Cientistas brasileiros testaram com sucesso droga que combate a aids contra o coronavírus Sars-CoV-2 em laboratório

Foto: AFP

Uma droga usada no tratamento de pessoas com Aids se tornou uma esperança para o combate à Covid-19. Cientistas brasileiros testaram com sucesso contra o coronavírus Sars-CoV-2 em laboratório o antirretroviral fumarato de tenofovir desoproxila, empregado contra o HIV. Dentro de duas semanas, ele deve começar a ser testado em pacientes com Covid-19 de baixa e média gravidade.

O tenofovir não faz parte da lista de drogas selecionadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para testes em larga escala no mundo. Mas um grupo de cientistas de São Paulo descobriu que sua composição o torna um candidato em potencial para combater o Sars-CoV-2.

Ele tem a capacidade de se ligar num trecho específico de uma proteína importante para o coronavírus se multiplicar dentro de células humanas infectadas, explica Eurico Arruda, professor titular de virologia da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto e um dos autores do estudo.

O trabalho começou quando o pesquisador Norberto Lopes, do Núcleo de Apoio a Pesquisa em Produtos Naturais e Sintéticos (NPPNS), da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto, viu que a estrutura química do tenofovir o tornava promissor contra o Sars-CoV-2. Lopes estuda há anos formas de simplificar e baratear síntese no Brasil de antirretrovirais usados no tratamento da Aids, conhece bem sua estrutura, e trabalhou no projeto em associação com Giuliano Clososki, também da Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

Arruda e Luis Lamberti da Silva, que também é da Faculdade de Medicina, testaram a droga contra Sars-CoV-2 em cultura e verificaram que o tenofovir inibia a produção de vírus, por emperrar o mecanismo de multiplicação do coronavírus.

Emperrado, sua replicação fica ineficiente, e a infecção não vai adiante. Em cultura de células, a droga conteve o causador da Covid-19, e o passo seguinte é descobrir se o sucesso no laboratório se repete em pacientes — não custa lembrar que muitas substâncias fracassam nessa etapa.

Os testes clínicos com doentes de Covid-19 serão realizados em parceria com o Hospital São José de Doenças Infecciosas, em Fortaleza. A instituição do governo estadual do Ceará participa de estudos contra a Covid-19 e se interessou pelo tenofovir.

Em duas semanas

Após receber a autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), diz Arruda, os testes com pacientes devem ser iniciados dentro de duas semanas num projeto com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Os testes devem ser realizados com pacientes cujo quadro ainda não evoluiu para a chamada tempestade imunológica, quando o ataque descontrolado do sistema de defesa se torna mais grave do que a ação do coronavírus em si. São pacientes de leve e média gravidade, mas que poderiam ter o avanço da doença revertido por medicamentos.

Será testado tanto o tenofovir sozinho quanto em combinação com outro antirretroviral chamado entricitabina. Os dois já são usados juntos no coquetel anti-Aids cujo nome comercial é truvada.

— Nenhuma dessas drogas de uso redirecionado é a solução para a Covid-19. Mas, potencialmente, podem ajudar muito os doentes num momento em que não existe tratamento específico, vacina, e o Brasil já passa do meio milhão de infectados — frisa Arruda.

Extra – O Globo

Pesquisadores atingem novos resultados contra vírus HIV com radioimunoterapia e renovam esperança de cura da Aids

2013-668741387-2013120209858.jpg_20131202 Pela primeira vez na luta contra o HIV, pesquisadores conseguiram atingir os reservatórios do vírus no corpo humano, indicando uma esperança de cura para a Aids. Apresentado na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA ), o estudo utilizou radioimunoterapia e conseguiu reduzir a infecção a níveis indetectáveis em amostras de sangue de pacientes tratados com antirretrovirais.

A terapia antirretroviral altamente ativa (HAART, na sigla em inglês), é capaz de melhorar a qualidade de vida de infectados pelo HIV e reduzir em 96% a taxa de transmissão do vírus, já que suprimi a sua replicação no organismo. No entanto, os cientistas já haviam identificado reservatórios de células infectadas de forma latente que persistiam no corpo, o que impossibilitava uma cura permanente.

– Num paciente tratado com HAART, as drogas suprimem a replicação viral, o que significa que elas baixam o número de partículas virais na corrente sanguínea. Entretanto, o HAART não pode matar as células infectadas pelo HIV – disse Ekaterina Dadachova, professora de radiologia, microbiologia e imunologia da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, e principal autora do estudo. – Qualquer estratégia para curar a infecção pelo HIV deve incluir um método para eliminar as células infectadas por vírus.

Em seu estudo, Ekaterina e uma equipe de pesquisadores administraram radioimunoterapia em amostras de sangue de 15 pacientes com HIV tratados com HAART no Centro Einstein-Montefiore para Pesquisas da Aids.

