Saúde

As ‘comorbidades silenciosas’ que podem levar pacientes com Covid-19 à morte

Foto: EPA/RAPHAEL ALVES

Em meio ao crescimento exponencial de infecções e mortes por Covid-19 no Brasil, uma característica presente em diversos casos mais graves preocupa os profissionais de saúde: as comorbidades desconhecidas pelos pacientes ou que não são tratadas adequadamente.

Segundo médicos ouvidos pela BBC News Brasil, são comuns casos de pacientes com doenças pré-existentes como diabetes, hipertensão e tuberculose que desconhecem tais comorbidades até serem internados com Covid-19. Outra preocupação também é com aqueles que sabem da enfermidade, mas não fazem o tratamento adequado.

Para os profissionais da área, a situação representa um retrato da saúde dos brasileiros e traz à tona questões culturais nas quais a atenção primária não recebe o devido cuidado. Para muitos pacientes, médicos e unidades de saúde devem ser procurados apenas em casos de doença.

No contexto da Covid-19, comorbidades como diabetes, obesidade, hipertensão, tuberculose, entre outros, aumentam o risco de agravamento do quadro do paciente. Para aqueles que não tratavam as enfermidades previamente, a evolução da doença causada pelo novo coronavírus pode ser ainda pior. Segundo especialistas, muitos desses casos poderiam não ter uma evolução tão grave se a pessoa fizesse o tratamento adequado da doença pré-existente.

“A Covid-19 se tornou um novo momento para muitos pacientes descobrirem questões ocultas sobre a própria saúde, principalmente aqueles que não se cuidavam ou não tinham acesso ao serviço de saúde”, declara a médica Denize Ornelas, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

Ornelas frisa que um paciente com uma doença pré-existente que está controlada, por meio de tratamento, pode apresentar uma resposta melhor à Covid-19. Ela pontua que, em casos de pessoas que não têm a comorbidade controlada, muitas vezes o médico precisa aliar o tratamento contra a Covid-19 com medicamentos para a doença pré-existente. “Nesse caso, a atenção precisa ser ainda maior”, ressalta.

Uma das principais formas de atenção primária no Brasil é o programa Saúde da Família, criado nos anos 90 por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa atinge cerca de 65% da população. O projeto, porém, enfrenta dificuldades como a sobrecarga de equipes em algumas regiões e a falta de hábito entre os brasileiros, que nem sempre compreendem a importância das medidas preventivas relacionadas à saúde.

Doenças pré-existentes

O infectologista Alexandre Naime, chefe de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), tem presenciado casos de pacientes com a Covid-19 que desconheciam as próprias comorbidades. Ele revela que é comum acompanhar pessoas com sobrepeso, mas que não acreditavam que façam parte do grupo de risco.

“Infelizmente, temos notado muitos pacientes com a Covid-19 que têm um IMC (Índice de Massa Corporal) que se enquadra na obesidade, mas não percebiam. Isso é preocupante. Estamos identificando muitas doenças, até então desconhecidas pelos pacientes, nas internações, como hipertensão e diabetes. São mazelas motivadas por hábitos ruins ou questões genéticas. Elas fazem com o que o paciente esteja no grupo de riscos da Covid-19”, diz Naime.

“Muitos não costumam buscar ou não conseguem acompanhamento médico antes da doença. Essas pessoas, normalmente, têm baixa percepção dos riscos de suas doenças, que incidem na população em geral. Nunca fizeram avaliação preventiva, nunca se preocuparam com o peso”, acrescenta o infectologista.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que obesidade, hipertensão e diabetes são as comorbidades desconhecidas, ou sem tratamento adequado, mais comuns entre pacientes com quadro grave de Covid-19 — elas também são as doenças crônicas mais comuns entre os brasileiros em geral, conforme o Ministério da Saúde.

Ainda segundo os especialistas, outras enfermidades como tuberculose, doença pulmonar obstrutiva crônica e problemas cardíacos também podem estar entre as mazelas desconhecidas por pacientes infectados pelo Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus, que são internados em estado grave.

As doenças pré-existentes costumam ser descobertas em meio aos diversos exames feitos em pacientes internados com a Covid-19.

