevida, relacionadas ao estado de saúde do aposentado, de falsificação ou adulteração de documentos, e suborno, entre outras.

O ponto de partida para o levantamento foram as operações da Polícia Federal envolvendo a Força Tarefa Previdenciária, além da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Previdência, de 1993, e as próprias ações judiciais de aposentados que procuram o seu escritório após ser vítimas.

O levantamento contou ainda com pesquisa de casos na Justiça Federal do Brasil e em notícias de sites e jornais internacionais, mostrando que a engenharia social das fraudes e a corrupção não são problemas exclusivos do Brasil, mas estão em países como Estados Unidos, Suécia, Itália e Japão, entre outros.

Para Saraiva, a tecnologia trouxe desafios aos aposentados e pensionistas, que podem ter seus dados expostos de forma mais fácil. Ele lembra, no entanto, que ainda há muitos casos de segurados que são enganados por criminosos.

Não é possível mensurar o quanto a Previdência e aposentados perderam. Os valores nas investigações são estimativas.

“É difícil essa precificação, embora na década de 90, na Máfia da Previdência Social, quando Jorgina de Freitas ‘assaltou’ 15 agências no Rio de Janeiro, criou-se a CPI do Rio de Janeiro e depois a CPI nacional. Naquela altura, foi feita uma estimativa de 50% da arrecadação do INSS, dos quais 7% foram recuperados”, afirma.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Viva à Esquerda brasileira chefiada pelo presidente Lula que voltou à cena do crime, e roubou na cara limos aposentados. O Amor venceu.

  2. Até agora não prenderam ninguém… não bloquearam bens de ninguém… não bloquearam contas bancárias de ninguém… e ninguém fala mais nisso. Se tivesse alguém da direita tudo isso já teria acontecido.

    1. Cadê as 24 horas do dono do Brasil para providencias.???????? deverá ser 24 anos.

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Geral

Lula se reuniu com ministros para discutir tarifaço mas medidas não serão anunciadas nesta semana

Foto: WILTON JUNIOR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros no Planalto nesta quinta-feira, 31, para discutir impactos do tarifaço de Donald Trump, cujo anúncio oficial foi feito na quarta-feira, 30, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Nenhuma medida, seja de apoio às empresas e aos trabalhadores ou de reciprocidade em relação aos Estados Unidos, deve ser anunciada pelo governo nesta semana.

O Palácio do Planalto também não trabalha com a possibilidade de anúncio das medidas em formato de “pacote”.

Lula se reuniu com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; da Casa Civil, Rui Costa; da Saúde, Alexandre Padilha; e da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, também participou, representando o vice-presidente Geraldo Alckmin, que participou do programa Mais Você, da TV Globo, nesta quinta pela manhã.

O objetivo de Lula com o encontro foi discutir com os ministros o conteúdo do tarifaço de Trump, com todos os setores que serão afetados (já que quase 700 itens foram isentos da sobretaxa), e o impacto na economia brasileira.

O presidente tem mapeado, junto de seus ministros, as medidas que serão tomadas para garantir empregos e apoiar as empresas em um cenário de eventual queda de receita por causa da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros.

Fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast disseram que a reunião desta quinta-feira foi uma continuação da reunião de emergência convocada por Lula na tarde de quarta, logo após o anúncio da ordem executiva do presidente dos Estados Unidos. O encontro acabou no início da tarde desta quinta.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não esteve presente na reunião. Ele estava em Washington na quarta-feira e volta ao Brasil nesta quinta.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, ele pode se reunir com Lula ainda hoje para relatar como foi a conversa com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

O anúncio oficial do tarifaço trouxe várias exceções de produtos, que que gerou um misto de alívio entre os setores que ficaram de fora e de muita apreensão entre os que não conseguiram escapar.

É uma longa lista de exceções – são 694 itens. Entre eles estão alguns produtos importantes na lista de exportações brasileira, como o suco de laranja, a celulose e aviões da Embraer. Por outro lado, alguns produtos de peso na balança, como café, carnes e frutas passarão a ter uma alíquota extra de 40% – que se soma à de 10% atualmente em vigor, chegando à taxa de 50%. A medida entrará em vigor no dia 6 de agosto.

