Diversos

Brasileiros estudam drogas psicodélicas para tratar depressão e dependência química, administradas em ambientes clínicos e com supervisão

Foto: BBC News Brasil

“Sou hoje (semanas depois da primeira experiência) um homem mais desamarrado, sobretudo bem mais livre de mim mesmo […] Livrei-me de algumas túnicas da minha fantasia, quase todas depressivas. Despertei certa manhã de domingo, muito mais curioso do universo e muito menos angustiado pela catástrofe humana. Existir ficou um pouco menos difícil.”

O trecho acima é parte de uma série de crônicas em que o escritor Paulo Mendes Campos (1922-1991), um dos mais importantes nomes da literatura brasileira, relatou suas experiências com o LSD (dietilamida do ácido lisérgico), uma substância psicodélica hoje proibida.

Em 1962, quando participou dos testes, a droga estava sendo explorada e pesquisada pela ciência e pela medicina. Poucos anos depois, o LSD e outras substâncias psicotrópicas foram proibidas e criminalizadas praticamente no mundo todo, interrompendo os estudos científicos sobre o potencial dessas drogas.

Nos últimos anos, no entanto, as pesquisas com as drogas psicotrópicas, também chamadas simplesmente de “psicodélicos”, renasceram como uma possibilidade de tratamento eficaz para patologias que têm se mostrado difíceis de tratar: depressão, ansiedade, dependência química, transtorno de estresse pós-traumático, entre outras. E, mais uma vez, cientistas brasileiros estão na vanguarda dos estudos nessa área.

Médicos, psiquiatras, neurocientistas, psicólogos e terapeutas do país estão pesquisando os efeitos positivos de substâncias sintéticas, como LSD e MDMA, mas também algumas que têm origem na natureza, como ibogaína, psilocibina e ayahuasca.

Nas últimas semanas, a BBC New Brasil conversou com alguns deles para entender o que vem sendo estudado, qual o potencial dos psicodélicos e como eles podem ser usados por pacientes e médicos brasileiros.

MDMA e estresse pós-traumático

Um dos pesquisadores é o neurocientista Eduardo Schenberg, diretor do Instituto Phaneros. Neste ano, ele publicou um estudo sobre uso psiquiátrico de MDMA (metilenodioximetanfetamina), em parceria com uma entidade americana que também pesquisa essas drogas.

O neurocientista Eduardo Schenberg fez um estudo clínico com MDMA. Foto: BBC News Brasil

No mercado ilegal de drogas, o MDMA já teve dezenas de apelidos, como ecstasy e molly, e é usado principalmente por jovens em festas e baladas — também é conhecido como “a droga do amor”, por sua capacidade de gerar empatia.

No tráfico, as substâncias são produzidas sem controle de qualidade: já foram apreendidas centenas de tipos diferentes de ecstasy, grande parte deles sem nenhuma molécula de MDMA.

Já o composto puro, sem acréscimo de elementos que podem fazer mal à saúde, é considerado seguro e não causa grandes efeitos colaterais — no máximo, dor de cabeça e no maxilar, náusea, inquietude e uma angústia temporária.

No ensaio, Schenberg utilizou a droga em três pacientes diagnosticados com transtorno de estresse pós-traumático (Tept), cujo gatilho, em geral, são experiências de violência extrema, como abuso sexual, tiroteios, sequestros, morte repentina na família e, hoje, até a covid-19.

“O transtorno causa um medo paralisante: a pessoa tem pesadelos recorrentes, ataques de pânico, palpitações, desespero, raiva. Para lidar com isso, ela reprime as emoções, pois não consegue falar sobre o trauma. Algumas vivem num estado de anestesiamento, sem propósito. Esse transtorno tem uma taxa alta de suicídios”, diz o neurocientista.

Os três pacientes passaram por uma terapia assistida por drogas psicodélicas de quatro meses. Foram 15 consultas de 90 minutos cada uma, sob supervisão de dois terapeutas, mas em apenas três delas houve uso de MDMA, com quantidade escalonada. Nessas consultas, o paciente ouve música e é estimulado a ficar introspectivo, em contato com seus sentimentos e memórias. Mas ele também pode dialogar com os terapeutas sobre o que está sentindo.

