Política

Como uma simples proposta de emenda pode acabar mudando as eleições no Brasil

Foto: Agência Brasil

O que seria uma simples Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para tratar do adiamento das eleições quando houver feriado próximo a elas pode se tornar uma ampla reforma eleitoral.

Em maio, a deputada Renata Abreu (Podemos-SP) foi indicada relatora da comissão especial criada um mês antes pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para debater a PEC 125/11.

De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o objetivo do autor era apenas evitar o questionamento da legitimidade dos resultados por causa da evasão de eleitores que viajam em feriados prolongados.

A relatora, no entanto, optou por ampliar a discussão. Para a parlamentar, a população não está satisfeita com o sistema eleitoral atual e é preciso debater métodos alternativos. Em dois meses de trabalho da comissão especial foram dezenas de sugestões de alterações. Entre elas, a do distritão — discussão já levantada anteriormente — e o voto preferencial — modelo de apuração que acabaria com o segundo turno (leia mais abaixo).

Na terça-feira (6), Lira reuniu os presidentes dos partidos de centro e de direita em sua residência oficial para tentar chegar a um consenso e levar a PEC à pauta. Entre os presentes, Gilberto Kassab (PSD), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araujo (PSDB), Roberto Freire (Cidadania) e Marcos Pereira (Republicanos).

Não foi possível chegar a um acordo. A grande maioria dos dirigentes partidários é contra mudanças no atual sistema eleitoral, em especial tão perto das eleições. Segundo apurou a CNN, Lira deve se manter neutro. As bancadas estão divididas. Pela legislação, o Congresso tem até outubro para aprovar alterações que sejam válidas já na disputa de 2022.

“Ficou acertado que votamos até o dia 4 de agosto, depois do recesso. Até lá vou trabalhar no convencimento individual dos líderes para ver o que tem adesão e depois finalizar o texto. E decidir se vamos votar as alterações fatiadas ou em votação única”, afirma a deputada Renata Abreu, que também participou da reunião.

Os sistemas de votação em estudo

Segundo a relatora, o grande desafio é que os dirigentes querem manter o sistema atual, enquanto alguns parlamentares preferem o distritão ou o distrital misto. Para a eleição de deputados, o método usado é o proporcional, aquele em que a representação se dá na mesma proporção da preferência do eleitorado pelos partidos políticos.

Os assentos das Casas Legislativas são distribuídos de acordo com a votação total dos candidatos e do partido, o que leva partidos mais votados a eleger candidatos não tão bem classificados.

Tal sistema, segundo cientistas políticos, é capaz de refletir os diversos pensamentos e tendências existentes na sociedade, já que possibilita a eleição da maioria dos partidos políticos existentes, observadas as suas representatividades.

Já o sistema distrital é personalista e tende a agravar a crise de representação, dificultando ainda mais o acesso de grupos politicamente minoritários, segundo especialistas. As cadeiras que cada estado (distrito) tem na Câmara viriam a ser preenchidas pelos mais votados. Em São Paulo, por exemplo, seriam eleitos os 70 mais bem votados, o que beneficiaria os parlamentares ou pessoas influentes já conhecidas.

Renata Abreu discorda desse raciocínio. “Eu, pessoalmente, acho que o distrital misto seria um bom sistema porque mescla o proporcional e distrital. É um sistema de transição para conseguir um sistema mais aprimorado, é legislar para frente para conseguir avanços. Não vejo diferença nas críticas que fazem entre o sistema atual e o distrital. Hoje já existe personalismo. Os youtubers, por exemplo, já são favorecidos com visibilidade”, explica Renata.

No sistema distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma em um candidato do seu distrito (município ou estado) e outra em uma lista de candidatos preordenada pelo partido, ou seja, o voto na legenda. Assim, metade dos parlamentares é eleita por maioria de votos dos distritos – representando demandas locais da população –, enquanto a outra metade das vagas é preenchida pelos candidatos dos partidos mais votados.

O distrital misto tem sido discutido pelo Congresso pelo menos desde 2017, mas até hoje não há consenso. O presidente do Cidadania, Roberto Freire, é contra grandes alterações no sistema eleitoral neste momento.

“O distritão é um projeto de sistema eleitoral que nenhum país sério adota e vai gerar uma anarquia parlamentar, seriam 513 personalidades. É um sistema menos democrático, que vai reduzir o número de partidos”, afirma Freire.

