Dados do IBGE: saiba o número de habitantes nos municípios do Rio Grande do Norte

A população do Brasil ultrapassou a marca de 210 milhões de habitantes, de acordo com dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicados nesta quarta-feira pelo Diário Oficial da União. A estimativa considera o total de habitantes nos estados e municípios em 1º de julho de 2019. O novo total (de 210.147.125 habitantes) representa uma alta de 0,79% em relação às informações obtidas pelo IBGE no ano passado. Em 2018, a estimativa era de que o país abrigava 208,5 milhões de pessoas. O novo levantamento informa que a população do Rio Grande do Norte possui 3.506.853 habitantes.

A nova estimativa representa um aumento de 0,80% em relação ao que havia sido publicado pelo IBGE em 2018, quando o total de habitantes no RN era de 3.479.010 de pessoas. Entre as cidades mais populosas, Natal é a maior com (884.122 habitantes), seguida de Mossoró (297.378) e Parnamirim (261.469). (Para acessar os demais municípios potiguares, basta digitar o nome, pausadamente, acima da tabela).

Ainda em relação aos municípios, a projeção do IBGE identificou que as 27 capitais dos estados reúnem 23,86% da população brasileira — o equivalente a mais de 50 milhões de pessoas. Consulte abaixo a estimativa para o número de habitantes no seu município e a taxa de crescimento dele no último ano.

O crescimento populacional identificado no país este ano foi menor do que o registrado entre 2017 e 2018 (0,82%). Dos 5.570 municípios do país, 28,6% apresentaram redução populacional no último ano. E aproximadamente metade deles (49,6%) cresceu entre zero e 1%. O restante (4,8%) apresentou alta igual ou superior a 2%.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sylvia disse:

    Parabéns pela correta análise Nvng.

  2. Luciana Morais Gama disse:

    Maceió, São Luiz, já passaram Natal pra trás, muito breve Teresina e João Pessoa….. Isso é o retrato de uma política de ALVES/ MAIA…. e ainda corremos o risco de um PT….

    • Nvng disse:

      Essa comparação é incorreta: por mais problemas políticos que Natal possua, a sua limitação populacional é fortemente ligada ao seu pequeno território. É a segunda menor capital do país, maior apenas que Vitória.

      Assim, o crescimento populacional ocorre agora quase exclusivamente nos municípios vizinhos.

      Os outros municípios citados têm área muito maior.

FOTO: Feriado de Corpus Christi tem maior redução de crimes violentos no RN desde 2015

Dados estatísticos divulgados pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine), da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), nesta segunda-feira (24), apontam que, em 2019, houve a maior redução no número de ocorrências de Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLI) no período do feriado de Corpus Christi desde o ano de 2015.
De acordo com as informações da Coine, no período do feriado em 2019, ocorrido do dia 20 a 23 de junho, foram registradas 14 ocorrências de CVLIs, uma redução de 54% quando comparado ao ano anterior, 2018, quando ocorreram 31 registros. Em relação aos anos anteriores, o índice de 2019 também é superior. A Coine informa que em 2017 foram registrados 24 CVLIs, em 2016 foram 26, e em 2015 o número mais aproximado ao atual, quando se teve o registro de 15 ocorrências.
OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Edson disse:

    Em 6 meses podemos parabenizar Bolsonaro e seu ministro Moro pela redução da violência! Nestes 6 meses também podemos culpa lo, neste caso Guedes, pelas quedas constantes nas projeções do PIB?

  2. carlos disse:

    Culpa dos petralhas. Isso aí é fruto do trabalho de Robinson e Bolsonaro.

Carregadores públicos podem roubar seus dados; entenda

Especialista da IBM alerta para o risco de carregar eletrônicos em USB’s públicos — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Aeroportos, rodoviárias, shoppings e outros locais públicos estão cada vez mais buscando se adaptar às demandas tecnológicas de quem frequenta esses espaços todos os dias. Mas, o que parece vantajoso a princípio, pode ser também bastante perigoso. Isso porque alguns desses locais oferecem estações de carregamento de bateria de aparelhos eletrônicos por USB, o que abre uma brecha para ataques de malwares instalados por hackers para roubar dados confidenciais sem autorização.

