Política

Após decisão do STF, entenda os caminhos para que Eduardo Cunha deixe de ser inelegível e se candidate à Câmara

Foto: FABIANO ROCHA / Agência O Globo

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de mandar para a Justiça Eleitoral a acusação da Operação Lava-Jato contra o ex-deputado federal Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara teve sua condenação em segunda instância anulada. O veredito da Corte abriu caminho para que o ex-parlamentar se aproxime de seu objetivo de se candidatar à Casa nas eleições do ano que vem. Com a anulação, Cunha agora tem duas condenações em primeira instância; isto é, ele não está mais enquadrado na Lei da Ficha Limpa. No entanto, continua inelegível por ter perdido seus direitos políticos ao ter seu mandado cassado em 2016.

Nos últimos meses, desde que teve sua prisão domiciliar revogada, o ex-deputado tem trabalhado para conseguir voltar à cena política. Os esforços incluem encontros frequentes com advogados afim de recuperar seus direitos políticos e poder se candidatar a uma vaga na Câmara por São Paulo. A decisão do Supremo na terça-feira é um resultado positivo desses esforços.

O julgamento do STF de ontem era referente à condenação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que penalizou Cunha a 14 anos e 6 meses de prisão. Ao ordenar que o caso vá para Justiça Eleitoral, a Corte acolheu a tese da defesa de que o ex-juiz Sergio Moro não tinha competência para julgar o ex-deputado. Isso porque entre as denúncias de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, havia também a acusação de crime eleitoral — o que obrigava o caso a ser transferido para a justiça especial.

Na época, Moro alegou que o crime de falsidade ideológica eleitoral era absorvido dentro da denúncia de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que manteve o processo com ele. Agora, com a decisão do STF, o caso vai para a primeira instância da Justiça Eleitoral do Rio, que vai avaliar se mantém os atos praticados pelo ex-juiz.

A estratégia da defesa do ex-presidente da Câmara é alegar que Moro foi suspeito ao julgar Cunha e manipulou o processo. A tática se assemelha a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recuperou seus direitos políticos este ano após o STF anular suas condenações e, depois, julgar a suspeição do ex-juiz nos casos envolvendo o petista.

Porém, há uma grande diferença entre o caso do ex-mandatário e do presidente da Câmara que deu seguimento ao impeachment de Dilma Roussef: Lula era inelegível apenas por ter condenação em segunda instância, enquanto Cunha também perdeu seus direitos políticos ao ser cassado.

A cassação do ex-deputado ocorreu em setembro de 2016, pouco depois da ex-presidente petista ter sido retirada do cargo. A anulação do mandato de Cunha se deu por quebra de decoro parlamentar, após a Câmara julgar que ele mentiu à CPI da Petrobras ao negar em depoimento que era titular de contas no exterior. Com isso, perdeu seus direitos políticos por oito anos contados a partir do fim daquela legislatura (até 2026).

Para reverter o cenário a seu favor, Cunha se baseia nos casos dos ex-senadores Demóstenes Torres e Delcídio do Amaral, que também foram cassados, mas conseguiram anular suas condenações na Justiça.

— Estamos questionando em várias ações ainda sem decisão. Mas existem precedentes como a situação de Demóstenes e Delcidio. Haverá tempo ainda para decidir isso. As teses estão sendo colocadas em ações próprias e não tenho mais detalhes no momento para passar — disse Cunha ao GLOBO.

No caso de Demóstenes, ele conseguiu recuperar seus direitos políticos após ter sido cassado em 2012 ao ser acusado de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Em 2018, no entanto, o STF permitiu que ele disputasse a eleição ao considerar que as provas que embasavam sua cassação foram anuladas na Justiça. O ex-senador, no entanto, não conseguiu se eleger deputado federal naquele ano e acabou se aposentando da vida política.

Delcídio também conseguiu autorização para se candidatar em 2018. No entanto, não conseguiu se eleger ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Outro empecilho para a candidatura de Cunha em 2022 é condenações que tem primeira instância e as dezenas de processos no qual ele é investigado. Até a decisão do STF de ontem, o ex-deputada acumulava uma pena de 55 anos e três meses de prisão. Ele foi condenado, em 2018, pela 10ª Vara Federal de Brasília a 24 anos e dez meses pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional no processo que apurou desvios de dinheiro do Fundo de Investimento (FI) do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

No ano passado, Cunha teve sua segunda condenação no âmbito da operação Lava-Jato, pela 13ª Vara Federal do Paraná. Ele foi condenado a 15 a 11 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ambos os casos aguardam recursos e serão julgados em segunda instância.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Será que o STF vai soltar e inocentar todos os bandidos que foram condenados e segunda instância, isso é uma tapa na cara do cidadão de bem que cumpre todos os seus deveres perante a lei.

