Usuários compram agulhas e seringas para abastecer posto do Cidade Satélite

Tribuna do Norte:

Em busca de atendimento médico para a filha de 14 anos, o comerciário Rubens Dantas foi ao posto de saúde de Cidade Satélite, na manhã desta quinta-feira (11), mas se deparou com situação corriqueira às unidades de saúde municipais: o desabastecimento. Faltava, além de medicamentos, seringas e agulhas para ministrar a medicação prescrita pelo médico de plantão. Os pacientes, então, fizeram uma “vaquinha” e decidiram comprar e doar 55 quites de seringas e agulhas para garantir alguns atendimentos na unidade.

A filha de Rubens foi ao pronto socorro de Cidade Satélite em busca de atendimento em função de uma tosse que perdura há mais de uma semana. Na farmácia da unidade, veio a informação que estava faltando material, apesar dos pedidos feitos à Secretaria de Saúde Municipal (SMS). Ana Lúcia Cavalcanti também contribuiu para a aquisição dos insumos necessários ao atendimento do irmão de 34 anos, que buscou atendimento devido uma infecção intestinal.

No posto de saúde, os pacientes ou acompanhantes relatam que não são raras as vezes que, naquela unidade, servidores compram algum medicamento ou material ambulatorial para garantir algum atendimento aos pacientes que chegam muitas vezes oriundos de outros postos de saúde da rede municipal.

Em reportagem publicada na edição de hoje da TRIBUNA DO NORTE, abordagem semelhante sobre a falta de medicamentos mostra a suspensão de alguns procedimentos na Policlínica Oeste, em Cidade da Esperança, por falta de material.

O diretor do Departamento de Logística e Suporte Imediato aos Serviços de Saúde, Magno Carvalho de Aquino, afirma que a unidades de saúde municipais têm sido abastecidas. “O que pode  acontecer é os usuários chegarem às unidades no dia em que o material foi solicitado, sem que nós tivéssemos tempo hábil para o abastecimento”, explicou Magno Carvalho.