Política

Como uma simples proposta de emenda pode acabar mudando as eleições no Brasil

Foto: Agência Brasil

O que seria uma simples Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para tratar do adiamento das eleições quando houver feriado próximo a elas pode se tornar uma ampla reforma eleitoral.

Em maio, a deputada Renata Abreu (Podemos-SP) foi indicada relatora da comissão especial criada um mês antes pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para debater a PEC 125/11.

De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o objetivo do autor era apenas evitar o questionamento da legitimidade dos resultados por causa da evasão de eleitores que viajam em feriados prolongados.

A relatora, no entanto, optou por ampliar a discussão. Para a parlamentar, a população não está satisfeita com o sistema eleitoral atual e é preciso debater métodos alternativos. Em dois meses de trabalho da comissão especial foram dezenas de sugestões de alterações. Entre elas, a do distritão — discussão já levantada anteriormente — e o voto preferencial — modelo de apuração que acabaria com o segundo turno (leia mais abaixo).

Na terça-feira (6), Lira reuniu os presidentes dos partidos de centro e de direita em sua residência oficial para tentar chegar a um consenso e levar a PEC à pauta. Entre os presentes, Gilberto Kassab (PSD), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araujo (PSDB), Roberto Freire (Cidadania) e Marcos Pereira (Republicanos).

Não foi possível chegar a um acordo. A grande maioria dos dirigentes partidários é contra mudanças no atual sistema eleitoral, em especial tão perto das eleições. Segundo apurou a CNN, Lira deve se manter neutro. As bancadas estão divididas. Pela legislação, o Congresso tem até outubro para aprovar alterações que sejam válidas já na disputa de 2022.

“Ficou acertado que votamos até o dia 4 de agosto, depois do recesso. Até lá vou trabalhar no convencimento individual dos líderes para ver o que tem adesão e depois finalizar o texto. E decidir se vamos votar as alterações fatiadas ou em votação única”, afirma a deputada Renata Abreu, que também participou da reunião.

Os sistemas de votação em estudo

Segundo a relatora, o grande desafio é que os dirigentes querem manter o sistema atual, enquanto alguns parlamentares preferem o distritão ou o distrital misto. Para a eleição de deputados, o método usado é o proporcional, aquele em que a representação se dá na mesma proporção da preferência do eleitorado pelos partidos políticos.

Os assentos das Casas Legislativas são distribuídos de acordo com a votação total dos candidatos e do partido, o que leva partidos mais votados a eleger candidatos não tão bem classificados.

Tal sistema, segundo cientistas políticos, é capaz de refletir os diversos pensamentos e tendências existentes na sociedade, já que possibilita a eleição da maioria dos partidos políticos existentes, observadas as suas representatividades.

Já o sistema distrital é personalista e tende a agravar a crise de representação, dificultando ainda mais o acesso de grupos politicamente minoritários, segundo especialistas. As cadeiras que cada estado (distrito) tem na Câmara viriam a ser preenchidas pelos mais votados. Em São Paulo, por exemplo, seriam eleitos os 70 mais bem votados, o que beneficiaria os parlamentares ou pessoas influentes já conhecidas.

Renata Abreu discorda desse raciocínio. “Eu, pessoalmente, acho que o distrital misto seria um bom sistema porque mescla o proporcional e distrital. É um sistema de transição para conseguir um sistema mais aprimorado, é legislar para frente para conseguir avanços. Não vejo diferença nas críticas que fazem entre o sistema atual e o distrital. Hoje já existe personalismo. Os youtubers, por exemplo, já são favorecidos com visibilidade”, explica Renata.

No sistema distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma em um candidato do seu distrito (município ou estado) e outra em uma lista de candidatos preordenada pelo partido, ou seja, o voto na legenda. Assim, metade dos parlamentares é eleita por maioria de votos dos distritos – representando demandas locais da população –, enquanto a outra metade das vagas é preenchida pelos candidatos dos partidos mais votados.

