Governo pode subir tributos para compensar diesel mais barato para caminhoneiros, diz ministro da Fazenda

Por interino

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta segunda-feira (28) que pode ser preciso aumentar outros tributos para compensar o subsídio que será dado aos caminhoneiros, para manter o preço do diesel mais baixo.

“Será compensado com outro tributos. Pode criar impostos, mas há restrições legais. Majoração de impostos, eliminação de benefícios hoje existentes. Através de lei ou decretos”, declarou ele.

Segundo o ministro, isso será necessário para compensar a redução de R$ 0,16 por litro do diesel da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), e parte do PIS-Cofins.

Além disso, o governo também vai levar adiante um programa de subvenção econômica ao combustível, que assegurará R$ 0,30 a mais até o fim do ano. Ao todo, a redução no preço será de R$ 0,46 por litro do diesel.

“Ao invés de CIDE e PIS-Cofins sobre o diesel, vamos tributar outras coisas que eu vou comunicar quando for divulgado”, declarou ele a jornalistas.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ceará-Mundão disse:

    O povo brasileiro precisa entender que não se pode clamar por menor carga tributária ao mesmo tempo em que se deseja um Estado enorme. Tem que privatizar essas estatais. Por que devemos sustentar esses monstrengos, utilizados pelos políticos corruptos como cabides de empregos e como fontes de recursos ilícitos? Uma máquina pública inchada precisa de muitos recursos financeiros para sustentá-la. E de onde vêm esses recursos? Do bolso do povo, claro. Não há mistério algum nisso. Não existe "almoço grátis". O Brasil precisa de capitalismo, de liberalismo econômico de verdade. Os EUA têm a mesma idade do nosso país e chegaram aonde estão porque levaram isso a sério. Agora, há gente por lá tentando desvirtuar a coisa mas a origem do sucesso americano foi assim. E isso ocorreu em todos os países hoje desenvolvidos. Qual país conseguiu atingir o progresso através do comunismo/socialismo? E por que devemos teimar com algo que não deu certo em lugar algum?

  2. Wagner Lopes disse:

    A solução para políticos corruptos ….guilhotima é fórca

  3. JCabral disse:

    Subir mas os tributos???? Estão querendo jogar a população contra os caminhoneiros, isso não cola mais!!! Bando de corruptos.

  4. Lorena Galvão disse:

    Canalha , so faz isto porque esta mamando do governo, não sabe quanto custa nada pilantra, seus dias vão acabar nojento

  5. Brasileiro indignado disse:

    Governo LADRÃO , façam cortes nos cartões corporativos, acabem com as mordomias no congresso, reduzam as verbas de gabinete, acabem com o plano de saude vitalício de vocês mafiosos !!! Vocês são a maior quadrilha de bandidos que existem no mundo , nunca vi alguém roubar tanto quanto vocês.

    • Waldemir disse:

      Você está certíssimo
      Reduzir para no maximo
      2 senadores por estado
      300 deputados federais
      15 ministérios
      Fim dos auxílio moradia
      Acabar com as estatais que só são cabides de empregos
      Etc etc etc

    • Ceará-Mundão disse:

      Corretíssimo. Faltou citar muitos outros privilégios como, por exemplo, o grande número de mordomias pagas pelos contribuintes aos ex presidentes. Por que até mesmo um ex presidente preso, como o Lula, deve ter direito a motoristas, carros, seguranças, etc.? É muita coisa que precisa ser revista nesse Brasil.

    • Ivan disse:

      Rapaz, até reitor de universidade pública tem carro oficial com motorista!!! A sociedade não aguenta mais pagar por tudo isso não. Esse protesto dos caminhoneiros é só o primeiro, outras áreas também estão sobrecarregadas de tributos…O desemprego crescente e ainda querem onerar folha pra compensar perdas de arrecadação!!!??? Será que essas autoridades (castas) não estão entendendo o verdadeiro clamor da sociedade???

  6. Ana disse:

    Nosso País já tem uma carga tributária tão pesada, em nenhum momento se fala em redução.

