Justiça Federal no RN revoga prisão de Eduardo Cunha; com mandados pendentes, ex-presidente da Câmara não poderá ser solto – ainda

Foto: Cristiano Mariz/VEJA

Atendendo a decisão da 1ª Turma do Tribunal Federal Regional da 5ª Região que anulou a prisão preventiva do ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ), em novembro, a Justiça Federal do RN expediu soltura do parlamentar, que ainda permanecerá preso, pois responde ainda a processos em Brasília e Paraná.

O colegiado do TRF acolheu a tese da defesa do ex-presidente da Câmara por dois votos a um, de que os argumentos do pedido não se sustentavam mais e que o prazo da prisão já havia se estendido demais.

A prisão preventiva que foi anulada diz respeito ao caso em que Cunha e o ex-deputado federal Eduardo Alves (MDB-RN) são acusados de receber propinas de empreiteiras envolvidas na construção da Arena das Dunas, em Natal (RN) — uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

Entre os argumentos da defesa de Cunha listados no pedido de Habeas Corpus está o fato de que “todo o grupo político aliado ao paciente, à época, não está mais nos poderes dos executivos federal e estaduais e, por essa razão, o decreto prisional deveria ser revogado”.

Justiça Potiguar

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jose disse:

    Cunha o evangélico que é mártir da direita

  2. Dilma disse:

    Meu bandidos predileto. Esse merece tá solto

  3. Papa Jerry Moon disse:

    Justiça do RN? Que vergonha! Argumento furado: não é porque o resto da quadrilha , incluindo Henriquinho, não está mais no poder, que ele teria direito à liberdade.

  4. Manoel disse:

    Cunha livre! Mais uma alma honesta que foi injustamente condenada pela lava jato… kkk. Só rindo de ter que lidar com tanto corrupto solto por aí…

Fachin abre inquérito com nome de Henrique Alves e mais 17 políticos para apurar se Cunha comprou votos para se eleger presidente da Câmara

Foto: Daniel Castelo Branco/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, determinou a abertura de inquérito para apurar se o ex-deputado federal Eduardo Cunha comprou votos de outros deputados para se eleger presidente da Câmara dos Deputados.

As informações sobre possíveis irregularidades na eleição foram reveladas na delação premiada do ex-executivo da J&F Ricardo Saud.

A decisão de Fachin foi assinada na semana passada. Nesta segunda-feira (18) o caso deve ser encaminhado para a Presidência do STF decidir sobre se deve ir para um novo relator.

Inquérito envolve 18 políticos:

o próprio Eduardo Cunha;

três atuais deputados federais – Carlos Bezerra (MDB-MT), Mauro Lopes (MDB-MG) e José Priante (MDB-PA);

14 políticos que não tinham foro no cometimento dos supostos crimes ou que tinham cargos diferentes do que exercem agora –Newton Cardoso Júnior, Soraya Santos, Vital do Rêgo, Fernando Jordão, Geraldo Pereira, Manoel Júnior, Marçal Filho, Henrique Alves, Leonardo Quintão, Saraiva Felipe, João Magalhães, Toninho Andrade, Alexandre Santos e Sandro Mabel.

A reportagem tenta contato com os envolvidos no inquérito instaurado por Fachin.

O ministro levou em consideração a decisão do Supremo que restringiu o foro privilegiado a atos ocorridos no cargo e que tenham relação com a função – suspeitas durante a eleição, por exemplo, são consideradas fora do mandato.

De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), o grupo recebeu R$ 30 milhões no ano de 2014 para que Eduardo Cunha fosse eleito “para fazer contraponto à então presidente Dilma Rousseff”.

Conforme a delação, o dinheiro teria sido repassado por doações oficiais, entregas em dinheiro vivo, e emissão de notas fiscais frias, sem a prestação do serviço.

Eduardo Cunha está preso no Rio de Janeiro, no presídio de Bangu. Ele foi preso em outubro de 2016 por ordem do então juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, e ficou mais de dois anos no Paraná.

Uma apuração sobre tema parecido está em andamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, conforme a PGR, e por isso os políticos sem foro devem responder naquele tribunal. Para a PGR, apenas os três parlamentares devem responder no Supremo.

O ministro Fachin, no entanto, mandou abrir inquérito contra os 18 pelas suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Nessa medida, encontrando-se a pretensão calcada ao menos em indícios – colaboração e documentos que a corroboram, o contexto há de ser posto à prova ‘opportuno tempore’, à luz das garantias processuais constitucionais. Impende, portanto, acolher o intento ministerial de investigar, isto é, perquirir, colher elementos, inquirir, enfim reunir dados que ensejem a formação da ‘opinio delicti”, decidiu Fachin.

O ministro lembrou que o inquérito para apuração de fatos “não implica, por evidente, qualquer responsabilização do investigado”.

Fachin pediu que o presidente da Corte, Dias Toffoli, mande o caso para ser sorteado para um novo relator por não ter relação com fraudes na Petrobras. Caberá ao novo relator decidir sobre o chamado desmembramento, ou seja, o envio da parte dos políticos sem foro para o TRF-1.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fernando Antonio disse:

    Respeitem Henrique Eduardo Alves, ele é um homem honesto e do bem. 10 mandatos de Deputado Federal, ex Presidente da Câmara e filho do Dr. Aluízio Alves, maior governador do Rio Grande do Norte e Ministro de Estado por duas vezes.

  2. Bestinha disse:

    Hemriquinho não escapa uma kkkk ai gosta de dinheiro, todo tipo de fraude, roubo o homem é citado, pqp.

