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Brasileiros escutam ‘good morning, coronavírus’ em atos xenófobos no exterior

Foto: Mario De Fina

“Corona, corona! Volte para o seu país.” Em meio à pandemia de coronavírus, brasileiros contam que vêm sendo vítimas de hostilidades no exterior. Segundo relatos de viajantes na Índia e em alguns países da África, eles e outros estrangeiros têm sido expulsos de hotéis, sofrido constrangimento por parte de autoridades locais e ouvido frases como a da abertura deste texto na rua.

Até na China, origem da pandemia, há casos de preconceito contra estrangeiros, desde que o país conseguiu reduzir a transmissão local e começou um esforço para evitar uma segunda onda de contaminação, desta vez vinda de fora. Uma reportagem do jornal inglês The Guardian traz casos de pessoas expulsas de restaurantes, lojas e hotéis, e um vídeo que circula na internet mostra três russos impedidos de entrar em uma loja para comprar máscaras.

Na Índia, onde um grupo de quase 180 brasileiros tenta ser repatriado após o fechamento das fronteiras, parte deles também conta ter vivido momentos tensos, especialmente em cidades menores.

A servidora pública Claudia Segobia, 50, foi pressionada para sair do hotel onde estava havia mais de um mês em Vrindavana, no norte do país. “Começaram a me perseguir lá dentro. Fui chamada por três homens da administração, pediram meu passaporte, eu ingenuamente dei na mão deles. Disseram que teriam que entregar o documento à polícia e que viriam me buscar para fazer exame e me colocar em quarentena.”

Hoje, ela está na casa de uma amiga. “No caminho para lá, começaram a apontar para mim na rua e a gritar: ‘Corona, vá para casa!’”, lembra. “Descobriram meu telefone, não sei como, e me ligaram dizendo que sabem onde estou e que vão chamar a polícia.”

Em vídeo enviado à Folha, ela mostra um tecido que colocou como proteção na janela do quarto onde está, para não ser vista do lado de fora. “Estou com muito medo, não saio daqui para nada. E a situação tende a piorar. Nenhum relato que eu faça consegue expressar o que estou sentindo. Foi muita humilhação.”

Cláudia diz que informou a embaixada brasileira e que tem recebido suporte do corpo diplomático. “Mas precisamos sair daqui. Espero que algo possa ser feito por nós.”

Em outra pequena localidade no leste da Índia, o fotógrafo Tiago Mendonça, 38, foi expulso com um amigo mexicano que o acompanha em uma viagem. “A dona do hostel começou a nos pressionar para sairmos de lá. Ela estava muito ansiosa, acho que estava sendo pressionada também. Um dia, saímos para comer, e três adolescentes pegaram uma pedra no chão e nos olharam, dizendo: ‘Você não é bem-vindo aqui’”, conta.

Na noite seguinte, alguém jogou uma pedra no telhado do hostel. “Era um paralelepípedo enorme, fez um barulho muito alto.” A dupla saiu da cidade e agora está em um lugar seguro.

“A paranoia está criando um sentimento de repúdio aos estrangeiros. Não os culpo, eles estão com medo. É um problema que está acontecendo no mundo todo, mas as pessoas não deveriam procurar um culpado”, afirma.

Em uma enquete feita por um dos brasileiros que aguardam repatriação na Índia, respondida por 140 pessoas na mesma situação, 23 delas relataram ter sofrido hostilidades por parte da população e 13, por parte da polícia. Ao menos 30% temem que as hostilidades aumentem à medida que forem surgindo mais casos de Covid-19 no país.

Um dos depoimentos reunidos pelo grupo é de uma brasileira que se hospedou na casa de um guru de ioga após seu curso ter sido suspenso. Um grupo de 20 policiais foi até a residência, obrigando todo mundo a ficar de quarentena, e divulgou para a população local que a casa estava infectada por tê-la recebido. “Estamos vendo muitos atos xenofóbicos por autoridades na Índia. Para os mesmos, se você for estrangeiro, é um coronavírus ambulante”, diz o relato.