Governo não cogita abrir mão de impostos para conter alta de preço dos combustíveis, diz ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nessa quinta-feira (10) ao G1 que não há possibilidade neste ano de o governo abrir mão de parte da arrecadação de impostos para conter a alta de preço dos combustíveis.

Embora os tributos correspondam a 45% do preço da gasolina, segundo dados da Petrobras, o ministro afirmou que, devido à crise fiscal, não há espaço para diminuir o peso dos impostos na composição do preço dos combustíveis.

“Infelizmente, neste ano, dada a situação fiscal que todos conhecem, não estamos discutindo nenhuma possibilidade de redução de impostos”, afirmou.

O aumento de tributos, somado aos reajustes feitos pela Petrobras, fez disparar o preço dos combustíveis, o que vem gerando preocupação no governo. Nesta quinta-feira, caminhoneiros fizeram uma carreata de protesto contra o preço dos combustíveis.

Desde julho do ano passado, quando a tributação subiu e a Petrobras mudou a política de reajuste, o preço da gasolina aumentou 20,4% e o diesel 18,15%. No acumulado de 2018, gasolina avançou 3,07% e o diesel subiu 5,08%.

Diante das dificuldades para cumprir a meta de déficit fiscal para 2017, o governo anunciou em julho aumento do PIS/Cofins sobre combustíveis (gasolina, diesel e etanol). Naquele momento, informou que esperava arrecadar cerca de R$ 10 bilhões a mais no ano passado.

Os tributos federais foram elevados ao limite máximo permitido pela lei. Além dos impostos cobrados pela União, também há incidência sobre os combustíveis do Imposto sobre Criculação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual.

Diante dos questionamentos, a Petrobras tem informado que a parcela do preço na refinaria, pelo qual é responsável, representa menos de 50% do preço do diesel e menos de 33% do preço da gasolina.

Nas últimas semanas, o preço do dólar e do petróleo, que também contribuem para formar o preço dos combustíveis, vêm subindo.

Contas públicas

Ao justificar a impossibilidade de abrir mão de arrecadação de tributos, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, argumentou com a necessidade de se cumprir a meta de déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) de até R$ 159 bilhões para este ano. O mercado financeiro estima um rombo menor, de R$ 136 bilhões em 2018, abaixo da meta.

“Eu não estou satisfeito com o déficit de R$ 159 [bilhões] ou R$ 136 [bilhões]. Isso tem de virar um superávit. A gente não pode conviver com déficit”, argumentou Guardia.

Segundo ele, somente com a contenção de despesas por meio do teto de gastos públicos (sistema pelo qual os gastos não podem crescer acima da inflação do ano anterior), o ajuste necessário levaria dez anos.

Na visão do ministro, é preciso fazer um ajuste nas contas públicas de pelo menos quatro pontos do Produto Interno Bruto (PIB).

Guardia explicou que o rombo nas contas públicas está ao redor de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), e avaliou que o superávit necessário, classificado por ele como “estrutural”, está entre 1,7% e 3% do PIB.

“Precisa acelerar isso aqui. Não estou falando em aumentar a carga, mas não estou falando em reduzir. A composição da carga pode se discutir. Falar: olha não quero tributar gasolina e quero, pegando o gancho do meu assunto preferido aqui, olhar os gastos tributários [renúncias fiscais]”, declarou Guardia.

G1

 

Reforma da Previdência pode atrasar, mas será aprovada mesmo em caso de saída de Temer, diz ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em evento no dia 17 de maio. Foto Michel Filho/Agência O Globo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que o cronograma da reforma da Previdência poderá sofrer atraso em função dos acontecimentos políticos da semana passada, mas será aprovada mesmo se o presidente Michel Temer não seguir no comando do país. Ele disse que os efeitos positivos não são imediatos e vão surtir efeito principalmente na próxima década. disse que acredita na aprovação da proposta mesmo se o presidente Michel Temer não seguir no comando do país.

Em teleconferência com investidores do JP Morgan e falando em inglês, Meirelles afirmou que um atraso de um ou dois meses na apreciação do texto não fará diferença.

