Diversos

Sem reforma da Previdência, nem eu vou receber aposentadoria, diz Temer

Na defesa da reforma da Previdência, o presidente Michel Temer disse que, sem mudanças, ele mesmo não receberá benefício no futuro.

O presidente requereu aposentadoria em 1996, pela procuradoria do Estado de São Paulo.

Temer afirmou que o deficit da Previdência chegará a R$ 150 bilhões neste ano e até R$ 190 bilhões em 2017.

“Daqui a seis sete anos quando eu, aposentado, for ao governo para receber o meu cartão, o governo não terá dinheiro para pagar”, disse. “Em face desses pressupostos da despesas públicas, em dado momento não haverá mais dinheiro para pagar o aposentado.”

O presidente disse que “os números não fecham” e que o objetivo é apresentar uma proposta que dê sustentabilidade ao sistema no longo prazo.

“Não vamos violar direitos adquiridos coisa nenhuma”, disse. “Estamos construindo uma fórmula pela qual os direitos já consolidados possam ser mantidos, mas aqueles que não completaram o direito possam submeter-se a nova regra.”

Temer reafirmou que a reforma será “amplamente discutida” com sindicatos. “Se não concordarem, pelo menos asfaltaremos o terreno.”

O presidente disse ainda que o governo prepara campanhas para informar o grande público sobre a necessidade da reforma.

“E especialmente os que estão aposentados saberem que não terão direitos adquirimos perdidos.”

TRABALHISTA

Temer afirmou que o governo não vai se empenhar, por ora, em realizar a reforma trabalhista e que talvez nem precise fazê-lo.

Segundo ele, decisões recentes da Justiça do Trabalho e do STF (Supremo Tribunal Federal) confirmaram a possibilidade de que acordos entre empregados e patrões possam se sobrepor às leis trabalhistas vigentes -o chamado acordado sobre legislado.

“A readequação trabalhista já está sendo feita de alguma maneira pelos tribunais. De repente, nem será preciso mobilizar o país já que o STF já tem decidido várias questões pão interpretação sistêmica do texto constitucional”, disse Temer.

A reforma trabalhista é um dos principais pleitos dos empresários. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já se manifestou a favor de postergar esse debate. Para ele, a prioridade é a aprovação da PEC que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência.

SEM CULPA

Um país em profunda recessão, com desemprego crescente, inflação elevada e investimentos deprimidos. Esse foi o Brasil que o presidente Michel Temer disse que recebeu de Dilma Rousseff.

Temer, que foi vice de Dilma desde a primeira eleição, em 2011, afirmou, em discurso em São Paulo, que não tem culpa da gravidade do quadro que encontrou.

“Vou cansá-los com dados para que daqui a dois, três meses não digam que o passivo é nosso”, disse.

O presidente mencionou a inflação, que acelerou de 6% para 10% ao ano entre 2014 e 2015, e uma queda do investimento de 25%.

“Por trás desses dados estão homens e mulheres que pagam um preço inaceitável. Chegamos a quase 12 milhões de desempregados. E reitero que não foi culpa minha.”

Temer participou de evento organizado pela revista “Exame” em São Paulo.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Esse inocente se aposentou aos 55 anos de idade e nem fala em combater os privilégios dos políticos e do judiciário, onde tudo pode. Tal como Auxílio Moradia, Aposentadoria e pensão vitalícia para ex Governadores, verbas de Gabinete superfaturadas, etc, etc, etc…
    E a cobrança aos Ricos e Milionários conforme está prescrito na Constituição Federal?
    Esse não era o Santo Salvador da pátria?

  2. Não existe mágica…
    Tem q haver reforma sim!!!
    Hoje para cada 3 q contribuem, não paga 1 inativo…
    Aí meus caros quem cobre a diferença é o tesouro nacional…
    Exemplo: Juntando as três contribuições digamos q se chegue ao valor de R$ 300,00…
    Para fechar um salário mínimo ( R$ 880,00), falta a quantia de R$ 580,00…
    É aí q entra o governo complementando o valor, ou seja mais da metade…
    Desse jeito não tem previdência e país q aguente, veja o caso concreto da Grécia…

  3. Não quero saber de explicações de GOLPISTA eu quero juros baixos,emprego,saúde,segurança. eu tô cheio…de mimi, se ver que não aguenta com o pote não bote arrudia na cabeça !

