Finanças

Bretas manda bloquear quase R$ 2,5 bilhões de investigados por suspeita de desvios no Sistema S

Foto: Reprodução/Instagram

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, mandou bloquear quase R$ 2,5 bilhões de suspeitos de envolvimento em um esquema de tráfico de influência que desviou milhões do Sistema S — que engloba Fecomércio, Sesc e Senac.

Um dos investigados e réu é Orlando Diniz, ex-presidente dos três órgãos.

Além dele, vários advogados também viraram réus após a investigação do Ministério Público Federal, como Ana Tereza Basílio (responsável pela defesa do governador do Rio Wilson Witzel) e Cristiano Zanin e Roberto Teixeira (representantes do ex-presidente Lula). Lula e Witzel não são investigados nesta operação.

“(…) Tem-se que Orlando Diniz se utilizou, em tese, de numerário da Fecomércio e, posteriormente, com a assinatura do Termo de Cooperação Técnica, do SESC e SENAC, para pagar honorários aos escritórios de advocacia citados, livre de qualquer fiscalização dos conselhos fiscais e do TCU”, diz Bretas em um trecho da decisão.

“Ainda que assim não fosse, ao que tudo indica os escritórios de advocacia tinham, no mínimo, ciência de que os processos em que prestavam serviços tinham como partes interessadas o SESC e SENAC e, no entanto, aceitaram receber os valores e firmar os contratos em nome da Fecomércio”, contextualiza o magistrado.

E acrescenta: “E, segundo explicita o MPF, a contratação dos escritórios não obedeceu as regras de licitação exigidas pela legislação específica para a contratação de serviços advocatícios, tampouco preencheu os requisitos de dispensa de licitação”.

Alguns dos valores que Bretas mandou bloquear – a Justiça não informou o montante que foi, de fato, bloqueado das contas:

Orlando Diniz: R$ 306.565.536,86
Cristiano Zanin: R$ 237.355.655,36
Eduardo Martins: R$ 171.358.835,00
Ana Tereza Basílio: R$ 43.148.004,68
Roberto Teixeira: R$ 32.197.650,68

Operação E$quema S mira advogados
No dia 9 de setembro, o Ministério Público Federal deflagrou a Operação E$quema S, que cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em alguns dos mais conhecidos escritórios de advocacia no Rio, em São Paulo e em mais quatro capitais. Os mandados foram expedidos por Bretas. Não houve pedido de prisão.

A operação partiu da delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente do Sesc-RJ, do Senac-Rio e da Fecomércio-RJ. Diniz contou que, para se manter no poder e não ser investigado, contratou dezenas de advogados. Segundo a Lava Jato, os escritórios não prestavam serviços tradicionais de advocacia.

As investigações indicam que eles recebiam valores milionários da Fecomércio-RJ por meio de contratos simulados e notas fiscais falsas. Para o MPF, o objetivo dos advogados era atuar nos bastidores, praticando tráfico de influência e conseguindo julgamentos favoráveis a Orlando Diniz nos órgãos de fiscalização e no Poder Judiciário.

Segundo a investigação, alguns dos pagamentos foram “sob contratos de prestação de serviços advocatícios ideologicamente falsos”, sem contratação formal e sem critérios técnicos, como concorrência ou licitação.

A denúncia diz que, de 2012 a 2018, dois advogados comandavam toda essa estratégia jurídica: Roberto Teixeira e Cristiano Zanin.

Segundo as investigações, eles montaram o esquema inicial de desvio do dinheiro do Sesc e do Senac do Rio. Como a batalha jurídica foi ficando mais intensa, os dois advogados passaram também a indicar outros escritórios para fazer parte do esquema.

Na delação, Orlando Diniz diz que sentiu naquele momento ter “passado de comprador a mercadoria”. Segundo ele, em vez de defendê-lo, os advogados criaram a lógica do “quanto pior, melhor”, pois mais contratos iam sendo assinados e os valores iam aumentando.