Para conseguirem acesso às informações, os criminoso modificam as conexões USB e transferem tudo o que precisam sem dificuldades, já que a porta permite isso. O processo funciona de forma semelhante a conectar o cabo do celular a um computador para descarregar ou fazer o download de arquivos.

Em entrevista à Forbes, o vice-presidente da X-Force Threat Intelligence, da IBM Security nos EUA, Caleb Barlow, aconselhou que as pessoas evitem carregar seus celulares e tablets nessas estações. “Conectar-se a um USB público é como encontrar uma escova de dentes na beira da estrada e decidir colocá-la na boca. Você não tem ideia de onde por onde essa coisa passou”, alerta.

Ainda segundo o especialista, outra solução pode ser levar um power bank com bateria completa para carregar o aparelho enquanto não é possível encontrar uma forma mais segura de alimentar a bateria. Mas, caso não haja outra alternativa, uma dica é comprar um Juice-Jack Defender. O dispositivo custa US$ 10 (R$40) e permite bloquear a transferência de dados. “Você pode colocar na frente do seu cabo de carga e ele deixa passar apenas a voltagem”, explica.

Globo, via Techtudo e Forbes

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Para evitar o "roubo de dados", essa paranóia que aflige a quase todo mundo nos dias de hoje, basta que use cabos USB de duas vias, em vez dos de quatro vias. Os de duas vias só servem para carregar a bateria e nada mais.

Dados do Ministério da Saúde: casos de dengue aumentam 231% no RN em 2018; chikungunya e zika também cresceram

Foto: Ilustrativa

O Ministério da Saúde, através de dados epidemiológicos de janeiro a outubro de 2018, divulgou nesta terça-feira (13) dados alarmantes quanto ao aumento de casos de dengue, zika e chicungunya neste ano, em relação a 2018, no Rio Grande do Norte. De acordo com as novas informações, o estado potiguar registrou até 27 de outubro, o aumento de casos de dengue foi de 231%, passando de 6.604 casos em 2017 para 21.898 no mesmo período de 2018.

O Rio Grande do Norte ficou entre os destaques, com 624,4 notificações por 100 mil habitantes, atrás apenas de Goiás, que teve 1.025 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, 12 estados apresentam aumento de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2017.

Quanto ao casos de chikungunya e zika, que são transmitidos pelo mesmo inseto, neste mesmo período, também registraram crescimento no Rio Grande do Norte. A chikungunya teve aumento é de 18%, passando de 1.867 casos em 2017 para 2.220 em 2018. Já em relação ao zika, houve avanço de 20%, passando de 432 casos em 2017 para 522 neste ano. Não bastasse, o estado também foi destacado pelo Ministério da Saúde entre os sete que tiveram aumento de zika, com 14,9 casos por 100 mil habitantes.

 

IBGE divulga movimentação do varejo no RN

Dados divulgados nesta terça-feira, 15, pelo IBGE mostram que o varejo restrito do RN cresceu 2,1%, em relação ao mês de maio. Quando comparado com o mesmo período de 2016, esse percentual sobe para 2,2%. Um acúmulo de -1,3% no ano e -5,3%, nos últimos 12 meses.

Já o varejo ampliado registrou em junho deste ano queda de 0,5% sobre junho do ano passado. No ano acumula queda de -4,3% e de -6,9% em 12 meses. No segundo trimestre de 2017 o varejo restrito do RN recuou -0,5% em relação ao primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal.

Amanhã serão divulgados dados do setor de serviços e na quinta-feira sairão os dados do mercado de trabalho.

Mais de 50 homicídios cometidos em Natal foram elucidados pela Polícia Civil este ano

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em apenas três meses deste ano, elucidou 58 casos de assassinatos que aconteceram em Natal e atribuiu a autoria de tais crimes a 66 pessoas, as quais foram indiciadas.

De acordo com o diretor da DHPP, delegado Ben-Hur de Medeiros, a elucidação de tantos homicídios tem relação direta com o trabalho de investigação do local de crime: “Nossas equipes vão até os locais onde os homicídios foram praticados e conseguem colher informações valiosas que nos ajudam a descobrir a autoria dos crimes”.  A população também tem papel fundamental para a elucidação dos assassinatos quando repassa informações para o Dique-Denúncia 181.

