Atividade física regular reduz em 34% o risco de internação por covid-19, conclui estudo brasileiro; saiba quantos minutos são necessários, do moderado ao intenso

Foto: Reprodução/Getty Images

Realizar 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada ou 75 minutos de atividades intensas reduz o risco de internação hospitalar pela Covid-19 em 34,3%. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) publicado recentemente na plataforma preprint MedRxiv.

A equipe, coordenada pelo pesquisador Marcelo Rodrigues, do InCor, avaliou questionários respondidos por 938 pessoas que tiveram Covid-19 e se recuperaram da doença. Destes, 91(9,7%) necessitaram de hospitalização. Os resultados mostraram que as pessoas que praticavam a quantidade recomendada de atividade física por semana, o equivalente a 150 minutos de exercício moderado ou 75 minutos de atividade física intensa, tinham um risco reduzido de hospitalização pela doença.

Além disso, aqueles que praticavam dois ou mais tipos de exercício, como andar de bicicleta e correr, tinham um benefício ainda maior: a redução no risco dessas pessoas foi de 46,2%. A associação permaneceu mesmo após serem contabilizados fatores como idade, sexo, IMC (índice de massa corporal) e doenças pré-existentes.

De acordo com o educador físico, Gustavo Cardozo, pesquisador da Uerj e diretor técnico-científico do Centro de Medicina do Exercício DECORDIS, a prática de 100 minutos de atividade física semanais já apresentou um efeito protetivo. “O estudo mostrou que fazer 20 minutos de exercício, cinco vezes por semana, protege das complicações da Covid-19 até mesmo em pessoas com doenças inflamatórias”, disse Cardozo.

A principal hipótese para esse efeito protetor da atividade física está associada à redução da ECA2, enzima utilizada pelo novo coronavírus para invadir as células. “O exercício físico reduz os receptores de ECA 2 e diminui ações inflamatórias no corpo, que também contribuem para as complicações da Covid-19”, explica Cardozo.

Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Calígula disse:

    Minha atividade é sexo, faço muito , sou incansável, imbroxável e infalível. Hoje tenho duas na fita, vou ter que escolher entre a loira e a morena, mas a que não der pra hoje amanhã será a da vez. Hô papai, o Véio aqui é danado. Vou já tomar meu tadalafil + long Jack, por que se der tempo pego as duas.

Restaurantes e academias são os lugares com maior chance de transmissão da Covid, dizem cientistas de Standford

Funcionária de restaurante usa máscara e protetor facial devido ao surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Moscou, Rússia, 8 de julho de 2020. — Foto: Maxim Shemetov/Reuters

Pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, usaram dados de movimentação de pessoas em 10 cidades dos Estados Unidos e criaram um modelo que sugere os lugares onde há mais chances de alguém se infectar com o novo coronavírus (Sars-CoV-2) sem o uso de máscaras e com reabertura de funcionamento.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica “Nature”, uma das mais importantes do mundo, na terça-feira (10).

De acordo com os dados reunidos para a cidade de Chicago, a terceira mais populosa do país, a ordem dos lugares, de maior para menor risco, seria a seguinte:

Restaurantes de “serviço completo” (aqueles em que as pessoas sentam para comer e são servidas por alguém)

Academias

Cafés e bares

Hotéis e motéis

Restaurantes de “serviço limitado” (aqueles em que as pessoas podem levar a comida ou sentar, mas pagam antes)

Centros religiosos

Consultórios médicos

Mercados

Lojas de mercadorias usadas

Pet shops

Lojas de equipamentos esportivos

Outras lojas gerais

Lojas de brinquedos ou relacionadas a hobbies

Lojas de material de construção

Lojas de peças automotivas

Lojas de departamento

Postos de gasolina (nos Estados Unidos, o próprio motorista costuma abastecer seu carro)

Farmácias

Lojas de conveniência

Concessionárias

“Se você tiver que ir a esses lugares, vá fora dos períodos de pico, quando há menos pessoas”, recomendou o autor sênior do estudo, Jure Leskovec, de Stanford, em entrevista ao G1.

Os pesquisadores chegaram às conclusões usando um modelo que se baseou nos movimentos das pessoas rastreados por celulares de 1º de março a 2 de maio, época em que as pessoas tiveram a mobilidade restringida pelas medidas para conter a transmissão do coronavírus.

A partir daí, construíram o modelo considerando maiores ou menores graus de mobilidade, a partir de diferentes datas, para ver como a transmissão do vírus se comportaria.

Com os dados, eles mapearam o que chamaram de “pontos de interesse” – locais não residenciais que as pessoas visitam como restaurantes, mercados e centros religiosos.

Eles descobriram – como outros estudos já vinham apontando – que a maioria das infecções por Covid-19 ocorre em lugares “superespalhadores”. Na região metropolitana de Chicago, por exemplo, 10% dos pontos de interesse foram responsáveis por 85% das infecções previstas para todos os lugares investigados.

“Calculamos a densidade de visitantes em cada ponto de interesse – quantos visitantes existem por metro quadrado. Quanto menor o número, menor a chance de transmissão. Quanto mais tempo as pessoas permanecem no local, maior a chance de transmissão. Nosso modelo considera esses dois fatores”, explicou Leskovec.

Mas há um detalhe: os dados de mobilidade foram computados quando o uso de máscaras era menos prevalente. Por isso, o modelo não leva em conta o uso delas.

“No entanto, na 2ª onda, vemos que a mobilidade das pessoas aumentou, mas o número de infecções não aumentou tanto quanto deveria. Portanto, atribuímos o número de infecções inferior ao esperado ao uso de máscaras”, disse o pesquisador.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ricardo disse:

    Mas participar de carreata, comício não tem problema?! Hipocrisia pura.

  2. Edejunior disse:

    Mentira. E porque não conhecem o ALECRIM kkkkk

  3. Gustavo disse:

    Ainda bem que não apareceu comício de campanha eleitoral. Tá liberado aglomeração pela democracia uhuuu

Risco de morte dobra se a pessoa contrair gripe e Covid-19 ao mesmo tempo

Ilustração: Jonatan Sarmento/SAÚDE

Infectados pelo coronavírus têm o dobro de risco de morrer se contraírem junto a gripe. É o que indica um estudo com mais de 20 mil pessoas que testaram positivo para o Sars-CoV-2, conduzido pelo sistema de saúde público da Inglaterra (PHE, na sigla anglofônica) entre janeiro e abril de 2020.

Verdade que, do grupo todo, apenas 58 pessoas carregavam também o vírus influenza. Entre eles, a mortalidade era de 43%. Em quem tinha apenas Covid-19, a taxa de mortes ficou em 26,9% — o número é alto em comparação com dados populacionais porque havia muitos idosos no experimento. Para ter ideia, 80% dos maiores de 80 anos com as duas infecções faleceram.

O achado foi publicado no medRvix, plataforma online que agrega estudos ainda não revisados por outros pesquisadores.

Proteção cruzada

A pesquisa observou que, entre os gripados, o risco de ser diagnosticado simultaneamente com Covid-19 era 58% menor do que na população em geral. Outros estudos já mostram que pessoas infectadas com um vírus respiratório estão menos sujeitas a contrair outro.

No entanto, mais pesquisas são necessárias para dizer se o mesmo ocorre com o novo coronavírus. Como a temporada de gripe começou mais cedo em 2020, as duas epidemias acabaram não se sobrepondo tanto. Isso pode influenciar na baixa taxa de coinfecção encontrada.

“Há evidências de que os vírus competem entre si. Mas, se por um acaso ambos coexistirem no seu organismo, você pode ter problemas sérios”, comentou, ao British Medical Journal, a médica Yvonne Doyle, diretora do PHE.

Como possuem um sistema imune fragilizado, os mais velhos, assim como os portadores de diabetes e outros grupos de risco, já enfrentam dificuldades de combater um só invasor. A presença de um segundo debilitaria mais ainda as defesas.

Para ela, o achado traz um recado claro: as próximas campanhas de vacinação de gripe devem ser levadas especialmente a sério.

Gripe e Covid-19: diferenças e semelhanças

Ambas se espalham da mesma maneira, por meio de gotículas expelidas pela saliva ou pelo muco do nariz de indivíduos infectados. Os sintomas são parecidos também: febre, dor de cabeça, coriza, tosse e mal-estar generalizado (embora a Covid-19 tenha suas particularidades, a exemplo da acentuada perda de olfato).

E o Sars-CoV-2 é mais letal do que os vírus influenza do momento. Assim como a gripe, espera-se que a incidência do coronavírus se intensifique no inverno.

A boa notícia é que as mesmas estratégias previnem as duas infecções. Estamos falando de higienizar as mãos com frequência, praticar a etiqueta da tosse (usar o cotovelo ou lenços descartáveis para tossir e espirrar), vestir máscaras, evitar aglomerações e manter distância de pessoas com sintomas respiratórios. Aliás, a orientação de ficar em casa vale especialmente para quem está espirrando manifestando quaisquer sinais sugestivos.

Veja Saúde

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Junior disse:

    Da-le SAFADAO

Com lockdowns e outras restrições para combater a pandemia, desemprego é maior fator de risco no mundo, diz pesquisa do Fórum Econômico Mundial

Foto: © REUTERS/Alkis Konstantinidis/Direitos Reservados

O desemprego é visto por executivos de empresas do mundo inteiro como a maior preocupação para os próximos dez anos, seguido de perto pela propagação de doenças infecciosas, segundo pesquisa conduzida pelo Fórum Econômico Mundial.

As taxas de desemprego dispararam por causa dos lockdowns e de outras restrições para combater a pandemia do novo coronavírus, e há temores de que o pior ainda esteja por vir nos países em que trabalhadores foram colocados em licença.

“As interrupções de empregos causadas pela pandemia, a tendência crescente de automação e a transição para economias mais verdes estão alterando os mercados de maneira fundamental”, disse Saadia Zahidi, diretora do Fórum Econômico Mundial.

“Enquanto emergimos dessa crise, líderes terão uma oportunidade notável de criar novos empregos, apoiar salários dignos e para reimaginar as redes de segurança social, a fim de atendam os desafios nos mercados de trabalho de amanhã”.

A pesquisa Riscos Regionais Para Negócios consultou 12.012 líderes empresariais de 127 países, faz parte do relatório global de competitividade do Fórum Ecônomico Mundial e será publicada no mês que vem.

O estudo pediu opiniões sobre 30 riscos. A preocupação com a propagação de doenças infecciosas também veio à tona, subindo 28 colocações em relação à pesquisa do ano passado.

Crises fiscais, ciberataques e instabilidade social profunda ficaram em terceiro, quarto e quinto, respectivamente, apontou a pesquisa. Mas os riscos trazidos pelas mudanças climáticas também estão subindo na agenda, de acordo com o Fórum.

Agência Brasil, com Reuters

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Lockdown, fique em casa, deu nisso que parte da Europa está passando, arruinando a economia novamente, o Brasil certamente não passará por isso , pelo que vemos de praias lotadas e aglomerações a contaminação de rebanho já foi alcançada.
    E se os médicos não agissem com politicagem e covardia , esperando febre de 38 graus para agir e receitassem um kit de medicamentos no início dos sintomas, não haveria tantas mortes .
    Quem teve e sobreviveu sabe do que estou falando.

  2. Ivan disse:

    Bolsonaro tava certo desde o início…Õ homi de visão!!! Vai ser no primeiro turno!!!!!!!

  3. Choppe-n-hauer disse:

    Kkkkkk os bilionários estão preocupados pelo fato de seus lucros estarem ameaçados porque quem produz mesmo, a célula do trabalho, tá impedido pelo governo de ir lá e financiar a farrinha do isolamento em ilhas particulares. Pq óbvio, alguém tem que trabalhar pra garantir que quem é rico fique ainda mais rico nessa pandemia e, melhor, se isole nas Maldivas monitorando tudo de longe.
    Kkkkkkk
    Só o lucro do Jeff Bezos na pandemia financiava umas 3 parcelas do auxílio emergencial sozinha no Brasil, dando sustento só pra umas 60 milhões de pessoas. Mas não, ele pode lucrar – diga-se, lucra através dos seus empregados, não pagar (quase) nada de imposto, não distribuir nada disso e ainda mandar o povo se fuder pra ele. Ao invés de expropriar esse dinheiro e garantir que muito menos gente morra colocando a fuça aí para enriquecer o gordinho sócio da multinacional em isolamento na Polinésia Francesa as autoridades globais acham que é melhor manter essa palhaçada toda e ainda, com o povo pagando com a vida por isso.
    E assim será até que a crise climática acabe com todo mundo.

    • Gustavo Fonseca disse:

      Tenho lido muita bobagem, mas essa foi acima da média!!! Kkkkkkkkkkk

  4. Véio de Rui disse:

    Esse fique em casa é que mata o cidadão de fome

  5. Souzinha disse:

    Bolsonaro tem razão.

  6. Teodósio disse:

    Essa notícia apenas confirma que mais uma vez Bolsonaro estava certo quando ele dizia logo no início da pandemia, que devia cuidar da doença e da economia.

Onda de calor faz Inmet emitir alerta para risco de morte em parte do Brasil

Foto: Reprodução/Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de “grande perigo” até a próxima sexta-feira (9). De acordo com o Instituto, há risco de morte por hipertermia em grande parte da região Centro-Oeste e no estado do Tocantins, no Norte do país.

Segundo o Inmet, as temperaturas registrarão 5ºC acima da média na região, por mais de 5 dias consecutivos. O aviso registra alerta para as seguintes áreas: Distrito Federal, Centro Sul Mato-Grossense, Nordeste Mato-Grossense, Norte Mato-Grossense, Sudeste Mato-Grossense, Sudoeste Mato-Grossense, Centro Goiano, Leste Goiano, Sul Goiano, Norte Goiano, Noroeste Goiano, Sudeste Tocantinense, Sul Tocantinense, Oeste Tocantinense.

O alerta foi emitido para que as pessoas tenham cuidados redobrados com a saúde nos próximos dias. Em caso de emergência, o Inmet recomenda que a população contate a Defesa Civil (telefone 199). Algumas recomendações devem ser seguidas no período. Entre elas, evitar a prática de atividades ao ar livre entre 10 horas e 17 horas, usar protetor solar e aumentar a ingestão de líquidos. Crianças e idosos precisam de atenção especial.

Calor no DF

No Distrito Federal há chances de chuva somente a partir do próximo sábado (10). No último domingo (4), foi registrado recorde de temperatura em 2020, de 36,7°C, e segundo o Inmet, há chances de o Distrito Federal atingir novas máximas nesta semana.

São Paulo

A Defesa Civil de São Paulo também emitiu um aviso para as fortes ondas de calor que se aproximam do estado. O Inmet alerta para perigos de incêndios florestais e risco de morte por hipertermia.

As temperaturas na região metropolitana de São Paulo, no litoral norte e algumas cidades do interior, como Sorocaba, Campinas, Itapeva, Franca e Serra da Mantiqueira, poderão variar entre 30° e 39°. Para esta terça (6), a previsão na Grande SP é chegar à máxima de 37°.

Outras cidades do interior, como Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Presidente Prudente, Araraquara e Barretos, poderão ultrapassar os 40°.

CNN Brasil

EUA alertam até sobre risco de morte em novo desafio do TikTok

Foto: sarah Tee/ Shutterstock

Na quinta-feira (24), a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, órgão equivalente à nossa Anvisa, emitiu um alerta sobre os perigos do chamado “Desafio Benadryl”, que surgiu recentemente no TikTok, rede social de vídeos curtos.

O desafio consiste na ingestão de altas doses do medicamento Benadryl, um antialérgico bastante conhecido nos EUA. O objetivo dos que decidem tomar o remédio para as gravações é o de induzir alucinações.

“Estamos cientes de notícias de adolescentes que acabam em salas de emergência ou morrem após participarem do ‘Desafio Benadryl’, que os incentiva a ingerir altas doses do medicamento para gravar vídeos para o aplicativo TikTok”, diz o alerta.

No entanto, felizmente, não é uma das tendências que viralizaram no aplicativo – até porque a empresa desativou as hashtags “Benadryl” e “BenadrylChallenge” para evitar que a ideia se espalhe.

Mesmo assim, a FDA informa que entrou em contato com o TikTok e os encorajou “fortemente a remover os vídeos de sua plataforma e ficar atentos para remover conteúdos que possam surgir posteriormente”.

Riscos da automedicação

Tomar doses maiores do que as recomendadas de difenidramina, vendida como Benadryl, pode levar a problemas cardíacos graves, convulsões, coma e até a morte. Por isso, o FDA alerta que os pais devem manter o medicamento longe de crianças e adolescentes, isso para evitar intoxicações acidentais ou uso indevido.

Em um comunicado enviado à NBC News, a Johnson & Johnson, fabricante do medicamento, disse que, “assim que tomou conhecimento dessa tendência perigosa, entramos em contato com as plataformas de mídia social para que o conteúdo fosse removido”.

Proibição de anúncios de emagrecimento

Com o objetivo de contribuir com a positividade corporal, o TikTok anunciou mudanças em suas políticas de publicidade. Entre as novas regras, a rede social afirmou que vai passar a proibir anúncios de emagrecimento para menores de 18 anos e restringir veiculações que promovam uma imagem corporal negativa.

Segundo a plataforma, essas mudanças fazem parte de um esforço para criar um ambiente confortável, seguro e com empatia para os usuários.

“Estamos introduzindo novas políticas de anúncios para combater alegações problemáticas e exageradas em produtos de dieta e perda de peso e colocando restrições mais fortes às referências de imagem corporal”, comunicou o aplicativo.

A rede também disse que vai impor mais restrições aos anúncios com reivindicações implícitas a perda de peso e deve limitar veiculações irresponsáveis de produtos ou aplicativos que promovem o controle corporal.

“Esses tipos de anúncios não oferecem suporte à experiência positiva, inclusiva e segura que buscamos no TikTok”, reiterou em comunicado.

Olhar Digital via NBC News

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcos Benício disse:

    Bem coisa de gente idiota mesmo.

Coronavírus: Usar óculos reduz o risco de contágio, diz estudo

Foto: Reprodução/Getty Images

Usar óculos diariamente pode reduzir o risco de contrair o novo coronavírus. De acordo com um estudo publicado quarta-feira, 16, na revista JAMA Ophthalmology, pessoas que precisam usar óculos tem uma probabilidade cinco vezes menor de ser diagnosticada com Covid-19 em comparação com a população em geral.

Pesquisadores do Segundo Hospital Afiliado da Universidade de Nanchang, na China, analisaram 276 pacientes com diagnóstico de Covid-19 entre 27 de janeiro e 13 de março. Destes, 16 usavam óculos por mais de 8 horas por dia. A proporção de pessoas com miopia na província de Hubei, com base em um estudo anterior, foi de 31,5%.

De acordo com os autores, isso significa que pessoas que usam óculos diariamente correm um risco 5,4 vezes menor de contraírem a doença. A principal hipótese para explicar a associação é que as armações ‘impedem ou desencorajam os usuários de tocarem nos olhos, evitando assim a transferência do vírus das mãos para os olhos’.

Estudos mostraram que receptores ACE-2, usados pelo vírus para entrar e infectar células humanas, podem ser encontrados nos olhos. “Portanto, os olhos são considerados um canal importante para a SARS-CoV-2 entrar no corpo humano”, escreveram os autores. Isso pode explicar por que cerca de 12% dos pacientes com Covid-19 apresentam ‘manifestações oculares’, incluindo vermelhidão e inchaço.

No entanto, a descoberta mostra apenas uma associação e não uma comprovação de causa e consequência. Diante disso, especialistas alertam que o resultado não é uma recomendação para que pessoas que não precisam usar óculos diariamente passem a fazer isso.

Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    Não pixuleco, é só usará cabeça, certamente vc deve ter pelo menos uma, na outra usar camisinha para adquirir DSTs e ter o perigo de fazer pixulequinhos. 😒😒😒😒😒😒😒

  2. Pixuleco disse:

    Daqui a pouco vão dizer que temos que usar camisinha para evitar o covid

Circular sem máscara é risco para si e para os outros, afirmam médicos

Foto: Sebastião Moreira/EFE

Circular em ambientes públicos ou na presença de outras pessoas sem a utilização de máscara aumenta o risco de contaminação por covid-19 para o próprio indivíduo e para aqueles que estão próximos, explica o infectologista Estêvão Urbano, diretor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

Segundo ele, caso a pessoa que está sem máscara esteja contaminada, ela liberará uma quantidade maior de vírus no ambiente, fazendo com que, mesmo as pessoas que estão de máscara, possam se contaminar. “Ela vai liberar uma quantidade muito grande de vírus no ar e a minha máscara não vai ser capaz de filtrar, principalmente se ela tossir ou espirrar.”

“A sua máscara te protege de forma razoável, mas também protege o outro. Se ambas as pessoas estiverem usando máscara a chance de adoecimento é muito menor.”

A infectologista Lessandra Michelin, da SBI, lembra que muitas vezes o indivíduo pode estar assintomático e transmitindo o vírus.

O infectologista explica que caso a pessoa esteja falando ou comendo, a quantidade de vírus liberada também pode aumentar. “Não vai aumentar tanto quanto se a pessoa tossir ou espirrar, mas aumenta, por isso os restaurantes e refeitórios são ambientes de risco.”

Segundo o médico, o ideal é permanecer nesses ambientes o menor tempo possível e só tirar a máscara na hora de comer ou beber algo. “O distanciamento tem que ser mantido sempre, mesmo quando você está de máscara. Se vai tirar, o ideal é se afastar mais e procurar locais abertos para comer.”

Lessandra lembra que o distanciamento deve ser maior que 1 metro e, idealmente, de 2 metros.

Urbano recomenda que nos momentos em que não estiver comendo, apenas conversando, que as pessoas permaneçam de máscara. “Agora, no caso de fumantes, que vão tirar a máscara para fumar, o ideal é ficar o mais longe possível de outras pessoas.”

O infectologista alerta que, além de utilizar a máscara, é necessário que as pessoas façam o uso de forma adequada. “A proteção diminui proporcionalmente ao tamanho do erro e pode ser zerada sim. Se a pessoa está com a máscara no pescoço, ela não está de máscara.”

Lessandra afirma que é necessário que a máscara cubra a boca e o nariz e seja do tamanho adequado para o rosto da pessoa. É importante trocá-la dentro de 3 ou 4 horas ou sempre que ela umedecer. “Sempre tirando pelas alças e nunca pela frente.”

Urbano não recomenda a utilização de camisetas e bandanas como máscara. “É melhor que nada, mas não tem o formato adequado para o rosto da pessoa e confere muito menos proteção.”

Segundo ele, a melhor opção são as máscaras cirúrgicas. “Se for optar pela de pano, as mais perfeitas na fabricação são as melhores, duplas ou triplas, de preferência de algodão e que se adapte bem ao rosto da pessoa.”

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Direita Honesta disse:

    Mais uma falácia dos medrosos lacradores. Assim como não havia nenhuma comprovação científica da eficácia do isolamento de pessoas saudáveis (ao contrário, serviu para aumentar a contaminação), também não há para as máscaras. Aliás, elas prejudicam a respiração e já houve caso de morte por sua causa (uma menina na Alemanha, por exemplo). Esse vírus já era e as pessoas têm que seguir com suas vidas.

    • Cristian disse:

      Cadê os dados? Já chegou chamando de falacioso e lacrador, mas não postou nada que corrobore.

    • Direita Honesta disse:

      Na verdade, os defensores das máscaras é que deveriam demonstrar sua eficácia,já que andar por aí mascarado não é o normal. E não existe comprovação científica para isso.

  2. Sergio Costa Ribeiro do Carmo disse:

    Só não será risco se estiver em convenção partidária, reunião política, recepcionando político ou a serviço da política.
    Mas é de alto risco se for no trabalho, na escola, em igrejas, cinemas ou qualquer local que signifique produção, educação e cultura.
    Detalhe: Em ônibus e meios de deslocamento público lotado, também não existe risco.

  3. Mitomaniaco disse:

    Que nada.
    O véio imbrochante falou que usar máscara é pra fracos!
    #NãoUsoMascara
    #Bolsonaro2022

  4. Anastácio Perondi disse:

    Isso é conversa ! Eu acredito no meu presidente ! O véio é duro é o véio sabe !

Covid-19: obesidade é fator de risco tão grave quanto ser idoso, descobrem cientistas brasileiros

Foto: Alissa Eckert, Dan Higgins/CDC

A obesidade é um fator de risco para o agravamento da Covid-19 e morte pela doença tão importante quanto ser idoso (entenda por quê). Cientistas brasileiros descobriram que os obesos correm perigo elevado, não importando idade, sexo, etnia ou comorbidades, como hipertensão, doença cardíaca, pulmonar ou diabetes.

Pessoas com sobrepeso também têm risco aumentado, pois este cresce junto com os quilos na balança. Indivíduos acima do peso, mas que não chegam a ser obesos, já têm algum grau de inflamação e podem apresentar deficiências imunológicas, afirma Silvia Sales-Peres, professora da Universidade de São Paulo (USP) em Bauru e coordenadora de uma revisão sistemática sobre o impacto da obesidade sobre a Covid-19.

— Vimos que mesmo em pessoas sem nenhuma outra doença além da própria obesidade, o risco de Covid-19 grave é significativamente maior, inclusive nos jovens. Isso é gravíssimo para o Brasil, no qual a maior parte da população está acima do peso — enfatiza Sales-Peres.

Em abril, médicos já haviam observado uma relação evidente entre a obesidade e a Covid-19 grave. Mas se pensava que isso ocorria porque a obesidade quase sempre está acompanhada de comorbidades. O que o estudo da USP mostra é que somente ser obeso já eleva muito o risco da Covid-19.

Pessoas obesas e aquelas com sobrepeso enfrentam o coronavírus em desvantagem a partir do momento em que são infectadas. E nelas a doença também progride mais depressa para um quadro grave, salienta Sales-Peres.

Apoiado pela Fapesp, o estudo do grupo dela foi publicado na revista Obesity Research & Clinical Practice e analisou dados de nove pesquisas com 6.577 pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 em China, França, Espanha, Itália e Estados Unidos. O estudo mostrou que 9,4% dos obesos internados em UTI morreram.

Uma outra pesquisa internacional, publicada na Obesity Reviews com dados de 399.000 pacientes no mundo, mostrou que pessoas obesas com coronavirus têm 113% mais chance de precisar de internação do que aquelas com peso normal. O risco de internação em UTI é 74% maior e o de morte, 48% superior.

A notícia é particularmente preocupante para o combate da pandemia em países como o Brasil em que 55% da população têm sobrepeso e outros 19,2% são obesos, de acordo com a última pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, com dados de 2018.

Uma série de mecanismos de defesa e de inflamação são desregulados nos obesos e, em menor escala, nas pessoas com sobrepeso. Um dos mais importantes é que por terem mais receptores chamados ECA-2, usados pelo coronavírus para invadir as células, essas pessoas têm maior carga viral.

Além disso, o Sars-CoV-2 se multiplica no tecido adiposo e faz dele um reservatório. O coronavírus não apenas ataca com mais intensidade quanto permanece por mais tempo, explica Sales-Peres.

Tempestade perfeita

Especialista em obesidade, Lício Velloso, professor titular do Departamento de Clínica Médica da Unicamp, salienta que no obeso o corpo está em desequilíbrio permanente. Por isso, é muito mais vulnerável ao coronavírus.

O obeso tem menos defesas contra vírus porque sua imunidade é mais fraca. E também é mais propenso a quadros inflamatórios graves porque já sofre de inflamação crônica. Para piorar, o coronavírus se multiplica e se esconde na gordura. Como se não bastasse, o excesso de tecido adiposo prejudica o funcionamento dos pulmões. Ele é vítima de uma tempestade perfeita.

— A obesidade é por si só uma doença crônica e muito perigosa. Não se trata de falta de força de vontade. É uma doença e deve ser encarada como tal. Isso é fundamental inclusive para combater o estigma — ressalta.

A mesma opinião tem o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Rodrigo Moreira. Ele lembra que já se sabia que os obesos são mais vulneráveis a sofrer o agravamento de outras infecções virais, como a influenza. E acrescenta que há estudos mostrando que neles a vacina contra a gripe é menos eficiente.

Sales-Peres diz que ainda é cedo para saber se o mesmo ocorreria com as vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19.

Pessoas com índice de massa corporal (IMC) acima de 25 são consideradas com sobrepeso, e com mais 30, obesas. O IMC é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado.

Os especialistas são unânimes em destacar a necessidade de políticas públicas para o controle da obesidade, um problema grave antes da pandemia. E esta só piorou as coisas, pois reduziu a mobilidade e a atividade física, o que pode ter levado muita gente a engordar.

No Brasil não existem ainda avaliações disso. Mas na França houve um aumento médio de três quilos por habitante nos primeiros seis meses de pandemia

— A obesidade também é uma pandemia. É uma doença crônica e grave, associada não só a pandemia de coronavírus, mas às principais causas de morte no Brasil e no mundo, as doenças cardíacas e o câncer. Ninguém é obeso porque quer — salienta Moreira.

Ele espera que vá adiante a proposta de rotular alimentos que contém mais açúcar, gordura e sódio. Ela está em análise na Anvisa.

— A população deve ser claramente informada que está consumindo um alimento que vai engordá-la — diz Moreira.

Entenda porque pessoas acima do peso tem mais risco de desenvolver Covid-19 grave

1. A obesidade é por si só uma inflamação crônica de baixo grau, associada ao aumento excessivo das células adiposas. A tempestade de citocinas deflagrada pelo coronavírus, que agrava a Covid-19, seria intensificada nos obesos porque a resposta inflamatória deles já é desequilibrada.

2. Estudos mostraram que pessoas acima do peso, em especial as obesas, têm mais receptores de ECA2,a porta de entrada do Sars-CoV-2 nas células. Isso significa que entram mais vírus nos obesos. A carga viral deles é maior. Esse fator é considerado importantíssimo para o agravamento da Covid-19.

3. Os obesos costumam ser pré-diabéticos ou diabéticos. Eles têm glicose elevada e ela, quando em excesso, prejudica o sistema imunológico. Isso acontece porque a glicose alta afeta os macrófagos. Estes são células da primeira linha de defesa contra vírus, a chamada resposta inata. Os macrógafos fagocitam (engolem) e eliminam o vírus. Também são eles que “apresentam” pedaços do vírus aos linfócitos para que estes possam produzir anticorpos. O excesso de peso, assim, enfraquece as defesas inatas.

4. Os obesos produzem menos interferon. Estes são proteínas também importantes para a resposta inata do organismo ao ataque de vírus. Os interferons tentam bloquear a multiplicação de vírus.

5. O Sars-CoV-2 se multiplica nas células adiposas, de gordura. Se acredita que elas sejam um reservatório “secreto” do vírus.

6. Os obesos têm pior função respiratória. O tecido adiposo comprime o diafragma e não deixa os pulmões funcionarem direito.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Israel disse:

    os gordinhos tão fu….

Pesquisa não encontra evidências de que a asma seja um fator de risco para casos graves de Covid-19

Foto: Reprodução/TV Globo

Uma nova pesquisa, publicada na revista científica “Annals of the American Thoracic Society”, aponta que a asma não é um fator de risco para quadros graves de Covid-19. Segundo os cientistas, uma revisão de estudos internacionais mostra um número baixo de asmáticos entre os pacientes hospitalizados com coronavírus.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram uma meta-análise de outros 15 estudos revisados por pares. Eles também analisaram os prontuários médicos de 436 pacientes com Covid-19 internados no Hospital da Universidade do Colorado para avaliar a probabilidade de pacientes com asma serem intubados com mais frequência do que pacientes sem asma.

“Observamos que, entre os pacientes com Covid-19, aqueles com asma, que tinham uma taxa de prevalência de 12%, não pareciam ter maior probabilidade de serem intubados do que os não asmáticos”, dizem os pesquisadores.

O time de pesquisadores acredita que o uso de inaladores com corticoides que muitas pessoas com asma usam pode tornar mais difícil a entrada do coronavírus pelas vias aéreas.

Essas pessoas podem ter níveis mais baixos de ACE2 (enzima conversora de angiotensina), uma proteína que se liga ao SARS-CoV-2. Pessoas com asma relacionada a alergias também podem apresentar menor expressão de ACE2, usando ou não corticoides.

“A contribuição dos níveis de expressão do receptor ACE2 para a suscetibilidade de Covid-19 ainda não está clara e deve certamente ser investigada mais detalhadamente”, disse Fernando Holguin, um dos autores do estudo. Ele acrescenta que essa relação da asma com o coronavírus deve ser mais estudada.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pepe disse:

    Quem tem asma tem medo,se previne,evita locais empoeirados,aglomerações.

Falta de vitamina D pode aumentar risco de Covid-19, sugere estudo

Foto: Getty Images

Por volta de abril, quando o mundo ainda se perguntava se máscaras ajudavam na prevenção à covid-19 ou se crianças podiam transmitir a doença, já corriam boatos nas redes sociais anunciando pelo menos uma resposta salvadora: a vitamina D, que poderia ser reforçada através de suplementos ou mesmo com a exposição ao sol.

Na época, sociedades científicas e autoridades de saúde alertavam que não havia evidências científicas que sustentassem a defesa do reforço de vitamina D como medida proteção contra a nova doença.

Nesta quinta-feira (3/9), pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, publicaram o que afirmam ser o primeiro estudo que conseguiu avaliar a relação entre níveis de vitamina D e infecção por covid-19.

E o resultado — que deve ser tomados com cautela, segundo os próprios autores — foi: entre pessoas com deficiência de vitamina D, o percentual de infectados foi maior do que na comparação com aqueles sem a deficiência.

Na pesquisa, publicada no periódico científico JAMA Network Open, 489 pacientes que fizeram teste molecular (PCR) para covid-19 tiveram analisados também seus dados sobre níveis vitamina D, que já constavam em um sistema da faculdade de medicina com dados de saúde. Por isso, o estudo é considerado do tipo retrospectivo e observacional — os autores se valeram de dados já registrados, buscando uma conexão entre eles.

Isso é diferente de um estudo clínico randomizado controlado, por exemplo, em que pesquisadores controlam as variáveis (ex: um placebo versus um remédio) e acompanham a evolução do experimento em tempo real, podendo, no fim, mostrar uma relação de causa e efeito.

No estudo divulgado nesta quinta-feira, os autores demonstraram uma associação entre os fatores — deficiência de vitamina D e infecção pelo coronavírus —, mas não podem dizer que uma coisa causou a outra.

Os pacientes foram divididos em grupos, combinando informações sobre níveis de vitamina D no corpo registrados há no máximo um ano antes do teste de covid-19 e possíveis tratamentos que puderam ser recebidos desde então. Os participantes foram, então, divididos em quatro categorias: provavelmente deficiente (níveis baixos de vitamina D e tratamento não aumentado); provavelmente suficiente (níveis não deficientes e tratamento não diminuído); e outros dois grupos com deficiência indefinida.

Do total de pacientes incluídos no estudo, 71 (15%) testaram positivo para covid-19. Entre os participantes considerados deficientes para vitamina D, 19% (32 participantes) testaram positivo, enquanto no grupo sem deficiência, o percentual foi de 12% (39).

“Estudos clínicos randomizados controlados com tratamentos para reduzir a deficiência de vitamina D são necessários para determinar se estas intervenções (com vitamina) podem reduzir a incidência de covid-19, incluindo tanto pesquisas com populações amplas como com grupos de particular risco para deficiência de vitamina D e/ou covid-19”, ressaltam os autores.

Por motivos ainda em estudo, a deficiência de vitamina D (ou hipovitaminose) é comum no Brasil e no mundo.

Mas os autores da pesquisa no JAMA Network Open destacam que, nos EUA, a hipovitaminose é mais comum em pessoas de pele mais escura e com menor exposição ao sol, incluindo aquelas vivendo em lugares de latitude mais alta no inverno. Isso coincide com uma maior prevalência da covid-19 na população negra, por exemplo, e entre aqueles vivendo em cidades do norte do país no fim do inverno.

Portanto, podem haver coincidências entre hipovitaminose e infecção pelo coronavírus que impedem falar em uma causalidade. “A deficiência de vitamina D pode ser uma consequência associada a um conjunto de condições de saúde e hábitos que plausivelmente aumentam o risco da covid-19”, diz o estudo, destacando, porém, que os pesquisadores tentaram isolar estatisticamente o papel de comorbidades como obesidade e hipertensão.

Apesar do nome, a vitamina D é um hormônio. Receptores dele são encontrados em células do sistema imunológico, o que faz supor que a vitamina D tenha um papel no sistema de defesa, o que ainda não foi comprovado totalmente. A vitamina D é ativada sob a exposição ao sol e também adquirida através da alimentação.

EXPERIÊNCIA COM OUTRAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS

Uma pista que os pesquisadores já tinham era relativa a outras infecções respiratórias — estudos clínicos com a vitamina D nestes quadros já haviam mostrado que a suplementação podia diminuir a incidência do adoecimento.

Por outro lado, os autores mencionam também um artigo de julho, publicado no periódico Diabetes & Metabolic Syndrome por outra equipe, e que teve resultados divergentes, indicando uma menor relevância da vitamina D. Neste, a associação entre hipovitaminose e teste positivo para coronavírus não se mostrou estatisticamente relevante.

Mas os pesquisadores da Universidade de Chicago criticam que, neste artigo de julho, os dados sobre níveis de vitamina D eram muito antigos, de 10 a 14 anos antes do diagnóstico de covid-19. Também não houve controle sobre tratamentos realizados neste meio tempo.

Para a equipe que publicou no JAMA Network Open, os resultados recém-divulgados reforçam que a vitamina D tem sim papel no sistema de defesa.

“A vitamina D modula a função imunológica por meio de efeitos nas células dendríticas e nas células T, que podem promover a eliminação do vírus e atenuar as respostas inflamatórias que produzem os sintomas”, diz o artigo.

“Na medida em que previne a infecção, diminui a replicação viral ou acelera a eliminação do vírus, o tratamento com vitamina D pode reduzir a transmissão (da doença). Por outro lado, se a vitamina D reduz a inflamação, ela pode aumentar a transmissão assintomática e diminuir as manifestações clínicas, incluindo a tosse, tornando difícil prever seu efeito na disseminação do vírus”, conclui.

Época, com BBC

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gustavo disse:

    Pode ser, mas pode não ser. Ou não!

Covid-19: Hidroxicloroquina reduz risco de morte em 30%, diz estudo italiano

Foto: Genival Fernandes/ Agência Pixel Press/ Estadão Conteúdo – 04.04.2020

A hidroxicloroquina reduz o risco de morte por covid-19 em 30%. Isso é o que afirma um estudo do Mediterranean Neurological Institute e da Universidade de Pisa, na Itália, publicado no European Journal of Internal Medicine.

O estudo analisou 3.451 pacientes com a doença no período de 19 de fevereiro a 23 de maio em 33 hospitais em diversas regiões da Itália. Os dados desses pacientes foram comparados àqueles que não receberam o medicamento.

“Observamos que os pacientes tratados com hidroxicloroquina tiveram uma taxa de mortalidade hospitalar 30% menor em comparação com aqueles que não receberam esse tratamento”, explicou o autor do estudo, o epidemiologista Augusto Di Castelnuovo, em um comunicado à imprensa.

“Dentro dos limites de um estudo observacional e aguardando resultados de ensaios clínicos randomizados, esses dados não desestimulam o uso da hidroxicloroquina em pacientes internados com covid-19”, conclui o estudo.

De acordo com o médico, os resultados positivos ocorreram principalmente em pacientes que apresentavam um estado inflamatório mais evidente no momento da internação, segundo a pesquisa.

“Nossos dados foram submetidos a análises estatísticas extremamente rigorosas, levando em consideração todas as variáveis ​​e possíveis fatores de confusão que pudessem entrar em jogo. A eficácia do medicamento foi avaliada em vários subgrupos de pacientes ”, afirmou Di Castelnuovo.

A hidroxicloroquina tem sido utilizada no tratamento da malária e de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e síndrome antifosfolipídica. Mais recentemente, apresentou um papel promissor em infecções virais já que inibe a entrada e disseminação viral em em modelos in vitro e in vivo, conforme descreve o estudo.

Devido a essas propriedades, o medicamento tem sido usado para tratamento do ebola, HIV, infecção por SARS-CoV-1 e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e ganhou atenção mundial como uma possível terapia para pacientes com covid-19, segundo a pesquisa.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. MITO pra Sempre disse:

    Bolsonaro já sabia!!!
    Kkkkkkkk
    Quero só vê os comentários de um bando de babacas escrevia aqui.
    Vc tem algum manoel?
    Entregador de pizzas?
    Junim?
    Cabeça de touro?
    Como é que é??
    Vão ficar com a bombinha de ozônio mesmo ne isso?
    Kkkkkkkk
    Kkkkkkk
    Babacas!!!

  2. Erlando Martins disse:

    Bolsonaro tem razão

  3. Pedro disse:

    Deve ser proibido aos ratos tomar…kkkkkkk.

  4. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    E agora Mandeta?

  5. Mitológico disse:

    O Mito está coberto de razão!

  6. Marcelo disse:

    Só não funciona no Brasil, estamos com mais de 125.000 óbitos, e a mais de dois meses mais de 1.100 mortes por dia e a hidroxicloroquina do Brasil deve ser Paraguaia….aliás foi produzida pelo …….

    • Minion de Peixeira disse:

      Tem aí as estatísticas de uso? Traga aí ou cale a 'boca'. Já se fez uma campanha por demais ignominiosa conta o seu uso (precoce e consorciado).

  7. Sou imbroxável disse:

    O Mito tinha razão.

  8. Raimundo disse:

    Pronto o que já era clinicamente comprovado agora é cientificamente comprovado! O presidente apostou e queiram ou não ele tem razão

  9. AYMAR disse:

    A esquerda e os sabichões que não apoia a democracia ficam doidinho kkkk

OMS desaconselha ventilador em local público fechado por causa de risco transmissão da Covid-19

Foto: Divulgação

Após reconhecer parcialmente evidências sobre transmissão da Covid-19 pelo ar, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta semana novas orientações sobre o tema, desta vez alertando para a possibilidade de o ventilador e o ar-condicionado servirem como apoio na propagação do coronavírus de pessoa a pessoa em ambientes fechados.

No formato de “Perguntas e Respostas”, o documento “Ventilação, Ar-Condicionado e Covid” desaconselha o uso de ventiladores em ambientes fechados e compartilhados por pessoas que não vivem na mesma casa e alerta que janelas e portas devem estar sempre abertas durante o uso.

“O ar soprado de uma pessoa infectada diretamente para outra [por meio do ventilador] em espaços fechados pode aumentar a transmissão do vírus de uma pessoa à outra”, alerta a publicação da OMS.

Sobre o uso do ventilador, o documento da OMS orienta:

Deve ser usado somente em casa e em espaço compartilhado por membros da família que vivem juntos

Não deve ser ligado se algum membro da família estiver infectado

Não deve ser ligado quando alguém de fora da casa estiver no ambiente domiciliar (ex: visitas, profissionais que tenham vindo consertar algo, profissionais da saúde etc)

Em locais de trabalho ou escolas, deve-se ligar o ventilador somente “se for inevitável”. Neste caso, deve-se manter porta e janelas do local abertos para permitir a troca de ar do ambiente externo com o interno

Se puder escolher entre um ou outro, escolha o ventilador de teto, já que o de mesa ou pedestal sopra o vento diretamente de uma pessoa a outra

Janelas e portas sempre devem estar abertas durante o uso do ventilador

Sobre o ar-condicionado, a publicação orienta que a função de recirculação do ar não deve ser usada em nenhum momento. Além disso, o aparelho deve ser limpo regularmente e inspecionado com frequência.

Nesta sexta-feira (31), um estudo de Harvard também fez alerta sobre a transmissão do coronavírus pelo ar ao concluir que 59% do surto ocorrido dentro de um cruzeiro no Japão em fevereiro foi por contaminação aérea. O navio em questão é o Diamond Princess, que chegou a ficar quase um mês de quarentena em um porto japonês, com mais de 3,7 mil passageiros e 700 casos.

Transmissão aérea da Covid

No dia 9, após a divulgação de uma carta assinada por cientistas de vários países, a OMS reconheceu que há evidências que confirmem a transmissão do coronavírus pelo ar em alguns locais específicos e sob determinadas condições.

Segundo a organização, estudos recentes levantaram a hipótese do coronavírus, ao ser expelido por um infectado por meio da fala ou tosse, ser capaz de permanecer no ar e ser inalado por outras pessoas que estejam no mesmo ambiente, até horas depois.

No documento publicado do dia 9, a OMS:

Reafirma que reconhece a transmissão aérea pode ocorrer em procedimentos médicos em ambiente hospitalar que geram aerossóis (como em algumas técnicas de oxigenação e ventilação assistida de pacientes).

Alerta que não há estudos que comprovem a transmissão do Sars-Cov-2 por aerossol lançado no ambiente durante a fala normal.

Diz, porém, que não pode ser descartada a transmissão pelo ar em ambientes internos inadequadamente ventilados e lotados como restaurantes, academias de ginástica e karaokês.

Entretanto, a organização considera que, nesses locais aglomerados, a transmissão por gotículas também pode ser um dos fatores combinados de transmissão. E ainda cita que nesses espaços é maior a chance de um “superespalhador” (infectado com alta carga viral) ser o responsável pela transmissão para várias pessoas, sobretudo se cuidados com higiene e máscaras não forem adotados no espaço.

O documento também avaliou relatórios de pesquisadores que apontam surtos da Covid-19 relacionados a aerossóis concentrados em ambientes como restaurantes, academias e durante a prática do canto (como em karaokês e corais).

“Nesses eventos, a transmissão de aerossóis de curto alcance – particularmente em ambientes internos, com espaços lotados e inadequadamente ventilados – por um período prolongado de tempo com pessoas infectadas não pode ser descartada.”

Na quinta (30), a líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, alertou que boates e casas noturnas estão virando focos de coronavírus. “Cada vez mais vemos as boates como espaços de infecções”, disse.

G1

Ministério da Defesa afirma que a América do Sul não é mais considerada uma “área livre” de conflitos

O Ministério da Defesa, em sua nova Política Nacional de Defesa (PND), afirma que a América do Sul não é mais considerada uma “área livre” de conflitos, informa o Estadão.

O documento, que será encaminhado ao Congresso na próxima semana, destaca a possibilidade de “tensões e crises” no continente.

O trecho sobre política externa do documento avalia “possíveis desdobramentos” de crises no regime de Nicolás Maduro em países vizinhos. Por isso, a Defesa afirma que é papel do Brasil “aprofundar laços” no continente.

“Não se pode desconsiderar tensões e crises no entorno estratégico, com possíveis desdobramentos para o Brasil, de modo que poderá ver-se motivado a contribuir para a solução de eventuais controvérsias ou mesmo para defender seus interesses.”

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos disse:

    Tenhamos a consciência que Forças Armadas forte, País forte. Deve-se investir nelas. Têm de estar preparadas. Guerra ninguém quer, mas as tensões mundiais se acirram todos os dias. O Brasil deve, finalmente, ocupar um lugar de destaque.

  2. Joca disse:

    Criar dificuldade para vender facilidade. Estratégia manjada. As duas únicas áreas de conflitos Geopolíticos importantes na América do Sul está na Bolívia e no Chile. Na América do Sul nunca haverá guerra entre países. Os militares querem justificativa para aumentar o gasto/PIB. A última guerra local que o Brasil participou foi a Guerra do Paraguai, isso há mais de 160 anos. De lá pra cá o Brasil gastou trilhões p sustentar uma força armada que não conhece guerra. O cidadão entra para as forças armadas no Brasil sabendo que a chance de participar de guerra real e de 0,00000000001%. É quase um emprego comum.

  3. Beto Araújo disse:

    A ordem do dia! Kkkkkkkkkkkkk, calma, Tribunal Internacional de Haia demora um pouco prá investigar.

  4. Jailson disse:

    E as forças armadas só ganhando dinheiro sem fazer nada

    • Anderson disse:

      Faz um concurso pra ver o que é "não fazer nada" no meio da floresta amazônica, Leão de Whatsapp!

ALECRIM: “É um polo aglutinador de pessoas e difusor do vírus”, diz secretário adjunto da Sesap, que pede pela manutenção da prevenção e distanciamento

Foto: Ilustrativa

Em coletiva sobre a atualização dos números do coronavírus no Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do secretário adjunto, o médico Petrônio Spinelli, chamou a atenção para a necessidade do reforço no isolamento social e citou, em Natal, o bairro do Alecrim em situação de pré-pandemia.

“A localidade recebe fluxo de pessoas de todos os bairros e de muitos municípios do interior. Assim, é um polo aglutinador de pessoas e difusor do vírus”, alertou o médico.

O secretário adjunto de Saúde ainda alertou para a manutenção de todos os cuidados protetivos, de higiene pessoal e coletiva, de distanciamento e isolamento social e uso de máscara.

“Ações imprudentes podem levar a um novo pico de contágio, de pessoas internadas e de mortes. Muitos prefeitos estão entendendo a situação e adotando as medidas orientadas pelo Governo. Mas é preciso que isso seja regra geral”, reforçou.

Nesta quinta-feira(09), há 726 pessoas internadas para tratamento da infecção pelo novo coronavírus, em todo o estado. Deste total, 372 estão em leitos críticos. A ocupação de leitos na região Oeste é de 100% (apesar do acréscimo de 5 novos leitos de UTI), 92% na região Metropolitana de Natal, 70% Pau dos Ferros, 100% no Mato Grande e 83% no Seridó. Dos 7 pacientes na fila de regulação, 6 são residentes nos municípios da região metropolitana de Natal.

Os casos confirmados são 37.046, suspeitos 51.252, 58.331 descartados, óbitos 1.344 (6 nas últimas 24 horas), 188 óbitos em investigação.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sileide. disse:

    Tdos os q vivem batendo no presidente tem rabo preso em mtas sujeiras. Por isso querem derrubar ele de tdo jeito. Mas o Deus do impossível ñ permitirá. E à podridão de tdos aqueles q representam o mal neste país, será revelado. Td de ruim q acontece, eles colocam na conta de Bolsonaro. Mas cedo ou tarde td será descoberto. Tdo mundo ver q é um bando de bandidos, querendo ser o mocinho da história política de nosso país. E o nosso dinheiro suado, indo p contas de pessoas insalubres p o nosso Brasil. Os jornais estam aí mostrando td… e viva à liberdade da imprensa q mostra td ou quase td p à população ver e saber. Mas nós ainda iremos vencer essa batalha juntos, em nome de Jesus Cristo, amém! E quanto ao supremo, minha nossa senhora…. ali talvez só escapa uns 2 ou 3. O resto, ñ merece mais à nossa credibilidade e nem confiança. São traidores do povo. Pq ali é só máscara. Nós estamos bem servidos viu. Q Deus tenha misericórdia de tdos nós amém!

  2. Azevedo disse:

    Secretário, fique calado, pois vocês da secretaria de saúde estadual já falaram muita merda durante esses meses da Covid. Acho que vocês dois da pasta já eram para terem pedido o boné a muito tempo e deixar os cargos para quem realmente entende de gestão de saúde, pois vocês são legos nesse assunto.

  3. genésio disse:

    Acho que devo ter algum distúrbio cognitivo, pois não consigo entender uma coisa: Quando as notícias sobre a covid-19 saem dos representantes da Prefeitura, o tom é otimista e quando vem dos representantes do estado, o tom é o pior possível. Assim fica difícil saber se estamos nos encaminhando para a normalidade ou para o armagedom.

Risco de desabamento atinge 22 prédios na Ribeira, alerta reportagem sobre relatório

Imagem em destaque mostra antiga construção histórica de Natal que desabou na madrugada de domingo (21), na Rua Chile. O imóvel, construído por volta de 1904, abrigou um armazém e uma casa noturna, e já havia sido interditado pela Defesa Civil e ainda tem risco de desabamento em outra parte da estrutura. (Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi).

A Tribuna do Norte destaca uma reportagem nesta terça-feira(23) que alerta sobre um relatório da Defesa Civil de 2018, que
aponta que 22 prédio no bairro da Ribeira, na Zona leste de Natal, foram interditados sob ameaça de queda das marquises provocada por falta de manutenção.

Segundo a reportagem, à época, o relatório alertava diversos destes prédios listados em estado avançado de deterioração. Reportagem completa pode ser conferida aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    Aconselho aos q costumam pela cidade alta e ribeira, cuidado ao passar por baixo de marquises de prédios antigos, está um risco iminente de acidente

  2. Ricardo disse:

    No que dá um monte de burocrata esquerdista botando areia em quem quer empreender.