Tecnologia

Usuários de torrent recebem cobrança no valor de R$ 3 mil no Brasil por download de filmes

Carta que vem sendo recebida por usuários de torrent pede indenização pelo download de filmes de maneira irregular (Imagem: Reprodução/Partido Pirata)

Imagine chegar em casa e receber, pelo correio, uma notificação extrajudicial cobrando R$ 3 mil pelo download de filmes por meio de serviços de torrent. Pior ainda, o aviso fala sobre um caso ocorrido em 2019, do qual você nem se lembra mais ou, em muitos casos, foi registrado em uma rede que é compartilhada com outras pessoas que moram na mesma casa, familiares ou cônjuges. Essa foi a realidade de, estima-se, algumas dezenas de milhares de brasileiros neste mês de outubro.

Muitos deles, usuários de serviços de compartilhamento de dados P2P, foram surpreendidos com uma carta desse tipo relacionada ao suposto download e compartilhamento de três filmes que estrearam no cinema em 2019. Os detentores dos direitos autorais de filmes como Invasão ao Serviço Secreto, Hellboy e Rambo: Até o Fim solicitam o ressarcimento de milhares de reais pelos danos causados pelos atos , com o não pagamento da quantia citada na notificação podendo levar ao início de um processo judicial contra os notificados.

Esse tipo de ação é comum em países da Europa, como a Alemanha, onde leis federais proíbem o download e compartilhamento ilegal de conteúdos protegidos por direitos autorais, com multas que chegam pelo correio e valores de cerca de 800 euros (ou aproximadamente R$ 5 mil na conversão direta). No Brasil, o Código Penal prevê penas de três meses a um ano de prisão para quem violar os direitos de autor, entretanto, cita especificamente os casos em que as cópias são feitas com intuito de lucro; situações envolvendo o uso pessoal ficam em uma área cinza.

É o caso, por exemplo, de Y.F., de São Paulo, que pediu para ter sua identidade preservada em contato com a reportagem. Ele recebeu a notificação no início de outubro no endereço de sua mãe, em nome dela, que segundo ele, não seria a responsável pelo ato. Mais do que a notificação em si, chamou a atenção do usuário o fato de o escritório de advocacia responsável pela carta ter acesso a dados pessoais como nome completo e endereço do responsável pelo plano de telefonia, além de data, hora e endereço IP no qual o download teria sido identificado.

“Nunca achei que isso aconteceria comigo. Minha preocupação foi resolver o caso em nome de minha mãe, mas fiquei me perguntando como [os advogados] tiveram acesso a todas as informações para envio da notificação”, conta Y.F. A indicação, inclusive, seria de um download realizado em 2019, que o usuário afirma não se lembrar de ter feito.

Entrega de dados

Toda a situação começou a ficar um pouco mais séria antes mesmo do envio das notificações extra-judiciais aos apontados como responsáveis pelos downloads. A obtenção das informações pessoais dos clientes de telefonia é resultado de um pedido de quebra de sigilo feito pelo escritório carioca, especializado em casos envolvendo propriedade intelectual, em nome de uma empresa britânica chamada Copyright Management Services.

Ela estaria prestando serviços de rastreamento de cópias piratas de filmes da produtora americana chamada Millenium Media, que seria a responsável pelos direitos autorais dos três filmes por meio de subsidiárias chamadas Fallen Productions, HB Productions e Rambo V Productions. Além de Hellboy, Invasão ao Serviço Secreto e Rambo: Até o Fim, a companhia prestaria serviços semelhantes a outros estúdios, acompanhando o compartilhamento de versões irregulares de longas como Clube de Compras Dallas, Colossal, Invasão de Privacidade e Dupla Explosiva, entre outros lançados ao longo dos últimos anos.

Alguns dos filmes protegidos pela tecnologia Guardaley, que repassa os dados de quem os baixa e compartilha para os detentores de direitos autorais (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Na petição, é citada uma tecnologia chamada Guardaley, um sistema de detecção de quebras de direitos autorais que informaria automaticamente à detentora dos copyrights sobre a disponibilização irregular de conteúdos protegidos. O texto afirma que, apenas com as informações obtidas pelo sistema, não é possível chegar aos responsáveis, daí o pedido à Claro para produção antecipada de provas.

