Servidores da saúde em greve farão um novo “apagão” em Natal e interior nesta segunda-feira

A saúde do RN terá um novo apagão na próxima segunda-feira (15). A iniciativa foi aprovada por unanimidade em assembleia do dia 10, que também aprovou a continuidade da greve. O apagão na saúde terá início às 6h, em frente ao hospital Walfredo Gurgel. Assim como o apagão que ocorreu na última segunda (9), os servidores irão reduzir o atendimento e apenas casos de urgência e emergência serão encaminhados à unidade. Uma equipe de servidores fará a triagem dos pacientes que chegarem no hospital para encaminhá-los à outras unidades de saúde.

A ideia do novo apagão é protestar contra a proposta de negociação do governo do Estado que em audiência com o Sindsaúde-RN, no dia 9, se comprometeu em pagar os salários de dezembro e adiantar o de janeiro na próxima semana, no entanto, deixa de fora os servidores inativos (aposentados e pensionistas).

“Queremos sim receber os nossos salários, mas entendemos que o governo não pode excluir os aposentados que tanto fizeram por esse Estado. O tratamento deve ser o mesmo para ativos e inativos, os aposentados fizeram história na saúde do RN e devem ser valorizados”, disse Manoel Egídio, coordenador-geral do Sindsaúde-RN.

Os servidores da saúde de Pau dos Ferros também irão realizar um apagão no hospital Regional. O apagão está previsto para iniciar às 7h e encerra às 10h da manhã.

A greve da saúde que completa dois meses hoje, reivindica o pagamentos do salários em dia, o pagamento do 13º e um calendário de pagamento para 2018. Além disso, se opõe ao pacote de ajuste fiscal enviado pelo governo Robinson Faria (PSD), enviado à Assembleia Legislativa em caréter de urgência.

Na terça-feira (16), entidades sindicais estão convocando uma Greve Geral no RN contra o atraso de salários e o pacote de ajuste fiscal do governo. Nesse mesmo dia, será iniciada a discussão das Mensagens na Assembleia Legislativa.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Dilson Soares disse:

    Só quem sai prejudicado nessa queda de braço entre o governo eo sindicato da população que não pode pagar um plano de saúde sofrendo no corredor dos hospitais

Servidores da saúde em greve farão vigília em frente à Governadoria nesta quinta

Nesta quinta-feira (3), os servidores da saúde do estado, cuja greve completa 34 dias, farão uma vigília em frente à Governadoria, a partir das 09h. Às 11h, o Sindsaúde-RN terá uma audiência com a secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira e o secretário de Administração, Cristiano Feitosa.

“Após muita luta e cobrança, o Governo do Estado irá nos receber em uma audiência para discutirmos a nossa pauta de reivindicações. Estamos em greve porque não aguentamos mais trabalhar nas condições precárias e ainda recebermos os salários atrasados. Queremos que a nossa pauta seja atendida.”, disse Manoel Egídio Jr, Coordenador-geral do Sindsaúde-RN.

Após ameaças do secretário Luiz Roberto, servidores da saúde em greve realizarão ato na SMS nesta sexta

Sindsaúde elabora nota de repúdio às ameaças do secretário de Saúde

Nesta sexta-feira (18), os servidores da saúde de Natal em greve farão um ato público em frente à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), às 08h30, após declarações do secretário Luiz Roberto Fonseca, ameaçando cortar ponto dos servidores grevistas. O secretário publicamente questionou o direito de greve dos servidores afirmando que não havia motivo para a greve, mesmo sabendo que os servidores estão recendo salários atrasados.

Após o protesto, os servidores tentarão se reunir com o secretário e cobrar uma audiência com o prefeito Carlos Eduardo (PDT).

Confira na íntegra a nota feita pelo Sindsaúde:

Nota sobre as ameaças da Secretaria Municipal de Saúde

Nós, do Sindicato dos Servidores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), recebemos com surpresa e indignação as declarações do secretário Luiz Roberto Fonseca, sobre a nossa greve, iniciada nesta quarta-feira, 16 de novembro.

As declarações do secretário ultrapassam o seu papel de gestor e vão além da preocupação com o funcionamento dos serviços de saúde. Ao questionar as razões do movimento grevista e ameaçar publicamente, em diversos meios de comunicação, com o desconto de dias parados, o secretário tenta desmobilizar a categoria, buscando reduzir a adesão dos servidores à greve e frustrar a greve.

Consideramos que o secretário pode estar cometendo assédio moral coletivo, ferindo a legislação de greve (Lei 7783/1989), que impede ao empregador “adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho”.

Soma-se às declarações recentes o áudio enviado pelo secretário aos servidores por ocasião da paralisação do dia 21 de outubro, no qual acenava com a possibilidade de corte de ponto, e casos de ameaças a servidores temporários, que não teriam o contrato renovado em caso de participação no movimento grevista.

Em suas entrevistas, o secretário Luiz Roberto alega que a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) regulamentando o direito de greve permite que a Prefeitura corte o ponto. Sim, de fato, este retrocesso ocorreu. Mas o que não foi dito é que o desconto não poderá ser aplicado se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público.

A Prefeitura de fato cometeu diversas condutas ilícitas – descumprindo leis, em especial a Lei Orgânica (Atraso e parcelamento de salários, quebra da data-base), e a lei do Plano de Cargos da Saúde (descumprimento da tabela das 30 horas, progressões e qüinqüênios não implantados, etc). A decisão de entrar em greve é completamente justificada, seja pelos atrasos salariais que se tornaram recorrentes ao longo deste ano, quebrando um direito fundamental do servidor e ameaçando a sua sobrevivência, ou por uma série de direitos não cumpridos pela administração.

O julgamento do secretário parece estar contaminado pelo desejo de impedir a greve. Chega a afirmar que o pagamento de parte do salário não configuraria atraso de pagamento. Ou seja, parcelar não seria o mesmo que atrasar e, diante disso, só poderíamos estar em greve se o salário estivesse deixado de ser pago integralmente. Os credores dos servidores – a escola, o cartão de crédito, a imobiliária – não compartilham deste método inusitado de pensamento. Na vida real, longe dos microfones e flashes, todo atraso vira juros. E isso vem ocorrendo todos os meses.

Lamentamos que o secretário tenha optado por atacar a greve e os servidores da saúde, ao mesmo tempo em que usa da palavra “diálogo”. Somos os primeiros a fazer todo tipo de sacrifício para manter os serviços em funcionamento. Todos sabemos que a greve não é a responsável pelo colapso da saúde pública. O secretário deveria estar preocupado em corrigir as deficiências no SAMU, na conclusão das reformas, e em anunciar uma nova data para o concurso público da saúde, que sofre com a falta de pessoal e o trabalho precário.

Esperamos que o secretário e o prefeito atendam as reivindicações de nossa greve, e compreendam o que os servidores estão passando diariamente, sem salário e sem direitos.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junior disse:

    Pura verdade junior

  2. Junior pinheiro disse:

    Ele nao lê jornais, nem blogs!!! Um dos unicos motivos hoje para greve é justamente atraso de salários isso segundo o STF nessa ditadura disfarçada, pois pedir aumento está terminantemente proibido! !!! O servidor que se dane!!!!! Agora discutir supersalarios ninguém quer!!!!

Servidores da saúde em greve protestam na Governadoria

Em greve desde o dia 11 de junho, os servidores da saúde do estado realizam um ato na manhã desta quarta (07), em frente à Casa Civil, a partir das 09h30. O ato cobra reajuste salarial de 27% e a isonomia para servidores aposentados e em especial os municipalizados, que têm perdas de até 61%. Os servidores também cobram uma previsão para a realização de um novo concurso público, diante do déficit de cerca de 3.500 servidores na saúde estadual; a revisão no plano de cargos e a eleição direta para diretores.

CALENDÁRIO (corrigido)

Ato público da greve da saúde estadual

TERÇA-FEIRA (07), 09h30

Governadoria

Ato unificado das greves da saúde do estado e de Natal

QUARTA-FEIRA (08), 09H30

Concentração: Sindsaúde-RN

Durante a greve, ocorreram três audiências com o governo, representado pela secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes; pelo titular da Secretaria de Planejamento, Gustavo Nogueira; e pelo secretário de Saúde, José Ricardo Lagreca. Os secretários se comprometeram com parte da pauta negociada nas audiências com o Sindsaúde, como a implantação das mudanças de nível atrasadas, revogação do decreto que impede as licenças-prêmio, envio de lei de combate ao assédio moral, entre outros pontos. O governo afirma estar impedido de dar reajustes ou tomar medidas que aumentem a folha de pessoal, por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A categoria está há muito tempo no sufoco. Nossos salários estão defasado e está pior com a crise e a inflação. Não é justo já ganharmos o pior salário da saúde e agora ainda pagarmos pela crise. Vamos insistir em uma resposta sobre o reajuste”, afirma Simone Dutra, do Sindsaúde.

Os servidores do estado devem unificar a greve com os da saúde do município de Natal, que param a partir desta quarta-feira (08) e com outras categorias, como professores da UERN e servidores federais.

FOTO: Servidores da saúde em greve fazem ato na Secretaria Municipal de Saúde e exigem audiência com secretário‏

DSC08322Os servidores da saúde municipal de Natal, em greve desde o dia 15 de abril, fizeram um ato na manhã desta terça-feira (20), na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), para cobrar uma reunião de negociação com o secretário Cipriano Maia. A categoria quer respostas e o atendimento da pauta específica dos servidores da saúde, como um plano para garantir a segurança nas unidades e o reajuste nas gratificações.

Durante o ato, os servidores fizeram denúncias e cantaram paródias de protesto contra o assédio moral nos locais de trabalho. Uma comissão de 10 servidores subiu até o gabinete do secretário para buscar uma audiência e foram surpreendidos com a notícia de que o secretário só receberia o Sindsaúde quando fosse marcada a próxima Mesa de Negociação do SUS.

A informação surpreendeu os servidores, já que o Sindas se encontrava na antessala do gabinete, à espera de um novo encontro com Cipriano Maia. “O secretário recebe todos os sindicatos, mas quando é a vez de receber o Sindsaúde é preciso passar por toda essa burocracia. Nós queremos discutir a pauta específica da saúde e não sairemos daqui enquanto não tivermos uma data”, afirmou a coordenadora geral do Sindsaúde, Simone Dutra, à secretária de Cipriano.

Após a reposta negativa da SMS, os demais servidores que se encontravam no estacionamento subiram ao segundo andar do prédio e ocuparam os corredores, exigindo que o secretário recebesse a comissão do Sindsaúde. Após muita cobrança, a reunião da Mesa de Negociação do SUS foi marcada para a próxima sexta-feira (23), às 15h, na própria Secretaria de Saúde.

Os servidores começarão a se organizar para a reunião ainda na manhã da sexta (23). A concentração da categoria terá início às 8h, na sede do Sindsaúde. Até lá, a greve da saúde já conta com novo calendário de atividades.

Nesta quarta-feira (21), os servidores farão uma mobilização às 9h, no Distrito Sanitário Oeste, na Unidades de Saúde de Nazaré. Já na quinta (22), a mobilização será nas unidades do Distrito Sanitário Norte, com concentração às 9h, na Policlínica da Zona Norte.