Estadão Conteúdo

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Cidades

Violência silenciosa: seis denúncias de assédio sexual no trabalho são feitas por mês no RN

Foto: Reprodução/OAB-RN

O que parece um elogio “despretensioso”, um comentário “engraçado” ou uma “brincadeira inocente” pode, na verdade, esconder um crime grave. No Rio Grande do Norte, seis ações de assédio sexual no ambiente de trabalho são abertas, em média, todos os meses na Justiça do Trabalho. Os dados são do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN).

Ao longo de 2024, foram ajuizados 71 processos sobre assédio sexual no estado. E o problema continua em 2025: só nos primeiros quatro meses do ano, 25 novos casos já foram judicializados. Sete a cada dez vítimas são mulheres.

A maior parte das ações tem como alvo empresas do setor de comércio, seguido por processos contra pessoas físicas e empresas de teleatendimento.

Veja o ranking:
•    Comércio: 30 ações
•    Pessoas físicas: 29 ações
•    Teleatendimento: 17 ações
•    Administração pública: 7 ações
•    Locação de mão de obra temporária: 7 ações

Hoje, cerca de 19 mil processos trabalhistas por assédio sexual tramitam na Justiça do Trabalho em todo o país.

Como reconhecer o assédio sexual no ambiente de trabalho?

De acordo com o TRT-RN, qualquer comportamento de conotação sexual, indesejado, que cause constrangimento ou intimidação, pode ser considerado assédio sexual. A seguir, veja exemplos práticos:

Condutas que caracterizam o assédio sexual:
•    Comentários ou piadas com teor sexual
•    Toques não consentidos, como abraços, tapinhas ou beliscões
•    Envio de conteúdos inapropriados por mensagens ou redes sociais
•    Convites insistentes para encontros íntimos
•    Perguntas invasivas sobre a vida sexual ou aparência
•    Exibição de material pornográfico no ambiente de trabalho
•    Promessas ou ameaças relacionadas ao desempenho profissional em troca de favores sexuais

O assédio pode se manifestar de duas formas principais:
•    Chantagem sexual: quando há uma troca implícita ou explícita de favores sexuais por benefícios no trabalho.
•    Ambiente hostil: quando a vítima é exposta a um clima constante de intimidação, humilhação ou constrangimento com conotação sexual.

E o que fazer se você presenciar ou sofrer uma situação de assédio?

O TRT-RN orienta que qualquer pessoa pode ajudar a combater esse tipo de violência:
•    Incentive a vítima a denunciar em canais internos da empresa ou ao sindicato
•    Ofereça apoio e acolhimento; demonstre que ela não está sozinha
•    Posicione-se contra comentários ou atitudes inadequadas
•    Ajude a vítima a buscar atendimento psicológico ou médico
•    Disponha-se a testemunhar, se possível
•    Comunique ao setor responsável ou superiores sobre o ocorrido

Assédio sexual não é exagero, nem frescura. É uma violência séria, que pode causar danos profundos à saúde física e emocional das vítimas — e precisa ser enfrentada com coragem e informação.

Portal da Tropical

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Geral

No luto, Páscoa pode se transformar em tempo de escuta, memória e cuidado

Em meio à dor do luto, a data pode se tornar um momento de ressignificar sentimentos, abrir espaços de escuta e promover acolhimento

A Páscoa é uma data marcada tradicionalmente como um momento de renovação, fé e reunião em família. Para muitos, é tempo de recomeço e celebração. Mas, para quem está enfrentando o luto, esse período pode despertar uma mistura de emoções. A ausência de quem partiu traz à tona saudades, lembranças e, muitas vezes, um vazio difícil de preencher. A psicóloga especialista em luto do cemitério e crematório Morada da Paz, Simône Lira, lembra que a Páscoa pode se tornar uma oportunidade de ressignificar sentimentos e encontrar conforto na esperança.

“A Páscoa é um momento de reflexão, de entender que a dor não vai acabar, mas que há esperança de renovação. A comunidade desempenha um papel crucial ao oferecer apoio e assistência, motivando as pessoas a acreditarem que dias melhores virão, assim como o renascimento simbólico que a Páscoa representa”, explica.

