Saúde

Anvisa confirma recebimento de pedido de uso emergencial da CoronaVac pelo Instituto Butantan

Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido de uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, na manhã desta sexta-feira (8). A agência pretende fazer a análise do uso emergencial em até 10 dias

O pedido foi feito durante uma reunião virtual por causa da pandemia. A Anvisa diz que vai continuar a avaliar toda a documentação depois que todos os documentos forem entregues e que já iniciou a triagem.

“As primeiras 24h serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se todos os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode pausar o prazo e solicitar as informações adicionais ao laboratório”, afirmou a Anvisa, em nota.

A agência diz que a análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar, e envolve especialista das áreas de registro, monitoramento e inspeção.

O resultado final do estudo sobre a eficácia é a última etapa necessária para que a Anvisa analise o pedido de autorização de uso da vacina na população brasileira.

Caso a agência de vigilância identifique a pendência de alguma informação na documentação enviada, o prazo de análise pode ser superior aos dez dias. “A meta da Anvisa é fazer a análise do uso emergencial em até 10 dias, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações , a serem apresentadas pelo laboratório”, diz em nota.

A Anvisa diz ainda que ” atua, conforme os procedimentos científicos e regulatórios, os quais devem ser seguidos por aqueles que buscam o a autorização de vacinas para serem utilizadas na população brasileira.”

De acordo com o governo de São Paulo, a CoronaVac teve eficácia de 78% para casos leves na terceira fase de testes com cerca de 13 mil voluntários no Brasil. Para redução de casos graves e moderados, o governo anunciou índice de eficácia de 100%, ou seja, não houve casos graves (incluindo mortes) e moderados entre os vacinados. No entanto, não foi divulgada a taxa de eficácia global, ou seja, não foi informado quantos voluntários que tomaram a vacina foram contaminados pela Covid-19 e nem quantos ficaram doentes após tomarem o placebo.

O governador João Doria (PSDB) chegou a afirmar que o pedido de registro emergencial já havia sido feito na quinta (7) durante coletiva de imprensa.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o pedido de registro definitivo da vacina será feito posteriormente pelo laboratório chinês Sinovac, mas não informou a data exata.

“O pedido de registro da vacina será feito pela Sinovac. A Sinovac recolhe os dados dos estudos da vacina e é ela que submete o pedido oficialmente lá, na NMPA, que é a Anvisa chinesa, e imediatamente o mesmo pedido se estende ao Brasil e a outros países”, afirmou nesta quinta (7).

Segundo a Anvisa, o prazo para a análise do registro definitivo é feita em até 60 dias.

Em meados de dezembro, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou as regras para a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a Covid-19.

Os principais pontos do uso emergencial das vacinas são seguintes:

Cada pedido deve ser feito pela empresa desenvolvedora e será analisado de forma independente;

Decisão será tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa;

Serão considerados estudos não-clínicos e clínicos (em humanos);

Serão itens avaliados: qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, e resultados provisórios de ensaios clínicos;

Empresa interessada deverá comprovar que a fabricação e a estabilidade do produto garantem a qualidade da vacina;

Estudo clínico na fase 3 – última etapa de testes – deve estar em andamento e conduzido também no Brasil;

Vacina com uso emergencial liberado não pode ser comercializada, ela só pode ser distribuída no sistema público de saúde;

Liberação de uso emergencial pode ser revogada pela Anvisa a qualquer momento.

A concessão estabelecida pela Anvisa segue o modelo de autorizações emergenciais adotadas em outros países, como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, e vale apenas para o período de pandemia e até a vacina receber o registro definitivo.

25 de janeiro

O governo de São Paulo espera que o uso emergencial seja autorizado pela agência até o dia 25 de janeiro, data estipulada no plano estadual de imunização para início da vacinação de 9 milhões de pessoas dos grupos prioritários.

Caso a vacina seja aprovada, profissionais da saúde, indígenas e quilombolas devem receber as primeiras doses, seguidos por idosos com mais de 60 anos.