  3. Silva disse:

    Tem que fechar mesmo esse stf, até o mais idiota do mundo tem certeza que cunha deu propina ao congresso inteiro, poucos não receberam.

  4. JBBatista. disse:

    Fachim deixe dessa perseguição pois Henrique Alves é um homem inocente.

    • Manoel disse:

      Se Lula, o chefe do maior esquema de corrupção da humanidade foi solto, pq não soltar todos os outros né?!

LIVRO DE MEMÓRIAS: Janot afirma que Temer e Henrique Alves pediram que ele não investigasse Cunha

Foto: Jorge William/Agência O Globo/14-09-2017

A cena de abertura do livro de memórias de Rodrigo Janot, que será lançado em duas semanas, mostra o então vice-presidente Michel Temer pedindo a Janot, em março de 2015, que ele não investigasse Eduardo Cunha, recém-eleito na época para a Presidência da Câmara.

Em Nada menos do que tudo , escrito pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelyn, Janot conta que estava almoçando em sua churrascaria favorita em Brasília quando recebeu um telefonema. Era a secretária da Vice-Presidência. Temer queria vê-lo no Palácio do Jaburu.

Ao chegar ao Jaburu, Janot conta ter sido recebido por Temer e por Henrique Eduardo Alves e levado para uma varanda coberta do palácio.

“Eu chamei o senhor aqui porque quero conversar não com o procurador-geral da República, mas com um brasileiro preocupado com o Brasil, com um patriota”, teria dito Temer.

Em seguida, sem meias palavras, Henrique Alves disse a Janot que ele não poderia investigar Cunha:

“Cunha é um louco, pode reagir de forma imprevisível e colocar o Brasil em risco. Confiamos no senhor como brasileiro e como patriota para manter a estabilidade do país”, disse Alves, na versão de Janot.

Janot afirma ter se virado para Michel Temer e o questionado:

“O senhor é do Direito, a minha área, ele (Henrique Alves) não é. O senhor está entendendo a gravidade do que ele está propondo ao procurador-geral da República?”, perguntou Janot.

“Ele está propondo ao patriota Rodrigo Janot. Esse homem é muito perigoso, e a gente não sabe quais as consequências que poderão vir dele. Então apelamos para que o senhor não leve a cabo essa investigação, que a arquive”, teria pedido Temer.

Com palavrões, Janot conta no livro ter sido duro com a dupla:

“Olha, vice-presidente, eu acho isso muito complicado. Na verdade, não consigo separar a figura do patriota da figura do procurador-geral. O que os senhores estão me propondo aqui é que eu cometa um crime de prevaricação. Isso eu não farei jamais. E muito me estranha que o vice-presidente da República e o ex-presidente da Câmara dos Deputados venham fazer uma proposta indecorosa dessas ao procurador-geral da República. Estou chocado com a ousadia de vocês. Os senhores são responsáveis por esse homem estar assumindo a Câmara. Os irresponsáveis são vocês. Vocês é que são os não patriotas. Como é que vocês fizeram uma merda dessas?”.

Guilherme Amado – Época

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Cunha foi condenado sem provas por um Juiz parcial, só pegou PMDBistas!!! E os outros bandidos??? #cunhalivre!!! Eleições sem Cunha é gópi!!!! Moro facista…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. nasto disse:

    OS TRÊS são iguais. Cunha, Alves e Temer. Cadeia para todos é pouco.

Lava-Jato reúne Cabral, Cunha, Dario Messer e Eike Batista em celas de Bangu 8

Foto: Pablo Jacob / O Globo

Personagens outrora importantes da política e do mercado financeiro trocaram nos últimos três anos o conforto de seus gabinetes, salas e casas de luxo pelas celas da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, mais conhecida como Bangu 8 . Além desta coincidência, eles têm em comum o fato de hoje serem acusados de corrupção nas investigações da Lava-Jato .

O mais longevo “hóspede” desta unidade do Complexo de Gericinó é o ex-governador Sérgio Cabral ( preso desde novembro de 2016 na Operação Calicute ), condenado a 215 anos e 11 meses pelos mais variados crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e pertencimento à organização criminosa. Pesam contra ele ainda denúncias sobre fraude em licitação e formação de cartel. No total, ele responde por ao menos 28 processos, tendo sido condenado em 10 deles.

Entre os mais antigos estão também os ex-deputados estaduais do MDB Paulo Melo (corrupção passiva e organização criminosa) e Edson Albertassi (corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa), condenados a 12 anos e 10 meses e 13 anos e 4 meses, respectivamente, na Operação Cadeia Velha .

Recém-chegado a Bangu 8 transferido de Curitiba, onde permaneceu por dois anos e meio , o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha é outro político influente a cumprir o resto de sua pena de 14 anos e seis meses no presídio carioca. Cunha foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Cunha e Cabral têm planos em comum: prometem contar em livro os bastidores do que viveram na política .
Outros dois “novatos’ que completam a lista não são ligados diretamente à politica, mas aparecem em investigações contra o ex-governador Cabral.

São eles: Dario Messer, preso em São Paulo e depois transferido após ficar mais de um ano foragido , e Eike Batista, de volta a Bangu 8 depois de dez meses livre após habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Messer foi alvo da operação Câmbio, Desligo deflagrada em maio do ano passado e considerada a maior ação da Lava-Jato , com 53 mandados de prisões contra doleiros e operadores envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro que atinge a astronômica cifra de US$ 1,652 bilhão.

