Saúde

Acordo com farmacêutica impediu divulgação de dados completos de eficácia da Coronavac; estima-se que taxa seja de cerca de 64%, menor que a divulgada para casos leves

As lacunas no anúncio no último dia 7 dos resultados da Coronavac, vacina desenvolvida pela parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, chamaram a atenção de especialistas. O responsável pela ausência continua sendo o contrato do Butantan com a empresa chinesa, que já impediu anteriormente a divulgação dos resultados no país.

O grande número do anúncio do último dia 7 foram os 78% de prevenção de casos leves (que necessitam de algum auxílio médico), mas a eficácia, que engloba também aqueles que não precisaram de assistência, mas que foram infectados, não foi divulgada.

A razão disso, segundo a Folha apurou com pessoas ligadas à pesquisa da vacina, é a proibição, pelo contrato que tem com a Sinovac, de o Butantan anunciar ao público qual é a taxa sem autorização da empresa chinesa.

A informação vai ao encontro do que consta no acordo entre a Sinovac e o Butantan, ao qual a CNN Brasil teve acesso em novembro do ano passado. Segundo a emissora, no termo, no item 4.8.6, consta que “a Sinovac detém os direitos de propriedade intelectual e interesses da Sinovac na vacina e que os dados clínicos da Fase III abrangem os direitos de propriedade intelectual e interesses da Sinovac na vacina”.

A preponderância da decisão da Sinovac quanto até mesmo à divulgação de dados se repete em outros trechos, segundo a CNN.

Em outra parte do acordo, consta que “a menos que expressamente permitido por este acordo ou com o consentimento prévio escrito e expresso da Sinovac, o Butantan não irá manusear, utilizar, descartar, divulgar para, permitir que seja utilizado ou compartilhar com terceiros ou suas próprias filiadas (exceto com as autoridade regulatórias) o dossiê do produto de propriedade e fornecido pela Sinovac”.

Em mais um trecho, lê-se: “a Sinovac reserva o direito de decisão, escolha, eleição, a seu critério de manuseio, uso, divulgação, permissão de uso ou compartilhamento com qualquer terceiro ou suas filiadas de tais dados clínicos da Sinovac”.

Mesmo assim, após insistência de jornalistas presentes, Dimas Tadeu Covas, diretor do Butantan, apontou alguns dados aproximados relacionados a infecções pela Covid-19 detectadas durante a fase 3 do estudo da Coronavac no Brasil. Segundo ele, foram 218 infecções, sendo 160 no grupo placebo e pouco menos de 60 no grupo vacinado.

A partir desses dados, é possível calcular uma eficácia de cerca de 64%, 14 pontos percentuais abaixo dos 78% de prevenção de casos leves e 14 pontos percentuais acima dos 50% da eficácia mínima exigida pelas agências regulatórias, como a Anvisa. Para chegar a esse número —mais precisamente 63,75%—, leva-se em conta 58 infecções no grupo vacinado e grupos (placebo e o que tomou a vacina) do mesmo tamanho.

O motivo inicial, ainda no ano passado, de a Sinovac ter segurado o anúncio dos resultados brasileiros seria a discrepância em relação a resultados dos testes em outras partes do mundo, como na Turquia, onde a eficácia anunciada foi de 91,25% —apesar de o país ainda ter somente dados provisórios.

A explicação dos cientistas para essa diferença tem pelo menos dois componentes. O primeiro é a população de cada país, que está longe de ser homogênea.

O segundo é intrínseco ao ensaio brasileiro. Por aqui os voluntários eram profissionais de saúde, que sofriam uma exposição muito maior aos vírus — e aí têm que ser considerados o número de encontros com possíveis fontes de infecção e a maior quantidade de vírus que chega no sistema respiratório dessas pessoas.

Pesquisadores ouvidos pela reportagem sob condição de sigilo atestam a integridade dos testes e se dizem confiantes na qualidade da vacina, mas apontam problemas.

Um deles é a pressão do governo João Doria (PSDB) para emplacar uma vitória política contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que incluiu datas para anunciar resultados e também para iniciar a imunização no estado.

Outro é a falta de transparência da Sinovac, que tem dificultado o acesso geral aos dados, o que tem sido cobrado por pesquisadores brasileiros, por considerar baixa a eficácia obtida no braço brasileiro dos testes, dizem as fontes ouvidas pela reportagem.

Já logo em seguida à coletiva com o anúncio, Esper Kallás, colunista da Folha e infectologista da da Faculdade de Medicina da USP, que participou do anúncio, afirmou à Science uma certa frustração pela não divulgação dos dados mais detalhados. Segundo o especialista, há divergência entre o Butantan e a Sinovac quanto ao que se configura como um caso de Covid-19 (além da confirmação de infecção por PCR).

De toda forma, mesmo com uma eficácia geral mais baixa, quando comparada a outras vacinas, como a da Pfizer (95%) ou a russa Sputnik V (90%) —que ainda não teve dados da fase 3 disponibilizados para a comunidade científica avaliar—, especialistas afirmam que a Coronavac pode ser fundamental para conter as mortes por Covid-19 no país, tendo em vista o sucesso de 100% em evitar quadros graves nos testes.

Outra vantagem da Coronavac é a facilidade de armazenamento, em refrigeradores convencionais. Além disso, como a produção está sendo feita pelo Butantan, a logística de distribuição do imunizante também tende a ser facilitada.

Desde sexta (8), a Anvisa está analisando o pedido de uso emergencial da vacina. O prazo de análise é de 10 dias. Só depois disso haverá a divulgação dos dados e, por fim, a publicação dos resultados na forma de artigo científico.

Procurado pela reportagem, o Instituto Butantan não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Será que a grande midia não vai perguntar de onde tiraram aqueles 78%? E pelo que li está entre 50 e 60%.

  2. O calça colada já espalhou que era 78% , caiu pra 64%? É fake? Só quem espalha mentiras não é o gado?
    Deveria ser punido por espalhar noticias falsas.

  3. Libera assim mesmo! A petralhada tá louca pra ser furada!!! A uns 4 dias atrás estavam tudo vibrando. Cadê a vacina? Cadê as provas da eficácia?

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Brasil

VAI PROCESSAR A PF? Lulinha aciona Justiça contra Flávio por vídeo que o liga a fraudes do INSS

Imagem: Reprodução

Assim como fez com Romeu Zema (Novo), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, processou o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência do PL, por relacioná-lo ao escândalo de desvios e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

O filho do presidente Lula (PT) reclama de um vídeo, feito por inteligência artificial, em que o senador pilota uma aeronave para localizar o empresário (foto), alvo de três inquéritos da Polícia Federal.

Segundo o vídeo, Lulinha é “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.

“O roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune”, acrescenta.

A defesa alega que o vídeo de Flávio atribui “fato falso, de inequívoca conotação criminosa e finalidade difamatória” ao filho de Lula.

Além da retirada do vídeo dos perfis de Flávio no X e no Instagram em até 24 horas, Lulinha pede à Justiça o pagamento de 10 mil reais por danos morais.

Ele também quer que a Justiça reconheça o “abuso de direito” na divulgação das imagens e no uso da IA “para veicular imputações falsas e difamatórias”.

Com informações de O Antagonista

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Cidades

[VÍDEO] Manifestantes erguem “Pixuleco” para recepcionar Lula em Natal

Imagem: Reprodução

Manifestantes ergueram o tradicional boneco “Pixuleco”, nesta quinta-feira (20), na BR-101, nas proximidades do viaduto de Ponta Negra, em Natal, o tradicional boneco “Pixuleco”, para ‘recepcionar’ o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que participará de um comício com o candidato do PT ao Governo do Estado Cadu Xavier e a governadora Fátima Bezerra, no estacionamento da Arena das Dunas.

Além do “Pixuleco, os manifestantes também abriram uma faixa com uma frase fazendo referência ao escândalo do INSS: “Ele voltou e roubou os velhinhos”.

Antes do ato na Arena das Dunas, Lula esteve em Macaíba, onde visitou o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo para acompanhar os anúncios relativos aos supercomputadores e soberania digital.

Essas serão suas primeiras agendas como presidenciável após o lançamento oficial da campanha à reeleição para a Presidência da República, que ocorreu no último domingo, em São Bernardo do Campo.

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Política

Zenaide é eleita relatora de medida para reduzir filas e agilizar análise de benefícios do INSS

Foto: Geraldo Magela

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) foi eleita relatora de uma medida federal de redução das filas de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Perícia Médica Federal, como os auxílios por incapacidade temporária e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional, a Medida Provisória (MP 1.369/2026) incluiu entre os objetivos do já existente Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) o monitoramento de processos de reconhecimento inicial de direitos e de revisão de benefícios previdenciários e assistenciais que estejam em tramitação há mais de 30 dias ou com prazo judicial expirado.

“Trata-se de uma necessidade de órgãos públicos federais de aumentar a capacidade de processar e atender sem atraso as demandas previdenciárias, assistenciais e médico periciais da população. Quem precisa desses auxílios financeiros e assistenciais para sobreviver não pode esperar meses e meses para ter análise e reconhecimento de direitos, revisões, reavaliações. Estamos falando, sim, de uma urgência social”, afirma a parlamentar.

 

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Polícia

[VÍDEO] Polícia Civil e Detran deflagram “Operação Rota 67” para apurar cobrança indevida na intermediação de vistorias veiculares em Natal

Imagem: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em conjunto com o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN), deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação “Rota 67”, com o objetivo de apurar a prática do crime de corrupção passiva envolvendo um servidor efetivo do órgão. Durante a ação, foram cumpridas medidas de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Natal e Japi, além de outras medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário.

De acordo com as investigações, o servidor é suspeito de realizar cobranças indevidas a usuários para intermediar vistorias e outros procedimentos relacionados a veículos, valendo-se, em tese, da função pública e do acesso aos sistemas internos do Detran/RN.

O Detran/RN colabora com as investigações desde o início, por meio do fornecimento de informações e elementos técnicos necessários ao esclarecimento dos fatos, incluindo dados referentes a procedimentos administrativos e acessos aos sistemas internos do órgão.

Com autorização judicial, as buscas foram realizadas em dois endereços residenciais vinculados ao investigado, em Natal, na estação de trabalho utilizada por ele no Detran/RN e em um endereço residencial localizado no município de Japi, interior do RN.

O Poder Judiciário também determinou o afastamento do servidor de atividades relacionadas a vistorias e procedimentos veiculares, além do bloqueio de acessos, credenciais e permissões em sistemas relacionados às funções investigadas.

As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, com o objetivo de esclarecer a extensão das condutas investigadas, identificar eventuais outros episódios e apurar a possível participação de terceiros.

O nome da operação, “Rota 67”, faz referência ao fluxo sistêmico identificado pelo prefixo “67”. Durante as investigações, procedimentos vinculados a esse fluxo foram identificados em situações relacionadas aos fatos apurados, incluindo vistorias e regularizações de veículos associadas à atuação do servidor investigado.

 

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Geral

Lula soube na véspera de pedido da PGR para enviar caso de Lulinha à primeira instância

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Antes de o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) vir a público, Lula já havia sido informado sobre o pedido para enviar à primeira instância um dos inquéritos que envolvem seu filho, Fábio Luís da Silva, o Lulinha.. O presidente recebeu o aviso na noite de quarta-feira (19), durante uma reunião no Palácio da Alvorada. A informação é da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

A informação foi repassada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende o Lulinha. O encontro também contou com a presença do ex-ministro Fernando Haddad.

Marco Aurélio confirmou a conversa com Lula e classificou o pedido como um “caminho natural”, argumentando que Lulinha não possui foro privilegiado.

O pedido foi revelado na manhã desta quinta-feira (20) pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. O teor do requerimento permanece sob sigilo.

Segundo o advogado, a reunião também tratou da eleição para o governo de São Paulo. Marco Aurélio integra a coordenação da campanha de Fernando Haddad.

Com informações da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles

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Geral

Allyson tenta afastar imagem de Abraão Lincoln e quer impedir que adversários mostrem que são aliados

Campanha do ex-prefeito de Mossoró reage à peça que vincula candidato a Abraão, investigado no escândalo dos descontos indevidos do INSS

A campanha de Allyson Bezerra tenta dissociar a imagem do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte de Abraão Lincoln, investigado no escândalo do INSS. O jurídico quer barrar na Justiça uma peça publicada pelo adversário Álvaro Dias relacionando Allyson e Abraão.

Abraão, no entanto, é coligado à campanha de Allyson, o que reforça a relação política entre os dois no atual processo eleitoral.

Na publicação questionada, Álvaro afirma que Allyson “se vende como o novo, mas caminha lado a lado com os mesmos nomes do passado” e apresenta uma fotografia dos dois. A imagem utilizada na peça é de domínio público e já foi veiculada anteriormente por diversos jornais e blogs.

Na própria ação, a coligação reconhece que a propaganda busca transmitir ao eleitor a percepção de “proximidade, relacionamento ou vinculação pessoal” entre Allyson e Abraão.

É justamente essa vinculação que a campanha de Allyson agora tenta afastar em plena disputa pelo Governo do Estado, apesar de Abraão integrar a coligação que sustenta sua candidatura.