Até esta quarta-feira (6), a Anvisa não havia recebido nenhum pedido para uso emergencial ou registro definitivo das outras vacinas que estão sendo testadas no Brasil. Dados complementares da fase 3 do imunizante desenvolvido pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford foram recebidos, mas ainda sem o pedido de autorização.

Plano Nacional de Imunização

Após apresentar parte dos dados de eficácia da vacina, o Butantan confirmou que assinou um contrato com o Ministério da Saúde para a aquisição de doses da CoronaVac, na noite de quinta-feira (7).

O documento prevê o fornecimento de 46 milhões de doses, em quatro entregas até o dia 30 de abril. Há ainda a possibilidade de o órgão federal adquirir do instituto outras 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões.

Cada dose da vacina custará R$ 58,20 e o valor total do contrato é de R$ 2,6 bilhões.

O pagamento somente será realizado após a obtenção do registro ou autorização para uso emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O contrato também prevê que o Ministério da Saúde “terá o direito de exclusividade na aquisição de doses da vacina”, podendo autorizar “em caráter excepcional a comercialização” para terceiros. Para isso, deverá ser “notificada formalmente sobre a intenção de venda com antecedência mínima de 20 dias.”

‘Lei Covid’

Como já foi dito, a utilização de uma vacina contra a Covid-19 no Brasil depende da aprovação pela Anvisa. A permissão pode ser conseguida, basicamente, por dois caminhos. O primeiro está diretamente ligado aos dois tipos de registro (tradicional ou emergencial), explicado acima, e a segunda possibilidade é baseada na chamada “Lei Covid” aprovada na Câmara dos Deputados, que libera o uso se o imunizante tiver aval expedido por uma agência do exterior, independentemente de registro pela Anvisa.

Anvisa – registro definitivo: os desenvolvedores submetem o pedido de registro à Anvisa apenas após concluírem as 3 fases de testes da vacina. Para acelerar o trâmite, a agência criou o procedimento de submissão contínua de dados.

Anvisa – uso emergencial: permite aos desenvolvedores enviarem os dados que comprovem eficácia e segurança antes de terminarem a fase 3 da vacina;

Lei Covid – Prevê que a Anvisa terá o prazo de 72 horas para conceder a autorização caso o imunizante tenha conseguido registro no Japão, nos EUA, na Europa ou na China. Caso o prazo não seja cumprido e a Anvisa não se manifeste, a autorização é concedida automaticamente.

Produção da vacina

O acordo do Governo de São Paulo com a Sinovac prevê a compra de 46 milhões de doses, sendo 6 milhões já prontas e 40 milhões que serão processadas no Brasil a partir de matéria-prima chinesa.

No total, o governo de São Paulo recebeu até agora da China o equivalente a 10,8 milhões de doses da CoronaVac, considerando os lotes de vacina já pronta para aplicação e os de insumos que serão envasados pelo Instituto Butantan. Segundo o governo, mais 35 milhões de doses devem ser recebidas até fevereiro.

No dia 9 de dezembro, o Instituto Butantan começou o processo de envase da vacina a partir da matéria-prima importada da China. A processo é feito na fábrica do Butantan, que tem 1.880 metros quadrados, e contará com o reforço de 120 novos profissionais, além dos 245 que normalmente atuam no instituto.

Uma nova fábrica está sendo construída pelo Butantan para produção da vacina em território nacional. A previsão é que, quando pronta, ela seja capaz de produzir até 100 milhões de doses da CoronaVac por ano.

No fim de dezembro, a Anvisa publicou a certificação de Boas Práticas de Fabricação para a fábrica da CoronaVac na China. A conclusão foi feita pela equipe da Anvisa que viajou ao país para inspecionar a produção da farmacêutica Sinovac. O certificado tem validade de dois anos e é um do pré-requisitos tanto para o processo de registro da vacina no Brasil, quanto para o pedido de autorização para uso emergencial.

