Saúde

Anvisa confirma recebimento de pedido de uso emergencial da CoronaVac pelo Instituto Butantan

Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido de uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, na manhã desta sexta-feira (8). A agência pretende fazer a análise do uso emergencial em até 10 dias

O pedido foi feito durante uma reunião virtual por causa da pandemia. A Anvisa diz que vai continuar a avaliar toda a documentação depois que todos os documentos forem entregues e que já iniciou a triagem.

“As primeiras 24h serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se todos os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode pausar o prazo e solicitar as informações adicionais ao laboratório”, afirmou a Anvisa, em nota.

A agência diz que a análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar, e envolve especialista das áreas de registro, monitoramento e inspeção.

O resultado final do estudo sobre a eficácia é a última etapa necessária para que a Anvisa analise o pedido de autorização de uso da vacina na população brasileira.

Caso a agência de vigilância identifique a pendência de alguma informação na documentação enviada, o prazo de análise pode ser superior aos dez dias. “A meta da Anvisa é fazer a análise do uso emergencial em até 10 dias, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações , a serem apresentadas pelo laboratório”, diz em nota.

A Anvisa diz ainda que ” atua, conforme os procedimentos científicos e regulatórios, os quais devem ser seguidos por aqueles que buscam o a autorização de vacinas para serem utilizadas na população brasileira.”

De acordo com o governo de São Paulo, a CoronaVac teve eficácia de 78% para casos leves na terceira fase de testes com cerca de 13 mil voluntários no Brasil. Para redução de casos graves e moderados, o governo anunciou índice de eficácia de 100%, ou seja, não houve casos graves (incluindo mortes) e moderados entre os vacinados. No entanto, não foi divulgada a taxa de eficácia global, ou seja, não foi informado quantos voluntários que tomaram a vacina foram contaminados pela Covid-19 e nem quantos ficaram doentes após tomarem o placebo.

O governador João Doria (PSDB) chegou a afirmar que o pedido de registro emergencial já havia sido feito na quinta (7) durante coletiva de imprensa.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o pedido de registro definitivo da vacina será feito posteriormente pelo laboratório chinês Sinovac, mas não informou a data exata.

“O pedido de registro da vacina será feito pela Sinovac. A Sinovac recolhe os dados dos estudos da vacina e é ela que submete o pedido oficialmente lá, na NMPA, que é a Anvisa chinesa, e imediatamente o mesmo pedido se estende ao Brasil e a outros países”, afirmou nesta quinta (7).

Segundo a Anvisa, o prazo para a análise do registro definitivo é feita em até 60 dias.

Em meados de dezembro, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou as regras para a autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra a Covid-19.

Os principais pontos do uso emergencial das vacinas são seguintes:

Cada pedido deve ser feito pela empresa desenvolvedora e será analisado de forma independente;

Decisão será tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa;

Serão considerados estudos não-clínicos e clínicos (em humanos);

Serão itens avaliados: qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, e resultados provisórios de ensaios clínicos;

Empresa interessada deverá comprovar que a fabricação e a estabilidade do produto garantem a qualidade da vacina;

Estudo clínico na fase 3 – última etapa de testes – deve estar em andamento e conduzido também no Brasil;

Vacina com uso emergencial liberado não pode ser comercializada, ela só pode ser distribuída no sistema público de saúde;

Liberação de uso emergencial pode ser revogada pela Anvisa a qualquer momento.

A concessão estabelecida pela Anvisa segue o modelo de autorizações emergenciais adotadas em outros países, como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, e vale apenas para o período de pandemia e até a vacina receber o registro definitivo.

25 de janeiro

O governo de São Paulo espera que o uso emergencial seja autorizado pela agência até o dia 25 de janeiro, data estipulada no plano estadual de imunização para início da vacinação de 9 milhões de pessoas dos grupos prioritários.

Caso a vacina seja aprovada, profissionais da saúde, indígenas e quilombolas devem receber as primeiras doses, seguidos por idosos com mais de 60 anos.

Até esta quarta-feira (6), a Anvisa não havia recebido nenhum pedido para uso emergencial ou registro definitivo das outras vacinas que estão sendo testadas no Brasil. Dados complementares da fase 3 do imunizante desenvolvido pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford foram recebidos, mas ainda sem o pedido de autorização.

