Saúde

Calamidade Pública: no RN, gestores investem em ambulâncias e esquecem unidades de saúde

O registro de atendimentos durante quase 12 horas no Hospital Walfredo Gurgel. Este é o tema da matéria de Roberto Lucena, publicada na Tribuna do Norte de hoje, na qual se é constatado um fato já conhecido, especialmente, quando se trata da prestação de serviços de saúde no interior: a máxima de que na dúvida, manda pro Walfredo.

O Pronto Socorro do Walfredo, o Clóvis Sarinho, é a prova disso. Pacientes com dor de dente, gripe forte, que deveriam ser atendidos em unidades médicas em seus respectivos municípios não contam com o serviço e acabam sendo destinados à capital, onde passam a   disputar atendimento com pacientes de urgência e emergência, que já contam com os parcos recursos do WG. A consequência são doentes insatisfeitos e funcionários sobrecarregados.

A diretora geral do hospital, Fátima Pereira, confirma a falta de estrutura nos interiores. Ela conta que os pronto-socorros das cidades do interior não estão recebendo pacientes e os mais diversos tipos de caso, dos mais variados níveis de gravidade acabam chegando ao Waldredo. “Tudo desagua aqui e não temos para onde encaminhar”, desabafa a gestora.

No contraponto da construção de novas unidades de saúde, estruturação e contratação de médicos, o número de ambulâncias cresceu 550% no período de 5 anos., segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN).

Segue matéria na íntegra:

A adolescente de 14 anos, de Senador Georgino Avelino, caiu da bicicleta e suspeita que fraturou o tornozelo. O menino de 15 anos, oriundo de Maxaranguape, está com o lado direito do rosto inchado devido a uma dor de dente. Já o senhor de 48 anos, natural de São José de Mipibu, sofre de constipação há 19 dias. Além da saúde debilitada, estas pessoas têm em comum o fato de procurarem atendimento médico no mesmo local: Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG). Na última terça-feira, a TRIBUNA DO NORTE acompanhou, por quase 12 horas, a rotina no Pronto-Socorro da maior unidade hospitalar do Estado.

No último mês, o Walfredo Gurgel realizou 7.221 atendimentos. Uma média superior a 230 procedimentos diários. Quase a metade desses atendimentos foi realizado em pacientes oriundos do interior do Estado. No entanto, Natal é a responsável pela maior parte da demanda. Em julho, foram 3.917 natalenses atendidos na unidade, o que corresponde a 54,24% do total. Na primeira quinzena de agosto, as estatísticas se repetem. Até a última quarta-feira, dia 15, o HMWG contabilizava 3.916 atendimentos, sendo 2.268 (57,92%) em pacientes provenientes da capital. Entre os municípios do interior, Parnamirim lidera a lista de encaminhamentos à unidade. [veja info]

Já se passaram 46 dias desde que o Governo do Estado decretou estado de calamidade na saúde pública do Rio Grande do Norte. Durante a última semana, ficou claro à sociedade que os efeitos esperados pelo decreto estão longe de se tornarem realidade. O sistema público de saúde potiguar vive um momento crítico. Os sintomas da celeuma são perceptíveis e fáceis de constatar no maior nosocômio do Estado. Para o presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremern), Jeancarlo Cavalcante, a situação é insustentável. “O plano de enfrentamento à crise não foi efetivado. A situação está pior que antes”, diz.

O HMWG é uma unidade de atendimento em casos de urgência e emergência, mas, na prática, não é isso que ocorre. “Os pronto-socorros do município não estão recebendo. Tudo deságua aqui e não temos para onde encaminhar”, disse Fátima Pereira, diretora geral do hospital, referindo aos postos da capital. “Aparece de tudo por aqui. De uma simples dor de cabeça aos casos mais graves. E o que a gente vai fazer? Mandar de volta para o município de origem? Temos que atender”, informa uma enfermeira que preferiu não revelar a identidade.