Registro na Anvisa

O estudo conclusivo mede a taxa de eficácia do imunizante comparando quantos casos confirmados ocorreram nos voluntários que receberam placebo e quantos naqueles que tomaram a vacina. A taxa mínima de eficácia recomendada pela Anvisa é de 50%.

No final do ano passado, a Turquia informou publicamente ter chegado ao percentual de 91,25% de eficácia da CoronaVac em testes preliminares feitos com 1,3 mil voluntários.

G1

Opinião dos leitores

  1. Quero ver o gado fazendo fila pra tomar a vacina chinesa no lombo e exaltando o Bozo por ter conseguido comprar. Ô povo sem noção!

  2. Mariiiiiiia está provado, vc come e gosta de b………, mais não se preocupe, todos nós entendemos.

  3. GRAÇAS A DEUS VACINA ! Fica muita gente ouvindo e disseminando as bravatas do Presidente Pinóquio Tartaruga. Quer prova maior que é tudo bravata. O Governo Federal assinou contrato da Vacina Chinesa e das seringas chinesas.

  4. O ministério da saúde, tudo minúsculo, junto com esse presidente de vcs só sr movimentaram pra aquisição de vacinas e insumos devido à pressão do Dória, se formos vacinados, deveremos agradecer ao calça apertada, que por sinal fica linda nele.

    1. Que mané Dória o que.. Já existe uma justa pressão popular pela vacina a, independentemente da marketagem do agente de Pequim. O pessial toma relação de causalidade por relação causa e efeito. Povo burro.

    2. Calça apertada continua mentindo. Anunciou 78% de eficácia, depois já não sabe mais se é geral ou em casos leves. Essa vacina é uma roubada, literalmente.

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Política

TENSÃO: Sabatina de indicado de Lula ao STF é adiada às pressas e votação fica por 1 voto; entenda

Foto: Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado remarcou para a próxima semana a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o STF. A votação ocorre em meio a um cenário apertado: o indicado tem 13 votos favoráveis e 8 contrários — faltando apenas um voto para alcançar a maioria na comissão.

A sabatina estava inicialmente prevista para o dia 29 de abril, mas foi antecipada após pedido do relator, o senador Weverton Rocha, diante do risco de falta de quórum na semana do feriado do Dia do Trabalho.

Segundo informações do Senado, a votação na CCJ é considerada decisiva, já que Messias precisa de maioria simples no colegiado para avançar. Caso seja aprovado, o nome segue no mesmo dia para o plenário.

No plenário, a votação é secreta e exige maioria absoluta — pelo menos 41 votos favoráveis — para confirmação da indicação ao STF.

Após eventual aprovação, o presidente do Senado comunica o resultado ao presidente da República, que formaliza a nomeação. A posse é então marcada pelo Supremo.

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Política

Governo Lula gasta R$ 350 milhões com navios na COP30; veja para onde foi o dinheiro

Foto: Reprodução

O governo do presidente Lula (PT) gastou pelo menos R$ 350,2 milhões para alugar navios usados como hospedagem durante a COP30, realizada em novembro de 2025, em Belém (PA). O valor consta em documento da Casa Civil enviado ao Congresso e obtido pela coluna.

De acordo com o documento, a contratação foi feita por meio da Embratur, que subcontratou a empresa Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda para operar os cruzeiros. A empresa, por sua vez, firmou contratos com as operadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros.

Segundo a Casa Civil, o uso de navios foi adotado para suprir o déficit de leitos em Belém durante o evento internacional. O documento afirma que a medida buscou garantir a capacidade de hospedagem necessária para as delegações da conferência.

Como já revelado anteriormente pelo Metrópoles, a empresa contratada pertence ao empresário Marcelo Cohen, apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo. Segundo informações da Folha de S. Paulo, há registros de movimentações financeiras entre empresas ligadas aos dois.

Em nota, a Embratur afirmou que a contratação ocorreu por chamamento público e seguiu critérios legais. A agência destacou que o processo foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou o modelo regular e economicamente mais vantajoso. As empresas envolvidas também negam qualquer irregularidade.

