Diversos

Brasileiros estudam drogas psicodélicas para tratar depressão e dependência química, administradas em ambientes clínicos e com supervisão

Foto: BBC News Brasil

“Sou hoje (semanas depois da primeira experiência) um homem mais desamarrado, sobretudo bem mais livre de mim mesmo […] Livrei-me de algumas túnicas da minha fantasia, quase todas depressivas. Despertei certa manhã de domingo, muito mais curioso do universo e muito menos angustiado pela catástrofe humana. Existir ficou um pouco menos difícil.”

O trecho acima é parte de uma série de crônicas em que o escritor Paulo Mendes Campos (1922-1991), um dos mais importantes nomes da literatura brasileira, relatou suas experiências com o LSD (dietilamida do ácido lisérgico), uma substância psicodélica hoje proibida.

Em 1962, quando participou dos testes, a droga estava sendo explorada e pesquisada pela ciência e pela medicina. Poucos anos depois, o LSD e outras substâncias psicotrópicas foram proibidas e criminalizadas praticamente no mundo todo, interrompendo os estudos científicos sobre o potencial dessas drogas.

Nos últimos anos, no entanto, as pesquisas com as drogas psicotrópicas, também chamadas simplesmente de “psicodélicos”, renasceram como uma possibilidade de tratamento eficaz para patologias que têm se mostrado difíceis de tratar: depressão, ansiedade, dependência química, transtorno de estresse pós-traumático, entre outras. E, mais uma vez, cientistas brasileiros estão na vanguarda dos estudos nessa área.

Médicos, psiquiatras, neurocientistas, psicólogos e terapeutas do país estão pesquisando os efeitos positivos de substâncias sintéticas, como LSD e MDMA, mas também algumas que têm origem na natureza, como ibogaína, psilocibina e ayahuasca.

Nas últimas semanas, a BBC New Brasil conversou com alguns deles para entender o que vem sendo estudado, qual o potencial dos psicodélicos e como eles podem ser usados por pacientes e médicos brasileiros.

MDMA e estresse pós-traumático

Um dos pesquisadores é o neurocientista Eduardo Schenberg, diretor do Instituto Phaneros. Neste ano, ele publicou um estudo sobre uso psiquiátrico de MDMA (metilenodioximetanfetamina), em parceria com uma entidade americana que também pesquisa essas drogas.

O neurocientista Eduardo Schenberg fez um estudo clínico com MDMA. Foto: BBC News Brasil

No mercado ilegal de drogas, o MDMA já teve dezenas de apelidos, como ecstasy e molly, e é usado principalmente por jovens em festas e baladas — também é conhecido como “a droga do amor”, por sua capacidade de gerar empatia.

No tráfico, as substâncias são produzidas sem controle de qualidade: já foram apreendidas centenas de tipos diferentes de ecstasy, grande parte deles sem nenhuma molécula de MDMA.

Já o composto puro, sem acréscimo de elementos que podem fazer mal à saúde, é considerado seguro e não causa grandes efeitos colaterais — no máximo, dor de cabeça e no maxilar, náusea, inquietude e uma angústia temporária.

No ensaio, Schenberg utilizou a droga em três pacientes diagnosticados com transtorno de estresse pós-traumático (Tept), cujo gatilho, em geral, são experiências de violência extrema, como abuso sexual, tiroteios, sequestros, morte repentina na família e, hoje, até a covid-19.

“O transtorno causa um medo paralisante: a pessoa tem pesadelos recorrentes, ataques de pânico, palpitações, desespero, raiva. Para lidar com isso, ela reprime as emoções, pois não consegue falar sobre o trauma. Algumas vivem num estado de anestesiamento, sem propósito. Esse transtorno tem uma taxa alta de suicídios”, diz o neurocientista.

Os três pacientes passaram por uma terapia assistida por drogas psicodélicas de quatro meses. Foram 15 consultas de 90 minutos cada uma, sob supervisão de dois terapeutas, mas em apenas três delas houve uso de MDMA, com quantidade escalonada. Nessas consultas, o paciente ouve música e é estimulado a ficar introspectivo, em contato com seus sentimentos e memórias. Mas ele também pode dialogar com os terapeutas sobre o que está sentindo.

Dois dos participantes ficaram curados do transtorno, segundo o pesquisador. O terceiro melhorou muito, mas ainda precisa continuar se tratando. “Os resultados no Brasil foram espetaculares, muito parecidos com o que vem sendo observado no exterior. As estatísticas mostram que dois terços dos pacientes saem do tratamento curados”, diz.

Nesse contexto, o MDMA surge como uma possibilidade efetiva de melhorar o transtorno. Hoje, a medicação tradicional consegue tratar apenas sintomas secundários, como ansiedade, depressão e insônia. Já a terapia com MDMA propõe justamente o contrário: ela busca curar o trauma em si.

Mas como ela pode fazer isso?

“O MDMA não causa visões alucinatórias, como outros psicodélicos. Muita gente nem o considera parte dessa classe. Ele funciona como uma espécie de turbo neuroquímico, induzindo a produção de serotonina e dopamina, noradrenalina. No cérebro, ele estimula os neurônios a liberar mais neurotransmissores”, explica Schenberg.