O luto é um processo natural, único e profundamente humano. Cada pessoa lida com a dor da perda de forma diferente, em seu próprio tempo e à sua maneira. Nestes momentos, encontrar espaços de escuta, acolhimento e suporte faz toda a diferença.

Pensando nessa necessidade, o Morada da Paz criou o Morada do Cuidado, uma plataforma digital gratuita dedicada a oferecer conteúdos especializados sobre o luto. Com curadoria de psicólogos e profissionais capacitados, a ferramenta reúne vídeos, programas e recursos que orientam quem está enfrentando a perda de alguém querido.

A iniciativa não para no digital. Em Natal, o Espaço Terapêutico Morada do Cuidado, localizado na Avenida Rodrigues Alves, no bairro Tirol, oferece atendimento presencial a pessoas enlutadas, com uma equipe de psicólogas especialistas em luto e saúde mental. Mais do que um ambiente físico, o espaço representa o compromisso genuíno do Grupo Morada em transformar a experiência do luto em um processo de escuta com acolhimento e afeto.

Outro projeto de destaque é o Chá da Saudade, grupo de escuta promovido mensalmente pelo Morada da Paz. Os encontros, conduzidos por psicólogas, reúnem clientes e seus familiares para compartilharem experiências, dores e aprendizados em um ambiente afetuoso e respeitoso. “Falar sobre quem amamos é uma forma de mantê-los vivos dentro de nós”, reforça Simône.

Em datas como a Páscoa, em que as lembranças familiares se tornam mais vívidas, ações como essas ganham ainda mais relevância. Elas ajudam a transformar a dor em homenagem, o silêncio em diálogo, e a ausência em uma presença que continua — nos gestos, nas histórias, nas lembranças que permanecem vivas e agora podem ser ressignificadas. A Páscoa, com sua simbologia de renascimento, nos lembra que há esperança — e que, mesmo no luto, é possível encontrar um caminho de transformação.

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Geral

Defesa considera abusiva prisão de Alex dos Santos, candidato a deputado federal pelo PSC

A defesa do empresário e candidato a deputado federal, Alex dos Santos (PSC), impetrou, nesta terça-feira (13/9), pedido de Habeas Corpus ao Tribunal de Justiça do RN.

No mesmo dia, por volta das 15h, o empresário foi levado da sede de uma das suas empresas, a casa Kozmopolitan, no bairro de Petrópolis, por uma equipe da força tática do 5° BPM, em cumprimento ao mandado expedido pela Justiça acerca do qual fora ABSOLVIDO da acusação imputada, reconhecendo o juízo que, naquela situação o seria inimputável, por não gozar, naquela época, de todas as suas faculdades mentais, nos termos do disposto no art. 26, caput, do Código Penal, e Art. 386, VI, do Código de Processo Penal.

Por conta disso, a defesa do candidato impetrou HC, sustentando que a prisão dele fora abusiva e ilegal. Para o advogado Fernando Pinto, Alex dos Santos sofre perseguição política em razão dos seus posicionamentos e opiniões. “Esse processo que levou à prisão de Alex é de 2020 e previa, como medida de segurança, a internação e uma avaliação que não foi feita para verificar se o mesmo estava reestabelecido de problemas que envolviam sua saúde mental, quando foi preso por porte ilegal de armas, e diante dessa flagrante ilegalidade, estamos impetrando o devido HC repressivo para que se restabeleça a justiça e o respeito ao devido processo legal”, argumentou o advogado.

O candidato, informa ainda através de sua defesa que nunca negou que tramitam sobe si alguns processos, cujas certidões foram emitidas para a Justiça Eleitoral, as quais atestam que os processos carecem de capacidade executória de imputabilidade. A defesa informa ainda que Alex não se encontrava foragido, nem nunca esteve, possuindo residência fixa na capital do estado do Rio Grande do Norte. O mandado recebido foi para internação, sendo o mesmo direcionado à CRT de Parnamirim/RN, estando detido naquela unidade, por flagrante abuso de autoridade, objeto de ordens ilegais e totalmente desproporcionais. “Vale deixar registrado que o celular de Alex foi apreendido de forma ilegal, ante à ausência de mandado de busca e apreensão neste sentido, assim como não há, nem nunca existiu mandado de prisão contra o mesmo. O que se observa é, em verdade, uma provável perseguição política e todas as medidas legais estão sendo adotadas para garantir a liberdade de Alex”, declarou o advogado.