  2. O senhor Eduardo Cunha foi um dos maiores galados dentre os maiores galados da política contemporânea brasileira.

  3. Nesse Brasil enorme, lindo, cheio de riquezas, temos que conviver com essas coisas, meu pai dizia “Porteira que passa um boi, passa uma boiada”, interessante é a celeridade com que essas coisas ocorrem, sabemos que nos CDPs da vida, onde um ministro jamais irá, existem pessoas que estão presas por embriaguez, outros nem sabe a razão, outros por desespero, erros banais, para esses desafortunados, a justiça não chega nunca. Senhor Téo, vc está com mais completa razão, triste verificar que cadeia só serve para pobre.

  4. Justiça Eleitoral tem que acabar. Esta jabuticaba só existe no Brasil. Muito dinheiro jogado fora para inocentar corruptos.

    1. 4 bi por ano.
      Que tenha eleições ou não.
      Esse é o tamanho da farra as nossas custas.
      Vergonha.

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Política

Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz da América do Sul, diz embaixador

Foto: Reprodução

O embaixador brasileiro na ONU, Sérgio França Danese, declarou nesta segunda-feira (5) que a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos coloca em risco a paz na América do Sul. Segundo ele, intervenções armadas anteriores no continente já resultaram em mortes, prisões políticas e regimes autoritários.

Danese reforçou que o futuro da Venezuela deve ser decidido apenas pelo povo venezuelano, sem interferência externa, e que a operação norte-americana viola normas do direito internacional. “O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás”, disse o diplomata.

Outros países sul-americanos reagiram: Colômbia e Cuba repudiaram a ação, apontando ameaça à soberania venezuelana e impactos humanitários. A Argentina, em contrapartida, apoiou a operação, chamando o sequestro de Maduro de “passo decisivo contra o narcoterrorismo”.

O alerta brasileiro deixa claro que a região está dividida, com tensões geopolíticas em alta, e evidencia que ações militares externas podem desestabilizar toda a América do Sul.

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Mundo

Coreia do Norte dispara mísseis hipersônicos e treina para “guerra real”

Foto: KCNA via KNS/AFP

A Coreia do Norte realizou seu primeiro lançamento de mísseis balísticos de 2026, incluindo hipersônicos, capazes de manobrar em voo e viajar cinco vezes a velocidade do som. O líder Kim Jong-un afirmou que os testes preparam suas forças nucleares para “uma guerra real” e reforçam a dissuasão do país.

Segundo a agência oficial KCNA, os mísseis atingiram alvos a 1.000 quilômetros no mar do Japão. Pyongyang diz que a operação é resposta à “crise geopolítica e eventos internacionais complexos”, citando indiretamente a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano classificou a ação dos EUA na Venezuela como “criminoso” e “brutal” e reafirmou que seus programas nucleares são necessários para proteger a soberania. Analistas afirmam que os lançamentos enviam uma mensagem clara: Pyongyang possui poder nuclear real — diferente da Venezuela.

Nos últimos anos, a Coreia do Norte intensificou seus testes militares, apesar de tentativas de aproximação com a Coreia do Sul. Kim também estreitou laços com a Rússia, chegando a apoiar Moscou na guerra contra a Ucrânia. Enquanto isso, a tensão internacional aumenta e os mísseis norte-coreanos reforçam o alerta sobre a instabilidade global.

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Política

Vice de Tarcísio dispara: PT é “partido narcoafetivo”

Foto: Divulgação/Governo de SP

O governador em exercício de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), não economizou nas críticas ao PT nesta segunda-feira (5). Durante agenda em Santo Amaro, ele classificou o partido como um “partido narcoafetivo”, ao comentar a situação na Venezuela e o possível fluxo migratório para o Brasil.

Ramuth afirmou que o êxodo de venezuelanos tende a se reverter e que, ao retornar ao país vizinho, as pessoas poderiam finalmente viver em liberdade, diferente do que acontece no Brasil sob um Estado controlado pelo PT. “Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido ‘narcoafetivo’”, disse.

A declaração vem logo após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, no último sábado (3), e o comunicado do PT condenando a ação americana, classificando-a como “sequestro” e alertando para supostos riscos à segurança do Brasil por causa da fronteira com a Venezuela.

Enquanto isso, fontes internacionais detalham que a operação dos EUA, chamada Operação Resolução Absoluta, contou com meses de planejamento, réplica do esconderijo de Maduro, atuação da Força Delta e monitoramento da CIA, que garantiu a captura do ditador de forma precisa e rápida. Trump acompanhou tudo ao vivo e chamou a missão de histórica.

 

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Política

VÍDEO: Líder do PT na Câmara ameaça Bolsonaros e aliados: “Têm que ser presos por traição”

Imagens: Reprodução/X

O líder do PT na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias, fez duras acusações contra políticos bolsonaristas nesta segunda-feira (5). Em publicação no X, ele afirmou que Nikolas Ferreira (PL), Flávio Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (ex-deputado) “têm que ser presos por traição e atentado contra a soberania nacional”.

Segundo Lindbergh, ele vai protocolar na Polícia Federal uma representação pedindo a abertura de inquérito contra os três. Para ele, as falas e ações dos bolsonaristas configurariam crimes gravíssimos, como atentado à soberania, tentativa de golpe e associação criminosa, além de tentar normalizar uma intervenção militar estrangeira no país.

O deputado reforçou que o Brasil não é colônia e que a democracia não é negociável. “Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito”, escreveu.

Lindbergh concluiu com um recado direto: “Golpismo não passará. Defender a Constituição é dever”. A declaração marca mais um episódio da escalada de tensão política no país entre aliados de Bolsonaro e a oposição petista.

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Política

MST chama Trump de “maior pirata da atualidade” e defende Maduro

Foto: Divulgação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) saiu em defesa de Nicolás Maduro e chamou Donald Trump de “maior pirata da atualidade”. Em comunicado, o movimento classificou a prisão do presidente venezuelano pelos EUA como um “sequestro” e acusou o republicano de só se interessar pelo petróleo venezuelano.

Segundo o MST, o ataque americano é parte de uma ofensiva do imperialismo contra a Revolução Bolivariana, que busca devolver a Venezuela a uma posição de submissão aos interesses estadunidenses. O movimento cita a Doutrina Monroe e acusa Washington de tratar a América Latina como “quintal do imperialismo”.

O MST ainda afirma que suas equipes e militantes na Venezuela estão em segurança, mas reforça a solidariedade histórica ao povo venezuelano e conclama outras organizações populares do Brasil e do mundo a se somarem à defesa do regime chavista.

No documento, o movimento enfatiza: “Enquanto MST, estaremos ao lado daquele povo que ousa desafiar o imperialismo e ser protagonista de seu futuro”.

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Geral

Carlos Bolsonaro critica prisão do pai: “Uma pessoa decente não deseja isso nem aos piores inimigos”

Foto: Reprodução

Carlos Bolsonaro voltou a criticar duramente a situação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mantido em uma carceragem da Polícia Federal. Em publicação no X nesta segunda-feira (5), ele classificou a permanência do ex-presidente nesse tipo de instalação como ilegal e uma violação dos direitos de alguém de 70 anos e com problemas de saúde.

Ele explicou que as superintendências da PF são feitas para presos provisórios ou em trânsito, não para condenados de longo prazo. Segundo ele, a Portaria nº 1.104/2024, usada para justificar a custódia, só regulamenta visitas e procedimentos internos, e não dá aval para manter Bolsonaro preso por tanto tempo.

Carlos ainda criticou a chamada “sala de Estado-Maior”, afirmando que, apesar do nome sugerir tratamento especial, a dignidade mínima não é garantida. Ele ressaltou que a situação reflete um desrespeito às leis e aos direitos humanos, que atinge não só o ex-presidente, mas “milhares de brasileiros”.

Em tom de alerta, o ex-vereador comparou o cenário atual do Brasil à Venezuela e disse que a omissão diante dessas ilegalidades pode levar a algo ainda pior. “Ou escolhemos dias melhores, ou a Venezuela não será apenas um espelho, mas algo muito pior”, escreveu.

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Política

Presidente da Colômbia ameaça pegar em armas e manda soldados atirar no “invasor”

Foto: Reprodução

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, deixou claro nesta segunda-feira (5) que, se for preciso, volta a pegar em armas para defender o país. Ele ordenou à força pública que atire contra qualquer “invasor” e não hesite em defender a soberania nacional.

As declarações foram feitas no X, em resposta às ameaças de Donald Trump, que no domingo disse que poderia lançar uma operação militar contra a Colômbia. Petro, ex-guerrilheiro do M19, afirmou que nunca quis mais empunhar armas desde 1989, mas que fará isso “pela Pátria”, se necessário.

O presidente também deixou um recado direto aos militares: qualquer comandante que escolher a bandeira dos EUA em vez da Colômbia deve sair da instituição imediatamente. Ele reforçou que a ordem é proteger o país e não atirar contra o povo, apenas contra o “invasor”.

Petro ainda se defendeu das acusações de Trump sobre narcotráfico, dizendo que governa democraticamente, não é ambicioso e mantém sua vida financeira transparente. Ele concluiu afirmando confiar no povo colombiano para defender o presidente de qualquer ameaça violenta, em um país que já viu regimes caírem quando aliados externos decidem agir.

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Mundo

Venezuela declara guerra aos “traidores” que ajudaram a prender Maduro

Foto: Reprodução

O governo chavista entrou em modo caça total. Após a captura de Nicolás Maduro e da esposa Cilia Flores pelos Estados Unidos, a Venezuela decretou que todos que tenham dado “apoio ou promoção” ao ataque devem ser presos imediatamente. A ordem vale para policiais e órgãos de segurança de todo o país.

O decreto, publicado nesta segunda-feira (5), manda que a polícia nacional, estadual e municipal encontre e prenda qualquer pessoa envolvida, entregando-a ao sistema judicial venezuelano para julgamento. Em outras palavras: o regime quer limpar o próprio quintal e mostrar que ninguém ajuda os EUA sem pagar o preço.

Maduro, agora detido em Nova York no famoso Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, enfrenta acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Mas enquanto ele aguarda julgamento, dentro da Venezuela cresce o terror: “traidores” estão na mira de um regime desesperado, disposto a tudo para manter controle e evitar novas humilhações.

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Política

Petista explode contra ONU: “Nem ladra nem morde” após EUA prender Maduro

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O senador petista Humberto Costa, que comanda o Parlamento do Mercosul, resolveu dar seu show de indignação nesta segunda-feira (5). Ele criticou a ONU por não reagir aos ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela e publicou um meme mostrando o organismo internacional como um cachorro que “não faz nada”.

“Nem ladra nem morde. Essa complacência com as violações ao direito internacional é inaceitável”, disse o petista, cobrando que a ONU dê uma “resposta à altura” e preserve o tal multilateralismo. Palavras que, na prática, soam como mais um teatrinho do PT.

O ataque americano à Venezuela aconteceu no sábado, e Maduro chegou a ser sequestrado por tropas dos EUA, segundo relatos. Agora, o Conselho de Segurança da ONU vai se reunir para discutir o episódio, a pedido da Colômbia de Gustavo Petro.

O Brasil estará presente, mas sem direito a voto. Quem vai falar é o embaixador Sérgio Danese, representando o país, mesmo sem poder decidir nada. Ou seja: enquanto Humberto Costa grita contra a ONU, na prática, o Brasil só observa.

Opinião dos leitores

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Geral

Filho de Lula deve R$ 370 mil à União e ignora a Justiça

Foto: Reprodução

Uma das empresas de Sandro Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, acumula uma dívida de mais de R$ 370 mil com a União. O valor inclui débitos previdenciários, tributos federais e até IPVA atrasado em São Paulo, segundo informações do Metrópoles.

A empresa em questão, a Gasbom Cursino, revendedora de gás, é alvo de execuções judiciais desde 2022 por não recolher tributos. Segundo a Receita Federal, cerca de R$ 80 mil não foram pagos em impostos federais, enquanto o IPVA atrasado soma R$ 17 mil.

A Gasbom foi comprada em 2013 por Sandro e seu sócio, Marcos José de Araújo, de uma família libanesa dona da Consigaz. A empresa enfrentou ainda processos judiciais por não emissão de notas fiscais, que chegaram a gerar a penhora de R$ 125 mil em bens, desbloqueados apenas em 2024 após o arquivamento do caso.

Sandro Luís é publicitário e também sócio de uma empresa de tecnologia em São Paulo, ao lado da esposa. Procurado pelo Blog, ele e a Gasbom não responderam até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

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