O distrital misto tem sido discutido pelo Congresso pelo menos desde 2017, mas até hoje não há consenso. O presidente do Cidadania, Roberto Freire, é contra grandes alterações no sistema eleitoral neste momento.

“O distritão é um projeto de sistema eleitoral que nenhum país sério adota e vai gerar uma anarquia parlamentar, seriam 513 personalidades. É um sistema menos democrático, que vai reduzir o número de partidos”, afirma Freire.

Doutora em Ciência Política e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Graziella Guiotti Testa também questiona o momento para discutir uma reforma eleitoral, sobretudo pelo Congresso ainda estar funcionando de forma híbrida, com o trabalho de comissões e audiências públicas prejudicadas.

“A primeira pergunta que deve ser feita é: qual o objetivo normativo da reforma política? Se o objetivo normativo é que as pessoas compareçam às urnas, como propõe o texto original da PEC, então é bom que se adie as eleições quando houver feriado. Mas isso é uma mudança muito pequena e pontual que serve como justificativa para puxar outros debates que ainda não estão maduros. E nesse momento é difícil uma articulação da sociedade civil para influenciar no processo decisório”, explica Graziella.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também diz ser contra alterações neste momento e lembra que já tivemos uma reforma eleitoral em 2017. Na ocasião, o Congresso criou um novo Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão para substituir as doações de empresas, estabeleceu uma cláusula de barreira (partidos que não tiverem uma quantidade mínima de votos perdem o acesso a recursos a partir de 2019) e proibiu as coligações em eleições proporcionais (de vereadores e deputados estaduais e federais).

“O modelo aprovado em 2017 ainda não foi testado nos estados nem na eleição nacional, apenas nas eleições municipais de 2020. E deu certo. Precisamos aguardar a finalização dessas mudanças”, afirma Kassab.

Ele é contra o distritão e, apesar de ver com bons os olhos o modelo misto, ressalta que são apenas dois meses até o prazo final para mudanças eleitorais antes da data estipulada por lei.

“O distritão é um modelo que acaba com a política, com os partidos, com a representatividade do eleitor. Prevalece o individualismo e ainda facilita o acesso de crime organizado e milícias. Esse modelo não existe em lugar nenhum do mundo. Para o distrital misto, precisaríamos de um grupo preparado para debater no Congresso”, diz o presidente do PSD.

As mudanças em discussão

As próximas duas semanas serão de muita conversa entre líderes partidários e parlamentares para tentar chegar em um consenso. Confira as alterações que estão em discussão na PEC 125/11:

Cota de gênero — Essa proposta está sendo debatida com a bancada feminina da Câmara dos Deputados. Apesar de, em 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter determinado aos partidos políticos a obrigatoriedade de reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral para as candidatas, as deputadas acreditam que a medida ainda não foi suficiente para o equilíbrio de gênero no Parlamento. A intenção é fazer uma reserva obrigatória de cadeira para mulheres que deve se iniciar em 15% e chegar até 22% por estado.

Plebiscitos — Inclusão de plebiscito durante o processo eleitoral para consulta de diversas mudanças no sistema eleitoral, incluindo a mudança para parlamentarismo. Para a professora Graziella Testa, como nossas eleições são concomitantes e já têm grande número de candidatos que precisam ser votados na mesma eleição, aumentar a quantidade de decisões em um mesmo pleito pode prejudicar o processo decisório. “Normalmente, a eleição legislativa já fica prejudicada porque os debates são voltados ao Executivo. Se incluir uma decisão importante como essa de mudança de sistema eleitoral, pode confundir o eleitor.”

Sistema distrital misto ou distritão — Para além das vantagens e desvantagens de cada tipo de votação, a professora ressalta a dificuldade que o Brasil tem em consolidar um sistema eleitoral. “A ditadura militar dificultou muito a consolidação do nosso sistema partidário e essa questão do personalismo muito forte na nossa política tem sido particularmente perigosa nessa última década porque o populismo se tornou realidade não só no Brasil como em outros lugares do mundo. Então, o problema maior do distritão ou distrital misto é que ambos são sistemas mais personalistas existentes do que o proporcional de lista aberta, que temos agora. Nesse sentido, o distrital misto é menos prejudicial do que o distritão, mas os dois seriam um retrocesso porque o personalismo político é um problema que precisa ser resolvido”, avalia a professora da FGV.