Até agora, a embaixada na Índia conseguiu negociar cerca de 15 lugares para os brasileiros em um voo da Air France. O valor da passagem, porém, é impeditivo para alguns turistas: entre US$ 1.500 (R$ 7.800) e US$ 2.000 (R$ 10.500). “Normalmente a passagem de ida e volta custa uns R$ 4.000. A maioria de nós não tem condições de arcar com esse valor extra”, afirma Cláudia.

Em nota, o Itamaraty afirmou que a embaixada em Nova Déli e o consulado em Mumbai estão buscando meios de superar as restrições do governo indiano para possibilitar o retorno dos brasileiros.

O órgão diz que tem negociações em curso com companhias aéreas para buscar soluções de repatriamento e que está apoiando os brasileiros com medidas como compra de medicamentos e alimentos para quem precisa, “resgate de brasileiras expulsas de seus hotéis e em situação de vulnerabilidade em cidades próximas a Nova Déli e obtenção de alojamento em local seguro na capital” e “atendimento de brasileiros detidos pela polícia”.

‘DOENÇA DE BRANCO’

Em alguns países africanos, viajantes que se sentiam bem recebidos até recentemente relataram uma mudança de atitude da população após a chegada da pandemia ao continente.

A jornalista Marina Pedroso, 27, que faz uma viagem de volta ao mundo e parou no Quênia durante o isolamento, conta que o primeiro caso que ouviu de constrangimento a estrangeiros foi na Tanzânia.

“Aconteceu com três asiáticas que conheci. Disseram para elas: ‘Corona, volte para seu país’. Aqui no Quênia, depois que descobriram o primeiro caso, comecei a sentir eu mesma essa hostilidade”, conta. “Eles falam ‘hello’; se não dou bola, soltam logo um ‘corona!’. Tenho medo de sair, compro comida no máximo uma vez por semana.”

Marina conta um episódio que aconteceu quando ela estava com uma colega viajante de Hong Kong em um ônibus. “Um homem sentou do lado dela, cobriu a boca e o nariz com a camiseta e começou a falar ‘corona’. Depois o pessoal do ônibus pediu desculpas pelo comportamento dele.”

Em Botsuana para fazer trabalho voluntário, Lucy Mazera, 49, doutora em serviço social, foi outra que notou a mudança de tratamento da população. “Quando vou ao mercado, ficam me olhando como se fosse um vírus. Não chega a ser agressivo, mas percebo que eles têm medo. Já me disseram: ‘good morning, coronavírus’ [bom dia, coronavírus]. Sou loira de olhos claros, acho que eles pensam que sou europeia.”

Lucy afirma, porém, que entende o lado da população. “Não é proposital, é questão de sobrevivência. Os brancos sempre trouxeram doenças para a África.”

Acostumada a ser bem tratada em Gana, onde vive temporariamente, a professora de dança Ana Carolina Ussier, 30, diz que a mudança foi “da noite para o dia”. “A hospitalidade dos ganeses é famosa. Normalmente existe aqui até uma espécie de reverência às pessoas brancas. Com a confirmação dos primeiros casos no país, isso mudou.”

Há cerca de um mês, ela estava passeando com um grupo de brasileiras em um mercado de rua e uma mulher saiu correndo ao vê-las. “Uma vendedora perguntou: ‘Você entendeu o que aconteceu? Ela ficou com medo de vocês, porque coronavírus é doença de branco’.”

A brasileira também ajudou um chinês que está viajando o mundo de bicicleta e não conseguiu nenhum lugar que o hospedasse na cidade.

Em três semanas de isolamento, Ana Carolina só saiu de casa duas vezes. “Peguei transporte público e todas as fileiras lotaram, menos a minha. Eu estava com vontade de tossir, fiquei morrendo de medo.”