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Política

[VÍDEO] Governo Lula aluga navios para COP30 via empresa ligada a sócio de Vorcaro

Imagens: Reprodução/Instagram/Metrópoles

O governo do presidente Lula (PT) contratou navios para hospedar delegações durante a COP30 por meio de uma empresa cujo dono é apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo. A informação consta em documento da Casa Civil ao qual a coluna teve acesso e envolve a intermediação da Embratur na contratação, conforme o Metrópoles.

De acordo com o documento, a União contratou a Embratur, que subcontratou a empresa Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda para operar a hospedagem em cruzeiros durante o evento. A empresa, por sua vez, firmou contratos com armadoras como Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros.

Segundo informações, a Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen, apontado como sócio de Vorcaro no hotel de luxo Botanique, em Campos do Jordão. A ligação empresarial também envolveria a holding BeFly, criada a partir de investimentos ligados ao Banco Master.

Ainda de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, um relatório de inteligência financeira (RIF) indicou uma transação em espécie de R$ 6 milhões entre o banco de Vorcaro e empresa ligada a Cohen, em novembro de 2024.

Em nota oficial, a Embratur afirmou que a contratação ocorreu por meio de chamamento público e seguiu critérios legais. A agência destacou que o processo foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou a contratação regular e mais vantajosa economicamente. As empresas envolvidas também afirmaram que não houve irregularidades.

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Política

URGENTE: com apoio de Hugo Motta, CCJ vota nesta quarta (22) fim da escala 6×1 e governo corre para acelerar proposta

Foto: Kayo Magalhães/Câmarados Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (22) o relatório da PEC que prevê o fim da escala 6×1. Com apoio do presidente da Casa, Hugo Motta, a proposta ganha força no Congresso, enquanto o governo também tenta acelerar um projeto alternativo para reduzir a jornada de trabalho. A medida pode impactar milhões de trabalhadores em todo o país.

De acordo com informações da Câmara, o relator Paulo Azi (União-BA) apresentou parecer favorável à admissibilidade da PEC 8/2025, que propõe a redução da jornada sem corte salarial. A votação havia sido adiada após pedido de vista e agora volta à pauta com expectativa de aprovação.

O texto reúne propostas que vão desde a jornada de 4 dias de trabalho por semana até um modelo intermediário. Segundo o relator, há indicação para que a discussão avance para uma escala de 5×2, com carga semanal de 40 horas, considerada mais viável politicamente.

Nos bastidores, segundo fontes, há uma disputa entre o Congresso e o governo sobre o formato ideal. Enquanto parlamentares articulam a aprovação da PEC, o Executivo enviou um projeto de lei com proposta semelhante, tentando acelerar a tramitação e manter protagonismo sobre o tema.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, tem pressionado para votar a proposta ainda em maio. A pauta ganhou força por seu apelo popular e pode ter impacto direto no cenário político, especialmente em um ano pré-eleitoral.

 

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Política

Flávio Bolsonaro chama cúpula da PF de “gestapo” e denuncia perseguição internacional

Foto: Reprodução

O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou a cúpula da Polícia Federal de agir como uma “gestapo”, em referência à polícia secreta da Alemanha nazista. Segundo ele, agentes estariam atuando “nas sombras” para perseguir opositores do governo até mesmo no exterior. A declaração ocorre em meio a um caso envolvendo um delegado brasileiro nos Estados Unidos, que elevou a tensão política.

A crítica foi publicada nas redes sociais do senador, onde ele afirma que integrantes da Polícia Federal estariam agindo de forma ilegal em países como Estados Unidos e Itália. Na postagem, ele cita perseguição política e diz que a corporação precisa ser “libertada”, segundo suas palavras.

A declaração ocorre após a repercussão de um caso envolvendo o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atua como oficial de ligação com autoridades americanas em Miami. De acordo com informações divulgadas, ele teria sido alvo de uma medida de expulsão por parte dos Estados Unidos.

Foto: Reprodução/X/Flávio BOlsonaro

Segundo aliados do deputado cassado Alexandre Ramagem, Carvalho teria tentado contornar um pedido de extradição relacionado ao ex-chefe da Abin. As informações são contestadas e ainda geram forte debate político.

Em nota divulgada por autoridades americanas, o governo dos Estados Unidos afirmou que nenhum estrangeiro pode usar o sistema de imigração para interferir em processos legais ou promover perseguições políticas em seu território, o que aumentou ainda mais a tensão envolvendo o caso.

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Saúde

URGENTE: Bolsonaro pede autorização ao STF para cirurgia após dores e limitação no ombro; decisão fica com Moraes

Foto: Reprodução

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao STF autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito após diagnóstico de lesões que provocam dor e limitação funcional. O pedido foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira (21), responsável pela decisão.

Segundo os advogados, o procedimento precisa ser realizado com urgência, podendo ocorrer já na próxima sexta-feira (24) ou sábado (25), com o objetivo de preservar a integridade física e a dignidade do ex-presidente.

De acordo com a defesa, Bolsonaro também deve passar por exames preparatórios e por todo o processo de reabilitação após a cirurgia. A autorização judicial é necessária devido às condições impostas pela decisão anterior do STF.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o último dia 27, em Brasília, após decisão de Moraes que considerou problemas de saúde, incluindo um quadro de broncopneumonia bilateral.

Relatórios médicos enviados à Corte indicam melhora gradual no estado clínico, mas apontam que o ex-presidente ainda enfrenta dores, fadiga e limitações durante a recuperação.

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Polícia

Operador de MC Poze transfere R$ 337 mil a PM do Rio; PF vê suspeita de ligação com esquema

Foto: Reprodução

Um operador ligado ao MC Poze do Rodo transferiu R$ 337 mil para um policial militar do Rio de Janeiro, segundo investigação da Polícia Federal que embasou a operação “Narco Fluxo”, deflagrada na última semana contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro. A transação foi identificada em relatório do Coaf e levantou suspeitas sobre a movimentação financeira do grupo, conforme informações do Metrópoles.

De acordo com informações da Polícia Federal, o 3º sargento Rodrigo Armelau Damião aparece como suspeito de atuar como possível receptor de valores vinculados ao grupo investigado. A defesa do policial afirma que o dinheiro recebido se refere à venda de um imóvel, sem detalhar a negociação.

A operação também levou à prisão do funkeiro Marlon Brendon, conhecido como MC Poze do Rodo, e de seu sócio Ellyton Rodrigues Feitosa. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de movimentar recursos oriundos de apostas, rifas ilegais e, ainda, de dissimular valores ligados ao tráfico internacional.

Ainda segundo a PF, Ellyton atuaria como uma espécie de operador financeiro do esquema, utilizando empresas para dar aparência legal às transações. Relatórios apontam movimentações que chegam a milhões de reais envolvendo diferentes empresas e pessoas ligadas ao grupo.

Procurado, o policial citado afirmou não ter conhecimento da investigação até o momento. O espaço segue aberto para manifestação de todos os citados.

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Saúde

[VÍDEO] CAOS? QUE NADA: praia de Ponta Negra lota no feriadão enquanto críticas da esquerda à engorda não colam

Imagens: Reprodução/Instagram/BZNotícias

Um vídeo gravado nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, mostra a praia de Ponta Negra completamente cheia, com grande presença de banhistas e pessoas praticando esportes na areia após a obra de engorda. As imagens, divulgadas pelo BZNotícias, chamam atenção pelo movimento intenso em pleno dia de semana.

Nas imagens, um frequentador relata surpresa com a quantidade de pessoas na praia e com a movimentação na faixa de areia. “O que chama atenção é a quantidade de bola voando. É bola demais”, comenta durante a gravação.

De acordo com o autor do vídeo, a área destinada ao banho estaria mais acessível em comparação com períodos anteriores. Ele também menciona que a inclinação da areia aparenta estar menor, o que, segundo sua percepção, favorece os banhistas.