Doutora em Ciência Política e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Graziella Guiotti Testa também questiona o momento para discutir uma reforma eleitoral, sobretudo pelo Congresso ainda estar funcionando de forma híbrida, com o trabalho de comissões e audiências públicas prejudicadas.

“A primeira pergunta que deve ser feita é: qual o objetivo normativo da reforma política? Se o objetivo normativo é que as pessoas compareçam às urnas, como propõe o texto original da PEC, então é bom que se adie as eleições quando houver feriado. Mas isso é uma mudança muito pequena e pontual que serve como justificativa para puxar outros debates que ainda não estão maduros. E nesse momento é difícil uma articulação da sociedade civil para influenciar no processo decisório”, explica Graziella.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também diz ser contra alterações neste momento e lembra que já tivemos uma reforma eleitoral em 2017. Na ocasião, o Congresso criou um novo Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão para substituir as doações de empresas, estabeleceu uma cláusula de barreira (partidos que não tiverem uma quantidade mínima de votos perdem o acesso a recursos a partir de 2019) e proibiu as coligações em eleições proporcionais (de vereadores e deputados estaduais e federais).

“O modelo aprovado em 2017 ainda não foi testado nos estados nem na eleição nacional, apenas nas eleições municipais de 2020. E deu certo. Precisamos aguardar a finalização dessas mudanças”, afirma Kassab.

Ele é contra o distritão e, apesar de ver com bons os olhos o modelo misto, ressalta que são apenas dois meses até o prazo final para mudanças eleitorais antes da data estipulada por lei.

“O distritão é um modelo que acaba com a política, com os partidos, com a representatividade do eleitor. Prevalece o individualismo e ainda facilita o acesso de crime organizado e milícias. Esse modelo não existe em lugar nenhum do mundo. Para o distrital misto, precisaríamos de um grupo preparado para debater no Congresso”, diz o presidente do PSD.

As mudanças em discussão

As próximas duas semanas serão de muita conversa entre líderes partidários e parlamentares para tentar chegar em um consenso. Confira as alterações que estão em discussão na PEC 125/11:

Cota de gênero — Essa proposta está sendo debatida com a bancada feminina da Câmara dos Deputados. Apesar de, em 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter determinado aos partidos políticos a obrigatoriedade de reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral para as candidatas, as deputadas acreditam que a medida ainda não foi suficiente para o equilíbrio de gênero no Parlamento. A intenção é fazer uma reserva obrigatória de cadeira para mulheres que deve se iniciar em 15% e chegar até 22% por estado.

Plebiscitos — Inclusão de plebiscito durante o processo eleitoral para consulta de diversas mudanças no sistema eleitoral, incluindo a mudança para parlamentarismo. Para a professora Graziella Testa, como nossas eleições são concomitantes e já têm grande número de candidatos que precisam ser votados na mesma eleição, aumentar a quantidade de decisões em um mesmo pleito pode prejudicar o processo decisório. “Normalmente, a eleição legislativa já fica prejudicada porque os debates são voltados ao Executivo. Se incluir uma decisão importante como essa de mudança de sistema eleitoral, pode confundir o eleitor.”

Sistema distrital misto ou distritão — Para além das vantagens e desvantagens de cada tipo de votação, a professora ressalta a dificuldade que o Brasil tem em consolidar um sistema eleitoral. “A ditadura militar dificultou muito a consolidação do nosso sistema partidário e essa questão do personalismo muito forte na nossa política tem sido particularmente perigosa nessa última década porque o populismo se tornou realidade não só no Brasil como em outros lugares do mundo. Então, o problema maior do distritão ou distrital misto é que ambos são sistemas mais personalistas existentes do que o proporcional de lista aberta, que temos agora. Nesse sentido, o distrital misto é menos prejudicial do que o distritão, mas os dois seriam um retrocesso porque o personalismo político é um problema que precisa ser resolvido”, avalia a professora da FGV.

Voto preferencial — Proposta de autoria da deputada Renata Abreu, que tem por objetivo acabar com o segundo turno e diminuir a polarização. Cada eleitor poderia votar em apenas um ou escolher múltiplos candidatos por nível de preferência, numerados do melhor para o pior. Quem receber 50% dos votos é eleito. Porém, se não houver vencedor majoritário, é feita nova contagem, eliminando o candidato menos votado. Os eleitores que colocaram o eliminado em primeiro lugar de suas listas terão suas segundas preferências consideradas. Assim, os candidatos que aparecem na sequência do ranking dos eleitores mantêm suas chances, porque o processo de recontagem continua até que haja um vencedor com mais da metade dos votos.