“Basicamente, ele acelera o raciocínio e intensifica as emoções. Quem usa consegue enxergar com muita clareza seus problemas afetivos e suas próprias emoções. A droga tem o poder de reduzir o medo que o paciente de Tept sente o tempo todo, aumentando a capacidade de uma análise profunda do trauma e de outros problemas pessoais”, diz.

Recentemente, os ótimos resultados de pesquisas realizadas nos Estados Unidos fizeram a FDA (autoridade americana de saúde e medicamentos) a permitir uma expansão das pesquisas de tratamentos com ecstasy para transtorno de estresse pós-traumático.

Ayahuasca para depressão

Outro psicodélico em estudo no Brasil é a famosa ayahuasca, um chá produzido com várias plantas originárias da Amazônia e historicamente utilizada em rituais indígenas. No país, a substância também é conhecida por ser o elemento sacramental de algumas religiões, como o Santo Daime e a União do Vegetal — e por causa do uso religioso, ela é não é proibida.

A ayahuasca é rica em DMT (dimetiltriptamina), um poderoso psicoativo. Estudos em universidades brasileiras têm apontado efeitos positivos da substância em tratamentos de depressão crônica e dependência química.

Segundo Dráulio Barros de Araújo, professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um dos focos de pesquisa tenta compreender os efeitos da ayahuasca no corpo, como as imagens psicodélicas são representadas no cérebro e quais são as bases neurais da introspecção e da autoanálise de emoções, processo relatado pelos usuários durante o efeito da substância.

Outro caminho é mais terapêutico. “Estamos avaliando os efeitos antidepressivos da ayahuasca fora do contexto religioso. Nosso grupo é o único no mundo a fazer ensaios clínicos com ayahuasca dentro do hospital com pacientes com depressão resistente ao tratamento”, diz Araújo, que comanda uma das equipes pioneiras nos estudos do composto.

Mas de onde vem esse efeito antidepressivo?

Pesquisadores brasileiros avaliaram o sistema imunológico de dois grupos de pacientes com depressão. Uma das turmas tomou ayahuasca, e outra ingeriu um placebo que simulava apenas os efeitos colaterais da droga, como vômitos.

“Hoje, já se sabe que pacientes com depressão apresentam um aumento de marcadores de inflamação, como a proteína C-reativa. Inclusive, há teorias que falam que a depressão é uma doença do sistema imunológico. Depois da sessão, percebemos que os pacientes que beberam ayahuasca diminuíram a concentração da proteína C-reativa, o que não aconteceu com quem recebeu o placebo”, explica Araújo.

Mas há outro ponto importante. Pessoas com depressão normalmente apresentam alteração de uma proteína chamada “fator neurotrófico derivado do cérebro” (BDNF, na sigla em inglês). Esse marcador químico está conectado à neuroplasticidade, ou seja, à capacidade do sistema neural de promover novas sinapses.

“Vimos que pacientes que apresentavam alteração do BDNF tiveram uma melhora para níveis normais depois de tomarem ayahuasca. Além disso, trabalhos de bioquímica molecular no Brasil apontaram que os componentes da ayahuasca podem aumentar os processos de neuroplasticidade, que em pacientes com depressão tendem a se reduzir”, explica Araújo.

Segundo ele, o psicodélico também tem outros resultados mais sutis, como uma tendência de afastar pensamentos repetitivos. “Uma característica comum da depressão são os pensamentos negativos e ruminativos, ou seja, a pessoa sempre volta para eles sem conseguir sair. Aparentemente, a ayahuasca promove uma mudança desse padrão”, diz.

Araújo, entretanto, não enxerga um futuro uso hospitalar da substância, principalmente por causa de seus efeitos colaterais, como náuseas e vômitos. “Acredito mais em um uso clínico da psilocibina, outro psicodélico que tem demonstrado potencial para tratamento de depressão grave”, diz.

A psilocibina é um composto presente em cogumelos alucinógenos. Foto: BBC News Brasil

Psilocibina e dependência química

A psilocibina, substância alucinógena presente em alguns cogumelos, é outro psicodélico em estudo, principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, há pesquisas sobre possíveis tratamentos contra depressão e dependência de drogas, como álcool, cigarro e crack.

Um dos estudiosos à frente desse campo é Renato Filev, pesquisador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que também já trabalhou com cannabis e ayahuasca.

Ele explica que, como acontece com outros psicodélicos, a terapia com psilocibina tem potencial de mudar comportamentos repetitivos e problemáticos. “No exterior já há diversos estudos apontando a eficácia de psilocibina nesse tratamento, mas queremos testá-la no Brasil, pois o vício também é um fenômeno social e local”, explica Filev, que está em processo de importação do composto para iniciar sua pesquisa.

Segundo ele, os psicodélicos atuam numa região do córtex relacionada a uma série de sincronizações do ritmo cerebral. Quando o composto “bate” no cérebro, ele dessincroniza esse ritmo, fazendo-o atuar em modo extraordinário.