Dois dos participantes ficaram curados do transtorno, segundo o pesquisador. O terceiro melhorou muito, mas ainda precisa continuar se tratando. “Os resultados no Brasil foram espetaculares, muito parecidos com o que vem sendo observado no exterior. As estatísticas mostram que dois terços dos pacientes saem do tratamento curados”, diz.

Nesse contexto, o MDMA surge como uma possibilidade efetiva de melhorar o transtorno. Hoje, a medicação tradicional consegue tratar apenas sintomas secundários, como ansiedade, depressão e insônia. Já a terapia com MDMA propõe justamente o contrário: ela busca curar o trauma em si.

Mas como ela pode fazer isso?

“O MDMA não causa visões alucinatórias, como outros psicodélicos. Muita gente nem o considera parte dessa classe. Ele funciona como uma espécie de turbo neuroquímico, induzindo a produção de serotonina e dopamina, noradrenalina. No cérebro, ele estimula os neurônios a liberar mais neurotransmissores”, explica Schenberg.

“Basicamente, ele acelera o raciocínio e intensifica as emoções. Quem usa consegue enxergar com muita clareza seus problemas afetivos e suas próprias emoções. A droga tem o poder de reduzir o medo que o paciente de Tept sente o tempo todo, aumentando a capacidade de uma análise profunda do trauma e de outros problemas pessoais”, diz.

Recentemente, os ótimos resultados de pesquisas realizadas nos Estados Unidos fizeram a FDA (autoridade americana de saúde e medicamentos) a permitir uma expansão das pesquisas de tratamentos com ecstasy para transtorno de estresse pós-traumático.

Ayahuasca para depressão

Outro psicodélico em estudo no Brasil é a famosa ayahuasca, um chá produzido com várias plantas originárias da Amazônia e historicamente utilizada em rituais indígenas. No país, a substância também é conhecida por ser o elemento sacramental de algumas religiões, como o Santo Daime e a União do Vegetal — e por causa do uso religioso, ela é não é proibida.

A ayahuasca é rica em DMT (dimetiltriptamina), um poderoso psicoativo. Estudos em universidades brasileiras têm apontado efeitos positivos da substância em tratamentos de depressão crônica e dependência química.

Segundo Dráulio Barros de Araújo, professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um dos focos de pesquisa tenta compreender os efeitos da ayahuasca no corpo, como as imagens psicodélicas são representadas no cérebro e quais são as bases neurais da introspecção e da autoanálise de emoções, processo relatado pelos usuários durante o efeito da substância.

Outro caminho é mais terapêutico. “Estamos avaliando os efeitos antidepressivos da ayahuasca fora do contexto religioso. Nosso grupo é o único no mundo a fazer ensaios clínicos com ayahuasca dentro do hospital com pacientes com depressão resistente ao tratamento”, diz Araújo, que comanda uma das equipes pioneiras nos estudos do composto.

Mas de onde vem esse efeito antidepressivo?

Pesquisadores brasileiros avaliaram o sistema imunológico de dois grupos de pacientes com depressão. Uma das turmas tomou ayahuasca, e outra ingeriu um placebo que simulava apenas os efeitos colaterais da droga, como vômitos.

“Hoje, já se sabe que pacientes com depressão apresentam um aumento de marcadores de inflamação, como a proteína C-reativa. Inclusive, há teorias que falam que a depressão é uma doença do sistema imunológico. Depois da sessão, percebemos que os pacientes que beberam ayahuasca diminuíram a concentração da proteína C-reativa, o que não aconteceu com quem recebeu o placebo”, explica Araújo.

Mas há outro ponto importante. Pessoas com depressão normalmente apresentam alteração de uma proteína chamada “fator neurotrófico derivado do cérebro” (BDNF, na sigla em inglês). Esse marcador químico está conectado à neuroplasticidade, ou seja, à capacidade do sistema neural de promover novas sinapses.