Mais que uma causa da atual situação, o cenário registrado no Walfredo Gurgel revela-se como sintoma da falta de priorização da saúde pública nos municípios do Rio Grande do Norte. Segundo a secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), todos os 167 municípios potiguares possuem gestão plena na saúde, ou seja, as prefeituras recebem fundo a fundo os recursos para a atenção básica, especializada e especializações. Sendo assim, têm responsabilidades relativas à política de saúde. “Mas isso não acontece. As prefeituras não investem como deveriam e acabam enviando toda a demanda para o Walfredo Gurgel”, relata a assessoria de imprensa da Sesap. De janeiro passado até o dia 16 de agosto, o Ministério de Saúde repassou àsaos 167 prefeituras do RN, a quantia de R$ 498.518.494,47 para custeio dos programas de saúde.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, publicada na edição da última quarta-feira, o titular da Sesap, Isaú Gerino, reconhece que encontrou a rede de hospitais desabastecida e não deixa claro quando o plano emergencial vai começar, de fato, a apresentar melhorias à população. “Nem sempre o que planejamos a gente pode executar”, contou. O secretário pontuou que há dificuldades financeiras e que procura ajuda do Governo Federal. “Acredito que dificuldades financeiras há no Governo, não só aqui, mas no Brasil como um todo, há esses problemas. Estamos tentando com ajuda do Ministério da Saúde, fazer a reposição não só do Walfredo Gurgel como de toda rede.

Número de ambulâncias cresceu 550%

Nos últimos seis anos, de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN), o número de ambulâncias no Rio Grande do Norte aumentou 550%. Em 2007, eram apenas 81 veículos desse tipo.  Agora, já são 528 automóveis responsáveis por fazer o deslocamento de pacientes. A proporção é bem superior se compararmos, por exemplo, o total de verba destinado no Orçamento Geral do Estado (OGE) para a Sesap. De 2011 para o 2012, o aumento foi de apenas 5,9%.

Parte da frota de ambulâncias que circula no Estado tem como destino principal o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, no HMWG. Foi o que a TRIBUNA DO NORTE constatou na última terça-feira. O fato de estarmos vivenciando um período de eleições, segundo a diretora da unidade, influencia no aumento da conhecida ambulancioterapia. “Coincidentemente, nos anos de eleição, aumenta o fluxo de ambulâncias do interior”, diz.

A equipe de reportagem chegou ao Clóvis Sarinho às 4h50. A primeira ambulância, “adquirida com recursos próprios” pela Prefeitura de Venha-Ver como avisa o adesivo coloca no veículo, estacionou na entrada do PS às 6h50. Essa é a segunda vez que o aposentado Matias Dantas de Carvalho, 69 anos, faz a viagem de quase 500 quilômetros dentro da ambulância. Na primeira vez, há cerca de um mês, as condições eram diferentes. Matias fora vítima, juntamente com o filho Pedro Dantas, 35 anos, de um acidente automobilístico. Ambos precisaram ser atendidos no HMWG e se submeteram a cirurgias ortopédicas.

O retorno ao hospital é justificado pela necessidade de mostrar novos exames ao cirurgião que os operou. Mas apenas Matias ainda necessidade de atenção. “Eu já fiquei bom. Meu pai é que precisa desse retorno”, explica Pedro. Questionado se a avaliação não poderia ser feita num posto de saúde de Venha-Ver, Pedro afirmou: “É melhor aqui”.

São 11h45 e o movimento no Pronto-Socorro é intenso. Ambulâncias do Samu chegam a todo instante. Enquanto os pacientes são retirados dos automóveis, servidores terceirizados realizam um protesto e exigem o pagamento de salários atrasados. De um lado, gritos dos grevistas, do outro, choro dos pacientes. É desesperador para os profissionais. “Tem horas que penso em jogar tudo para o ar e pedir demissão”, diz uma enfermeira.  Não há muito tempo para lamentações. A próxima ambulância, vinda de Ceará-Mirim, para na entrada do PS. Não há muito tempo para lamentações. A próxima ambulância, vinda de Ceará-Mirim, para na entrada do PS.

Dentro do veículo, o aposentado Josué Alexandre de Souza, 67 anos, estava deitado num colchão hospitalar. Não havia maca na ambulância, muito menos no hospital. Diabético, cego e com uma das pernas amputada, o idoso esperava pacientemente qual seria seu destino. Depois de uma pequena discussão entre a enfermeira, motorista da ambulância e a acompanhante do paciente, resolveram que ele ficaria, como outros tantos, sentado em uma cadeira, no corredor do hospital.