Alex da RENAVIN é pai de família, empresário respeitado, íntegro, cuja vida é pautada na dedicação para inovar ao longo de uma vida empreendendo. Sobre a candidatura a deputado federal, o próprio Alex dos Santos afirmou através de seus advogados que irá manter apesar das ameaças e perseguições políticas como a que resultou na sua prisão ilegal.

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Política

Governadores querem reunião com Lula para discutir compensação do ICMS

Foto: Reprodução

Após a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), governadores pretendem se reunir com o petista para discutir a perda do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Os gestores também vão debater a renegociação do Regime de Recuperação fiscal , a revisão da tabela do Sistema Único de Saúde ( SUS ) e investimentos em infraestrutura. Outro ponto que será colocado na mesa é a proposta de um novo pacto federativo.

Há muita preocupação dos chefes dos Executivos federais com a diminuição da arrecadação dos estados. Eduardo Leite (PSDB-RS) e Eduardo Riedel (PSDB-MS) disseram que falarão com Lula sobre a compensação das perdas do ICMS. O tributo, visto como fundamental para as contas estaduais, foi limitado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 2022, o rombo nos cofres gaúchos será de R$ 2 bilhões. No ano que vem, a previsão é que a arrecadação diminua em R$ 5 bilhões. Além disso, Leite afirmou para o jornal O Globo que obras precisam ser retomadas, como a duplicação da BR-116 entre Porto Alegre e Pelotas.

“A questão da queda do ICMS precisa de uma solução. É um recurso usado para o subfinanciamento de programas federais, como a complementação da merenda escolar e a defasagem tabela do SUS. A união pune políticas públicas ao forçar essa perda de arrecadação de impostos”, explicou Leite.

Riedel, que comandará Mato Grosso do Sul a partir do ano que vem, irá propor que as perdas do ICMS sejam compensadas com a redução do pagamento de dívida. No Rio, Cláudio Castro (PL) vai pedir ao governo federal que sejam feitos investimentos na nova subida da Serra de Petrópolis e a conclusão da F118, ferrovia que liga o Porto do Açu. A aproximação entre o governador e o futuro presidente tem sido feita por André Ceciliano (PT).

No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) quer recursos para as obras de infraestrutura hídrica e a revisão da tabela do SUS. Em Minas Gerais, Romeu Zema (PL) deixou o discurso das eleições de lado e relatou que trabalhará para que o governo federal ajude na expansão do metrô de Belo Horizonte.

O mineiro também defende a recuperação fiscal, endossando o discurso de Castro. “Esse é o ponto principal para que Minas possa ter uma solução para a crise fiscal que enfrentamos e, assim, avançarmos muito na melhoria dos serviços prestados aos mineiros”, comentou.

Zema ainda relatou que é importante defender a revisão do pacto federativo. “A União concentra hoje a maior parte da arrecadação, e são nos estados e municípios que a política pública acontece. É preciso fazer essa discussão para que os demais entes federativos sejam menos dependentes do governo federal”, completou.

IG

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Política

Fiscalização encontra 30 trabalhadores em situação análoga à escravidão no Rio Grande do Norte

Foto cedida

Fiscalizações realizadas ao longo de novembro localizaram 30 trabalhadores em situação análoga à escravidão na região Oeste potiguar, próximo ao município de Mossoró. Os casos ocorreram em dois locais de extração de carnaúba, além de uma pedreira e uma salina.

As ações foram confirmadas nesta quarta-feira (23) ao g1 pela coordenadora do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério da Economia, a auditora-fiscal do Trabalho Gislene Stacholski.