Para os médicos ouvidos pela BBC News Brasil, um dos principais motivos para que essas comorbidades não tenham sido descobertas previamente em diversos casos é porque são silenciosas. Desta forma, como muitos deixam de fazer exames preventivos, acabam descobrindo a mazela apenas quando sente alguma dificuldade.

“Nem todos têm acesso à atenção primária com facilidade no Brasil ou se preocupam em se prevenir. Por isso, é comum que descubram a doença apenas quando já está em estágio avançado, quando a saúde está descompensada. Isso tudo traz uma série de consequências, porque a pessoa não se cuida desde o princípio e isso pode aumentar riscos de infartos, derrames ou insuficiência cardíaca”, aponta o médico intensivista José Albani de Carvalho.

Albani, que também está na linha de frente dos casos do novo coronavírus, trabalha em diferentes unidades de terapia intensiva (UTI) de São Paulo. Ele acompanhou casos de pacientes graves com o novo coronavírus que descobriram que possuíam comorbidades durante a internação.

“Na realidade, a Covid-19 só torna essa situação (da falta de diagnósticos para doenças pré-existentes) mais evidente. Isso é uma situação crônica, principalmente nas classes de menor poder econômico. Países pobres ou em desenvolvimento costumam sofrer com essa baixa prevenção”, afirma Albani.

Saúde da família

O principal projeto no Brasil para a atenção primária é o programa Saúde da Família. O pesquisador Eduardo Melo, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, aponta que a iniciativa é um meio fundamental de acesso da população da periferia ao SUS.

“Essas unidades básicas de saúde (ligadas ao Saúde da Família) têm três grandes funções: acolher a demanda espontânea, como criança com febre ou uma pessoa gripada; fazer um cuidado continuado, no qual cria vínculos com os pacientes, porque acompanha as pessoas; e lidar com riscos e vulnerabilidades no plano coletivo, como captar e ajudar pessoas com maiores vulnerabilidades”, explica Melo.

“As equipes de saúde básica buscam descobrir precocemente pessoas com condições ou doenças crônicas, para prevenir essas doenças ou impedir o agravamento delas, por meio de acompanhamento. São unidades preparadas para tratar pessoas com tuberculose, por exemplo, e iniciar tratamento”, acrescenta.

As equipes das unidades básicas também costumam identificar grupos de riscos, pessoas que não costumam fazer exames e aquelas que possuem histórico familiar para possíveis doenças pré-existentes. “Com base nesse parâmetro, as equipes vão rastrear as pessoas. Mas claro, nem sempre consegue atender a todos”, diz Melo.

Em todo o país, há 43 mil equipes do Saúde da Família, formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde.

O programa costuma ter mais resultados em pequenos municípios. Em cidades maiores, por diversas vezes a iniciativa não tem equipe para cobrir toda a população. “A melhor alternativa é contratar mais equipes e expandir o funcionamento desses locais, pois muitos estão abertos de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Nem todos os pacientes podem procurar ajuda nesse período”, pontua o pesquisador.

Outro problema enfrentado no projeto, aponta Melo, é a questão cultural que aponta que médicos devem ser procurados somente em caso de doença.

“Um paciente internado tem pouca possibilidade de escolher o que os profissionais de saúde farão para ajudá-lo. Mas não é assim quando é um atendimento preventivo, pois o paciente está andando ao ar livre. Às vezes, existem questões culturais (sobre a busca por atendimento médico). A simples presença do Saúde da Família no lugar não vai mudar tudo. Isso impacta a vida das pessoas, mas não quer dizer que não haverá desafios e dificuldades”, declara.

Os homens costumam ser os que mais ignoram os cuidados com os problemas de saúde. “Há muitos que não se cuidam. É uma questão cultural”, afirma.

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, atendimentos considerados não essenciais estão sendo desmarcados nas unidades básicas de saúde. A atenção primária tem feito poucos procedimentos preventivos, pois o principal foco é o enfrentamento à Covid-19.

Em nota à BBC News Brasil, o Ministério da Saúde afirma que tem orientado os gestores locais de saúde que os atendimentos essenciais sejam mantidos e que os procedimentos eletivos, que não precisam de urgência, sejam adiados. A pasta pontua que uma das opções para continuidade dos atendimentos nas unidades básicas é a telemedicina, visitas domiciliares ou outras formas, desde que sejam adotadas as medidas de precaução adequadas.

