Polícia

Brasil registra queda de 25% nos assassinatos nos dois primeiros meses de 2019, e RN surge em 2º em redução

Brasil registra redução no número de mortes violentas no 1º bimestre — Foto: Rodrigo Sanches/G1

O Brasil teve uma queda de 25% no número de assassinatos nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Essa é a primeira parcial divulgada no ano.

De acordo com a ferramenta, houve 6.856 mortes violentas no primeiro bimestre de 2019. O dado só não comporta o Paraná. O governo do estado informa que os números de janeiro e fevereiro ainda estão sendo tabulados para posterior divulgação. Tirando o Paraná, houve 9.094 assassinatos no mesmo período de 2018. Ou seja, uma queda de 25%.

A queda é puxada principalmente pelos estados do Nordeste, que, juntos, registram a redução mais significativa do número de mortes (34%) – somente no Ceará o índice diminuiu 58%.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O levantamento revela que:

houve uma redução de 2.238 vítimas no período
quatro estados apresentaram uma redução superior a 30%
o Ceará teve a maior queda no país: 58%
apenas dois estados (Amazonas e Rondônia) tiveram aumento no número de mortes violentas

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é dezembro de 2018.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço ainda será realizado dentro do Monitor da Violência, separadamente, como em 2018.

Tendência de queda

Nem todos os estados possuem os dados de março. Até agora, só 16 têm a estatística. Com a exceção do DF, todos registraram queda em comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram 2.190 mortes violentas, ante 2.969 de 2018, se forem contabilizadas apenas essas unidades da federação – uma queda de 26%.

Levando em conta esses dados, a queda no trimestre continua sendo de 25% no Brasil.

Os números mostram um declínio dos assassinatos. Em 2018, a queda foi a maior em 11 anos se for levada em conta a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, apesar da tendência de queda, “os dados estão longe de apontarem para um quadro de redução ao longo do ano e apenas aumentam a responsabilidade dos novos governos estaduais e federal para a manutenção ou melhoria dos resultados”.

Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dizem que o país está diante de um “bom enigma”. “É preciso identificar com precisão o que provocou esta inflexão para que políticas públicas possam ser mais bem efetivas. E isso só será possível com o investimento contínuo em monitoramento e avaliação de programas e ações.”

Causas da redução

Bruno Paes Manso diz que é preciso lembrar que 2017 foi um ano atípico, em que o Brasil atingiu o ápice de mortes.

“A crise nos presídios acabou se desdobrando do lado de fora, criando problemas em vários estados. E ela produziu um tipo de intervenção mais concentrada e urgente, no centro nevrálgico desses conflitos. Uma intervenção decorrente de dez anos de discussões de uma rede de instituições criminais e da sociedade civil. Ou seja, não era necessário tirar medidas da cartola. Esse debate vinha sendo feito há muito tempo. E essas medidas acabaram cessando de algum modo a febre, fazendo com que a temperatura voltasse gradualmente a um patamar mais baixo”, afirma Bruno Paes Manso.

Samira Bueno acredita que alguns fatores, como a criação do Ministério da Segurança Pública na gestão passada, ajudam a explicar essa queda. “Por mais que dinâmicas do crime organizado ajudem a explicar parte da redução, há outros fatores que precisam ser levados em conta. Pode existir, claro, uma relação com o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), já que sua implementação ocorreu num contexto de muita mobilização dos estados, pressionados pelos índices de criminalidade e pelo período eleitoral”, diz.

“Também houve a aplicação de mais dinheiro federal, apesar da crise fiscal. Houve o descontingenciamento de R$ 2,8 bilhões do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) e uma mudança na lei pra que parte do recurso do fundo fosse utilizado em ações na área segurança. Foi criado também na gestão Temer o Ministério da Segurança Pública, que teve um papel muito importante nisso tudo. Ou seja, houve uma tentativa do governo federal de liderar o processo e coordená-lo minimamente”, diz Samira Bueno.

‘Regime de não conflito’ no Ceará

O Ceará teve a maior queda no número de mortes violentas do país: 58%. O estado, que teve 844 assassinatos no primeiro bimestre de 2018, registrou 355 nos primeiros dois meses deste ano. A redução é significativa. Em janeiro, o Ceará teve centenas de ataques coordenados por facções criminosas por conta de medidas anunciadas no governo para tornar a fiscalização nos presídios mais rígidas.

Para o pesquisador Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), o que houve no Ceará foi o estabelecimento de “um regime de não conflito” entre as facções criminosas.

