Saúde

As ‘comorbidades silenciosas’ que podem levar pacientes com Covid-19 à morte

Foto: EPA/RAPHAEL ALVES

Em meio ao crescimento exponencial de infecções e mortes por Covid-19 no Brasil, uma característica presente em diversos casos mais graves preocupa os profissionais de saúde: as comorbidades desconhecidas pelos pacientes ou que não são tratadas adequadamente.

Segundo médicos ouvidos pela BBC News Brasil, são comuns casos de pacientes com doenças pré-existentes como diabetes, hipertensão e tuberculose que desconhecem tais comorbidades até serem internados com Covid-19. Outra preocupação também é com aqueles que sabem da enfermidade, mas não fazem o tratamento adequado.

Para os profissionais da área, a situação representa um retrato da saúde dos brasileiros e traz à tona questões culturais nas quais a atenção primária não recebe o devido cuidado. Para muitos pacientes, médicos e unidades de saúde devem ser procurados apenas em casos de doença.

No contexto da Covid-19, comorbidades como diabetes, obesidade, hipertensão, tuberculose, entre outros, aumentam o risco de agravamento do quadro do paciente. Para aqueles que não tratavam as enfermidades previamente, a evolução da doença causada pelo novo coronavírus pode ser ainda pior. Segundo especialistas, muitos desses casos poderiam não ter uma evolução tão grave se a pessoa fizesse o tratamento adequado da doença pré-existente.

“A Covid-19 se tornou um novo momento para muitos pacientes descobrirem questões ocultas sobre a própria saúde, principalmente aqueles que não se cuidavam ou não tinham acesso ao serviço de saúde”, declara a médica Denize Ornelas, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

Ornelas frisa que um paciente com uma doença pré-existente que está controlada, por meio de tratamento, pode apresentar uma resposta melhor à Covid-19. Ela pontua que, em casos de pessoas que não têm a comorbidade controlada, muitas vezes o médico precisa aliar o tratamento contra a Covid-19 com medicamentos para a doença pré-existente. “Nesse caso, a atenção precisa ser ainda maior”, ressalta.

Uma das principais formas de atenção primária no Brasil é o programa Saúde da Família, criado nos anos 90 por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa atinge cerca de 65% da população. O projeto, porém, enfrenta dificuldades como a sobrecarga de equipes em algumas regiões e a falta de hábito entre os brasileiros, que nem sempre compreendem a importância das medidas preventivas relacionadas à saúde.

Doenças pré-existentes

O infectologista Alexandre Naime, chefe de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), tem presenciado casos de pacientes com a Covid-19 que desconheciam as próprias comorbidades. Ele revela que é comum acompanhar pessoas com sobrepeso, mas que não acreditavam que façam parte do grupo de risco.

“Infelizmente, temos notado muitos pacientes com a Covid-19 que têm um IMC (Índice de Massa Corporal) que se enquadra na obesidade, mas não percebiam. Isso é preocupante. Estamos identificando muitas doenças, até então desconhecidas pelos pacientes, nas internações, como hipertensão e diabetes. São mazelas motivadas por hábitos ruins ou questões genéticas. Elas fazem com o que o paciente esteja no grupo de riscos da Covid-19”, diz Naime.

“Muitos não costumam buscar ou não conseguem acompanhamento médico antes da doença. Essas pessoas, normalmente, têm baixa percepção dos riscos de suas doenças, que incidem na população em geral. Nunca fizeram avaliação preventiva, nunca se preocuparam com o peso”, acrescenta o infectologista.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que obesidade, hipertensão e diabetes são as comorbidades desconhecidas, ou sem tratamento adequado, mais comuns entre pacientes com quadro grave de Covid-19 — elas também são as doenças crônicas mais comuns entre os brasileiros em geral, conforme o Ministério da Saúde.

Ainda segundo os especialistas, outras enfermidades como tuberculose, doença pulmonar obstrutiva crônica e problemas cardíacos também podem estar entre as mazelas desconhecidas por pacientes infectados pelo Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus, que são internados em estado grave.