“Vimos que pacientes que apresentavam alteração do BDNF tiveram uma melhora para níveis normais depois de tomarem ayahuasca. Além disso, trabalhos de bioquímica molecular no Brasil apontaram que os componentes da ayahuasca podem aumentar os processos de neuroplasticidade, que em pacientes com depressão tendem a se reduzir”, explica Araújo.

Segundo ele, o psicodélico também tem outros resultados mais sutis, como uma tendência de afastar pensamentos repetitivos. “Uma característica comum da depressão são os pensamentos negativos e ruminativos, ou seja, a pessoa sempre volta para eles sem conseguir sair. Aparentemente, a ayahuasca promove uma mudança desse padrão”, diz.

Araújo, entretanto, não enxerga um futuro uso hospitalar da substância, principalmente por causa de seus efeitos colaterais, como náuseas e vômitos. “Acredito mais em um uso clínico da psilocibina, outro psicodélico que tem demonstrado potencial para tratamento de depressão grave”, diz.

A psilocibina é um composto presente em cogumelos alucinógenos. Foto: BBC News Brasil

Psilocibina e dependência química

A psilocibina, substância alucinógena presente em alguns cogumelos, é outro psicodélico em estudo, principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, há pesquisas sobre possíveis tratamentos contra depressão e dependência de drogas, como álcool, cigarro e crack.

Um dos estudiosos à frente desse campo é Renato Filev, pesquisador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que também já trabalhou com cannabis e ayahuasca.

Ele explica que, como acontece com outros psicodélicos, a terapia com psilocibina tem potencial de mudar comportamentos repetitivos e problemáticos. “No exterior já há diversos estudos apontando a eficácia de psilocibina nesse tratamento, mas queremos testá-la no Brasil, pois o vício também é um fenômeno social e local”, explica Filev, que está em processo de importação do composto para iniciar sua pesquisa.

Segundo ele, os psicodélicos atuam numa região do córtex relacionada a uma série de sincronizações do ritmo cerebral. Quando o composto “bate” no cérebro, ele dessincroniza esse ritmo, fazendo-o atuar em modo extraordinário.

“Essas mudanças criam condições para uma análise profunda do eu e do sentido de individualidade. Essa experiência muda a forma como o paciente enxerga sua personalidade, seus comportamentos e suas emoções. Quando você está sob esse efeito, acaba aceitando uma segunda opinião sobre você mesmo, algo que não aceitava antes”, afirma.

Nesse sentido, as experiências têm mostrado que, em muitos casos, pessoas que eram dependentes de drogas acabaram perdendo a vontade de usá-las novamente depois de sessões terapêuticas com psilocibina. Mas Filev pondera: “Não é um milagre. Essa interrupção do uso problemático pode ocorrer, mas também pode não acontecer. Por isso as pesquisas científicas são tão importantes. Precisamos responder: ‘por que isso funciona com alguns e com outros não?'”

Ibogaína e abuso de drogas

No campo do tratamento de dependência, algumas clínicas no Brasil já utilizam legalmente uma substância psicodélica, a ibogaína.

Princípio ativo da raiz africana iboga, a substância não é proibida no país, ao contrário do MDMA, psilocibina e LSD — que só podem ser utilizados pela ciência. Mas seu uso também não está regulamentado. Esse limbo jurídico permite que a ibogaína seja manipulada no tratamento de dependência de outras drogas.

Anúncios de clínicas na internet prometem curar o vício do paciente (em álcool ou drogas) com apenas uma sessão de psicoterapia com a substância, procedimento que chega a custar R$ 8 mil.

Um trabalho da Unifesp, comandado pelo cientista Dartiu Xavier da Silveira, analisou o tratamento com ibogaína em 75 pacientes com dependência química. Um ano depois, 72% deles tinham parado de usar drogas.

Assim como outros psicodélicos, não se sabe exatamente como a ibogaína age no cérebro. Mas experimentos já mostraram que ela promove a produção de um hormônio chamado GDNF, que por sua vez estimula um equilíbrio de neurotransmissores.

Os efeitos visuais, bastante intensos e mais fortes que os do LSD, são semelhantes aos de um sonho e por isso são chamados de “onirofrênicos” — e duram de 12 a 15 horas.