Voto preferencial — Proposta de autoria da deputada Renata Abreu, que tem por objetivo acabar com o segundo turno e diminuir a polarização. Cada eleitor poderia votar em apenas um ou escolher múltiplos candidatos por nível de preferência, numerados do melhor para o pior. Quem receber 50% dos votos é eleito. Porém, se não houver vencedor majoritário, é feita nova contagem, eliminando o candidato menos votado. Os eleitores que colocaram o eliminado em primeiro lugar de suas listas terão suas segundas preferências consideradas. Assim, os candidatos que aparecem na sequência do ranking dos eleitores mantêm suas chances, porque o processo de recontagem continua até que haja um vencedor com mais da metade dos votos.

“Nas últimas eleições vimos a população votando em quem não queria para não correr o risco de que fosse eleito um desafeto ou em quem tinha mais chance e não em seu preferido. Somando os milhões de eleitores que não compareceram às urnas aos milhões que votaram nos demais candidatos, constatamos um número elevado de eleitores que não se encaixou na polarização entre os dois colocados para o segundo turno, optando pelo voto útil para eleger o que eles entendiam, muitas vezes, ser os menos piores, mesmo com esses carregando altas taxas de rejeição popular”, explica a relatora da PEC.

Os críticos a este sistema, no entanto, afirmam que, na prática, acabam eleitos candidatos que já estão na primeira ou segunda colocação, além de considerarem o sistema de votação confuso, podendo afetar a credibilidade do processo eleitoral.

Inclusão dos senadores na cláusula de desempenho — A cláusula de desempenho dos candidatos prevê um número mínimo de votos para um deputado federal, estadual ou distrital se eleger. A intenção é inibir os casos em que um candidato com poucos votos seja eleito com a ajuda dos “puxadores de votos” do partido ou da coligação. No entanto, essa legislação atual não abrange senadores.

“A inclusão dos senadores na cláusula de desempenho, eu acho interessante se ela vier amarrada com algum critério de fidelidade partidária no Senado. Hoje, a regra de fidelidade na Câmara é muito estrita, mas no Senado, o mandato é completamente do parlamentar. E isso tem gerado um leilão, senador que muda de partido muito rapidamente, e isso não é interessante. O problema de estabelecer a cláusula de barreira no Senado sem ter algum critério de ligar o senador ao partido é que, na verdade, vai aumentar esse leilão. O fato de um senador mudar de partido vai ser muito valioso porque facilitaria esse partido cumprir a cláusula”, explica Graziella Guiotti.

Voto facultativo — Outro ponto ainda incerto da reforma, que está sendo discutido por emendas, e é polêmico. “Uma consequência benéfica do voto obrigatório é que torna os partidos políticos menos clientelistas. Além disso, aumenta a participação de mulheres tanto votantes quanto eleitas. Por outro lado, temos várias evidências internacionais que denotam que o voto facultativo diminui a participação eleitoral. E, ao contrário do que as pessoas imaginam, é o voto facultativo que faz com que o eleitor se informe menos”, afirma a cientista política.

Candidaturas avulsas (sem filiação partidária) — É outra discussão que ganhou força nas eleições de 2018, mas segue sem consenso. Ainda está em discussão por emendas e não no texto final da relatora. “A candidatura avulsa vai no mesmo sentido do personalismo já citado. É um problema para a governabilidade porque cada pessoa se torna um partido. Serão 513 partidos na Câmara? É possível? Eu acho curioso esse debate porque estávamos indo em outro sentido de debate de tentar diminuir a fragmentação e tentar gerar alguma coesão interna dos partidos e possibilitar uma governabilidade mais orgânica, que de fato faça sentido com a ideologia dos partidos e com a representatividade do eleitor. A candidatura avulsa vai em outro sentido e fragmenta ainda mais o sistema”, opina a professora.