Historicamente utilizada para combater tumores, a radioimunoterapia usa células de anticorpos monoclonais – clonados a partir de um linfócito B -, que são recrutadas pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar os antígenos, objetos estranhos tais como bactérias e vírus que estimulam uma resposta imune no organismo.

Concebido para reconhecer e se ligar a um antigénio celular específico, o anticorpo utilizado na terapia é combinado em laboratório com um isótopo radioativo. Quando injetado na corrente sanguínea do paciente, ele viaja para a célula-alvo, onde a radiação é então introduzida.

– Na radioimunoterapia os anticorpos se ligam às células infectadas e as matam por radiação – afirmou Ekaterina. – Quando ela é combinada com o HAART, eles matam o vírus e as células infectadas, respectivamente.

Os pesquisadores uniram o anticorpo monoclonal (mAb2556), projetado para atacar uma proteína expressa na superfície das células infectadas pelo HIV, com o radionuclídeo bismuto-213.

– Os testes eliminaram pelo menos mais da metade de todas as células infectadas em cada amostra. Em muitos casos, eliminaram todas as células – explicou a pesquisadora ao GLOBO.

No geral, a infecção foi reduzida a níveis indetectáveis, e as células infectadas foram destruídas sem prejuízo para as células vizinhas.

Atuação no cérebro

Uma parte importante do estudo testou a capacidade do anticorpo radiomarcado de atingir células infectadas com o HIV no cérebro e no sistema nervoso central (SNC). Utilizando um modelo in vitro da barreira hematoencefálica – estrutura membrânica que atua principalmente para proteger o SNC -, os investigadores demonstraram que o novo anticorpo conseguiu atravessá-la e matar as células infectadas pelo HIV, sem qualquer dano para a membrana.

– O tratamento antirretroviral penetra apenas parcialmente a barreira hematoencefálica, o que significa que, mesmo se um paciente está livre de HIV de forma sistêmica, o vírus ainda é capaz de a atingir o cérebro, causando transtornos cognitivos e declínio mental – relatou Ekaterina. – O nosso estudo mostrou que a radioimunoterapia é capaz de matar as células infectadas por HIV, tanto sistemicamente quanto no sistema nervoso central.

Mesmo em níveis indetectáveis, a infecção pode voltar nos casos em que as células infectadas não foram completamente removidas.

– É por isso que planejamos administrar o tratamento ao menos duas vezes nos pacientes no futuro – contou Ekaterina.

Ensaios clínicos em pacientes com HIV são o próximo passo da pesquisa. Segundo estimativas da pesquisadora, os testes devem ser realizados em meados de 2014.

O Globo

Dia Mundial de Luta contra Aids terá ações no Rio Grande do Norte

No dia 1º de dezembro, Dia Mundial da Luta contra a Aids, serão realizadas no Rio Grande do Norte várias ações para incentivar o diagnóstico precoce do HIV, da sífilis, das hepatites B e C, além de indicar o tratamento gratuito como um direito garantido pelo SUS e reforçar o uso da camisinha como forma mais eficaz de prevenção as doenças sexualmente transmissíveis (DST). No RN, já foram registrados 3594 casos de Aids em adultos, no período de 2000 a 2012.

A programação do Dia Mundial, que será no próximo domingo começa com dois passeios ciclísticos organizados pela Associação dos Ciclistas do RN (ACIRN) e ONG Baobá em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Em Natal os ciclistas se concentram às 7h30, em frente ao Supermercado Nordestão do bairro Santa Catarina na Zona Norte; na cidade de Santa Cruz, a concentração será na Praça da Matriz de Santa Rita de Cássia, às 15h30.

No mesmo dia, a Sesap realiza das 9h às 15h a entrega de preservativos na praia da Redinha. A programação prossegue até o dia 20 com palestras de orientação e prevenção, a realização de seminários de prevenção às DSTs com foco na terceira idade e a inauguração, no dia 04, da Academia de Saúde, no Complexo Cultural da Zona Norte.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual DST/AIDS e Hepatites Virais, Sônia Cristina Lins da Silva, a população terá acesso aos testes rápidos, durante este mês, nas Unidades Básicas de Saúde, nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e nos Serviços de Atendimento Especializados (SAE), além de postos montados em locais de grande movimentação de pessoas como praças e feiras, de acordo com a proposta local.

Homens detêm maioria dos casos

Dos 3594 mil casos de aids em adultos no Rio Grande do Norte, 67% correspondem ao sexo masculino e 33% ao sexo feminino, o que revela uma razão média de 02 casos em homens para 01 em mulheres. A faixa etária mais freqüente é a de 30 a 39 anos, porém chamamos a atenção para as faixas etárias de 13 a 24 anos e acima de 60 anos por apresentarem um crescimento significativo. No Rio Grande do Norte, em 2011 e 2012, 56% dos casos registrados ocorreram em mulheres e 44% nos homens. A faixa etária predominante foi a de 20 a 29 anos, chamando a atenção para um significativo aumento no número de casos nas pessoas maiores de 60 anos.