De acordo com ela, os trabalhadores foram encontrados em situações degradantes, sem locais adequados para dormir, se alimentar, ou acesso a banheiros. Eles também não eram registrados e não tinham direitos trabalhistas.

Foram resgatados 20 trabalhadores da carnaúba em Upanema, quatro trabalhadores de pedreira em Felipe Guerra e seis trabalhadores de uma salina em Grossos.

Segundo Gislene, os responsáveis pelas empresas investigadas tiveram que providenciar transporte para que os homens voltassem para suas casas e pagar valores relacionados aos direitos trabalhistas das vítimas – cerca de R$ 70 mil. Os pagamentos foram concluídos nesta terça-feira (22).

Os empregados também terão direito a três parcelas de seguro-desemprego especial de trabalhador resgatado e foram encaminhados aos órgãos municipais de assistência social de suas cidades, para atendimento prioritário.

“A principal característica que levou à classificação de situação análoga à escravidão foi a degradância em que foram encontrados. Eles estavam dormindo nos locais de trabalho sem alojamento, sem nenhuma estrutura. Estavam embaixo de árvores, alguns em barracas de lona, mas sem banheiro, sem disponibilização de água potável. Além disso, não tinham registros e direitos trabalhistas garantidos”, explicou a coordenadora.

Segundo os auditores, nos locais em que os trabalhadores foram encontrados ou nas frentes de serviços não havia instalação sanitária, chuveiro, lavatório ou lavanderias. As necessidades fisiológicas eram feitas no mato. Não havia local para o preparo, guarda e cozimento dos alimentos, nem local para refeições.

Os trabalhadores também não tinham acesso a exame médico admissional, nem material de primeiros socorros ou equipamento de proteção individual.

A operação fiscal começou no dia 15 de novembro e deve seguir até a próxima sexta-feira (25) a conclusão das providências administrativas, como os autos de infração emitidos contra as empresas.

Participaram da ação fiscal de resgate, além da Auditoria Fiscal do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Polícia Federal (PF).

“Esse é um trabalho que temos feito desde 2018, principalmente com foco na extração de carnaúba, mas houve a necessidade de ampliar a atuação. Os trabalhadores de salinas têm grandes riscos de prejuízo para sua saúde, trabalhando na situação como foram encontrados”, ressaltou a coordenadora.

G1 RN

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Polícia

Polícia e ITEP fazem novos exames em bebê de 10 meses

Foto: Divulgação

Uma equipe composta por um médico do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), além de um delegado de Polícia Civil e outros servidores foram acionados para ir até o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) na manhã deste domingo (11).

Em relação aos novos procedimentos, a Polícia Civil disse que para garantir a segurança e o procedimento de sigilo, não poderia confirmar a informação. A ida dos servidores até a unidade de saúde foi confirmada por pessoas ligadas à família.

Segundo informações, o acionamento da equipe de investigação foi feito pelo próprio hospital. Um sangramento na região anal da criança havia sido identificado, o que fez com que a Polícia Civil e o ITEP fossem deslocados até o hospital.

Suspeito tem prisão mantida em audiência de custódia

O homem de 55 anos, que foi preso suspeito de abusar de um bebê de 10 meses dentro do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) teve a prisão mantida após passar por audiência de custódia em Natal. A informação foi confirmada pela Polícia Civil que afirmou também continuar investigando o caso.

A notícia foi divulgada ainda na noite da sexta-feira (10), quando o possível crime teria acontecido na ala da enfermaria pediátrica da unidade hospitalar.

Segundo relato da mãe da criança, “Meu bebê estava dormindo e eu saí pra tomar água. Foi questão de 3 a 5 minutos, foi muito rápido. Quando eu voltei, percebi que o homem tava ajeitando a calça e camisa. Eu corri, liguei a luz do quarto, pois só tava a TV ligada e fui olhar meu Bebê. Olhei as partes íntimas, mas não vi nada de anormal. Mas quando olhei o canto da boquinha, vi um líquido estranho. Passei a mão na boca dele, cheirei e achei aquilo muito estranho. Fiz um vídeo e mandei pro meu esposo e ele me disse que eu fosse mostrar às enfermeiras”, conta a mãe.

