Jornalismo

CENSURA X REGULAÇÃO: Projeto sobre fake news na pauta do Senado divide opiniões; entidades alertam risco em atingir a liberdade de expressão

Foto: Agência Brasil

Está na pauta do Senado desta semana o Projeto de Lei 2.630, do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a Lei da Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. O texto propõe medidas para combater a desinformação, também conhecida por seu termo em inglês como fake news.

A proposta ganhou força entre os senadores e a defesa dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia. Mas vem provocando intensos debates no Parlamento, na mídia e nas redes sociais. Seus defensores argumentam que o texto será um remédio contra as notícias falsas, problema grave reconhecido mundialmente.

As críticas assumem diferentes tons e vêm de setores distintos, alguns apontando o projeto como “censura” e outras reconhecendo a importância de uma regulação para o tema mas criticando mecanismos no texto que podem atingir a liberdade de expressão.

O projeto estabelece proibições às chamadas “contas inautênticas”, definidas como aquelas que assumem a identidade de terceiros para enganar o público ou que propaguem desinformação. Também são vedados “disseminadores artificiais” não rotulados ou usados para propagar desinformação, definidos como “qualquer programa de computador ou tecnologia empregada para simular, substituir ou facilitar atividades de humanos na disseminação de conteúdo em aplicações de internet”. Também são proibidos os chamados “conteúdos patrocinados” não rotulados.

O PL estabelece que as redes sociais abarcadas (aquelas com mais de 2 milhões de usuários) devem adotar medidas para proteger a sociedade contra a desinformação. Além disso, elenca o que chama de “boas práticas”, como rotular conteúdos desinformativos enquanto tal, interromper a promoção paga ou artificial dessas publicações e o uso de correções de verificadores independentes de fatos.

São estabelecidas obrigações de transparência, como disponibilizar informações sobre números de postagens, contas, disseminadores artificiais e conteúdos patrocinados destacados, removidos ou suspensos. Os relatórios das empresas devem conter também o número de contas inautênticas removidas, número de reclamações recebidas sobre conteúdo ilegal e inautêntico e dados sobre interações com publicações classificadas como desinformação.

Caso as obrigações não sejam cumpridas, o texto prevê uma série de sanções, como advertência, multa, suspensão temporárias das atividades e proibição das atividades no país.

Mais debate

O Comitê Gestor da Internet, órgão multissetorial responsável por diretrizes na área, publicou nota em que pede mais tempo para a discussão do projeto. A entidade enviou ofícios aos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado e aos líderes dos partidos no Congresso Nacional, “recomendando que se ampliem e aprofundem os debates, com a participação efetiva do CGI.br, assim como de todos os agentes interessados, antes que matéria de tamanha relevância para a garantia das instituições democráticas do país seja votada”.

Para o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Carlos Affonso Souza, a tentativa de votação às pressas é perigosa. Ele entende que a votação desrespeita a consulta pública aberta para receber contribuições à versão da Câmara, de autoria dos deputados Tábata Amaral (PDT-SP) e Rigoni (PSB-ES). “Aprovar o atual texto do PL de modo apressado e no estado em que se encontra é um passo atrás”, disse em sua conta no Twitter.

Apoios

Também em sua conta no Twitter, o autor deputado Rigoni afirmou que “o combate às quadrilhas que disseminam fake news é urgente”, acrescentando que “é preciso que esse combate ocorra dentro dos limites legais, respeitando a liberdade de expressão. Ninguém deve estar acima da Lei”.

Já a deputada Tábata Amaral (PDT-SP), também autora de projeto com mesmo texto na Câmara, declarou em sua conta no Twitter que “o projeto não censura, não quebra a privacidade e nem retira conteúdo do ar. Precisamos de mais transparência e informação nas redes sociais”.