“Nas últimas eleições vimos a população votando em quem não queria para não correr o risco de que fosse eleito um desafeto ou em quem tinha mais chance e não em seu preferido. Somando os milhões de eleitores que não compareceram às urnas aos milhões que votaram nos demais candidatos, constatamos um número elevado de eleitores que não se encaixou na polarização entre os dois colocados para o segundo turno, optando pelo voto útil para eleger o que eles entendiam, muitas vezes, ser os menos piores, mesmo com esses carregando altas taxas de rejeição popular”, explica a relatora da PEC.

Os críticos a este sistema, no entanto, afirmam que, na prática, acabam eleitos candidatos que já estão na primeira ou segunda colocação, além de considerarem o sistema de votação confuso, podendo afetar a credibilidade do processo eleitoral.

Inclusão dos senadores na cláusula de desempenho — A cláusula de desempenho dos candidatos prevê um número mínimo de votos para um deputado federal, estadual ou distrital se eleger. A intenção é inibir os casos em que um candidato com poucos votos seja eleito com a ajuda dos “puxadores de votos” do partido ou da coligação. No entanto, essa legislação atual não abrange senadores.

“A inclusão dos senadores na cláusula de desempenho, eu acho interessante se ela vier amarrada com algum critério de fidelidade partidária no Senado. Hoje, a regra de fidelidade na Câmara é muito estrita, mas no Senado, o mandato é completamente do parlamentar. E isso tem gerado um leilão, senador que muda de partido muito rapidamente, e isso não é interessante. O problema de estabelecer a cláusula de barreira no Senado sem ter algum critério de ligar o senador ao partido é que, na verdade, vai aumentar esse leilão. O fato de um senador mudar de partido vai ser muito valioso porque facilitaria esse partido cumprir a cláusula”, explica Graziella Guiotti.

Voto facultativo — Outro ponto ainda incerto da reforma, que está sendo discutido por emendas, e é polêmico. “Uma consequência benéfica do voto obrigatório é que torna os partidos políticos menos clientelistas. Além disso, aumenta a participação de mulheres tanto votantes quanto eleitas. Por outro lado, temos várias evidências internacionais que denotam que o voto facultativo diminui a participação eleitoral. E, ao contrário do que as pessoas imaginam, é o voto facultativo que faz com que o eleitor se informe menos”, afirma a cientista política.

Candidaturas avulsas (sem filiação partidária) — É outra discussão que ganhou força nas eleições de 2018, mas segue sem consenso. Ainda está em discussão por emendas e não no texto final da relatora. “A candidatura avulsa vai no mesmo sentido do personalismo já citado. É um problema para a governabilidade porque cada pessoa se torna um partido. Serão 513 partidos na Câmara? É possível? Eu acho curioso esse debate porque estávamos indo em outro sentido de debate de tentar diminuir a fragmentação e tentar gerar alguma coesão interna dos partidos e possibilitar uma governabilidade mais orgânica, que de fato faça sentido com a ideologia dos partidos e com a representatividade do eleitor. A candidatura avulsa vai em outro sentido e fragmenta ainda mais o sistema”, opina a professora.

Endurecimento das regras de fidelidade partidária — “Se for incluir os senadores nas regras e, em alguma medida, cargos do Executivo, seria muito interessante. As mudanças sobre mudança de partido acabaram acontecendo no Judiciário. O ideal seria, de fato, que uma alteração na legislação que evitasse o troca-troca partidário viesse do Legislativo”, avalia Graziella.

Diminuição de assinaturas em projeto de iniciativa popular – Atualmente, para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular à Câmara dos Deputados é preciso reunir a assinatura de, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores em cada um deles. “É uma proposta interessante para aumentar a participação popular. Hoje em dia é muito difícil falar que um determinado projeto é de iniciativa popular porque hoje é muito mais fácil procurar um parlamentar para encampar e apresentar esse projeto. O critério hoje de número de assinaturas é quase proibitivo”, afirma a professora.