Endurecimento das regras de fidelidade partidária — “Se for incluir os senadores nas regras e, em alguma medida, cargos do Executivo, seria muito interessante. As mudanças sobre mudança de partido acabaram acontecendo no Judiciário. O ideal seria, de fato, que uma alteração na legislação que evitasse o troca-troca partidário viesse do Legislativo”, avalia Graziella.

Diminuição de assinaturas em projeto de iniciativa popular – Atualmente, para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular à Câmara dos Deputados é preciso reunir a assinatura de, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores em cada um deles. “É uma proposta interessante para aumentar a participação popular. Hoje em dia é muito difícil falar que um determinado projeto é de iniciativa popular porque hoje é muito mais fácil procurar um parlamentar para encampar e apresentar esse projeto. O critério hoje de número de assinaturas é quase proibitivo”, afirma a professora.

Outras discussões sobre partidos e eleições

Além da PEC relatada pela deputada Renata Abreu, há ainda a retomada de discussão de um projeto de lei de 2015, do Senado, que institui as federações de partidos políticos a partir de mudanças na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95) e na Lei das Eleições (Lei 9.504/97). O PL 2.522/15 teve o regime de urgência aprovado em junho e também deve entrar na pauta no segundo semestre.

Por meio de federação de partidos, as legendas associadas agem como se fossem uma única legenda, tanto nas eleições quanto durante a legislatura. Seria permitida a união de partidos por quatro anos, como um mecanismo para transpor a cláusula de desempenho aprovada em 2017 que poderia salvar da extinção as siglas pequenas.

Outra discussão relacionada que deve entrar em pauta em agosto é o Código Eleitoral, um projeto ainda não apresentado oficialmente e que busca unificar em uma só lei as várias normas previstas em leis ordinárias e em resoluções do TSE.

A deputada federal Margarete Coelho (PP-PI) é relatora do grupo de trabalho de discute o projeto. Um texto preliminar foi disponibilizado para as bancadas com 938 artigos. Ele trata, dentre outros temas, das regras de criação, fusão e extinção de partidos, regras de filiação partidária, redefine quantidade de candidatos proporcionais, regras de registro de candidatura, regras de propaganda partidária e eleitoral e tipifica crimes eleitorais. Um dos pontos polêmicos refere-se à possibilidade de empresas privadas serem contratadas pelas siglas para auditarem a contabilidade partidária.

Ainda há a sugestão da criação de um “percentual de acerto” dos institutos nas últimas eleições, que deverá ser divulgado junto às pesquisas. Além disso, as pesquisas eleitorais não poderiam ser divulgadas no sábado de véspera da eleição e no dia do pleito.

CNN Brasil

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Celebridades

Latino cancela show no São João de Caruaru e cita “questões políticas”

Foto: Reprodução

Na última quarta-feira (19/6), Latino foi anunciado como atração surpresa no São João de Caruaru, com show no domingo (23/6). Menos de 24 horas depois, o artista cancelou a apresentação no evento alegando “questões políticas”.

Latino se apresentaria no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, palco principal, mas a apresentação foi movida para o Polo Azulão. A mudança fez o cantor desistir de realizar o show e, nas redes sociais, ele disse que foi desrespeitado pela organização do São João de Caruaru.

“Eu não tenho nada contra o palco secundário, faria de boa, mas por questão de respeito, não vou conseguir estar lá. Eu acho que a gente tá vivendo uma polarização desenfreada, e as pessoas estão confundindo e colocando a nossa arte no meio dessa confusão toda. No dia que vocês acharem que eu estou preparado para estar no palco principal, eu estou à disposição”, afirmou.

A prefeitura de Caruaru lamentou a desistência do cantor. “A Prefeitura de Caruaru, por meio da Fundação de Cultura, lamenta a desistência do cantor Latino de se apresentar no São João de Caruaru. O cantor faria um show no Polo Azulão no domingo (23/6)”.