“Esse assunto das fake news precisa de uma solução. A gente precisa pensar em uma Lei. O PL do senador Alessandro terá prosseguimento na Câmara. Quem dissemina fake news tem que ser responsabilizado, assim como as plataformas”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em sua conta no Twitter.

Para a organização Avaaz, hoje as plataformas já monitoram conteúdo sem controle e é preciso dar mais possibilidades aos usuários. “Elas excluem contas, fazem o downgrade (redução da circulação) do conteúdo em seu algoritmo e trabalham com verificadores analisando conteúdo. Mas eles estão fazendo isso com poder quase irrestrito e sem dar aos usuários a chance de procurar reparação. Não há escrutínio público, transparência ou prestação de contas. A desinformação representa uma ameaça crítica à democracia e à segurança das pessoas. Não podemos confiar nas plataformas para fazer isso em uma caixa preta. Precisamos de uma lei que as forcem a lidar com a desinformação de maneira a equilibrar a proteção de todos os direitos”, avalia Laura Moraes, coordenadora de campanhas da Avaaz no Brasil.

Críticas

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fizeram críticas à proposta e à regulação de redes sociais. Em sua conta no Twitter, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-RJ), classificou o projeto de censura. “Quem praticar crime, na internet ou não, que seja punido. Agora, querer disciplinar ambientes de trocas de informações, de transparência, de críticas a tudo e a todos não é correto. Tá na vida pública é para ser checado, criticado”, declarou.

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) utilizou sua conta no Twitter para criticar o projeto e convocar seguidores a se manifestarem contrariamente em consulta aberta no site do Senado.

Entidades da sociedade civil criticaram o PL, mas em outra direção. A Coalizão Direitos na Rede, que reúne entidades de defesa de usuários da internet, defende uma regulação das plataformas digitais e o combate à desinformação, mas apontou que o projeto apresenta uma solução equivocada por delegar poder a essas empresas para analisar e classificar conteúdos como desinformativos. Ao criar proibições relacionadas a esse exame de publicações (como as chamadas contas inautênticas) e vincular isso a sanções pesadas, o texto vai estimular que as redes sociais derrubem conteúdos em massa para evitar as punições.

A coalizão avalia que ao tornar uma obrigação o exame dos conteúdos corre-se o risco de relegar isso a sistemas automatizados. “Para ser minimamente possível classificar conteúdo como desinformação, há que se reconhecer a necessidade de análise humana, contextualizada, embasada em pesquisas e fontes diversas. Mesmo após uma análise minuciosa, resta um espaço amplo para variáveis de interpretação dos fatos. Diante da possibilidade de responsabilização das plataformas por analisar o tipo de conteúdo disseminado por cada conta, é provável que as empresas lancem mão de moderação exagerada e automação, o que não está vedado pelas propostas, de forma a aumentar exponencialmente a chance de equívocos e cerceamento do exercício legítimo da liberdade de expressão”, analisa.

A Federação Nacional dos Jornalistas, a Associação Brasileira de Imprensa e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação divulgaram manifesto em que pedem mais debate sobre o tema e alertam para os riscos do projeto atingir a liberdade de expressão ao delegar a entes privados (plataformas e verificadores) a avaliação da veracidade dos conteúdos jornalísticos.

“Alertamos para o perigo que representará para a democracia e para a liberdade de expressão conferir às plataformas privadas da internet a responsabilidade de definir que conteúdos são ou não verídicos, iniciativa que inclusive viola o Marco Civil da Internet. Tampouco podemos acreditar que agências privadas de checagem de notícias podem cumprir esse papel com isenção e neutralidade, ou que seja possível nomear grupos de jornalistas com o poder de classificar conteúdos jornalísticos produzidos por outros jornalistas”, disse.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. LIBERDADE DE EXPRESSÃO NÃO PODE SER CONFUNDIDA COM MENTIRAS, CALÚNIAS, INJÚRIA, DIFAMAÇÃO E APOLOGIA A CRIMES DE QUALQUER NATUREZA, ESPECIALMENTE AOS COMETIDOS CONTRA A DEMOCRACIA, AO ESTADO DE DIREITO E AOS SEUS PRINCÍPIOS E VALORES FUNDAMENTAIS.
    HORA DE ACORDAR!!!

