Economia

Vamos precisar de aumento temporário de impostos para pagar a crise do coronavírus, diz economista-chefe do Itaú

Foto: Reprodução

O preço que o Brasil pagará por ter sido atingido pela pandemia do coronavírus com uma dívida pública muito alta será um aumento temporário de impostos, segundo Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco e ex-diretor do Banco Central.

“Começamos nessa crise como um ponto totalmente fora da curva”, diz ele, em referência ao endividamento do país que, por critérios do FMI (Fundo Monetário Internacional), já beira 90% do PIB (Produto Interno Bruto), contra uma média de 53% do PIB dos países emergentes.

Para Mesquita, há consenso sobre a necessidade de o governo realizar gastos emergenciais para responder à dupla crise, na saúde e na economia. Mas eles resultarão em uma dívida ainda mais alta: “A gente vai ter que pagar por isso. O Brasil vai ter que pagar essa conta”, afirma.

O economista ressalta que a situação brasileira é agravada ainda pela turbulência política:

“Essa incerteza reduziu a confiança sobre a manutenção dos rumos da política econômica”.

Isso terá reflexos que tendem a se estender após a crise, quando o Brasil poderá ficar de fora do radar de investidores em busca de ativos com boa remuneração.

“O Brasil pode não se beneficiar dessa onda, se a gente continuar em um processo de alta instabilidade política e se existirem dúvidas sobre a política fiscal”, diz.

Segundo ele, é importante que, passada a crise neste ano, o governo retome o compromisso com o controle de gastos. Isso, no entanto, não será suficiente para garantir a capacidade de pagamento da dívida pública, que precisará ser financiada com o aumento da já elevada carga tributária, equivalente a 33,2% do PIB em 2019.

Mesquita destaca que, embora essa discussão não seja apropriada para este momento, no segundo semestre ou no início de 2021, ela será inevitável.

“Teremos que distribuir o custo dessa crise de uma forma socialmente justa, tanto quanto possível”, diz o economista.

O quanto a recente instabilidade política agrava nossa situação econômica em meio à pandemia?

Incerteza é sempre ruim para a confiança e, portanto, para decisões de investimentos. Toda essa volatilidade política não só dificulta a resposta à crise no curto prazo, mas atua contra uma eventual retomada da economia. A incerteza que o mercado teve na semana passada, ainda não totalmente eliminada, reduziu a confiança na manutenção dos rumos da política econômica e isso só veio atrapalhar.

Como isso atrapalha?

Causa elevação do risco-país, contribui para a depreciação da moeda, além do que justificariam os fundamentos da economia, o que pode, lá na frente, gerar riscos inflacionários. Contribui para a elevação das taxas de juros mais longas, atuando contra uma eventual recuperação da economia.

Qual já tem sido o impacto da pandemia sobre a economia real no Brasil?

A gente aqui no Itaú tem um indicador próprio de atividade econômica em frequência diária, com base no que a gente consegue enxergar, como o consumo de energia elétrica. Esse indicador mostrou uma queda muito abrupta nos primeiros 10 dias do distanciamento social, entre 15 a 25 de março, aproximadamente.

E, depois, ele começou a se recuperar. Então, grosso modo, considerando um nível 100 como ponto de partida pré-crise, ele caiu para algo como 55 e, agora, está próximo a 65, 70.

Para a gente se recuperar mais, precisaremos ter o início do relaxamento das medidas do distanciamento social o que, por sua vez, requer que a gente passe do pior momento da curva da pandemia.

Essa melhora que vocês observaram no índice não é inconsistente com o isolamento social que deveria estar sendo feito?

Acho que tem dois fatores aí. Em parte, algum impacto das políticas de transferência de renda que o governo fez, sustentando a atividade, mas também um certo relaxamento espontâneo das medidas de distanciamento social. O pior cenário é um relaxamento das medidas, de forma prematura, que te force voltar a adotá-las.

Qual é sua avaliação da gestão da crise no Brasil?

Não sou especialista em saúde. Do ponto de vista da economia, a gente está tendo uma resposta fiscal intensa, equivalente a algo entre 5% e 6,5% do PIB, muito maior do que em crises anteriores.

É uma resposta suficiente?

Era a resposta possível para um país que já entrou na crise altamente endividado. Uma lição que fica dessa pandemia é que, eventualmente, quando a gente tiver períodos de crescimento, de bonança, temos que trabalhar para constituir reservas locais. Temos as reservas internacionais lá no Banco Central, mas precisamos de reservas fiscais robustas para poder lidar com esse tipo de contingência.

Não tendo, paciência, teremos um aumento grande de endividamento. Ninguém vai insistir na persistência do ajuste fiscal, ao longo de 2020, em uma crise tão severa quanto esta. O mercado está, absolutamente, consciente disso. Os economistas todos, independente do viés ideológico, concordam. No entanto, é preciso reconhecer que já tínhamos uma situação de endividamento elevado.

Como nossa dívida se compara a de outros países emergentes?

Pelos critérios do FMI, a dívida dos emergentes com qualidade de crédito melhor é de 20% do PIB. Se considerarmos todos os emergentes, a média é 53% do PIB e a dívida brasileira já é quase 90% do PIB. Ou seja, já começamos nessa crise como um ponto totalmente fora da curva. A gente vai ter que pagar por isso. O Brasil vai ter que pagar essa conta.

Como?

É inevitável que, no futuro, a gente tenha um certo aumento da carga tributária, ainda que, idealmente, temporário. A gente estava discutindo uma reforma tributária de forma muito voltada ao crescimento, ao aumento da eficiência da economia, à redução do custo envolvido no pagamento de impostos.

Mas, agora, teremos que distribuir o custo dessa crise, de uma forma socialmente justa, tanto quanto possível. A sociedade tem que ter maturidade, e acho que terá, para lidar com isso.

Então, a discussão da reforma tributária terá um componente adicional sobre aumento temporário de impostos, para colocar a dívida de volta em uma trajetória sustentável, em um horizonte razoável. Mas esse é um debate para o pós-crise.

Como aumentar a carga tributária em um país como o Brasil, onde ela já é tão alta?

Concordo que a carga é elevada. No entanto, a dívida também é, e está ficando mais elevada ainda. O gasto público é pago por impostos. Ou impostos hoje, ou impostos no futuro. Ou impostos explícitos, ou impostos disfarçados, entre os quais, o mais conhecido nosso é a inflação.

Vamos ter que continuar, lá na frente, não agora, com a agenda de austeridade, de controle de gastos, mas não conseguimos fazer tudo só do lado do gasto. Então, a carga tributária vai ter que aumentar e ser distribuída de forma mais razoável.

Por exemplo, chegou-se a discutir muito a cobrança de imposto sobre fundos exclusivos. Temos que revisitar o tratamento tributário em vários setores, várias atividades, a questão da “pejotização” também pode ser discutida. Há pessoas que fazem a mesma atividade, mas uma, como pessoa física, paga muito mais impostos do que a outra, como PJ (pessoa jurídica). Então, isso tudo terá que ser discutido, mas não agora. No pós-crise, imagino que no segundo semestre ou no início do ano que vem.

Como tem sido a busca das empresas pelas linhas de crédito emergenciais?

Houve um aumento grande da demanda por crédito por parte das empresas maiores. Entre as de porte pequeno e médio, a gente tem notado uma relutância em pegar linha para financiar a folha de pagamentos, porque eles não sabem se vão conseguir manter a mão-de-obra do mesmo tamanho.

Esse ponto talvez precise ser revisto?

Não sei, porque a preocupação do governo com o emprego é legítima e bastante grande. A restrição que existiu inicialmente à concessão de financiamento às pequenas empresas com pendência previdenciária inicialmente limitou a efetividade da medida, dado que 70% delas têm problemas. A revisão desse aspecto deve aumentar o impacto da medida.

Após a crise, como deverão ficar os fluxos de investimentos?

A gente está tendo mais uma rodada de expansão monetária global bastante intensa e isso vai levar a uma busca por retornos, por diversificação do investimento, que tende a beneficiar os mercados emergentes. Só que você tem que se ajudar também, não é? E, por se ajudar, me refiro a ter menos instabilidade política, apresentar números de crescimento melhores.

O Brasil não vai, necessariamente, se beneficiar dessa onda, como se beneficiou na saída de crises anteriores, se a gente continuar em um processo de alta instabilidade política e se existirem dúvidas sobre a política fiscal. Nós temos uma âncora institucional que é o teto de gastos, que dá aos investidores o conforto de “ok, a dívida é muito alta, mas, lá na frente, ela vai cair porque você vai ter um limite do crescimento do gasto”. Se a gente em algum momento se livrar do teto de gastos, vai perder essa âncora.

O setor privado teria interesse em fazer os investimentos que o Brasil precisa?

Acho que sim, porque existe uma demanda por infraestrutura muito grande. Se tivermos regras claras, um ambiente de licenciamento que faça sentido, menos oneroso, menos lento, você pode, sim, ter um aumento de investimento do setor privado, uma vez superada a pandemia.

Haverá espaço para retomar a discussão sobre outras reformas, além da tributária, após a pandemia?

É possível que o Congresso, no segundo semestre, já esteja de olho nas eleições para a sucessão dos presidentes Rodrigo Maia (Câmara dos Deputados) e David Alcolumbre (Senado). Então, a perspectiva de reformas adicionais ficou muito mais incerta. Adoraria poder dizer que a gente vai fazer desse limão uma limonada, mas tenho dúvidas se vamos conseguir.

RAIO-X
Mário Mesquita, 54

Economista-chefe Itaú Unibanco. Foi sócio do Banco Brasil Plural, diretor de Política Econômica do Banco Central, economista-chefe do ABN Amro no Brasil e atuou também no FMI (Fundo Monetário Internacional). Tem doutorado em economia pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e mestrado em economia pela PUC do Rio

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. BG
    Numa hora terrivel que estamos passando no mundo, vem um imbecil deste falar em aumentar impostos. Só pode ser um babaca, enquanto milhares de pessoas vão se juntar ais de 14 milhões de desempregados que já temos no Brasil esse Zé-mané vem com uma conversa extemporânea destas. É muita pequinês deste individuo. Precisamos é zerar os impostos por um bom tempo, para que possamos nos reerguer.

  2. Imposto aqui só lasca o fudido e o classe merda que se acha muita coisa. O Itaú continuará com seus lucros.

  3. A maior desgraça q já se abateu sobre nosso país chama-se Bolsonaro.
    Desde q ele foi eleito é só desgraça.
    Não melhorou a vida de ninguém.
    Só deu bom p bancos e agropecuarista exportador.

    1. Esqueceu os militares das Forças Armada? Estão rindo à toa com os aumentos salariais!

    2. Cidadão, esqueceu o que LULADRAO disse, vá lê. Disse assim, nunca aqui no Brasil banqueiro ganhou tanto dinheiro como no meu governo. Portanto, o roubo vem de muito tempo. A diferença, por enquanto, é que o governo atual não tá roubando para ele e para os seus, mas vai mudar logo logo com a entrada do centrão no governo. Já no governo de LULADRAO, foram trilhões. Agora só analisar.

  4. Aí ficam querendo aparecer dizendo que estão doando, fazendo propaganda na Globolixo caras e os clientes e a população que pague pora vai pra aquele canto bando de oportunistas

  5. Çey. Um aumento da carga de impostos. Çey. E quem vai pagar.? Bancos que não serão. A Secretaria Especial da Receita Federal publicou instrução normativa nesta segunda-feira (27) reduzindo de 20% para 15% a alíquota de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrada dos bancos, referente aos resultados do ano de 2019. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1.942, DE 27 DE ABRIL DE 2020. Ja sei. Uma nova reforma trabalhista, ou uma nova reforma da Previdencia. Nao, melhor, congelamento de salarios dos servidores publicos. ou ainda, salario minimo sem aumento de ganho real. OU……sei lá. Mas bancos vão pagar nada a mais nao.

  6. Esses banqueiros safados já nos assaltaram a vida inteira com as maiores taxas do mundo de juros, de cartão, e de tudo que for possível. Agora querem terminar de matar o povo brasileiro, canalhas, ladrões, assaltantes. Cartão 200%, 300 até mais 400% de juros. Isso é um bando de assaltantes de gravata. Tinha era que prender todos.

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Fachin diz não ter previsão de pautar ação do PT retomada por Moraes que restringe delações premiadas

Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou a interlocutores que não há previsão para pautar a ação do Partido dos Trabalhadores que pode restringir o uso de delações premiadas.

Como as pautas de abril e maio já foram definidas, a análise do caso não deve ocorrer nesse período.

A ação foi retomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, em meio às negociações de delação envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. O caso também menciona repasses de R$ 80,2 milhões do Banco Master ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes entre 2024 e 2025.

No processo, o PT pede que o STF estabeleça limites para o uso de delações, como a proibição de que elas, isoladamente, fundamentem medidas cautelares, denúncias ou condenações. O partido também questiona a falta de regras claras sobre os benefícios concedidos a delatores.

Segundo a Corte, cabe à presidência definir a pauta de julgamentos. A ação estava parada desde 2021 e agora aguarda inclusão em plenário.

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Negociações entre EUA e Irã avançam para 3ª fase com cenário indefinido; Estreito de Ormuz ainda é impasse

Foto: REUTERS/Stringer

A segunda rodada de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã terminou neste sábado (11), em Islamabad, com expectativa de continuidade no domingo (12). O processo é mediado pelo Paquistão.

Apesar de relatos positivos sobre o andamento das conversas, o principal impasse segue sendo o controle do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O tema é descrito como ponto de “séria discórdia” entre as partes.

As negociações já ultrapassaram cinco horas e entraram na fase técnica, com comitês especializados discutindo questões econômicas, militares, jurídicas e nucleares. Há divergências sobre exigências dos EUA e a insistência iraniana em manter ganhos militares.

Os encontros incluem conversas diretas e indiretas e marcam o diálogo mais avançado entre os países desde a Revolução Islâmica de 1979, além de serem as primeiras negociações presenciais desde o acordo nuclear de 2015.

As delegações são lideradas pelo vice-presidente americano JD Vance e pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi, com participação de autoridades de alto escalão dos dois países.

As tratativas ocorrem após um cessar-fogo de duas semanas iniciado na terça-feira (7). O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, classificou o momento como decisivo e uma oportunidade de “tudo ou nada” para avançar rumo a uma solução do conflito.

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Papa Leão XIV apela a países para fim da “loucura da guerra”

Foto: Reprodução/Vatican News

O papa Leão XIV fez um apelo, neste sábado (11/4), para que os Estados Unidos, Israel e Irã cheguem a um consenso que determine o fim da guerra no Oriente Médio. O pontífice chamou o conflito de “loucura” e acusou os envolvidos de terem idolatria por dinheiro.

“A verdadeira força se manifesta no serviço à vida. Que a loucura da guerra chegue ao fim e que a Terra seja curada e cultivada por aqueles que ainda sabem gerar, proteger, amar”, afirmou o papa, em um pronunciamento neste sábado.

Ao se manifestar sobre o conflito, iniciado no dia 28 de fevereiro deste ano, Leão acusou os envolvidos de terem idolatria por eles próprios e também pelo dinheiro. “Chega de idolatria de si mesmo e dinheiro”, disse o papa.

Estados Unidos e Irã estabeleceram um cessar-fogo e negociam um acordo de paz. A primeira fase de conversas sobre o tratado foi concluída na tarde deste sábado (11/4), no Paquistão.

Conforme as informações oficiais, as delegações trocaram documentos contendo os principais pontos discutidos, com o objetivo de formalizar os consensos alcançados por meio do diálogo.

O governo iraniano afirma que agora as negociações passam para a “fase técnica”. Neste ponto, os comitês especializados — compostos por técnicos das áreas econômica, militar, jurídica e nuclear — aprofundam as discussões.

A agência estatal Nournews noticiou que os diálogos continuam e há possibilidade de uma nova rodada ainda na noite deste sábado, podendo se estender até domingo (12/4).

Metrópoles

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[VÍDEO] SERÁ? Zema ‘convida’ Flávio Bolsonaro para ser seu vice

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro compartilhou um vídeo onde é ‘convidado’ pelo também pré-candidato à Presidência Romeu Zema para ser vice nas eleições deste ano.

“Pessoal, tô aqui com o Flávio fazendo o convite para ele ser meu vice. O que é que vocês acham?”, diz Zema.

Em seguida Flávio responde: “Será?”. Ambos brindam em caem na risada.

O vídeo foi inspirado numa trend criada pelo comunicador cearense João Inácio Júnior que tomou conta das redes sociais.

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Dino relata no STF investigações da PF contra adversário no Maranhão

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, é relator de ao menos quatro investigações da Polícia Federal que envolvem o governador do Maranhão, Carlos Brandão, e familiares.

As apurações citam suspeitas de venda de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e possível interferência em julgamento no Superior Tribunal de Justiça em um caso de homicídio ocorrido em 2022, em São Luís.

Brandão foi vice de Dino entre 2015 e 2022, mas rompeu politicamente com o ex-aliado em 2024, após o ministro suspender a indicação de um conselheiro para o TCE. O grupo do governador afirma que Dino atua para favorecer a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão, adversário político local.

Entre os casos, Dino autorizou investigação sobre o senador Weverton Rocha, suspeito de tentar influenciar decisão no STJ relacionada ao assassinato de João Bosco Pereira. No inquérito, também é citado Daniel Brandão, sobrinho do governador.

Outro foco é a apuração sobre suposta venda de indicações ao TCE. A investigação foi aberta após questionamentos sobre o rito de escolha de conselheiros na Assembleia Legislativa do Maranhão, considerado sigiloso. Dino suspendeu indicações e determinou apuração pela PF.

A defesa de Carlos Brandão nega irregularidades e sustenta que o STF não teria competência sobre o caso, que deveria tramitar no STJ. Já o gabinete de Flávio Dino afirma que o ministro não comenta processos em andamento nem questões políticas, conforme a Lei Orgânica da Magistratura. As investigações seguem em curso.

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[VÍDEO] FLÁVIO: “O presidente Jair Messias Bolsonaro vai subir a rampa junto com a gente”

Pré-candidato a presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, caso vença a eleição, vai subir a rampa para tomar posse acompanhado de Jair Bolsonaro (PL). A ação depende, contudo, de mudança do status jurídico do ex-presidente, que cumpre condenação a 27 anos de prisão em regime domiciliar.

A declaração foi dada durante discurso em Porto Alegre. “O presidente Jair Messias Bolsonaro vai subir a rampa junto com a gente”.

Flávio Bolsonaro buscou dar publicidade à afirmação. Antes de verbalizar a frase, pediu para mulheres que compareceram a um café da manhã ligassem o celular e enviassem o vídeo para amigos e parentes.

Cumprir a promessa significa mudar a situação jurídica de Bolsonaro. O ex-presidente está em prisão domiciliar depois de ser condenado a 27 anos de prisão por tentar um golpe de Estado.

Flávio diz contar com apoio do Congresso Nacional para a alterar o status jurídico de Bolsonaro. “Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no primeiro turno. Há projeto já tramitando no Congresso Nacional que trata de uma espécie de, não é uma anistia, mas é um zerar o jogo de verdade pra fazer justiça, não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”.

O pré-candidato diz acreditar que uma vitória sua muda o contexto político nacional. Flávio Bolsonaro avalia que hoje existe uma preocupação com a reação do STF (Supremo Tribunal Federal) a uma eventual aprovação da anistia. Ele diz que isso acaba após as eleições, caso seja eleito, porque o presidente não será mais alinhado ao STF.

“A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional, e as ameaças que tem por parte de um ou outro não vão se sustentar após as eleições de outubro. E o Congresso vai aprovar esse projeto de lei, uma redação que atenda a todos, que permita que todos possam voltar para suas casas”, Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL.

UOL

Opinião dos leitores

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Inteligência dos EUA tem indícios de que China prepara envio de armas ao Irã

Foto: Atta Kenare/AFP

A inteligência dos Estados Unidos tem indícios de que a China estaria se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas, segundo a rede de TV CNN. A emissora atribuiu a informação a três fontes familiarizadas com o assunto.

O movimento seria provocativo, segundo a CNN, considerando que Pequim afirmou ter auxiliado no acordo de cessar-fogo que interrompeu a guerra entre Irã e Estados Unidos no início desta semana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve visitar a China no começo do próximo mês para conversas com o presidente chinês, Xi Jinping.

A inteligência americana destacou que o Irã pode estar usando o cessar-fogo como uma oportunidade para recompor determinados sistemas de armas com a ajuda de parceiros estrangeiros importantes, segundo as informações da TV americana.

Pequim estaria se preparando para transferir sistemas de mísseis antiaéreos portáteis disparados do ombro, conhecidos como MANPADS, de acordo com as fontes da CNN. Os equipamentos representariam uma ameaça assimétrica às aeronaves militares dos EUA voando a baixa altitude.

Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington afirmou que a China nunca forneceu armas a nenhuma das partes do conflito e que as informações em questão são “inverídicas”.

Papel da China

O envio de MANPADS ao Irã marcaria uma escalada no apoio da China ao país desde que os EUA e Israel lançaram sua campanha militar conjunta em fevereiro.

Segundo a CNN, fontes com acesso a relatórios de inteligência avaliam que a China não teria interesse estratégico em se envolver diretamente no conflito para defender o Irã, já que esse cenário seria visto como inviável.

A leitura é que Pequim prefere preservar a relação com Teerã — de quem depende fortemente para o abastecimento de petróleo — ao mesmo tempo em que mantém uma postura pública de neutralidade, o que lhe garantiria margem de negação no pós-guerra.

De acordo com a emissora, essas mesmas fontes afirmam que autoridades chinesas podem sustentar que eventuais envios de sistemas de defesa aérea têm caráter essencialmente defensivo, numa tentativa de diferenciar sua atuação da Rússia.

Estadão Conteúdo

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Mais uma escola entregue à população de Ceará-Mirim; avanço que transforma vidas

A Prefeitura de Ceará-Mirim segue avançando nos investimentos em educação e entregou, nesta sexta-feira (10), a Escola Municipal Severino Pinheiro, na comunidade de Mineiros, totalmente requalificada e pronta para receber estudantes, profissionais e toda a comunidade escolar com mais conforto, segurança e qualidade.

A unidade passou por uma ampla reestruturação, contemplando serviços hidráulicos e elétricos, recuperação do telhado, pintura geral e uma completa revitalização dos espaços. A escola agora conta com uma estrutura mais moderna e adequada, garantindo melhores condições de ensino e aprendizagem para as crianças da localidade.

“Investir na educação é investir no futuro da nossa cidade. Estamos entregando mais uma escola preparada para acolher nossos alunos com dignidade e oferecer melhores condições de aprendizagem. Esse é um trabalho que não para e que vai continuar chegando a cada comunidade”, destacou o prefeito.

A entrega da Escola Severino Pinheiro reforça o ritmo de trabalho da gestão municipal. Além da unidade de Mineiros, outras escolas também foram entregues recentemente, ampliando os investimentos e fortalecendo a rede pública de ensino em todo o município.

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PESQUISA DATAFOLHA: Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula pela primeira vez e tem 46% contra 45% do petista em eventual 2º turno

Foto: reprodução CNN

Pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra que Luiz Inácio Lula da Silva perdeu a vantagem em um eventual segundo turno e foi numericamente ultrapassado pela primeira vez por Flávio Bolsonaro: 46% a 45%. Nos cenários contra Ronaldo Caiado e Romeu Zema, Lula vence por 45% a 42%.

Esta é a primeira pesquisa com a depuração do quadro de pré-candidatos a partir da escolha do ex-governador de Goiás pelo PSD, na semana passada.

Primeiro turno

Já a simulação do primeiro turno, agora reduzida a apenas uma e por isso só comparável à sua análoga na rodada anterior, repete a cristalização de uma polarização entre Lula e Flávio neste estágio inicial da corrida eleitoral.

Flávio avançou quatro pontos em menções espontâneas, indo de 12% para 16%. Lula ainda lidera o quesito, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, oscilando de 25% para 26% ante a pesquisa anterior. Caiado aparece pela primeira vez, com 2% de citações.

Rejeição

A rejeição é alta: 48% dizem não votar em Lula, e 46% rejeitam Flávio. Ambos são amplamente conhecidos (99% e 93%). Já Zema (56% desconhecem, 17% rejeitam) e Caiado (54% e 16%) têm menor rejeição.

Perfil do eleitores

Por perfil, Lula tem mais apoio entre menos instruídos (50%), mais pobres (44%) e nordestinos (55%).

Flávio lidera entre mais ricos (49%), classe média alta (41%) e evangélicos (49% a 25% sobre Lula). Entre católicos, Lula vence por 43% a 30%.

Dados da pesquisa

Todos os resultados configuram empates dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento, que ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de terça (7) a quinta (9). Ele está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

Com informações de Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

  1. Para até o Datafolha divulgar, é sinal de que a coisa tá ficando feio pra corja. Já já bate o desespero nos esquerdosos e irão usar de todo jogo baixo possível para não deixarem o poder. E o que essas pragas infernizarão caso percam realmente a eleição, não tá escrito. Deixaram essa desgraça se criar e agora sempre serão uma barreira para o desenvolvimento do país e uma ameaça à democracia. Basta dizer que enquanto o mundo empenhava esforços para combater a pandemia, eles lutavam com toda força para derrubar o governo. Sorte do país que não teve um governo de esquerda na pandemia, pois os lockdonws que teriam instituído severamente teria arruinado com a economia do país e multiplicado o número de pobres e miseráveis.

  2. Kkkkk bem capaz de Lula perder pra Flávio doido. Omi pelo amor de Deus melhore não têm quem tome de Lula.

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