“Os eventos de janeiro, quando Fortaleza ficou sob ataques de grupos armados, demonstram que esses grupos continuam existindo e atuando, e exercendo o domínio territorial nas periferias urbanas. O que nós estamos experimentando agora é a reacomodação das forças”, diz Luiz Fábio Paiva, da Universidade Federal do Ceará.

Por isso, Paiva não considera a situação como “uma pacificação, mas sim uma acomodação”.

“Quando o Ceará estava sob forte ataque, era observado que havia situações que demonstravam um certo nível de cooperação desses grupos, sobretudo permitindo que determinados membros de uma facção passassem pelo território do outro sem sofrer alguma ação violenta”, diz Paiva.

Ainda segundo o especialista, “dizer isso não é desqualificar os serviços de segurança pública, as forças policiais e o sistema de Justiça, mas reconhecer que eles não têm como serem os responsáveis por um processo que é muito maior”.

De acordo com o secretário da Segurança Pública do estado, André Costa, a redução do número de homicídios ocorre desde o ano passado devido a um “conjunto de ações” elaboradas em 2017. Entre as estratégias, segundo Costa, estão o combate à “mobilidade do crime”, evitando furto e roubo de veículos e recuperando automóveis roubados; investimento em ciência e tecnologia para estudar a atuação de criminosos; e ações da Secretaria da Administração Penitenciária, que dificultam a comunicação de presidiários que comandam facções criminosos e ordenam crimes de dentro das prisões.

“Os resultados vão acontecendo porque, à medida que o tempo passa, [com] as inovações que a gente trouxe, os policiais passam a confiar, acreditar, e leva tempo também para ter todo o aprendizado cultural de trabalhar com novas ferramentas”, afirma.

Embora os números deste ano sejam menores que os de 2018, ainda há casos de repercussão no estado. A vendedora Lidiane Gomes da Silva, de 22 anos, por exemplo, foi assassinada pelo ex-companheiro dentro de um shopping em Maracanaú. Antes do assassinato, ela relatou a um amigo, em conversa pelo WhatsApp, que sofria ameaças após a separação. O homem se matou após o crime.

Nordeste em queda

Assim como o Ceará, todos os outros estados do Nordeste registraram uma queda no período analisado. Rio Grande do Norte e Pernambuco também tiveram quedas expressivas, de 42% e de 33%, respectivamente.

Segundo o coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, secretário de Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, uma maior integração entre os órgãos públicos é um dos fatores por trás da queda.

“A redução dos índices de criminalidade (…) deve-se a um melhor planejamento das ações das instituições de segurança pública, uma maior integração – tanto das instituições do estado, como das instituições federais que estão aqui no Rio Grande do Norte, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as próprias Forças Armadas –, o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, a abnegação dos policiais nessas ações, um maior controle do sistema prisional e, também, o apoio inconteste do governo do estado a todas essas ações de nossas instituições”.

Em Pernambuco, segundo o secretário de Defesa Social do Estado, Antônio de Pádua, uma série de investimentos foi feita no estado nos últimos anos, principalmente na área de pessoal. Segundo ele, novas contratações possibilitaram aumentar a presença da polícia no interior e criar cinco novas unidades da Polícia Científica.

“[O investimento em pessoal] também possibilitou uma melhora na qualidade de resolução do inquérito policial. Tivemos um índice de mais de 50% de resolução em 2018. No primeiro bimestre de 2019, estamos chegando a quase 60% dos inquéritos. (…) Isso significa que a polícia está encontrando os autores dos crimes e representando pela prisão”, diz Antônio de Pádua, do governo de Pernambuco.

José Nóbrega, doutor em ciência política pela UFPE e coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade Federal de Campina Grande, destaca que os dados do primeiro bimestre deste ano ainda são provisórios e podem ser ajustados, mas que há uma tendência de queda desde 2018. Determinar o que está por trás dos números e da queda, porém, é difícil por conta da falta de informações.

“Não temos informação de qualidade para atribuir a redução a algum fator, seja ele referente às tomadas de decisão do estado ou a fatores socioeconômicos. Precisamos analisar o nível do impacto do governo na redução de crimes e, por exemplo, o quanto o Produto Interno Bruto influenciou nisso, qual a taxa de desocupação das pessoas. Sem isso, fica tudo muito lacunar”, diz.