Nas gestantes, a sífilis revela uma prevalência oito vezes maior que o HIV, porém apenas 30% delas têm o diagnóstico em momento oportuno. A faixa etária predominante também é a de 20 a 29 anos (54%). A sífilis congênita (quando a doença é transmitida da mãe para o bebê) encontra-se em crescimento, com uma taxa de incidência em 2012 de 5,9 casos por mil nascidos vivos, enquanto que a média do Brasil é de 2,3 casos por mil nascidos vivos. Este crescimento tem sua provável causa na falta de diagnóstico e tratamento da sífilis no adulto, antes da gestação, no período gestacional e nos parceiros.

Hepatite B

Já a série histórica da hepatite B, no RN de 2005 a 2012, mostra uma razão de dois casos em homens para um caso em mulheres. A faixa etária mais freqüente é a de 20 a 29 anos. Em cerca de 3% dos casos notificados há coinfecção com o vírus HIV, causador da aids. A hepatite C tem como meio de transmissão principal a via parenteral. No Rio Grande do Norte, a série histórica de 2005 a 2012 mostrou que há uma tendência ao crescimento da frequência dos números de casos conforme a idade avança. Assim, a faixa etária predominante é a 50 a 59 anos. Dos casos notificados, 93% apresentaram a forma clínica crônica e 3% deles apresentaram coinfecção com o vírus HIV.

“Diante desse cenário, o PE/DST/Aids e Hepatites Virais tem utilizado as ações do Fique Sabendo como estratégia para conscientizar e sensibilizar os gestores, profissionais de saúde e a sociedade acerca da responsabilidade de cada um no enfrentamento dessas doenças”, conclui Sônia Cristina.

Sesap trabalha para redução de casos de Aids no Rio Grande do Norte

Um relatório divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 23 de setembro mostra uma redução no número de novos infectados pela aids em todo o mundo. Houve uma queda de 33% de novos casos, entre 2001 e 2012, incluindo crianças e adultos. Em 2011, o órgão estimava que em 2012 teríamos 2,5 milhões de novos infectados, mas segundo o relatório, esse número caiu para 2,3 milhões de pessoas infectadas, fato que não se reflete na realidade local. No Rio Grande do Norte no período de 2000 a 2012 foram diagnosticados 3594 casos da doença em adultos. Cerca de 60% destes casos segundo dados do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais, da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), concentram-se na região metropolitana de Natal.

No entanto, apesar de não haver redução, os dados mostram que a epidemia está sob controle. O Estado, através do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais (PE-DST/Aids e HV) da Sesap, tem investido na prevenção da transmissão do HIV, vírus causador da Aids, tanto com a distribuição de insumos de prevenção, de janeiro a julho deste ano foram distribuídos cerca de 3 milhões de preservativos masculinos e 75 mil femininos aos municípios. Como também tem atuado para conter a transmissão vertical do vírus (de mãe para filho através do parto e/ou da amamentação), através da implantação de testes rápidos para HIV em serviços da Atenção Básica e maternidades, e investido na capacitação de profissionais.

Com relação à assistência às pessoas com HIV/aids, a Sesap tem investido na descentralização da assistência no Estado, através da  implantação dos Serviços de Atenção Especializada em Aids (SAE’s), uma parceria com os municípios. Atualmente o RN conta com oito SAE’s implantados em unidades de saúde nos municípios de Pau dos Ferros, Caicó, São José de Mipibu, Parnamirim, Santa Cruz, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e Natal (SAE Natal), além dos ambulatórios dos hospitais de referência estaduais no Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, e Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró.

Além do investimento na ampliação da cobertura da assistência no Estado, a Secretaria também dispõe de programas de qualidade de vida para os usuários, como o Programa de Práticas Corporais/Atividade Física, que em parceria com a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, oferece aulas de atividade física e acompanhamento, nos municípios de Natal e Mossoró. A estratégia, segundo a responsável técnica pelo PE-DST/Aids e HV, Sônia Cristina Lins, “vem se mostrando bastante eficaz para a promoção da qualidade de vida, redução das vulnerabilidades e riscos dos participantes em contraírem e desenvolverem novas doenças” – destaca.

De acordo com o relatório, atualmente cerca de 35 milhões de pessoas vivem com Aids no mundo.  O aumento do acesso ao tratamento tem dado mais sobrevida aos portadores, o que faz crescer também o número de pessoas notificadas com Aids. Segundo a ONU, a expectativa é que em 2015 ao menos 15 milhões estejam recebendo tratamento. Até o fim de 2012, o número era de 9,7 milhões. A ONU comemora também a redução no número de mortes, em torno de 30% em relação a 2005. Em 2012, 1,6 milhões de pessoas morreram por causa da doença.

Cientistas identificam gene que pode prevenir que o HIV se espalhe pelo corpo

62011Uma equipe de pesquisadores do King’s College London conseguiu, pela primeira vez, identificar um novo gene que pode prevenir que o HIV se espalhe depois de entrar no organismo.