Condenado a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro na Operação Eficiência, Eike cumpria prisão domiciliar em sua mansão no Jardim Botânico, zona sul do Rio, e foi preso temporariamente na ação denominada Segredo de Midas , que investiga a atuação do empresário no movimento de R$ 800 milhões em operações financeiras com indícios de manipulação do mercado.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Olimpio disse:

    Enquanto isso Luladrao continua numa sala especial da PF dando ordens à petralhada.
    Isso pode.

  2. Manoel disse:

    Tá faltando Lula lá kkkk

Dono da Gol assina delação premiada e acusa Temer, Cunha e Geddel

Foto: Evaristo Sá / AFP

Um dos donos da companhia aérea Gol , o empresário Henrique Constantino assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e pela primeira vez admitiu pagamentos de propina em troca da liberação de financiamentos da Caixa Econômica Federal para suas empresas. A delação foi homologada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF, e traz acusações contra políticos do MDB, como o ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

O empresário relatou relacionamento com esses políticos do MDB e contou ter participado de uma reunião com o então vice-presidente da República Michel Temer, em 2012, na qual houve a solicitação de R$ 10 milhões em troca da atuação dos emedebistas em favor dos financiamentos pleiteados pelo seu grupo empresarial na Caixa.

Pelos crimes cometidos contra o banco, Henrique Constatino se comprometeu a pagar R$ 70,7 milhões aos cofres da Caixa. O valor corresponde a dez vezes a propina paga por ele ao operador Lúcio Funaro, de R$ 7,7 milhões, que seria distribuída aos políticos do MDB. Do total acordado, R$ 63,3 milhões serão pagos por meio de seis depósitos semestrais, cuja primeira parcela tem que ser efetivada no próximo dia 30 de maio, e a última em 30 de novembro de 2021. Outros R$ 7 milhões serão pagos em até 60 dias e vão ser usados na execução de projetos sociais ainda a serem definidos.

Os crimes na Caixa Econômica Federal são apresentados de forma detalhada, com provas documentais como e-mails e trocas de mensagens. Constantino conta que os pagamentos de propina eram feitos por suas empresas, após contratos fictícios de prestação de serviços, a empresas do operador Lúcio Funaro. Em troca, houve financiamento de R$ 300 milhões do fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS) para a empresa Via Rondon e ainda uma cédula de crédito bancário de R$ 50 milhões para a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários. Ambas as empresas pertencem à família Constantino.

Henrique Constantino conta que iniciou o relacionamento com Funaro no fim de 2011, ao ser avisado por um outro empresário que o operador financeiro poderia ajudar a destravar o financiamento de R$ 300 milhões que estava na Caixa. Funaro o levou a reuniões no banco com integrantes da cúpula, como o então vice-presidente Fábio Cleto, ligado a Eduardo Cunha.

Após o início desse relacionamento, em junho de 2012 Constantino participou de uma reunião com Temer, o então deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e o então deputado Henrique Eduardo Alves (MDB-RN). Todos os três foram presos por conta das investigações da Lava-Jato, mas Henrique Alves acabou solto posteriormente.

“Sobre a reunião em junho de 2012 em Brasília com Eduardo Cunha e Henrique Alves, informou ainda que se reuniu com eles e o então vice-presidente Michel Temer; que foi solicitado pelo grupo o valor de global de R$ 10 milhões em troca de atuação ilícita de membros do grupo em diversos negócios, como foi o caso da operação da Via Rondon com o FI-FGTS”, disse em seu depoimento.

Segundo Constantino, essa propina foi paga por meio de repasses via caixa dois à campanha de Gabriel Chalita (à época no PMDB, hoje no PDT) à Prefeitura de São Paulo em 2012 e por meio de repasses a empresas de Funaro. “Efetuou pagamentos para a campanha de Gabriel Chalita em 2012 (pagamentos de despesas), conforme combinado com o grupo, além de efetuar pagamentos para empresas indicadas por Funaro, como Viscaya e Dallas”, relatou. “Ficou claro para o depoente, nessa reunião, que a contribuição dos 10 milhões de reais era em troca de auxílio aos pleitos do depoente por esses membros do então partido PMDB”, disse em seu depoimento.

Em outra referência a Temer, Constantino afirma que o ex-presidente foi citado por Funaro como integrante do grupo de influência que poderia atuar em favor do empresário, em troca de propina. “Funaro expôs o poder de influência que tinha junto com seu grupo no âmbito do governo federal e instituições diversas, como o Postalis”, afirmou. O operador financeiro, então, “mencionou o então deputado federal Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, líderes que, segundo Funaro, poderiam auxiliar o depoente em outros negócios de seu interesse, em troca de vantagens indevidas; que, da mesma forma mencionou Michel Temer como membro desse grupo”, disse no depoimento.

Sobre Geddel, o empresário afirmou que o emedebista, então vice-presidente do banco, atuou na liberação de crédito de R$ 50 milhões para uma de suas empresas em troca de propina. “Após a aprovação da operação, Funaro informou que seriam destinados 250 mil reais a Geddel em razão de sua atuação”, afirmou.

Constantino já é réu em uma ação penal da Operação Cui Bono, na qual é acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro pela propina na Caixa. As contribuições de sua delação serão usadas para complementar as investigações e também para abrir outras linhas de apuração.

Procurada, a defesa de Temer afirmou que não poderia comentar, porque desconhece e não teve acesso ao teor da delação. A defesa de Eduardo Cunha afirmou que ele nega as acusações e está se defendendo perante a Justiça. As defesas de Henrique Alves e de Geddel Vieira Lima ainda não responderam até a publicação desta matéria.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jonas Pedrosa Filho Guhter disse:

    meu Deus Henrique tá em todas… bateu recorde. Pelo andar das coisas pode ser preso novamente

Tribunal recua e decide manter processos de Henrique, Cunha e Lula com juízes originais

por Dinarte Assunção

O conselho de administração do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) decidiu acolher pedido da Procuradoria da República e determinou que processos de Henrique Alves, Eduardo Cunha e do ex-presidente Lula sejam mantidos na 10ª Vara Federal de Brasília.