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Calma pessoal, não quer dizer que todos são assim. Estou na Índia e não passei por nenhum problema como esse….. Sendo que nem pedi para repatriar ainda…. Pois trabalho num hotel . E claro temos que levar em conta que isso pode acontecer…por causa do medo. Mas o tratamento do indiano ao estrangeiro nos hotéis , ou no hotel que eu trabalho eu nunca vi em nenhum lugar do mundo nem mesmo no Brasil. Outro nível. E olha que eu trabalhei em muitas redes famosas.

  2. Ser tratado como lixo nos países desenvolvidos é ruim agora ser lixo no 3º mundo e demais.
    Seria bom o brasileiro ter lembrança disso quando passar esta pandemia e nunca mais pisar messes países.

    1. BG
      E o Brasil "contaminados" de Chineses, Venezuelanos,etc em todas as cidade, tá bom de expulsa-los também

  3. Só fazem isso pq a mídia vende a imagem de que o Brasil foi exterminado pelo corona e os poucos que ainda estão vivo estão visitando outros países.

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VÍDEO: “Uma tragédia”, desabafa Porchat após técnica que ajeitava refletores cair em cima da plateia durante show dele em SP

Uma mulher, que trabalhava como técnica durante a montagem de um show do humorista Fábio Porchat no Teatro Humboldt, em São Paulo, caiu do teto do espaço e ficou ferida. Outras quatro pessoas ficaram feridas no acidente na noite deste sábado (16).

O próprio artista comunicou a ocorrência em suas redes sociais. Ele contou que, logo antes do primeiro show da noite começar, enquanto a mulher estava ajeitando os refletores do teatro, ela caiu em cima da platéia.

“Ela estava ajeitando as luzes, os refletores e caiu lá de cima… segurando no ferro e as caixas de som caíram em cima da platéia…”, relatou Porchat. Ele tinha duas apresentações marcadas na noite deste sábado no teatro, mas ambas foram canceladas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, três viaturas foram acionadas às 19h05 para a avenida Engenheiro Alberto Kuhlmann em Interlagos, na zona Sul da capital paulista. Uma vítima foi socorrida pela ambulância do evento, uma pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e outras duas por meios próprios. Todas com ferimentos leves.

Nas publicações, Porchat contou que todos ficaram bem. “A moça que caiu está bem. Algumas pessoas foram atendidas, outras hospitalizadas, ninguém em estado grave. A gente vai descobrindo mais ao longo do dia, estamos em contato com as pessoas”, reforçou.

O humorista ainda disse que todos os pagantes dos shows serão ressarcidos e lamentou o acidente. “Uma pena, um horror… mas poderia ter sido muito pior. Um pedido de desculpas a vocês pelo susto. Torcendo pelas pessoas que se machucaram para que se recuperem o quanto antes”, completou.

Os shows deverão ocorrer em uma nova data. Em nota, o Colégio Humboldt, responsável pelo teatro, informou que acompanha o caso de perto e presta total assistência às vítimas e seus familiares.

Leia na íntegra:

“O Colégio Humboldt lamenta profundamente o acidente ocorrido na tarde deste sábado, 16 de maio, em seu teatro, quando parte do suporte do grid de iluminação atingiu cinco pessoas que aguardavam o início do espetáculo do comediante Fábio Porchat. As vítimas foram prontamente atendidas pela equipe de suporte e pela ambulância da própria instituição, que realizou os primeiros socorros e os encaminhamentos necessários. O Colégio acompanha o caso de perto e presta total assistência às vítimas e seus familiares. A instituição já está colaborando integralmente com as autoridades para a apuração das causas do ocorrido”.

CNN Brasil

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Ministério de Energia fica sem dinheiro para contas básicas e diz ter 2 servidores para programa Gás do Povo

Ministros Dario Durigan (esq.), da Fazenda, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia | Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O Ministério de Minas e Energia enfrenta dificuldades financeiras para manter despesas básicas e serviços essenciais, segundo documentos obtidos pela Folha de S. Paulo.