“As pessoas normalmente têm muitas visões, lembranças, como se estivessem sonhando acordadas. E quanto maior o efeito psicodélico e místico, maior também será o efeito terapêutico”, explica o psicólogo e pesquisador Bruno Ramos Gomes, que trabalha com pacientes de ibogaína em seu doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp).

Ele explica que psicodélicos causam um efeito chamado de afterglow, uma sensação de bem-estar que persiste mesmo após as experiências visuais e físicas já terem passado. “Em algumas substâncias, como o LSD, o afterglow dura poucos dias. No caso da ibogaína, ele pode ser sentido por meses. Alguns pacientes contam que nunca mais foram os mesmos depois da sessão, e que não sentem mais aquela fissura pela droga que eram dependentes”, diz Gomes.

Por outro lado, há relatos de que a ingestão de altas doses de ibogaína tenha causado mortes no exterior, embora o procedimento adequado e controlado por profissionais de saúde não apresente riscos à vida, segundo cientistas. No Brasil, há informação de que um paciente morreu em 2016 depois de beber a substância — ele teria sofrido um ataque cardíaco em uma clínica na cidade de Paulínia, interior de São Paulo.

Recentemente, o uso de ibogaína tem desagradado comunidades terapêuticas ligadas a igrejas. Essas instituições oferecem tratamentos baseados principalmente em abstinência do consumo de entorpecentes, espiritualidade e isolamento. Muitas delas são financiadas pelo poder público, mantendo pacientes internados por meses e até anos.

Em agosto, após reclamação de instituições religiosas, a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred) publicou uma nota técnica alertando para riscos do uso de ibogaína, como “alteração da consciência, morte súbita e problemas cardiovasculares”. Segundo a pasta do governo Jair Bolsonaro, “não há evidências científicas robustas” que comprovem a eficácia do tratamento.

Para Bruno Ramos Gomes, da Unicamp, embora estudos com a droga ainda estejam em andamento, a controvérsia opõe duas visões distintas sobre cuidados com a dependência química. “Enquanto clínicas de ibogaína falam em cura, as comunidades terapêuticas dizem que não existe cura, e que o tratamento deve ser constante”, explica.

Para psiquiatra Luís Fernando Tófoli, a grande indústria farmacêutica não demonstra interesse na venda de psicodélicos por que estes ‘não dão muito retorno financeiro’. Foto: BBC News Brasil

Qual o futuro dos psicodélicos no Brasil?

Enquanto as pesquisas avançam, já é possível vislumbrar possíveis usos medicinais para as drogas psicodélicas no Brasil.

Cientistas acreditam que elas podem ser administradas em psicoterapia, dentro de ambientes clínicos e com supervisão de médicos e outros profissionais de saúde — para isso, mais pesquisas terão de feitas para que esses procedimentos sejam aprovados pela Anvisa.

“Eles não serão remédios que o médico receita, o paciente compra na farmácia e toma em casa”, explica o médico Luís Fernando Tófoli, professor de Psiquiatria da Unicamp, e que já participou de estudos com LSD e ayahuasca.

Dráulio Barros de Araújo, do Instituto do Cérebro, concorda. “Esse uso deve acontecer como ocorre com anestésicos potentes: dentro do contexto hospitalar e sob supervisão médica”, diz.

Já Renato Filev, da Unifesp, acredita que as terapias deveriam ocorrer em ambientes acolhedores. “O indivíduo deve ficar confortável, deitado, em um local que não seja estéril como os hospitais”, afirma.

Para Tófoli, “Eles não dão muito retorno financeiro para as empresas, porque são usados poucas vezes durante um tratamento. Não acho que a grande indústria vá financiar esse setor, mas também não enxergo nenhum movimento para impedi-lo”, diz.

“Também acredito que esses tratamentos não serão massificados, porque usar psicodélico não é uma coisa fácil nem é indicado para todas as pessoas. E também não é todo mundo que está disposto a passar por essa experiência”, explica o psiquiatra.