Outro nome entre os denunciados é do advogado Eduardo Martins, apontado pelos procuradores como mais um dos integrantes do “núcleo duro” da organização. Martins é filho do recém-empossado presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins.

Segundo a Lava Jato, o papel do escritório de Eduardo Martins também seria o de vender facilidades em tribunais superiores. Os investigadores afirmam que o escritório dele recebeu R$ 82 milhões do esquema, sendo o restante dos R$ 150 milhões fragmentado entre os demais advogados denunciados.

O que disseram os citados

O advogado Cristiano Zanin informou que não houve o bloqueio dos R$ 237 milhões porque ele não tinha esse valor nas contas.

“É mentirosa a afirmação de que houve o bloqueio de R$ 237 milhões da minha conta bancária. Não tenho esse valor, embora pudesse ter, já que a minha atuação sempre foi na advocacia privada. A mirabolante decisão foi proferida em mais uma clara tentativa de macular minha história de mais de 20 anos na advocacia privada em litígios decisivos e também consiste numa clara tentativa de me enfraquecer em processos decisivos que estão sob a minha condução e que contestam a legalidade da própria Operação Lava Jato, em especial, aquele que trata da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. Na desesperada tentativa de criar manchetes e produzir efeitos políticos, o juiz fixou o valor do bloqueio mediante uma descabida somatória de valores de diferentes escritórios de advocacia e ainda adicionou exorbitante valor a título de ‘dano moral’, que ele mesmo estipulou, o que mostra um absurdo sem precedentes. Nossa atuação sempre foi pautada pela ética e pela legalidade. Os serviços advocatícios que prestamos em favor da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, uma entidade privada, estão amplamente documentados, registrados nos nossos sistemas internos e mostram mais de 12 mil horas de trabalho prestadas por 77 profissionais da área jurídica, além do suporte administrativo. Todo esse material já foi examinado por auditoria externa, que atestou a plena regularidade da contratação, do recebimento dos honorários e, ainda, que nenhum valor foi sacado ou transferido em favor de terceiros”, diz a nota.

Sobre a operação, Zanin enviou nota em que diz que houve um “atentado à advocacia e retaliação”. “A iniciativa do Sr. Marcelo Bretas de autorizar a invasão da minha casa e do meu escritório de advocacia a pedido da Lava Jato somente pode ser entendida como mais uma clara tentativa de intimidação do Estado brasileiro pelo meu trabalho como advogado, que há tempos vem expondo as fissuras no Sistema de Justiça e do Estado Democrático de Direito”, afirma o advogado.

Segundo Zanin, todos os serviços prestados pelo seu escritório à Fecomércio-RJ entre 2011 e 2019 estão “devidamente documentados em sistema auditável e envolveram 77 (setenta e sete) profissionais e consumiram 12.474 (doze mil, quatrocentas e setenta e quatro) horas de trabalho. Cerca de 1.400 (mil e quatrocentas) petições estão arquivadas em nosso sistema.”

“Além disso, em 2018, a pedido da Fecomércio-RJ, entregamos cópia de todo o material produzido pelo nosso escritório na defesa da entidade, comprovando a efetiva realização dos serviços que foram contratados. Os pagamentos, ademais, foram processados internamente pela Fecomércio/RJ por meio de seus órgãos de administração e fiscalização e foram todos aprovados em Assembleias da entidade — com o voto dos associados”, continua a nota.

O escritório Basilio Advogados, em nota, disse que “atuou entre 2013 e 2017 em mais de 50 processos da Fecomercio, tanto na Justiça Estadual como na Justiça Federal”. “Todos os nossos advogados trabalham de forma ética e dentro da legalidade. O escritório confia na Justiça e está à disposição para qualquer esclarecimento”, acrescentou.

Orlando Diniz divulgou a segunte nota: “Advogados defendem direitos, não ideologias ou partidos. E a defesa desses direitos precisa ser apartidária e intransigente, sob pena de se subverter a democracia e o próprio Estado de Direito. Estabelecidas essas premissas repudiamos peremptoriamente as declarações que levianamente insinuam conluios e inventam conspirações, com o fito único de sobreviverem à avalanche de acusações que pesam contra seus autores. Acrescido a isso a defesa do Orlando Diniz ressalta que representa seus interesses há quase dois anos e foi contratada pelo Senador Flávio Bolsonaro há menos de um ano”.