O acusado estaria acompanhando um outro paciente internado na mesma ala do hospital. Ele foi autuado e preso em flagrante na mesma noite. A criança sofre de uma síndrome rara e está internada para a realização de um tratamento renal. A família do bebê segue recebendo apoio dos profissionais da unidade.

Em nota divulgada pela assessoria da Polícia Civil, a instituição afirmou que “um procedimento foi instaurado para apurar todas as circunstâncias do fato e a responsabilidade penal de todos os envolvidos. Em razão de a vítima ser um bebê e da necessidade de garantir a realização de diligências que ainda estão em andamento para apurar eventuais outros crimes. O processo tramitará em sigilo, razão pela qual a instituição se pronunciará apenas após a conclusão do procedimento”.

Novo Notícias

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Brasil

Comissão do Senado aprova PL das apostas esportivas

 


A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou nesta 4ª feira (22), de forma simbólica, o PL (projeto de lei) da taxação das apostas esportivas. O texto agora vai ao plenário da Casa Alta.

A proposta que regulamenta a tributação das apostas é uma das prioridades do governo para aumentar a arrecadação no próximo ano. A estimativa inicial do governo é arrecadar R$ 1,6 bilhão em 2024 com as apostas. O projeto já foi aprovado na Câmara, em setembro.

Na CAE, o relator da proposta, senador Angelo Coronel (PSD-BA), fez alteração do mérito do projeto, e se for aprovado no plenário com as alterações, precisará voltar para a análise dos deputados.

A principal mudança é a alteração da alíquota sobre a receita bruta das empresas obtida com os jogos (subtraídos os prêmios pagos aos apostadores) de 18% para 12%.

Segundo o senador, a nova alíquota foi acordada com o governo, com os senadores e com os deputados para que o texto não enfrente dificuldades ao retornar para a Câmara. O congressista também mudou de 30% para 15% a taxa que os apostadores pagarão de Imposto de Renda em prêmios superiores a R$ 2.112.

No Senado, a proposta já foi aprovada na Comissão de Esporte em 8 de novembro na forma do relatório do senador Romário (PL-RJ). Ele havia mantido a alíquota de 18% sobre a receita bruta das empresas obtida com os jogos (subtraídos os prêmios pagos aos apostadores). Romário mudou, entretanto, o rateio dos recursos arrecadados com a taxação para incluir o Ministério da Saúde e entidades da sociedade civil.

O relator na Comissão do Esporte também manteve a cobrança de até R$ 30 milhões a título de outorga para os sites que queiram atuar no Brasil, mas mudou o prazo de 3 para 5 anos. No texto aprovado nesta 4ª feira, Angelo Coronel concordou com o prazo de 5 anos.

Agora, que a proposta irá para o plenário, o relator deve ser o senador Jorge Kajuru (PSB-GO). O congressista deve reunir em seu parecer as sugestões aprovadas pelas duas comissões e rejeitar aquilo que não concordar.

Na semana passada, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirou a urgência constitucional do projeto sobre a taxação de apostas esportivas. O acordo foi feito para destravar a pauta. O combinado era que o PL fosse votado na 3ª feira (21) tanto na CAE como no plenário da Casa Alta.

A data havia sido confirmada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no plenário. No entanto, o acordo não foi cumprido. Na discussão de 3ª feira (21) na CAE, houve pedido de vista (mais tempo para análise) e a votação ficou para esta 4ª feira (22.).

Poder 360

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Guerra

Veja valor da contribuição de cada país que anunciou a suspensão de repasses à ONU após denúncias de envolvimento de funcionários nos ataques do Hamas

Foto: REUTERS/Stephanie Lecocq

Vários países suspenderam o financiamento à agência das Nações Unidas de assistência aos palestinos (UNRWA), depois que a ONU demitiu 12 funcionários que são investigados por envolvimento nos ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023.