Outras discussões sobre partidos e eleições

Além da PEC relatada pela deputada Renata Abreu, há ainda a retomada de discussão de um projeto de lei de 2015, do Senado, que institui as federações de partidos políticos a partir de mudanças na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95) e na Lei das Eleições (Lei 9.504/97). O PL 2.522/15 teve o regime de urgência aprovado em junho e também deve entrar na pauta no segundo semestre.

Por meio de federação de partidos, as legendas associadas agem como se fossem uma única legenda, tanto nas eleições quanto durante a legislatura. Seria permitida a união de partidos por quatro anos, como um mecanismo para transpor a cláusula de desempenho aprovada em 2017 que poderia salvar da extinção as siglas pequenas.

Outra discussão relacionada que deve entrar em pauta em agosto é o Código Eleitoral, um projeto ainda não apresentado oficialmente e que busca unificar em uma só lei as várias normas previstas em leis ordinárias e em resoluções do TSE.

A deputada federal Margarete Coelho (PP-PI) é relatora do grupo de trabalho de discute o projeto. Um texto preliminar foi disponibilizado para as bancadas com 938 artigos. Ele trata, dentre outros temas, das regras de criação, fusão e extinção de partidos, regras de filiação partidária, redefine quantidade de candidatos proporcionais, regras de registro de candidatura, regras de propaganda partidária e eleitoral e tipifica crimes eleitorais. Um dos pontos polêmicos refere-se à possibilidade de empresas privadas serem contratadas pelas siglas para auditarem a contabilidade partidária.

Ainda há a sugestão da criação de um “percentual de acerto” dos institutos nas últimas eleições, que deverá ser divulgado junto às pesquisas. Além disso, as pesquisas eleitorais não poderiam ser divulgadas no sábado de véspera da eleição e no dia do pleito.

CNN Brasil

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Brasil

LULA APELA NA RETA FINAL: Presidente parte para o vale-tudo do populismo

Reprodução

Na reta final do primeiro turno, duas decisões governamentais de Lula (PT) foram usadas como munição direta mirando o eleitor. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, o colunista Hélio Schwartsman classificou as medidas como exemplos de “populismo eleitoreiro” e afirmou que o presidente estaria partindo para o “vale-tudo do populismo”.

Uma delas foi o reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado apenas 17 dias antes da eleição. Segundo Schwartsman, a correção não aparecia na proposta de Orçamento de 2027 enviada pelo governo ao Congresso e só foi anunciada depois de pesquisas mostrarem um cenário mais difícil para Lula na disputa.

A outra medida citada pelo colunista foi a proibição das bets a apenas nove dias da votação. A decisão interrompe, segundo ele, quase quatro anos de esforços do próprio governo para regulamentar o setor e ainda pode reduzir a arrecadação federal sem impedir que apostadores migrem para plataformas ilegais.

Para Schwartsman, os dois episódios reforçam a avaliação de que Lula estaria priorizando a permanência no poder em vez de conduzir o governo com estabilidade até o fim do mandato. O próprio presidente resumiu a disputa recentemente ao dizer que a escolha não seria entre ele e um “gênio”, mas entre os candidatos que estão na corrida.

Com informações da folha de São Paulo – coluna Hélio Schwartsman

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Esporte

Seleção potiguar faz história e conquista título inédito na Uruguay Cup

Reprodução

A Seleção-RN fez história na 33ª edição da Uruguay Cup, realizada em Montevidéu. Pela primeira vez em 33 edições e 16 anos de competição, uma equipe estrangeira conquistou o título da Série Ouro. O feito foi alcançado pela Seleção-RN 2013 Verde.

A delegação potiguar reuniu cerca de 120 pessoas entre atletas, comissões técnicas e familiares e foi a maior delegação estrangeira da competição. Ao todo, aproximadamente 120 equipes de países como Uruguai, Argentina e Chile participaram do torneio.

Além do título inédito na Série Ouro, o RN voltou para casa com seis colocações de destaque: dois títulos, dois vice-campeonatos e outras duas posições entre os quatro melhores.

A campanha foi resultado de um projeto iniciado ainda em 2025, com atletas selecionados a partir da Copa RN e de diferentes escolinhas da capital e do interior. Foram cerca de sete meses de preparação, com treinamentos e amistosos nas categorias Sub-10, Sub-11, Sub-12, Sub-13 e Sub-Feminina.