“Lembramos que o Maior e Melhor São João do Mundo segue normalmente, com uma programação multicultural em diversos polos, trazendo mais renda e gerando mais empregos para o nosso município, além de ressaltar a valorização da nossa cultura”, diz a nota.

Metrópoles

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Religião

Estudante pede ao Papa Francisco que pare de usar linguagem homofóbica

Foto: Reuters

Um estudante implorou ao Papa Francisco na quinta-feira (20) que parasse de usar linguagem ofensiva contra a comunidade LGBT+, criticando o pontífice de 87 anos pelos insultos homofóbicos que ele teria usado em reuniões privadas.

Francisco foi citado duas vezes pela mídia italiana no último mês como usando o termo italiano “frociaggine”, traduzido aproximadamente como “bicha” ou “bicha”, referindo-se aos padres e à atmosfera geral no Vaticano.

O Vaticano emitiu um raro pedido de desculpas após o primeiro relatório, mas o incidente provocou indignação e observadores do Vaticano disseram que isso prejudicou a imagem de Francisco como um papa reformador e amigo dos LGBT.

Jack Lorenz Acebedo Rivera dirigiu-se ao pontífice durante um painel de discussão sobre “Construindo Pontes na Ásia-Pacífico” entre estudantes universitários e o papa, que foi transmitido no YouTube.

“Parem de usar linguagem ofensiva contra a comunidade LGBTQIA+, isso leva a uma dor imensa”, disse Acebedo Rivera, que disse ser estudante de psicologia na Universidade Ateneo de Manila, nas Filipinas.

“Eu mesmo sou excluído e intimidado devido à minha bissexualidade, minha homossexualidade, minha identidade e por ser filho de uma mãe solteira”, disse ele.

Acebedo Rivera, que usava a faixa arco-íris que simboliza o movimento pelos direitos LGBT, também instou o pontífice a trabalhar para ajudar a facilitar o divórcio nas Filipinas.

Na sua resposta, o papa falou veementemente contra a discriminação, especialmente contra as mulheres, mas não abordou o apelo de Acebedo Rivera relativamente à sua alegada linguagem homofóbica.

Um porta-voz do Vaticano não respondeu a um pedido de comentário sobre o episódio.

CNN

Opinião dos leitores

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Política

Em noite histórica, Dep. Tomba e Drª Fernanda mostram sua força política

Foto: Divulgação

Em Santa Cruz pode-se dizer que a noite de 20 de Junho entrou para a história como a data de uma das maiores movimentações políticas dos últimos tempos. O evento marcou a volta de Doutora Fernanda ao
cenário político da cidade.

Abraçada pela multidão, ela contou da alegria que é estar de volta, em suas palavras “com todo gás”, enquanto comemorava o carinho que tem recebido dos Santa-cruzenses.Além do deputado estadual Tomba Farias, maior líder político de Santa Cruz, a noite contou com as presenças dos senadores Rogério Marinho e Styvenson Valentim, do deputado federal Robinson Faria, do prefeito Ivanildinho e dos vereadores da base.

As imagens e os vídeos deixam claro: Tomba continua sendo a maior liderança política do Trairi, e a pré candidatura de Doutora Fernanda, como favorita nas últimas pesquisas, só comprova ainda mais isso.

Opinião dos leitores

  1. A grande maioria são de cargos comissionados que tem por obrigação em levar seu marido ou esposa, a cobrança é feita, não pode faltar !

  2. Queria tanto passear no teleférico da santa, mas o q aconteceu com o projeto, com o dinheiro da obra?

  3. Ate admirava a Dra Fernanda, gente fina, agora se juntando a esse excremento do saco preto, perde e muito, Dra saia de perto desse verme imundo, isso é um atraso de vida pra quem ta perto

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Geral

Prefeitura de Parnamirim entrega de 496 apartamentos do empreendimento Ilhas do Caribe

Fotos: Divulgação

A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Seahf), realizou na tarde desta quinta-feira (20) a entrega das chaves dos apartamentos do empreendimento Ilhas do Caribe, localizado no bairro Liberdade. Foram 496 famílias beneficiadas com os apartamentos.