Conselho quer interdição do hospital

Devido ao desabastecimento da farmácia, a falta de material de trabalho, condições higiênicas e a superlotação da unidade, o Cremern planeja pedir, nos próximos dias, a interdição de alguns setores do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. A informação foi confirmada pelo presidente da instituição, Jeancarlo Cavalcante, e é, segundo ele, uma tentativa de resolver a “situação insustentável do hospital”.

No entanto, antes do pedido de interdição, o atendimento no hospital pode sofrer restrições caso a ameaça de demissão em massa seja confirmada pelos cirurgiões gerais lotados no HMWG. Segundo o cirurgião Ariano Oliveira, os médicos estão trabalhando em situação precária. “Falta o básico para a realização de uma cirurgia. A situação é a mesma há muitos anos e, mesmo com interdição, não resolve”, coloca. O médico afirmou que a categoria deve ser reunir nesta semana para chegar a um acordo. “Se a situação não foi resolvido até o final deste mês, vamos parar o centro cirúrgico”, sentencia.

Somente este ano, essa será a terceira investida do Cremern em busca de alguma solução para o HMWG. Em junho passado, o Conselho entrou com uma ação civil pública contra o Governo do Estado na Justiça Federal por conta do caos no hospital. “Antes tínhamos problemas pontuais em alguns setores e hoje nós temos a falência de muitos setores”, diz Jeancarlo. O Centro de Recuperação de Operados, o Centro Cirúrgico, o necrotério e as enfermarias são os setores que despertam mais preocupação.

Na ação, o Cremern pede a reestruturação de várias áreas, sob pena de multa pessoal de R$ 20 mil para a governadora Rosalba Ciarlini. Além disso, a ação solicita uma indenização por “dano moral coletivo” de R$ 1 milhão destinada ao Fundo de Saúde. Em maio, o Cremern interditou eticamente o setor de reanimação do hospital. Até hoje, o setor continua interditado por falta de condições de uso.

Postos de saúde de Natal fecham as portas

Enquanto o Walfredo Gurgel agoniza submerso à superlotação fazendo atendimentos que não deveriam chegar lá, alguns postos de saúde de Natal estão com as portas fechadas. Quem procurou atendimento nas unidades de Cidade Satélite, Mãe Luíza e Unidade Mista de Pajuçara, durante essa semana, voltou para casa sem o devido auxílio médico. Nas primeiras unidades, o problema é a insegurança. Por causa da greve dos servidores do Município, os guardas municipais, responsáveis pela segurança dos postos, não foram trabalhar. Em Pajuçara, os atendimentos foram suspensos há dez dias. Um incêndio provocado por um curto-circuito destruiu a sala de odontologia e queimou alguns aparelhos elétricos.

A greve dos servidores públicos municipais está afetando o atendimento médico em pelo menos dois postos de saúde da capital potiguar. As unidades médicas que possuem pronto-atendimento nos bairros Cidade Satélite e Mãe Luíza estão fechadas. O motivo é a greve promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat). Entre os servidores que suspenderam as atividades, estão os guardas municipais, responsáveis pela segurança dos postos.

O atendimento diário a cerca de 400 pacientes está irregular na “Unidade de Saúde de Cidade Satélite II”. Os funcionários vão ao local com a incerteza de que vão trabalhar. Desde o último domingo, a rotina é essa. “A gente chega e espera os guardas. Se eles vierem, trabalhamos, caso contrário, vamos embora”, disse a recepcionista da unidade.

De acordo com Tânia Lopes, coordenadora do posto, a Guarda Municipal não está cumprindo a escala de plantão definida pelo comando da greve. “Eles nos passaram a escala, porém, infelizmente, os guardas não estão aparecendo”, contou. Tânia explicou ainda que o posto já foi assaltado algumas vezes e os profissionais ameaçados. Os pacientes que chegam ao local são encaminhados para o Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim.

As portas para os pacientes também estão fechadas na “Unidade de Saúde de Mãe Luiza”. Na frente do prédio, uma faixa avisa que os servidores estão em greve. Na porta principal, um aviso explicita que desde o último sábado, dia 11, não há atendimento à população.