O G1 tentou contato com os demais citados na reportagem, mas, até a última atualização desta reportagem, ainda não teve resposta.

G1

Opinião dos leitores

  1. Se for bandido , tem que ser é preso. O povo brasileiro não aceita mais esses bandidos de colarinho branco saqueando os cifres públicos.

  2. Pensavam q isolando Moro, ia ficar como antigamente. Tome bando de bandidos corruptos, esse tá dando seguimento ao trabalho do herói brasileiro. Talvez se transforme no 2o herói nacional. Hehehe

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Diversos

Verão SL movimenta a Praia de Pirangi com nove arenas esportivas e ações voltadas ao público estudantil e comunidade

Foto: Divulgação 

A SL Educação realiza, a partir deste sábado (10), o Verão SL, um projeto especial que ocupa a Praia de Pirangi durante a temporada de verão, com uma programação que reúne esporte, lazer, convivência e ações de integração voltadas a estudantes e ao público em geral. A iniciativa será realizada em um dos trechos mais movimentados do litoral potiguar.

Ao todo, o projeto contará com nove arenas esportivas, além de ativações interativas e ações pensadas para estimular o encontro, o movimento e a troca de experiências em um ambiente aberto, acessível e voltado ao convívio coletivo. A proposta é criar um espaço de participação ativa, integrando jovens, professores e a comunidade local.

O Verão SL nasce com a ideia de ir além da presença institucional, reforçando que o processo educacional também se constrói fora da sala de aula. A programação valoriza momentos de bem-estar, socialização e aprendizado informal, alinhados a um estilo de vida saudável e participativo, especialmente durante o período de férias escolares.

Durante os finais de semana, o público que passar pelas arenas poderá participar de atividades esportivas, ações interativas, experiências de convivência e iniciativas voltadas ao engajamento estudantil. As ações foram planejadas para dialogar com jovens que vivem um momento de planejamento acadêmico e definição de novos caminhos educacionais.

O projeto acontece em um período estratégico do calendário educacional, próximo à divulgação dos resultados do SISU, quando muitos estudantes avaliam escolhas profissionais e possibilidades de formação. A presença no litoral reforça a proposta de acompanhamento contínuo dos alunos, inclusive fora do ambiente formal de ensino.

Com o Verão SL, a SL Educação amplia sua atuação para além dos espaços tradicionais, apostando em iniciativas que unem educação, lazer e experiência social, fortalecendo a proximidade com os estudantes e a comunidade em um dos principais destinos de verão do Rio Grande do Norte.

*Mais informações nos canais oficiais da SL Educação ou pelo o Instagram:* @prof.sergiolima

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Saúde

Viver Saúde amplia acesso com telemedicina de urgência 24h e atendimento na Zona Norte de Natal

Foto: Divulgação 

O Viver Saúde, plano de saúde genuinamente potiguar, ampliou seus serviços com a oferta de telemedicina para atendimentos de urgência, disponível por meio do aplicativo Viver Saúde, gratuito para Android, na Google Play, e iOS, na App Store.

O serviço funciona com atendimento imediato, 24 horas por dia, para pacientes adultos e pediátricos, oferecendo orientação médica online em situações de urgência e mais praticidade no cuidado com a saúde.

Além do atendimento digital, o Viver Saúde iniciou o atendimento presencial em uma unidade de atendimento na Zona Norte de Natal, localizada na Avenida Dr. João Medeiros Filho, nº 500, em Igapó, ampliando a proximidade com os beneficiários da região.

Com menos de 50 dias de operação, o plano já ultrapassou a marca de 13 mil vidas, refletindo a rápida adesão do público à proposta de ampliar o acesso à saúde no Rio Grande do Norte.

Ao unir tecnologia, atendimento presencial e atuação local, o Viver Saúde segue fortalecendo sua presença entre os potiguares.