Plano Nacional de Imunização

Após apresentar parte dos dados de eficácia da vacina, o Butantan confirmou que assinou um contrato com o Ministério da Saúde para a aquisição de doses da CoronaVac, na noite de quinta-feira (7).

O documento prevê o fornecimento de 46 milhões de doses, em quatro entregas até o dia 30 de abril. Há ainda a possibilidade de o órgão federal adquirir do instituto outras 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões.

Cada dose da vacina custará R$ 58,20 e o valor total do contrato é de R$ 2,6 bilhões.

O pagamento somente será realizado após a obtenção do registro ou autorização para uso emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O contrato também prevê que o Ministério da Saúde “terá o direito de exclusividade na aquisição de doses da vacina”, podendo autorizar “em caráter excepcional a comercialização” para terceiros. Para isso, deverá ser “notificada formalmente sobre a intenção de venda com antecedência mínima de 20 dias.”

‘Lei Covid’

Como já foi dito, a utilização de uma vacina contra a Covid-19 no Brasil depende da aprovação pela Anvisa. A permissão pode ser conseguida, basicamente, por dois caminhos. O primeiro está diretamente ligado aos dois tipos de registro (tradicional ou emergencial), explicado acima, e a segunda possibilidade é baseada na chamada “Lei Covid” aprovada na Câmara dos Deputados, que libera o uso se o imunizante tiver aval expedido por uma agência do exterior, independentemente de registro pela Anvisa.

Anvisa – registro definitivo: os desenvolvedores submetem o pedido de registro à Anvisa apenas após concluírem as 3 fases de testes da vacina. Para acelerar o trâmite, a agência criou o procedimento de submissão contínua de dados.

Anvisa – uso emergencial: permite aos desenvolvedores enviarem os dados que comprovem eficácia e segurança antes de terminarem a fase 3 da vacina;

Lei Covid – Prevê que a Anvisa terá o prazo de 72 horas para conceder a autorização caso o imunizante tenha conseguido registro no Japão, nos EUA, na Europa ou na China. Caso o prazo não seja cumprido e a Anvisa não se manifeste, a autorização é concedida automaticamente.

Produção da vacina

O acordo do Governo de São Paulo com a Sinovac prevê a compra de 46 milhões de doses, sendo 6 milhões já prontas e 40 milhões que serão processadas no Brasil a partir de matéria-prima chinesa.

No total, o governo de São Paulo recebeu até agora da China o equivalente a 10,8 milhões de doses da CoronaVac, considerando os lotes de vacina já pronta para aplicação e os de insumos que serão envasados pelo Instituto Butantan. Segundo o governo, mais 35 milhões de doses devem ser recebidas até fevereiro.

No dia 9 de dezembro, o Instituto Butantan começou o processo de envase da vacina a partir da matéria-prima importada da China. A processo é feito na fábrica do Butantan, que tem 1.880 metros quadrados, e contará com o reforço de 120 novos profissionais, além dos 245 que normalmente atuam no instituto.

Uma nova fábrica está sendo construída pelo Butantan para produção da vacina em território nacional. A previsão é que, quando pronta, ela seja capaz de produzir até 100 milhões de doses da CoronaVac por ano.

No fim de dezembro, a Anvisa publicou a certificação de Boas Práticas de Fabricação para a fábrica da CoronaVac na China. A conclusão foi feita pela equipe da Anvisa que viajou ao país para inspecionar a produção da farmacêutica Sinovac. O certificado tem validade de dois anos e é um do pré-requisitos tanto para o processo de registro da vacina no Brasil, quanto para o pedido de autorização para uso emergencial.

Registro na Anvisa

O estudo conclusivo mede a taxa de eficácia do imunizante comparando quantos casos confirmados ocorreram nos voluntários que receberam placebo e quantos naqueles que tomaram a vacina. A taxa mínima de eficácia recomendada pela Anvisa é de 50%.

No final do ano passado, a Turquia informou publicamente ter chegado ao percentual de 91,25% de eficácia da CoronaVac em testes preliminares feitos com 1,3 mil voluntários.

G1

Opinião dos leitores

  1. Quero ver o gado fazendo fila pra tomar a vacina chinesa no lombo e exaltando o Bozo por ter conseguido comprar. Ô povo sem noção!

  2. Mariiiiiiia está provado, vc come e gosta de b………, mais não se preocupe, todos nós entendemos.

  3. GRAÇAS A DEUS VACINA ! Fica muita gente ouvindo e disseminando as bravatas do Presidente Pinóquio Tartaruga. Quer prova maior que é tudo bravata. O Governo Federal assinou contrato da Vacina Chinesa e das seringas chinesas.