Os Estados Unidos foram os primeiros a suspender a ajuda financeira à agência. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado americano. “O secretário de Estado Antony Blinken falou com o secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres em 25 de janeiro para enfatizar a necessidade de uma investigação completa e rápida deste assunto”, disse o porta-voz Matt Miller em um comunicado.
A Austrália seguiu os Estados Unidos na decisão e suspendeu o apoio temporariamente. “As alegações de que o pessoal da UNRWA esteve envolvido nos abomináveis ​​ataques terroristas de 7 de outubro são profundamente preocupantes”, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Penny Wong, num comunicado publicado neste sábado (27) no X, antigo Twitter.
O ministro do Desenvolvimento Internacional do Canadá, Ahmed Hussen, fez o anúncio na sexta-feira no X. “O Canadá condena o ataque de 7 de outubro a Israel. Estou profundamente preocupado com as alegações relacionadas a alguns funcionários da UNRWA”, escreveu ele.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, confirmou em X que a Itália também suspendeu o financiamento da UNRWA, acrescentando que “estamos comprometidos em fornecer assistência humanitária à população palestina e proteger a segurança de Israel.”
Eis o valor da contribuição de cada um dos governos que anunciou a suspensão:
  • EUA – 343 milhões de dólares
  • Canadá – 23 milhões de dólares
  • Reino Unido – 21 milhões de dólares
  • Itália – 18 milhões de dólares
  • Austrália – 13 milhões de dólares
  • Finlândia – 7 milhões de dólares

Entenda o caso:

A agência das Nações Unidas de assistência aos palestinos (UNRWA) disse na sexta-feira que abriu uma investigação sobre funcionários suspeitos de envolvimento nos ataques de 7 de outubro em Israel pelo Hamas e que cortou os laços com esses funcionários.

“As autoridades israelenses forneceram à UNRWA informações sobre o suposto envolvimento de vários funcionários da UNRWA nos terríveis ataques a Israel em 7 de outubro”, disse Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA.

“Para proteger a capacidade da agência de prestar assistência humanitária, tomei a decisão de rescindir imediatamente os contratos desses funcionários e iniciar uma investigação para estabelecer a verdade sem demora”, afirma Lazzarini.

A UNRWA, criada em 1949 após a primeira guerra árabe-israelense, oferece serviços que incluem educação, cuidados primários de saúde e ajuda humanitária aos palestinos em Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Síria e Líbano.

Com informações de CNN Brasil e Jamil Chade, UOL

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Brasil

Lula diz que alistamento feminino dará diversidade às Forças Armadas

Foto: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o alistamento militar voluntário de mulheres representa passo significativo das Forças Armadas para seu aprimoramento e modernização. Segundo ele, a medida “reforça a máxima de que o lugar da mulher é onde ela quiser”.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (28), em Brasília, durante cerimônia comemorativa dos 25 anos do Ministério da Defesa. Aproveitando a data, foi publicado no Diário Oficial da União de hoje um decreto que possibilita o alistamento voluntário de mulheres no serviço militar no ano em que elas completarem 18 anos.

“Os anúncios aqui feitos demonstram os esforços das Forças Armadas para se modernizar e aprimorar. Cito como exemplo a abertura ainda maior para o ingresso de mulheres, reforçando a máxima de que o lugar da mulher é onde ela quiser. E sabemos que quanto mais diversa for uma situação, mais representativa ela será”, explicou o presidente.

Ele destacou que a verdadeira missão da Forças Armadas é a de servir à nação brasileira; e de “garantir a ordem, não em nome de uma ideologia ou a serviço de pretensões políticas individuais. Mas em nome, acima de tudo, da sabedoria de um país e da proteção do povo brasileiro”, acrescentou.

O presidente citou algumas frentes de ações das Forças Armadas visando tais objetivos. Entre elas, as voltadas à crise humanitária vivida pelo povo yanomami; ao enfrentamento do garimpo ilegal e dos crimes transfronteiriços e ambientais no país; as ações de auxílio à população do Rio Grande do Sul durante as recentes enchentes que assolaram o estado; o apoio logístico comunitário e a assistência básica de saúde a ribeirinhos e indígenas; e o combate a incêndios criminosos no estado de São Paulo.

Medidas

O ministro da Defesa, José Múcio, detalhou algumas das medidas anunciadas hoje, além da relativa ao serviço militar voluntário feminino, prática que, segundo ele, é comum em diversos países.

