Saúde

‘Travamento do país é péssimo para a saúde’, diz Mandetta após reuniões sobre combate ao coronavírus

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou com jornalistas após reuniões no Palácio do Planalto — Foto: Guilherme Mazui/G1

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta terça-feira (24) que o “travamento” do país é péssimo para a área da saúde. Ele falou com jornalistas na saída do Palácio do Planalto, após participar, com o presidente Jair Bolsonaro, de reuniões sobre medidas de combate ao coronavírus com governadores das regiões Centro-Oeste e Sul.

Sem citar um nome específico, Mandetta disse que alguns governadores “passaram do ponto” nas medidas de isolamento e restrição das atividades econômicas. Em todo o país, governos estaduais baixaram ordens, como fechamento do comércio e de escolas, para conter o avanço do vírus. Bolsonaro já havia criticado as ações.

“É natural, faz parte do quadro, que no início você tem algumas situações em que você erra, acerta e não é momento de apontar o dedo. [Dizer] Certo ou errado. É reconhecer rapidamente que algumas coisas funcionam em determinados momentos, como funciona, e como a gente pode adotar. Esse travamento absoluto do país, para a saúde, é péssimo”, afirmou o ministro.

Mandetta argumentou que pacientes de todas as áreas, não só aqueles infectados com coronavírus, continuarão precisando dos serviços médicos.

“Eu continuo precisando fazer pré-natal. Tem médico fechando consultório. Daqui a pouco eu estou lá cuidando de um vírus, e cadê meu pré-natal? Cadê o cara que estava fazendo quimioterapia? Cadê o pessoal que está precisando fazer o diagnóstico? Cadê as clinicas de ultrassonografia?”, completou Mandetta.

Para o ministro, medidas como “locaute”, em que há interrupção da maioria das atividades, devem ser tomadas com precaução.

“Eu acho que as pessoas quando tomam medidas duras, como essas aí de locaute, você tem de saber muito bem o que você está fazendo. Isso daí muitas vezes é uma medida que você toma em determinadas circunstâncias, determinada situação. E às vezes você tem que ver o tempo certo, o aviso com antecedência, como fazer, os serviços essenciais”, afirmou.

“O que não é fundamental? Essa é a discussão que tem de ser feita. Somos uma grande engrenagem que um movimento o outro. E colocar isso em harmonia para o momento, sem histeria, é que é o desafio. E é o desafio de todos de prefeitos, governadores.Acho que os governadores já estão vendo que em alguns casos aceleraram, passaram do ponto”, concluiu o ministro.

Conversa com governadores do Sudeste

Nesta quarta-feira (25), Bolsonaro e Mandetta farão videoconferência com governadores da região Sudeste, onde ficam Rio de Janeiro e São Paulo, estados mais afetados pelo coronavírus até agora.

Os governadores dos dois estados, João Dória (São Paulo) e Wilson Witzel (Rio de Janeiro), vêm sendo alvo de críticas de Bolsonaro, que é contra as medidas restritivas para estimular o isolamento social adotadas pelo dois.

Questionado se vai pedir algo específico para Dória e Witzel, Mandetta respondeu:

“Não, gradativamente eles estão percebendo que precisa fazer, que precisa ser articulado, que precisa ser organizado […] Todo mundo está vendo que precisa de ajustes, precisa de sincronia. Você não precisa fazer [quarentena] de um estado inteiro, você pode fazer um bairro. Rio de Janeiro, as informações que a gente tem é que a maioria dos casos são ali na Barra da Tijuca. Você tem que ir olhando, você tem que ir organizando”, disse.

G1

 

Opinião dos leitores

    1. O melhor do blog são os comentários dos meus amigos alienados, você é meu amigo?

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