No Unidade Mista de Pajuçara, somente os agentes de combate a endemias frequentam o local. Na última quarta-feira, a TRIBUNA DO NORTE esteve no local e verificou que nada foi feito para recuperar o que foi perdido com o incêndio. Uma reunião entre os administradores do local e representadas secretaria Municipal de Saúde (SMS) estava prevista para última sexta-feira, no entanto, a secretária Maria do Perpétuo comunicou que não poderia estar presente. “Remarcamos para segunda-feira. Queremos que alguma solução seja definida. Nem o Itep [Instituto Técnico-Científico de Polícia] venho fazer a perícia ainda. Tememos que o posto seja fechado definitivamente”, disse Conceição Frasano, administradora do local.

Bate-papo

Iara Pinheiro, promotora da Saúde

Qual a avaliação que a senhora faz  na rede hospitalar do Estado?

A ação desta promotoria tem sido mais intensa, nas últimas semanas, em relação a questão dos Hospitais Walfredo Gurgel, que enfrenta uma grave crise de desabastecimento. E nesse sentido está patente que o Estado não se sentiu obrigado a cumprir a decisão judicial para abastecer de medicamentos e insumos o Hospital. O Ministério Público impetrou Ação Civil Pública, em junho teve uma decisão de cautela antecipada que dava prazo para o reabastecimento imediato, que foi descumprido. E esta semana ingressamos com uma petição em ação civil pública para estabelecer multa por isso. Mas não tenho qualquer informação sobre o andamento jurídico. O quadro no Hospital Walfredo Gurgel, como posto na petição, é de desabastecimento real que permanece, apesar da decisão judicial.

Com o decreto de calamidade da saúde esta situação já deveria estar sanada?

O próprio decreto estabelece que há uma necessidade de abastecimento imediata para os hospitais e portas de entradas da urgência e emergência de Estado.  Ou seja um abastecimento imediado e num prazo de 90 dias, que esta abastecimento estar regularizado. Mas o que era previsto para curto prazo ainda não executado. Temos um mapeamento dessa situação, que foi juntada a ação civil pública, na petição, que demonstra a queda nos estoques dos Hospitais Walfredo Gurgel e Giselda Trigueiro.

O MPRN irá auditar o emprego  dos recursos do decreto de calamidade? Como será feito esse acompanhamento e da reestruturação física?

Este papel cabe ao TCE (Tribunal de Contas do Estado), que tem a competência  específica e intransferível de auditar estas contas. E em casos de recursos federais, o TCU (Tribunal de Contas da União). O Ministério Público não vai e não precisa  montar uma estrutura para isso. E, em relação a reformas, estamos fazendo o acompanhamento de como esses recursos estão sendo usados, acompanhando a questão, as ordens de serviços para alguns hospitais já foram emitidas e os maiores há uma previsão para os próximos dias. Mas é bom salientar que para todos estes hospitais, a Promotoria já tem ações civis ou inquéritos instaurados pedindo a celeridade de reformas para cada uma dessas unidades de saúde, são questões estruturais antigas que vem sendo ignoradas.

E em relação à falta de pessoal. A terceirização no setor estaria contribuindo para que  a categoria considere o serviço público menos atrativo e encare os contratos de terceirização como mais vantajosos?

O MPRN também vem atuando para garantir pessoal, não só em relação a quantitativo, com uma ação civil pública obrigou a Secretaria Estadual de Saúde a realizar o último concurso da saúde de 2010; como também em relação a qualidade, como fez no caso do contrato da OS (Organização Social) A.Marca. O posicionamento do Ministério Público é de enfrentamento dessa realidade.

Quais as implicações dessas terceirizações para a população e para o erário?

Como no caso dos contratos da OS A.Marca foi permeado de corrupção não há como ter conhecimento real do impacto financeiro que essas terceirizações causam. Inclusive, solicitamo uma auditoria ao TCE sobre a relação  custo-benefício desse contrato com a OS na saúde, mas ainda não foi concluída. O Ministério Público defende que é dever do Estado  prover a saúde pública.

O fato da capacidade de investimento, os recursos, estar sendo engolida pela folha de pagamento.