Serviço
App Viver Saúde – gratuito para Android (Google Play) e iOS (App Store)
Telemedicina de urgência: atendimento imediato, 24h, adulto e pediatra
Unidade de atendimento: Av. Dr. João Medeiros Filho, 500 – Igapó, Natal/RN

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Cidades

Femurn diz que veto de Fátima é desrespeito à população e aos municípios

Foto:  Adriano Abreu

O veto integral da governadora Fátima Bezerra (PT) ao Projeto de Lei nº 632/2025, que estabelecia novos critérios para o repasse aos municípios de parcelas do ICMS, IPVA e Fundeb, segue gerando forte reação entre prefeitos e entidades municipalistas. Ainda na quinta-feira (8), a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) classificou a decisão como um “desrespeito” aos gestores municipais, à Assembleia Legislativa e à população potiguar.

A proposta, de autoria do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), havia sido aprovada por unanimidade pelos parlamentares em dezembro passado. O texto buscava dar maior previsibilidade e regularidade aos repasses constitucionais que pertencem aos municípios para evitar atrasos.

O Governo do Estado, por sua vez, justificou o veto com base em pareceres da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que apontaram risco fiscal, interferência na gestão da Conta Única do Tesouro e insegurança jurídica.

Na avaliação do presidente da Femurn, Babá Pereira, o veto representa um desrespeito institucional e traz impactos diretos para a população. “Nós achamos um total desrespeito por parte da governadora para com os prefeitos e as prefeitas, para com os deputados, todos da Casa Legislativa que aprovaram a unanimidade e principalmente com a população, que é quem vai sofrer, quem está sofrendo, na verdade, com o atraso desse repasse.”

Tribuna do Norte

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Cidades

Prazo para pagar IPTU com desconto de 16% termina hoje em Natal; saiba como

Foto: Magnus Nascimento

Contribuintes de Natal têm até esta sexta-feira (9) para garantir o desconto de 16% no pagamento antecipado do IPTU 2026, em parcela única. A Prefeitura orienta que os contribuintes priorizem os canais digitais da Sefin para emitir o boleto e efetuar o pagamento, evitando deslocamentos desnecessários. O desconto é válido apenas para quem estava regularizado com o município até 30 de dezembro de 2025.

No boleto do IPTU já estão incluídas a Taxa de Lixo e, no caso de imóveis do tipo terreno, a Contribuição de Iluminação Pública (Cosip). Segundo a Sefin, pessoas que regularizaram pendências após o prazo não têm direito ao desconto, mesmo quitando débitos agora.

Até o fim de novembro do ano passado, a Prefeitura enviou pelos Correios mais de 118 mil carnês a contribuintes adimplentes. Desse total, cerca de 32 mil já quitaram o imposto à vista. Quem não recebeu o carnê pode emitir o boleto pelo portal da Sefin ou pelo WhatsApp (84) 98786-1990.

O IPTU 2026 pode ser pago via PIX, em qualquer banco, além de cartão de crédito e pelos canais digitais do Banco do Brasil. Correntistas do BB também podem consultar e pagar o imposto diretamente pelo aplicativo, internet banking ou terminais de autoatendimento, sem necessidade de boleto.

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Geral

Trump diz que cancelou segundo ataque contra a Venezuela após cooperação

Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (9) que cancelou uma segunda onda de ataques contra a Venezuela, anteriormente prevista, após a cooperação do país sul-americano.

“Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social. “Devido a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques anteriormente prevista, que parece não ser necessária”, continuou o presidente.

Porém, ele afirmou que os navios anteriormente enviados para a região continuarão perto do país por “questões de segurança”.

“Pelo menos 100 bilhões de dólares serão investidos pelas grandes empresas petrolíferas, com as quais me reunirei hoje na Casa Branca”, completou Trump

CNN

 

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Mundo

Novo comando na Venezuela acena aos EUA e abre negociações sobre petróleo e direitos humanos

Foto: Jesus Vargas/Getty Images

Poucos dias após a queda de Nicolás Maduro, o novo governo da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, começou a emitir sinais de aproximação com os Estados Unidos. As primeiras movimentações envolvem negociações sobre o petróleo venezuelano, mudanças na relação comercial entre os países e gestos no campo dos direitos humanos.