No início da semana, foi anunciada a criação de vara específica para crimes do colarinho branco – os relacionados à corrupção. Os casos dos políticos citados passariam para a nova vara, mas a procuradoria protestou, alegando que alguns dos processos já estavam com instrução avançada e que a mudança iria retardar seu andamento.

O TRF-1 acolheu o argumento em parte. Os processos que já tenham audiências e interrogatórios realizados voltam para a vara original. Os demais seguem para a recém criada 12ª Vara.

A relação completa dos processos que ficam na vara de origem, comandada pelos juízes Vallisney de Souza Oliveira e Ricardo Augusto Soares Leite, ainda será elaborada.

Filha de Cunha faz post que contraria delação premiada: ‘Fale menos do que sabe’

Quem acompanha Bárbara da Cruz Cunha, a Babu, filha do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) e da jornalista Claudia Cruz, nas redes sociais percebe que a moça não é lá de filosofar. O negócio de Babu é postar fotos de comida. Mas uma foto publicada na noite da última segunda-feira, 21, chamou a atenção justamente por conter uma frase enigmática.

Em inglês, Babu escreveu “Tenha mais do que você mostra e fale menos do que sabe”. Para alguns seguidores da estudante de 20 anos a frase soa como um deboche, pela situação que vive seu pai. Cunha estaria disposto a fazer delação premiada, mas a Procuradoria Geral da República resiste a aceitar justamente porque desconfia que o deputado ainda estaria escondendo fatos e dinheiro no exterior.Babu ainda completou: “Mostra-se é a ideia de glória do tolo”, escreveu ela, que apagou o post nesta terça.

Bárbara Cruz da Cunha segue normalmente sua vida de luxo apesar da prisão do pai e do envolvimento da mãe na Lava Jato (ela foi absolvida apenas num dos processos). Em seu perfil no Instagram, a estudante de Publicidade e Propaganda compartilha fotos de looks e viagens, além de visitas a restaurantes sofisticados do Rio.

EXTRA

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. cara de otário disse:

    Luxando com o dinheiro público, surrupiado pelo pai BANDIDO!

Cunha: “Joesley fala que só encontrou Lula duas vezes. Mentira!”

Preso, Eduardo Cunha escreveu mais uma carta. Dessa vez para comentar a entrevista de Joesley Batista à Época.

A Folha publicou alguns trechos:

“Ele (Joesley) fala que só encontrou o ex-presidente Lula por duas vezes, em 2006 e 2013. Mentira! Ele apenas se esqueceu que promoveu um encontro que durou horas, no dia 26 de março de 2016, Sábado de Aleluia, na sua residência (…) entre eu, ele e Lula, a pedido de Lula, a fim de discutir o processo de impeachment (….) onde pude constatar a relação entre eles e os constantes encontros que eles mantinham.”

“Lamento ter exposto a minha família à convivência com esse perigoso marginal, na minha casa e na dele.”

“É estranho que, mesmo atacando o governo, ele ainda seja o maior beneficiário de medidas (…) tais como a MP 783 do Refis.”

“Ele também é o grande beneficiário da MP 784, da leniência com o Banco Central e com a CVM, onde as suas falcatruas no mercado de capitais, as atuais e as passadas, poderão obter o perdão e ficarem impunes.”

“A pergunta que não quer calar é de onde vem o poder dele, que mente, ataca o governo e ainda se beneficia dos atos do governo que o deixam mais rico e impune?”

“(Joesley) mente para obter benefícios para os seus crimes, ficando livre da cadeia, obtendo uma leniência fiada, mas desfrutando dos seus bilionários bens a vista, tais como jatos, iate, cobertura em NY, mansão em St. Barts, além de bilhões de dólares no exterior, dentre outros.”

“Espero que o STF reveja esse absurdo e bilionário acordo desse delinquente.”

O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos Maia disse:

    A credibilidade de dar prosseguimento no impeachment de Dilma ! Cunha é o meu malvado favorito !

  2. Impertinente disse:

    Cunha está na cadeia, mas parece que continua defendendo Temer e atacando Dilma e Lula, que ajudou a tirar do poder.
    Estranho essa lógica, não?
    E a imprensa que nem mais ouvia o que Cunha tinha a dizer, condenando-o ao silêncio, agora abre os microfones para ele?
    É no mínimo esquisito essa nova movimentação. Parece confirmar que o Cunha realmente recebe um "Mensalinho CALA A BOCA" para fazer o papel de silencioso menestrel enquanto Moro e Gilmar mantém a Mulher e filha dele longe da prisão, e ninguém toca no dinheiro dele nas contas da Suíça.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Luiz disse:

    Joesley fala de Temer apresentando gravações comprovadas pela perícia: – É mentira!
    Joesley fala de Aécio com comprovantes e filmagens: – É um mentiroso!
    Joesley fala de Lula sem qualquer prova concreta: – É verdade!
    Joesley fala de Dilma sem qualquer documento que o fundamente: – É verdade!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Como dizia um antigo Ditado popular: "Amigo meu não tem defeito, inimigo, se não tiver eu boto".
    Acordem inocentes!
    A casa está caindo e o "feitiço está virando contra os feiticeiros".

  4. Blue disse:

    Que credibilidade tem cunha meu Deus?