Em conversa por telefone com investidores, Meirelles afirmou que seu cenário-base contempla a permanência de Temer no cargo. Mesmo que isso não aconteça, ressaltou não enxergar possibilidade de a oposição contrária às reformas assumir o poder e mudar o curso da política econômica.

“A agenda de reformas nesse momento se tornou parte da agenda do Congresso. Os líderes mais importantes do Congresso já entenderam que as medidas fiscais têm de ser aprovadas e estamos seguindo adiante”, disse.

Meirelles admitiu que o governo não possui os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados com base no posicionamento público dos parlamentares. Por outro lado, afirmou que vários deputados lhe confidenciaram que irão apoiar a proposta no momento certo.

Falando em inglês, Meirelles disse que atraso de um ou dois meses na apreciação do texto não fará diferença para o efeito fiscal da reforma, que é orientado para o longo prazo. Destacou ainda que um atraso dessa magnitude seria o pior dos cenários.

Antes da divulgação da delação de Joesley, o ministro havia dito que o governo já acreditava ter os votos para aprovação da reforma da Previdência na Câmara e que eventual atraso na votação faria diferença na expectativa econômica.

Meirelles, que era presidente do conselho da holding controladora da JBS, a J&F, antes de assumir a Fazenda, é um dos nomes que vêm sendo ventilados para a Presidência em caso de eleições indiretas, na esteira de eventual sucessão de Temer.

Após o escândalo político envolvendo Temer, Meirelles tem conversado com investidores, inclusive estrangeiros, para tentar conter os ânimos. Só nesta segunda-feira, ele tem agendada outra conferência com investidores.

Na semana passada, o Ministério da Fazenda divulgou um comunicado comentando a decisão da agência de classificação de risco Fitch Ratings de manter a nota de crédito do Brasil (espécie de selo de bom pagador), com uma perspectiva negativa, após as denúncias de Joesley Batista contra o presidente Michel Temer. A Fazenda se utilizou da avaliação para reforçar a necessidade de aprovar as reformas em curso para a recuperação da economia.

Na sexta-feira, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que continuará a agir de forma “firme e serena” para garantir o bom funcionamento no mercado de câmbio. E que o Brasil tem “amortecedores robustos” e está menos vulnerável a choques internos ou externos.

A crise política que se instalou no país nos últimos dias pode atrasar a retomada do crescimento econômico, segundo economistas. Nas contas do analista Marcos Casarin, da Oxford Economics, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficará pelo menos 0,2 ponto percentual abaixo do esperado no ano que vem por causa da turbulência causada pela delação premiada da JBS, que caiu como uma bomba sobre o governo do presidente Michel Temer. Segundo Casarin, o PIB poderia crescer 2,8% em 2018, mas deve avançar 2,6%, o que considera uma diferença “significativa”. Para este ano, sua projeção continua sendo expansão de 0,2%.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Joao costa disse:

    Voa Temer e andar a reforma e cai mais um, e a reforma para dinovo, isso ja virou um vício. Viva o Brasil do povo, viva a certeza, de quem sabe escolher, as eleições ja vem aí . Ta na hora de retirar esse lixo de debaixo do tapete…

  2. henriques disse:

    Também concordo que tem muitos bandidos no Congresso Nacional. Referidos políticos não tem condições de aprovar coisa nenhuma minha gente! Por que esse Henrique Meirelles fica insistindo nisso! esse cara me parece que só entende de Banco mesmo.

  3. A.Augusta. disse:

    CLARO ELES TEM QUE ATENDER OS EMPRESÁRIOS, QUE SÃO ELES QUEM MANDAM, NEM POLÍTICO VALORIZA O TRABALHADOR. JAMAIS FARIAM ALGO A FAVOR DO TRABALHADOR. ELES VÃO SE EMPENHAR O MÁXIMO PARA APROVAR AS BOCAS DE FUMO QUE ALIMENTAM ELES ÀS EMPRESAS QUE PAGAM OS ABSURDOS DE PROPINAS.