A pasta, responsável pelos setores de energia, petróleo, gás e mineração, afirma que falta dinheiro até para obras simples, como a construção de uma escada de incêndio na sede do ministério, em Brasília, além do pagamento de contratos terceirizados.

Um dos principais impactos atinge o programa Gás do Povo, que distribui auxílio para compra de botijão de gás. Atualmente, apenas dois servidores cuidam da operação do programa, que atende milhões de brasileiros e gerencia cerca de 60 mil revendas de gás no país.

O ministro Alexandre Silveira pediu ao governo a contratação de mais funcionários e alertou para riscos na execução do programa por falta de pessoal.

O ministério informou que precisa de pelo menos 158 novos profissionais, mas solicitou inicialmente a contratação de 75 servidores.

Além disso, o MME pediu ao Ministério da Fazenda a antecipação de R$ 22 milhões do orçamento deste ano para conseguir pagar despesas atuais.

Na semana passada, a pasta também solicitou mais R$ 48,5 milhões em recursos extras para evitar paralisações e manter serviços considerados essenciais.

Parte desse valor seria destinada a órgãos e estatais ligados ao ministério, como a Nuclebrás Equipamentos Pesados, o Serviço Geológico do Brasil, a Empresa de Pesquisa Energética e a Pré-Sal Petróleo.

Segundo o ministério, a falta de recursos ameaça contratos, estudos estratégicos, operações no setor energético e atividades de monitoramento geológico e prevenção de desastres.

O orçamento autorizado do MME para 2026 é de R$ 566,2 milhões. Mesmo após receber um reforço de R$ 43 milhões, a pasta afirma que ainda enfrenta dificuldades para manter suas atividades.

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Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro já travam batalha judicial no TSE

Foto: CNN

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu 59 representações eleitorais entre janeiro e abril de 2026, número muito superior ao registrado no mesmo período de 2022, quando foram apresentadas apenas 14 ações.

O Partido Liberal lidera o número de processos, com 26 ações. Já o Partido dos Trabalhadores, por meio da Federação Brasil da Esperança, protocolou 21 representações.

A maior parte dos casos envolve acusações de propaganda eleitoral antecipada, prática proibida antes do início oficial da campanha, marcado pelo TSE para 16 de agosto.

As ações mostram o início da disputa judicial entre grupos políticos ainda no período pré-eleitoral, principalmente nas redes sociais.

Um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral neste ano é o uso da inteligência artificial. Pelo menos seis processos tratam diretamente de conteúdos produzidos com IA ou deepfakes.

Entre os casos analisados está uma ação da Federação Brasil da Esperança contra o PL por um vídeo nas redes sociais que parodia a série “A Grande Família”, usando imagens sintéticas de Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja Lula da Silva e de familiares do presidente.

Outro processo envolve a personagem “Dona Maria”, criada por inteligência artificial e usada em vídeos políticos nas redes sociais. PT, PCdoB e PV alegam desinformação e pedem a suspensão dos perfis ligados ao conteúdo.

Também chegaram ao TSE ações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Uma delas questiona a divulgação da “Picanha 01”, produto que traz a imagem do parlamentar com faixa presidencial. Outra trata de publicações que associavam o senador a um suposto integrante do crime organizado.

Outro processo, desta vez, protocolado pelo PL, cita uma postagem feita em conjunto por diferentes usuários do Instagram com fotos de Flávio Bolsonaro ao lado de um homem, afirmando se tratar do criminoso conhecido como “TH Joias”, apontado como lavador de dinheiro do Comando Vermelho.

Até agora, os únicos processos julgados pelo plenário do TSE envolvem o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no carnaval deste ano. O tribunal rejeitou pedidos para condenar o presidente e o PT por propaganda antecipada.

Todos os 59 processos estão sob relatoria da ministra Estela Aranha, responsável atualmente pela análise das ações ligadas à eleição presidencial de 2026.