O ministério diz que, para reforçar o atendimento médico da atenção primária, facilitou emergencialmente a adesão dos municípios ao programa Saúde na Hora, “possibilitando o aumento de repasses federais para 28 mil unidades de saúde menores reforçarem o atendimento durante a pandemia”. Assim, segundo a pasta, muitas unidades passaram a flexibilizar o atendimento para o público acessar os serviços ofertados nos postos de saúde.

“Vale reforçar que o Sistema Único de Saúde (SUS) é tripartite e funciona com a articulação das ações entre Governo Federal, Estados e Municípios. Sendo assim, cada esfera tem autonomia para tomar decisões que estão sob a sua gestão”, diz nota do Ministério da Saúde.

BBC

 

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Governo Lula demora mais para conceder garantia a empréstimos pleiteados por estados e capitais comandados por opositores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um levantamento da Folha de S.Paulo aponta diferença nos prazos adotados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conceder garantias da União a empréstimos solicitados por estados e capitais.

De acordo com os dados, o prazo médio para liberar o aval do Tesouro Nacional a operações internas foi de 35,7 dias. Mas este período passa a ser bem maior quando a solicitação é feita por estados e capitais comandadas por opositores ao governo Lula.

Em estados governados por adversários políticos de Lula a espera foi de 83,9 dias, em média, em São Paulo, administrado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), e 83 dias em Mato Grosso, governado até março por Mauro Mendes (União Brasil).

Em contraste, nos estados geridos por aliados, os prazos médios são bem menores. Operações do Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), levaram 30,7 dias; no Piauí, de Rafael Fonteles (PT), 29,4 dias; e em Alagoas, de Paulo Dantas (MDB), 14,8 dias. No Amapá, estado ligado politicamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), uma operação foi liberada em apenas seis dias após a Fazenda flexibilizar regras.

Os estados buscam a garantia da União para conseguir empréstimos com juros menores, já que o governo federal assume o pagamento em caso de inadimplência. Os recursos são utilizados principalmente em obras, infraestrutura e reorganização de dívidas.

O levantamento considerou 182 operações de estados entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, com base em dados do sistema Sadipem. A reportagem excluiu operações sem garantia da União e aquelas submetidas a programas específicos de ajuste fiscal.

São Paulo foi o estado que mais esperou pela concessão de garantias internas, mas também foi o que recebeu o maior volume de recursos: R$ 21,9 bilhões durante o governo Lula. O governo paulista afirma que a demora prejudicou o planejamento de obras e cita, entre os casos, uma operação de R$ 5,45 bilhões que levou 87 dias para receber autorização final.

A Prefeitura de São Paulo também reclamou da demora em três operações externas. Os pedidos ficaram por mais de três meses na Casa Civil após terem sido encaminhados pelo Ministério da Fazenda. As autorizações foram enviadas ao Senado em agosto, depois de o assunto ganhar repercussão no período eleitoral.

O Ministério da Fazenda negou qualquer tratamento político e afirmou que os prazos variam conforme a complexidade das operações e a necessidade de documentos ou informações adicionais. A Casa Civil também declarou que os processos seguem os trâmites administrativos e técnicos previstos.

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Augusto Cury diz que Lula usa “dor dos vulneráveis” para ganhar eleição ao comentar reajuste do Bolsa Família

Foto: Divulgação/Equipe campanha Augusto Cury

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou neste domingo (20) o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o petista de utilizar a medida com finalidade eleitoral.

Durante agenda de campanha no Novo Mercado Municipal de Ribeirão Preto (SP), Cury afirmou que o aumento deveria ter sido anunciado no início do ano. “Ele [Lula] deveria ter feito isso [reajuste do Bolsa Família] no início do ano, indicando que eles estão usando a dor das pessoas vulneráveis como palco para ganhar o cargo de presidente”, declarou.

Na quinta-feira (17), o governo anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777.

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Eleições 2026 têm 107 candidaturas trans no Brasil; três delas são no RN

Foto: Reprodução

As eleições de 2026 têm 107 candidaturas de pessoas trans registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento realizado pela Folha de S.Paulo. A maioria está concentrada em partidos de esquerda, mas o levantamento também identificou 20 candidatos trans concorrendo por legendas de centro e direita, entre elas PSDB, MDB, Avante, Solidariedade, PP, Cidadania, União Brasil, PRD e Democrata.

O levantamento mostra ainda que o PSOL reúne o maior número de candidaturas trans, com 39 nomes, seguido pelo PT, com 16, e pelo PDT, com 15. A identidade de gênero não é uma informação obrigatória no registro eleitoral, o que significa que o número real pode ser superior ao contabilizado oficialmente pelo TSE.

É nesse cenário nacional que o Rio Grande do Norte aparece com três candidaturas trans. Segundo levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), as candidaturas são de Jéssica Elias (PSOL) e Tiago Silva (PSTU), que buscam uma vaga na Assembleia Legislativa, e Thabatta Pimenta (PV), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. A ANTRA identificou 116 candidaturas trans no país, número superior aos 107 registros encontrados pelo TSE.

O número de candidaturas trans também representa uma evolução em relação às eleições anteriores. De acordo com a série histórica da ANTRA, foram sete candidaturas em 2014, 54 em 2018, 79 em 2022 e 116 em 2026. Em relação à última eleição geral, o crescimento foi de 45,6%.

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PESQUISA VERITÁ: Lula fica à frente apenas no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro lidera nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul

A pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste domingo (20) mostra que Lula (PT) aparece à frente apenas na região Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) lidera numericamente nas outras quatro regiões do país. O levantamento ouviu 40,5 mil eleitores nos 26 estados e no DF.

No Nordeste, Lula registra 53,3% dos votos válidos, contra 35,2% de Flávio Bolsonaro. Os demais candidatos somam 11,6%.

No Norte, Flávio aparece com 49,7%, ante 37,3% de Lula e 13% dos demais candidatos.

No Centro-Oeste, o candidato do PL tem 47,6%, enquanto Lula registra 34,8% e os demais, 17,6%.

No Sudeste, Flávio soma 48%, contra 39,6% de Lula e 12,4% dos demais.

Já no Sul está a maior vantagem regional do candidato do PL com 54,6%, contra 32,3% do petista, e 13,1% dos outros concorrentes.

As 27 pesquisas foram realizadas por iniciativa própria do Instituto Veritá, entre 10 e 19 de setembro de 2026, com 40.500 entrevistas, 95% de confiança e margens de erro de 2,0 a 3,5 pontos percentuais. Os resultados nacionais foram obtidos pela ponderação dos percentuais de cada Unidade Federativa pelo respectivo eleitorado, conforme registro no TSE.

Registros TSE: AC BR-02386/2026; AL BR-04383/2026; AP BR-07861/2026; AM BR-07214/2026; BA BR-07197/2026; CE BR-07551/2026; DF BR-01988/2026; ES BR-00729/2026; GO BR-06701/2026; MA BR-07504/2026; MT BR-02939/2026; MS BR-07855/2026; MG BR-03240/2026; PB BR-08734/2026; PR BR-01839/2026; PA BR-01223/2026; PE BR-07802/2026; PI BR-07059/2026; RO BR-07923/2026; RN BR-02399/2026; RS BR-06983/2026; RJ BR-02698/2026; RR BR-07242/2026; SC BR-09322/2026; SP BR-04470/2026; SE BR-01212/2026; TO BR-09946/2026.

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PESQUISA VERITÁ/VOTOS VÁLIDOS: Flávio lidera no 1º turno com 45,53%, seguido por Lula com 41,76%, em levantamento com 40,5 mil entrevistados nos 26 estados e no DF

Pesquisa do Instituto Veritá divulgada neste domingo (20) mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) liderando o 1º turno da disputa presidencial com 45,53% das intenções de voto, seguido por Lula (PT) com 41,76%.

Augusto Cury (Avante) aparece com 5,68%, Renan Santos (Missão) tem 3,03%, Ronaldo Caiado (PSD), 1,84%, e Zema (Novo), 0,59%. Na sequência, Clariana Barão (DC) registra 0,33%, Samara (UP), 0,20%, Hertz Dias (PSTU), 0,15%, Edmilson Costa (PCB), 0,15%, Rui Costa Pimenta (PCO), 0,10%, e Wilson Grassi (Democrata), 0,04%.

As 27 pesquisas foram realizadas por iniciativa própria do Instituto Veritá, entre 10 e 19 de setembro de 2026, com 40.500 entrevistas, 95% de confiança e margens de erro de 2,0 a 3,5 pontos percentuais. Os resultados nacionais foram obtidos pela ponderação dos percentuais de cada Unidade Federativa pelo respectivo eleitorado, conforme registro no TSE.

Registros TSE: AC BR-02386/2026; AL BR-04383/2026; AP BR-07861/2026; AM BR-07214/2026; BA BR-07197/2026; CE BR-07551/2026; DF BR-01988/2026; ES BR-00729/2026; GO BR-06701/2026; MA BR-07504/2026; MT BR-02939/2026; MS BR-07855/2026; MG BR-03240/2026; PB BR-08734/2026; PR BR-01839/2026; PA BR-01223/2026; PE BR-07802/2026; PI BR-07059/2026; RO BR-07923/2026; RN BR-02399/2026; RS BR-06983/2026; RJ BR-02698/2026; RR BR-07242/2026; SC BR-09322/2026; SP BR-04470/2026; SE BR-01212/2026; TO BR-09946/2026.

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Santana do Seridó, Caicó, Japi e Passa e Fica recebem agenda de Cristiane Dantas neste sábado

A deputada estadual e candidata à reeleição Cristiane Dantas cumpriu uma sequência de agendas pelo interior do Rio Grande do Norte neste sábado (19). O roteiro começou pelo Seridó, com passagens por Santana do Seridó e Caicó, e seguiu por Japi e Passa e Fica, reunindo apoiadores e lideranças locais.

Em Santana do Seridó, Cristiane participou de carreata e comício ao lado da prefeita Tatiana Fátima, do vice-prefeito Caio Cabral, do ex-prefeito Hudson, vereadores e demais lideranças do município. Ao registrar a passagem pela cidade, a deputada lembrou a atuação que mantém no município e destacou a relação construída com a população ao longo dos últimos anos.

Em Caicó, Cristiane participou de uma agenda de conversa com apoiadores reunidos pelo ex-vereador Zaqueu Fernandes, ao lado de Juca Bala, Oderlan, Neném, Danilo e Mercinho. Ao comentar a passagem pela cidade, a deputada destacou a ampliação dos apoios e sua ligação com o município. “Campanha boa é assim, agregando cada vez mais amigos que compartilham a mensagem do nosso trabalho e do nosso propósito com o RN. É sempre bom reviver um pouco das minhas raízes e boas memórias que tenho de Caicó”, afirmou.

Depois do Seridó, a agenda seguiu para Japi, onde Cristiane participou de arrastão e comício ao lado da prefeita Simone e do ex-prefeito Tarcísio. “Foi incrível estar novamente ao lado dos amigos que caminham comigo há muitos anos. Amei cada abraço apertado e cada palavra de carinho e incentivo”, registrou a deputada.

Em seguida, Cristiane passou por Passa e Fica, onde participou de comício do candidato ao Governo Álvaro Dias com o prefeito Flaviano Lisboa e também ao lado do vereador Wilson Dachina, encerrando mais uma sequência de compromissos de campanha pelo interior do estado.

“Estamos chegando à reta final e é hora de estar ainda mais perto das pessoas. Cada cidade tem uma história, amigos e um trabalho construído ao longo dos anos. Do Seridó a Japi e Passa e Fica, esse contato direto nos permite ouvir a população e prestar contas da nossa atuação”, afirmou Cristiane.

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Na reta final do 1º turno, Flávio busca atrair votos de outros candidatos da direita e aposta em voto útil contra Lula

Flávio Bolsonaro em evento em Belém, no Pará — Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

A duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) passou a concentrar o discurso na economia e no custo de vida, enquanto busca atrair eleitores de outros candidatos de direita para uma estratégia de “voto útil”. A campanha pretende evitar ataques diretos a Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema.

“Vocês que estão pensando em votar em outros candidatos, que são meus concorrentes, pensem na possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, para a gente resolver logo”, disse o candidato durante um ato na Bahia.

Entre as propostas apresentadas estão a redução de impostos sobre energia e combustíveis, mudanças na reforma tributária para diminuir a alíquota do IVA e medidas para reduzir o preço dos alimentos. A campanha também prepara um programa de renegociação de dívidas que, segundo a coordenadora econômica Daniella Marques, poderá alcançar mais de 100 milhões de brasileiros.

