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Caramanchão que vai suspender cajueiro de Pirangi não ficará pronto para veraneio

O BG apurou. O caramanchão que vai suspender os galhos do maior cajueiro do Mundo localizado em Pirangi não estará pronto para o veraneio.

O prazo inicial para conclusão da estrutura que vai levantar os galhos do Cajueiro é de 45 dias, mas segundo Francisco Cardoso, presidente da Amopi (Associação dos Moradores de Pirangi do Norte), entidade responsável pelo custeio e execução das obras, vai haver atraso.

“É impossível realizar uma obra com essa complexidade nesse prazo sem prejudicar o cajueiro. O IDEMA já está informado sobre isso”, disse Cardoso.

Os transtornos no trânsito causados naquela área por esse problema devem continuar pelo menos até o carnaval.

De imediato o que será realizado é a retirada de um Oitizeiro e a poda de um cajueiro adjacente.

Essa primeira fase do projeto será realizada com dinheiro da Amopi, por isso não houve necessidade de licitação.

Tanto a construção do caramanchão quanto a retirada e poda das árvores em anexo estão sendo acompanhadas de perto pelo Ministério Público.

Caso o MP constate que a suspensão dos galhos do Cajueiro vai prejudicar a árvore, as obras serão paradas imediatamente e uma nova alternativa será pensada.

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Cajueiro de Pirangi: Galhos levantados e lojas retiradas

O primeiro passo para resolverem o problema causado pelo crescimento acelerado do Cajueiro de Pirangi, na praia de Pirangi do Norte, foi dado ontem na Governadoria, quando foram apresentados os dois projetos para área. Um permite o crescimento da árvore, por meio de um caramanchão, sem causar danos ao meio ambiente e transtornos aos motoristas e transeuntes. O outro criará o Complexo Turístico Cajueiro de Pirangi. O projeto irá retirar os lojistas do local que estão atualmente e colocará as lojas em uma passarela, que ainda servirá de local para passagem dos turistas.

O diretor técnico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema-RN), Jamir Fernandes, explicou que a primeira obra será para fazer o caramanchão, que elevará os galhos das árvores por meio de uma estrutura de metálica com apoio de telas. Esse é o plano considerado emergencial e que a governadora, Rosalba Ciarlini, espera estar pronto até o Carnaval de 2012. “Vamos criar na MárcioMarinho (rua) a Alameda do Cajueiro”, declarou a chefe do executivo estadual. Jamir reforçou que a obra deve ficar pronta em 45 dias e permitirá que a árvore passe de 8.500 m² para 10.500 m². O custo da colocação dos caramanchões será pago com a arrecadação feita pela visitação turística do Cajueiro, e não contará com verba do Governo.

O investimento governamental será no projeto elaborado pela Secretaria Estadual de Turismo (Setur), que já conheceu no último dia 15 a empresa vencedora da licitação para execução da obra orçada em R$ 275 mil. De acordo com a subsecretário de Turismo, Sânzia Cavalcanti, os recursos serão do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur) e a obra tem previsão de ser executada em seis meses.

O projeto da Setur foi feito por Haroldo Maranhão e Marcelo Tinôco e desenvolvido em 2004, a pedido da Associação dos Empresários do Cajueiro de Pirangi. Haroldo explicou que será feita uma passarela suspensa, onde ficará o memorial do Cajueiro, e as lojas também ficarão nesse local, com estrutura de banheiros, energia solar e reuso de água. “Serão cinco módulos e cada um comporta seis lojas. As lojas tem 78 m² cada uma e ao todo serão 1.520 m² de área construída”, ressaltou o arquiteto. Além de permite uma visibilidade melhor da paisagem, com a colocação das lojas na passarela será possível que a árvore cresce para o outro lado.

O Idema deverá fiscalizar toda obra para se certificar que não será feita nenhuma podação indevida. Conforme Jamir, será preciso podar um oitizeiro, um outro cajueiro que cresceu dentro do maior do mundo. “Até o momento ele não tinha sido cortado porque servia de referência para os turistas e os guias. Ao final da apresentação, a governadora assinou um termo de cooperação técnica com o Idema, Setur, Associação dos Moradores de Pirangi (Mopin) para colocar em prática o Plano de Ações do Cajueiro de Pirangi.

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