Com o resultado, a Seleção-RN colocou o futebol de base potiguar no destaque internacional e marcou o nome do Rio Grande do Norte na história da tradicional competição uruguaia.

RESULTADOS HISTÓRICOS

A campanha da Seleção-RN terminou com seis colocações de destaque, incluindo dois títulos e quatro vice-colocações/posições entre os quatro melhores:

🏆 Campeão – Série OuroSeleção-RN 2013 Verde

🥈 Vice-campeão – Série Ouro Feminina

Seleção-RN 2013 Feminina

🥈 Vice-campeão – Série Prata

Seleção-RN 2013 Branco

🏆 Campeão – Série Bronze

Seleção-RN 2014

4️⃣ 4º lugar – Série Bronze

Seleção-RN 2015

🥈 Vice-campeão –

Série BronzeSeleção-RN 2016

Com informações do Blog do Marcos Lopes

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Política

CONFRONTO FINAL: Allyson, Álvaro, Cadu e Robério se enfrentam no último debate antes da eleição

Foto: Band RN/Reprodução

Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte participam, nesta terça-feira (29), do último debate antes do primeiro turno das eleições. O confronto promovido pela Inter TV começa às 22h15 e reúne Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e Professor Robério Paulino (PSOL).

Com mediação da jornalista Emmily Virgílio, o debate terá quatro blocos, com perguntas de tema livre e determinado entre os candidatos, além das considerações finais. O encontro ocorre na reta decisiva da campanha, a cinco dias da votação de 4 de outubro.

O debate será exibido pela Inter TV Cabugi e transmitido pela internet no g1 RN e no Globoplay.

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Brasil

LUXO NA FINLÂNDIA: As fotos da viagem de Lulinha com hotel exclusivo e que custou quase R$ 2 milhões

Reprodução Metrópoles

Novos detalhes da viagem de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), pela Europa revelam o padrão de luxo do roteiro realizado em janeiro de 2025 ao lado da lobista, a empresária Roberta Luchsinger e das famílias dos dois.

Na Finlândia, o grupo se hospedou no Octola, um hotel de ultraluxo localizado em meio à taiga, na região de Rovaniemi. O espaço é exclusivo para cada grupo de visitantes e cobra valores que começam em 11,5 mil euros por semana por pessoa e chegam a 42 mil euros na alta temporada — o equivalente a cerca de R$ 10 mil a R$ 37 mil por pessoa.

A viagem, que já havia sido revelada anteriormente pelo custo de R$ 1,8 milhão, incluiu ainda outros países europeus e a Suíça. O roteiro foi organizado por Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e funcionária de uma agência especializada em viagens de luxo.

Com informações do Metrópoles

 

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Brasil

[VÍDEO] TODOS CONTRA O PT – “CHEGOU A HORA DE APOSENTAR LULA”: Pablo Marçal declara apoio a Flávio e entra na campanha


Pablo Marçal declarou, nesta terça-feira (29), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e anunciou que passará a integrar a campanha na reta final do primeiro turno.

“Chegou a hora de aposentar o Lula. Tem uma alternância de poder e hoje eu estou integrando a equipe com muita honra. Eu confio no Flávio”, afirmou Marçal durante um evento de jiu-jitsu, em São Paulo.

Flávio afirmou que tem “pontos de divergência” com Marçal, mas que são questões pequenas “diante do perigo que o Brasil corre com Lula”. “Estamos conversando com todo mundo que queria vestir a camisa do Brasil”, declarou.

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Brasil

MESMO SEM LULA: Flávio mantém ida ao debate da Globo apesar da pressão de aliados

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) mantém a decisão de participar do debate da TV Globo, mesmo com a provável ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O confronto será realizado nesta quinta-feira (1º) e será o último antes do primeiro turno.

A decisão contraria aliados que defendem a ausência do candidato do PL caso Lula não compareça. A avaliação do grupo é que, sem o petista, Flávio poderá virar o principal alvo dos demais presidenciáveis e sofrer desgaste na reta final da campanha.

Apesar da pressão, o senador segue disposto a participar. “Até agora nós vamos ao debate”, afirmou Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.

A Globo prevê manter uma cadeira vazia para cada candidato ausente. Pelas regras acertadas, os participantes poderão, inclusive, dirigir perguntas a quem não comparecer.

Com informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

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Brasil

Pix registra queda de 10% após medidas do governo contra bets

Marcello Casal JrAgência Brasil

O volume de transações via Pix caiu cerca de 10% entre sábado (26) e segunda-feira (28), período em que o governo federal intensificou as restrições e ações de fiscalização contra plataformas de apostas. A redução foi divulgada nesta terça-feira (29) pelo Ministério da Justiça, que atribuiu o resultado à estratégia de atingir diretamente as movimentações financeiras dessas empresas.

A ofensiva do governo inclui pedidos de bloqueio de 5.209 sites de apostas, além da retirada de 390 páginas do Facebook e Instagram e de grupos no Telegram que reuniam mais de 1 milhão de participantes. A estratégia também prevê o bloqueio de transferências bancárias, a retirada de aplicativos irregulares das lojas virtuais e novas restrições à publicidade do setor.

Segundo o Ministério da Justiça, 63 empresas foram identificadas como destinatárias de recursos provenientes de apostas ilegais, e instituições financeiras foram notificadas para interromper as transferências. O governo também informou que R$ 4,17 bilhões foram bloqueados em 12 operações policiais relacionadas a jogos de azar.

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, apontou a queda nas transações via Pix como um sinal de eficácia das medidas.

Com informações do Poder 360

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Brasil

QUAEST: Em SP, maior colégio eleitoral do país, Flávio cresce, abre seis pontos e chega a 36%; Lula cai para 30%

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra o candidato do PL com 36%, contra 30% do petista.

Na comparação com o levantamento de 23 de setembro, Flávio avançou dois pontos, indo de 34% para 36%. Lula oscilou um ponto para baixo, de 31% para 30%. Com isso, a distância entre os dois passou de três para seis pontos percentuais.

Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Indecisos somam 12%, enquanto branco, nulo ou quem não pretende votar representam 9%.

A pesquisa aponta ainda que 81% dos entrevistados consideram o voto definitivo. Outros 19% afirmam que ainda podem mudar de candidato até a eleição.

A Quaest ouviu 1.800 eleitores paulistas entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento, encomendado pela Globo, está registrado no TSE sob o número BR-05155/2026. (politica.news)

Fonte: G1

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Política

Prefeito de Viçosa é mais um que declara apoio para Zenaide

Reprodução

O prefeito de Viçosa, Ramon Alves, esteve com a senadora Zenaide Maia nesta terça-feira e anunciou apoio à sua candidatura ao Senado. Ao lado do ex-prefeito Toinho do Miragem, Ramon reafirmou o compromisso com o projeto da senadora e com a defesa da democracia.

A senadora destacou a relação construída com Viçosa e disse ter ficado impressionada com as ações desenvolvidas no município em defesa da vida, incluindo a proteção dos animais e da natureza. “Eu visitei recentemente a cidade e fiquei encantada com a preocupação pela vida”, afirmou.

Ao falar sobre o apoio recebido, Zenaide afirmou que seguirá de mãos dadas com o município. “Viçosa, não tenha dúvida que a senadora Zenaide, quando segura a mão, ela não solta”, declarou.

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Economia

Prefeitura do Natal paga folha de setembro nesta quarta-feira e movimenta mais de R$ 99 milhões

Arte: Secom

A Prefeitura do Natal realiza nesta quarta-feira (30) o pagamento da folha salarial referente ao mês de setembro. Ao todo, serão injetados mais de R$ 99 milhões na economia de Natal, contemplando servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Para o prefeito Paulinho Freire, a realização do pagamento dentro do mês trabalhado representa responsabilidade com as finanças públicas e respeito aos servidores municipais. “Estamos pagando dentro do mês trabalhado porque reconhecemos o valor do servidor. Esse esforço não é apenas uma questão administrativa, mas de compromisso com quem faz a cidade funcionar todos os dias. Além disso, o pagamento também fortalece a economia da cidade”, destacou o prefeito.

“Esse volume de recursos circulando na cidade movimenta o comércio, os serviços e outros setores da economia. O cumprimento do calendário de pagamentos também garante previsibilidade para os servidores”, disse o secretário municipal de Finanças, Marcelo Oliveira.

Os valores referentes à folha salarial do mês de setembro começaram a ser creditados nesta terça-feira (29). A partir da manhã desta quarta-feira, 30 de setembro, os recursos estarão integralmente disponíveis para movimentação. O pagamento mantém a previsibilidade do calendário para os servidores e movimenta diferentes setores da economia local.

 

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