“Temos plena consciência de que a elucidação dos homicídios é efeito de toda uma reformulação. A partir do momento, em que deixamos de ser uma Delegacia Especializada e nos tornamos uma Divisão, isto nos trouxe a possibilidade de termos um aumento de efetivo, que nos conduz a mais profissionais trabalhando para descobrir quem são os autores de tantos assassinatos”, revelou o diretor da DHPP.

A efetividade do trabalho se revela na elucidação de crimes, em curto espaço de tempo, como por exemplo no latrocínio da turismóloga Gizela Mousinho, morta no dia 02 de janeiro. Dois suspeitos pelo crime foram presos em apenas seis dias após o fato. No caso do latrocínio da estudante Maria Karolyne Álvares, morta em 20 de janeiro, os dois suspeitos pelo assassinato foram detidos um dia após do crime.

Atualmente, a DHPP, antiga Delegacia de Homicídios (Dehom) conta com o trabalho de 11 delegados, sendo quatro deles em regime de plantão, nove escrivães, e 50 agentes de Polícia Civil.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Q bom q eles tão exercendo seu dever.. 50 num universo de quantos???

  2. Fatima Adoeira disse:

    E mais de 149 presos fugiram!!!!! Estamos perdendo feio.

Eleições 2014: aumenta participação das mulheres na política brasileira

O número de mulheres em disputa por algum cargo nas Eleições Gerais deste ano é 46,5% maior do que no último pleito, em 2010. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que no universo de quase 25 mil candidatos em todo o Brasil, 7.407 são do sexo feminino, representando 29,73% do total de concorrentes em 2014. Na Eleição de 2010, eram 5.056 candidatas (22,43%).

A disputa para deputado federal e estadual registrou o maior número de mulheres candidatas: juntos os postos somaram 7.237 candidaturas, 2.404 a mais do que em 2010. Nas eleições deste ano, 2.057 mulheres (30,45%) irão concorrer nas vagas abertas ao cargo de deputado federal.

 Nos estados, o número também é expressivo, com 4.880 candidaturas femininas (30,04%) que disputarão as vagas nas assembleias legislativas. Em ambos os casos observa-se um crescimento de cerca de 50% de candidaturas femininas em 2014, na comparação com as Eleições Gerais de 2010. Para o cargo de deputado distrital, serão 300 mulheres na disputa em 2014 (29,91%). Em 2010, 224 mulheres concorreram ao cargo (25,33%).

Já na disputa por uma vaga ao Senado Federal, a situação será diferente neste ano. A renovação será de um terço das 81 cadeiras. Em 2010, dois terços da Casa foram renovados. Apesar de o número total de candidaturas ter sido superior naquele ano, com 272 contra os 181 registrados em 2014, o número de candidatas mulheres se manteve praticamente estável: em 2010, foram 36 candidatas e, neste ano, 35 concorrem no pleito.

A participação feminina na disputa ao cargo de governador neste ano também se manteve equilibrada na comparação com a Eleição Geral anterior. As mulheres representaram cerca de 10% do total de candidatos para a vaga nos dois pleitos. Em 2014, serão 17 candidatas aos governos estaduais. Situação parecida foi observada no caso de candidatos a vice-governador, 43 candidaturas em 2014 contra 42 em 2010.

Para o cargo de presidente da República, nas eleições deste ano, num total de 11 registros apresentados à Justiça Eleitoral, dois são do sexo feminino (18,18%). Já para a ocupação de vice-presidente o número é maior: quatro mulheres vão disputar a vaga (36,36%). Em 2010, o número de concorrentes ao cargo máximo do Executivo era menor, com nove candidatos, sendo duas candidatas mulheres. Na disputa pela Vice-Presidência, apenas uma mulher disputou a vaga naquele ano.

É importante destacar que os dados do Sistema de Divulgação de Candidaturas (DivulgaCand 2014) estão sujeitos à atualização, sendo que eventuais números podem apresentar alterações em futuras consultas.

Fonte: TSE

Jornal da Band tem acesso a pesquisas com Beagles

f_210808Documentos aos quais o Jornal da Band teve acesso revelam as pesquisas que eram feitas com os cães beagle no instituto invadido e depredado no interior paulista. Mais da metade dos estudos destruídos era para descobrir novos medicamentos.