  5. Antonio Silva disse:

    No governo Lula todo mundo cresceu e melhorou de vida, não foi só a JBS. #VoltaLula

    • Ceará-Mundão disse:

      Claro que você luta pela volta das suas "boquinhas". E o Brasil e seu povo que se f… Né?

    • Mortadela disse:

      Kkk…sério, sem brincadeira…acho bonito a alienação desse povo.

  6. Val Lima disse:

    Rsrsrs,esse foi apenas um pequeno aceno do q o Cunha tem para "negociar"….

  7. Botelho Pinto disse:

    Sem querer defender bandido: quem tem culpa que pague.
    – Mas toda a industria brasileira cresceu absurdamente no governo Lula/Dilma. O PIB triplicou. Isso só foi possível com por causa do aumento da demanda causado por melhor distribuição de renda.
    Essa conversa do PSDB de que foi FHC quem preparou para o crescimento é pura balela para enganar os trouxas. O PIB caiu no governo FHC e a miséria só fez aumentar, e, apesar de vender uma grande parte do patrimônio nacional a preço de banana e sem nenhuma transparência com as privatizações, o país saiu mais endividado ainda.
    Quem defende FHC não entende nada de economia e vira alvo fácil da manipulação da imprensa, inclusive citando vergonhosamente Cuba como exemplo negativo. Não sabe que, apesar do forte embargo econômico, Cuba ainda tem um IDH melhor do que o do Brasil e já erradicou o analfabetismo à décadas.

    • Ceará-Mundão disse:

      Não sei se o "cumpanhero" acredita mesmo no que escreveu ou está apenas tentando defender o "seu lado". Acredito na 2ª. O modelo petista foi baseado no aumento dos gastos públicos e do endividamento do povo, assim como no assistencialismo. Lula recebeu o país "arrumado" e, inclusive, escreveu a célebre Carta aos Brasileiros, em que se comprometia a manter a política econômica do FHC, o que cumpriu no seu primeiro mandato. A par disso, seu governo foi beneficiado com o crescimento da China, que aumentou o valor das "commodities" brasileiras. Quando o cenário mundial mudou e estourou o Mensalão, que obrigou Lula a estreitar as parcerias políticas (principalmente com o PMDB, claro) em busca de sua manutenção no poder, a situação brasileira começou a se deteriorar. Não foi só a Dilma a responsável pela destruição do Brasil. Foi o modelo petista de governar, incluindo a corrupção colossal e generalizada. Após mais de 13 anos de governos petistas, NADA no Brasil funciona a contento.

    • Ceará-Mundão disse:

      A parte referente a Cuba é uma bobagem tão grande que nem adianta comentar. Talvez seja por ser um país tão paradisíaco é que seu povo tem que ser mantido cativo por lá. Se vacilar, só ficam o Raul e seus lacaios burocratas, que vivem nababescamente enquanto o povo passa necessidades. E ainda tem a Venezuela, "cumpanhero", quer falar dela? Francamente!

    • Botelho Pinto disse:

      Eu só falei fatos reais.
      Você só falou o mantra da cartilha do PSDB, mesmo sem nenhum número ou fato concreto que sustente essa tese.

  8. Fernando Antonio Ribeiro Bastos disse:

    È exatamente o que comenta o Ventura, abaixo, bandido conhece bandido, foi no Governo Lula que esse pilantra mais se beneficiou, ressalvando que o Sr, Temer, de santo não tem nada, como bem diz aquele ditado popular: Diz-me com quem tu andas, que eu te direi quem és. (Temer andou com Lula 14 anos, aprendeu e ensinou muito).

  9. ventura disse:

    A JBS cresceu absurdamente durante o governo petista, não acham estranho ele não ter nada mais "picante" para delatar durante esse período? Pra mim ele esta fazendo jogo a mando de Lula, botando lenha na fogueira dos outros e deixando Lula de fora.

  10. Bezerra disse:

    Eita! A merda vai virar boné! Isso precisa ir até o fim!
    O Brasil agradece!

  11. Sandro Alves disse:

    kkkkk. Agora o Joesley é delinquente, e os políticos que o usaram pra se locupletar?

    • Carlos Bezerra disse:

      Essa é a pergunta Sandro Alves!!! A inversão de valores no Brasil está em todos os "seguimentos".
      O povo tem que entender que corrupção em órgão público, o maior culpado é sempre o agente público seja ele concursado, eleito ou comissionado. Ainda mais quando é o agente público que propõem a forma de corrupção.

    • Jalmar disse:

      Tudo igual e merecem o mesmo destino. Não podemos ter bandido de estimação.

Lava-Jato: Fachin nega pedidos de Lula, Aécio, Cunha, Dirceu e Gim a delações

Por interino

O ministro Edison Fachin, durante sessão do Supremo Tribunal Federal – Ailton de Freitas / Agência O Globo/08-02-2017

O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedidos feitos pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva; pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG); pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ); pelo ex-ministro José Dirceu (PT-SP); e pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Dos cinco, três se encontram presos atualmente no Paraná: Cunha, Dirceu e Gim. Lula e Aécio solicitavam acesso a delações premiadas.

Lula queria ter acesso à delação do ex-deputado Pedro Corrêa, firmada com o Ministério Público Federal (MPF), mas ainda não homologada pelo STF. O próprio MPF foi contra o pedido do ex-presidente, uma vez que não houve a homologação até agora. Fachin acrescentou que, mesmo se o acordo já estivesse homologado, o sigilo deveria ser mantido até a instauração de inquéritos baseados na delação, de forma a não comprometer as investigações.

