Sesap faz apelo pela doação de órgãos: RN tem 347 pessoas que esperam por um transplante de córneas e 249 por um transplante renal

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Em coletiva no fim da manhã desta sexta-feira(25), a subsecretária de Planejamento e Gestão da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Lyane Ramalho lembrou que o mês de setembro foi especialmente dedicado à conscientização para a doação de órgãos. A campanha nacional desenvolvida pelo Ministério da Saúde, através do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), tem como marco o dia 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos.

No Rio Grande do Norte 347 pessoas esperam por um transplante de córneas e 249 por um transplante renal. “A espera por um transplante é um sofrimento que só acaba quando a pessoa recebe a ligação dizendo que surgiu um doador, e essa é uma ligação muito difícil de acontecer”.

Ela lembrou que durante a pandemia da Covid-19, no Brasil como um todo houve um decréscimo grande das doações, entre outros motivos, pelo aumento da recusa familiar. “É importante que os familiares se comprometam com a vontade do doador, pois no momento doloroso de perder um ente querido a doação traz um relato de amor”.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes do RN, Rogéria Medeiros, explicou que o setembro verde é uma campanha abrangente que objetiva chamar a atenção da sociedade para o tema da doação de órgãos, sensibilizar e levar esclarecimento a respeito deste tema que envolve dúvidas e tabus.

“O diagnóstico de morte encefálica é feito pelo médico da UTI e comprovado por exame de imagem. Depois disso a Organização de Procura de Órgãos é comunicada para iniciar o processo, que precisa receber o sim dos familiares”.

Ela explica que a partir da autorização da família é iniciada uma corrida contra o tempo. “O doador passa por testes para várias doenças, uma equipe captadora é acionada e a Central Nacional de Transplantes é comunicada para que nos indique quais as pessoas do nosso Estado são compatíveis com os órgãos doados, e o próximo passo é a tão esperada ligação telefônica”.

Consistem em um sistema complexo que envolve várias equipes, todos coordenados pela Centrais Estadual e Nacional de Transplantes. “Nossa legislação é única para todo o País, o que nos garante total transparência em todo o processo”, afirma. Atualmente, o Rio Grande do Norte realiza atualmente transplantes de córneas, rins e medula óssea.