Arrependida, uma das ativistas que furtou documentos do Instituto Royal decidiu devolver nesta terça-feira um pen drive onde estão detalhes das pesquisas. O material foi encaminhado para a polícia e já faz parte do inquérito.

Nos arquivos, relatórios de exames feitos com cães da raça beagle, coelhos e ratos. Os animais são chamados de “Sistemas-Teste”. Em um dos documentos , nove filhotes foram analisados. Eles receberam comprimidos, houve vômitos e tremores intensos. Depois de tratados, os animais, segundo o relatório, foram destinados à adoção.

Em outro, 14 beagles servem de cobaia. O medicamento foi misturado à ração úmida e, depois de 24 horas, os animais foram sacrificados para passar por uma análise da mucosa gástrica.

Um terceiro estudo detalha como os animais são mortos: uma anestesia profunda é seguida por uma injeção de cloreto de potássio – o método é o mais recomendado pelo conselho de controle de experimentação animal.

A invasão

Na última sexta-feira, o instituto em São Roque foi invadido por ativistas. Além dos 178 cães, foram furtados sete coelhos – que também eram submetidos a testes, como mostra outro documento obtido pela Band. No sábado, um protesto contra o uso de cobaias acabou em vandalismo.

A polícia  disse que o material de pesquisa entregue hoje pelos ativistas será levado para o instituto de criminalística. O objetivo é avaliar se o Instituto Royal agia dentro das normas previstas em lei para pesquisas com cobaias.

Dos exames realizados no Instituto Royal entre 2006 e 2012, 62,3% são testes de produtos farmacêuticos, como por exemplo, para combater o câncer. Vinte por cento eram destinados à pesquisa e desenvolvimento de moléculas e 1,3% teve como o fim a avaliação de cosméticos.

Ontem o Insituto Royal afirmou que, se a polícia recapturar beagles furtados, vai tratar e colocar para adoção os cachorros. As pesquisas feitas com os animais – algumas com mais de dez anos de duração – foram perdidas. O laboratório disse que o prejuízo é incalculável para a ciência e a saúde brasileiras.

Band

Governo brasileiro solicitou dados de 857 usuários do Facebook no 1º semestre

facebook-aplicativos-capturO Facebook liberou nesta terça-feira (27) seu primeiro relatório de requerimentos governamentais por dados de usuários, referente ao período entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, durante o qual o governo brasileiro fez 715 solicitações, abrangendo 857 usuários da rede social.

Um terço (33%) dessas solicitações foi atendido pelo Facebook por conta de determinação judicial. A companhia não divulga quais foram os usuários que tiveram sua conta aberta a órgãos governamentais.

Os dados liberados podem incluir endereço de IP (identificação do computador), nome e registro de atividades e costumam ser pedidos a fim de auxiliar investigações criminais, como em casos de fraudes eletrônicas ou de sequestros, segundo a empresa.

Da lista, que pode ser vista nesta página, o Brasil fica em sétimo lugar em solicitações, atrás de EUA (entre 11 mil e 12 mil pedidos), Índia (3.345), Reino Unido (1.975), Alemanha (1.886), Itália (1.705) e França (1.547).

Um total de 38 mil pedidos foram feitos, por 74 países.

O governo americano também tem uma das maiores proporções de pedidos atendidos: 79%, ante 37% da Alemanha e de 39% da França, por exemplo.

Brasileiros compõem a segunda maior nacionalidade do Facebook, atrás apenas dos EUA.

“Esperamos que este relatório possa ser útil para usuários no atual debate sobre os padrões de pedidos governamentais por informações de usuários em investigações”, escreveu Colin Stretch, advogado do Facebook, no comunicado em que o relatório foi divulgado.

No relatório de transparência que é divulgado pelo Google, o Brasil também costuma figurar entre os que mais fazem solicitações (no caso do buscador, os requerimentos são para remoção de conteúdo). No mais recente, o país ficou no topo da lista.

ESPIONAGEM

O Facebook foi uma das empresas citadas como as que cujos usuários tiveram dados espionados pelo governo americano por meio do programa Prism, revelado em junho.

Neste mês, contudo, a companhia –ao lado de Google e Microsoft– negou que tivesse facilitado o acesso a informações de brasileiros para os EUA.

O representante do Facebook na comissão, organizada pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), era Bruno Magrani, gerente de relações governamentais da empresa no país. “Não houve nenhum acesso em grande escala”, disse na ocasião.

Folha

RN tem quase cinco mil casos de Dengue confirmados neste ano

O Programa Estadual de Controle da Dengue, da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou, no último boletim epidemiológico, nesta terça feira (20), que foram notificados no Estado do Rio Grande do Norte, até o dia 10 agosto de 2013, 14.666 casos de dengue, destes 4.984 foram confirmados.

Dos casos confirmados, 4.919 são do tipo clássico da doença, 33 são de dengue com complicação e 32 com febre hemorrágica. Foram registrados ainda seis óbitos, três por febre hemorrágica e três por dengue com complicação.  De acordo com o boletim da Sesap, no mesmo período em 2012, foram confirmados 12.278 casos e oito óbitos. “Fazendo um comparativo, houve uma redução significativa”, destaca Silvia Dinara do Nascimento Alves, responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle da Dengue.

Os dados divulgados pela Coordenação do Programa Estadual de Controle da Dengue indicam ainda que os municípios com maior número de notificações são Natal (1.677), Parnamirim (1.087), Pau dos Ferros (1.275), Santa Cruz (818), Currais Novos (693), Caicó (607) e Parelhas (515). Enquanto que Almino Afonso, Antônio Martins, Baia Formosa, Carnaubais, Galinhos, Jandaira, João Dias, Monte das Gameleiras, Parau, Rio do Fogo, Serra de São Bento, Tibau do Sul, Viçosa e Vila Flor não apresentaram notificações no período.

Com relação ao Índice de Infestação Predial (IIP), que é a relação expressa em porcentagem entre o número de imóveis pesquisados e o número de imóveis que apresentaram depósitos com larvas do Aedes aegypti (transmissor da dengue).  Silvia Dinara alerta que dos 167 municípios do estado, 36 estão com o IIP satisfatório, 49 em alerta, 63 em risco e 19 não informaram. “Mesmo com um número de casos confirmados sendo menor que em 2012, os municípios devem permanecer em alerta. Por isso a população, os profissionais de saúde e gestores precisam redobrar os cuidados para o controle da proliferação do Aedes aegypti”, enfatizou.

Silvia Dinara lembra que “para se reproduzir, o mosquito utiliza recipientes como garrafas, embalagens descartáveis, latas, pneus, plásticos, entre outros. Esses recipientes são encontrados a céu aberto, nos quintais das casas, em terrenos baldios e nas ruas. É preciso manter o lixo bem armazenado, limpar os terrenos baldios, manter caixas d’ água fechadas, tonéis e tanques que armazenem água tampados, tratar a água das piscinas quando existir no imóvel, limpar as calhas e lajes das casas”.

A Sesap tem trabalhado junto aos municípios através do repasse de inseticidas e larvicidas e realizando supervisões e assessoria das atividades de controle da dengue. Só em 2013, o Programa Estadual de Controle da Dengue já realizou operações com carros fumacês em 33 municípios, além disso, promoveu a capacitação em manejo clínico, com o objetivo de atualizar os conhecimentos dos profissionais de saúde e melhorar a qualidade da assistência prestada ao paciente com dengue, na 4ª e 6ª regiões de saúde, e já tem uma capacitação programada para acontecer na 2ª região de saúde no mês de outubro deste ano. Também vem capacitando as regionais de saúde e os municípios da Grande Natal para implantação do novo sistema de informação de dengue o SisPNCD que deverá estar em funcionamento em todo o Estado até dezembro de 2013.

Dados do governo do RN apontam crescimento na violência em todo o estado

O governo do Estado do Rio Grande do Norte divulgou, durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (11), dados estatísticos da violência em território potiguar, sobretudo na capital e região metropolitana. Os números apontam o aumento no registro de homicídios em todo o estado, comparando-se os anos de 2011 e 2012.

Segundo os dados fornecidos pelo governo do estado, em todo o RN, os assassinatos registrados pela polícia saltaram de 901 em 2011 para 957 em 2012. Ou seja, houve um crescimento de 6,2 % de homicídios em todo o território potiguar. O maior crescimento, no entanto, aconteceu em Natal, capital do estado. Em 2011, foram registrados 286 homicídios em toda a capital, enquanto que no ano seguinte foram 354, ou seja, um aumento de 23,8%. Elevação semelhante foi apresentada na região metropolitana de Natal. Foram 466 assassinatos em 2011 contra 575 no ano passado, um acréscimo de 23,4%.

O número de mortes por acidente de trânsito também cresceu, conforme aponta os dados divulgados pelo governo. Em 2011, foram registrados 657 mortes por acidente de trânsito em todo o RN. Já no ano seguinte, 794 pessoas foram mortas nesses acidentes, ou seja, um aumento de 20,9% de óbitos no trânsito. No entanto, em Natal e região metropolitana, houve uma redução nessas mortes. Na capital, houve uma queda de 95 (2011) para 87 (2012), portanto, 8,4% menos mortes. Na Grande Natal, esse número caiu de 205 (2011) para 204 (2012), uma morte a menos.

Os dados destacam ainda a concentração de assassinatos em duas zonas da capital potiguar. Durante o ano de 2012, 143 homicídios foram registrados na zona Norte de Natal, 141 na zona Oeste, 49 na Leste e 21 na zona Sul.

Cuidado: seus dados pessoais estão à venda

Não apenas dívidas, mas também números de documentos, situação no INSS, endereço, telefones, padrões de consumo, renda familiar e dados do seu cônjuge. Esses são apenas algumas das informações que estão à venda por conta de verdadeiros dossiês produzidos pela Serasa Experian e pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O acesso a esses cadastros abre caminho para a ação de golpistas.

Só a Serasa diz ter dados de 170 milhões de consumidores. São números de documentos, INSS, endereço, telefones, idade, data de nascimento, sexo, estado civil, escolaridade, padrões de consumo, profissão, renda, dados do cônjuge, nome da mãe, participação societária em empresas, participação em empresas falidas, ações judiciais, referências bancárias (número da conta e agência).

O SCPC, da Boa Vista Serviços, não fica atrás. Informa nome completo, CPF, nome da mãe, título de eleitor, data de nascimento, telefones, endereço, status na Receita Federal, informações de cheques, ações na Justiça, score de crédito (pontuação que indica a possibilidade do consumidor pagar ou não a dívida), falências empresariais, entre outros.

O promotor de Justiça do consumidor da capital do Ministério Público do Estado de São Paulo, Gilberto Nonaka, considera os dados sigilosos. “Não há dúvida de que a conduta do SCPC e da Serasa violam a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, que a Constituição Federal estabelece ser invioláveis. Também viola o artigo 43º do Código de Defesa do Consumidor (CDC)”, afirma diz.

Paulo Arthur Góes, diretor executivo do Procon-SP, lembra que os cadastros negativos só podem informar dados de inadimplência. “Se o banco de dados vai além disso e dá outros dados sem autorização, infringe a lei”, diz. Já o Ministério Público Federal (MPF) diz que estuda o material e as informações coletadas pelo JT podem ser usadas em eventual investigação.

Apesar de não estar inadimplente, o estudante de direito Ricardo Almeida Rocha, de 22 anos, foi constrangido por três vezes ao tentar fazer um cartão de crédito no ano passado. A explicação, por duas vezes, foi a baixa pontuação no Concentre Scoring (sistema da Serasa que indica o risco do consumidor não pagar). Ao solicitar acesso aos seus próprios dados, ele teve o pedido negado. “A Serasa não passou a informação, apenas disse que o dado era uma pontuação. Como outros conseguem informações sigilosas sobre mim e eu não?” O direito ao acesso aos próprios dados é garantido pelo artigo 72º do CDC e a recusa é tipificada como infração penal, passível de detenção de seis meses a um ano ou multa.

Augusto Marcacini, presidente da comissão de sociedade digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), lembra ainda que a falta de um marco regulatório sobre proteção de informações pessoais deixa a população fragilizada. “Todo mundo cadastra todo mundo. A situação é frágil e a Serasa e o SCPC são só a ponta do iceberg. O poder dessas bases de dados é inimaginável e o mau uso disso é infinito”, diz. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça diz que um anteprojeto de lei sobre proteção de dados pessoais já está, atualmente, em fase final de elaboração.

Fonte: Jornal da Tarde