    1. Para coibir crimes, recorra-se à Justiça. Censura prévia é ação típica de ditaduras. Ocorre que essa turma de esquerda, que vive falando em "defesa da democracia", gosta mesmo é de uma boa ditadura, desde que sejam eles que escolham o que pode e o que não pode ser feito e dito. Adoradores de ditaduras ao redor do mundo, esses hipócritas estão deixando cair suas máscaras.

    2. Não é exatamente o contrário, vc que se esconde atrás de um pseudônimo que representa o que vc não é, nunca foi e nunca será.
      Quem ama e exalta as Ditaduras constantemente é o seu Mico, sendo seguido pelos seus "Miquinhos Amestrados" por meio do berrante propagado por fábricas de Fakes News turbinados por centenas de robôs que fazem as mentiras se espalharem com uma velocidade incrível.
      Fato esse testemunhado por aqueles que já fizeram parte do esquema e hoje chutados está revelando a trama.
      Vcs vão continuar se fingindo de cordeirinhos inocentes e pacíficos até quando?

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Alerta falso sobre liquidação do Nubank ocorreu após funcionário acionar sistema de comunicação por engano

Foto: Alejandro Cegarra / Bloomberg

A falha operacional que levou o Nubank a enviar mensagens sobre uma suposta liquidação extrajudicial ocorreu após um funcionário acionar por engano um sistema de comunicação usado em procedimentos de liquidação de instituições financeiras, informou o banco em nota neste sábado. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo GLOBO.

Na sexta-feira, clientes receberam mensagens afirmando que o banco estaria passando por uma liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC). O texto também informava que investimentos na instituição estariam cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O Nubank esclareceu que o episódio “foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente”.

“Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão”, disse a instituição, em nota.

Segundo a instituição, as comunicações indevidas alcançaram um grupo restrito de clientes e “não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento” dos serviços.

Erro ‘bizarro’, diz fundadora do Nubank

“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu.

“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.”

Cristina Junqueira não detalhou o significado da sigla “PR” mencionada na postagem. Na área de desenvolvimento de software, o termo costuma se referir a pull request, no qual alterações em códigos são submetidas para revisão antes de serem implementadas.

O Globo

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Fim da escala 6×1 pode elevar inflação e reduzir poder de compra, alerta FIEMG

Foto: Shutterstock

Representantes do setor produtivo do Brasil temem que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1 pode prejudicar financeiramente as empresas.

Em entrevista à CNN Brasil, Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), projeta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução proporcional do salário aumentará o custo ao empregador, que terminará em repasses ao consumidor.

“O aumento do custo da hora trabalhada fatalmente será repassado ao preço dos produtos. Ao final, quem vai pagar essa conta seremos nós, toda a sociedade”, afirmou.

Ribas completou dizendo que proposta, se aprovada, pode elevar a inflação e ainda reduzir o poder de compra dos salários.

Ela também teme que empresários não consigam absorver o crescimento das despesas e desliguem funcionários contratados via CLT. “Fatalmente haverá aumento na informalidade”, destacou Ribas.

A gerente trabalhista da Fiemg explica que a redução da jornada de trabalho já é uma realidade de diversos setores e que a maioria dos instrumentos coletivos hoje tratam do tema. Ela discorda, porém, da forma como o debate tem sido pautado através de uma emenda à Constituição.

“A questão de se impor por lei um modelo único para todo o setor produtivo está errado. A negociação coletiva é a ferramenta ideal para se conseguir esse equilíbrio”, pontuou.

Ribas conclui que cada setor deve ter a liberdade para discutir e atender suas próprias demandas específicas.

CNN Brasil

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EUA dizem que morte de chefe do Tren de Aragua, maior facção venezuelana, ‘envia mensagem clara à América Latina’

Foto: CONTA DO MINISTÉRIO DO PODER POPULAR PARA RELAÇÕES INTERNAS DA VENEZUELA

Um funcionário do Pentágono afirmou neste sábado (13) que a morte de Niño Guerrero, líder da organização criminosa de origem venezuelana Tren de Aragua, “envia uma mensagem clara à América Latina” sobre o compromisso do governo do presidente Donald Trump de combater o narcotráfico.

Guerrero foi morto em uma operação militar americana em coordenação com as autoridades da Venezuela, anunciaram Washington e Caracas na noite desta sexta-feira (12). O líder criminoso foi neutralizado durante confrontos com integrantes de grupos armados.

“A morte de Niño Guerrero envia uma mensagem clara à América Latina: não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério. O Departamento de Guerra e a Coalizão Anticartel das Américas (A3C) continuarão cumprindo a promessa do presidente Trump”, afirmou neste sábado no X, Patrick Weaver, subchefe de gabinete do secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Trump confirmou na sexta-feira, nas redes sociais, que o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque “rápido e letal” contra o chefe do Tren de Aragua. O presidente americano ainda postou um vídeo de 10 segundos que mostra a visão aérea de um edifício durante uma explosão.

O que é Tren de Aragua?

Fundado na Venezuela, o Tren de Aragua foi designado como organização terrorista pelos Estados Unidos. O grupo atua também na Colômbia, no Peru, no Chile e no Brasil — investigações apontam que a organização se estabeleceu especialmente em Roraima, na região de fronteira com a Venezuela.

Nos Estados Unidos, Trump e integrantes de seu governo frequentemente associam o Tren de Aragua ao aumento da violência e do tráfico de drogas. No último ano, o presidente intensificou ações contra o grupo, incluindo operações contra embarcações suspeitas de participar de rotas de narcotráfico no Caribe e no Pacífico.

Com informações de g1

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TIME DEFINIDO: Ancelotti escala Igor Thiago, Douglas Santos e Ibañez; veja titulares do Brasi contra Marrocos

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Carlo Ancelotti surpreendeu com a escalação da seleção brasileira para a partida de estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, neste sábado (13), às 19h (de Brasília).

Na lateral, Danilo era o nome cogitado durante toda a semana, e o escolhido foi Ibañez, uma decisão que passa principalmente pelo aspecto físico.

Douglas Santos, que fez bons jogos no ciclo e foi titular contra o Egito, e Lucas Paquetá, ganham chances, assim como Igor Thiago. O centroavante do Brentford, que também pode fazer a diferença na bola parada, será a referência do ataque.

Confira a escalação completa:

Brasil: Alisson, Íbañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago. Técnico: Carlo Ancelotti.

Para a estreia, Carlo Ancelotti definiu Marquinhos como capitão da equipe. O zagueiro do Paris Saint-Germain será o responsável por liderar a Seleção em campo no primeiro jogo do treinador italiano em uma Copa do Mundo.

CNN Brasil 

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STF questiona PGR sobre enviar Vorcaro para a Papuda, e Mendonça deve decidir na próxima semana

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer sobre a possível transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Investigado por supostas fraudes financeiras bilionárias, o dono do Banco Master está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal. O pedido de transferência foi feito pela própria PF após rejeitar, pela segunda vez, uma proposta de delação apresentada por Vorcaro.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, Mendonça deve decidir sobre o caso apenas na próxima semana, após receber a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Vorcaro segue negociando um acordo de colaboração premiada, mas investigadores avaliam que as informações apresentadas até agora não trouxeram elementos relevantes além dos já obtidos pela investigação. A avaliação também é de que o empresário tentou justificar sua conduta, sem assumir plenamente a responsabilidade pelos crimes investigados.

Nos bastidores, o ministro tem demonstrado ceticismo quanto à viabilidade de uma eventual delação e considera indispensável o ressarcimento integral dos prejuízos causados.

Mendonça também destaca que a operação continua avançando com novas fases, o que reforçaria a avaliação de que as investigações não dependem da colaboração do ex-banqueiro.

Atualmente, Vorcaro está em cela especial na PF. A possibilidade de prisão domiciliar, cogitada no início das negociações, é considerada remota no momento.

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Advogado de Currais Novos transforma paixão pelo futebol em canal sobre Copa do Mundo e conquista espaço no YouTube

Em uma época em que o futebol ultrapassa as quatro linhas e se mistura com entretenimento, cultura e internet, um advogado do interior do Rio Grande do Norte decidiu ocupar um espaço pouco explorado: comentar exclusivamente a maior competição esportiva do planeta. Assim nasceu o canal Copa do Mundo com Fahad⁠, projeto comandado pelo advogado Fahad Mohammed, que transforma sua paixão pelo Mundial em análises, histórias e debates para torcedores de diferentes gerações.

Longe dos grandes centros e dos estúdios tradicionais, o advogado curraisnovense decidiu unir duas paixões: o Direito, que lhe deu o hábito da pesquisa e da argumentação, e o futebol, especialmente a Copa do Mundo, evento que acompanha com atenção desde a infância.

No canal, a proposta vai além de comentar jogos. Fahad mergulha em curiosidades históricas, relembra seleções marcantes, discute convocações polêmicas, resgata personagens esquecidos e analisa os grandes momentos que moldaram o torneio ao longo de quase um século.

E há algo que diferencia o projeto de Fahad.

Em vez de perseguir a velocidade das notícias ou a polêmica fácil, o advogado aposta na memória e no contexto. Seu conteúdo é construído como uma conversa entre apaixonados por futebol, na qual uma discussão sobre a convocação de uma seleção pode levar a histórias esquecidas, estatísticas surpreendentes e reflexões sobre o impacto cultural do Mundial.

É uma forma de jornalismo esportivo que resgata a tradição dos grandes cronistas: menos imediatismo, mais narrativa.

Para Currais Novos, cidade do Seridó potiguar conhecida por sua rica história e por revelar profissionais em diversas áreas, o canal representa mais um exemplo de como a internet permite que projetos interessantes possam surgir.

E, para Fahad, a Copa do Mundo parece ser muito mais do que um torneio disputado a cada quatro anos. É uma história permanente — uma história que ele decidiu contar, um vídeo de cada vez.

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EUA aprova venda de mísseis antiaéreos Stinger para o Brasil por R$ 1,6 billhão

Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos autorizou a possível venda de até 100 mísseis antiaéreos FIM-92 Stinger ao Brasil, em um negócio estimado em US$ 330 milhões, cerca de R$ 1,6 bilhão. A informação foi divulgada na quinta-feira (11) pelo Departamento de Estado norte-americano.

Além dos mísseis, o pacote poderá incluir suporte técnico, assistência de engenharia, integração de sistemas e serviços logísticos relacionados ao armamento.

Apesar da autorização, a compra ainda não foi concluída. O acordo depende de negociações entre os dois governos e da conclusão dos trâmites necessários.

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que a possível venda contribuirá para o fortalecimento da capacidade de defesa brasileira e para o combate a atividades ilícitas na região.

Segundo o governo americano, a medida permitirá ao Brasil ampliar sua capacidade de proteger o espaço aéreo e assumir maior responsabilidade em ações de segurança e combate ao narcotráfico dentro de seu território e em sua área de influência regional.

A autorização foi realizada por meio do programa Foreign Military Sales (FMS), mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para a venda de equipamentos militares a governos estrangeiros.

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[VÍDEO] CENAS FORTES: Mulher morre após ser jogada de altura de 40 metros sem cordas em ‘rope jump’ no interior de SP

Uma mulher de 21 anos morreu após ser jogada de 40 metros de altura sem cordas ao pular de rope jump, na manhã deste sábado (13), em Limeira (SP). De acordo com a Polícia Militar, uma testemunha relatou que os funcionários da empresa responsável esqueceram de colocar o equipamento antes do salto.

Em vídeos divulgados nas redes sociais é possível ver o momento em funcionários carregam a vítima até a plataforma. Eles a jogam e, instantes depois, é possível ouvir vozes exclamando: “a corda”, “gente, a corda”. As imagens são fortes.

A ocorrência foi na trilha da Ponte do Esqueleto. Ainda segundo a PM, dois homens fugiram do local e só foram localizados com a ajuda do helicóptero Águia, que precisou realizar buscas na mata.

Ao todo, seis pessoas foram presas. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas o óbito foi constatado ainda no local.

O noivo da vítima esteve no local, segundo a PM, mas passou mal e precisou de socorro médico. Ele foi encaminhado ao pronto-socorro. O caso foi levado ao 2º Distrito Policial de Limeira.

g1

Opinião dos leitores

  1. Tragédia, incompetência, negligência. Tem que enquadrar todos como crime doloso, quando a intenção de matar.

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Paulo Gonet anuncia vigilância da PGR contra deepfakes e facções criminosas na campanha eleitoral

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuarão de forma rápida contra o uso de deepfakes e outras formas de desinformação nas eleições de 2026.

Em entrevista ao podcast EsferaCast, Gonet destacou a preocupação com conteúdos manipulados por inteligência artificial, como vídeos e áudios falsos, e reconheceu a dificuldade de distinguir materiais fraudulentos de produções legítimas. “O TSE está atento a isso e a Procuradoria Geral também”, afirmou.

O procurador também alertou para o risco de facções criminosas e milícias interferirem no processo eleitoral, impedindo candidatos de realizar campanhas em áreas sob seu domínio. Segundo ele, o Estado não pode permitir a existência de territórios controlados por organizações criminosas.

Ao comentar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos, Gonet disse que a medida pode prejudicar a imagem do Brasil no exterior, mas também servir como estímulo para fortalecer o combate ao crime organizado.

Sobre possíveis pressões políticas em ano eleitoral, o procurador afirmou que a independência da PGR é preservada pela atuação baseada na legislação e não no ritmo das disputas políticas ou da repercussão na mídia.

Gonet ainda criticou o aumento da judicialização de conflitos no país e avaliou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido frequentemente acionado para resolver disputas que poderiam ser debatidas no âmbito político e legislativo.

Com informações de R7

Opinião dos leitores

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VÍDEO: Tubarão capturado acidentalmente em rede de pesca e é devolvido ao mar por pescadores em Galinhos

Um tubarão foi capturado acidentalmente nesta sexta-feira (12) durante uma pesca de arrasto em Galinhos, no litoral Norte do Rio Grande do Norte. Os pescadores devolveram o animal ao mar logo em seguida.

Segundo a Secretaria Municipal de Pesca, a captura ocorreu a cerca de oito quilômetros da costa do município. Um vídeo da ocorrência foi gravado pelos próprios pescadores.

Na pesca de arrasto os pescadores lançam a rede ao mar em forma de meia-lua, cercando os peixes e puxando todos para areia.

A espécie do tubarão não foi identificada, mas os pescadores relataram que ele media aproximadamente 1,5 metro de comprimento.

Quando perceberam a presença do animal, já na costa, os trabalhadores levaram o animal de volta para o mar. Para isso, foi necessário o trabalho de quatro pescadores.

De acordo com o secretário municipal de Pesca, Jadson Freire Maciel, a presença de tubarões na região é considerada incomum e que esse foi um caso isolado.

Para o titular da pasta, a aparição do animal pode estar relacionada à grande quantidade de cardumes de sardinha registrada no litoral neste ano, o que teria atraído o predador para a área.

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