As doenças pré-existentes costumam ser descobertas em meio aos diversos exames feitos em pacientes internados com a Covid-19.

Para os médicos ouvidos pela BBC News Brasil, um dos principais motivos para que essas comorbidades não tenham sido descobertas previamente em diversos casos é porque são silenciosas. Desta forma, como muitos deixam de fazer exames preventivos, acabam descobrindo a mazela apenas quando sente alguma dificuldade.

“Nem todos têm acesso à atenção primária com facilidade no Brasil ou se preocupam em se prevenir. Por isso, é comum que descubram a doença apenas quando já está em estágio avançado, quando a saúde está descompensada. Isso tudo traz uma série de consequências, porque a pessoa não se cuida desde o princípio e isso pode aumentar riscos de infartos, derrames ou insuficiência cardíaca”, aponta o médico intensivista José Albani de Carvalho.

Albani, que também está na linha de frente dos casos do novo coronavírus, trabalha em diferentes unidades de terapia intensiva (UTI) de São Paulo. Ele acompanhou casos de pacientes graves com o novo coronavírus que descobriram que possuíam comorbidades durante a internação.

“Na realidade, a Covid-19 só torna essa situação (da falta de diagnósticos para doenças pré-existentes) mais evidente. Isso é uma situação crônica, principalmente nas classes de menor poder econômico. Países pobres ou em desenvolvimento costumam sofrer com essa baixa prevenção”, afirma Albani.

Saúde da família

O principal projeto no Brasil para a atenção primária é o programa Saúde da Família. O pesquisador Eduardo Melo, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, aponta que a iniciativa é um meio fundamental de acesso da população da periferia ao SUS.

“Essas unidades básicas de saúde (ligadas ao Saúde da Família) têm três grandes funções: acolher a demanda espontânea, como criança com febre ou uma pessoa gripada; fazer um cuidado continuado, no qual cria vínculos com os pacientes, porque acompanha as pessoas; e lidar com riscos e vulnerabilidades no plano coletivo, como captar e ajudar pessoas com maiores vulnerabilidades”, explica Melo.

“As equipes de saúde básica buscam descobrir precocemente pessoas com condições ou doenças crônicas, para prevenir essas doenças ou impedir o agravamento delas, por meio de acompanhamento. São unidades preparadas para tratar pessoas com tuberculose, por exemplo, e iniciar tratamento”, acrescenta.

As equipes das unidades básicas também costumam identificar grupos de riscos, pessoas que não costumam fazer exames e aquelas que possuem histórico familiar para possíveis doenças pré-existentes. “Com base nesse parâmetro, as equipes vão rastrear as pessoas. Mas claro, nem sempre consegue atender a todos”, diz Melo.

Em todo o país, há 43 mil equipes do Saúde da Família, formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde.

O programa costuma ter mais resultados em pequenos municípios. Em cidades maiores, por diversas vezes a iniciativa não tem equipe para cobrir toda a população. “A melhor alternativa é contratar mais equipes e expandir o funcionamento desses locais, pois muitos estão abertos de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Nem todos os pacientes podem procurar ajuda nesse período”, pontua o pesquisador.

Outro problema enfrentado no projeto, aponta Melo, é a questão cultural que aponta que médicos devem ser procurados somente em caso de doença.

“Um paciente internado tem pouca possibilidade de escolher o que os profissionais de saúde farão para ajudá-lo. Mas não é assim quando é um atendimento preventivo, pois o paciente está andando ao ar livre. Às vezes, existem questões culturais (sobre a busca por atendimento médico). A simples presença do Saúde da Família no lugar não vai mudar tudo. Isso impacta a vida das pessoas, mas não quer dizer que não haverá desafios e dificuldades”, declara.

Os homens costumam ser os que mais ignoram os cuidados com os problemas de saúde. “Há muitos que não se cuidam. É uma questão cultural”, afirma.

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, atendimentos considerados não essenciais estão sendo desmarcados nas unidades básicas de saúde. A atenção primária tem feito poucos procedimentos preventivos, pois o principal foco é o enfrentamento à Covid-19.

Em nota à BBC News Brasil, o Ministério da Saúde afirma que tem orientado os gestores locais de saúde que os atendimentos essenciais sejam mantidos e que os procedimentos eletivos, que não precisam de urgência, sejam adiados. A pasta pontua que uma das opções para continuidade dos atendimentos nas unidades básicas é a telemedicina, visitas domiciliares ou outras formas, desde que sejam adotadas as medidas de precaução adequadas.

O ministério diz que, para reforçar o atendimento médico da atenção primária, facilitou emergencialmente a adesão dos municípios ao programa Saúde na Hora, “possibilitando o aumento de repasses federais para 28 mil unidades de saúde menores reforçarem o atendimento durante a pandemia”. Assim, segundo a pasta, muitas unidades passaram a flexibilizar o atendimento para o público acessar os serviços ofertados nos postos de saúde.

“Vale reforçar que o Sistema Único de Saúde (SUS) é tripartite e funciona com a articulação das ações entre Governo Federal, Estados e Municípios. Sendo assim, cada esfera tem autonomia para tomar decisões que estão sob a sua gestão”, diz nota do Ministério da Saúde.

BBC

 

Opinião dos leitores

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Economia

Nova companhia aérea passa a operar no RN na próxima semana

Mais nova companhia aérea brasileira, a Itapemirim Transportes Aéreos estreia em mais cinco destinos: Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Maceió (AL), Natal (RN) e Recife (PE). As operações comerciais terão início no dia 1 de agosto de 2021.

Os voos da ITA serão realizados por aeronaves Airbus A320, com capacidade para transportar confortavelmente até 162 passageiros. São 18 assentos a menos em relação à configuração máxima do modelo. Assim, as aeronaves da ITA foram customizadas e reconfiguradas para possibilitar mais espaço entre as poltronas – o que faz com que todas as fileiras de assentos estejam dentro dos padrões da categoria A do selo ANAC de conforto.

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Esporte

ABC precisa fazer 7 gols no Flamengo para avançar na Copa do Brasil

O ABC foi goleado por 6 a 0, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil e agora precisa fazer sete gols no Flamengo no jogo de volta para pensar em avançar na Copa do Brasil.

Os gols da goleada desta quinta-feira (19) foram marcados por: Gabigol (duas vezes), Arrascaeta, Bruno Henrique, Michael e Donato (contra).

O duelo de volta está marcado para a próxima quinta-feira, na Arena das Dunas, em Natal, às 21h30 (de Brasília). O Flamengo pode perder por até cinco gols de diferença que se classifica às quartas de final.

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Política

Ala política do governo propõe mudar teto de gastos para ampliar Bolsa Família

Com um espaço enxuto no teto de gastos em 2022, a possibilidade de bancar o novo Bolsa Família com recursos fora do limite de despesas, ou alterá-lo para acomodar o gasto extra, voltou ao radar de integrantes da ala política do governo. Duas fontes desse grupo admitem de forma reservada ao Estadão/Broadcast que as opções são consideradas e têm defensores.

O Ministério da Economia, por sua vez, não conta com nenhuma dessas alternativas e trabalha para reformular o programa mantendo as despesas dentro do teto atual, segundo quatro fontes consultadas pela reportagem.

A discussão entrou no radar da Casa Civil, que agora está sob o comando de Ciro Nogueira, um dos caciques do Centrão, bloco que dá sustentação política ao presidente Jair Bolsonaro. O tema também é de conhecimento de integrantes do Ministério da Cidadania. A interlocutores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que a reformulação do programa será feita dentro das regras fiscais e que há espaço no teto para ir adiante com a medida.