Essa é uma questão que também estamos acompanhando. Inclusive pedimos uma auditoria do TCE, porque percebemos a fragilidade na gestão do RH da saúde, com uma extensa folha, altos custos, ausência de controle da carga horaria dos funcionários e estamos esperando a conclusão e que os auditores apontem soluções.

Entre tantos problemas, qual a maior urgência do sistema de saúde?

O desabastecimento.

Gestores sempre afirmam que problemas de desabastecimento e superlotação nos principais hospitais do Estado se agravam devido à ineficiência da atenção básica. Os promotores também concordam que a atenção básica é negligenciada pelos gestores? Como vem sendo acompanhada essa questão?

Não tenho segurança para responder,  por que é um outro promotor que trata da atenção básica de saúde. Devido ao licenciamento da promotora responsável, não houve o levantamento sistematico, como vinha ocorrendo antes. O Ministério Público esse ano não conseguiu intervenções regulares na atenção básica.

Como a senhora mesma coloca, a crise na saúde não é nova, qual a origem?

Acredito que a escassez de recursos somada a má gestão.

O Fórum em Defesa da Saúde tem defendido a autonomia financeira da pasta da saúde. Como isso poderia mudar o quadro atual? Poderia ter evitado chegar ao estado de calamidade?

Daria maior agilidade as ações previstas no plano de emergência. Hoje a Sesap depende da liberação das Secretaria de Planejamento para ter acesso aos recursos. Isso acontece em tempos diferentes nas duas pastas. Mas não sei se evitaria a calamidade.

Então, o problema não é só recurso?

Não. É sobretudo problema de gestão.

E qual a avaliação da gestão da saúde? Com quem está, hoje, o controle da saúde?

O secretário de Estado, Isaú Gerino.

E está sendo bem gerida?

Como já disse, a falta de boa governança na gestão da saúde vem de muito tempo.

Qual a avaliação sobre o plano de ações emergenciais elaborado pelo Governo?

Acredito que é um plano de governo. Se conseguir ser executado, como previsto, dará uma resposta eficaz.

A senhora acredita que as ações previstas no plano, já que como a senhora colocou na petição (em relação ao desabastecimento no HWG), “após 40 dias nada foi feito”?

Não posso avaliar para o futuro. O que posso dizer que as ações a curto prazo ainda não aconteceram. É um prognóstico ruim.

Fonte: Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Nikolas cobra Alcolumbre por CPI do Banco Master e critica Lulinha durante ato em Brasília

Imagem: reprodução/redes sociais

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não abrir uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.

Além disso, criticou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes da chegada de Nikolas, 72 pessoas foram atingidas por raio no ato que reuniu milhares na capital federal.

“Uma pessoa que tem sido omissa nesse País que se chama Davi Alcolumbre. Nós queremos, Davi, a instalação da CPMI do Banco Master”, disse.

“Nós estamos aqui também como um grito de quem não aguenta mais para poder saber e punir quem teve ações criminosas ou o que aconteceu para uma esposa de um ministro do STF ter um contrato de 129 milhões com o Banco Master”, completou.

O parlamentar também afirmou que a caminhada “Acorda Brasil” é contra a violência, criminalidade e o que chamou de “descaso na saúde”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Nikolas Ferreira vai a hospital visitar atingidos por raio durante ato em Brasília

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) visitou, na tarde deste domingo (25), apoiadores internados após serem atingidos por um raio durante um ato promovido por ele em Brasília.

O incidente ocorreu nas proximidades da Praça do Cruzeiro, onde foi encerrada uma caminhada de seis dias organizada pelo parlamentar. Segundo o Corpo de Bombeiros, 72 pessoas foram atendidas no local.

Do total, 42 estavam conscientes e estáveis. Outras 30 foram levadas ao Hospital de Base do Distrito Federal e ao Hospital Regional da Asa Norte. Oito vítimas apresentavam quadro instável.

Alguns feridos tiveram queimaduras nas mãos e no tórax. Os bombeiros também registraram casos de torções e hipertermia, provocados pelas condições climáticas.