Com informações de g1

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PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de risoto de queijo brie, pera e crispy de presunto cru; e provolone al rústico

RISOTO DE QUEIJO BRIE, PERA E CRISPY DE PRESUNTO CRU

Ingredientes:
500g de arroz arbóreo
120g queijo brie cortado em cubos
1,5L de caldo de legumes
1 pera cortada em cubos
1 cebola ralada
3 dentes de alho ralado
150g de crocante de presunto cru
50g de gordura do presunto cru
2 colheres de manteiga
200ml de vinho branco seco
Azeite e sal a gosto

Modo de preparo:
Em uma panela coloque um pouco de azeite, a gordura do presunto e deixe fritar até derreter toda a gordura.
Acrescente a cebola, quando estiver transparente colocar o alho e refogar.
Acrescentar o arroz, refogar por 3 minutos e acrescentar o vinho branco.
Quando começar a secar acrescente o caldo aos poucos, mexendo sempre.
Após 8 minutos de cozimento colocar as peras. Continuar mexendo e acrescentando o caldo aos poucos.
Quebrar os pedaços crocantes de presunto, colocar no arroz e continuar mexendo.
Quando estiver al dente, desligar o fogo, acrescentar o queijo brie e misturar bem. Acrescente a manteiga e sirva em seguida.
Enfeitar com fatias de crocante de presunto ou com lascas quebradas.

Tempo de preparo: 10 min
Tempo de cozimento: entre 20 min

CRISPY DE PRESUNTO CRU
Ingredientes:
10 fatias finas de presunto cru
1 limão siciliano

Modo de preparo:
Utilize uma forma com uma lona de silicone ou papel manteiga e disponha as fatias finas de presunto cru.
Passe o suco do limão sobre a as fatias de presunto.

Aqueça o forno a 150 graus e asse entre 8 e 15 minutos ou até que as fatias fiquem crocantes.

Retire as fatias, coloque em um papel para absorver a sua gordura e deixe resfriar completamente. Quanto mais fria, mais crocante vai ficar.
Acompanha muito bem com queijos, torrada e vinho.

Tempo de preparo: 2 min
Tempo de cozimento: entre 8 e 15 min

DICA RÁPIDA
PROVOLONE AL RÚSTICO
Ingredientes:

150g Provolone de búfala cortado em pedaços
150ml de molho de tomate caseiro
Folhas de manjericão a gosto
Aioli
Queijo boccontini
4 torradas focaccia

Modo de preparo:
Em uma frigideira de teflon, em fogo médio, coloque o queijo, cortado em cubos, para esquentar com uma concha de molho rústico de tomate.
Ficar sempre mexendo para incorporar e não grudar, até que derreta.
Aqueça uma frigideira, coloque um pouco de azeite e sele as torradas, até ficarem douradas dos dois lados.

Empratamento:
Utilizar um prato fundo ou um tacho.
Coloca queijo, uma concha de molho no meio do queijo.
Colocar uma bolinha de queijo boccontini e duas bolinhas de aioli para formar um triangulo.
Uma folha grande de manjericão no centro do tacho e as torradas na panelinha para acompanhar.

Tempo de preparo: 4 min
Tempo de cozimento: 15 min

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VÍDEO: Buracos na rodovia estadual de acesso ao Aeroporto de São Gonçalo causam prejuízo a mais um motorista

A buraqueira na Rodovia Estadual Ruy Pereira dos Santos, que dá acesso ao Aeroporto de São Gonçalo, fez mais uma vítima na manhã deste domingo (17).

Um leitor do BLOGDOBG enviou um vídeo e relatou que teve pneus do carro estourados devido aos buracos na pista.

Ele também afirmou que os relatos de carros com pneus estourados são diários, causando prejuízos aos motoristas que trafegam pela via.

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Em ação com a Interpol, PF prende em Dubai hacker do caso Banco Master

Foto: divulgação

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (16) o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e seu ex-dono Daniel Vorcaro.

O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi capturado em Dubai, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local.

Em nota, a PF disse que acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos onde o hacker tentava entrar.

“A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil”, disse a PF em nota.

Investigado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Seldmaier foi preso após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Desencadeada na quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro.