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Geral

PRECATÓRIOS: Sefaz nega bloqueio de depósitos judiciais do Fundo Garantidor pelo Banco do Brasil por falta de pagamento do Governo do Estado

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) emitiu nota oficial negando que o Banco do Brasil tenha bloqueado depósitos judiciais destinados ao pagamento de dívidas de precatórios após o Governo do Estado não recompor o Fundo Garantidor. A notícia foi dada pela Tribuna do Norte e reproduzida pelo Blog do BG.

“Os depósitos judiciais e o Fundo Garantidor são geridos pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Atualmente, não há qualquer impedimento para que o Governo do Estado tenha acesso aos recursos destinados ao pagamento de precatórios”, diz a nota.

Ainda segunda a Sefaz, o governo estadual “está em dia com o plano de pagamento de precatórios, cumprindo regularmente os compromissos estabelecidos”.

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Geral

Decisão unânime do TSE proíbe Pablo Marçal de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundo eleitoral

Foto: Reprodução/YouTube/Revista Oeste

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, nesta quinta-feira (20), impedir Pablo Marçal, candidato do PRTB à Presidência, de participar de debates e da propaganda eleitoral no rádio e na TV. A Corte também bloqueou o acesso dele aos fundos eleitoral e partidário.

A decisão é cautelar e vale enquanto o TSE analisa o registro da candidatura de Marçal para as eleições de 2026. Segundo a relatora, ministra Estela Aranha, existe claro risco de uso de recursos públicos e da estrutura de propaganda eleitoral em benefício de uma candidatura que, em análise preliminar, pode ser considerada juridicamente inviável.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) questiona a filiação partidária de Marçal. Segundo o órgão, ele ainda estava filiado ao União Brasil em abril, prazo final para que candidatos estivessem vinculados a um partido para disputar a eleição deste ano. Além disso, o MPE também afirma que Marçal está inelegível até 2032 após condenação por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo.

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Geral

PASSOU RECIBO: Reação de Lula escancara crise após revelação de que ex-chefe de gabinete comprou joias para a mãe com dinheiro da lobista Roberta Luchsinger

Foto: Evaristo Sá/AFP

A reação do presidente Lula ao saber que seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, usou parte dos cerca de R$ 240 mil emprestados pela lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para comprar joias para a própria mãe escancarou de vez a crise em relação ao caso.

Segundo fontes próximas a Lula ouvidas pela CNN Brasil, o presidente ficou “revoltado” e “decepcionado”. De acordo com a reportagem da CNN, pesquisas internas diárias da campanha, os chamados trackings, já apontam um impacto negativo relacionado ao caso.

A defesa de Marcola afirma que as joias custaram R$ 9,2 mil e que o valor foi devolvido na quitação do empréstimo. Pessoas próximas a Lulinha afirmam que não há indícios de que ele tenha recebido dinheiro ou bens em troca de tráfico de influência.

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Geral

[VÍDEO] “SILÊNCIO INSUSTENTÁVEL”: Malu Gaspar vê falta de estratégia de Lula para enfrentar desgaste provocado pelo caso Lulinha

A jornalista Malu Gaspar afirmou que a campanha do presidente Lula ainda não apresentou uma estratégia clara para lidar com o desgaste provocado pelas investigações envolvendo seu filho, Fábio Luiz da Silva, o Lulinha.

“O que a campanha do Lula tá fazendo no momento é tentar não gerenciar essa crise. Isso que tá me chamando atenção”, afirmou Malu durante participação no Jornal da CBN desta quinta-feira (20).

A jornalista destacou que novas informações sobre a relação de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger e os contatos dela com integrantes do governo têm sido divulgadas continuamente, dificultando qualquer tentativa de minimizar o caso.

Na avaliação de Malu, a campanha tenta tratar o episódio como uma questão pessoal do presidente. “Quando você fala com o pessoal da campanha sobre o caso do Lulinha, olha, mas isso não é nosso, isso é do presidente”, relatou.

Para a jornalista, ignorar o caso pode ampliar o desgaste. “Não adianta enfiar a cabeça no buraco porque as notícias não desaparecem. Pode a campanha do Lula tentar se desvencilhar desse caso agora? Vai conseguir? Muito difícil”, concluiu.

Opinião dos leitores

  1. É notório a demonstração de constrangimento da mídia militante em noticiar o caso Lulinha, como também é notório a torcida dessa mesma mídia para que surja algo contra o Flávio Bolsonaro

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