  4. O ministério da saúde, tudo minúsculo, junto com esse presidente de vcs só sr movimentaram pra aquisição de vacinas e insumos devido à pressão do Dória, se formos vacinados, deveremos agradecer ao calça apertada, que por sinal fica linda nele.

    1. Que mané Dória o que.. Já existe uma justa pressão popular pela vacina a, independentemente da marketagem do agente de Pequim. O pessial toma relação de causalidade por relação causa e efeito. Povo burro.

    2. Calça apertada continua mentindo. Anunciou 78% de eficácia, depois já não sabe mais se é geral ou em casos leves. Essa vacina é uma roubada, literalmente.

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Geral

Designer e diretor de arte potiguar assina o Carnaval do Recife

A decoração irá vestir a capital pernambucana com a arte que combina cultura popular e I.A. na maior festa do ano.

O diretor de arte e designer potiguar Renato Quaresma, é o autor das imagens do “Carnaval do Futuro”, tema do Carnaval do Recife lançado na última quinta feira (22) pelo prefeito João Campos no Paço do Frevo. Suas imagens irão vestir as ruas, pontes, pórticos e palcos dos 50 pólos da capital pernambucana durante a folia. Mantendo a tradição de uma linguagem visual e artística que inova e se renova anualmente na cidade, o trabalho de Quaresma com a ajuda da tecnologia da Inteligência Artificial, desperta o imaginário dos brincantes, mesclando fantasia e realidade para o Carnaval de um futuro que respeita suas tradições e sua história.

Há três anos Renato deu início ao projeto “Nordeste Imaginário”( @imagetiqo ), retratando um Nordeste inspirado no Realismo Fantástico, em que suas experimentações buscam o estranhamento, dialogando com a tradição e o futurismo – onde seres imaginários, formas e cenários improváveis convivem com o artesanato, texturas, cores e elementos da cultura nordestina. No Carnaval do Recife veremos “caboclos de lança-astronautas de Baque Virado”; homens-caranguejo; La Ursas feitas de latas e outros materiais reciclados; circuitos de placas-mãe feitos de crochê, ponto cruz, bordados, fitilhos e lantejoulas, entre outros.

“Recebi com surpresa esse presente: a oportunidade única de contribuir com o maior e melhor Carnaval em linha reta do mundo. O Carnaval do Recife é a mais pura expressão da nossa riqueza. Suas tradições, sua criatividade, alegria e paixão, encontram neste ano, um olhar para o futuro. Mas um futuro que respeita e celebra a sua origem e o seu passado. É o futuro de quem sabe onde quer chegar porque, sobretudo, sabe de onde vem. Um futuro sustentável, humano, que cultiva a emoção e que não terceiriza a imaginação. Estou muito feliz em fazer parte dessa grande festa popular. É multidão nas ruas, tudo junto e misturado celebrando a vida. Vamos pintar a cidade com cores quentes e vibrantes, como ela merece.”

Com 50 pólos e 3 mil apresentações, o Carnaval do Futuro terá no Marco Zero o maior palco já montado na cidade com 70 metros de comprimento na fachada e 18,5 metros de altura, todo coberto por painéis de LED. pelas ruas do bairro do Recife e em cima das pontes, o Carnaval também espalhará as cores e formas do futuro que veio anunciar. As quatro pontes que dão acesso à festa – Limoeiro, Buarque de Macedo, Maurício de Nassau e a requalificada Giratória – ganharão pórticos de acesso tecnológicos como nunca, cobertos por painéis de LED, com as imagens e elementos da identidade visual deste Carnaval, que chama até o futuro para brincar. As pontes ganharão ainda iluminação cênica caprichada, para acender a alegria dos foliões, já na chegada.

Por todo o bairro histórico, no Cais da Alfândega, na Praça do Arsenal e nas ruas do Bom Jesus, Madre de Deus, Alfredo Lisboa e Marquês de Olinda, serão distribuídos: 330 banners e 13 totens com a identidade visual da festa, além de cordões e fitas coloridas que também serão utilizados nos pátios de São Pedro e do Terço e nos demais polos espalhados por toda a cidade. Neste ano os homenageados serão o cantor Lenine, Carmen Virgínia e o bloco Madeira do Rosarinho, que completa 100 anos.