Os principais alvos da última fase da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao STF, ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.

No caso de Seldmaier, ele é suspeito de integrar o grupo Os meninos, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro.

“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.

A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro.

As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que foi preso no dia 4 de março na 3ª fase na Operação Compliance Zero, em Belo Horizonte. Por determinação da Justiça, ele foi transferido do sistema prisional em Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma.

Agência Brasil

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Família Lisboa declara apoio a Álvaro Dias e fortalece pré-candidatura no Agreste potiguar

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu neste sábado um importante reforço político no município de Passa e Fica, durante agenda marcada pela declaração de apoio da tradicional família Lisboa ao seu projeto político para 2026. O movimento fortalece a pré-candidatura de Álvaro na região Agreste e contou com a articulação do deputado estadual Tomba Farias.

Durante o encontro, Álvaro Dias destacou a importância da união do grupo político local e reafirmou o compromisso com o desenvolvimento do município. “Esse grupo demonstra coesão e possui muitos serviços prestados a Passa e Fica. Podem ter certeza de que, chegando ao Governo do Estado, vamos apoiar o município para que continue crescendo. Receber um apoio tão sólido, de um grupo com tanta representatividade, fortalece ainda mais a nossa caminhada”, afirmou.

O apoio reúne importantes lideranças políticas do município, entre elas os vereadores Netto Pinto, Diógenes Diniz, Diorge Almeida, Thalita Regina, João de Dadica e Wilson Dachina, além de oito ex-vereadores e dos ex-prefeitos Agnaldo Pereira, Celú Lisboa, Pepeu Lisboa e Léo Lisboa. O atual prefeito, Flaviano Lisboa, também integra o grupo político, consolidando uma ampla frente de apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias no município.

Reconhecida como celeiro cultural do Rio Grande do Norte, Passa e Fica recebeu Álvaro Dias durante a programação da 14ª edição do Festival de Cultura do município, um dos eventos mais tradicionais da região Agreste potiguar.

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PESQUISA DATAFOLHA: Lula é reprovado por 51%; e 45% aprovam

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que 51% dos eleitores entrevistados dizem reprovar o trabalho de Lula no governo, enquanto 45% afirmam aprovar. Não sabiam responder 4%. Não houve mudança em relação a abril. O levantamento foi divulgado no sábado (16).

O instituto também perguntou ainda quanto Lula fez pelo país nesses três anos e quatro meses em relação às expectativas. Para 59%, o petista fez menos do que se esperava, ao passo que 23% responderam que fez o que se esperava, e 13% disseram que fez mais do que o esperado.

A avaliação negativa do governo Lula 3 ficou estável entre os meses de abril e maio, variando de 40% a 39%, segundo a pesquisa. Outros 30% avaliam o trabalho da gestão petista como bom ou ótimo, enquanto 29% apontam como regular.

A visão negativa sobre o governo ainda se mantém próxima ao pico de 41% registrado em fevereiro de 2025 pelo Datafolha, após a crise do monitoramento do Pix. O melhor momento do mandatário foi em junho de 2023, quando 27% viam o trabalho do governo como ruim ou péssimo.

A pesquisa Datafolha entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 12 e 13 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00290/2026.

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Acidentes de trânsito crescem 82% em cinco anos no RN

Moto atingida por viatura descaracterizada da Polícia Civil do RN em Mossoró em abril de 2026 — Foto: Iara Nóbrega/Inter TV Costa Branca

Os motociclistas aparecem como o grupo mais vulnerável. Dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública mostram que quase 62% dos atendimentos por acidentes envolvem motos.

Entre julho de 2024 e março de 2026, foram registrados 32.946 atendimentos a vítimas de acidentes no estado. Só nos três primeiros meses de 2026, houve 8.755 notificações.

A alta está ligada a fatores como falta de sinalização, imprudência e problemas na infraestrutura das vias, explica o professor Emerson Melo, especialista em legislação de trânsito.