A lista de títulos, bem como as informações citadas, aparecem em um pedido aberto pela Copyright Management Services contra a operadora na justiça cível de São Paulo, pelo escritório Kasznar Leonardos Advogados, especializado em propriedade intelectual. O documento fala em um total de 53,6 mil uploads e compartilhamentos dos três filmes, registrados entre 2019 e o início de 2020. A companhia apresenta uma lista de IPs responsáveis pelo download dos filmes e pede que a operadora apresente os dados pessoais correspondentes àqueles endereços, para que notificações relacionadas ao compartilhamento irregular dos conteúdos possam ser enviadas.

A solicitação foi feita em março deste ano e gerou parecer favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo, emitido em maio. Na ocasião, a Claro tinha 48 horas para entregar as informações ou estaria sujeita a multas de R$ 10 mil por dia. O caso continuou tramitando até que, em setembro, a operadora anexou ao processo duas planilhas que continham os dados solicitados pela empresa, com as notificações sendo enviadas aos usuários de torrent em outubro.

Estranheza e desproporção

Além do próprio recebimento das notificações pelos usuários, que já são assustadoras o bastante, alguns aspectos dos documentos apresentados chamam a atenção. Nos papeis registrador na justiça paulista, por exemplo, a solução é chamada de Guardaley, enquanto nas cartas, aparece a Blunting Digital Forensics, uma prestadora de serviços em forênsica digital em mais de 20 países. Em seu site oficial, a companhia não cita serviços ligados ao rastreamento de copyright, mas fala em análise de documentos digitais e resposta a incidentes de segurança.

Em nenhum ponto, entretanto, é citada a brasileira Imagem Filmes, responsável nacional pelos três longas citados. Em resposta ao Canaltech, a distribuidora informou que não está envolvida nos casos nem possui qualquer informação sobre os trâmites judiciais, que podem ter sido movidos diretamente pelos produtores internacionais dos filmes.

Não foi possível encontrar os contatos referentes às companhias citadas como detentoras dos direitos autorais dos filmes, assim como a Copyright Management Services, cujo site parecia estar fora do ar durante todo o processo de apuração. Chamou a atenção, ainda, o fato de pesquisas ligadas a HB Productions, Fallen Productions e Rambo V Productions somente trazerem resultados relacionados às disputas de direitos autorais como as que acontecem agora no Brasil, sem que seja possível localizar presenças oficiais ou maneiras de entrar em contato com elas.

“A indústria cinematográfica tem um grande receio de se expor junto a seus clientes, que no caso, seriam os espectadores. Por isso, e também como forma de facilitar o licenciamento e ações de defesa de copyright, são criadas empresas que lidam com a totalidade dos direitos autorais de cada obra”, explica Rafael Lacaz Amaral, um dos advogados responsáveis pela ação. Ele afirma que, assim como a própria Kasznar Leonardos, outros intermediários, como seria o caso da Millenium Media e da Copyright Management Services, são responsáveis por notificações e combate à pirataria em diferentes países do mundo.

“Cada estúdio age de uma forma [em relação a esse tipo de infração]. Nosso escritório trabalha apenas na obtenção dos dados e no envio das correspondências, como forma de recuperar uma pequena parcela dos danos causados pela quebra dos direitos autorais”, continua o advogado. “Todo o processo é feito da forma mais transparente possível, desde a captura dos dados até a listagem e envio das correspondências”, explica, indicando que o uso de duas soluções diferentes para rastreamento das cópias irregulares dos filmes é uma medida para garantir que não existam tropeços nestas etapas iniciais.

Amaral vai além e cita, também, um caráter educativo por trás das notificações enviadas aos usuários brasileiros, que também seria uma tentativa de disseminação de informações sobre copyright por parte da indústria de cinema. Segundo ele, há um desconhecimento geral entre a população sobre as proteções de direitos autorais, e mais do que uma tentativa de indenizar os estúdios, o trabalho que está sendo realizado é pedagógico. “O objetivo é conscientizar as pessoas de que existe um investimento sendo feito na produção e, também, na proteção destas obras, o que acaba levando à responsabilização de quem violou os direitos de autor”, explica.

O advogado afirma, ainda, que esta não é a primeira vez que notificações desse tipo são enviadas a usuários de torrent no Brasil, com o próprio escritório estando envolvido em pelo menos um dos precedentes. Em 2019, a Algar Telecom foi acionada e teve de entregar os dados pessoais de clientes que baixaram o filme Fúria em Alto-Mar; Amaral aponta que, nesta ocasião, o número de notificações foi baixo em relação ao atual, um processo maior que envolve três filmes e uma quantidade muito maior de pessoas.