Repressão da ditadura

A história das pesquisas científicas com psicodélicos no Brasil não começou agora. Os primeiros experimentos são dos anos 1950, e seguiram uma tendência mundial.

Os efeitos do ácido lisérgico foram descobertos em 1943 pelo químico suíço Albert Hofmann, que trabalhava na empresa farmacêutica Sandoz. A companhia, interessada nas possíveis utilidades do composto, enviava doses de LSD a praticamente qualquer pesquisador que quisesse se aventurar.

“O LSD chegou ao Brasil pela via medicinal. É difícil dizer exatamente quando isso ocorreu, mas há referências a estudos feitos já em 1952”, explica o jornalista e historiador Júlio Delmanto, autor do livro História Social do LSD no Brasil (Editora Elefante). A obra relata as primeiras pesquisas com o ácido lisérgico no país, seu uso pioneiro por artistas e por adeptos da contracultura, além do início da repressão policial, a partir da década de 1970.

“Os médicos brasileiros leram pesquisas do exterior, se interessaram pela substância e conseguiram lotes da Sandoz para testar aqui. Eles inicialmente usavam em si mesmos e, depois, fizeram experimentos com outras pessoas, principalmente artistas”, diz Delmanto.

Segundo ele, as primeiras pesquisas com LSD foram feitas por profissionais de diferentes correntes ideológicas. “Na época, não havia esse estigma contra a substância. Ela atraiu médicos ligados à esquerda, mas também pesquisadores de direita, alguns deles ligados à ditadura militar e a instituições manicomiais”, diz Delmanto.

Mas o LSD e outros psicodélicos foram proibidos no país em meio ao endurecimento da ditadura militar e também ao aumento da repressão às drogas por parte do governo dos Estados Unidos, que associou negativamente o LSD e outros entorpecentes aos movimentos contrários ao presidente Richard Nixon e à guerra do Vietnã.

Os alucinógenos foram importantes para a contracultura e para os hippies, que viam neles uma forma de expandir a consciência, a criatividade e o bem-estar. A proibição, além de criminalizar usuários, traficantes e cientistas, interrompeu as pesquisas por mais de 50 anos.

Curiosamente, um novo decreto sobre drogas no Brasil foi assinado 13 dias depois da promulgação do AI-5, em dezembro de 1968. A nova lei punia com prisão o uso ou a venda de qualquer substância que causasse “dependência química e psíquica”, mas não deixava claro quais drogas se enquadravam neste conceito — ou seja, em tese, beber álcool e fumar cigarro poderia dar prisão na ditadura, embora isso não acontecesse na prática.

Essa controvérsia norteou o primeiro processo criminal por tráfico de LSD no Brasil, de 1970, que foi analisado por Júlio Delmanto em seu livro. A defesa dos acusados — um grupo formado por artistas e estudantes — argumentou que a lei não citava o LSD como causador de dependência (e, de fato, não há provas científicas de que isso ocorra).

Mesmo assim, o juiz Geraldo Gomes condenou os réus, principalmente com base em preceitos morais. “Na sentença, ele criticou mulheres que frequentavam festas à noite e até um dos rapazes do grupo que ‘não morava com os pais’. O juiz estava imbuído de mostrar quais eram os valores morais da sociedade, dando um recado de classe, raça e geração”.

Anos antes da proibição, em 1962, ninguém era preso por usar LSD. O escritor Paulo Mendes Campos foi um dos primeiros brasileiros a participar de experimentos com a droga. Em uma entrevista posterior ao jornal O Pasquim, ele relatou como foram suas viagens lisérgicas:

“Minha experiência foi esplêndida. […] um curso de madureza de autoanálise, me conheci muito melhor. Durante uns dois ou três anos eu me senti com uma segurança muito maior, e vi profundidades minhas horrendas que me levaram a me conhecer melhor. Isso alterou muito a minha vida.”

BBC Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TSE diz que falha técnica no “Pool de Mídias” deixou propaganda de Flávio sem áudio na TV e anuncia reexibição

Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu a uma falha técnica a exibição sem áudio da propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), transmitida nesta segunda-feira (12), às 13h. O problema ocorreu no Pool de Mídias, estrutura responsável por organizar tecnicamente os programas eleitorais e distribuir o sinal às emissoras de televisão.