“Essas mudanças criam condições para uma análise profunda do eu e do sentido de individualidade. Essa experiência muda a forma como o paciente enxerga sua personalidade, seus comportamentos e suas emoções. Quando você está sob esse efeito, acaba aceitando uma segunda opinião sobre você mesmo, algo que não aceitava antes”, afirma.

Nesse sentido, as experiências têm mostrado que, em muitos casos, pessoas que eram dependentes de drogas acabaram perdendo a vontade de usá-las novamente depois de sessões terapêuticas com psilocibina. Mas Filev pondera: “Não é um milagre. Essa interrupção do uso problemático pode ocorrer, mas também pode não acontecer. Por isso as pesquisas científicas são tão importantes. Precisamos responder: ‘por que isso funciona com alguns e com outros não?'”

Ibogaína e abuso de drogas

No campo do tratamento de dependência, algumas clínicas no Brasil já utilizam legalmente uma substância psicodélica, a ibogaína.

Princípio ativo da raiz africana iboga, a substância não é proibida no país, ao contrário do MDMA, psilocibina e LSD — que só podem ser utilizados pela ciência. Mas seu uso também não está regulamentado. Esse limbo jurídico permite que a ibogaína seja manipulada no tratamento de dependência de outras drogas.

Anúncios de clínicas na internet prometem curar o vício do paciente (em álcool ou drogas) com apenas uma sessão de psicoterapia com a substância, procedimento que chega a custar R$ 8 mil.

Um trabalho da Unifesp, comandado pelo cientista Dartiu Xavier da Silveira, analisou o tratamento com ibogaína em 75 pacientes com dependência química. Um ano depois, 72% deles tinham parado de usar drogas.

Assim como outros psicodélicos, não se sabe exatamente como a ibogaína age no cérebro. Mas experimentos já mostraram que ela promove a produção de um hormônio chamado GDNF, que por sua vez estimula um equilíbrio de neurotransmissores.

Os efeitos visuais, bastante intensos e mais fortes que os do LSD, são semelhantes aos de um sonho e por isso são chamados de “onirofrênicos” — e duram de 12 a 15 horas.

“As pessoas normalmente têm muitas visões, lembranças, como se estivessem sonhando acordadas. E quanto maior o efeito psicodélico e místico, maior também será o efeito terapêutico”, explica o psicólogo e pesquisador Bruno Ramos Gomes, que trabalha com pacientes de ibogaína em seu doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp).

Ele explica que psicodélicos causam um efeito chamado de afterglow, uma sensação de bem-estar que persiste mesmo após as experiências visuais e físicas já terem passado. “Em algumas substâncias, como o LSD, o afterglow dura poucos dias. No caso da ibogaína, ele pode ser sentido por meses. Alguns pacientes contam que nunca mais foram os mesmos depois da sessão, e que não sentem mais aquela fissura pela droga que eram dependentes”, diz Gomes.

Por outro lado, há relatos de que a ingestão de altas doses de ibogaína tenha causado mortes no exterior, embora o procedimento adequado e controlado por profissionais de saúde não apresente riscos à vida, segundo cientistas. No Brasil, há informação de que um paciente morreu em 2016 depois de beber a substância — ele teria sofrido um ataque cardíaco em uma clínica na cidade de Paulínia, interior de São Paulo.

Recentemente, o uso de ibogaína tem desagradado comunidades terapêuticas ligadas a igrejas. Essas instituições oferecem tratamentos baseados principalmente em abstinência do consumo de entorpecentes, espiritualidade e isolamento. Muitas delas são financiadas pelo poder público, mantendo pacientes internados por meses e até anos.

Em agosto, após reclamação de instituições religiosas, a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred) publicou uma nota técnica alertando para riscos do uso de ibogaína, como “alteração da consciência, morte súbita e problemas cardiovasculares”. Segundo a pasta do governo Jair Bolsonaro, “não há evidências científicas robustas” que comprovem a eficácia do tratamento.

Para Bruno Ramos Gomes, da Unicamp, embora estudos com a droga ainda estejam em andamento, a controvérsia opõe duas visões distintas sobre cuidados com a dependência química. “Enquanto clínicas de ibogaína falam em cura, as comunidades terapêuticas dizem que não existe cura, e que o tratamento deve ser constante”, explica.

Para psiquiatra Luís Fernando Tófoli, a grande indústria farmacêutica não demonstra interesse na venda de psicodélicos por que estes ‘não dão muito retorno financeiro’. Foto: BBC News Brasil

Qual o futuro dos psicodélicos no Brasil?

Enquanto as pesquisas avançam, já é possível vislumbrar possíveis usos medicinais para as drogas psicodélicas no Brasil.

Cientistas acreditam que elas podem ser administradas em psicoterapia, dentro de ambientes clínicos e com supervisão de médicos e outros profissionais de saúde — para isso, mais pesquisas terão de feitas para que esses procedimentos sejam aprovados pela Anvisa.

“Eles não serão remédios que o médico receita, o paciente compra na farmácia e toma em casa”, explica o médico Luís Fernando Tófoli, professor de Psiquiatria da Unicamp, e que já participou de estudos com LSD e ayahuasca.