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Geral

Pai é preso após desviar R$ 113 mil em doações do filho e gastar em apostas on-line e no ‘Jogo do Tigrinho’

Imagem: reprodução

O pai de uma criança com deficiência foi preso após desviar dinheiro arrecadado em doações para o próprio filho e gastar a quantia em apostas on-line, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”. A prisão ocorreu após denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), apresentada na sexta-feira (23) pela Promotoria de Justiça de Murici-AL.

O acusado, João Victor dos Santos Oliveira, é apontado como responsável por desviar cerca de R$ 113 mil destinados ao filho, Noah Gabriel Ferreira dos Santos, de 1 ano e 5 meses.

O MPAL entrou com ação criminal por furto qualificado, estelionato contra vulnerável e abandono material, com pedido de prisão preventiva, aceito pela Justiça.

A criança teve braços e pernas amputados após uma pneumonia, o que gerou campanhas de doação em Murici e em outras cidades, com rifas e pedidos de ajuda divulgados até em programas de TV.

Segundo o MP, enquanto a mãe da criança estava em Maceió acompanhando o tratamento do filho, o pai abriu uma conta bancária em nome do menino e passou a receber as doações como responsável financeiro. Quando a mãe tentou acessar o dinheiro para custear o tratamento e a compra de próteses, descobriu que os valores haviam sido gastos.

A genitora, Mikaelle Ferreira dos Santos, relatou que o pai não prestava contas e evitava explicações. Do total arrecadado, restavam apenas R$ 300 na conta. Em depoimento, João Victor confessou ter usado o dinheiro em apostas virtuais e outras despesas.

Com informações de Metrópoles

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Geral

Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol, aos 57 anos

Constantino Júnior — Foto: Eduardo Viana/Divulgação GOL

Morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, Constantino de Oliveira Júnior, fundador da Gol Linhas Aéreas e presidente do conselho da companhia, . Ele tinha 57 anos e estava internado, tratando um câncer há anos.

Júnior fundou a Gol em 2001 e foi o primeiro CEO da empresa, responsável por introduzir no Brasil o modelo de baixo custo e baixa tarifa na aviação comercial.

Antes disso, atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo do setor de transporte rodoviário de passageiros.

Em 2004, passou a integrar o Conselho de Administração da Gol, acumulando o cargo com a presidência executiva até 2012. A partir daí, deixou a gestão do dia a dia e assumiu a presidência do conselho, função que exercia até a morte.

Também era membro do conselho e um dos fundadores do Grupo ABRA, holding criada em 2022 que controla a Gol, no Brasil, e a Avianca, na Colômbia.

Fora da aviação, era entusiasta do automobilismo e chegou a competir na Porsche Cup.

Leia abaixo a íntegra a nota da Gol:

A GOL Linhas Aéreas manifesta profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, neste sábado, 24/01/2026, aos 57 anos.

Há 25 anos, Júnior e a família Constantino deram início à trajetória da mais brasileira das companhias aéreas. Com uma visão empreendedora e valores sólidos, nascia uma empresa reconhecida por sua excelência, referência em inovação e por seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil.

Neste dia de enorme tristeza, a Companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado.

Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na GOL e continuam transformando a aviação no Brasil.

Constantino de Oliveira Júnior era um empresário brasileiro, fundador e primeiro CEO da GOL Linhas Aéreas Inteligentes, companhia que ajudou a transformar o mercado de aviação comercial no Brasil ao introduzir o conceito de “baixo custo, baixa tarifa” no país.

Antes de fundar a GOL, atuou entre 1994 e 2000 como Diretor da Comporte Participações, grupo que controla diversas empresas de transporte terrestre de passageiros no Brasil. Em 2001, assumiu o cargo de Diretor-Presidente (CEO) da GOL, liderando o início das operações da companhia e sua rápida expansão no mercado nacional.

Em 2004, tornou-se membro do Conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012. Constantino Júnior deixou a função executiva e assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração da GOL, posição que ocupava até hoje. Além da atuação na GOL, Constantino era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA.

Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos por sua atuação executiva, entre eles: “Executivo de Valor” em 2001 e 2002, concedido pelo jornal Valor Econômico; “Executivo Líder” no setor de logística em 2003, pelo jornal Gazeta Mercantil; e, em 2008, foi nomeado “Executivo Ilustre” na categoria Transporte Aéreo pela premiação GALA (Galería Aeronáutica Latinoamericana), patrocinada pela IATA.