A maioria das vítimas é formada por homens jovens, entre 20 e 49 anos.

Em Natal, número de acidentes diminuiu 32,9%

Em Natal, no entanto, o cenário é diferente. Dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam queda de 32,9% nos acidentes entre 2021 e 2025, passando de 4.227 para 2.836 ocorrências.

Apesar da redução geral, os acidentes fatais com motocicletas continuam liderando na capital. Dos 42 acidentes com mortes registrados em 2025, 26 envolveram motos.

Segundo a STTU, ações de educação no trânsito, fiscalização e melhorias nas vias ajudaram na redução dos números em Natal.

Confira os números de acidentes no RN:

  • 2021: 7.498
  • 2022: 9.637
  • 2023: 11.286
  • 2024: 13.325
  • 2025: 13.649
  • 2026 (até abril): 4.337

Total desde 2021: 59.732 acidentes
Total de acidentes com mortes: 2.790 casos.

Com informações de Tribuna do Norte

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[POLÊMICA] Artista que apareceu nu na UFRN confirma apoio de Governo Lula e gestão Fátima ao espetáculo

Foto: Reprodução

O artista Alexandre Américo divulgou nota oficial de esclarecimento após a repercussão e as fortes críticas nas redes sociais envolvendo vídeos de sua apresentação artística, intitulada “Papangú”, realizada na Galeria Laboratório do Departamento de Artes da UFRN. Na performance, o coreógrafo aparece completamente nu em cena.

Na nota, ele confirmou que o projeto foi contemplado em editais públicos de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra, tendo sido realizado com o apoio financeiro da Fundação José Augusto (FJA), Secretaria de Estado da Cultura do RN, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Alexandre defendeu o caráter conceitual da obra, ressaltando que a nudez está inserida exclusivamente no contexto estético do trabalho, desenvolvido há mais de dez anos no campo da dança contemporânea, sem qualquer conotação sexual ou erótica.

O texto destaca ainda que todas as sessões tiveram classificação indicativa para maiores de 18 anos e foram amplamente divulgadas, garantindo que nenhuma criança ou adolescente teve acesso às apresentações realizadas no espaço universitário.

Confira a nota, publicada pelo Blog Gustavo Negreiros:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O artista Alexandre Américo informa que o espetáculo “PAPANGÚ”, apresentado nos dias 11, 12 e 13 de maio na Galeria Laboratório do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), integra uma pesquisa artística desenvolvida há mais de dez anos no campo da dança, da performance e da experimentação corporal.

A obra reúne elementos da dança contemporânea e da performance e aborda questões relacionadas ao corpo, presença e identidade. A nudez presente na encenação está inserida no contexto estético e conceitual do trabalho, sem qualquer conteúdo erótico ou conotação sexual.

Todas as sessões tiveram classificação indicativa para maiores de 18 anos, informação previamente divulgada nos materiais de comunicação do espetáculo e também no acesso à sala em que a performance foi apresentada. Nenhuma criança ou adolescente teve acesso às apresentações.

O espetáculo foi realizado pela produção do artista e apresentado na UFRN. Alexandre Américo é egresso do curso de Dança da instituição, mestre em Artes Cênicas e doutorando em Educação pela universidade. Preto, caiçara, neurodivergente e LGBT+, o artista desenvolve pesquisas em arte contemporânea, dramaturgias contra-coloniais, acessibilidade e performance.

O projeto foi contemplado em editais públicos de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra, sendo realizado com apoio da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Governo Federal, após processo regular de seleção pública.

Importante ressaltar que conteúdos divulgados nas plataformas digitais e em emissoras de TV desconsideram o contexto integral da obra e omitem informações públicas sobre a classificação indicativa e a proposta artística do espetáculo. As referências à inadequação da apresentação decorrem de desinformação, deturpação do contexto e do significado da obra.

Opinião dos leitores

  1. Isso é jogar dinheiro público no lixo. Merecia uma CPI para apurar o absurdo , a imoralidade desse patrocínio.

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