Dráulio Barros de Araújo, do Instituto do Cérebro, concorda. “Esse uso deve acontecer como ocorre com anestésicos potentes: dentro do contexto hospitalar e sob supervisão médica”, diz.

Já Renato Filev, da Unifesp, acredita que as terapias deveriam ocorrer em ambientes acolhedores. “O indivíduo deve ficar confortável, deitado, em um local que não seja estéril como os hospitais”, afirma.

Para Tófoli, “Eles não dão muito retorno financeiro para as empresas, porque são usados poucas vezes durante um tratamento. Não acho que a grande indústria vá financiar esse setor, mas também não enxergo nenhum movimento para impedi-lo”, diz.

“Também acredito que esses tratamentos não serão massificados, porque usar psicodélico não é uma coisa fácil nem é indicado para todas as pessoas. E também não é todo mundo que está disposto a passar por essa experiência”, explica o psiquiatra.

Repressão da ditadura

A história das pesquisas científicas com psicodélicos no Brasil não começou agora. Os primeiros experimentos são dos anos 1950, e seguiram uma tendência mundial.

Os efeitos do ácido lisérgico foram descobertos em 1943 pelo químico suíço Albert Hofmann, que trabalhava na empresa farmacêutica Sandoz. A companhia, interessada nas possíveis utilidades do composto, enviava doses de LSD a praticamente qualquer pesquisador que quisesse se aventurar.

“O LSD chegou ao Brasil pela via medicinal. É difícil dizer exatamente quando isso ocorreu, mas há referências a estudos feitos já em 1952”, explica o jornalista e historiador Júlio Delmanto, autor do livro História Social do LSD no Brasil (Editora Elefante). A obra relata as primeiras pesquisas com o ácido lisérgico no país, seu uso pioneiro por artistas e por adeptos da contracultura, além do início da repressão policial, a partir da década de 1970.

“Os médicos brasileiros leram pesquisas do exterior, se interessaram pela substância e conseguiram lotes da Sandoz para testar aqui. Eles inicialmente usavam em si mesmos e, depois, fizeram experimentos com outras pessoas, principalmente artistas”, diz Delmanto.

Segundo ele, as primeiras pesquisas com LSD foram feitas por profissionais de diferentes correntes ideológicas. “Na época, não havia esse estigma contra a substância. Ela atraiu médicos ligados à esquerda, mas também pesquisadores de direita, alguns deles ligados à ditadura militar e a instituições manicomiais”, diz Delmanto.

Mas o LSD e outros psicodélicos foram proibidos no país em meio ao endurecimento da ditadura militar e também ao aumento da repressão às drogas por parte do governo dos Estados Unidos, que associou negativamente o LSD e outros entorpecentes aos movimentos contrários ao presidente Richard Nixon e à guerra do Vietnã.

Os alucinógenos foram importantes para a contracultura e para os hippies, que viam neles uma forma de expandir a consciência, a criatividade e o bem-estar. A proibição, além de criminalizar usuários, traficantes e cientistas, interrompeu as pesquisas por mais de 50 anos.

Curiosamente, um novo decreto sobre drogas no Brasil foi assinado 13 dias depois da promulgação do AI-5, em dezembro de 1968. A nova lei punia com prisão o uso ou a venda de qualquer substância que causasse “dependência química e psíquica”, mas não deixava claro quais drogas se enquadravam neste conceito — ou seja, em tese, beber álcool e fumar cigarro poderia dar prisão na ditadura, embora isso não acontecesse na prática.

Essa controvérsia norteou o primeiro processo criminal por tráfico de LSD no Brasil, de 1970, que foi analisado por Júlio Delmanto em seu livro. A defesa dos acusados — um grupo formado por artistas e estudantes — argumentou que a lei não citava o LSD como causador de dependência (e, de fato, não há provas científicas de que isso ocorra).

Mesmo assim, o juiz Geraldo Gomes condenou os réus, principalmente com base em preceitos morais. “Na sentença, ele criticou mulheres que frequentavam festas à noite e até um dos rapazes do grupo que ‘não morava com os pais’. O juiz estava imbuído de mostrar quais eram os valores morais da sociedade, dando um recado de classe, raça e geração”.

Anos antes da proibição, em 1962, ninguém era preso por usar LSD. O escritor Paulo Mendes Campos foi um dos primeiros brasileiros a participar de experimentos com a droga. Em uma entrevista posterior ao jornal O Pasquim, ele relatou como foram suas viagens lisérgicas:

“Minha experiência foi esplêndida. […] um curso de madureza de autoanálise, me conheci muito melhor. Durante uns dois ou três anos eu me senti com uma segurança muito maior, e vi profundidades minhas horrendas que me levaram a me conhecer melhor. Isso alterou muito a minha vida.”

BBC Brasil

Opinião dos leitores

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Política

Rogério aciona TCU e PGR contra publicidade de Lula que já soma R$ 785,7 milhões

Foto: Marcelo Camargo

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou na terça-feira (23), representações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos documentos, o parlamentar acusa o governo federal de ter extrapolado o limite de gastos com publicidade em ano eleitoral.