Publicado na revista “Nature”, o estudo é o primeiro a identificar o papel do gene MX2 em humanos na inibição do vírus causador da Aids. Pesquisadores dizem que o gene poderia ser um novo alvo para tratamentos menos tóxicos e mais efetivos, em que o próprio sistema de defesa do corpo seria mobilizado contra o vírus.

Cientistas realizaram experimentos em laboratório com células humanas, introduzindo o vírus em duas linhas celulares diferentes e observaram os efeitos. Numa linha celular, o gene MX2 foi “ligado”, enquanto que na outra, “silenciado”. Eles perceberam que nas células em que o MX2 foi silenciado, o vírus se replicou e se espalhou. Nas outras, o vírus não foi capaz de se replicar e novos vírus não foram produzidos.

– Esta é uma descoberta excitante que traz avanços na compreensão de como o vírus HIV interage com o sistema imune e abre oportunidades para desenvolver novas terapias para tratar a doença. Até agora nós sabíamos muito pouco sobre o gene MX2, mas hoje reconhecemos tanto a sua potente função antiviral quanto a sua importância na vulnerabilidade do ciclo de vida do HIV – disse um dos coordenadores do estudo, Mike Malim, do Departamento de Doenças Infecciosas do King’s College London.

Segundo o professor, desenvolver drogas para estimular os inibidores naturais do corpo é uma abordagem importante, já que isto evita a resistência aos medicamentos. De acordo com o pesquisador, existem dois caminhos: é possível desenvolver tanto uma molécula que imita o papel de MX2 ou um medicamento que ativa a capacidade natural do gene.

– Embora pessoas com HIV estejam vivendo mais, com vidas mais saudáveis graças aos tratamentos atuais mais eficientes, eles podem ser tóxicos para o corpo, e a resistência à droga pode se tornar um problema no uso de longo prazo – acrescentou.

O Globo

Avanço: Vacina contra Aids funciona em macacos

2013-597275913-2013-593730887-VIRUS_20130304.jpg_20130316Uma vacina contra o HIV desenvolvida pela Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, nos Estados Unidos, tem tido bons resultados e foram publicados na revista “Nature”. Ela está sendo testada numa forma do vírus que ocorre em primatas, o vírus da imunodeficiência símia (SIV, na sigla em inglês).

– Até agora, apenas casos clínicos raros foram curados da Aids – afirmou o diretor da Universidade de Oregon, Louis Picker. – Esta pesquisa sugere que certas respostas do sistema imune provocadas pela vacina podem remover completamente o HIV do corpo.

Os pesquisadores modificaram geneticamente o citomegalovírus, o CMV, um vírus que está presente em grande parte da população, e o tornaram capaz de buscar e destruir as células infectadas pelo HIV. No estudo, cerca de 50% dos macacos infectados que receberam o patógeno acabaram eliminando todos os traços do vírus, ou seja, foram curados “funcionalmente”.

– Através deste método, ensinamos o corpo do macaco a preparar suas defesas para combater a doença – explicou Picker. – Nossa vacina mobilizou a resposta das células T que foram capazes de suprimir os invasores de HIV em 50% dos casos tratados. Além disso, nestes casos com resposta positiva, nossos testes sugerem que o vírus foi banido. Estamos esperançosos de que parear o CMV modificado com o HIV poderá nos levar a resultados similares em humanos.

O Globo

Vacina brasileira contra a Aids será testada em macacos

 Uma vacina brasileira contra o vírus HIV, causador da Aids, começará a ser testada em macacos no segundo semestre deste ano. Com duração prevista de 24 meses, os experimentos têm o objetivo de encontrar o método de imunização mais eficaz para ser usado em humanos. Concluída essa fase, e se houver financiamento suficiente, poderão ter início os primeiros ensaios clínicos.

Denominado HIVBr18, o imunizante foi desenvolvido e patenteado pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca.

A pesquisa foi baseada no sistema imunológico de um grupo especial de portadores do vírus que mantêm o HIV sob controle por mais tempo e demoram para adoecer. No sangue dessas pessoas, a quantidade de linfócitos T (tipo de células de defesa) do tipo CD4 – o principal alvo do HIV – permanece mais elevada que o normal.

“Já se sabia que as células TCD4 são responsáveis por acionar os linfócitos T do tipo CD8, produtores de toxinas que matam as células infectadas. As TCD4 acionam também os linfócitos B, produtores de anticorpos. Mas estudos posteriores mostraram que um tipo específico de linfócito TCD4 poderia também ter ação citotóxica sobre as células infectadas. Os portadores de HIV que tinham as TCD4 citotóxicas conseguiam manter a quantidade de vírus sob controle na fase crônica da doença”, contou Cunha Neto à Agência Fapesp.

Os pesquisadores, então, isolaram pequenos pedaços de proteínas das áreas mais preservadas do vírus HIV – aquelas que se mantêm estáveis em quase todas as cepas. Com auxílio de um programa de computador, selecionaram os peptídeos que tinham mais chance de ser reconhecidos pelos linfócitos TCD4 da maioria dos pacientes. Os 18 peptídeos escolhidos foram recriados em laboratório.

Testes in vitro feitos com amostras de sangue de 32 portadores de HIV com condições genéticas e imunológicas bastante variadas mostraram que, em mais de 90% dos casos, pelo menos um dos peptídeos foi reconhecido pelas células TCD4. Em 40% dos casos, mais de cinco peptídeos foram identificados. Os resultados foram divulgados em 2006 na revista Aids.

Em outro experimento divulgado em 2010 na PLoSOne, em parceria com Daniela Rosa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Susan Ribeiro, da FMUSP, os peptídeos foram administrados a camundongos geneticamente modificados. Nesse caso, 16 dos 18 peptídeos foram reconhecidos e ativaram tanto os linfócitos TCD4 como os TCD8.

O grupo, então, desenvolveu uma nova versão da vacina com elementos conservados de todos os subtipos do HIV do grupo principal, chamado grupo M, que mostrou-se capaz de induzir respostas imunes contra fragmentos de todos os subtipos testados até o momento. “Os resultados sugerem que uma única vacina poderia, em tese, ser usada em diversas regiões do mundo, onde diferentes subtipos do HIV são prevalentes”, afirmou Cunha Neto.

No teste mais recente, feito com camundongos e ainda não publicado, os pesquisadores avaliaram a capacidade dessa nova vacina de reduzir a carga viral no organismo. “O HIV normalmente não infecta camundongos, então nós pegamos um vírus chamado vaccinia – que é aparentado do causador da varíola – e colocamos dentro dele antígenos do HIV”, contou Cunha Neto.

Nos animais imunizados com a vacina, a quantidade do vírus modificado encontrada foi 50 vezes menor que a do grupo controle. Agora estão sendo realizados experimentos para descobrir se, de fato, a destruição viral aconteceu por causa da ativação das células TCD4 citotóxicas.

Os cientistas estimam que, no estágio atual de desenvolvimento, a vacina não eliminaria totalmente o vírus do organismo, mas poderia manter a carga viral reduzida ao ponto de a pessoa infectada não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.

Segundo Cunha Neto, a HIVBr18 também poderia ser usada para fortalecer o efeito de outras vacinas contra a Aids, como a desenvolvida pelo grupo do imunologista Michel Nussenzweig, da Rockefeller University, de Nova York, feita com uma proteína do HIV chamada gp140.

Macacos

A última etapa do teste pré-clínico será realizada na colônia de macacos Rhesus do Instituto Butantan. A vantagem de fazer testes em primatas é a semelhança com o sistema imunológico humano e o fato de eles serem suscetíveis ao SIV, vírus que deu origem ao HIV.

O ensaio clínico de fase 1 deverá abranger uma população saudável e com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada de perto por vários anos. Nesse primeiro momento, além de avaliar a segurança do imunizante, o objetivo é verificar a magnitude da resposta imune que ele é capaz de desencadear e por quanto tempo os anticorpos permanecem no organismo.

Se a HIVBr18 for bem-sucedida nessa primeira etapa da fase clínica, poderá despertar interesse comercial. A esperança dos cientistas é atrair investidores privados, uma vez que o custo estimado para chegar até terceira fase dos testes clínicos é de R$ 250 milhões. Até o momento, somando o financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de São Paulo) e do governo federal, foi investido cerca de R$ 1 milhão no projeto.

UOL Notícias

Levantamento mostra que um em cada cinco adolescentes interrompe tratamento da aids

Um levantamento feito pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no tratamento de HIV/aids, mostrou que um em cada cinco dos adolescentes com aids acompanhados pelo hospital abandonou o tratamento no ano passado. Foram avaliados 581 adolescentes, de 12 a 17 anos, dos quais 131 estão há pelo menos seis meses sem ir ao médico ou sem voltar ao consultório para nova avaliação. Dos jovens avaliados, 71 são do sexo masculino e 60, do feminino. A maioria foi infectada pela mãe durante o parto (transmissão vertical).

De acordo com o infectologista Jean Gorinchteyn, do Emílio Ribas, durante o período de observação, os jovens em tratamento deveriam ter comparecido a pelo menos duas consultas, nas quais sua saúde seria avaliada e o receituário fornecido, para que os medicamentos fossem retirados gratuitamente na própria farmácia do instituto.

“As avaliações clínicas devem ser feitas a cada três meses. Se ele não vem para a consulta, não recebe a receita e não retira o remédio> Portanto, está interrompendo o tratamento. Normalmente, são administradas de três a cinco drogas antirretrovirais, algumas combinadas, mas este número pode ser reduzido a um comprimido só, favorecendo muito a adesão”, explicou o médico.

Gorinchteyn ressaltou que, uma vez iniciado o tratamento, ele jamais pode ser interrompido, e os horários têm de ser seguidos com rigor. Segundo ele, a interrupção do tratamento pode tornar o vírus resistente à medicação, ou seja, “o vírus deixa de ser sensível ao remédio e o organismo não responde ao tratamento”.

O infectologista informou que o Emílio Ribas tem uma estratégia para buscar os pacientes, caso deixem de comparecer aos retornos médicos. A convocação é sempre direta, por telefone ou por telegrama. É preciso avaliar que, apesar de serem menores de idade, que teoricamente teriam um adulto responsável por eles, a maioria desses adolescentes contraiu o HIV por transmissão vertical, na gestação da mãe contaminada.

“Isso quer dizer que muitas das mães estão doentes, ou já não estão mais vivas para cuidar dessas crianças. São jovens que podem estar sob cuidados de tutores ou responsáveis que, eventualmente, desconhecem o não comparecimento deles ao ambulatório. Muitas vezes, quando esses responsáveis foram questionados disseram acreditar que as crianças iam às consultas.”

Para Gorinchteyn, a interrupção do tratamento pode ocorrer pelo fato de jovens dessa faixa etária terem dificuldade para encarar uma doença que precisa de acompanhamento constante e que já é tratada desde o nascimento. “Eles também recebem uma carga de preconceito, por estarem contaminados, mas sem ter a real culpa por isso. Assim, cria-se a dificuldade de aceitação da doença e das dificuldades de inserção social”, ressaltou o médico.

Assim, os jovens acabam abandonando o tratamento, como se isso pudesse negar a existência da aids, lamentou o médico. No entanto, disse ele, identificar esse tipo de abandono do jovem pelo cuidador não quer dizer exatamente que tenha havido negligência, mas que existe dificuldade do jovem com relação à doença e à necessidade de um tratamento regular, com regras e restrições, o que pode ser difícil para uma pessoa dessa faixa etária. Gorinchteyn destacou que nenhuma consulta é feita sem a presença de um maior de idade.

“O que queremos saber agora é quanto dessa não adesão deve-se à falta de responsabilidade do tutor e quanto se deve à falta de disponibilidade do próprio paciente. Temos de ter essa parceria muito mais clara com o responsável, que não pode se submeter ao desejo do paciente, que, muitas vezes, encontra desculpas para não comparecer às consultas”, acrescentou o médico. Para ele, é preciso “afinar o comportamento do cuidador” quanto a essa pressão do paciente.

De acordo com o infectologista destacou que é preciso acolher psicologicamente essas crianças e adolescentes e não se deixar levar pelas desculpas da criança e levar em conta que sendo tutor é preciso assumir a responsabilidade do tratamento do menor de idade. Gorinchteyn chamou a atenção ainda para o fato de que uma vez que o jovem não tem a preocupação em fazer o tratamento corretamente nada garante que ele vá ter relações sexuais com proteção, podendo então transmitir o vírus.

Agência Brasil

Aids: Coquetel de remédios pode reduzir em 96% a transmissão do vírus

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O fim dos anos de 1990, o surgimento dos antirretrovirais revolucionou o tratamento e a qualidade de vida das pessoas com a síndrome da imunodeficiência adquirida, a Aids. Ao utilizar uma combinação de três ou mais medicamentos de classes distintas, a terapia é capaz de interromper a replicação do vírus da imunodeficiência humana (HIV), permitindo, assim, a recuperação do sistema imune de seu portador. Apesar dos inegáveis benefícios, ainda hoje não existe um levantamento completo que quantifique e analise as diversas mudanças positivas da implementação dos medicamentos. Além disso, não é raro encontrar argumentos que questionem o alto custo do tratamento para os cofres públicos.

Após mais de 10 anos de estudo, pesquisadores da Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, muniram-se de diversas evidências para provar as vantagens do tratamento, incluindo a possibilidade de o uso deles reverter a epidemia do HIV no mundo. A partir do acompanhamento de diversos casais de KwaZulu-Natal sorodiscordantes — em que somente uma das pessoas é HIV positivo —, os cientistas constataram pela primeira vez que as pessoas que ingerem os medicamentos reduzem em 96% a probabilidade de transmitir o vírus da Aids aos seus parceiros não infectados.

Do Correio Braziliense

Nova técnica para vacina contra a aids é destaque na revista Nature

Uma nova técnica que pode levar à produção de vacina contra a aids, desenvolvida com a participação de cientistas do Instituto Oswaldo Cruz, é destaque na edição deste domingo (30) da revista Nature, uma das mais conceituadas publicações científicas do mundo. A descoberta leva a uma nova abordagem no combate à doença, a partir do estudo de casos de pessoas que contraíram o vírus HIV mas nunca adoeceram.

O foco do estudo, liderado pelo pesquisador David Watkins, é a célula T CD8, um organismo conhecido como célula matadora, encarregada de eliminar do corpo vírus e outros componentes invasores. Em algumas pessoas, a T CD8 tem a capacidade de matar as células CD4 contaminadas pelo vírus HIV. O estudo inova no combate à doença, porque até o momento a maior parte das pesquisas vem centrando esforços em produzir vacinas com a utilização de anticorpos.

Watkins desenvolve suas pesquisas sobre aids na Universidade de Miami há 15 anos e atualmente trabalha em conjunto com os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Myrna Bonaldo, Ricardo Galler e Marlon Santana, além do brasileiro Maurício Martins, que faz parte de sua equipe nos Estados Unidos.

“Descobrimos que um grupo de humanos, raros, está controlando a replicação do vírus [HIV]. Estão infectados, mas não têm a doença. Isso acontece em uma de cada 300 pessoas infectadas. Nós queremos entender como essas pessoas estão controlando o vírus, porque, talvez, possamos desenvolver uma vacina”, explicou Watkins. “Antes dessa descoberta, não havia certeza do que acontecia nos casos humanos em que o vírus era controlado. Nossa pesquisa dá uma grande dica de que são as T CD8 matadoras os responsáveis por isso”, completou.

O estudo do cientista, com o objetivo de uma vacina contra a aids, ganhou força com um método patenteado pela Fiocruz em 2005, desenvolvido por Myrna Bonaldo. A pesquisadora trabalha a engenharia de novas vacinas a partir da utilização da vacina contra a febre amarela como uma plataforma na qual se introduz modificações genéticas que poderão imunizar contra outras doenças.

A estratégia foi utilizada em dois grupos de macacos Rhesus: parte deles recebeu compostos indutores de produção de células T CD8 protetoras e outra parte não. Após, todos os macacos foram inoculados com o vírus SIV, semelhante ao HIV. Os que receberam os indutores de produção da T CD8 apresentaram importante redução na replicação do vírus. Em relação ao grupo que não recebeu o composto, chamado controle, a replicação viral foi reduzida em mais de 50 vezes.

“Estamos tentando entender como essas células matadoras em particular são tão eficientes para conter o vírus”, disse Watkins, que prefere não fazer uma previsão sobre a fabricação de uma vacina baseada no processo: “Eu não quero dar falsas esperanças. Há 30 anos, quando o vírus foi descoberto, chegaram a dizer que haveria uma vacina em dois anos, o que não aconteceu. Nós temos muitas pessoas trabalhando duro nessa pesquisa. Agora, infelizmente, ainda vai levar muito tempo para desenvolver uma vacina. Este vírus [HIV] é muito difícil, muito variável.”

Com informações da Agência Brasil

“A Aids é o câncer gay”, dispara deputado federal de São Paulo

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) deu mais uma declaração polêmica sobre a homossexualidade: segundo o parlamentar e também pastor evangélico, “a AIDS é o câncer gay”. A declaração foi feita durante o congresso dos Gideões Missionários.

A informação foi divulgada em um artigo do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) para o site Brasil247. Segundo o discurso do pastor, os homossexuais e os usuários de drogas seriam os responsáveis pela disseminação do vírus da AIDS. Em sua conta no Twitter, Feliciano também culpou a “sexualidade libertina” pelo aumento dos casos da doença.

Wyllys retrucou as afirmações do pastor: “O perfil dos infectados se modificou drasticamente, deixando de ser uma doença restrita aos LGBTs e passando a atingir cada vez mais jovens, mulheres e idosos heterossexuais. As mulheres respondem por 48% das novas infecções e os jovens entre 15 e 24 anos, por 42%. Somente entre 2000 e 2010, o percentual de pessoas com mais de 60 anos infectadas, subiu 150%”, escreveu Wyllys.

Fonte: Virgula

Pesquisadores identificam nova doença semelhante à Aids

Está no O Globo:

Pesquisadores identificaram uma nova doença misteriosa que tem causado sintomas semelhantes aos da Aids em dezenas de pessoas na Ásia e em algumas nos Estados Unidos, mesmo quando não estão infectados pelo HIV.

Os sistemas imunológicos dos pacientes foram danificados, o que os deixou incapazes de se defender de germes como faria uma pessoa saudável. A causa da doença é desconhecida, mas parece não ser contagiosa.

– Este é um outro tipo de imunodeficiência adquirida que não se herda e ocorre em adultos, mas não se propaga da forma como a Aids por meio de um vírus – disse a doutora Sarah Browne, cientista do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.

Browne ajudou a realizar o estudo com pesquisadores na Tailândia e em Taiwan, onde foi detectada a maioria dos casos desde 2004. O relatório foi publicado no “New England Journal of Medicine”.

– É provável que algum tipo de infecção possa desencadear a doença, embora pareça que não se propaga de pessoa para pessoa – disse o doutor Dennis Maki, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Wisconsin.

A doença se desenvolve por cerca de 50 anos em média, mas não é característica de grupos familiares, o que torna improvável a causa genética, afirmou Browne. Alguns pacientes morreram de infecções fortes, entre eles asiáticos que vivem atualmente nos Estados Unidos.

Kim Nguyen, de 62 anos, uma costureira originária do Vietnã que vive no estado do Tennessee desde 1975, ficou gravemente doente com uma febre persistente, infecções nos ossos e outros sintomas em 2009. Esteve enferma de forma recorrente por vários anos e visitou o Vietnã em 1995 e em 2009.

– Ela estava com um infecção sistêmica, que primeiramente parecia ser uma tuberculose, mas não era – disse o médico Carlton Hays.

Deferente do HIV, o vírus que causa a Aids, a nova doença não afeta os linfócitos T, mas provoca um tipo diferente de dano no sistema imunológico. O estudo de Browne com mais de 200 pessoas de Taiwan e da Tailândia descobriu que a maioria dos doentes criava anticorpos que bloqueavam o interferon gama, um sinal químico que ajuda o corpo a se desfazer de infecções. Ao bloquear esse sinal, as pessoas ficam vulneráveis a vírus, fungos e parasistas, mas especialmente a microbactérias, um grupo de germes semelhantes aos da tuberculose, que pode causar graves danos aos pulmões.

Os antibióticos não são sempre eficazes no combate à doença. Os médicos têm tentado outros métodos, incluindo drogas contra o câncer que ajudam a suprimir a produção de anticorpos. A doença desaparece assim que a infecção é controlada, mas com o envolvimento do sistema imunológico se torna uma condição crônica, acreditam os pesquisadores.

O fato de que quase todos os pacientes identificados até agora serem da Ásia ou asiáticos que vivem em outros continentes sugere que fatores genéticos ou ambientais podem desencadear a doença, concluíram os pesquisadores.

Mulheres devem ficar feias e sujas para evitar a Aids, sugere senador do Zimbábue

A Aids é um dos grandes problemas do Zimbábue, país do Sul da África com altos índices da doença. Masum senador decidiu “acabar” com o problema. Para Morgan Femai, a solução é bem simples: as mulheres devem tomar menos banhos, raspar os cabelos, vestir-se de forma miserável e se submeter à mutilação genital.

Assim, garante o parlamentar, as mulheres não estarão atraente aos homens, o que levará a doença e estacionar nos seus atuais níveis, noticiou o site “New Zimbabwe”.

Mas Femai não é o único político a sugerir medidas “mirabolantes”. Recentemente, a senadora Sithembile Mlotshwa defendeu que os cidadãos do país só tenham direito a uma relação sexual por mês e que seja administrada entre os homens uma droga que reduza a libido.

Fonte: O Globo

EUA: especialistas recomendam uso de droga que previne aids

Uma equipe de especialistas de saúde dos Estados Unidos defendeu ontem (10) o uso de uma droga denominada Truvada, primeiro medicamento desenvolvido para prevenir que indivíduos saudáveis contraiam o vírus HIV. No entanto, a medida divide opiniões e só será aplicada no país após a definição do órgão oficial que é responsável pelo tema.

Os especialistas recomendaram ontem à agência reguladora norte-americana de medicamentos e alimentos (cuja sigla em inglês é FDA) o uso da droga no tratamento dos pacientes. O FDA tem até o dia 15 de junho para decidir sobre o assunto.

Para os especialistas, a aprovação da droga representa um marco histórico na luta contra a aids. A recomendação é que o Truvada seja associado a outras drogas retrovirais. De acordo com estudos feitos em 2010, a nova droga pode reduzir o risco de infecção pelo HIV de 44% a 73%.

Experimentalmente, desde 2004, o Truvada tem sido usado como um tratamento para pessoas infectadas com o HIV nos Estados Unidos. Em votação, durante um painel com representantes de especialistas e da comunidade, a aprovação do novo medicados obteve 19 votos favoráveis e 3 contrários.

Porém, houve oposição de alguns especialistas e integrantes de grupos que defendem os direitos da comunidade HIV. Segundo os contrários à droga, o receio é que os usuários podem ganhar uma falsa sensação de segurança e assim diminuir a prevenção e os tratamentos paralelos. Também há medo que o alto custo do Truvada impeça o financiamento para os demais tratamento de combate à doença.

Com informações da BBC

Fonte: Agência BRasil

Remédio contra a Aids para crianças será testado no Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começará a testar em seres humanos um remédio desenvolvido especialmente para tratar a Aids em crianças.

O medicamento desenvolvido pela Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos), é um antirretroviral, que tem como objetivos suprimir a carga viral, restaurar o sistema imune e, assim, retardar a progressão da doença.

Os testes terão início ainda no segundo semestre de 2012, em seis centros de pesquisa em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Se eles tiverem sucesso, o remédio estará disponível no mercado em três anos, de acordo com os cientistas dessa instituição pública.

Pelos dados oficiais, entre 1980 e 2010 foram registrados no Brasil 14 mil casos de Aids em crianças menores de 13 anos, que em sua maioria herdaram a doença de suas mães durante a gravidez ou contraíram no momento do parto.

Com informações do G1