Para Y.F., a cobrança de R$ 3 mil soa desproporcional. “Não obtive lucro com o filme, enquanto existem operações grandes de vendas de filmes piratas em qualquer cidade. Perto dessas, sou peixe pequeno”, continua o usuário, que disse ter entrado em contato com o escritório de advocacia responsável pela notificação e apresentado uma contraproposta, no valor de R$ 1 mil. Na sequência, acionou uma advogada e, pelo menos até o momento de publicação desta reportagem, não havia recebido resposta.

Amaral não pode falar sobre os próximos passos das ações, por não estar envolvido neles e, também, por se tratarem da estratégia judicial dos detentores. Por outro lado, o advogado aponta o motivo para o valor fixado, que diz ser um padrão da indústria cinematográfica mundial. Além disso, aponta que os danos causados aos estúdios não se limitam, apenas, aos downloads. “Os serviços de torrent baixam conteúdos e os distribuem para usuários de todo o mundo. A indenização seria uma forma de ressarcir uma pequena parte dos danos causados por essa ação, além de ter função pedagógica junto aos infratores.”

Entrega de dados

A quebra do sigilo dos clientes da Claro também é um ponto que chama a atenção em todo o caso. Como já citado, as informações foram anexadas em duas planilhas do serviço de hospedagem do Google, coladas em resposta da operadora ao Tribunal de Justiça de São Paulo. No total, entre os dois documentos, eram mais de 70,3 mil entradas contendo nomes completos, endereços e CPFs de clientes de todo o Brasil, além das datas, horas, nomes de arquivo e softwares utilizados para o download dos filmes citados.

A questão é que os dados foram entregues em planilhas simples, sem nenhum tipo de dispositivo de segurança, e que poderiam ser acessadas por qualquer um que tivesse acesso ao processo, além de compartilhadas dali sem a possibilidade de verificações. No momento em que essa reportagem é publicada, os documentos se encontram fechados, com o acesso sendo fornecido apenas mediante autorização pelos administradores da nuvem.

Em resposta ao Canaltech, a Claro informou que, “em cumprimento de ordem judicial do Tribunal de Justiça de SP e nos termos da Lei 12.965/14, forneceu única e exclusivamente ao órgão as informações determinadas pela Justiça”. A legislação citada pela operadora é o Marco Civil da Internet, que garante o sigilo das comunicações e dados dos usuários da rede no Brasil, a não ser em caso de solicitações judiciais como a feita pelo TJSP.

Por que, então, as informações foram anexadas aos procedimentos de forma aberta e acessível até mesmo a quem não está envolvido na disputa? De acordo com Fernando Antônio Tasso, juiz coordenador do órgão de proteção de dados do Tribunal De Justiça de São Paulo, trata-se de uma questão de transparência. “As únicas informações acessíveis a qualquer pessoa são os dados básicos do processo, como o nome das partes, a vara responsável e o tipo de ação, além de decisões, despachos e sentenças”, explica.

Além das partes envolvidas no processo e advogados certificados no sistema digital do TJSP, apenas jornalistas e pesquisadores podem ter acesso ao sistema mediante pedidos autorizados e verificados. Tasso afasta a ideia de que a publicação de dados desta maneira possa levar a um incidente de segurança e compara a disponibilidade dos dados de um processo à de um prontuário médico, com ambas as informações precisando de disponibilidade caso as partes envolvidas queiram substituir o profissional contratado inicialmente. “Todos os acessos ficam registrados por seis meses, de acordo com o Marco Civil da Internet e nossa própria política de privacidade”, explica. Em caso de mau uso das informações, os responsáveis podem ser acionados.

“Se por um lado temos que preservar a privacidade [dos cidadãos], por outro temos de dar transparência ao judiciário”, completa o juiz, citando normas federais que garantem o acesso a processos e tramitações judiciais. É o caso, por exemplo, da resolução nº 215, de 2015, do Conselho Nacional de Justiça, diretamente atrelada à Lei de Acesso à Informação, promulgada em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff.

Avaliação e resposta

Na visão do Partido Pirata do Brasil, esta pode ser considerada como uma ação de copyright trolls no Brasil. O termo, conhecido lá fora mas pouco usado por aqui, justamente, pela raridade de casos assim, se refere ao uso de notificações judiciais, ameaças de processo e outras atitudes consideradas agressivas para obter lucro a partir de questões ligadas à proteção dos direitos autorais.

“Não sabemos o número exato de pessoas [que receberam as notificações], mas acreditamos em, talvez, milhares de usuários, aumentando a cada dia”, afirma Montanha, membro do grupo de trabalho de comunicação do Partido Pirata do Brasil. Segundo ele, a organização está trabalhando no caso tirando dúvidas, prestando esclarecimento e acalmando os acusados. “Nossa recomendação é para que as pessoas não cedam e não realizem o pagamento. Como diz o velho ditado, não alimente os trolls”, completa.

O representante afirma não saber de casos em que a notificação extrajudicial levou a processos abertos contra os utilizadores de torrent, enquanto outros, como no caso de Y.F., tentaram contato com o escritório responsável mas não receberam resposta. “Existem pessoas que foram notificadas há meses e nunca mais foram incomodadas. De que temos conhecimento, até o momento, somente provedores de internet [foram acionados judicialmente] para que revelassem os dados pessoais dos assinantes”, completa Montanha.

Filipe Monteiro, advogado especializado em propriedade intelectual, games e eSports, do escritório Ritter Advogados, explica que a base da atuação dos trolls de copyright é, justamente, o desconhecimento do público em geral sobre a propriedade intelectual, com ameaças de processo e altas multas gerando o receio de repercussões negativas para os acusados. “Com esse modus operandi, os [responsáveis] monetizam o medo dos notificados. Porém, o valor solicitado como indenização pode soar como um bom ‘custo-benefício’, quando comparado aos montantes de eventuais condenações judiciais e honorários advocatícios, com o pagamento sendo realizado para firmar o acordo extrajudicial.”

O advogado explica que as notificações recebidas pelos usuários brasileiros podem ser legítimas mesmo sem o envolvimento da distribuidora local. Os estúdios, aponta, também estão aptos a iniciarem ações desse tipo fora de seus países de origem, por meio de procuradores que possam os representar. Segundo ele, ações desse tipo também acontecem no mercado de patentes, de maneiras semelhantes. Estes são mais presentes no Brasil, ao contrário das notificações de copyright, que para Monteiro, ainda estão ganhando tração em nosso país.

“Antes de tomar qualquer decisão, [quem receber a carta] deve contar com o auxílio de um advogado de sua confiança, que avaliará todo o cenário com diligência e recomendará a melhor estratégia a ser executada”, indica Monteiro. Ele aponta, por outro lado, que uma resposta inadequada ou até a ausência de retorno pode resultar em ações judiciais contra os acusados.

CanalTech

Opinião dos leitores

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Geral

Congresso do PT tem banner que defende volta de Maduro

Foto: PT/divulgação

A abertura do 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília, teve manifestação em defesa do retorno de Nicolás Maduro e Cilia Flores à Venezuela. O casal está preso nos Estados Unidos desde janeiro, após operação que levou à sua captura .

Um banner exibido no evento trazia a frase “Los Queremos de Vuelta”, em atividade organizada pela Secretaria de Relações Internacionais do partido.

Neste sábado (25), o congresso segue com debate sobre o plano de governo para uma eventual nova candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente do PT, Edinho Silva, também defendeu mudanças no sistema político e uma reforma do Judiciário, com mais participação da sociedade civil no CNJ.

O congresso começou na sexta (24) e segue até domingo (26), reunindo cerca de 600 delegados em Brasília. A presença de Lula é esperada no encerramento.

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ABC vence o Sousa-PB e assume liderança do grupo A8 na série D do Brasileirão

Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C

O ABC assumiu a liderança do grupo A8 da Série D do Campeonato Brasileiro após vencer o Sousa-PB por 1 a 0, jogando fora de casa.

O único gol da partida disputada no estádio Marizão foi marcado no segundo tempo por João Pedro, após aproveitar o rebote do goleiro do time paraibano em um chute de Wallyson.

Foi a quinta vitória seguida do Mais Querido entre partidas da Série D e Copa do Nordeste.

Pela Série D, o Alvinegro volta à campo no próximo sábado, dia 2 de maio, em duelo contra o Central-PE, no Frasqueirão, às 17h30.

Mas antes recebe o Ferroviário-CE no Frasqueirão, na quarta-feira (29), às 21h30, em jogo válido pela última rodada da primeira fase da Copa do Nordeste. O ABC é o líder do Grupo D, com os mesmos 7 pontos de Retrô-PE e Fortaleza, mas levando vantagem nos critérios de desempate.

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Em evento do PSD, Zenaide Maia conclama mulheres a ocuparem espaços de poder no RN

Na tarde deste sábado (25), no Praiamar Natal Hotel, o Partido Social Democrático (PSD) do Rio Grande do Norte realizou um encontro estadual denominado Todos por Elas. O evento reuniu importantes lideranças políticas, prefeitos, vereadores e representantes de diversas regiões do Estado, e foi marcado pela forte participação feminina, consolidando-se como um espaço de diálogo, fortalecimento partidário e incentivo à ampliação da presença das mulheres na política. Durante a programação, o público presente acompanhou as palestras da jornalista Anna Ruth Dantas, sobre comunicação, da prefeita Marianna Almeida, sobre Mulher na gestão pública, do pré-candidato Allyson Bezerra sobre governar com inclusão feminina e da senadora Zenaide Maia sobre mais mulheres no poder.

Presidido no Estado pela senadora Zenaide Maia, o PSD no RN demonstrou sua capilaridade e articulação ao reunir gestores municipais e lideranças comprometidas com o desenvolvimento regional. A prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, que também preside o PSD Mulher no Estado, teve papel de destaque na mobilização e condução das pautas voltadas à participação feminina. “É um momento que a gente se une enquanto prefeitas, enquanto lideranças, enquanto mulheres que ocupam um espaço de poder importante no nosso estado, mas que a gente se une em prol das demais mulheres. A gente tem uma obrigação muito clara de abrir portas para que mais mulheres também ocupem espaços de decisão, de transformação social e de poder no nosso Estado, seja ele na política, seja ele numa liderança de uma empresa importante, e é por isso que nós estamos aqui, em prol do protagonismo feminino, em prol do crescimento das mulheres no nosso Estado”, declarou a presidente do PSD Mulher, Marianna Almeida.

Durante o encontro, foi ressaltada a importância de ampliar a representatividade das mulheres nos espaços de poder. Apesar de as mulheres representarem mais de 50% da população brasileira, elas ainda ocupam cerca de 18% das cadeiras na Câmara dos Deputados e pouco mais de 15% no Senado Federal, evidenciando a necessidade de avanços concretos na equidade de gênero na política.

Nesse contexto, a trajetória da senadora Zenaide Maia foi destacada como exemplo inspirador. Com atuação firme, independente e voltada às causas sociais, Zenaide tem se consolidado como uma das principais vozes femininas no cenário político nacional, incentivando outras mulheres a ocuparem espaços de decisão e liderança. “Ingressar na vida pública exige coragem, e essa coragem transborda em cada mulher que participou deste encontro. Mas ninguém chega a lugar algum sozinha; precisamos dar as mãos e construir uma rede de apoio sólida e verdadeira. Sem essa união e o suporte mútuo, o caminho se torna muito mais difícil. Ver o engajamento e a força feminina reunida neste evento nos enche de esperança e reafirma que o PSD-RN está no caminho certo para construir um futuro mais equilibrado e justo”, garantiu a senadora Zenaide Maia.

Para o pré-candidato, Allysson Bezerra, presente ao evento, a presença feminina é fundamental. Em sua gestão, Allysson buscou incluir as mulheres de forma real, garantindo protagonismo e adotando medidas práticas para que isso acontecesse no dia a dia da administração. “Esse compromisso continuará no futuro. É preciso cobrar das lideranças políticas e dos homens que ocupam espaços de poder uma inclusão verdadeira das mulheres na política e nos cargos de decisão”, garantiu Allyson Bezerra.

A expressiva presença de lideranças e o engajamento dos participantes evidenciaram o sucesso do encontro e a força crescente das mulheres na política do Rio Grande do Norte. O evento “Todos por Elas” do PSD-RN reuniu prefeitas e prefeitos, vice-prefeitas e dezenas de vereadoras e vereadores, além dos deputados estaduais Hermano Moraes e Kleber Rodrigues.

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Brisa Bracchi tem vitória na Justiça contra Matheus Faustino; vereador ainda pode recorrer da decisão

A vereadora Brisa Bracchi (PT) obteve vitória na Justiça contra o vereador Matheus Faustino (União), condenado por divulgar informação falsa sobre uso de emenda parlamentar. Faustino ainda poder recorrer da decisão.

Sentença da 16ª Vara Cível de Natal, assinada pelo juiz André Luis de Medeiros Pereira, determina que Faustino apague as postagens e pague R$ 4 mil por danos morais à Brisa.

O caso envolve vídeo publicado em agosto, no qual Faustino afirmou que Brisa teria gasto R$ 50 mil com aluguel de mesas e cadeiras. No processo, a parlamentar comprovou que o valor total do empenho era global e que, no caso, foram utilizados R$ 5.222,60 em diferentes eventos.

Na decisão, o juiz apontou que houve distorção dos dados e que a crítica política não pode se basear em informação falsa. Segundo o magistrado, a atribuição integral dos R$ 50 mil à vereadora “não corresponde à realidade” e configura abuso de direito.

A defesa de Brisa sustentou que houve divulgação dolosa de informação inverídica, extrapolando o limite da crítica política. Em nota, a vereadora afirmou que a decisão reforça a veracidade de suas ações e criticou ataques recorrentes. Já o vereador ainda pode recorrer da condenação.

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Justiça condena vereador Matheus Faustino por fake news contra Brisa Bracchi

Juiz da 16ª Vara Cível da Comarca de Natal reconheceu que o vereador de extrema direita mentiu ao divulgar informação sobre emenda parlamentar. Decisão é mais uma vitória da vereadora no processo de perseguição movido pela extrema direita contra ela

O vereador Matheus Faustino (União) foi condenado pela Justiça estadual por publicar notícia falsa (fake news) contra a vereadora Brisa Bracchi (PT). Ele terá que retirar todas as postagens relacionadas ao caso veiculadas em suas redes sociais e pagar indenização por danos morais no valor de R$ 4 mil. A decisão é do dia 17 de abril.

O caso representa mais uma vitória de Brisa Bracchi em meio ao processo de perseguição promovido por representantes da extrema direita do qual ela tem sido vítima.

O vídeo com a notícia falsa foi gravado em agosto, logo após pedido de abertura de processo de cassação do mandato de Brisa Bracchi; e visava promover o desgaste da petista. A notícia falsa faz parte de um conjunto de 94 ataques publicados por Matheus Faustino contra a vereadora no período de um ano.

A decisão refere-se a postagens feitas por Matheus Faustino nas quais ele afirmou que Brisa Bracchi teria usado R$ 50 mil de emendas para aluguel de mesas e cadeiras. A vereadora comprovou que a afirmação era uma mentira.

De acordo com os documentos apresentados à Justiça, na realidade, foram usados apenas R$ 5.222,60 e que esses recursos serviram a vários eventos. No processo, a defesa de Brisa alegou que “houve distorção dolosa das informações, com atribuição isolada e indevida do montante global do empenho à sua pessoa, extrapolando os limites do exercício regular da crítica política”.

Na decisão, o juiz André Luis de Medeiros Pereira, da 16ª Vara Cível da Comarca de Natal, chegou à conclusão que Brisa Bracchi falava a verdade e que Matheus Faustino divulgou uma mentira sobre o uso da emenda parlamentar.

Ele explicou que, da análise dos documentos apresentados, foi possível identificar que os R$ 50 mil correspondiam ao valor global; e que “as liquidações demonstram que o montante foi utilizado em diversos eventos, inclusive vinculados a outros vereadores, havendo apenas registros pontuais relacionados à autora (Brisa), com valores significativamente inferiores ao total empenhado”.

“Desse modo, evidencia-se que a imputação de que a autora teria destinado integralmente o valor de R$ 50.000,00 para determinada finalidade não corresponde à realidade fática demonstrada nos autos, tratando-se de narrativa que desconsidera o caráter global do empenho e a pluralidade de liquidações dele decorrentes”, disse o juiz, na decisão.

E acrescentou: “A crítica política é legítima e constitui elemento essencial do regime democrático, contudo não se confunde com a divulgação de informação fática inverídica ou distorcida, de modo que, ao atribuir à autora, de forma isolada, a destinação integral do montante global do empenho, o réu extrapolou os limites do exercício regular do direito de crítica, incidindo em abuso de direito, nos termos do art. 187 do Código Civil, o que configura ato ilícito à luz dos arts. 186 e 927 do mesmo diploma legal”.

Para Brisa Bracchi, a decisão vem mais uma vez confirmar que ela é alvo de um processo de perseguição promovido pela extrema direita. E que a Justiça mais uma vez vem reconhecer a responsabilidade do mandato com os recursos públicos. “Decisões como essa vêm mostrar que sempre falamos a verdade. Vamos seguir assim. Essa vitória só nos estimula a seguir trabalhando com seriedade e coragem, enfrentando aqueles que usam a mentira e não constroem nada para a sociedade”, afirmou.

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Romeu Zema ganha quase meio milhão de seguidores nas redes sociais em uma semana após embate público com Gilmar Mendes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A troca de críticas entre Gilmar Mendes e Romeu Zema impulsionou a presença digital do pré-candidato do Novo à Presidência da República. Segundo a consultoria Bites, Zema ganhou mais de 494 mil seguidores nas redes sociais em uma semana.

No mesmo período, outros pré-candidatos tiveram crescimento menor: Flávio Bolsonaro somou 114 mil seguidores, Luiz Inácio Lula da Silva ganhou 39 mil, Ronaldo Caiado teve 1.900, e Renan dos Santos cresceu 129 mil.

Mais relevante que o aumento de seguidores foi o engajamento. Zema alcançou 7,7 milhões de interações em posts no Facebook, Instagram e X. Lula registrou 3,9 milhões, seguido por Flávio Bolsonaro (3,7 milhões), Renan dos Santos (1,3 milhão) e Caiado (104 mil).

O embate começou após Zema publicar um vídeo com críticas ao STF, usando personagens que faziam referência a ministros da Corte. Em resposta, Gilmar Mendes pediu a inclusão do conteúdo no inquérito das fake news e a investigação do ex-governador, alegando ataque à imagem do tribunal.

Após a reação, Zema intensificou as críticas, publicando ao menos 14 vídeos na semana. O episódio ampliou sua visibilidade e reduziu a pressão interna para que fosse vice em uma eventual chapa.

Gilmar Mendes também deu entrevistas defendendo o STF e criticando o que chamou de ataques organizados à Corte. Em meio à repercussão, fez uma declaração considerada inadequada e depois pediu desculpas.

O caso ainda gerou reação política: o deputado Cabo Gilberto Silva apresentou pedido de impeachment contra o ministro.

Para a Bites, o episódio mostra que Zema conseguiu transformar um conflito institucional em ganho político e aumento de engajamento nas redes sociais.

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Lajes realiza Semana Alzira Soriano e reforça protagonismo feminino no RN

O Rio Grande do Norte é reconhecido nacionalmente pelo seu pioneirismo no protagonismo feminino. Foi aqui que o Estado registrou a primeira eleitora do Brasil e também a primeira prefeita eleita da América Latina: Alzira Soriano, que governou o município de Lajes.

É nesse contexto histórico que Lajes celebra a força das mulheres com a realização da Semana Alzira Soriano, uma programação especial que valoriza o legado de coragem, liderança e participação feminina na vida pública.

A programação acontece de 26 de abril a 2 de maio, reunindo ações culturais, esportivas, sociais e de entretenimento em diferentes pontos da cidade.

Programação

* 26/04 (domingo) – Alziras Rurais
Comunidade Mulungu | 16h

* 27/04 (segunda) – Alziras em Ação
Quadra Central | 8h às 11h

* 28/04 (terça) – Meet Mulheres que Inspiram
Quadra Central | 19h Participação da cantora e apresentadora Priscila Freire e Rose Câmara (SENAC)

* 29/04 (quarta) – Espetáculo Mulher e Poesia
Quadra Central | 18h

* 30/04 (quinta) – Final da Copa das Alziras
Quadra Central | 19h

* 01/05 (sexta) – 1ª Corrida das Alziras
Largada: Palácio Alzira Soriano | 17h

* 01/05 (sexta) – Praça Delas
Praça Central | 22h

Shows de Renata Falcão, Marina Elali e Tanda Macedo
* 02/05 (sábado) – Festa das Alziras

Praça Central | 22h
Show de Fernandinha, Tati Girl e a artista local Paula Patrícia

Para o prefeito Felipe Menezes, a Semana Alzira Soriano representa um momento de resgate histórico e afirmação de valores:

“Lajes tem um papel histórico no protagonismo feminino. Por isso, convido toda a população do Rio Grande do Norte a participar dessa semana tão especial. É um momento de celebrar, reconhecer e, acima de tudo, ‘Alzirar’ — viver a força, a coragem e o protagonismo que fazem parte da nossa história.”

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Delação do escândalo do INSS vira motivo de batalha entre PGR e PF no Supremo

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

As investigações do escândalo do INSS completam um ano, nesta semana, marcadas por uma disputa entre Polícia Federal e PGR sobre o controle das delações.

A procuradoria não reconhece negociações feitas isoladamente pela PF e deve pedir providências a André Mendonça, seguindo mesmo roteiro adotado na colaboração de Mauro Cid, quando a procuradoria chegou a atacar e desqualificar os depoimentos do delator.

No caso de Cid, a delação foi mantida pelo ministro Alexandre de Moraes, mesmo diante da contrariedade da Procuradoria.

No caso das colaborações do INSS, o ministro André Mendonça deve adotar critérios rigorosos para avaliar os depoimentos prestados, as provas de corroboração apresentadas e a efetividade dos fatos delatados para avaliar a concessão de benefício e a devida homologação.

Mendonça recebeu os anexos do acordo de Maurício Camisotti, empresário apontado como um dos cabeças do esquema no INSS, e despachou a papelada para o gabinete de Paulo Gonet, que analisará com lupa o que foi apresentado. Se não conseguir evitar a delação exclusivamente da PF, a PGR poderá pedir mais provas e detalhamentos ou novas diligências.

Veja

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Transporte público grátis aos domingos começa a valer em Natal com reforço na frota

Foto: Heilysmar Lima

A gratuidade no transporte público aos domingos começa a valer neste fim de semana em Natal, a partir deste domingo (26). O benefício é exclusivo para usuários que utilizam o cartão de transporte. Quem pagar em dinheiro continuará sendo tarifado normalmente.

Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), a operação contará com reforço no sistema, incluindo aumento de 50% no número de viagens, ampliação de 24% da frota e redução de 38% no tempo de espera.

Mudanças operacionais

Entre as principais alterações estão:

  • Retorno de linhas ligando o bairro Nossa Senhora da Apresentação ao Norte Shopping
  • Criação de linha exclusiva no trecho Redinha–Igapó (Av. João Medeiros Filho)
  • Retomada de linha em Candelária com reforço nos horários de pico
  • Inclusão de atendimento ao Parque das Dunas
  • Reforço de linhas para praias, shoppings e áreas de lazer

A operação também prevê integrações entre linhas para facilitar o acesso a diferentes regiões da cidade.

Novas linhas criadas

  • 582 – Mirassol / Nova Descoberta / Lagoa Nova (via Midway Mall)
  • 583 – Mirassol / Candelária
  • 584 – Pirangi / Mirassol (via BR-101)

Além disso, a linha 600 passa a operar aos domingos e a linha 309 reforça a ligação entre Igapó e a praia da Redinha

Integrações e ajustes

Algumas linhas passam a ter novos pontos de retorno, como Midway Mall, Natal Shopping e Nordestão Santa Catarina, com possibilidade de integração para outros destinos, incluindo Av. Hermes da Fonseca e Cidade Alta.

Importante

  • A gratuidade vale apenas para linhas municipais de Natal
  • Linhas intermunicipais não fazem parte do programa, mesmo usando o mesmo sistema de bilhetagem

Cartão de transporte

O cartão pode ser emitido gratuitamente pelo aplicativo NuBus ou em postos de atendimento. A entrega em casa tem custo, mas a retirada presencial é imediata.

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Geral

PARANÁ PESQUISAS: Flávio tem 47% contra 40,5% de Lula entre eleitores do RJ

Imagem: reprodução/Paraná Pesquisas

Levantamento da Paraná Pesquisas divulgado neste sábado (25) indica que o senador Flávio Bolsonaro venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno entre eleitores do Rio de Janeiro. Flávio aparece com 47% das intenções de voto, contra 40,5% de Lula.

O levantamento ouviu 1.680 eleitores em 63 municípios do estado entre os dias 21 e 23 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01920/2026 e teve custo de R$ 45 mil, pago com recursos próprios do instituto.

Opinião dos leitores

  1. Esse LULADRAO ainda tem isso tudinho, kkkkk
    São muitos os criminosos e idiotas que ainda apoiam o larápio de nove dedos.

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