Estadão Conteúdo

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Política

Barroso se manifesta sobre acusações de Bolsonaro em relação a urnas eletrônicas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse nesta quinta-feira (29) que o país não tem paixões por urnas eletrônicas, mas por eleições livres e limpas. A fala do ministro é sua primeira manifestação pública durante o recesso do Judiciário, que vai até o fim do mês e que foi preenchido por ataques do presidente da República, Jair Bolsonaro, à sua pessoa.

Durante a inauguração do novo edifício do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Barroso buscou fazer um paralelo dos dias atuais até 1996, quando ainda predominava o voto impresso no Brasil. “Toda eleição no Brasil tinha a suspeição da fraude, aquelas mesas apuradoras com contagem manual de votos, os votos apareciam e os votos desapareciam”, disse. A implementação do voto eletrônico, disse, permitiu acabar com o coronelismo no país, além do histórico de fraudes na votação e na sua apuração. “Desde 1996, jamais se documentou, na vida brasileira, um episódio de fraude.”

Barroso argumentou que uma fraude eleitoral exigiria a participação de pessoas no TSE e na própria Justiça Eleitoral para ser levado a cabo, e que “não há precedente e não há razão para se mexer em time que está se ganhando”. As informações são do Congresso em Foco.

Sem citar o nome de Bolsonaro, Barroso disse que não pensa em concorrer a nenhum cargo, e que não tem interesse em nenhum sistema de votação em específico – mas sim em “preservar a democracia que eu e minha geração lutamos para instaurar”. Sobre o voto impresso, Barroso disse que há “a crença de pessoas de boa-fé” no processo.

A proposta, advertiu, não é tão boa quanto parece ser. “Você não cria um mecanismo de auditoria menos seguro que o objeto que precisa ser auditado”, comparou. “Estamos falando de 150 milhões de votos em um país que em muitas partes e em muitas regiões se tem problemas de roubo de carga, milícia e facções criminosas…portanto, vamos ter de transportar 150 milhões de votos com os riscos que isso envolve; temos que armazenar estes votos para que não apareçam novos votos dentro das urnas; e depois – e isso então é o filme de terror – temos de recontar estes votos à mão.”

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Política

Rodrigo Maia ressurge e chama Bolsonaro de populista

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (sem partido-RJ), chamou o presidente Jair Bolsonaro de “populista” e afirmou que por isso, “ganha as eleições pelo voto democrático” e depois “questiona instituições democráticas”. A declaração de Maia foi uma resposta às falas de Bolsonaro em sua live semanal, realizada nesta 5ª feira (29.jul). Segundo o presidente, Maia “mudou de lado” na defesa do que Bolsonaro chama de “voto democrático”. As informações são do Poder 360.

“Ganha as eleições pelo voto democrático e, depois, por dentro do sistema, questiona as instituições democráticas, como vem fazendo de 2019, com as manifestações contra o Congresso e o Supremo”, afirmou Maia.

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Política

TSE contesta Bolsonaro sobre supostas fraude em eleições

A página do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no Twitter contestou em tempo real as falas do presidente Jair Bolsonaro sobre supostas fraudes nas eleições. O mandatário usou sua live semanal, nesta 5ª feira (29.jul.2021), para apresentar o que chamou de “prova bomba” de irregularidades no processo eleitoral. As informações são do Poder 360.

Durante a live, no entanto, o presidente mudou o tom e afirmou que há “indícios fortíssimos ainda em fase de aprofundamento que nos levam a crer que temos que mudar esse processo eleitoral”. E completou: “Não temos provas, vamos deixar bem claro, mas indícios“.

Em uma postagem, o TSE afirma que “ a apuração dos resultados é feita automaticamente pela #UrnaEletrônica ao encerramento da votação. Os dados criptografados são transmitidos ao @TSEjusbr, que checa a autenticidade/integridade e faz a totalização, em processo público e auditável”, diz uma postagem.

Na live, o presidente disse que a contagem dos votos da eleição se daria “numa sala secreta do TSE”.