Já no Amapá, que também teve uma queda superior a 30% no número de mortes, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública atribui o fato a políticas de segurança pública implementadas pelo governo, “como a contratação de novos policiais, aquisição de novas viaturas, operações policiais rotineiras, treinamento das forças de segurança e o serviço de inteligência das polícias”.

Leve aumento

Apenas dois estados tiveram aumento no número de mortes violentas nos primeiros dois meses deste ano: Rondônia (3,9%) e Amazonas (3,3%). Os aumentos foram leves e não chegaram a dois dígitos em nenhum dos casos, mas, mesmo assim, mostram um movimento contrário ao resto do país.

Apesar de estar entre os estados que apresentaram alta, o governo do Amazonas destaca que, considerando os dados do trimestre e não do bimestre, os números de morte violenta caíram em comparação com o mesmo período do ano passado.

“O número de homicídios registrado em janeiro, período de transição, quando a nova administração estava começando a implantar as novas diretrizes de segurança, influenciaram nesse resultado [de queda no bimestre]. Contudo, a partir de fevereiro, houve redução da criminalidade, tanto em casos de homicídio, latrocínio, como nos casos de roubos”, afirma a Secretaria de Segurança Pública do estado. “Vale destacar que, somente em março, o número de homicídios na capital amazonense (58) foi o menor desde 2011.”

Entre as medidas adotadas pela gestão, a secretaria destaca a realização de nove operações policiais. Em fevereiro, também foi feita uma operação específica para combater homicídios, chamada de “Pronta Resposta”. Na ocasião, foram presos 52 suspeitos de envolvimento em homicídios, latrocínios, roubos e tráfico de drogas.

Os dados

Quatro estados registraram uma redução superior a 30% no número de mortes violentas. Veja a relação completa (a ordem está da maior redução para a menor; os dois estados com alta, assim como o Paraná, que não enviou os dados, estão no fim da tabela):

Colaboraram G1 AM, G1 AP, G1 CE, G1 PE, G1 RN e G1 RO

G1

Opinião dos leitores

  1. Nao vao admitir jamais que já é efeito Bilsonaro. Imagina quando aprovarem o pacote anticrime. Só isso já valew a eleição.

  2. Mas a queda na taxa de homicídios eh mérito somente do governo Fátima do PT… No mínimo, foi por causa do governo dela que o Brasil está reduzindo essa taxa, certeza! (Ironia)

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Agressão de integrante da segurança de Janja a deputada do PT em Natal durante evento pelo fim da violência contra as mulheres ganha destaque nacional

Imagens: reprodução UOL e Metrópoles

A agressão de um agente da PF, integrante da equipe de segurança da primeira-dama Janja, à deputada estadual do PT, Divaneide Basílio, ocorrida em Natal na última quinta-feira (25), ganhou as páginas nacionais e virou notícia em portais como o UOL, Metrópoles e da Revista Oeste.

Um detalhe que chama ainda mais atenção é que a agressão aconteceu justamente em um evento chamado “Ato das Mulheres”, focado no enfrentamento à violência contra a mulher. Além de Janja, o evento também contou com a participação da ministra das Mulheres Márcia Lopes.

O diretório do PT no estado afirmou que Janja afastou o segurança. “A primeira-dama, assim que foi informada, prontamente repudiou o ocorrido e afastou o agente dos eventos seguintes”, afirmou o diretório em nota.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO – CENAS FORTES] DANIEL ALCIDES: Além de agredir mulher, ameaça a imprensa

A sociedade potiguar se chocou esta semana com as imagens que circulam nas redes sociais mostrando o advogado Daniel Alcides agredindo sua ex-mulher. Os vídeos fazem parte dos autos do processo judicial movido pela ex-companheira. O material revela vários episódios de violência, incluindo gritos, xingamentos e até chutes. A Justiça determinou que ele deixasse o lar e cumprisse medidas protetivas.

Além de agredir a ex-mulher, Daniel Alcides passou também a ameaçar, censurar e intimidar a imprensa, na tentativa de impedir a divulgação do caso. O jornalista mossoroense Bruno Barreto revelou que recebeu uma notificação extrajudicial do advogado do acusado para apagar os vídeos das agressões, sob a alegação de que o material causa danos à imagem dele e integra um processo que tramita em segredo de justiça.

O “Blog da Chris Alves” relatou que também foi notificado extrajudicialmente pelo advogado de Daniel Alcides. A estratégia, além de representar uma evidente tentativa de intimidação da imprensa, só contribui para jogar ainda mais holofotes sobre os episódios de agressão contra a ex-companheira, produzindo o efeito contrário ao desejado pela defesa do suposto agressor.