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Geral

Fachin admite possível revisão de decisões de Toffoli no Caso Banco Master

Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, deixou aberta a possibilidade de revisão de decisões do ministro Dias Toffoli no Caso Master após o fim do recesso do Judiciário.

Em nota divulgada na quinta-feira (22), Fachin afirmou que não se omitirá caso precise pautar, conduzir ou validar decisões que sejam questionadas. Ressaltou, porém, que eventuais revisões não ocorrerão por pressão política, popular ou da imprensa, mas apenas pelos meios processuais adequados.

Segundo o ministro, possíveis vícios ou irregularidades serão analisados conforme o regimento do STF e apreciados pelo colegiado. Apesar disso, o tom geral da nota foi de defesa institucional de Toffoli. Fachin afirmou não haver irregularidade na atuação do colega e disse que o Supremo “não se curva a ameaças ou intimidações”.

A manifestação, no entanto, dividiu o STF. Conforme apurou a CNN, parte dos ministros considerou a nota equilibrada e institucional. Outra ala avaliou que o texto não esclarece os fatos e adota uma postura considerada “em cima do muro”. Alguns ministros relataram que só souberam da nota após sua divulgação oficial.

Desde dezembro, decisões de Toffoli no caso têm causado incômodo na Polícia Federal e no próprio STF. Um dos pontos de tensão envolve a perícia de materiais apreendidos na Operação Compliance Zero, que ficará a cargo da PGR, com acompanhamento de quatro peritos da PF escolhidos diretamente por Toffoli, sem indicação da corporação.

Além disso, o ministro mudou orientações sobre o acesso às provas três vezes em 24 horas, o que gerou preocupação sobre a segurança e a integridade do material. Também há questionamentos sobre a ligação de Toffoli com um resort em Ribeirão Claro, que teria recebido investimentos de fundo relacionado ao Caso Master.

Diante da crise, Fachin interrompeu as férias, antecipou o retorno a Brasília e iniciou conversas com colegas da Corte. A aliados, disse que o momento “exige sua presença” na capital.

CNN com informações de Teo Cury e Gustavo Uribe

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Pesquisa

PARANÁ PESQUISAS: Lula é desaprovado por 60,3% no PR; 36,5% aprovam

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra que 60,3% dos eleitores do Paraná desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já 36,5% aaprovam, enquanto 3,2% não souberam opinar. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (23).

A taxa de aprovação subiu 8,8 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior e alcançou o maior nível desde fevereiro de 2025, quando era de 27,7%.

Já na avaliação do governo, 25,6% classificam a gestão como “boa” ou “ótima”. Para 52,3%, o governo é “ruim” ou “péssimo”. Outros 20,5% consideram a administração “regular”.

A pesquisa ouviu 1.300 eleitores de 54 municípios do Paraná de 18 a 22 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais e para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número PR-08451/2026.

Com informações de Poder 360

Opinião dos leitores

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Geral

Banco Master contratou Guido Mantega a pedido de Jaques Wagner; salário era de R$ 1 milhão

Foto: José Cruz/Agência Brasil | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega atendendo a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração era de R$ 1 milhão por mês, segundo apurou, com integrantes do banco, a coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles.

Mantega só entrou no Master após o governo Lula desistir de indicá-lo para o Conselho da Vale, ideia que enfrentou forte resistência do mercado. No banco, sua missão era facilitar a venda do Master, controlado por Daniel Vorcaro, ao Banco de Brasília (BRB).

O ex-ministro prestou consultoria até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do Master, em novembro. Os pagamentos podem ter somado ao menos R$ 11 milhões.

A interlocução política no Master passava mais por Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex-CEO do banco, próximo de Jaques Wagner e amigo do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT).

Visitas ao Planalto de Mantega enquanto atuava pelo Master

Enquanto atuava para o Master, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto, em 2024. Em todas, foi recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola). As agendas oficiais registram apenas “encaminhamento de pauta” e não mencionam o banco.

As visitas ocorreram em 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro. Mantega aparece nas agendas apenas como “ex-ministro da Fazenda”. Segundo o colunista Lauro Jardim, Mantega também articulou um encontro entre Lula e Vorcaro em 2024, que não consta nos registros oficiais.

Procurado pela coluna da jornalista Andreza Matais, Vorcaro não comentou. A coluna não conseguiu contato com Jaques Wagner e Guido Mantega.

Nesta sexta-feira (23), em evento em Maceió (AL), o presidente Lula criticou duramente o Master. Sem citar o banco nominalmente, acusou Vorcaro de aplicar um “golpe de mais de R$ 40 bilhões” e afirmou que “falta vergonha na cara” de quem o defende. O tom contrasta com as boas relações recentes do banco com figuras do núcleo petista.

Com informações da coluna da jornalista Andreza Matais, Metrópoles

Opinião dos leitores

    1. Passaram 4 anos fora e estão com muita foe e sede… estão querendo devorar Tudo!

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Geral

Fundo Garantidor de Créditos pagou R$ 26 bilhões a 67% dos credores do Banco Master

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já pagou R$ 26 bilhões a 521 mil credores do Banco Master até esta sexta-feira (23). O montante representa 66,4% do total previsto e alcança 67,3% dos investidores com direito à garantia.

Os pagamentos começaram na segunda-feira (19) e ganharam velocidade após ajustes técnicos. Atualmente, o FGC processa cerca de 2,8 mil pedidos por hora pelo aplicativo. O fundo informa que mantém monitoramento contínuo dos sistemas, mas ressalta que checagens de segurança podem atrasar casos específicos.

O valor total estimado para cobrir as garantias do Banco Master é de R$ 40,6 bilhões, cerca de um terço dos recursos disponíveis no FGC. O banco foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro.

Will Bank

O FGC também terá de honrar garantias do Will Bank, liquidado nesta semana, com desembolso estimado em R$ 6,3 bilhões. Ainda não há prazo para início dos pagamentos, que dependem do envio da lista de credores pelo liquidante.

O fundo esclareceu que, como o Will Bank faz parte do mesmo conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é cumulativo. Quem já recebeu o teto não terá novos valores a receber.

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso no dia da liquidação em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes bilionárias, mas responde ao processo em liberdade.

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Geral

CONSELHO DE PAZ: 23 países aceitam convite e 6 dizem não a Trump; Brasil evita resposta direta

Foto: REUTERS/Denis Balibouse

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (22) a criação do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa voltada à manutenção da paz e à reconstrução da Faixa de Gaza, com possibilidade de atuação em outros conflitos no futuro.

23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam

Cerca de 60 países foram convidados. Até o momento, 23 aceitaram, seis recusaram e oito ainda analisam o convite. O Canadá foi o único país que teve o convite cancelado por decisão direta de Trump, após troca de críticas com o primeiro-ministro Mark Carney durante o Fórum Econômico Mundial.

Países que aceitaram

  • Armênia

  • Arábia Saudita

  • Argentina

  • Azerbaijão

  • Bahrein

  • Belarus

  • Bulgária

  • Catar

  • Cazaquistão

  • Egito

  • Emirados Árabes Unidos

  • Hungria

  • Indonésia

  • Israel

  • Jordânia

  • Kosovo

  • Marrocos

  • Mongólia

  • Paquistão

  • Paraguai

  • Turquia

  • Uzbequistão

  • Vietnã

Países que recusaram

  • França

  • Noruega

  • Eslovênia

  • Suécia

  • Espanha

  • Alemanha

Países que estão analisando

  • Brasil

  • Reino Unido

  • China

  • Croácia

  • Itália

  • Rússia

  • Singapura

  • Ucrânia

Desde o anúncio, diplomatas alertam que o novo conselho pode enfraquecer a ONU. Segundo o estatuto obtido pela Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do órgão. Países interessados em assento permanente deverão pagar US$ 1 bilhão, valor que será administrado pelo próprio Trump.

Posição do Brasil

Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a iniciativa e afirmou que o mundo vive um momento político “muito crítico”, com a Carta da ONU sendo desrespeitada.

“Em vez de corrigir a ONU, o presidente Trump está propondo criar uma nova ONU, como se fosse dono dela”, afirmou Lula.

O governo brasileiro não pretende responder imediatamente ao convite. A estratégia é solicitar esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o funcionamento do conselho. O tema será usado como argumento para defender uma reforma do Conselho de Segurança da ONU durante a Assembleia Geral, em setembro.

Segundo diplomatas, o Brasil pretende mobilizar outros países para pressionar por mudanças no sistema multilateral e alertar que, sem reforma, o mundo tende a ser governado por modelos unilaterais como o proposto por Trump.