    1. Como gira, quem diria que a blindagem de Lula cairia. Até pouco tempo se considerava acima das leis, ignorava toda legislação, criticava quem se colocava em seu caminho, do lixeiro ao STF.
      Gira, muda mesmo, principalmente quando se tem ao lado o egoísmo, a arrogância, a malandragem, a prepotência, o cinismo, o disfarce e a corrupção.

  4. Simples assim: fazer todos os políticos contribuírem 35 anos, e o serviço público receberem o teto do INSS.

    1. Bom era no tempo do "cumpanheiro" que "distribuia" os recursos públicos a quem não produz em troca de apoio incondicional ao PT. Bom era na tempo que as finanças eram remetidas aos países com ditaduras para financiar os regimes autoritários. Bom era quando a "cumpanehirada" dava ordem ilegais e eram atendidos sem contestação. Bom era quando se desviava recursos, distribuia verba em nome do populismo sem qualquer preocupação com o futuro. Que pena que isso acabou, agora nada presta, tá tudo errado, o mundo fede, o país entrou em colapso. OK, OK, OK, petistas nos deixem viver nesse colapso e vão morar em locais que vocês preverem. Venezuela, Cuba esperam vocês!!!

    2. PIADISTA NÃO, POIS AMANHÃ VOCÊ VAI AGRADECER POR ISSO.
      ELE SE EXPÕE COMO EXEMPLO, O QUE DEIXA MAIS QUE CLARO A SITUAÇÃO DRAMÁTICA QUE OS CANALHAS DO PT AGRAVARAM, OU SEJA, IAM DEIXAR POVO SEM SE APOSENTAR UM DIA, SEM DINHEIRO

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Economia

Tesouro Nacional: RN tem o menor percentual de investimento do Nordeste

Foto: Sergio Henrique Santos

O Rio Grande do Norte destinou apenas 5% da receita total a investimentos no primeiro semestre de 2026, o menor percentual entre os estados do Nordeste, segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) em Foco, da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O resultado ocorre em meio ao elevado comprometimento da receita estadual com despesas de pessoal e Previdência.

O percentual destinado a investimentos coloca o RN na última posição entre os nove estados nordestinos. O Piauí aparece no outro extremo, com 16% da receita destinada a investimentos. Maranhão e Sergipe registraram 12% e 10%, respectivamente, enquanto Bahia e Ceará chegaram a 9%. Pernambuco e Paraíba ficaram em 8%, e Alagoas, em 6%. O indicador representa a parcela da receita total destinada às despesas de investimento no período, como obras, aquisição de equipamentos e outras aplicações de capital.

No RN, foram apenas 5% da receita, enquanto a maior parcela dos recursos foi consumida por despesas correntes, aquelas necessárias para manter o funcionamento cotidiano do Estado, como pessoal e custeio.

Apesar do baixo percentual destinado a investimentos, o secretário do Tesouro Estadual, Flávio George Rocha, justifica que houve avanço em relação ao mesmo período de 2025. “Até o terceiro bimestre de 2026, os investimentos do Governo do Estado aumentaram 150% em relação ao mesmo período do ano anterior, graças à redução do comprometimento da receita com pessoal e encargos”, aponta.

As despesas com pessoal representam a maior fatia da receita no RN no primeiro semestre de 2026: 68%, o maior percentual entre os estados brasileiros. O dado inclui os gastos com pessoal do Executivo e dos demais poderes. Na prática, a cada R$ 100 de receita total, R$ 68 são destinados a salários, aposentadorias e encargos sociais.

Mesmo com o resultado, o secretário afirma ainda que houve redução do peso da folha. Em 2025, segundo Rocha, as despesas com pessoal representavam 72% da receita, quatro pontos percentuais acima do registrado neste ano.

Ele considera que a redução ajudou a ampliar o espaço para os investimentos. “Os números precisam ser comparados e analisados na linha do tempo”, defende.

O documento aponta também que 10% da receita total do Estado correspondem a obrigações financeiras pendentes no primeiro semestre de 2026, segundo o relatório. “As obrigações financeiras são quitadas de acordo com o fluxo de caixa do Tesouro, que não segue uma linearidade durante o exercício financeiro”, afirma Flávio Rocha.

Com informações da Tribuna do Norte

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Política

Flávio encontra ministro de Bukele em SP e defende mais prisões: ‘tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais’

Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se encontrou neste domingo (30) com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do polêmico presidente de de El Salvador, Nayib Bukele.

Na saída do encontro ocorrido em um hotel no Centro da capital paulista, Flávio fez elogios às políticas de Segurança e disse que o governo dele foi responsável por “implementar um dos maiores e mais eficazes resgates de soberania e devolver a segurança pública para o povo deles” e defendeu mais prisões no Brasil.

“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso que nós vamos criar mais de meio milhão de vagas em presídios para que ladrão celular e comércio tenha no mínimo oito anos de cadeia e fique preso”, afirmou.

Flávio Bolsonaro defendeu ainda que o PL e seus aliados façam mais cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado para aprovar mudanças semelhantes às implementadas pelo presidente salvadorenho na lei brasileira.

“Foi uma reunião que nos inspira bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz, firme, para defender os cidadãos, para defender as vítimas, e não os bandidos, como faz o atual governo. (…) Ele [Gustavo Villatoro] destacou a importância de termos senadores e deputados alinhados com o presidente da República, para que possam fazer as alterações legais que são necessárias”, declarou.

g1

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente, ele tem razão. Ainda há muitos criminosos soltos, com a sociedade aprisionada e sendo refém de vagabundos.

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Polícia

[VÍDEO] Após agressões contra a esposa, Pedro Gadelha é detido na Lagoa do Bonfim

 

Imagem: Reprodução

Novos vídeos obtidos pelo Blog de Gustavo Negreiros mostram momentos após a agressão envolvendo Pedro Câmara Gurgel Gadelha e a esposa, na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na noite desse sábado (29).

Nas imagens, registradas logo após o episódio, é possível acompanhar a movimentação no local e a reação de pessoas que presenciaram a situação.

Segundo informações divulgadas anteriormente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada e realizou a prisão em flagrante. O caso foi registrado como lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, com aplicação da Lei Maria da Penha.

O episódio ganhou repercussão após relatos de que não seria a primeira ocorrência de violência envolvendo o casal. Segundo publicação anterior do blog, Pedro Gadelha já teria respondido a outras ações relacionadas à violência doméstica.

As novas imagens ajudam a dimensionar a movimentação registrada no local após a agressão. O caso segue sob apuração das autoridades.

LEIA TAMBÉM

Boletim de Ocorrência aponta denúncia de agressão de empresário à esposa na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta

Com informações do Blog Gustavo Negreiros

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Geral

GUERRA ELEITORAL: Raquel Lyra registra BO por cartazes que a acusam de “matar o marido” para ganhar eleição; João Campos cobra investigação

Fotos: Reprodução/Redes Sociais

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) registrou um boletim de ocorrência neste domingo (30) após cartazes com ataques pessoais e acusações contra ela sobre morte do marido, Fernando Lucena, serem espalhados pelo Recife. No boletim, Lyra diz que os cartazes a associam de “forma odiosa à morte do marido”. O adversário dela na disputa, João Campos (PSB), repudiou o material apócrifo e cobrou investigação para identificar os responsáveis.

Uma das peças afirma que a governadora teria “matado o marido para ganhar a eleição”. Lucena morreu em 2 de outubro de 2022, após sofrer um infarto, no dia do primeiro turno das eleições estaduais.

Os ataques à Raquel ocorreram um dia após o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinar a retirada de publicações das redes sociais que apresentavam como comprovada a existência de um suposto “gabinete do ódio” no governo dela.

A decisão apontou que não havia comprovação de uma estrutura destinada a atacar João Campos. A liminar determinou a remoção dos conteúdos em até 24 horas, sob multa diária de R$ 15 mil, além de ordenar que o Instagram forneça dados que possam ajudar a identificar os responsáveis pelos perfis envolvidos.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Raquel classificou os ataques como “ódio” e pediu respeito à família. “Respeite minha família, respeite meus filhos, respeite quem não está mais aqui, respeite minha dor”, afirmou.

João Campos, principal adversário de Raquel na disputa pelo governo de Pernambuco, também condenou os panfletos e negou qualquer relação com o material. “Esses panfletos apócrifos que estão circulando hoje são um completo absurdo”, declarou. Campos também disse que qualquer tentativa de atribuir os ataques feitos à Raquel à sua campanha será levada à Justiça e lembrou a perda do pai, comparando com a situação vivida por Raquel.

“Eu perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel perdeu o marido durante uma eleição. Nós sabemos a dor que isso representa para uma família. Por isso, não admito que a minha família, a família dela ou a família de qualquer pessoa seja atacada ou utilizada como instrumento de disputa eleitoral. Isso ultrapassa qualquer limite da política. Isso é desumano e inaceitável”, afirmou. Campos disse ainda que pretende acionar a Justiça para descobrir quem produziu, financiou e distribuiu o material e pediu que os responsáveis sejam punidos.

Opinião dos leitores

  1. Quando a gente pensa que a canalhice na política nacional chegou ao limite, vem uma notícia uma dessas.

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Geral

Com acesso à Série C já garantido, ABC empata com o Uberlândia e fica fora da final da Série D

Foto: Reprodução/ABCFC

Já garantido na Série C 2027, o ABC lutava por uma vaga na final da Série D contra o Uberlândia neste domingo (30), na Arenas das Dunas, mas ficou no empate em 1 a 1, após ser derrotado por 1 a 0 no jogo de ida em Minas Gerais.

O Mais Querido abriu o placar com Jhosefer aos 13 minutos do segundo tempo, mas sofreu o empate em um chute de fora da área de Tomas Bastos que contou com a falha do goleiro alvinegro Matheus Alves, as 30 minutos da segunda etapa. Com o resultado, o ABC encerra a participação na Série D 2026.

A final será entre Uberlândia/MG e ASA de Arapiraca/AL.

Opinião dos leitores

  1. O time das galinhas pretas, que deve a Deus e ao mundo mas vive nadando em dinheiro sabe-se lá de onde vem, termina mais um ano sem titulo. Acesso é transitório, pode subir hoje e cair amanhã
    A galinhada preta estava muito assanhada pensando no bi campeonato brasileiro mas quanto mais alto o sonho, maior o tombo e entra de férias passando mais um ano sem ganhar nada a não ser mais um vice campeonato estadual pro PAPAI MECÃO!
    RESPEITA TEU PAI, BURRA PRETA!

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Geral

[VÍDEO] DEU TRETA: Comissões técnicas de ABC e Uberlândia se envolvem em confusão na Arena das Dunas

Vídeo: Reprodução/FutMetas/Instagram

Integrantes das comissões técnicas de ABC e Uberlândia se envolveram em uma confusão nas escadas que dão acesso à zona mista e vestiários da Arena das Dunas, em da partida válida pelas semifinais da Série D do Campeonato Brasileiro neste domingo (30). Gritaria, socos, empurrões e chutes aconteceram entre os membros dos dois clubes até que os ânimos foram acalmados.

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Geral

Toffoli adia julgamento de registro de candidatura de Renan Santos após apontar possíveis “ilicitudes”

Foto: CNN Brasil

O ministro Dias Toffoli, do TSE e do STF, retirou de pauta o julgamento do registro da candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República, que começaria nesta segunda-feira (31).

Toffoli apontou possíveis “ilicitudes” relacionadas aos perfis de redes sociais informados por Renan e pelo candidato a vice, Aroldo Medina. Após o registro da chapa, os candidatos apresentaram 18 novos perfis que não haviam sido declarados inicialmente.

Pela Lei das Eleições, todos os perfis já existentes devem ser informados à Justiça Eleitoral. Além disso, contas preexistentes incluídas posteriormente só podem ser usadas na campanha 48 horas após a comunicação ao TSE.

O ministro deverá marcar uma nova data para analisar o registro, após verificar se algum dos perfis foi utilizado para propaganda eleitoral antes do prazo permitido.

Os julgamentos dos registros de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) estão mantidos para começar nesta segunda-feira, em sessão virtual do TSE. A análise deve ser concluída até 2 de setembro.

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Geral

Em carta aberta, Sinduscon-RN alerta para impactos e pede cautela ao Senado antes de votar fim da escala 6×1

Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon-RN | Foto: reprodução

O presidente do Sindicato da Indústria da Constrção Civil do RN (Sinduscon-RN) e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sérgio Henrique Andrade de Azevedo, encaminhou uma carta aberta aos senadores da República pedindo cautela na discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

Azevedo alerta para possíveis impactos sobre renda, empregos, custos das empresas, produtividade e setores com jornadas específicas, como a construção civil.

Alguém perguntou a esses trabalhadores o que eles preferem?”, questiona o presidente do Sinduscon-RN, que também defende a negociação coletiva e um debate mais amplo sobre produtividade antes da redução da jornada.

Leia a íntegra abaixo:

Natal/RN, 28 de agosto de 2026.

CARTA ABERTA AOS SENADORES DA REPÚBLICA

Antes de decidir pelo trabalhador, é preciso ouvi-lo.

Senhor Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Senadores do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, Styvenson Valentim e Zenaide Maia,

Senhora e Senhores Senadores,

A discussão sobre melhores condições de trabalho e qualidade de vida é legítima e necessária. Mas uma alteração constitucional com tamanho impacto sobre trabalhadores, empresas, emprego, produtividade e renda não pode ser decidida sem uma análise profunda de suas consequências.

A proposta de redução da jornada e alteração da escala de trabalho parte de uma intenção que pode parecer simples. Como advertiu H. L. Mencken, para todo problema complexo há sempre uma solução simples, plausível — e completamente errada.

A realidade brasileira não é simples. Comércio, indústria, construção, saúde, turismo, infraestrutura, energia, agronegócio e serviços possuem características completamente diferentes.

Não é razoável imaginar que uma mesma solução seja adequada a todas essas realidades.

Na construção pesada e nas grandes obras de infraestrutura, milhares de trabalhadores permanecem mobilizados longe de suas cidades e de suas famílias por semanas ou meses.

Alguém perguntou a esses trabalhadores o que eles preferem?

Para muitos deles, pode fazer muito mais sentido trabalhar mais durante o período em que estão mobilizados, aumentar sua renda e concentrar o descanso para quando puderem efetivamente retornar para casa. Qual é o benefício de impor mais tempo ocioso a quem está a milhares de quilômetros da própria família?

Há ainda outra questão que precisa ser enfrentada com transparência: manter o salário-base não significa necessariamente manter a renda total do trabalhador. Em muitas atividades, menos horas trabalhadas tendem a implicar menor remuneração, porque reduzem a produção e, com ela, as parcelas variáveis, os prêmios e outras oportunidades legítimas de ganho.

Quem calculou esse impacto sobre a renda efetivamente levada para casa, sobre o custo das empresas e sobre a capacidade de contratação? Na construção civil, aumentos relevantes no custo do trabalho impactam o custo das obras, da infraestrutura e da habitação.

No final, alguém paga essa conta.

Pode ser a empresa, reduzindo investimentos e contratações. Pode ser o consumidor, pagando mais caro. Pode ser o trabalhador, perdendo renda ou oportunidades. E pode ser toda a sociedade, com menor produtividade, mais informalidade e menor crescimento econômico.

Queremos melhorar a vida de quem trabalha. Mas precisamos fazer isso aumentando produtividade, qualificação, renda e oportunidades, e não simplesmente reduzindo, por determinação constitucional, o número de horas disponíveis para produzir.

Por isso, fazemos um apelo ao Senado Federal:

Decisões constitucionais desta magnitude não deveriam ser tomadas em janelas curtas de calendário legislativo.

Não votem uma mudança dessa dimensão de forma apressada.

Ouçam os trabalhadores e ouçam quem emprega.

Avaliem os impactos econômicos e sociais e as particularidades de cada atividade.

Preservem e valorizem a negociação coletiva.

Antes de discutir redução da jornada de trabalho, o Brasil precisa enfrentar a questão que há anos limita nosso desenvolvimento: a baixa produtividade.

Países não se tornam mais produtivos porque trabalham menos. Tornam-se capazes de trabalhar menos porque se tornaram mais produtivos. Essa ordem importa.

Não podemos escolher apenas a parte agradável da equação e ignorar quem pagará a conta.

Senadores, essa decisão terá consequências por décadas. Façam o debate que a importância do tema exige.

Antes de decidir pelo trabalhador, ouçam o trabalhador.

Antes de aumentar o custo de contratar, ouçam quem gera emprego.

Antes de reduzir a jornada, discutam como aumentar a produtividade.

E, antes de mudar a Constituição, avaliem as consequências para o Brasil.

Atenciosamente,

Sérgio Henrique Andrade de Azevedo
Presidente do Sinduscon RN
Vice-Presidente CBIC

Opinião dos leitores

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Geral

PESQUISA VIA CERTA/PERFIL / PARNAMIRIM /SENADO: Styvenson lidera com 17,21%, seguido por Zenaide com 8,43%

O candidato Styvenson Valentim (Podemos) lidera a disputa pelo Senado entre os eleitores de Parnamirim, na pesquisa do Instituto Perfil, realizada em parceria com o Via Certa Natal, considerando a soma das intenções de voto para a primeira e a segunda vaga.

Na soma dos dois votos, Styvenson aparece com 17,21%. Em seguida, vêm Zenaide Maia (PSD), com 8,43%, Coronel Hélio (PL), com 6,79%, Samanda de Lula (PT), com 6,29% e Rafael Motta (PDT), com 6,14%.

Já Sandro Pimentel (PSOL) soma 1,51%, Sonia Godeiro (PSOL) tem 1,21% e Rosália Fernandes (PSTU) aparece com 1,14%.

Professor Guilherme (UP) vem em seguida, com 0,93%, seguido de Tércio Tinôco (União Brasil), com 0,57%, Gari Wendell Batista (AGIR), com 0,29%, Luciana Mandu (PSTU), com 0,29% e Linhares Jiboia (DC), com 0.21%. Os indecisos somam 30,28%, enquanto o branco/nulo é de 18,71%.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-07989/2026 e no TRE-RN sob o número RN-06953/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026, em Parnamirim, com 700 eleitores.
A margem de erro é de 3,70 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada pelo Via Certa/Instituto Perfil.

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Geral

PESQUISA VIA CERTA/PERFIL / PARNAMIRIM /DEPUTADO(A) FEDERAL: Thabatta Pimenta, Natália Bonavides, Nina Souza e Carla Dickson são as mais citadas

No cenário espontâneo para deputado federal, em que o eleitor pode citar qualquer nome ou expressão, Thabatta Pimenta aparece na liderança entre os eleitores de Parnamirim, segundo o levantamento do Instituto Perfil em parceria com o Via Certa Natal.

Thabatta lidera com 2,86%. Na sequência dos mais citados vêm Natália Bonavides, Nina Souza e Carla Dickson, empatadas em segundo lugar com 1,43%, Sargento Gonçalves (1,29%), Robinson Faria (1,14%), General Girão (1,00%), João Maia (0,86%), Juninho Saia Rodada (0,57%).

Completando a lista dos mais citados aparecem Benes Leocádio, Gabriel Nunes e Dr. Bernardo, os três empatados com 0,43%. Os indecisos são a grande maioria, com 78,14%, enquanto o branco/nulo soma 6,43%.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-07989/2026 e no TRE-RN sob o número RN-06953/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026, em Parnamirim, com 700 eleitores. A margem de erro é de 3,70 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada pelo Via Certa/Instituto Perfil.

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