O prefeito Rosano Taveira destacou o compromisso da prefeitura em proporcionar habitação digna e qualidade de vida para os cidadãos de Parnamirim. “Com a entrega desses novos apartamentos, o município já soma um total de 1.300 beneficiados com o sonho da casa própria”, lembrou.

Além do prefeito, a cerimônia de entrega das chaves contou com a presença de autoridades municipais, representantes da Caixa Econômica Federal (CEF), parceira do projeto, e dos novos moradores, que comemoraram a conquista de suas novas residências.

É o caso de Maria Jouelda Barbosa de Oliveira, que ficou emocionado ao receber a chave da sua nova morada.

“Assim como eu, todos aqui estão realizando um sonho, esperado por muito tempo. Não consigo descrever o tamanho da minha emoção. Morei muitos anos de favor, por não poder pagar aluguel. Saber que agora vou ter meu próprio lar é uma sensação indescritível”, disse.

Secretário da Seharf, Rogério Santiago enfatizou o impacto positivo do empreendimento Ilhas do Caribe na vida das famílias beneficiadas. “A entrega destes apartamentos representa uma vitória coletiva, fruto de muito esforço e dedicação. Queremos que cada morador se sinta acolhido e valorizado em seu novo lar. Quero agradecer a todos os envolvidos nesse projeto, pelo trabalho e empenho. Estamos testemunhando sonhos se tornarem realidade”, comemorou.

O projeto Ilhas do Caribe faz parte do programa do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida, em parceria com a Caixa Econômica Federal e reflete os esforços contínuos da administração municipal em desenvolver políticas habitacionais eficazes e inclusivas, beneficiando a população e fortalecendo a comunidade local.

Os apartamentos possuem 44 m² (metros quadrados), dois quartos, sala, cozinha, área de serviço e banheiro. O espaço do empreendimento é amplo, com infraestrutura completa e área de lazer. A realização do projeto representa um marco na vida de muitas famílias, que agora contam com um lar seguro e confortável, simbolizando a concretização de um sonho de longa data.

Opinião dos leitores

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Política

Lula quer ter alguém no Banco Central para controlar, diz ex-diretor do BC

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer ter o controle sobre o Banco Central (BC) a despeito da autonomia formal conquistada pela instituição.

A opinião é do ex-diretor do Banco Central e consultor da A.C. Pastore, Alexandre Schwartsman, entrevistado desse fim de semana do CNN Entrevistas.

“Lula quer ter alguém no BC para controlar de alguma forma. A gente vê uma tentativa permanente de influenciar os rumos de política monetária”, disse Schwartsman.

O ex-diretor do BC e ex-economista-chefe de grandes bancos, como ABN Amro e Santander, destaca o interesse do atual governo em influenciar os rumos dos juros, mas reconhece que essa é uma característica comum a muitos políticos.

“Ao longo dos anos, a gente vê uma tentativa permanente de influenciar rumos de política monetária”, disse, ao comentar que o mundo político não entendeu “como se lida” com o BC, especialmente em um período de autonomia.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Na verdade, ele quer que o PT controle o BC. Lula é só um fantoche do PT, quem manda mesmo no gov é o PT.

  2. A pergunta que não quer calar é: “A quem deve atender de forma primordial o Banco Central do País?” “Ao Interesse privado ou ao Interesse Público?”.
    Obs: Publique BG. Publicar somente comentários favoráveis e vetar, filtrando o que não concorda não é uma pratica jornalística muito ética.

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Economia

Efeitos climáticos e dólar pressionam alimentos, que devem subir mais que o esperado

Foto: Rafaela Gama

Passada a trégua de 2023, quando os preços dos alimentos recuaram 0,52% (algo que não se via desde 2017), eles devem voltar a ser fator de pressão sobre a inflação. Uma combinação de eventos climáticos — com um El Niño mais forte, somado aos efeitos da tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul e a uma antecipação do La Niña — e a escalada do dólar levaram bancos, consultorias e corretoras a revisarem suas projeções para este ano.