Os veículos de comunicação exerceram sua missão de informar os fatos, abrindo espaço para que o acusado apresentasse sua versão sobre as fortes imagens, que causam indignação pelo nível de violência física, verbal e psicológica. Daniel Alcides, além de agredir a ex-mulher, parece acreditar que também pode calar a imprensa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Wallyson marca, ABC empata com o Altos-PI, e avança no mata-mata em busca do acesso à Série C

Imagem: reprodução/YouTube Metrópoles

O ABC segue firme em busca do acesso à Série C do Campeonato Brasileiro em 2027. Após vencer o primeiro jogo no Piauí contra o Altos na semana passada por 1 a 0, o Mais Querido empatou em 1 a 1 com o time piauiense neste domingo (28), na Arena das Dunas.

O placar agregado de 2 a 1 favorável garantiu o time de Natal na 3ª fase da competição.

O ABC saiu na frente com gol de Wallyson logo aos 2 minutos de jogo e sofreu o empate no fim da primeira etapa, com Geninho marcando para os piauienses.

O adversário do Mais Querido na próxima fase será o Águia de Marabá-PA.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CATÁSTROFE: Mortes na Venezuela vão a 1.450 após terremotos; ONU estima cerca de 50 mil desaparecidos

Equipes de resgate procuram pessoas presas nos destroços após terremoto em La Guaira, na Venezuela — Foto: Ariana Cubillos/AP PhotoPrédios danificados pelos terremotos três dias após atingirem Catia La Mar, Venezuela. — Foto: Matías Delacroix/AP Photo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Após promotor dizer que facção criminosa está ‘desaparecendo’ no RN, supostos integrantes gravam vídeo e mandam recado

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra supostos integrantes da facção Sindicato do Crime (SDC) rebatendo declarações do promotor de Justiça Sílvio Brito, do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que afirmou que a organização está em decadência e pode desaparecer nos próximos anos diante do avanço do Comando Vermelho no Estado.

Nas imagens, homens armados e encapuzados afirmam que a informação é “falsa” e garantem que a facção segue “firme e forte” no Rio Grande do Norte. “Queremos deixar todos cientes que nossa facção está firme e forte dentro do Estado do Rio Grande do Norte e não iremos recuar nenhum momento. Somos nordestinos, potiguar (sic), e vamos lutar até a última gota de sangue contra qualquer facção que queira predominar dentro do nosso Estado“, diz um dos homens no vídeo que circula nas redes sociais.

Em entrevista à TV Tropical nesta semana, Sílvio Brito afirmou que o Sindicato do Crime vem perdendo integrantes para o Comando Vermelho, em um processo conhecido como “rasgar a camisa”. Segundo ele, a facção de origem no Rio de Janeiro amplia sua presença no RN e pode assumir o domínio do crime organizado nos próximos anos.

O promotor alertou, no entanto, que a possível extinção do Sindicato do Crime não representa melhora na segurança pública. Segundo ele, o fortalecimento de uma facção de atuação nacional pode dificultar ainda mais o combate ao crime organizado e intensificar disputas violentas pelo controle de territórios no Estado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Moraes deve se reunir com advogados de Bolsonaro antes de decidir sobre continuidade de prisão domiciliar humanitária

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deve se reunir nesta terça-feira (30), em Brasília, com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para decidir se ele permanecerá ou não em prisão domiciliar humanitária. A expectativa é que Moraes anuncie sua decisão após a reunião. A informação foi publicada pelo colunista da CNN Brasil, Gustavo Uribe.

Bolsonaro completou 90 dias no regime na última quinta-feira (25). A expectativa era de renovação automática da medida, mas a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente levou Moraes a reavaliar o caso.

O ministro solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa sobre um possível descumprimento de medida cautelar relacionado ao episódio da arma.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que a decisão seja tomada após a conclusão das investigações. Já a defesa nega que Bolsonaro tenha cometido qualquer falta grave.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeito de Angicos confirma apoio a Walter Alves durante evento que reuniu multidão

O prefeito de Angicos, Pinheiro Neto (MDB), confirmou neste sábado (27) apoio à pré-candidatura de Walter Alves a deputado estadual. O anúncio foi feito durante o evento Quinze Trinta, que reuniu uma multidão no município e contou com a presença de importantes lideranças políticas do Rio Grande do Norte.