A operação de socorro mobilizou 25 viaturas, incluindo 10 unidades de resgate, para atendimento imediato às vítimas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Após agredir mulher, homem morre espancado por populares em distribuidora de bebidas

Imagem: reprodução

Um homem de 41 anos, identificado como Heron Rogério Lima, morreu após ser agredido por três pessoas na cidade de Senador Canedo (GO). Segundo testemunhas, a confusão que aconteceu no sábado (24) começou após a vítima dar um tapa no rosto da companheira dentro de uma distribuidora de bebidas. A agressão à mulher foi presenciada por clientes do local e teria motivado a reação violenta.

Heron foi atacado com socos, chutes, golpes de capacete e também sofreu ferimentos por arma branca. Ele não resistiu às agressões e morreu no local.

Policiais militares da CPE, do 27º BPM e do 2º CRPM prenderam um dos envolvidos, um homem de 29 anos, que afirmou ter reagido ao ver a mulher sendo agredida. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Senador Canedo. A polícia segue em diligências para localizar e prender os outros dois suspeitos.

Com informações de Na Mira – Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Influencer de esquerda postou pedindo “chuva com trovão” na caminhada de Nikolas

A influencer Irmã Mônica, conhecida nas redes sociais por ser ferrenha defensora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez uma postagem no perfil dela na rede social X, na última sexta-feira (23/1), na qual ela pedia que Deus enviasse “chuva com trovão” para atrapalhar a caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Neste domingo (25/1), pelo menos 34 pessoas, nove delas em estado grave, foram socorridas e encaminhadas a unidades de saúde após a área onde eles estavam, nas proximidades da Praça do Cruzeiro, onde ocorreu o encerramento do ato liderado pelo deputado federal.

As vítimas precisaram de atendimento médico porque o local onde estavam foi atingido por uma descarga elétrica decorrente de um raio, durante a chuva que caía naquele lugar.

Conhecida nas redes sociais, Irmã Mônica postou um vídeo no X no qual ela aparece fazendo uma prece. Na gravação ela pede “chuva com trovão” para a “gadaiada”.

“Chuva com trovão Senhor. Em nome de Jesus Cristo, dá tua resposta nesta noite, chuva à noite toda meu Pai para aquela gadaiada desocupar aquela BR”, clama.

Quando Irmã Mônica começa a gravação, segurando uma bandeira do Brasil, o tempo está seco. No entanto, durante o vídeo de cinco minutos a chuva começa. Então, ela cita a ocorrência de um trovão. A chuva aperta e é possível ouvir ao menos dois trovões. A precipitação fica mais forte e ela roda a bandeira do país.

“Tem que ficar na cadeia, onde é o lugar dele [Jair Bolsonaro] (…) Gostaram gadaiada? Da chuva direto deste monte, eu pedi e Deus mandou para vocês”, diz ela. No X, Irmã Mônica tem 49,7 mil seguidores e 175 mil no Instagram.

Este é o sétimo dia do ato batizado pelo deputado de “Caminhada da Liberdade”. A jornada foi iniciada na última segunda-feira (19/1), em Paracatu (MG).

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Se esse post tiver alguma relevância só mostra uma coisa: Se ela pediu e Deus(Jesus) antendeu, logo o criador é de esquerda.

  2. 😲😲🫣 AGORA DEU…! DEUS É MAIS DE ESQUERDA QUE DIREITA, MAS QUE DEU CERTO A ORAÇÃO ISSO SIM…

  3. A esquerda é uma seita.
    São anticristãos.
    Apoiam o ateismo, religiões de espiritos do mal, islamismo.
    E São contra o cristianismo e contra os judeus.
    Quem odeia Bolsonaro, é anticristão e está a servir da seita lulomadurenha.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: “Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou. Vamos agora ter a missão de acordar as outras pessoas”, diz Nikolas em manifestação

Em seu discurso a milhares de manifestantes na Praça do Cruzeiro, no centro de Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) clamou por uma mudança no rumo político do país e destacou que o ato não se tratava de uma “tomada de poder”.

“Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou. (…) Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você”, declarou Nikolas. “Vamos agora ter a missão de acordar as outras pessoas e essa missão é sua.”

Em seu discurso, o parlamentar afirmou que a luta da oposição inclui uma saúde e educação pública de qualidade, chegando a fazer um apelo aos docentes do país: “Professores desse país, acordem e se livrem da ideologia da esquerda”.