“É justo quem tirou o Lula da cadeia, quem o tornou elegível, ser o mesmo que vai contar o voto numa sala secreta do TSE? Cadê a contagem pública dos votos? Que eu quero eleições no ano que vem, vamos realizar eleições no ano que vem, mas eleições limpas, democráticas, sinceras”, declarou o presidente.

Outra postagem do tribunal diz que Índia, Rússia, França e EUA estão entre os países que usam, em algumas regiões, o voto inteiramente digital (sem impressão). O TSE usou dados do IDEA (Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral, na sigla em inglês) para afirmar que no mundo todo, 27 países (de 178 analisados) usam tecnologia eletrônica em eleições nacionais.

Bolsonaro disse que o sistema eletrônico de votação só existe no Butão e em Bangladesh, além do Brasil.

O chefe do Executivo mudou o tom, e não falou em “provas” contra as eleições. Disse que há “indícios fortíssimos ainda em fase de aprofundamento que nos levam a crer que temos que mudar esse processo eleitoral”.

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Judiciário

Ex-médico Roger Abdelmassih voltará para a prisão

Foto: Agência O Globo

Condenado a 278 anos, o ex-médico Roger Abdelmassih vai voltar a cumprir pena em regime fechado. A decisão foi tomada nesta quinta-feira pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, ao analisar pedido apresentado pelo Ministério Público de São Paulo. Ele foi condenado por crimes de estupro e atentado ao pudor praticados contra mais de 70 pacientes.

O promotor Marcelo Negrini de Oliveira Mattos, da Promotoria de Justiça de Taubaté, argumentou que o estado de saúde de Abdelmassih não requer concessão do benefício de prisão domiciliar. Um atestado feito por perito do Centro de Apoio à Execução atestou que o médico possui condições físicas de continuar a cumprir pena em unidade prisional.

Ele cumpre pena no presídio de Tremembé, no Vale do Paraíba, em São Paulo.

Abdelmassih está em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, desde maio passado, quando a juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Tremembé, considerou que o estado de saúde dele era delicado e exigia cuidados constantes, que não seriam possíveis na prisão.

“Está evidenciado nos autos que o sentenciado em questão conta com setenta e seis anos de idade, apresenta quadro clínico bastante debilitado, experimenta atualmente considerável piora em seu estado de saúde, necessita de cuidados ininterruptos, medicação constante e em horários diversificados, exames frequentes e específicos, assim como alimentação especial e vigilância contínua, tanto da área médica como de enfermagem”, escreveu a juíza na época.

Em março de 2020 o ex-médico chegou a receber o benefício da prisão domiciliar por ser considerado integrante do grupo de risco de contrair o coronavírus. A decisão foi revogada em agosto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O Globo

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Saúde

Pfizer entrega 2 lotes com total de 1,9 milhão de doses de vacina ao Brasil

Foto: Divulgação/Éder Rezende

Chegaram ao Brasil na noite desta quinta-feira (29) 2 carregamentos com 1.895.400 doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer. Os voos vindos de Miami pousaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Com estes lotes, a empresa já entregou mais de 27 milhões de doses ao governo brasileiro. Até o dia 1º de agosto, ainda chegarão aproximadamente 3 milhões de doses.

Para agosto, a previsão mais recente do Ministério da Saúde é de 33,3 milhões de doses do imunizante da Pfizer, mais da metade de todas as 63,3 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 que o órgão espera receber.

O órgão publicou na 4ª feira (28.jul) a 1ª estimativa para o mês de setembro. São esperadas aproximadamente 69,5 milhões de doses ao todo, sendo 37,5 milhões da Pfizer, 17,8 milhões da CoronaVac e 14,2 milhões da AstraZeneca. De outubro a dezembro, a previsão é de 316,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Dessas, aproximadamente 100 milhões são da Pfizer.

No Twitter, o ministro Marcelo Queiroga anunciou as estimativas de entregas para os próximos meses. “Vamos em frente para acelerar ainda mais essa vacinação no Brasil”, declarou. Na 2ª feira, o país atingiu a marca de 100 milhões de vacinados, considerando a soma daqueles que tomaram a 1ª dose de vacinas de dose dupla aos que receberam imunizantes de dose única.

Poder 360

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Segurança

Bala perdida atinge prédio no Tirol

Foto: reprodução

Uma bala perdida atingiu o edifício Chateau Saint Emilion no bairro do Tirol na noite desta quinta-feira (29). O edifício fica por trás do Instituto Maria Auxiliadora. O fato ocorreu enquanto ocorria uma intensa troca de tiros em Mãe Luíza . A polícia foi chamada até o local, mas não tem detalhes sobre a ocorrência.

Com informações do Blog de Gustavo Negreiros

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Política

Bolsonaro fala em “indícios fortíssimos” e que “não tem como se comprovar se as eleições não foram ou foram fraudadas”

Foto: reprodução

O presidente Jair Bolsonaro utilizou mais de 30 minutos fez um resumo de seu período à frente da Presidência da República e das bandeiras que defende durante a live transmitida em sua página oficial nas redes sociais nesta quinta-feira (29).

O chefe do Executivo mudou o tom e não falou em “provas” que prometeu para indicar fraudes nas eleições anteriores. Disse que há “indícios fortíssimos ainda em fase de aprofundamento que nos levam a crer que temos que mudar esse processo eleitoral”. Ele havia prometido apresentar o que chama de “prova bomba” que houve fraudes em eleições anteriores.

Nos primeiros 40 minutos de transmissão, Bolsonaro não apresentou nenhum elemento relacionado a supostas irregularidades nos processos eleitorais. “Não tem como se comprovar se as eleições não foram ou foram fraudadas”, disse. Ele está acompanhado de uma pessoa identificada apenas como “Eduardo, analista de inteligência”, que deverá apresentar supostas provas de fraudes nas eleições.

A transmissão está sendo acompanhada por jornalistas de veículos de imprensa, que não foram autorizados a fazer perguntas. A fala inicial de Bolsonaro serviu para que o mandatário repetisse temas que tradicionalmente aborda em suas declarações, como a defesa do voto impresso, chamado por ele de “voto democrático”.

“Nós queremos transparência, queremos a verdade, queremos eleições democráticas, o voto democrático. Quem pode ser contra isso? Quem quer a desestabilização de uma nação poderosa como a nossa? Outros países estão de olho aqui. O nosso fracasso é a vitória deles”, afirmou. Disse também que ganhe quem ganhar a eleição de 2022, “vamos respeitar a vontade popular”.

Bolsonaro também atacou o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Roberto Barroso. “Por que a ferocidade do presidente do TSE em não querer discutir e não querer falar sobre uma contagem pública de votos, ou sobre uma forma de auditá-los?”, questionou.

“Por que o presidente do TSE, na iminência de ver a PEC (proposta de emenda constitucional) da deputada Bia Kicis (PSL-DF) ser aprovada na comissão especial, ele vai para dentro do parlamento, se reúne com várias lideranças partidárias e, no dia seguinte, muitos desses líderes trocam a posição da comissão por parlamentares que se comprometeram a votar contra o voto impresso. Qual foi o poder de persuasão do Barroso? Que poder ele tem?”.

Bolsonaro também falou sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e demonstrou preocupação de o petista ganhar a eleição. “O que nós não podemos admitir é que alguém que não tenha voto, chegue. É justo quem tirou o Lula da cadeia, quem o tornou elegível, ser o mesmo que vai contar o voto numa sala secreta do TSE? Cadê a contagem pública dos votos? Que eu quero eleições no ano que vem, vamos realizar eleições no ano que vem, mas eleições limpas, democráticas, sinceras”.

O mandatário tocou em temas que reverberam em sua base de apoio popular, como a defesa do armamento da população. Ele também reclamou do tratamento que veículos de imprensa adotam em relação ao seu governo e criticou o STF (Supremo Tribunal Federal) pela decisão de reconhecer as responsabilidade de prefeitos e governadores na gestão da pandemia de covid-19.

O presidente ainda afirmou que seu governo está há 2 anos e meio sem nenhum caso de corrupção.

Demonstração de programador

No meio da live presidencial, apareceu em vídeo uma pessoa que se apresentou como Jeferson e “programador”. Disse ser possível alterar o código fonte de uma urna eletrônica. Dessa forma, o eleitor votaria em um determinado candidato, e a foto correta apareceria na tela da urna. Mas no banco de dados seria registrado o voto para outro candidato. O programador não explicou como seria possível invadir todas as urnas eletrônicas, ou mesmo uma delas individualmente.

As urnas são carregadas com os programas que têm os nomes, números e fotos dos candidatos. Esse carregamento é realizado em cerimônia pública, dentro do edifício da Justiça Eleitoral, e fiscalizada por representantes de todos os partidos. Depois, as urnas são lacradas e só são abertas no dia da eleição, quando são ligadas na tomada –mas não na internet. Ou seja, é muito difícil que alguém consiga ter acesso às urnas para fazer a alteração no programa.

Durante a live, Bolsonaro deu um exemplo que alguém pode “desviar 12 milhões de votos”. Para fazer isso a partir de fraudes em urnas, seria necessário ter acesso a milhares de equipamentos.

Também foram apresentados vídeos de eleitores em 2018 dizendo que votaram em Bolsonaro, cujo número era 17, e na tela da urna aparecia “nulo”. Não fica claro como isso pode ter acontecido. Para o presidente, esse tipo de adulteração “aconteceu largamente”. Mas sempre com o cuidado de dizer: “Não temos provas”.

live também utilizou largamente imagens da emissora de TV a cabo GloboNews, de 2018, no início da apuração apontando a vantagem de Bolsonaro e dizendo sobre a possibilidade de vitória no 1º turno. Mas nas próprias imagens fica muito claro que poucas urnas estavam apuradas.

Imagem: reprodução

Essa imagem da apuração de 2018 foi mostrada para tentar demonstrar que Bolsonaro poderia ganhar no 1º turno. Mas, como se observa, ainda faltavam muitos votos para serem apurados (só 57% dos votos estavam escrutinados naquele momento)

Imagem: reprodução

Essa imagem também foi usada por Bolsonaro para tentar demonstrar que houve fraude em 2018. O presidente diz que estava muito à frente e depois não venceu no 1º turno. Mas a apuração é assimétrica e não há como projetar resultados quando ainda faltam muitos votos para serem escrutinados, como demonstra a imagem.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Bravateiro fdp. É passei o dia na espectativa achando que o cara iria mostrar o cara votando no mito e saindo na tela Lula kkkkkkkkkk

  2. O Minto mentiu na live, de novo…. disse que apenas 3 países utilizam a votação eletrônica… MENTIRA !!! São 46 países que utilizam… e nem todas utilizam impressão do voto… E as que utilizam o voto impresso, têm recursos financeiros muito superiores ao sistema brasileiro…. Libera o caixa do governo que o TSE compra os equipamentos

  3. Meu Deus, que palhaçada foi essa? (Com respeito a todos os que são palhaços de boa qualidade) o Presidente ultrapassou todos os limites hoje, isso não é possível acontecer, eh brincar com a nossa democracia, eh nos fazer de bobos, ele disse que teria provas e aparece com um bobo falando que as pessoas “ponhava” um voto e aparecia outro, de verdade eu ainda não acredito no que vimos e ouvimos, e aqui não eh a fala de quem votou em outro candidato não! Votei em Bolsonaro em 2018 e meu voto foi computado de forma correta e acabamos por elege-lo, mas a situação do governo tá difícil de entender, não tenho como repetir esse voto no próximo ano, eh uma questão de valorizar meu voto e a nossa democracia, que dia triste para o Brasil.

  4. Como sempre, não falou a verdade e nem apresentou provas concretas, apenas suposições… estórias da carochinha… Respeite a Palavra de Deus e não use a referência bíblica para endossar suas sandices…

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