Eleito em 2020 e reeleito em 2024 com mais de 72% dos votos válidos, Pinheiro Neto destacou a parceria construída com Walter ao longo dos anos e lembrou os recursos destinados ao município durante o período em que ele exerceu mandato como deputado federal.

“Walter sempre foi um parceiro de Angicos. Destinou recursos importantes para o nosso município e sempre esteve ao lado da nossa gestão. Nosso apoio é um reconhecimento ao trabalho que ele realizou em favor da nossa cidade e da nossa população”, afirmou.

Walter Alves agradeceu a manifestação de apoio e reafirmou seu compromisso com o município. “Recebo com muita alegria o apoio do prefeito Pinheiro Neto. Tenho uma relação de respeito e trabalho com Angicos há muito tempo. Foram mais de R$ 5 milhões destinados à melhoria da cidade. E, se Deus quiser, vamos trabalhar muito mais”, declarou.

Além de Walter Alves, participaram do evento o pré-candidato a governador Alysson Bezerra, a senadora e pré-candidata à reeleição Zenaide Maia e o deputado federal e pré-candidato à reeleição Benes Leocádio. Além de vereadores e outras lideranças políticas de Angicos e região.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Brasileiros se aposentam, em média, aos 57 anos, idade abaixo da mínima imposta pela Reforma da Previdência

Foto: Antônio More/Arquivo/Gazeta do Povo

Sete anos após a Reforma da Previdência, que estabeleceu idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, a idade média de concessão das aposentadorias no Brasil ainda é de 56,7 anos, segundo estudo do especialista Rogério Nagamine divulgado pelo jornal O Globo.

O levantamento mostra que aposentadorias concedidas a pessoas com menos de 60 anos custaram R$ 145,4 bilhões aos cofres públicos entre 2023 e 2024. Apenas trabalhadores urbanos e rurais nessa faixa etária receberam R$ 115 bilhões em benefícios no período. Militares e servidores federais também contribuíram para elevar os gastos.

A principal razão para a média continuar abaixo da idade mínima são as regras de transição criadas na reforma de 2019, além dos regimes especiais para militares, trabalhadores rurais e algumas categorias profissionais.

Pressão sobre as contas públicas

Segundo Nagamine, essas aposentadorias ampliam a pressão sobre as contas públicas em um país que envelhece rapidamente. O pesquisador observa que quem se aposenta atualmente aos 60 tem expectativa de viver até pouco mais de 80 anos, o que, para ele, torna insustentável o sistema previdenciário do país, já deficitário em R$ 436,8 bilhões (R$ 317 bilhões só do INSS), diferença entre a arrecadação com contribuições e o gasto com benefícios.

Especialistas afirmam que, apesar dos avanços da reforma, a convergência para as idades mínimas será lenta e defendem uma nova discussão sobre o sistema previdenciário a partir de 2027 para garantir sua sustentabilidade no longo prazo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governador de Santa Catarina acusa Lula de xenofobia e decide acionar a PGR

Foto: Divulgação e Brenno Carvalho

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou que acionará a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposta xenofobia. A representação será protocolada na segunda-feira (29).

Durante visita a Itajaí, na sexta-feira (26), Lula criticou a tentativa de extinguir as cotas raciais nas universidades catarinenses, medida considerada inconstitucional pelo STF.

“Não pode permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não pode permitir, não pode permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas do senso de grandeza, porque esse estado é muito rico, não é pobre. A gente é um estado brasileiro e todo mundo tem que ser tratado igual”, afirmou o presidente.

Na sequência, Lula também declarou: “Não tem um cara que é branco e é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. A gente não pode. Na verdade, isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância.”

Para Jorginho, a fala insinua que os catarinenses são racistas e ultrapassa os limites do debate político.

“Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, declarou o governador de SC.

A Secretaria de Comunicação da Presidência não se manifestou sobre o caso.

Opinião dos leitores

  1. Lula tem liberdade pra ser racista, misógino, facista, nazista, homofóbico e tudo uqe estiver no catálogo. O resto não pode nem olhar torto que já é acusado de algo e preso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

QUEM ESTÁ POR TRÁS? Páginas ‘fantasmas’ do Instagram e Facebook gastaram mais de R$ 1 milhão em dois meses para atacar Flávio Bolsonaro e Tarcísio

Imagem: reprodução/O Globo

Sete páginas no Facebook e Instagram, com menos de 400 seguidores cada e sem identificação dos responsáveis, investiram mais de R$ 1,1 milhão em apenas dois meses para impulsionar conteúdos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Com nomes como Radar do Planalto, Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo, as páginas movimentaram centenas de milhares de reais em anúncios, apesar da baixa quantidade de seguidores. Elas compartilhavam registros semelhantes na Meta, sites criados em sequência e contatos com DDD 41, do Paraná, indicando possível ligação entre os perfis.

Três páginas criadas em maio saíram do ar após impulsionarem mais de mil publicações. Em junho, outras quatro perfis semelhantes assumiram a campanha e já gastaram R$ 247 mil, sendo R$ 135 mil apenas entre os dias 17 e 23 de junho — segundo maior volume de impulsionamento no período, atrás apenas do governo federal.

Anúncios driblavam algoritmo da Meta

Levantamento feito elo jornal ‘O Globo’ aponta que as páginas adotaram estratégias semelhantes para driblar os algoritmos da Meta, distribuindo os recursos em centenas de pequenos anúncios e usando legendas genéricas para dificultar a identificação de conteúdo político.

Os anúncios atacavam principalmente Flávio Bolsonaro, utilizando vídeos com acusações baseadas em reportagens jornalísticas e grande alcance nas redes. Após serem retiradas do ar, novas páginas com o mesmo padrão passaram a divulgar conteúdos contra Flávio, Tarcísio e outros nomes da direita, além de impulsionar conteúdos favoráveis ao presidente Lula e ao ex-ministro Fernando Haddad (PT).

O que diz a Meta

A Meta informou que aplica regras para anúncios políticos, promove transparência e colabora com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Especialistas afirmam que esse tipo de estratégia pode desequilibrar o debate público, dificultar a identificação dos responsáveis e ampliar o alcance de conteúdos potencialmente enganosos, ainda que não configure propaganda eleitoral antecipada.

Perfis com impulsionamento

Todas as páginas usaram as mesmas táticas para driblar as restrições dos algoritmos, como legendas neutras, e pulverizaram a distribuição de recursos.

1. Radar do Planalto

  • Enviou informações para a Meta: 22 de abril

  • Primeira publicação impulsionada: 25 de abril a 7 de maio

  • Última publicação impulsionada: 3 de junho a 4 de junho

  • Gasto total: 373,8 mil

2. Dossier Brasil 24h

  • Enviou informações para a Meta: 22 de abril

  • Primeira publicação impulsionada: 25 de abril a 8 de maio

  • Última publicação impulsionada: 2 de junho a 11 de junho

  • Gasto total: 296,5 mil

3. O Contra-Fluxo

  • Enviou informações para a Meta: 23 de abril

  • Primeira publicação impulsionada: 25 de abril a 30 de abril

  • Última publicação impulsionada: 1 de junho a 4 de junho

  • Gasto total: 220,1 mil

4. Panorama Brasil

  • Enviou informações para a Meta: 3 de junho

  • Primeira publicação impulsionada: 10 de junho a 13 de junho

  • Última publicação impulsionada: 18 de junho

  • Gasto total: 78,3 mil

5. Olho no Erro

  • Enviou informações para a Meta: 8 de junho

  • Primeira publicação impulsionada: 10 de junho a 14 de junho

  • Última publicação impulsionada: 25 de junho (Ativa)

  • Gasto total: 65,9 mil

6. Contra a Maré

  • Enviou informações para a Meta: 8 de junho

  • Primeira publicação impulsionada: 9 de junho a 14 de junho

  • Última publicação impulsionada: 25 de junho (Ativa)

  • Gasto total: 54,1 mil

7. Lente Escura

  • Enviou informações para a Meta: 8 de junho

  • Primeira publicação impulsionada: 11 de junho a 15 de junho

  • Última publicação impulsionada: 26 de junho (Ativa)

  • Gasto total: 48,9 mil

Opinião dos leitores

  1. A esquerda fala que os blogueiros de direita são do gabinete do ódio e a esquerda?? Quem anda aí gastando milhões com a mídia? Esquerda tudo pode no STF! STF esquerdista!

  2. QUERO VER QUEM VAI ENTRAR NA LISTA DO XANDÃO. OU SEJA, NO INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO. TÁ AÍ O FAMOSO GABINETE DO ÓDIO. “ACUSE-OS DO QUE VOCÊ FAZ, CHAME-OS DE QUEM VOCÊ É”.
    QUEM DISSO USA, DISSO CUIDA.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *