Diversos

Prestação de contas aponta rombo de R$ 69 milhões nas contas da Rainha Elizabeth

(Foto: Getty)

Sem contar as graves e tristes consequências humanas e sanitárias envolvendo a pandemia da Covid-19, a vida financeira de muita gente ao redor do planeta foi duramente afetada pelas medidas de isolamento social para conter o avanço do coronavírus e, consequentemente, sua proliferação e mortes. Nem a Rainha Elizabeth escabou de ter um grande prejuízo no período que compreende o início da pandemia e hoje.

Documentos divulgados pela primeira vez mostram que o Palácio de Buckingham teve um deficit de mais de 69 milhões de reais em suas contas, e muito disso se deve ao fechamento de locais de intensa visitação que pertencem à Coroa. Estima-se que a queda de arrecadação com ingressos vendidos para o turismo em seus palácios tenha sido superior a 50%.

A medida inédita de abertura de documtentos da família real expuseram não só a perda de receita, como também expôs o príncipe Harry, que disse a Oprah Winfrey que a família havia cortado o repasse de dinheiro assim que decidiu se afastar dos afazeres reais e se mudar para os Estados Unidos, mas recebeu parte dos mais de 30 milhões de reais que o pai, Charles, dedicou a ele e ao irmão William.

Além disso, dados sobre a estrutura da “máquina” real foram divulgados, expondo um já aventado problema de representatividade entre as pessoas que trabalham dentro dos palácios.

Menos de um mês após serem divulgados documentos que indicavam que a contratação de “imigrantes de cor ou estrangeiros” eram proibidas no Palácio de Buckingham até pelo menos o final da década de 1960, os relatórios mostram que a prática foi apenas amenizada passadas quase seis décadas. Os números mostram que negros, asiáticos e pessoas de origens étnicas minoritárias representam apenas 8,5% dos que trabalham para a Rainha e o número cai para 8% na Clarence House, onde o Charles e Camila vivem.

Sobre o rombo nas contas, Sir Michael Stevens, o Guardião do Tesouro Privado da rainha, explicou: “No ano coberto por este relatório, nós realmente gastamos mais do que o nosso subsídio e a renda suplementar que ganhamos, com uma despesa líquida total de 607 milhões de reais, um aumento de 26% em relação ao ano anterior”. “Isso foi em grande parte impulsionado por um aumento significativo nas despesas com reservas de 147 milhões de reais para 269 milhões de reais, um aumento de 83% no ano”, continuou.

O responsável pelas contas da Rainha concluiu: “Como dissemos que faríamos, apertamos nossos cintos, cortamos custos em todas as áreas e conseguimos economizar para cobrir essa redução prevista na receita complementar. Essas reduções de custos não envolveram perdas de empregos, mas vieram de todas as áreas, incluindo o congelamento de salários e recrutamento de que falamos, reduções gerais nas áreas de viagens, limpeza e TI e uma redução na manutenção de algumas pendências de propriedades”.

Apesar dos esforços citados, políticos passaram a atacar os gastos com a família real, que envolvem, em parte, dinheiro público. “É hora de as finanças do palácio serem alinhadas com as de outros órgãos públicos, com orçamentos anuais acordados pelo parlamento, devidamente examinados e publicados de forma independente, não pela casa real”, criticou Graham Smith, diretor executivo da organização Republic.

Globo, via Monet

 

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Política

ELEIÇÕES 2014: Termina amanhã o prazo para declaração da primeira parcial da prestação de contas‏

O prazo para que candidatos, partidos políticos e comitês financeiros apresentem a primeira parcial da prestação de contas à Justiça Eleitoral acaba amanhã (2). A medida está prevista no Código Eleitoral Brasileiro e abrange os candidatos, partidos políticos e comitês financeiros.

“No caso da não prestação de contas nos prazos fixados, a Justiça Eleitoral notifica os envolvidos e dá um prazo de cinco dias para que nos três dias seguintes os candidatos, partidos políticos e comitês financeiros apresentem a prestação de contas. Caso contrário, são julgadas como não prestadas. Outro aspecto interessante e que muitos tem dúvidas é que a ausência de movimentação de recursos de campanha não isenta do dever de prestar contas”, explicou o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Norte, João Gregório Júnior.

Dentre as novidades do processo eleitoral em 2014 está a necessidade de assinatura de um profissional da contabilidade juntamente com a do candidato. A obrigatoriedade está prevista na Resolução n.º 23.406/14, do TSE, divulgada no mês de março.

“Não estamos falando da mera assinatura, mas sim da prestação de um serviço qualificado e imprescindível, por meio da orientação, consultoria e planejamento aos candidatos, oferecido por profissionais de contabilidade com fé pública para assinar o registro de atos contábeis e capazes de localizar erros e vícios nas contas de campanha”, afirmou Gregório Júnior.

Esta primeira prestação de contas deve ser enviada por meio eletrônico, utilizando o sistema SPCE Cadastro disponível no endereço www.tre-rn.jus.br. A divulgação dos dados pela Justiça Eleitoral será no dia 6 de agosto.

Já a segunda parcial das prestações de contas deve ser apresentada de 28 de agosto a 2 de setembro e será divulgada pela justiça no dia 6 de setembro. Nos casos em que os candidatos, partidos políticos e comitês financeiros não encaminharem as prestações de contas parciais, a Justiça Eleitoral divulgará os saldos financeiros, a débito e a crédito, dos extratos bancários enviados pelas instituições financeiras. Já as prestações de contas finais de todos os candidatos deverão ser enviadas até 30 dias depois da realização das eleições.

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