  4. JCabral disse:

    O congelamento em investimentos já foi consumado por 20 anos, assim chamada de a PEC do teto, agora essa reforma previdenciária, com uma única finalidade, manter os altos salários dos nossos políticos, que por sua vez, não contribuem e se aposentam logo cedo, nosso judiciário segue a mesma linha de salário bem atrativos, ainda há brasileiro, ignorante que blasfema, com o dizer eles estudaram para isso… E no meio de tudo isso a classe empresária que vive a bancar o governo, todos doidos para que essa reforma seja aprovada. Nós iremos recorrer a quem??? Só Deus para nos livrar!!!

  5. Ricardo disse:

    ESTE CONGRESSO CHEIO DE BANDIDOS NÃO TEM MORAL E NEM ÉTICA PARA APROVAR NADA, PRINCIPALMENTE SE FOR PARA LASCAR AINDA MAIS OS MENOS FAVORECIDOS. BANDO DE COVARDES, AGUARDEM CARTA E TENTEM PARA VER O QUE ACONTECERÁ.

  6. Frasqueirino disse:

    Esse é do esquema de empresários?

  7. Blue disse:

    É pago por empresários para defender reformas contra os trabalhadores.

  8. Blue disse:

    Esse rapaz tá louco pra aplicar uma rasteira no presidente. Esse rapaz faz parte do conselho da JBS.

Expectativa para 2017 é de crescimento já no 1º trimestre, diz ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

Por interino

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (19) que trabalha com a expectativa de que o Brasil já tenha crescimento no primeiro trimestre do ano que vem. Segundo o ministro, se a comparação for feita entre o último trimestre de 2017 com o último trimestre de 2016, a pasta já prevê mais de 2% de crescimento.

Meirelles fez a declaração ao comentar a projeção de instituições financeiras de queda do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) para 2017, em que a expectativa de crescimento foi alterada de 0,70% para 0,58%, na nona redução consecutiva.

Em relação ao PIB, disse o ministro, trata-se de um cenário em que fica cada vez mais claro que haverá retomada da economia. “Nossa expectativa é que o Brasil já esteja trabalhando com crescimento no primeiro trimestre de 2017.” Ele reconheceu que o crescimento médio do ano está em um patamar baixo e que o mercado revisou isso “um pouquinho para baixo”.

“Mas é muito em função dessa queda pronunciada do PIB este ano, inclusive no quarto trimestre”, ressaltou Meirelles, após participar de evento da Receita Federal na Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro.

O ministro lembrou que as projeções do PIB são uma média de 2017 contra a média de 2016. “E como [em] 2016 caiu muito, quando começar o crescimento de 2017, começará de uma base baixa.”

Ele explicou que a média contra a média caracteriza-se por ter baixo crescimento, mas ressaltou que, se for comparado o último trimestre de 2017 com o último trimestre de 2016, já pode ser previsto mais de 2% de crescimento, quarto trimestre contra quarto trimestre. “Portanto, isso é que vai ser percebido, em última análise, pela população brasileira: a melhora na margem, isto é, a melhora trimestre a trimestre, chegando ao final do ano com um crescimento importante, se compararmos o último trimestre de 2017 com o último trimestre de 2016.”

Inflação

Meirelles também afirmou que a queda de inflação projetada pelo mercado financeiro é uma “evolução esperada”. O mercado financeiro passou a projetar inflação dentro da meta este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 6,52% para 6,49%. A meta de inflação é 4,50% e limite superior de 6,50%. A estimativa para o índice caiu pela sexta vez seguida, segundo o Boletim Focus, feito com base em pesquisa do Banco Central a instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

“Temos uma evolução esperada, de um lado, a queda da inflação, resultado não só dos projetos de ajuste fiscal que colaboram na formação da expectativa de inflação, mas também do trabalho do Banco Central. Tudo isso faz com que estejamos num processo continuado de convergência da inflação, da expectativa de inflação para a meta. Isso está dentro do esperado”, disse o ministro.

Crise

Henrique Meirelles destacou que a crise herdada pelo governo Temer é enorme: um déficit público de R$ 170 bilhões, uma recessão “que é a maior da história do Brasil”. “Não devemos subestimar isso. Estamos tomando as medidas necessárias, por meio de emenda constitucional para enfrentar os gastos públicos, reforma da Previdência, mudanças fortes na postura de combate à inflação, uma agenda de aumento da produtividade do Brasil, anunciada na semana passada.”

De acordo com o ministro, é um projeto extenso de recuperação da economia brasileira, em que se parte de uma base muito baixa. “É a maior crise e recessão do Brasil desde que o PIB brasileiro começou a ser medido no início do século passado.”

Na última quinta-feira (15), o ministro anunciou, ao lado do presidente Michel Temer, uma série de medidas para estimular a recuperação econômica. “A boa notícia é que as medidas estão sendo aprovadas e sendo anunciadas e que o Brasil vai crescer o ano que vem”, completou Meirelles.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. A verdade disse:

    Crescimento??
    Só se for dos impostos e desemprego.
    PMDB, câncer da política brasileira.

  2. Paulo disse:

    so se for o crescimento do dinheiro dele..rsrsrs

  3. Bezerra disse:

    Só fala besteira essa criatura… Inventa outra, a economia totalmente a céfalas, a taxa de juros nas alturas, como sempre esteve, a inflação esperando só uma entre safras, a burocracia absurda, o desemprego no alto, os investimentos inexistente, tanto no setor público como no privado…. Os governantes passam 80% do tempo a procura de recursos para pagar mão de obra… Os outros 20% procurando uma forma de não serem cassados pelo judiciário. E esse cidadão prometendo aquilo que não depende dele. Homem vá tomar conta de seu banco se não o bicho pega pro seu lado.

Modelo de seguro-desemprego no país está 'completamente ultrapassado', diz ministro da Fazenda, Joaquim Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse em entrevista ao jornal “Financial Times” que o modelo brasileiro do seguro-desemprego está “completamente ultrapassado”.

Em Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial, Levy disse que o país está em um período de austeridade e reformas, incluindo as mudanças no pagamento de benefícios sociais, anunciadas em dezembro.

O governo espera que as novas regras, mais rígidas, gerem uma economia de R$ 18 bilhões neste ano. Incluídas em medidas provisórias, que ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso, elas afetam o acesso ao seguro-desemprego, pensão por morte, auxílio-doença e abono salarial.

Ao jornal, o ministro disse que, para colocar as finanças do governo em ordem, será necessário “fazer cortes em várias áreas”. Levy afirmou que sua intenção é “se livrar dos subsídios e corrigir os preços”, destacando o setor de energia como alvo potencial.

CRESCIMENTO

O ministro reconheceu que a política de austeridade pode ter um impacto no desempenho da economia, afirmando que “o crescimento nulo não pode ser descartado como uma possibilidade, apesar do crescimento do PIB no Brasil ser resiliente”.

De acordo com o “Financial Times”, ele argumentou que o país precisa mais de reformas de oferta do que de estímulos à demanda. Além disso, Levy se disse confiante de que “quando colocarmos a casa em ordem, a reação será positiva”.

Ao reafirmar que, apesar dos ajustes, o Bolsa Família não será cortado, Levy ressaltou que “as demostrações de 2013 foram no sentindo de um governo melhor, não de um governo maior”.

“A maioria das pessoas no Brasil está preparada para pagar por serviços.”

TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS

Sobre o cenário mundial, Joaquim Levy disse acreditar que suas reformas estão em linha com tendências internacionais, principalmente com as políticas de controle destinadas à estimular a economia nos Estados Unidos e na China.

“O mundo está mudando e é hora do Brasil mudar”, afirmou, acrescentando que “políticas anticíclicas têm seus limites, especialmente quando você vê as duas maiores economias do mundo também alterando sua postura.”

Folha Press

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Darwin disse:

    Onde estão os petistas?
    De férias em Pirangi? Esquerda caviar!
    Ou com vergonha da própria estupidez?

  2. Ana disse:

    Já que o mundo está mudando e o Brasil realmente precisa de mudanças, que tal seguir também o exemplo do EUA e baixar a gasolina? Diminuir a corrupção?! Usar todo esse dinheiro que nos é roubado para termos educação e saúde que preste?! Mudar em beneficio de arrecadar mais e mais para o PT é muito fácil!

  3. Bento disse:

    Boa, arrebenta, te vinga do Itaú.