“Estamos aqui acima de tudo para poder despertar o país”, seguiu. “Estamos em um pesadelo terrível. Não conseguimos mais viver nesse país. Se eles tentarem nos parar, este não é o fim. É apenas o começo.”

Além disso, Nikolas orientou os manifestantes a deixarem o local e irem para suas casas, sem descer a Praça dos Três Poderes — distante cerca de seis quilômetros da Praça do Cruzeiro. No final, fez uma oração junto aos presentes:

“Meu Deus (…), nós não aguentamos tanta corrupção, maldade aqui no Brasil”, disse. “Por favor, perdoe os nossos pecados, as nossas falhas e tenha misericórdia dessa nação. Perdoe nossos inimigos, mas nos dê força para enfrentar todos aqueles contra o bem. Nós te pedimos, acorde os corações que estão dormindo. Acorde essa nação para a tua glória, porque só é teu o reino, a glória e o poder para todo o sempre. Amém.”

Nikolas, aliados políticos e milhares de pessoas que participavam da caminhada chegaram para o ato “Acorda, Brasil” com cerca de três horas de atraso, em decorrência da forte chuva na capital da República.

No local já havia milhares de outros manifestantes que aguardavam pela chegada do grupo para o ato. Nikolas e demais participantes tinham chegado em Brasília no início da manhã, mas o percurso ainda era longo até a Praça do Cruzeiro.

Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Trump afirma que arma secreta “desorientadora” foi usada para capturar Maduro

Foto: Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg/Getty Images via CNN Newsource

O presidente Donald Trump afirmou que os EUA usaram uma arma que ele chamou de “descombobulator” (algo como “desorientador”) para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, neste mês, mas um alto funcionário americano disse que ele provavelmente está confundindo diferentes ferramentas usadas pelas Forças Armadas dos EUA.

“O descombobulator, não tenho permissão para falar sobre isso”, disse Trump ao New York Post em uma entrevista publicada no sábado, acrescentando que o equipamento “fez com que [o equipamento inimigo] parasse de funcionar” durante a captura.

O presidente pode estar misturando várias capacidades em uma única arma que, na prática, não existe, afirmou à CNN um alto funcionário dos EUA.

As forças americanas usaram, sim, ferramentas cibernéticas para desativar sistemas de alerta antecipado e outras defesas venezuelanas durante a operação, além de empregar sistemas acústicos já existentes para desorientar o pessoal em terra.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Veja o momento em que raio atinge praça onde acontece ato de Nikolas Ferreira em Brasília, deixando pelo menos 34 feridos, sendo 9 em estado grave

Um vídeo mostra o exato momento em que um raio atingiu a Praça do Cruzeiro, em Brasília, deixando 34 pessoas feridas, 9 delas em estado grave, durante o ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira.

As imagens foram cedidas pelo jornal O Povo, produzidas por João Paulo Biage e cedidas à CNN Brasil.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas que estavam no local receberam atendimento imediato das equipes de resgate.

A descarga elétrica ocorreu em um período de fortes chuvas no Distrito Federal, fator que já havia impedido o encerramento formal da manifestação, inicialmente previsto para as 12h.

Opinião dos leitores

  1. AGORA SÓ SOBROU ELES DEFENDEREM A “FAMÍLIA”, A DELES PRÓPRIO. A “PATRIA” QUE DEFENDAM É A DOS EUA E INSRAEL, E “DEUS” AGORA DEU SINAL QUE TÁ FORA…? 😂🤣😂🤣😂🤣

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Declarações do presidente do Sinmed repercutem negativamente entre os médicos

Imagem: reprodução

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Geraldo Ferreira, provocou mais uma crise na categoria. Em vídeo publicado nas redes sociais, o representante do Sinmed culpa os médicos que atuam em unidades de saúde como responsáveis pelo caso da jovem que morreu vítima de um erro de troca de medicamento.

Em nota, os médicos, que prestam serviços de saúde para o Município de Natal nas mais diversas unidades, definiram como desastrosas as afirmações de Geraldo Ferreira.

Na publicação, o “representante” da classe traz supostas denúncias de falha na prestação, utilizando de maneira apelativa a imagem de uma paciente que veio a óbito, cujo fato não está relacionado ao exercício da medicina, conforme se apurou preliminarmente.

Desrespeitando a melhor técnica da medicina, o funcionário público que “trabalha” no sindicato — Geraldo Ferreira — coloca de forma leviana horas de trabalho médico, dedicação e profissionalismo em xeque. E o pano de fundo é atacar, por interesse unicamente próprio, o processo de contratação perdido no ano se 2025.

Os médicos prestadores de serviço afirma que, há muito tempo, Geraldo Ferreira havia perdido o tom, mas ainda se mantinha no campo óbvio da guerra empresarial que lhe era conveniente; agora, o médico ataca quem deveria defender, usando de fala irresponsável contra aqueles que lutam em unidades públicas de saúde, cujos problemas todos conhecemos — inclusive o senhor —, mas não deixamos de continuar atendendo a população.

Leia a íntegra da nota aqui

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

34 são atendidos e 9 estão em estado grave após raio atingir praça em Brasília onde acontece ato organizado por Nikolas

Foto: reprodução/CNN

Após um raio atingir as proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, onde está previsto o encerramento do ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), neste domingo (25), pelo menos 34 pessoas feridas foram socorridas, sendo nove delas em estado grave, segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros.

Caminhada rumo a Brasília

Nikolas Ferreira saiu na segunda-feira (19) do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O gesto do parlamentar, após grande repercussão nas redes sociais, ganhou a adesão de outros membros do Congresso, apoiadores de Bolsonaro e também de eleitores do deputado federal.

A manifestação, que seguiu pela BR-040, seria encerrada no domingo (25), às 12h, na Praça do Cruzeiro, em Brasília, após 240 quilômetros percorridos. Por conta das fortes chuvas no Distrito Federal, o ato ainda não foi encerrado.

Segundo o deputado, o objetivo é protestar contra decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) em relação aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, especialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 e preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

Com informações de CNN Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Queda de raio fere dezenas em ato de Nikolas em Brasília

Imagem: reprodução/UOL

A queda de um raio provocou pânico e deixou dezenas de pessoas feridas durante o ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, neste domingo. Testemunhas relataram que várias pessoas caíram após sofrerem choques elétricos. Chovia forte no momento do incidente na praça do Cruzeiro.

Pessoas desacordadas foram carregadas nos braços até a única ambulância disponível no local, que acabou cercada por manifestantes sentados ou deitados no chão. Algumas vítimas apresentavam sinais de desorientação.

A equipe de socorro atendia uma mulher dentro da ambulância enquanto familiares, em estado de choque, tentavam reanimar parentes caídos. Com a abertura da grade que isolava o veículo, mais pessoas se aproximaram em busca de ajuda. Um pai desesperado pedia socorro, enquanto outra pessoa oferecia a própria perna para apoiar a cabeça de uma jovem deitada no chão.

Do carro de som, organizadores pediam insistentemente para que o público se afastasse das grades. O locutor informava que havia pessoas feridas por choques elétricos. Por orientação do Corpo de Bombeiros, o guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi baixado, diante do risco de descargas elétricas provocadas por raios.

Tendas de atendimento foram montadas no Memorial JK. De acordo com o Corpo de Bombeiros, algumas pessoas estão com batimento cardíaco mais baixo, outras se queixam de dormência. Há também pessoas em estado de choque.

A chuva diminuiu e o ato continuou. As pessoas gritam “Eu não vou embora” e, a cada novo relâmpago, se abaixam e gritam de medo.

Câmeras saíram do ar devido ao raio. Seguranças do Memorial JK relataram ao UOL que as câmeras do circuito interno do memorial saíram do ar quando o raio caiu e demoraram alguns segundos para voltar a funcionar.

Veja imagens das pessoas sendo socorridas:

UOL

Opinião dos leitores

  1. Houve diversos alertas sobre os riscos dessa maluquice. Mas quem alertou foi a “PRF esquerdopata”. Tá aí um exemplo de quando a burrice é maior do que tudo. Enfrentar tempestade com raios só para não parecer que desistiram e dar vitória aos “esquedopatas”. Quando a cabeça não pensa, o corpo padece.

  2. Se fosse uma movimentação de petralhas não teria atingido ninguém. Ninguém vai pra movimentação de petralhas… kkkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *