Uma equipe de pesquisadores do King’s College London conseguiu, pela primeira vez, identificar um novo gene que pode prevenir que o HIV se espalhe depois de entrar no organismo.
Publicado na revista “Nature”, o estudo é o primeiro a identificar o papel do gene MX2 em humanos na inibição do vírus causador da Aids. Pesquisadores dizem que o gene poderia ser um novo alvo para tratamentos menos tóxicos e mais efetivos, em que o próprio sistema de defesa do corpo seria mobilizado contra o vírus.
Cientistas realizaram experimentos em laboratório com células humanas, introduzindo o vírus em duas linhas celulares diferentes e observaram os efeitos. Numa linha celular, o gene MX2 foi “ligado”, enquanto que na outra, “silenciado”. Eles perceberam que nas células em que o MX2 foi silenciado, o vírus se replicou e se espalhou. Nas outras, o vírus não foi capaz de se replicar e novos vírus não foram produzidos.
– Esta é uma descoberta excitante que traz avanços na compreensão de como o vírus HIV interage com o sistema imune e abre oportunidades para desenvolver novas terapias para tratar a doença. Até agora nós sabíamos muito pouco sobre o gene MX2, mas hoje reconhecemos tanto a sua potente função antiviral quanto a sua importância na vulnerabilidade do ciclo de vida do HIV – disse um dos coordenadores do estudo, Mike Malim, do Departamento de Doenças Infecciosas do King’s College London.
Segundo o professor, desenvolver drogas para estimular os inibidores naturais do corpo é uma abordagem importante, já que isto evita a resistência aos medicamentos. De acordo com o pesquisador, existem dois caminhos: é possível desenvolver tanto uma molécula que imita o papel de MX2 ou um medicamento que ativa a capacidade natural do gene.
– Embora pessoas com HIV estejam vivendo mais, com vidas mais saudáveis graças aos tratamentos atuais mais eficientes, eles podem ser tóxicos para o corpo, e a resistência à droga pode se tornar um problema no uso de longo prazo – acrescentou.
O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, citou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em duas propostas de delação premiada apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, Vorcaro afirmou ter repassado R$ 20 milhões em caixa dois para a campanha de Silveira ao Senado Federal nas eleições de 2022.
As informações, no entanto, foram consideradas insuficientes por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. De acordo com os investigadores, Vorcaro não detalhou quais teriam sido as contrapartidas relacionadas ao suposto acordo. Procurado, o ministro não se manifestou sobre o caso. Pessoas próximas a Silveira afirmam que ele sequer conhecia o banqueiro naquele período.
Filiado ao PSD, Alexandre Silveira disputou a reeleição ao Senado por Minas Gerais em 2022, integrando a chapa do então candidato ao governo estadual Alexandre Kalil. Ambos acabaram derrotados nas urnas por Cleitinho e Romeu Zema, respectivamente.
Em dezembro de 2024, Silveira participou de uma reunião no Palácio do Planalto com Vorcaro e o presidente Lula. O encontro foi articulado pelo ex-ministro Guido Mantega e contou ainda com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Gabriel Galípolo, então indicado para a presidência do Banco Central.
Não há registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de doações feitas por Vorcaro ou por seu cunhado, Fabiano Zettel, à campanha de Silveira ao Senado. Zettel declarou oficialmente doações de R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro e de R$ 2 milhões à de Tarcísio de Freitas nas eleições de 2022.
Reportagem da Folha de S.Paulo revelou ainda que Silveira esteve na residência de Vorcaro, em Belo Horizonte, no dia do segundo turno das eleições municipais de 2024. Em mensagens enviadas à então noiva, o banqueiro relatou estar reunido com o ministro e com o empresário Eduardo Wanderley, sócio da 3D Mineração, empresa que recebeu investimentos do Banco Master.
Até o momento, Alexandre Silveira é o principal integrante do governo Lula citado nas delações de Vorcaro. Antes disso, as atenções estavam voltadas para nomes ligados ao PT da Bahia, como o ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, mencionados em apurações sobre o credenciamento do Credcesta e o modelo de edital utilizado para a operação do cartão de benefícios administrado pelo Banco Master.
Levantamento do Instituto Veritá para o Governo do Rio Grande do Norte mostra que Álvaro Dias (PL) venceria todos os adversários testados em simulações de segundo turno.
No cenário contra Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro registra 52,0% dos votos válidos, enquanto o prefeito de Mossoró aparece com 48,0%.
Já em um eventual confronto contra Cadu Xavier (PT), Álvaro amplia a vantagem e alcança 58,0% dos votos válidos, contra 42,0% do adversário.
A pesquisa também simulou uma disputa entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier. Nesse cenário, Allyson lidera com 56,8% dos votos válidos, ante 43,2% do candidato petista.
Os números indicam que Álvaro Dias venceria todos os adversários testados pelo Instituto Veritá em cenários de segundo turno para o Governo do Estado.
Dados da pesquisa: levantamento realizado pelo Instituto Veritá entre os dias 27 e 31 de maio de 2026, com 1.220 entrevistados. Registro no TRE-RN: RN-06276/2026.
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados citam livremente o nome do candidato de sua preferência, Álvaro Dias (PL) também aparece na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.
O ex-prefeito de Natal registra 42,2% das citações. Cadu Xavier (PT) aparece em segundo lugar, com 30,8%, seguido por Allyson Bezerra (União Brasil), com 24,9%. Outros nomes somam 2,1%.
Dados da pesquisa: levantamento realizado pelo Instituto Veritá entre os dias 27 e 31 de maio de 2026. Foram entrevistados 1.220 eleitores. Registro no TRE-RN: RN-06276/2026.
Levantamento do Instituto Veritá para o Governo do Rio Grande do Norte aponta liderança de Álvaro Dias (PL) na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Álvaro Dias aparece com 41,6% das intenções de voto. Em seguida estão Cadu Xavier (PT), com 28,3%, e Allyson Bezerra (União Brasil), com 27,8%. Outros candidatos somam 2,3%.
Dados da pesquisa: levantamento realizado pelo Instituto Veritá entre os dias 27 e 31 de maio de 2026. Foram entrevistados 1.220 eleitores. Registro no TRE-RN: RN-06276/2026.
Nesta terça-feira (9), os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Dra. Eudócia (PSDB-AL) protagonizaram um bate-boca durante uma audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que discutia a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
A discussão ganhou força quando Renan tentou relacionar o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), filho de Dra. Eudócia, ao caso envolvendo o Banco Master. Em resposta, a senadora saiu em defesa do filho, afirmou não temer o colega parlamentar e fez duras críticas ao senador alagoano.
“Estou aqui representando Alagoas e exijo respeito. O senhor é o homem mais corrupto do Brasil”, declarou Eudócia, pedindo ainda que sua fala fosse registrada nas notas taquigráficas da sessão. A senadora também afirmou que o patrimônio de Renan Calheiros teria origem em práticas de corrupção.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou na noite de terça-feira (9) que apoiará a campanha do seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao Palácio do Planalto “no momento certo”. Segundo ela, a sua prioridade ainda é cuidar da saúde do seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após o lançamento da pré-candidatura do deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF) à Câmara dos Deputados, questionada por jornalistas se pretendia ou não ajudar a campanha de Flávio, Michelle respondeu: “No momento certo, com certeza. No momento, agora quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido”.
Cotada para uma vaga ao Senado pelo PL (Partido Liberal), Michelle tem se dedicado aos cuidados com Bolsonaro, que tem uma série de problemas de saúde. Em 2025, o ex-presidente foi condenado a 27 anos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado e, atualmente, cumpre prisão domiciliar.
A presidente do PL Mulher, ala do partido voltada para o eleitorado feminino, voltou a reforçar que a sua “prioridade” é a sua casa, em referência a Bolsonaro e à sua filha, Laura Bolsonaro. “Não tenho como pensar no amanhã se hoje eu tenho que estar firme e forte para poder cuidar dele”, destacou.
No entanto, Michelle afirmou que a sua eventual candidatura é um “desejo do coração” do ex-chefe do Executivo.
Além de Flávio, a ex-primeira-dama também teve o nome ventilado para uma candidatura à Presidência. Contudo, em dezembro, o ex-presidente Jair Bolsonaro oficializou a escolha do filho mais velho para ser seu sucessor na disputa.
Michelle tem evitado defender Flávio no que diz respeito à sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No mês passado, a agência de notícias Intercept Brasil divulgou conversa em que o senador cobra R$ 134 milhões ao empresário, que está preso e é investigado por um esquema bilionário de fraudes financeiras.
A comunidade do BMX está de luto pela morte de Júlio César Gomes, conhecido como Dudu, aos 39 anos. Segundo informações apuradas, ele foi vítima de um acidente de trânsito.
Reconhecido pelo incentivo ao bicicross e pela dedicação ao esporte, Dudu deixa um legado marcado pela formação de atletas, amizade e paixão pela modalidade.
Nas redes sociais, homenagens destacam sua importância para o crescimento do BMX e seu exemplo dentro e fora das pistas. “Sua história e seu legado jamais serão esquecidos.”
A Federação Norte Riograndense de Bicicross (FNBX) também manifestou pesar pela perda, ressaltando que sua paixão pelo esporte, amizade e compromisso deixarão marcas permanentes em todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele.
A residência oficial do Brasil em Roma do Itamaraty tornou-se, nos últimos anos, refúgio de artistas que declararam apoio ao presidente Lula (PT) na eleição de 2022. Mantido com recursos públicos, o prédio histórico no centro da capital italiana deu guarida, durante o governo Lula III, a artistas como as cantoras Fafá de Belém e Mônica Salmaso e os escritores Marcelo Rubens Paiva e Aline Bei, entre outros.
A lista foi obtida pela coluna via Lei de Acesso à Informação (LAI). Esses artistas foram mencionados porque viajaram com recursos públicos do Programa de Diplomacia Cultural — uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores para a promoção da cultura brasileira no exterior.
Outros hóspedes, como o ator Fábio Porchat, não constam da lista. Porchat viajou com recursos próprios e foi recebido como hóspede privado do embaixador brasileiro em Roma, Renato Mosca.
Ao todo, o Itamaraty informou as estadias de 68 pessoas e seus acompanhantes. A maioria é de autoridades e seus assessores, inclusive o presidente Lula, a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) e a ex-presidente Dilma Rousseff (leia mais abaixo).
Como mostrou a coluna, a operação dos prédios de embaixadas e residências oficiais do Brasil no exterior custou pelo menos R$ 240,5 milhões em 2025.
Shows de Fafá de Belém custaram R$ 273 mil
Fafá de Belém hospedou-se na residência oficial em Roma entre os dias 18 e 22 de maio de 2024, junto com o multi-instrumentista André Mehmari — os dois apresentaram-se em Roma e em San Marino (um pequeno país dentro da Itália). O valor aprovado para a atividade foi de 45.122,00 euros, equivalente a R$ 273,8 mil em valores de hoje.
Em 2022, a cantora publicou vídeo em suas redes sociais declarando apoio a Lula no 1º turno. “Pela permanência do Estado Democrático, pela vida, por quem sobreviveu, por quem está aqui hoje, pela minha filha (…), eu, Maria de Fátima, Fafá de Belém, 66 anos, voto Lula”, diz ela na postagem.
O valor da atividade de Fafá de Belém foi bem maior do que o da cantora Mônica Salmaso — ela e dois músicos que a acompanham também se hospedaram na residência oficial em Roma, em outubro de 2024. No caso dela, a atividade foi orçada em 7.650 euros, o que equivale a R$ 51,2 mil no câmbio da época, corrigido pela inflação.
Desde fevereiro deste ano, a coluna tenta obter a lista de hóspedes das embaixadas brasileiras no exterior via Lei de Acesso à Informação. Inicialmente, o Itamaraty negou acesso às informações, alegando tratar-se de pedido “desarrazoado” e “desproporcional”.
No entanto, no fim de maio, a Controladoria-Geral da União acolheu um recurso da reportagem e determinou a liberação dos dados.
Itamaraty hospedou Dilma Rousseff, Barroso e Messias em Roma
A maioria dos hóspedes das residências do Itamaraty em Roma é composta por políticos, autoridades e servidores públicos.
Hospedaram-se lá o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro passado, e o ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Joseli Camelo. O local também foi usado pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, entre outros.
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também ficou na residência oficial entre os dias 22 e 27 de abril de 2024.
Itamaraty: hóspedes participam de iniciativas diplomáticas
Ao responder o pedido da Lei de Acesso, o Itamaraty incluiu uma pequena explicação sobre o funcionamento da embaixada brasileira em Roma. Segundo a pasta, o posto “contribui para a promoção do Brasil na Itália ao sediar atividades institucionais, culturais, de promoção comercial, atração de investimentos, cooperação científico-tecnológica e acadêmica e diplomacia pública”. Apresentações culturais são parte desse esforço, disse o Itamaraty.
“No caso de artistas e demais personalidades que vêm a Roma para participar de eventos organizados pela Embaixada, a eventual hospedagem na residência oficial ocorre como forma de apoio institucional, em razão de sua participação em iniciativas de caráter público, contribuindo para a promoção dos interesses do Brasil no exterior”, disse o órgão em sua manifestação.
A jornalista, influenciadora digital e pré-candidata a deputada estadual Leonora Áquilla voltou a comentar o debate sobre o uso de banheiros femininos por mulheres trans.
Leonora classificou como “absurda” a proibição de mulheres trans em banheiros femininos e questionou: “Cadê a sororidade?”.
Conforme o perfil Luiz Bacci, ela afirmou que a discussão não deve ser tratada apenas como uma pauta política ou eleitoral, mas também como uma questão ligada ao cotidiano de pessoas trans.
Segundo ela, muitas mulheres trans evitam até beber água em determinados locais por receio de constrangimentos ao utilizar banheiros públicos.
Leonora também contestou a associação entre mulheres trans e riscos em banheiros femininos. De acordo com ela, não existem dados que sustentem esse argumento.
A declaração repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o acesso de mulheres trans a espaços femininos, tema que segue dividindo opiniões no Brasil.
A eleição presidencial no Peru segue indefinida e mantém o país em clima de tensão. Com 97% das urnas apuradas, o candidato de esquerda Roberto Sánchez aparece com 50,07% dos votos, enquanto Keiko Fujimori soma 49,93%.
A diferença entre os dois concorrentes é de apenas 25.270 votos, o que mantém a disputa aberta na reta final da apuração, segundo informações da CNN.
Os números divulgados na madrugada desta quarta-feira (10) mostram que a vantagem de Sánchez diminuiu ao longo das últimas horas. Mais cedo, a diferença era de cerca de 41 mil votos.
Reta final da apuração
Quarta-feira (10)
04h32: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 25 mil votos de diferença (97% das urnas apuradas)
02h40: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 31 mil votos de diferença (96,8% das urnas apuradas)
País enfrenta crise política
Analistas avaliam que o resultado reflete a forte divisão política e social vivida pelo Peru.
O país caminha para eleger seu 9º presidente em apenas 10 anos, após sucessivas crises institucionais, renúncias e afastamentos de chefes de Estado envolvidos em escândalos de corrupção.
Atualmente, quatro ex-presidentes peruanos estão presos.
Segundo especialistas, a população demonstra crescente desconfiança nas instituições e no sistema político. Muitos eleitores votaram mais por rejeição ao adversário do que por apoio entusiasmado a um candidato.
Keiko Fujimori disputa a Presidência pela quarta vez e fez campanha defendendo uma política mais rígida de combate ao crime.
Já Roberto Sánchez, aliado político do ex-presidente de esquerda Pedro Castillo, buscou moderar o discurso econômico durante a campanha para atrair eleitores de centro e reduzir a preocupação do mercado financeiro.
Comente aqui