Segundo informações e relatos de frequentadores, a praia registrou grande fluxo de pessoas ao longo do feriado, impulsionado pelo tempo firme e pela procura por lazer no principal cartão-postal da cidade.

Nos últimos dias, críticas à obra de engorda voltaram ao debate público após registros de alagamentos em diferentes pontos da cidade. Integrantes da oposição têm questionado a intervenção. Já frequentadores ouvidos no local relataram percepção positiva quanto ao uso da faixa de areia, destacando o aumento do espaço disponível.

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Economia

[VÍDEO] EDUARDO OINEGUE: Índia tinha metade do PIB brasileiro e hoje tem quase o dobro: “temos muito a aprender”

Imagens: Reprodução/Band Jornalismo

Em comentário no Jornal da Band, o jornalista Eduardo Oinegue fez uma forte comparação entre Brasil e Índia ao analisar a evolução econômica dos dois países nas últimas décadas. Segundo ele, a Índia — que já teve metade do PIB brasileiro — hoje praticamente dobrou o Brasil em tamanho econômico, resultado de escolhas estruturais e políticas diferentes ao longo do tempo.

Oinegue destacou que, em 1991, o Brasil era a 10ª maior economia do mundo, enquanto a Índia ocupava a 17ª posição. Naquele período, segundo ele, o país asiático enfrentava uma grave crise econômica, com reservas praticamente zeradas e risco de calote externo.

“Olha isso, em 1991, o Brasil era a décima maior economia do mundo, a Índia, a décima sétima. Naquele ano, a Índia estava há duas semanas de dar um calote na dívida externa, reservas zeradas, FMI batendo na porta”, afirmou o apresentador.

Ele ressaltou ainda que a mudança de rumo da Índia foi sustentada ao longo de diferentes governos, o que teria sido decisivo para o crescimento contínuo. “Cinco primeiros ministros de três partidos diferentes mantiveram o rumo, ao contrário do Brasil, que troca o rumo a cada governo”, disse.

O jornalista também destacou os números atuais da economia global, lembrando que a Índia hoje é a 4ª maior economia do mundo, enquanto o Brasil ocupa a 11ª posição.

Em outro trecho, Oinegue chamou atenção para diferenças estruturais na formação educacional dos dois países, apontando a maior presença de áreas técnicas na Índia. “Em 1991, quando a arrancada da Índia começa, o PIB brasileiro era quase o dobro do indiano, hoje é pouco mais da metade”, concluiu.

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Geral

LUTO: Rômulo Carneval Lins, ex-gerente de banco e liderança maçônica, morre aos 87 anos, em Natal

Foto: Divulgação

Morreu nesta terça-feira (21), aos 87 anos, em Natal, Rômulo José Carneval Lins, ex-gerente bancário e integrante ativo da maçonaria local. De acordo com informações de familiares, ele enfrentava problemas cardíacos. As cerimônias de despedida acontecem nesta quarta-feira (22), na capital potiguar.

Rômulo Lins teve uma longa trajetória no setor bancário, com atuação marcante no antigo Banco Bandeirantes, onde construiu carreira ao longo de vários anos.

Além da vida profissional, também teve participação ativa na maçonaria, tendo sido venerável da Loja Maçônica Bartolomeu Fagundes em mais de uma ocasião, segundo integrantes da instituição.

Foto: Divulgação

O velório acontece a partir das 9h desta quarta-feira (22), no Vila Memorial Centro de Velório São José. No mesmo local, será celebrada uma missa às 15h.

O sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério do Alecrim, em Natal. Ele deixa a viúva, Zélia Uchoa Lins, e os filhos José de Almeida Neto, Rômulo Lins Júnior, Ricardo Uchoa, Robinson Uchoa, Rozélia Uchoa e Rozângela Uchoa.

Em nota, integrantes da Loja Maçônica Bartolomeu Fagundes prestaram homenagem: “Fica nosso abraço em todos e nossos sentimentos”.

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