Para integrantes da diplomacia, o plano do presidente americano expõe a fragilidade do atual sistema internacional, sobretudo diante da incapacidade do Conselho de Segurança de lidar com crises como a de Gaza.

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Geral

Crise, encontros políticos e falta de dinheiro: o que Vorcaro contou à PF sobre a queda do Banco Master

Foto: Banco Master

Em depoimento à Polícia Federal no fim de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro atribuiu a liquidação do Banco Master à falta de liquidez e a mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de confirmar encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), durante o período em que tentava vender a instituição ao Banco de Brasília (BRB). O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro, apontando justamente a incapacidade de honrar compromissos financeiros e indícios de fraude em operações que somam R$ 12,2 bilhões. As informações são da colunista Andréia Sadi, do g1, que teve acesso à transcrição do depoimento.

Segundo Vorcaro, o modelo de negócios do Master era “100% baseado” no FGC, mecanismo criado para proteger correntistas em casos de quebra bancária. O banqueiro afirmou que a instituição atravessava uma crise de liquidez, mas que teria cumprido todos os compromissos até 17 de novembro, um dia antes da intervenção. O BC, no entanto, destacou graves violações às normas do sistema financeiro, e o pagamento aos investidores do Master — estimado em R$ 41 bilhões — deve ser o maior da história do FGC.

No depoimento, Vorcaro confirmou encontros com Ibaneis entre 2024 e 2025, tanto em sua residência quanto na casa do governador, e afirmou que conversou sobre a venda do banco ao BRB, controlado pelo governo do DF. Ibaneis negou a versão e disse que “entrou mudo e saiu calado” nas reuniões. O negócio acabou barrado pelo Banco Central, apesar de o BRB ter injetado R$ 16,7 bilhões no Master, operação que hoje é investigada pelo Ministério Público por suspeita de gestão fraudulenta.

O banqueiro também falou sobre a prisão no Aeroporto de Guarulhos, em 17 de novembro, dizendo ter sido pego de surpresa e negando tentativa de fuga. Atualmente em prisão domiciliar, Vorcaro alegou não ter influência política e afirmou que, se tivesse o poder que lhe atribuem, não estaria usando tornozeleira eletrônica. Em acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra, admitiu que não houve desembolso real em uma operação de R$ 6 bilhões envolvendo carteiras de crédito, reforçando os indícios de que os recursos simplesmente “não existiam” no caixa do banco.

Com informações do G1

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Política

Com eleição no radar, Lula injeta R$ 178 bilhões no Minha Casa Minha Vida em 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

De olho na reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu turbinar os recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2026, ano de eleição presidencial. A previsão é de investimentos da ordem de R$ 178 bilhões, consolidando o programa como principal vitrine social da gestão. Do total, R$ 8,56 bilhões virão do Orçamento Geral da União, R$ 24,76 bilhões do Fundo Social e R$ 144,5 bilhões do FGTS.

Desde que foi retomado em 2023, o Minha Casa Minha Vida passou a receber aportes crescentes. No primeiro ano do atual mandato, o volume chegou a R$ 111,1 bilhões; em 2024, subiu para R$ 145,6 bilhões; e, em 2025, ultrapassou a marca de R$ 180 bilhões. A escalada de recursos reforça o papel estratégico do programa para o governo, tanto no enfrentamento do déficit habitacional quanto na movimentação da construção civil e geração de empregos.

Nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL), quando o MCMV foi substituído pelo Casa Verde e Amarela, os investimentos somaram cerca de R$ 186 bilhões — praticamente o mesmo volume que o governo Lula projeta aplicar em apenas um ano. Na prática, o programa enfrentou restrições orçamentárias severas e chegou a sofrer cortes de até 95% no fim do mandato anterior, reduzindo drasticamente novas contratações.

Além do reforço no MCMV, o governo lançou o programa Reforma Casa Brasil, com R$ 30 bilhões do Fundo Social para financiar melhorias em imóveis já existentes, e criou uma nova faixa voltada à classe média, com financiamento de até R$ 2,25 milhões e juros abaixo da Selic. O pacote amplia o alcance social e eleitoral da política habitacional, recolocando o Minha Casa Minha Vida como um dos principais trunfos de Lula na disputa de 2026.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Esse compra o povo bem façinho. Vai tirar tudo imposto de renda bem ligeirinho, agora quem recebe acima de R$ 5.000 em conta já tá ferrado

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