O primeiro anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump após a captura de Maduro teve como foco o petróleo — principal interesse estratégico dos EUA no país sul-americano, que detém as maiores reservas do mundo. Na última terça-feira (6), Trump afirmou que o governo interino venezuelano concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Segundo ele, os recursos obtidos com a venda seriam administrados diretamente por Washington, com a promessa de uso em benefício “do povo venezuelano e dos Estados Unidos”.

Apesar da declaração, autoridades em Caracas não se manifestaram de imediato. A resposta oficial veio no dia seguinte, por meio da estatal PDVSA, que confirmou estar em negociações com os EUA para a venda de petróleo, classificando o diálogo como “estritamente comercial”. A empresa citou como precedente a continuidade das operações da petroleira americana Chevron no país, mesmo sob sanções internacionais.

Além da pauta energética, Trump anunciou, de forma unilateral, um novo marco comercial. Segundo o presidente dos EUA, o governo liderado por Delcy Rodríguez teria concordado em adquirir exclusivamente produtos norte-americanos com recursos provenientes do petróleo, incluindo alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e itens para recuperação da rede elétrica. Paralelamente, houve um gesto na área de direitos humanos: o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de presos políticos, embora persistam denúncias de censura, novas prisões e perseguição a jornalistas no país.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Defesa diz que Vorcaro não contratou influenciadores e afirma que banqueiro é vítima de campanha difamatória

Foto: Arte Metrópoles

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou, nesta quinta-feira (8), que ele tenha contratado influenciadores digitais para difamar o Banco Central (BC) ou autoridades públicas. Em petição protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados afirmam que Vorcaro é, na verdade, alvo de uma campanha difamatória organizada e pedem que a Corte investigue a origem das publicações que o envolvem.

A informação é da coluna Dinheiro & Negócios, do Metrópoles. O pedido foi endereçado ao ministro Dias Toffoli e assinado pelos advogados Roberto Podval, Pierpaolo Cruz Botini e Sérgio Leonardo. No documento, a defesa sustenta que o banqueiro sofre um “massivo ataque reputacional”, com disseminação constante de fake news de forma “orquestrada e coordenada”. Segundo os advogados, Vorcaro não difamou nem contratou terceiros para atacar qualquer instituição.

A manifestação ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal informou analisar a abertura de um inquérito para investigar a suposta contratação de influenciadores digitais com o objetivo de defender o Banco Master e atacar o BC após a liquidação da instituição financeira. O caso ganhou repercussão depois que um influenciador relatou ter sido procurado para participar da suposta campanha.

Na petição, a defesa afirma que Vorcaro tem sido alvo recorrente de matérias que extrapolariam o direito à informação, citando “perseguição sistemática” e até “cyberstalking” por parte de sites e blogs. Os advogados anexaram links que, segundo eles, comprovariam os ataques ao banqueiro. Também destacam que Vorcaro nega qualquer envolvimento com uma suposta milícia digital e que vem cumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Com informações do Metrópoles

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Mundo

VÍDEO: Irã vive “dias sangrentos” em meio a protestos, mortes e apagão da internet

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

Ao menos 45 pessoas morreram no Irã nos últimos 12 dias durante uma onda de protestos contra a crise econômica que atinge o país. Entre as vítimas estão oito crianças. As manifestações começaram em Teerã e rapidamente se espalharam por 25 das 31 províncias iranianas, sendo reprimidas com violência pelas forças de segurança.

Em meio aos atos, manifestantes derrubaram uma estátua de Qassem Soleimani, ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana morto em um ataque dos Estados Unidos em 2020, no Iraque. Em outro ponto, um grupo foi flagrado rasgando a bandeira do Irã, gesto considerado altamente simbólico e provocador pelo regime.

Durante os confrontos, além das oito crianças mortas, um policial também perdeu a vida ao tentar conter a multidão. O governo iraniano impôs restrições severas à internet em várias regiões, dificultando a circulação de informações e imagens sobre a repressão.

Nesta quinta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã será “duramente atingido” caso as autoridades continuem matando manifestantes, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas. O vice-presidente JD Vance também declarou apoio aos protestos, dizendo que os iranianos estão nas ruas lutando por direitos. Irã e Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas há décadas.

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Geral

Administrador ligado ao grupo de Leo Dias fechou contratos com influenciadores e multa de R$ 800 mil citava iniciais de Vorcaro

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Um dos envolvidos no pagamento a influenciadores para publicar conteúdos com ataques ao Banco Central é administrador de empresas vinculadas ao jornalista Leo Dias. Desde dezembro do ano passado, perfis de fofoca e política passaram a receber propostas para levantar suspeitas sobre a decisão do BC de liquidar o Banco Master, de Daniel Vorcaro. As informações foram reveladas pelo Estadão.

Mensagens obtidas pelo jornal mostram que André Silva Salvador abordava influenciadores afirmando atuar em uma “gestão de crise” de um executivo do mercado financeiro e oferecendo “serviços de divulgação”. Nas conversas, ele dizia ter parceria com Thiago Miranda, descrito como “sócio do grupo Leo Dias”. Na prática, Miranda é dono da agência Mithi e administrador de empresas do jornalista, como a Leo Dias Comunicação e Jornalismo Ltda, segundo registros da Junta Comercial de São Paulo.

Apesar da menção a Miranda, os contratos foram firmados por meio da empresa de Salvador, a UNLTD. Conforme revelou o Estadão, os acordos incluíam cláusula de confidencialidade do chamado “projeto DV” — iniciais que remetem a Daniel Vorcaro — e previam multa de R$ 800 mil em caso de quebra do sigilo. De acordo com a jornalista Malu Gaspar, em O Globo, os valores pagos a influenciadores poderiam chegar a até R$ 2 milhões, conforme o alcance dos perfis contratados.

A UNLTD tem sede em Águas Claras (DF), capital social de apenas R$ 5 mil e é classificada como empresa de pequeno porte. Mesmo assim, foi por meio dela que se viabilizaram os pagamentos das publicações críticas ao BC. A estratégia ganhou força após despacho do ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, questionando a liquidação do Banco Master — decisão depois recuada. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou a PGR pedindo investigação por abuso de autoridade, enquanto os influenciadores usaram o episódio para colocar em dúvida a atuação do Banco Central.

Com informações do Estadão

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Geral

VÍDEO: “Maduro foi escolhido pela população”, diz presidente do PT-SP em evento sobre 8 de janeiro

 

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Vídeo: Reprodução/Jovem Pan News

Durante um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo em memória aos três anos da invasão aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, o deputado federal e presidente do PT-SP, Kiko Celeguim, comentou sobre a recente captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no último sábado (3), em uma ação militar ordenada pelo presidente Donald Trump.

Em sua fala, Celeguim criticou a narrativa de que a operação americana teria sido motivada pelo combate ao narcotráfico, classificando essa explicação como “ingenuidade tamanha”. Ele afirmou ainda que a sigla tomará medidas legais contra deputados que associaram o PT ao narcotráfico neste contexto, reforçando que tais acusações não condizem com a postura do partido.

O parlamentar também defendeu que Maduro foi “escolhido pela população venezuelana” como seu líder, argumento usado por aliados para contestar a legitimidade da ação militar dos EUA e criticar a interferência estrangeira em assuntos internos de outra nação. Celeguim reforçou a posição de que nenhum país tem o direito de intervir militarmente em outra soberana, em referência direta à operação que resultou na captura de Maduro.

As declarações foram feitas no teatro da USP São Francisco, em São Paulo, em um ato que reuniu militantes e lideranças de esquerda para marcar a data de 8 de janeiro — símbolo de luta pela democracia após os ataques às sedes do governo federal em 2023.

Com informações da Jovem Pan News

Opinião dos leitores

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