“Assim, enquanto não instaurado formalmente o inquérito, o acordo de colaboração e os correspondentes depoimentos estão sujeitos à tramitação sigilosa. Com a instauração do inquérito, nada obstante o acesso aos autos seja restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações, assegurado também será ao defensor legalmente constituído amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito de defesa”, decidiu Fachin.

Aécio pedia acesso à delação de Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, e Sergio Neves, ex-diretor da Odebrecht em Minas, além de “qualquer outro que tenha mencionado” seu nome. Ele citou matéria do site “BuzzFeed”, publicada em 30 de janeiro, segundo a qual a Procuradoria Geral da República (PGR) pediria investigação para apurar irregularidades nas obras da Cidade Administrativa, a sede do governo de Minas Gerais construída quando ele era governador do estado.

DEFESA DE CUNHA PROTESTA

Diferentemente de Pedro Corrêa, as delações de executivos da Odebrecht já foram homologadas pelo STF. Mas, da mesma forma que fez no pedido de Lula, Fachin destacou que o sigilo deve ser mantido para preservar as investigações. Disse ainda que “eventual menção em termo de colaboração não confere ao peticionário (Aécio), automaticamente, a condição de investigado”.

Cunha pedia que fosse suspensa sua transferência da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para o Complexo Médico Penal em São José dos Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. A medida foi determinada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato na primeira instância. A defesa de Cunha alegou que a transferência tem por objetivo forçá-lo a celebrar um acordo de delação premiada. A Superintendência da PF fica numa região mais central que o Complexo Médico Penal. Além disso, permite um acesso mais fácil aos advogados.

O Globo

Ministro do STF pede informações a Cunha sobre impeachment de Temer

michel-temerO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio pediu hoje (11) que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), apresente manifestação sobre pedido feito por um advogado para estabelecer prazo de 24 horas para que a Casa cumpra a decisão que determinou abertura de processo de impeachment do vice-presidente Michel Temer.

O advogado Mariel Marley Marra pediu que o ministro estabeleça o prazo e que determine aplicação de multa de cerca de R$ 3,3 milhões a Cunha em caso de descumprimento. De acordo com o advogado, o presidente da Câmara tenta atrasar o cumprimento da decisão de Marco Aurélio.

Após receber as informações de Cunha, o ministro vai analisar a ação.

Na semana passada, após pedido apresentado ao STF por Marra, Marco Aurélio determinou que Cunha dê seguimento a um processo de impeachment contra Michel Temer na Câmara e forme uma comissão especial para tratar do caso.

No pedido, protocolado no dia 29 no Supremo, o advogado sustentou que Temer deveria ser incluído no processo de impeachment da presidenta Dilma Roussef, ou que um novo pedido fosse aberto, por entender que há indícios de que o vice-presidente cometeu crimes de responsabilidade.

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JOAO MARIA disse:

    A PTRALHADA TODINHA CORRENDO PARA A SOMBRA DO STF, QUE VERGONHA

Assessor do relator do impeachment já defendeu Cunha

DF - CUNHA/JORNALISTAS - POLÍTICA - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha   (PMDB-RJ), concede entrevista aos   jornalistas setoristas da Câmara fazendo um   balanço do primeiro semestre do ano, em   uma café da manhã oferecido no anexo IV na   Câmara dos Deputados, em Brasília.   16/07/2015 - Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: André Dusek / Estadão Conteúdo

O principal assessor do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) na elaboração do relatório em que opinou pelo acolhimento da denúncia de impeachment da presidente Dilma Rousseff já advogou para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O advogado Renato Oliveira Ramos tem cargo comissionado na função de assistente técnico do Gabinete da Liderança do PTB desde 15 de dezembro de 2015.

Dois dias depois de nomeado para a função, em 17 de dezembro, Ramos foi designado por Eduardo Cunha para representar a Câmara em julgamento no Supremo Tribunal Federal – na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 378, em que o PCdoB questionou o rito do processo de impeachment adotado pelo presidente da Câmara.

Em 2007, o advogado Renato Oliveira Ramos já tinha defendido Eduardo Cunha na Justiça do Rio de Janeiro numa queixa-crime por calúnia.

A assessoria de Renato Ramos na elaboração do relatório de Jovair Arantes reforça os laços de proximidade entre o relator da comissão de impeachment e o presidente da Câmara.

Na escolha de Jovair para a função de relator, pesou a sua lealdade a Cunha.

Fonte: G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. luiz fernando antonio disse:

    Isto é uma vergonha!!!!!!!!!!!!!!

  2. João disse:

    Alguém sabe responder por que Cunha ainda não foi afastado?

    • Nosdliw disse:

      ôxi, e o Tóffoli não advogou para o PT e, mesmo assim, votou no mensalão!

Eleição da comissão do impeachment será na quinta-feira

EduardoCunha-Foto-SergioLima-15out2014.-1024x682O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na tarde desta segunda (14) que qualquer que seja a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento dos embargos de declaração do rito do impeachment, no dia seguinte, quinta-feira (17) haverá eleição para comissão processante na Casa.

— Vamos tocar com celeridade porque temos a obrigação de fazê-lo, até para que não se diga que está obstruindo um processo desse. Esse processo tem que andar, tem que encerrar — defendeu.

Assim que for concluído o julgamento no STF, a intenção de Cunha é dar um prazo de 24 horas para que os partidos indiquem os nomes que comporão o grupo.

Se a Corte alterar o rito e permitir a chapa avulsa, por exemplo, será necessário apenas receber os nomes governistas que complementarão a parte da comissão eleita em dezembro. Caso a eleição da comissão seja na sexta-feira, 18, é possível que ela seja instalada no mesmo dia, quando haverá a escolha do presidente e do relator. “E pode ter disputa”, ressaltou.

Contando o prazo de 10 sessões para a apresentação da defesa do governo e cinco sessões para o andamento dos trabalhos da comissão, o peemedebista voltou a dizer que é plausível o prazo de 45 dias para o trâmite do processo de impeachment. “Da minha parte, a disposição é de tocar com a celeridade que tem que ser tocada depois que o Supremo decidir”, completou.

Cunha explicou que ainda não decidiu se fará sessões às segundas e sextas-feiras para apressar os trabalhos. No entanto, na próxima segunda-feira, 21, haverá sessão em virtude da semana santa, que é mais curta para os parlamentares. “A partir daí, vamos avaliar”, declarou. O presidente da Câmara desconversou sobre a possibilidade de se tornar o “vice-presidente da República” em caso de afastamento de Dilma. “Continuarei presidente da Câmara, não estou preocupado com isso”, disse.

Fonte: R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Josafá Faustino disse:

    Cadeia nesse canalha…

  2. Geraldo Luiz da silva disse:

    Vale aqui aquele velho ditado : o sujo preocupado com o mal lavado. Este Cunha cara de pau devia ter vergonha e sair de nossa cena política. Este homem é uma vergonha para o nosso Brasil também.

[EDITORIAL] Cunha fundará nova doutrina: deixa-pra-laísmo

eduardo_cunha_jorge_william_o_globoPode a Câmara ser presidida por um deputado enviado pelo STF ao banco dos réus por suspeita de assaltar os cofres da Petrobras? A maioria do país acha que não. Segundo o Datafolha, 78% dos brasileiros defendem a cassação do mandato de Eduardo Cunha. Porém, no Legislativo brasileiro, uma instituição meio entreposto, meio bordel, a resposta à indagação é positiva.

Formou-se no STF uma maioria a favor do recebimento da denúncia em que a Procuradoria da república acusa Eduardo Cunha de receber US$ 5 milhões em petropropinas. Dos 11 ministros do Supremo, seis já votaram pela conversão da denúncia em ação penal e pelo envio do deputado ao banco dos réus. Na seara jurídica, o processo seguirá o seu curso. Na arena política, Cunha fundará uma nova doutrina: o deixa-pra-laísmo.

Consumado o infortúnio, o presidente da Câmara declarou-se “tranquilo”. É como se Eduardo Cunha tivesse se autoconcedido um deixa-pra-lá preventivo. Não lhe passa pela cabeça deixar o comando da Câmara. Acha normal presidir a Casa arrastando as correntes de sua perversão. Os partidos de oposição esboçam uma reação. No gogó, pedem o afastamento de Cunha. Falta arregaçar as mangas.

Além de ser indultado pela banda muda da Câmara, Cunha conta com o apoio não declarado do Planalto para deixar tudo como está, para ver como fica. Dilma e seus operadores políticos avaliam que um Cunha enfraquecido ajudará a empurrar o impeachment para o túmulo. Às favas com a vontade dos 78% de brasileiros que rendem homenagens à decência.

No Brasil de hoje, a linha sucessória da República encontra-se sub judice. De trás para a frente: Renan Calheiros, presidente do Senado, é um réu esperando para acontecer; Cunha, o mandachuva da Câmara, já aconteceu; o vice Michel Temer e a titular Dilma guerreiam pelos mandatos em processos que, vitaminados por provas obtidas na Lava Jato, intimam os ministros do TSE a fazer alguma coisa. Nem que seja uma cara de nojo.

Num país assim, comandado pela anormalidade, em que os crimes do passado são tratados a golpes de amnésia coletiva, a doutrina do deixa-pra-laísmo tem enorme futuro. Além de Eduardo Cunha, há nos corredores do Congresso quatro dezenas de congressistas enrolados na Lava Jato.

Computando-se outras encrencas, há mais de 160 parlamentares com a reputação em suspenso no STF. Eles circulam pelos corredores do Parlamento como se nada tivesse sido descoberto sobre eles. No reino do deixa-pra-lá, o cinismo é uma forma de patriotismo. E a Câmara pode ser presidida por um réu.

Fonte: Josias de Souza / UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luiz Moreira disse:

    O presidente da Câmara, o do Senado, a da República, cada um pior do que o outro. Esse é o retrato do Brasil atual. Fora Cunha, fora Renan, fora Dilma! Para o bem de todos!

  2. Brasil, Meu país NÃO será dos fascistas! disse:

    #SomosTodosCunha
    Assinado: PSDB/DEMO/Bolsonetes, Fascistas, coxinhas e hipócritas!

Supremo aceita denúncia contra Eduardo Cunha na Lava Jato

STFA maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta quarta-feira (2) o recebimento parcial de uma denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo suposto recebimento de US$ 5 milhões de propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Dos 11 ministros da Corte, 6 votaram nesta quarta a favor da abertura da ação penal contra o deputado. Outros cinco magistrados irão votar nesta quinta-feira (3).

Na sessão desta quarta, além do relator do caso, Teori Zavascki, votaram a favor da abertura da ação penal os ministros Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fachin e Rosa Weber.

O julgamento será retomado nesta quinta (3) com os votos dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Luiz Fux está fora do país e não deve participar do julgamento.

Ao acolher parte da denúncia, Teori Zavascki afirmou haver indícios “robustos” de que Cunha aderiu à “engrenagem espúria” do esquema de pagamento de propina que atuava na Petrobras.

“Há indícios robustos para, nesses termos, receber parcialmente a denúncia pois a narrativa em seu segundo momento dá conta que Eduardo Cunha, procurado por Fernando Baiano, aderiu para recebimento para si e concorrendo para recebimento de Fernando, oriunda da propina destinada a diretores da estatal”, ressaltou Teori durante seu voto.
“Elementos confortam sobejamento do crime de corrupção passiva, majorado ao menos na qualidade de partícipe por parte do deputado Eduardo Cunha para se incorporar à engrenagem espúria de Nestor Cerveró”, complementou o relator.

A acusação da Procuradoria Geral da República (PGR) aponta que Cunha recebeu, entre 2006 e 2012, “ao menos” US$ 5 milhões para “facilitar e viabilizar” a contratação de dois navios-sonda pela Petrobras, construídos pelo estaleiro sul-coreano Samsung Heavy Industries para operar no Golfo do México e na África.

A defesa de Cunha contesta as acusações e sustenta que os depoimentos de seu principal delator, Júlio Camargo foram tomados sob pressão da PGR e que ele mentiu. Além disso, os advogados do presidente da Câmara argumentam que ele não tinha influência sobre a diretoria internacional da Petrobras para facilitar a contratação, entre 2006 e 2007, além de não conhecer, nesta época, outros envolvidos nas negociações.

Fonte: G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio Silva disse:

    Vcs já notaram que esse pessoal empoleirado na Assembléia Legislativa é tudo "Paneleiro"?

  2. Val Lima disse:

    Eu quero saber qdo vai chegar a hora do Renan??!!!

  3. Sandro Múcio disse:

    Até o encerramento dos votos qualquer um dos ministros pode mudar o voto. Os que ainda não votaram podem apresentar argumentos que façam os outros mudarem. Portanto, a informação não está correta. Até o momento Cunha perde por 6 x 0, mas ainda pode virar o jogo.

  4. Povo disse:

    Prezado Bruno,

    Gostaria de esclarecimentos sobre o seu trabalho na AL-RN que o rende um humilde salário bruto de R$ 10.481,17.

    Grato,

    O povo.

    • bruno disse:

      OI Povo, tem vários esclarecimentos, no próprio blog, nas nossas redes sociais tb. Valeu Povo.

Nas redes, filho de Lula investigado na Zelotes ataca de Moro a Cunha

luiz claudio lula da silvaInvestigado pela Operação Zelotes por ter recebido R$ 2,4 milhões de um lobista acusado de participar de um esquema de compra de medidas provisórias, Luís Claudio Lula da Silva faz das redes sociais sua trincheira.

A participação do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook é praticamente diária e, frequentemente, crítica. Entre seus alvos: o juiz federal Sergio Moro; o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o delegado da Polícia Federal responsável pela Zelotes, Marlon Cajado; além de adversários políticos do seu pai e a mídia.

Até o início da semana passada, um dos posts trazia uma montagem de Sergio Moro segurando um cartaz: “Contrata-se delatores, com ou sem experiência. Objetivo: acabar com o PT”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    Você é um parasita. Nem para apanhar bosta no zoo serve.

  2. paulo disse:

    A papuda te espera não precisa se desesperar não, pois lá por enquanto não tem Elefante para você limpar as partes intimas delles.

  3. Brasil, meu país! disse:

    Tem filho de um senador do estado, dono exclusivo da distribuição de querosene de aviação do RN (alguém sabe como eu consigo isso para mim tb?), com fortuna declarada de 15 milhões de reais que nao vem ao caso para mídia saber como ele conseguiu tudo isso.
    E haja hipocrisia…..

  4. Marcelo disse:

    Esse ganhou dinheiro as nossas custas. Nao tem nenhum preparo minimo para ganhar o que ganhou ….

  5. byli disse:

    mas ele postou a verdade mesmo!!! lnfeLlsmente esse lnfeLlz está certo..

    • Verdade seja dita disse:

      Esse investigado que nada fez de positivo pelo Brasil a não ser se dar bem com seu "trabalho" tem que lavar a boca com sabão toda vez que falar ou citar o nome do Juiz Sérgio Moro.

  6. Val Lima disse:

    O que o "garoto" posta vale tanto qto uma nota de R$ 3,00….

Relator relê parecer pela continuidade de processo de Cunha em conselho

cunhaO deputado Marcos Rogério (PDT-RO) reapresentou nesta quarta-feira (17), ao Conselho de Ética, parecer pela continuidade do processo que investiga o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suposta quebra de decoro parlamentar.

A expectativa era de que a leitura ocorresse nesta terça (16), porém Marcos Rogério, relator do processo no colegiado, informou que analisaria antes “aditamento” de provas feito pelo PSOL ao documento.

“Não há como, em juízo preliminar, retirar a força indiciária. Somente a instrução será capaz de permitir ao colegiado concluir [sobre a ocorrência ou não de quebra de decoro parlamentar]”, argumentou o deputado.
A reapresentação do parecer se tornou necessária após a anulação, pelo vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), da votação, em dezembro do ano passado, que aprovou o relatório preliminar de Marcos Rogério pela continuidade das investigações.

Maranhão acolheu recurso do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que questionava decisão do colegiado de negar pedido de vista [mais tempo para analisar o caso] feito por parlamentares aliados de Cunha no ano passado.

Após a leitura, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), concedeu vista de dois dias úteis para que os deputados analisem o parecer preliminar antes da votação.

Na próxima semana, deverá haver nova discussão do parecer. Cada integrante do conselho e líder partidário terá 10 minutos para se pronunciar. Além disso, o advogado de Cunha, Marcelo Nobre, poderá se manifestar em defesa do cliente.

Fonte: G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Val Lima disse:

    Uma palavra resume todo…"Palhaçada"!!!!