Múcio citou a criação da carreira civil da Defesa no âmbito do ministério. “Com a criação da carreira, vamos profissionalizar ainda mais o nosso corpo técnico, trazendo pessoas que passarão a compor o quadro de concursados altamente habilitados para os temas tão específicos que tratamos no dia a dia”, disse.

E acrescentou: “nosso terceiro destaque é a transferência do programa Calha Norte para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Assinamos hoje a portaria que cria o grupo de estudos para efetivar a mudança, sob a justificativa de que o perfil do programa tem mais afinidades com a pasta da Integração”, disse o ministro, referindo-se ao programa que atua em 442 municípios, a fim de promover o desenvolvimento ordenado e sustentável em suas áreas de atuação.

Fonte: Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. pq voluntário? não são direitos iguais que queremos? obrigatório para os 2 generos ou então voluntário para os dois.

  2. Deve ser Mais uma jogada macabra desse satanás. O que ele quer é encher as forças armadas com meninas jovens para dividir alojamento com homens trans.

  3. Infelizmente, as novas protagonistas vão se deparar com o maior sucateamento já vivido pelas forças armadas, inclusive, esse governo é o principal colaborador pra isso.

  4. Será que elas vão pintar troncos de árvores e meio fio?
    Já o salário é menor que um salário mínimo.
    E milicos estão sem reajustes desde 2020.

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Geral

Haddad diz que PIB para o ano deve superar 2,8%

Foto: Agência Brasil

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou nesta terça-feira (3) o crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre deste ano (abril a junho). Esse resultado deve fazer com que o governo promova uma nova estimativa de arrecadação de receitas. Ele explicou que a Secretaria de Política Econômica (SPE) vinha projetando um crescimento entre 1,35% e 1,4%, o que foi confirmado.

“Nós vamos, provavelmente, reestimar o PIB para o ano que, pela força com que vem se desenvolvendo, pode superar 2,7%, 2,8%, e há instituições que já estão projetando PIB superior a 3%. Isso pode ensejar uma reprojeção de receitas para o ano que vem”, disse.

Haddad observou que a peça orçamentária entregue para o Congresso Nacional no final do mês passado, como manda a Constituição, se baseou em números de julho, como foi o caso da estimativa das receitas. O governo fechou o Orçamento para 2025 com a previsão de um PIB estimado em 2,5% para este ano e a indicação de que o desempenho da economia vai superar esse percentual, devido ao crescimento orgânico da economia, significa que poderá ocorrer um reajuste das receitas esperadas.

“A indústria voltou muito forte e a taxa de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) veio acima das projeções (5,8%). Nós temos que olhar o investimento porque é ele que vai garantir crescimento com baixa inflação. Se não aumentarmos nossa capacidade instalada, vamos ter dificuldade de crescer, mas algumas indústrias estão com margem para crescer. Portanto, os investimentos vão ajudar a não ter gargalos. A demanda puxada pelos investimentos é tudo o que a gente quer: crescimento com investimento é a maior garantia de equilíbrio entre oferta e demanda”, afirmou.

A peça orçamentária entregue ao Congresso no dia 30 de agosto consolida o compromisso do governo em promover o equilíbrio das contas públicas, fundamental para o crescimento sustentável.

A previsão de superávit primário para 2025 é de R$ 3,7 bilhões; o valor do salário mínimo estimado está em R$ 1.509,00; o limite de despesas primárias está em R$ 2,249 trilhões e a receita primária, que tende a aumentar por causa do bom desempenho do PIB, está projetada em R$ 2,907 trilhões, equivalente a 23,5% do PIB.

Os gastos projetados para 2025 com a Saúde somam R$ 227,8 bilhões para o cumprimento do piso; a Educação prevê orçamento de R$ 113,6 bilhões e os investimentos em R$ 74,3 bilhões. As emendas impositivas foram estimadas em R$ 39 bilhões e o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) devem receber recursos de R$ 60,9 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vai ficar abaixo de zero , pibinho negativo à moda canhota , td que esse vagabundo diz , considere o oposto !

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