Policiais Civis realizam Assembleia e decidem suspender paralisação

Fotos: Sinpol-RN

Os Policiais Civis e Servidores da Segurança se reuniram em Assembleia Geral, na manhã desta quarta-feira, 24, e decidiram suspender a paralisação que teve início nas primeiras horas do dia. A categoria cobrava abertura de diálogo com o Governo do RN para tratar a pauta de reivindicações.

Na tarde desta terça-feira, 23, o SINPOL-RN foi recebido pela governadora Fátima Bezerra. A reunião durou algumas horas e resultou na assinatura de um termo de compromisso do Governo do Estado para início das discussões da pauta de reivindicações. Isso será feito através de um grupo de trabalho que será formado na próxima semana.

Além disso, o Governo se comprometeu em implantar imediatamente as promoções e progressões que já estão publicadas, mas que ainda não são pagas aos Agentes e Escrivães. Também ficou acertado que a equipe do Executivo dará celeridade aos demais processos de promoção que estão parados na Secretaria de Administração.

“Nós fizemos a explanação para a categoria de todos os detalhes dessa reunião com o Governo durante Assembleia Geral na manhã desta quarta. Em seguida, colocamos em deliberação se deveríamos ou não continuar a paralisação. Os Policiais Civis e Servidores da Segurança deliberam pelo retorno às atividades”, comenta Nilton Arruda.

Com isso, de acordo com o presidente do SINPOL-RN, todas as delegacias voltam a ter funcionamento normal já na tarde desta quarta-feira.

Nilton Arruda lembra que a governadora Fátima Bezerra também se comprometeu em realizar o concurso público para a Polícia Civil, uma das pautas do SINPOL-RN, nos próximos meses, com previsão de lançamento do edital até o final deste ano.

“Agora, esperamos que o que foi acordado seja concretizado e possamos evoluir com a pauta de reivindicações, pois essa é uma necessidade urgente. Já na próxima semana, na quinta-feira, dia 1 de agosto, temos agendada a primeira reunião do grupo de trabalho”, destaca o presidente do sindicato.

Sobre os salários atrasados, o Governo do Estado novamente alegou que depende de entrada de recursos extraordinários e, por isso, não pode estabelecer um calendário para quitar as folhas em aberto. Contudo, a governadora Fátima disse que os salários do mês corrente continuarão sendo pagos dentro do próprio mês.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Nos corredores da Casa Branca não se fala noutra coisa: o ofício que Donald Trump encaminhará a Fatão do Góipi solicitando colocar a "inteligência policial" do RN à disposição da NASA, com ônus para o governo americano.
    Dizem que o documento já navega em águas brasileiras. Dia menos dia ele aporta nesse vasto balneário frívolo onde Cabral descobriu Pindorama.

  2. M.D.R. disse:

    BG, nos últimos pronunciamentos da GOVERNADORA, ñ comenta quando vai pagar os atrasos e, é só blá blá blá.

  3. Sérgio disse:

    O governo só vai fazer concurso p PC quando o salário do delegado chegar aos U$ 1000,00 e o do agente a 500 dólares.

  4. almir dionisio disse:

    O fato do governo pagar o salário dentro do mês trabalhado não ajuda muito pq os servidores com atraso de até 3 folhas vêm empurrando as dividas com a barriga, pagando juros absurdos e sem nenhuma perspectiva de pagamento.
    Temos hoje um quadro de servidores desmotivados, atolados em dividas e o governo alega crise financeira, mais concede aumento para categorias isoladas, difícil entender/compreender.

    • Anderson disse:

      Ironicamente a solução oferecida é abertura de empréstimos consignados visando a perpetuação das dívidas dos Servidores com os bancos. Não tem como não relacionar a parceria Banco e Governo contra os trabalhadores. FATO!

Servidores do Estado realizam assembleia nesta terça para discutir estratégias da campanha salarial

Os servidores da administração direta do Estado se reúnem em assembleia na tarde desta terça-feira (10) para iniciar as discussões em torno dos avanços salariais para o ano de 2015. A Assembleia será as 14h, no auditório do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), na Cidade Alta.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Direta (Sinsp), Janeayre Souto, a categoria vai utilizar as palavras do próprio governador Robinson Faria que disse que o aumento não causaria impacto como argumento e que o movimento pode deflagrar greves.

“O reajuste é necessário para suprir a inflação e outros aumentos que consomem o salário do trabalhador. O próprio Robinson disse semana passada na imprensa que o aumento não causaria impacto. Quer dizer, temos um caminho bom para negociar. Agora, se o governador não resolver de forma consensual com a categoria, os servidores podem decidir tornar o movimento mais forte com paralisações e greves”, disse.