Instituições que antes previam alta de 3,5% para estes itens esperam aumento de 4,5% a 7,5% no ano nos alimentos que fazem parte da cesta de compras das famílias.

Trata-se de aumento superior ao da inflação geral, que deve encerrar o ano em torno de 3,96%, segundo o Boletim Focus. Com isso, arroz, legumes, verduras e frutas não devem ceder significativamente no segundo semestre. E até carnes e leite, que ficaram mais baratos nos últimos 12 meses, podem voltar a subir.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Com as falas desastrosas do Nine, ontem o dólar bateu a 5,46 falta pouco pra bater 5, 49 quando explodiu a pandemia.
    Agora não tem tensão de guerras e nem pandemia, e tá nesse patamar aí ó.
    Se preparem, se não ouver um recuo, o preço dos produtos vão explodir também.
    Tudo é com base no dólar viu??
    Faz o L.
    Dá nisso botar um despreparado, mentiroso, ultrapassado pra conduzir um país.
    Lula ainda está no século passado.
    No tempo que ele enganava todo mundo, ainda não disseram a ele, que os tempos são outros.
    E viva a Internet!!!!

  2. FALTOU ACRESCENTAR O DESGOVERNO DE LULA, ALÉM DOS EFEITOS CLIMÁTICOS. GLOBO SEMPRE PASSANDO O PANO. SE CHEGA ATÉ EDITAR VÍDEO DE MONSTRO KKK

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Cidades

Obra na Ponte de Igapó chega a 35% de execução após 9 meses, diz Dnit

Foto: Pedro Trindade/Inter TV Cabugi

A obra na Ponte de Igapó chegou a 35% de conclusão após nove meses do início da operação, segundo informou o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Norte, Getúlio Batista.

Iniciada em setembro de 2023, a obra causou desde o início interdições na pista, o que têm afetado o trânsito na região, já que o fluxo passou a ser feito em apenas um dos lados da via. O trecho é um dos principais acessos à Zona Norte de Natal.

De acordo com o superintendente do Dnit, a perspectiva é de que a obra seja concluída até o início do próximo ano. Segundo ele, a obra está dentro do cronograma. O prazo incial previsto pelo Dnit era de que a interdição duraria 18 meses.

O superintendente informou que no mês de julho a obra passa a ser executada do outro lado da ponte.

“Nós temos hoje 104 funcionários, são mais de 20 frentes do serviço. Muitas vezes as pessoas passam e dizem: ‘só tem cinco, seis operários’. Mas o problema da ponte é na estrutura, é embaixo”, explicou Getúlio Batista.

g1 RN

Opinião dos leitores

  1. IMORAL O QUE ESTÃO FAZENDO COM A ZN, UMA VERDADEIRA “OPERAÇÃO TARTARUGA” – MAS AS ELEIÇÕES VEI AI……VAMOS DAR O TRÔCO AO PT.

  2. Se tivessem um pingo de vergonha na cara, nem publicavam. Nove meses dá pra gerar uma criança e eles fazem 35% do trabalho. Pelos cálculos vão levar 27 meses pra concluir, que eu duvido.

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Pesquisa

66% dos brasileiros são contra “PL antiaborto”, diz Datafolha

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (20.jun.2024) mostra que 66% dos brasileiros são contra o PL (projeto de lei) 1.904 de 2024. O texto equipara o aborto acima das 22 semanas ao crime de homicídio.

Segundo o levantamento, 29% das pessoas são favoráveis à aprovação do PL “antiaborto”. Já 2% disseram que são indiferentes e 4% não sabem. A proposta é de autoria do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

O projeto de lei, no entanto, não é de conhecimento de todos os que foram ouvidos. Segundo o Datafolha, 56% dos entrevistados disseram que sabem do PL, e 44%, não.

Do total ouvido pela pesquisa, 24% se consideram “bem informados” sobre o texto e 4% responderam estar “mal informados”. Outros 27% afirmaram estar “mais ou menos informados” em relação ao tema.

O levantamento ouviu 2.021 pessoas de idades a partir de 16 anos em 115 cidades brasileiras. Foi realizado de 2ª feira (19.jun) até 4ª feira (19.jun). A margem de erro é de 2 p.p (pontos percentuais), com um nível de confiança de 95%.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. A foice voltou a normalidade kkk. Deve ter caído uns reais na conta. Já é bem a terceira pesquisa que ninguém acredita, seguida.

  2. Essa pesquisa foi feita aonde, no presídio ? Os caras perderam a vergonha totalmente. Na realidade nunca tiveram.

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Brasil

Lula se vacinou contra dengue na rede privada, sem divulgar e antes da campanha do SUS

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) se vacinou contra a dengue no dia 5 de fevereiro, sem divulgação e antes de o SUS (Sistema Único de Saúde) iniciar a campanha de imunização. O Palácio do Planalto afirma que a dose foi fornecida pela rede privada, mas se recusa a informar o modelo e custo da vacina, além do nome do laboratório.

A campanha do SUS contra a dengue começou quatro dias após Lula receber a primeira dose. A escassez de vacinas na rede pública tornou o governo alvo de críticas e forçou o Ministério da Saúde a limitar a vacinação ao grupo de 10 a 14 anos.

Desde que assumiu o terceiro mandato de presidente, Lula se vacinou em público contra a gripe e Covid para incentivar as campanhas de imunização. Procurada, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) não explicou por qual razão a vacinação contra a dengue não foi divulgada.

Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

  1. A pergunta que não quer calar, “como esse elemento conseguiu se eleger novamente?”. Nunca vi um ser mais mentiroso e hipócrita do que o LULOSO.

  2. Não existe um ser mais hipócrita e mentiroso na face da Terra do que esse larápio. Vacina pra mim, o povo que se dane. Capitalismo pra mim, socialismo pra jumentada.

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Política

Bolsonaro gostava de mentir e falar contra vacinas, diz Lula

Foto: Reprodução/YouTube @Govbr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira (20.jun.2024) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostamente não visitar Estados governados por opositores quando estava na presidência. Durante evento do Minha Casa, Minha Vida no Ceará, o petista disse que seu antecessor gosta mesmo é de mentir e dizer para as pessoas não se vacinarem.

“O presidente da República que nós substituímos nunca visitou esse aqui [Rui Costa, ministro da Casa Civil] que era o governador [Bahia], nunca visitou esse aqui que era governador [Camilo Santana, do Ceará]. Nunca visitou o Rio Grande do Norte, nunca visitou Pernambuco, ele não visitava porque ele gostava era de contar mentira na internet e gostava de dizer para o povo não tomar vacina porque ele inventou um remédio para curar a covid-19”, declarou.

Apesar da crítica, Lula visitou só 10 dos 27 Estados em 2024. Destes, só 4 não eram locais onde o petista venceu em 2022.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. O Presidente Lula é hoje um dos maiores marqueteiros do Bolsonaro, ao ivés de focar na sua gestão e ignorar o ex presidente Lula prefere sempre trazer Bolsonaro para o foco das notícias e ajuda a manter o Bolsonaro em alta

  2. O único ponto que Bolsonaro defendia era o direito de cada pessoa de escolher ser vacinada, ainda mais com imunizantes recém saídos dos laboratórios, alguns deles se eximindo de qualquer garantia. Liberdade individual na cabecinha zoada da esquerda é Fascismo.

  3. O QUE NÓS BRASILEIROS ESTAMOS VIVENCIANDO TODOS OS DIAS É UM DESEQUILIBRADO MENTAL; SEM NENHUMA CONDIÇÃO ATUAL DE ADMINISTRAR UMA NAÇÃO TÃO LINDA QTO A NOSSA; É LAMENTÁVEL COLOCAR UM EX CONDENADO EM COMANDAR NOSSO POVO; UMA IMAGEM SEM PRECEDENTE!

  4. NEM TOMANDO TARJA PRETA ELE ESQUECE BOLSONARO. O TRAUMA DE NÃO SER CONSIDERADO MITO, ACABA COM O PUDIM DE CANA.

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