Segundo os cálculos apresentados pelo senador, o governo já empenhou R$ 785,7 milhões em publicidade institucional no primeiro semestre de 2026, valor que superaria o teto permitido em R$ 167,6 milhões (excesso de 27%).

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) foi procurada por e-mail, mas não se manifestou até a publicação desta matéria pelo jornal O Estado de S. Paulo, no fim da noite da terça-feira (23).

Marinho também mira uma campanha específica: a peça publicitária “Tempo com a Família”, lançada para defender o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o senador, a iniciativa consumiu cerca de R$ 80 milhões e “pode ser interpretada como exemplo do uso da máquina pública para deslegitimar posições políticas divergentes”.

O senador afirma que a campanha possui “evidente potencial de impacto eleitoral” e que o Planalto busca disputar a “paternidade política da proposta em ano eleitoral, em contexto de baixa popularidade presidencial”.

Além disso, Marinho relembrou um precedente do TCU. Segundo o senador, em 2019 o tribunal suspendeu uma campanha publicitária do governo Bolsonaro sobre o Pacote Anticrime, conjunto de medidas de segurança pública enviado ao Congresso. O argumento era o mesmo: o de que não é legítimo usar publicidade oficial para promover proposta legislativa ainda em tramitação.

“A coerência institucional exige que parâmetros jurídicos de mesma natureza conduzam aos mesmos resultados, independentemente do governo de ocasião”, diz o senador.

Ao TCU, Marinho pede auditoria emergencial na Secom, medida cautelar para suspender imediatamente a campanha da escala 6×1 e aplicação de multa aos responsáveis. À PGR, pede a abertura de procedimento investigatório.

Com informações da Jovem Pan

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Política

Nikolas ironiza fala de Lula sobre político honesto jovens: “Finalmente ele falou a verdade”

Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gravou um vídeo reagindo ao vídeo onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fala com estudantes sobre as alegações de que todo político é ladrão.

– Entrem vocês na política, porque o político honesto que vocês querem está dentro de vocês, não está dentro de mim, não está dentro dele – declarou o petista, ao querer estimular os estudantes.

Nikolas, por sua vez, disse:

– Dessa vez eu vou ter que concordar com o Lula.

Na legenda da publicação, o deputado ainda escreveu: “Finalmente ele falou a verdade”.

Há menos de uma semana, Nikolas já havia reagido a outra fala controversa do petista. O parlamentar se manifestou, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, porque Lula riu ao falar que viu Neymar ser chamado de primeiro jogador home office do mundo.

Com informações de Pleno News

 

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Geral

Em vídeo com IA, Flávio “resgata” Neymar após fala de Lula


Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (24), a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) divulgou um vídeo produzido com inteligência artificial em que o senador aparece realizando o “resgate” de Neymar. A ação ocorre após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao jogador, chamado por ele de atleta “home office”.

A nova peça publicitária dá sequência a outro vídeo lançado na semana passada, no qual Flávio e o ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem combatendo embarcações que simbolizam facções criminosas. A produção é assinada pelos publicitários Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari.

No novo episódio, Neymar é retratado sendo levado por Flávio para integrar a seleção brasileira. O atacante deve ser relacionado pelo técnico Carlo Ancelotti para a partida contra a Escócia que acontece nesta quarta.

No último sábado (21), o pré-candidato do PL já havia demonstrado apoio ao jogador durante um evento em Guarulhos, onde apareceu usando uma camisa com o nome de Neymar.

 

Pleno News

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Brasil

Filho confessa crime e canta na viatura da PM após decapitar a própria mãe

Foto: Reprodução

O filho de 27 anos suspeito de matar a própria mãe em Belo Horizonte (MG) chamou a atenção de policiais militares após confessar o crime e, dentro da viatura, cantar e demonstrar comportamento considerado incomum pelos agentes.

Segundo a Polícia Militar, o homem foi encontrado no apartamento onde vivia com a vítima, no bairro Nova Cachoeirinha, na manhã de segunda-feira (22), após vizinhos acionarem a corporação pelo desaparecimento da mulher por cerca de três dias. Após a Polícia Militar arrombar a porta do imóvel e encontrar o corpo decapitado de Jussara Maria Rodrigues da Cruz. 54 anos, ele teria admitido o assassinato.

De acordo com o sargento Gleidson Wellys, o comportamento do suspeito após a prisão surpreendeu a equipe. Ele cantava dentro da viatura e chegou a sorrir em registros feitos pelos policiais. “Ele estava muito tranquilo, muito frio. É raro deparar um filho que mata a mãe da forma que matou, decapitando e tal, e a maneira de ele estar frio, cantando até dentro da viatura, sorrindo nas fotos”, contou ao portal Metrópoles. “É macabro, é estranho”, acrescentou.

Dentro do apartamento, os militares encontraram o corpo de Jussara com sinais de extrema violência, incluindo decapitação e múltiplas perfurações. Um vizinho relatou que chegou a ouvir a mulher implorando pela vida. “Não faça isso, meu filho. Eu te amo”, teria dito Jussara antes de ser assassinada.

O suspeito estava sem camisa e de sandálias no momento da abordagem e permaneceu em silêncio até a confissão. Ele foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens para atendimento médico e depois levado à delegacia.

Familiares e vizinhos relataram que o jovem tem histórico de esquizofrenia e teria retornado de Portugal cerca de seis meses antes do crime. Também há relatos de conflitos anteriores entre mãe e filho relacionados ao imóvel onde moravam.

 

Com informações do Correio 24h

 

 

 

 

 

 

 

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Geral

Em reunião com Prefeitura de Natal, Sinduscon-RN apresenta propostas para reduzir obras paralisadas e aprimorar contratações públicas

Foto: Divulgação

Parte da diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN) participou nesta terça-feira (24) de uma reunião com o prefeito de Natal, Paulinho Freire, e secretários municipais, no Palácio Felipe Camarão. O encontro teve como objetivo discutir medidas para aprimorar as contratações de obras e serviços de engenharia, buscando mais eficiência, segurança jurídica e qualidade na aplicação dos recursos públicos.

A pauta foi motivada pelo cenário de obras paralisadas no país. Dados apresentados pelo sindicato apontavam a existência de 11.944 obras interrompidas no Brasil. No Rio Grande do Norte, os investimentos paralisados ultrapassavam R$ 541 milhões, sendo 16 obras formalmente paralisadas em Natal.

Segundo Shirley Cavalcanti, secretária municipal de Infraestrutura, as paralisações decorrem de diferentes fatores. “Muitas vezes essas obras dependem de recursos federais ou de outras fontes externas, e a interrupção desses repasses acaba comprometendo a continuidade dos serviços. Em outros casos, encontramos problemas relacionados a projetos incompletos, erros de orçamento ou falhas no planejamento inicial, que acabam gerando dificuldades durante a execução”, explicou.

A secretária também ressaltou que a capacidade técnica das empresas contratadas é um aspecto que merece atenção especial. “Há situações em que empresas apresentam grandes descontos durante o processo licitatório, mas depois não conseguem executar o contrato por falta de estrutura técnica ou financeira. Isso acaba impactando diretamente o andamento da obra. Por isso, defendemos processos cada vez mais qualificados, que permitam avaliar não apenas o preço, mas também a capacidade de entrega, a experiência e a sustentabilidade da execução. Esse é um desafio que não é exclusivo de Natal, mas de todo o Brasil, e que exige planejamento, diálogo e aperfeiçoamento constante dos processos públicos”, enfatizou.

Durante a reunião, o sindicato defendeu medidas voltadas ao aperfeiçoamento das licitações públicas, com foco na mitigação de riscos, melhoria da qualidade dos projetos, cumprimento de prazos e garantia do interesse público. Entre os pontos destacados estão a elaboração de projetos completos, orçamentos mais consistentes, padronização de critérios técnicos para seleção de empresas, aprimoramento das fases de habilitação e qualificação dos licitantes e mecanismos que assegurem equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.

A entidade também sugeriu a criação de um grupo permanente de discussão sobre contratações públicas de obras e serviços de engenharia, reunindo Prefeitura, órgãos de controle, CREA-RN e representantes do setor produtivo, com o objetivo de construir soluções para reduzir paralisações e aumentar a eficiência dos investimentos públicos.

Legislação atualizada

Para o presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, a Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021) oferece instrumentos que permitem melhorar a qualidade das contratações públicas, considerando não apenas o menor preço, mas também aspectos como qualidade, economicidade e ciclo de vida dos empreendimentos.

“Agradecemos a receptividade da Prefeitura a esse diálogo. O que estamos propondo é aproximar a forma de contratação do poder público das boas práticas já consolidadas pela iniciativa privada. Nas empresas, buscamos sempre o melhor custo-benefício, aquele que reúne qualidade, capacidade de execução e eficiência. Quando o foco está apenas no menor preço, muitas vezes se penaliza a qualidade do serviço e até a capacidade de entrega dentro do prazo. Por isso, é fundamental que propostas inexequíveis sejam analisadas com mais rigor, porque descontos excessivos podem indicar, desde o início, que a empresa não terá condições de cumprir aquilo que foi contratado. A Lei 14.133 já trouxe avanços importantes nesse sentido, e nosso objetivo é contribuir para que esses instrumentos sejam efetivamente aplicados, melhorando a qualidade dessas contratações públicas”, afirmou Azevedo.

Segundo ele, o principal objetivo da reunião é justamente contribuir para a redução das obras paralisadas. “O Rio Grande do Norte possui mais de R$ 500 milhões em obras paralisadas, e entendemos que a legislação atual oferece mecanismos capazes de enfrentar esse cenário. Estamos defendendo pilares fundamentais, como a elaboração de orçamentos consistentes, uma qualificação técnico-econômica equilibrada das empresas, projetos executivos mais completos e pagamentos realizados em dia. Quando existe equilíbrio contratual, segurança técnica e fluxo financeiro adequado, as obras têm mais condições de serem entregues dentro do prazo e sem sobrecustos. O Sinduscon quer atuar como um parceiro técnico da Prefeitura, contribuindo com propostas e compartilhando experiências para que Natal tenha contratações mais eficientes e menos obras interrompidas. Com diálogo e planejamento conjunto, quem ganha é a população, que passa a contar com serviços entregues no prazo e com qualidade”, destacou.

Corroborando com essa perspectiva, Tony Robson, assessor jurídico do sindicato, pontua que a nova Lei de Licitações trouxe uma mudança importante para as contratações públicas. “Se antes a atenção estava muito concentrada na fase de disputa da licitação, hoje existe uma valorização muito maior do planejamento. É nessa etapa que a administração pública define exatamente o que pretende contratar, desenvolve projetos, estrutura orçamentos e identifica riscos. Quanto mais completo e qualificado for esse planejamento, melhores serão as condições para que a contratação alcance o resultado esperado. Isso significa obras mais eficientes, maior segurança jurídica e uma entrega adequada dos equipamentos públicos para a população”, explicou.

O prefeito Paulinho Freire destacou que um dos desafios da gestão municipal é ampliar a capacidade de fiscalização dos contratos e obras em andamento. “Estamos trabalhando para fortalecer nossa equipe por meio de concurso público. Quanto melhor for o acompanhamento, maior será nossa capacidade de garantir obras executadas com qualidade, dentro dos prazos e de acordo com o planejado”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que a troca de experiências com entidades como o Sinduscon-RN contribui para o aprimoramento contínuo da gestão e dos investimentos públicos. “Essas discussões são essenciais porque trazem novas experiências e diferentes perspectivas sobre os desafios da administração pública. A legislação está em constante evolução, precisamos acompanhar essas mudanças, e nossa intuito é entender como podemos melhorar e entregar obras que atendam às necessidades da população e gerem benefícios concretos para quem mais precisa dos serviços público”, finalizou.

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Geral

Urbana encerra programação na Arena das Dunas com mais de 32 toneladas de resíduos recolhidos

Foto: Divulgação

A Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) concluiu sua atuação no polo Arena das Dunas durante o São João de Natal 2026 com resultados nas áreas de limpeza urbana, coleta seletiva e inclusão socioeconômica dos catadores de materiais recicláveis.

Ao longo dos oito dias de programação realizados na Arena das Dunas, a Urbana recolheu 32,7 toneladas de resíduos sólidos, garantindo a limpeza e a manutenção do espaço antes, durante e após os shows. A operação contou com a atuação de 560 garis e 16 encarregados ao longo dos três fins de semana de evento.

Para dar suporte aos serviços, foram disponibilizados 25 contêineres, 50 lixeiras e um carro-pipa, utilizados nas ações de coleta, varrição, lavagem das áreas de circulação, higienização dos banheiros químicos e limpeza do entorno da Arena.

Do total de resíduos recolhidos, foram registradas 11,8 toneladas durante os dias 5, 6 e 7 de junho; 7,4 toneladas nos dias 13 e 14; e 13,5 toneladas nos dias 19, 20 e 21, somando as 32,7 toneladas coletadas ao longo da programação.

Além da limpeza urbana, a Urbana desenvolveu ações voltadas à sustentabilidade por meio da Central de Resíduos instalada no evento. No período, foram coletados 2.838,31 quilos de resíduos, dos quais 2.670,46 quilos foram destinados à reciclagem, reforçando o compromisso com a destinação ambientalmente adequada dos materiais gerados durante o evento.

A Central de Resíduos cadastrou 166 catadores e catadoras, dos quais 120 comercializaram materiais recicláveis ao longo do evento. Ao todo, foram pagos R$ 20.304,59 pela compra de 2.330,42 quilos de materiais recicláveis, contribuindo para a geração de renda e para o fortalecimento da economia circular no município.

Os resultados demonstram a atuação integrada das equipes de limpeza urbana e coleta seletiva, garantindo um ambiente limpo, organizado e ambientalmente responsável para milhares de pessoas que participaram do São João de Natal na Arena das Dunas.

Operação segue no Ginásio Nélio Dias

Para o encerramento da programação do São João de Natal no Ginásio Nélio Dias, a Urbana manterá uma operação especial de limpeza urbana, com equipes atuando antes, durante e após os eventos.

Os serviços incluem varrição, coleta e transporte de resíduos, lavagem de áreas estratégicas, limpeza e manutenção dos banheiros químicos, além da operação da Central de Resíduos e das ações de coleta seletiva, assegurando a destinação correta dos materiais recicláveis e a continuidade do trabalho de inclusão dos catadores participantes.

A atuação integrada das equipes tem como objetivo manter a limpeza do espaço, contribuir para o bem-estar dos participantes e preservar o ambiente durante o último fim de semana de programação na capital potiguar.

 

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Mundo

Trump indica que eleição no Brasil é “grande teste” para EUA na América Latina

Foto: Getty

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, indicou que as eleições presidenciais no Brasil são um “grande teste” para estratégia de Washington de manter a “proeminência” na América Latina, conforme plano definido pela Estratégia de Segurança Nacional dos EUA publicada em 2025.

Em rede social, Trump publicou o artigo do colunista John Gizzi, setorista da Casa Branca para o veículo conservador pró-Trump Newsmax, sob o título Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina.

O colunista político cita a eleição do candidato de extrema-direita na Colômbia, Abelardo de la Espriella, como mais uma vitória de Trump dentro do “amplo realinhamento ideológico pró-Trump que está transformando o Hemisfério Ocidental”.

O artigo cita ainda as eleições de 2026 no Peru, en Honduras, na Bolívia e no Chile, além de pleitos mais antigos em El Salvador (2019), Argentina (2023) e Equador (2023), como os “triunfos” de Trump na região.

“A tendência pró-Trump começou em 2019 com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador e tem se intensificado de forma constante desde então”, escreveu Gizzi.

Desafios restantes

O artigo republicado por Trump destaca, porém, que o governo do republicano tem ainda quatro grandes desafios na América Latina: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil, sendo o Brasil o “próximo grande teste” de Trump na região.

“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério”, diz o artigo.

O autor da publicação conclui que o presidente dos EUA está “tornando as Américas grandes novamente”.

“Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década”, diz o artigo.

A publicação lembra ainda que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se unindo em torno de filho, Flávio Bolsonaro, na tentativa de destituir o presidente “de esquerda” Luiz Inácio Lula da Silva.

Doutrina Monroe com Trump

Em documento publicado em dezembro de 2025, o governo dos EUA diz que aplicará um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, em uma espécie de releitura do projeto doutrinário do século 19 que expandiu a influência dos EUA por todo o continente.

Criada em 1823, quando os EUA despontavam como nova potência mundial, a Doutrina Monroe afirma que a “América é para os americanos” e serviu, à época, para desafiar às potências europeias na influência econômica, militar e cultural na América Latina.

Agora, sob o segundo mandato de Trump, os EUA se propõem a “estabelecer ou expandir o acesso em locais de importância estratégica” e “fazer todo o possível para expulsar as empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”.

“Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região”, diz o documento da Casa Branca.

 

Agência Brasil

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Polícia

[VÍDEO] Polícia prende terceiro suspeito de atentado contra vereador Cabo Deyvison

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu nesta quarta-feira (24) o terceiro suspeito de participação no atentado que matou o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou ferido o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró. O investigado foi identificado como Wilson Mariano da Silva Filho e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após o avanço das investigações. Veja no vídeo abaixo:

Segundo a Polícia Civil, foram reunidos elementos que apontam o envolvimento de Wilson no crime ocorrido em 15 de junho. Após ser localizado, ele foi preso e colocado à disposição da Justiça. A prisão é considerada mais um avanço nas apurações do caso, que mobilizam forças de segurança do Rio Grande do Norte e do Ceará.

Outros dois suspeitos já haviam sido presos em território cearense durante uma operação interestadual. As investigações também resultaram na apreensão de armas com características compatíveis com as utilizadas no atentado. A Polícia Civil informou que continua trabalhando para esclarecer a dinâmica do crime, identificar possíveis mandantes e responsabilizar todos os envolvidos.

Com informações do portal 96 FM

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Geral

Prefeitura do Natal antecipa 40% do 13º salário para professores da rede municipal

Foto: Manoel Barbosa

A Prefeitura do Natal realiza nesta quinta-feira (25) o pagamento antecipado de 40% do 13º salário dos professores em efetivo exercício na Rede Municipal de Ensino. A medida beneficia 4.563 profissionais e representa um investimento de quase R$ 12 milhões.

O valor será creditado antes do período tradicional de pagamento do benefício e alcança uma das maiores categorias do funcionalismo municipal.

Para o prefeito Paulinho Freire, a antecipação representa uma forma de reconhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da educação. “Os professores da Rede Municipal de Ensino são profissionais essenciais para Natal e que contribuem diariamente para a formação das novas gerações”, afirmou.

Além do impacto direto para os servidores, a antecipação também deve movimentar a economia local. “São quase R$ 12 milhões chegando antes do previsto. Esse recurso circula pela cidade e alcança diferentes segmentos da economia”, acrescentou o prefeito.

O pagamento será realizado para todos os professores em efetivo exercício no magistério da Rede Municipal de Ensino.

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Política

[VÍDEO] “PUNHALADA”: Michelle diz que Flávio a desrespeitou em ligação e critica aliados do PL no Ceará por apoio a Ciro Gomes

Imagem: Reprodução

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (24/6), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) diz ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), durante conversa por telefone sobre o palanque do Partido Liberal (PL) no Ceará.

“Ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem.”

Segundo Michelle, o episódio ocorreu após ela manifestar oposição à articulação conduzida por lideranças do PL cearense para uma composição com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa estadual.

A ex-primeira-dama defende que a direita apoie a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do estado.

No vídeo, Michelle afirmou que a resistência à aproximação não é uma questão eleitoral, mas de coerência política.

Ela relembrou declarações de Ciro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse considerar contraditório que integrantes do bolsonarismo apoiem uma aliança com alguém que, segundo ela, contribuiu para a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.

A ex-primeira-dama ainda acusou os filhos de Bolsonaro de agirem de forma coordenada ao reagirem publicamente às suas críticas. “Os irmãos se uniram, de forma coordenada, com textos muito parecidos entre si. Parecia combinado, premeditado”, afirmou.

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