A equipe econômica de Flávio defende ainda um ajuste das contas públicas e cita como meta uma redução de despesas equivalente a 1,5% do PIB. Os detalhes sobre quais gastos seriam cortados, porém, ainda não foram apresentados.

Na reta final, a campanha também pretende concentrar as agendas no Sudeste, principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos concentram cerca de 40% do eleitorado brasileiro.

O discurso econômico dividirá espaço com as críticas ao STF e ao governo Lula. A estratégia é tentar ampliar o apoio entre eleitores de direita sem romper pontes com os candidatos cujos votos a campanha pretende atrair em um eventual segundo turno.

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Caravana 22: Álvaro Dias arrasta multidão pelas ruas da Zona Oeste de Natal em grande mobilização

Uma multidão tomou as ruas da Zona Oeste de Natal na manhã deste domingo (20) durante a passagem da Caravana 22. Em uma das maiores mobilizações da campanha na capital, uma extensa carreata acompanhou Álvaro Dias por diferentes bairros da região, com moradores nas calçadas, portas de casa e ao longo do percurso acompanhando a passagem do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte.

Ao lado de Álvaro, participaram da carreata o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a vice-prefeita Joanna Guerra; o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim; o candidato ao Senado Coronel Hélio; e a candidata a deputada federal Nina Souza. Também acompanharam a mobilização os vereadores Preto Aquino, Irapuã Nóbrega, Aldo Clemente, Herberth Sena, Kleber Fernandes e Luciano Nascimento.

A Caravana 22 percorreu os bairros Bom Pastor, Cidade da Esperança, Nazaré, Cidade Nova, Felipe Camarão, Planalto e Pitimbu, passando pelo Conjunto Cidade Satélite. Ao longo do trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva e, em diferentes pontos, se integraram à mobilização, ampliando a carreata pelas ruas da Zona Oeste.

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Perícia da PF encontra cerca de 5 mil arquivos de nudez e sexo explícito em celulares de Vorcaro

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

A perícia da Polícia Federal nos celulares de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, identificou cerca de 5 mil itens classificados como “Score nudez”. As informações foram divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo, e se referem ao material bruto extraído dos aparelhos.

Segundo a publicação, a classificação reúne conteúdos que vão de imagens de nudez a cenas de sexo explícito. O material faz parte de um conjunto de aproximadamente 500 GB de dados retirados dos celulares do banqueiro.

A íntegra dos dados foi disponibilizada pela PF a ministros do Supremo Tribunal Federal que solicitaram acesso ao conteúdo. Segundo o Poder360, entre os ministros que receberam cópias estão Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, André Mendonça e Luiz Fux.

Com informações de Lauro Jardim, O Globo e Poder 360

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“Moraes vai incluir Moraes no inquérito das fake news?”, ironiza Nikolas Ferreira após vídeo revelar mentira do ministro sobre voo em jato ligado a Vorcaro

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou Alexandre de Moraes após a divulgação de um vídeo que mostra o ministro do STF desembarcando, ao lado da esposa, Viviane Barci, de um jatinho ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Moraes vai incluir Moraes no inquérito das fake news?”, escreveu Nikolas nas redes sociais. Em outra publicação, o deputado afirmou: “Charuto, whiskey, uso de jato após contrato de 50 milhões… esse é o tal da harmonia dos poderes? É que eu não acompanho muito.”

O parlamentar também publicou uma foto com imagem de Moraes e a frase tatuada na testa, “eu sou ladrão e vacilão”, em alusão a um caso ocorrido em 2017, em São Bernardo do Campo(SP) quando um jovem teve a frase tatuada à força na testa após ser acusado de tentar furtar uma bicicleta.

O vídeo, divulgado neste domingo (20), registra o desembarque do casal no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em 22 de agosto de 2025. A aeronave, de prefixo PP-NLR, pertencia à empresa Prime You, ligada a Vorcaro.

Moraes havia afirmado em abril de 2026 que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.

Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, confirmado pelo Estadão, Moraes e Viviane teriam realizado ao menos oito voos em aeronaves ligadas a empresas de Vorcaro entre maio e outubro de 2025. Mensagens obtidas pela Polícia Federal também indicariam que o ex-banqueiro orientou um funcionário a priorizar um voo de Viviane.

 

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