Segundo a Corte, os áudios dos programas de Flávio e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foram carregados durante a preparação das mídias. O problema foi corrigido a tempo da exibição da propaganda petista, mas a peça do candidato do PL foi ao ar sem som.

O TSE informou que o arquivo de Flávio já foi corrigido e que a propaganda será reexibida conforme as regras do horário eleitoral gratuito.

Antes do esclarecimento do tribunal, Flávio afirmou que o material enviado pela campanha estava correto e criticou a falha. “Eles acham que vão calar minha voz. Mas não vão calar, não vão conseguir, não adianta”, declarou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Após filha ser raptada e levada para Portugal, prefeito de Coronel Ezequiel-RN diz que perfil da jovem no Instagram está sendo controlado por terceiros

O prefeito de Coronel Ezequiel, Thales Farias, publicou um alerta nas redes sociais nesta segunda-feira (12) sobre o perfil da filha, Sophia, de 14 anos, que desapareceu durante uma viagem da família a Natal e foi raptada para Portugal.

Segundo o prefeito, embora a conta no Instagram pertença à adolescente, há fortes indícios de que outra pessoa esteja utilizando o perfil para enviar mensagens. Ele afirmou que tentou entrar em contato com a filha por telefone diversas vezes, mas não foi atendido.

Thales também destacou que a maneira como as mensagens estão sendo escritas é diferente da forma habitual de comunicação da adolescente. Diante das suspeitas, decidiu tornar a situação pública para evitar que outras pessoas sejam induzidas a acreditar que estão conversando com Sophia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Ex-senador do PT é detido após ser acusado de agredir mulheres em festa de casamento no Pará

O ex-senador Paulo Rocha (PT), atual superintendente da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), foi acusado de agredir mulheres durante uma festa de casamento realizada neste domingo (11), na Casa da Seresta, no bairro do Umarizal, em Belém (PA).

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram parte da confusão e o político dentro de uma delegacia após a ocorrência. Neste outro vídeo, já após ter sido detido pela polícia, é possível ver Paulo Rocha ainda bastante alterado, assim como durante a ocorrência.

Nesta segunda-feira (12), Paulo Rocha publicou um pedido de desculpas, reconheceu que se excedeu, mas negou ter agredido alguém diretamente. “Me envolvi em um episódio triste! Venho pedir desculpas públicas às companheiras! Reconheço que me excedi, mas não agredi ninguém diretamente”, escreveu.

O ex-senador também afirmou que a esposa não estava no local e reconheceu que sua conduta foi inadequada, apesar de destacar sua trajetória na vida pública. “Tenho vida pública exemplar! Mas neste caso errei e me excedi! Por isso peço desculpas a todas e todos!”, declarou.

Com informações de O Liberal

Opinião dos leitores

  1. Alguma diferença daquele pessoal que estava na paulista ontem? Isso são os integrantes da esquerda, meu povo! 💩💩💩 Superintendente da Sudam, olha só!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Tarcísio critica manifestação da esquerda na Avenida Paulista: “Depredação, vandalismo, pichações, intolerância e falta de civilidade”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a depredação registrada na Avenida Paulista após ato do PT e acusou a esquerda de intolerância. Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta segunda-feira (12), o governador comparou os episódios registrados no domingo (11) a manifestações anteriores pacíficas da direita no mesmo local e afirmou que o vandalismo demonstra “falta de civilidade”.

“Quem precisa quebrar para ter razão, já perdeu o argumento”, declarou Tarcísio, ao comentar imagens que mostram cenas de depredação e pichações em estações de metrô ao longo da avenida.

O governador afirmou que manifestações da direita na Paulista ocorreram sem intercorrências e classificou esses atos como manifestações de famílias. Em seguida, criticou a ocupação do espaço por apoiadores da esquerda. “Agora, o PT ocupa o espaço e o que a gente tem? Depredação, vandalismo, pichações, intolerância”, disse.

Na gravação, Tarcísio também afirmou que a destruição do patrimônio não representa convicção política. “O vandalismo nunca é ferramenta, é armadilha. Patrimônio destruído não prova convicção, é prova de falta de civilidade”, declarou.

O governador ainda questionou se haveria um pedido de desculpas por parte dos envolvidos e associou a falta de autocrítica à corrupção nos governos do PT. “E a gente pode esperar deles algum mea-culpa? Claro que não!”, afirmou.

Tarcísio também citou a tolerância política ao argumentar que a aceitação de comportamentos intolerantes pode ameaçar a própria convivência democrática. Na avaliação do governador, há uma contradição entre o discurso de defesa da democracia e as atitudes que atribuiu aos responsáveis pela depredação.

Ao final do vídeo, o governador disse se identificar com manifestações que reúnam famílias, idosos, crianças e trabalhadores. “Eu fico com a manifestação do verde e amarelo, das famílias, dos idosos, das crianças, daqueles que trabalham e produzem. E podem ter certeza que um tempo de esperança está chegando para o Brasil”, concluiu.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Prefeito de Coronel Ezequiel denuncia sequestro da filha de 14 anos raptada e levada para Portugal após garota manter contato com estranho pela Internet

O prefeito de Coronel Ezequiel, Thales Farias, denunciou o sequestro da filha de 14 anos, que foi levada para Portugal. A jovem mantinha contato com um estanho pela Internet, identificado apenas como Mário, no mês de agosto. Os pais haviam descoberto as conversas e a deixaram sem o celular.

A garota sumiu quando a família, que mora na cidade de Coronel Ezequiel, passava o feriadão em Natal. Segundo relato no Boletim de Ocorrência, os familiares dormiam no hotel quando por volta das 1h30, desta segunda-feira (12) perceberam a ausência da garota no quarto do hotel onde estavam hospedados em Ponta Negra. Na tentativa de desvendar o paradeiro da jovem, ao rastrear o celular dela, a localização apontava para Portugal.

A família desconfia que alguém com experiência orientou a jovem a burlar o passaporte e a autorização para menor de idade deixar o país, uma vez que ela não foi barrada pela Polícia Federal ao deixar o país e também conseguiu entrar normalmente em Portugal ao desembarcar.

Opinião dos leitores

  1. Tá faltando mais detalhes sobre esse episódio…..essa menina estava com eles?? Quanto tempo eles ficaram sem contato com ela?! Ela some e aparece em Portugal??? 🤔🤔🤔🤔🤔

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro denuncia exibição de seu programa eleitoral na TV aberta sem áudio: “Não existe coincidência”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (12) que a exibição de sua propaganda eleitoral na TV aberta foi transmitida sem áudio por volta das 13h, durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida. Flávio também afirmou que na sequência, o programa do presidente Lula (PT) foi exibido normalmente, com som.

“Hoje, pela primeira vez na história de uma campanha presidencial, o meu programa eleitoral foi transmitido sem som. É isso mesmo, mudo. O meu programa foi transmitido sem som. O do Lula tava com som, tudo ok, mas o meu, transmitido sem som. Você acredita em coincidência? Cara, não. Não acredito, não existe coincidência”, disse Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.

Reclamações de telespectadores também foram registradass nas redes sociais, que relataram a ausência de áudio durante a propaganda de Flávio em diferentes emissoras.

A campanha do senador informou ao Metrópoles que enviou o arquivo com áudio e tenta identificar se houve falha na geração do sinal. A equipe também lamentou que o problema tenha ocorrido em um feriado, quando mais pessoas poderiam estar acompanhando a programação.

Opinião dos leitores

  1. Se “não conseguiram” achar nenhuma fake news no exército do lula, um vídeo sem áudio é fichinha kkkkk o pior cego é aquele que não quer enxergar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Prefeitura de Natal conclui mais uma etapa da revitalização da orla na Praia do Meio

A Prefeitura de Natal concluiu mais uma etapa da revitalização da Praia do Meio, com quiosques reformados prontos para voltar a funcionar. A iniciativa busca fortalecer o turismo, ampliar as opções de lazer e movimentar a economia local.

O calçadão que está sendo totalmente renovado teve novo trecho finalizado e segue em obras, assim como outras áreas da orla. Novos espaços deverão ser entregues nas próximas etapas, contribuindo para a valorização da faixa litorânea e para o uso da área pela população.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Corpo de adolescente desaparecido após afogamento em Barra do Cunhaú é encontrado

Foto: Reprodução

O Corpo de Bombeiros encontrou, na manhã desta segunda-feira (12), o corpo do adolescente de 16 anos que desapareceu após um afogamento em Barra de Cunhaú, no litoral Sul do RN. O corpo foi localizado por volta das 5h30, nas proximidades do local do incidente, após a maré baixar. A vítima foi identificada como Ruan Taylor da Silva Costa, natural de Pirpirituba, na Paraíba.

O jovem desapareceu na tarde de domingo (11), na região da foz do rio Sibaúma. Cinco pessoas estavam na água quando foram surpreendidas pelas condições da maré. Quatro conseguiram sair, mas o adolescente não foi localizado.

As equipes realizaram buscas durante o domingo, com apoio do helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), Potiguar 01,mas não tiveram sucesso naquele dia.

Segundo os bombeiros, o trecho apresenta correnteza forte, força da maré e correntes de retorno. A corporação recomenda evitar o banho na área e respeitar os alertas de segurança.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CASO MASTER: PF vai entregar a Fachin arquivos que citam ministros do STF

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebe nesta terça-feira (13) o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar de informações do caso Banco Master que mencionam ministros da Corte e seus familiares.

O material que será entregue a Fachin foi extraído dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel. Segundo informações do blog do jornalista Elijonas Maia da CNN, a PF pretende colocar os dados à disposição do Supremo para esclarecer a situação e encerrar controvérsias. A elaboração de relatórios específicos sobre os magistrados dependerá de uma decisão do tribunal.

De acordo com informações do g1, pelo menos seis dos dez ministros do STF ou pessoas de suas famílias são mencionados em diferentes contextos. Os documentos também incluem referências a integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Entre os registros já encaminhados a Fachin estavam informações sobre encontros entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, além de mensagens relacionadas a pagamentos, à empresa familiar do magistrado e ao resort Tayayá, no Paraná. O documento, entregue em fevereiro, reunia dados preliminares e não representava um relatório final de indiciamento.

Após a entrega, Toffoli deixou a relatoria dos processos relacionados ao Master, e André Mendonça assumiu o caso. Posteriormente, Fachin arquivou trechos do relatório referentes à suspeição.

Com informações de CNN Brasil e g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Nunes Marques convoca campanhas de Flávio e Lula para reunião após batalha jurídica no TSE

Foto: Luiz Roberto/TSE

Em meio à escalada de disputas judiciais no segundo turno, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, marcou para esta terça-feira (13) uma reunião com representantes das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As duas campanhas têm questionado decisões judiciais ao longo da disputa presidencial, ampliando a pressão sobre a atuação da Justiça Eleitoral.

O encontro busca reduzir a tensão entre as candidaturas e poderá abordar a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A página foi reativada por decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Antonio Carlos Ferreira Cueva, e aguarda definição sobre análise do caso pelo plenário do tribunal.

Na segunda-feira (12), Nunes Marques solicitou informações sobre o canal à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE.

 

Opinião dos leitores

  1. 🇧🇷TSE mantém suspensão de uso de imagens do 7 de Setembro por Bolsonaro.
    🇧🇷Bolsonaro não pode usar ‘lives’ no Alvorada para promover a própria campanha, decide ministro do TSE
    👺⚒️Ministro do TSE derruba decisão de Nunes Marques e manda reativar ‘Exército do Lula’
    👺⚒️Lula faz ‘live’ com apoiadores no Alvorada; em 2022, TSE proibiu Bolsonaro de promover própria campanha no palácio.
    👀👀👀QUAL NOME SE DÁ A ISSO????? QUAL VAI SER A DO ELEITOR BRASILEIRO QUE TEM CARÁTER?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *