Política

Como uma simples proposta de emenda pode acabar mudando as eleições no Brasil

Foto: Agência Brasil

O que seria uma simples Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para tratar do adiamento das eleições quando houver feriado próximo a elas pode se tornar uma ampla reforma eleitoral.

Em maio, a deputada Renata Abreu (Podemos-SP) foi indicada relatora da comissão especial criada um mês antes pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para debater a PEC 125/11.

De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o objetivo do autor era apenas evitar o questionamento da legitimidade dos resultados por causa da evasão de eleitores que viajam em feriados prolongados.

A relatora, no entanto, optou por ampliar a discussão. Para a parlamentar, a população não está satisfeita com o sistema eleitoral atual e é preciso debater métodos alternativos. Em dois meses de trabalho da comissão especial foram dezenas de sugestões de alterações. Entre elas, a do distritão — discussão já levantada anteriormente — e o voto preferencial — modelo de apuração que acabaria com o segundo turno (leia mais abaixo).

Na terça-feira (6), Lira reuniu os presidentes dos partidos de centro e de direita em sua residência oficial para tentar chegar a um consenso e levar a PEC à pauta. Entre os presentes, Gilberto Kassab (PSD), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araujo (PSDB), Roberto Freire (Cidadania) e Marcos Pereira (Republicanos).

Não foi possível chegar a um acordo. A grande maioria dos dirigentes partidários é contra mudanças no atual sistema eleitoral, em especial tão perto das eleições. Segundo apurou a CNN, Lira deve se manter neutro. As bancadas estão divididas. Pela legislação, o Congresso tem até outubro para aprovar alterações que sejam válidas já na disputa de 2022.

“Ficou acertado que votamos até o dia 4 de agosto, depois do recesso. Até lá vou trabalhar no convencimento individual dos líderes para ver o que tem adesão e depois finalizar o texto. E decidir se vamos votar as alterações fatiadas ou em votação única”, afirma a deputada Renata Abreu, que também participou da reunião.

Os sistemas de votação em estudo

Segundo a relatora, o grande desafio é que os dirigentes querem manter o sistema atual, enquanto alguns parlamentares preferem o distritão ou o distrital misto. Para a eleição de deputados, o método usado é o proporcional, aquele em que a representação se dá na mesma proporção da preferência do eleitorado pelos partidos políticos.

Os assentos das Casas Legislativas são distribuídos de acordo com a votação total dos candidatos e do partido, o que leva partidos mais votados a eleger candidatos não tão bem classificados.

Tal sistema, segundo cientistas políticos, é capaz de refletir os diversos pensamentos e tendências existentes na sociedade, já que possibilita a eleição da maioria dos partidos políticos existentes, observadas as suas representatividades.

Já o sistema distrital é personalista e tende a agravar a crise de representação, dificultando ainda mais o acesso de grupos politicamente minoritários, segundo especialistas. As cadeiras que cada estado (distrito) tem na Câmara viriam a ser preenchidas pelos mais votados. Em São Paulo, por exemplo, seriam eleitos os 70 mais bem votados, o que beneficiaria os parlamentares ou pessoas influentes já conhecidas.

Renata Abreu discorda desse raciocínio. “Eu, pessoalmente, acho que o distrital misto seria um bom sistema porque mescla o proporcional e distrital. É um sistema de transição para conseguir um sistema mais aprimorado, é legislar para frente para conseguir avanços. Não vejo diferença nas críticas que fazem entre o sistema atual e o distrital. Hoje já existe personalismo. Os youtubers, por exemplo, já são favorecidos com visibilidade”, explica Renata.

No sistema distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma em um candidato do seu distrito (município ou estado) e outra em uma lista de candidatos preordenada pelo partido, ou seja, o voto na legenda. Assim, metade dos parlamentares é eleita por maioria de votos dos distritos – representando demandas locais da população –, enquanto a outra metade das vagas é preenchida pelos candidatos dos partidos mais votados.

O distrital misto tem sido discutido pelo Congresso pelo menos desde 2017, mas até hoje não há consenso. O presidente do Cidadania, Roberto Freire, é contra grandes alterações no sistema eleitoral neste momento.

“O distritão é um projeto de sistema eleitoral que nenhum país sério adota e vai gerar uma anarquia parlamentar, seriam 513 personalidades. É um sistema menos democrático, que vai reduzir o número de partidos”, afirma Freire.

Doutora em Ciência Política e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Graziella Guiotti Testa também questiona o momento para discutir uma reforma eleitoral, sobretudo pelo Congresso ainda estar funcionando de forma híbrida, com o trabalho de comissões e audiências públicas prejudicadas.

“A primeira pergunta que deve ser feita é: qual o objetivo normativo da reforma política? Se o objetivo normativo é que as pessoas compareçam às urnas, como propõe o texto original da PEC, então é bom que se adie as eleições quando houver feriado. Mas isso é uma mudança muito pequena e pontual que serve como justificativa para puxar outros debates que ainda não estão maduros. E nesse momento é difícil uma articulação da sociedade civil para influenciar no processo decisório”, explica Graziella.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também diz ser contra alterações neste momento e lembra que já tivemos uma reforma eleitoral em 2017. Na ocasião, o Congresso criou um novo Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão para substituir as doações de empresas, estabeleceu uma cláusula de barreira (partidos que não tiverem uma quantidade mínima de votos perdem o acesso a recursos a partir de 2019) e proibiu as coligações em eleições proporcionais (de vereadores e deputados estaduais e federais).

“O modelo aprovado em 2017 ainda não foi testado nos estados nem na eleição nacional, apenas nas eleições municipais de 2020. E deu certo. Precisamos aguardar a finalização dessas mudanças”, afirma Kassab.

Ele é contra o distritão e, apesar de ver com bons os olhos o modelo misto, ressalta que são apenas dois meses até o prazo final para mudanças eleitorais antes da data estipulada por lei.

“O distritão é um modelo que acaba com a política, com os partidos, com a representatividade do eleitor. Prevalece o individualismo e ainda facilita o acesso de crime organizado e milícias. Esse modelo não existe em lugar nenhum do mundo. Para o distrital misto, precisaríamos de um grupo preparado para debater no Congresso”, diz o presidente do PSD.

As mudanças em discussão

As próximas duas semanas serão de muita conversa entre líderes partidários e parlamentares para tentar chegar em um consenso. Confira as alterações que estão em discussão na PEC 125/11:

Cota de gênero — Essa proposta está sendo debatida com a bancada feminina da Câmara dos Deputados. Apesar de, em 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter determinado aos partidos políticos a obrigatoriedade de reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral para as candidatas, as deputadas acreditam que a medida ainda não foi suficiente para o equilíbrio de gênero no Parlamento. A intenção é fazer uma reserva obrigatória de cadeira para mulheres que deve se iniciar em 15% e chegar até 22% por estado.

Plebiscitos — Inclusão de plebiscito durante o processo eleitoral para consulta de diversas mudanças no sistema eleitoral, incluindo a mudança para parlamentarismo. Para a professora Graziella Testa, como nossas eleições são concomitantes e já têm grande número de candidatos que precisam ser votados na mesma eleição, aumentar a quantidade de decisões em um mesmo pleito pode prejudicar o processo decisório. “Normalmente, a eleição legislativa já fica prejudicada porque os debates são voltados ao Executivo. Se incluir uma decisão importante como essa de mudança de sistema eleitoral, pode confundir o eleitor.”

Sistema distrital misto ou distritão — Para além das vantagens e desvantagens de cada tipo de votação, a professora ressalta a dificuldade que o Brasil tem em consolidar um sistema eleitoral. “A ditadura militar dificultou muito a consolidação do nosso sistema partidário e essa questão do personalismo muito forte na nossa política tem sido particularmente perigosa nessa última década porque o populismo se tornou realidade não só no Brasil como em outros lugares do mundo. Então, o problema maior do distritão ou distrital misto é que ambos são sistemas mais personalistas existentes do que o proporcional de lista aberta, que temos agora. Nesse sentido, o distrital misto é menos prejudicial do que o distritão, mas os dois seriam um retrocesso porque o personalismo político é um problema que precisa ser resolvido”, avalia a professora da FGV.

Voto preferencial — Proposta de autoria da deputada Renata Abreu, que tem por objetivo acabar com o segundo turno e diminuir a polarização. Cada eleitor poderia votar em apenas um ou escolher múltiplos candidatos por nível de preferência, numerados do melhor para o pior. Quem receber 50% dos votos é eleito. Porém, se não houver vencedor majoritário, é feita nova contagem, eliminando o candidato menos votado. Os eleitores que colocaram o eliminado em primeiro lugar de suas listas terão suas segundas preferências consideradas. Assim, os candidatos que aparecem na sequência do ranking dos eleitores mantêm suas chances, porque o processo de recontagem continua até que haja um vencedor com mais da metade dos votos.

“Nas últimas eleições vimos a população votando em quem não queria para não correr o risco de que fosse eleito um desafeto ou em quem tinha mais chance e não em seu preferido. Somando os milhões de eleitores que não compareceram às urnas aos milhões que votaram nos demais candidatos, constatamos um número elevado de eleitores que não se encaixou na polarização entre os dois colocados para o segundo turno, optando pelo voto útil para eleger o que eles entendiam, muitas vezes, ser os menos piores, mesmo com esses carregando altas taxas de rejeição popular”, explica a relatora da PEC.

Os críticos a este sistema, no entanto, afirmam que, na prática, acabam eleitos candidatos que já estão na primeira ou segunda colocação, além de considerarem o sistema de votação confuso, podendo afetar a credibilidade do processo eleitoral.

Inclusão dos senadores na cláusula de desempenho — A cláusula de desempenho dos candidatos prevê um número mínimo de votos para um deputado federal, estadual ou distrital se eleger. A intenção é inibir os casos em que um candidato com poucos votos seja eleito com a ajuda dos “puxadores de votos” do partido ou da coligação. No entanto, essa legislação atual não abrange senadores.

“A inclusão dos senadores na cláusula de desempenho, eu acho interessante se ela vier amarrada com algum critério de fidelidade partidária no Senado. Hoje, a regra de fidelidade na Câmara é muito estrita, mas no Senado, o mandato é completamente do parlamentar. E isso tem gerado um leilão, senador que muda de partido muito rapidamente, e isso não é interessante. O problema de estabelecer a cláusula de barreira no Senado sem ter algum critério de ligar o senador ao partido é que, na verdade, vai aumentar esse leilão. O fato de um senador mudar de partido vai ser muito valioso porque facilitaria esse partido cumprir a cláusula”, explica Graziella Guiotti.

Voto facultativo — Outro ponto ainda incerto da reforma, que está sendo discutido por emendas, e é polêmico. “Uma consequência benéfica do voto obrigatório é que torna os partidos políticos menos clientelistas. Além disso, aumenta a participação de mulheres tanto votantes quanto eleitas. Por outro lado, temos várias evidências internacionais que denotam que o voto facultativo diminui a participação eleitoral. E, ao contrário do que as pessoas imaginam, é o voto facultativo que faz com que o eleitor se informe menos”, afirma a cientista política.

Candidaturas avulsas (sem filiação partidária) — É outra discussão que ganhou força nas eleições de 2018, mas segue sem consenso. Ainda está em discussão por emendas e não no texto final da relatora. “A candidatura avulsa vai no mesmo sentido do personalismo já citado. É um problema para a governabilidade porque cada pessoa se torna um partido. Serão 513 partidos na Câmara? É possível? Eu acho curioso esse debate porque estávamos indo em outro sentido de debate de tentar diminuir a fragmentação e tentar gerar alguma coesão interna dos partidos e possibilitar uma governabilidade mais orgânica, que de fato faça sentido com a ideologia dos partidos e com a representatividade do eleitor. A candidatura avulsa vai em outro sentido e fragmenta ainda mais o sistema”, opina a professora.

Endurecimento das regras de fidelidade partidária — “Se for incluir os senadores nas regras e, em alguma medida, cargos do Executivo, seria muito interessante. As mudanças sobre mudança de partido acabaram acontecendo no Judiciário. O ideal seria, de fato, que uma alteração na legislação que evitasse o troca-troca partidário viesse do Legislativo”, avalia Graziella.

Diminuição de assinaturas em projeto de iniciativa popular – Atualmente, para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular à Câmara dos Deputados é preciso reunir a assinatura de, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores em cada um deles. “É uma proposta interessante para aumentar a participação popular. Hoje em dia é muito difícil falar que um determinado projeto é de iniciativa popular porque hoje é muito mais fácil procurar um parlamentar para encampar e apresentar esse projeto. O critério hoje de número de assinaturas é quase proibitivo”, afirma a professora.

Outras discussões sobre partidos e eleições

Além da PEC relatada pela deputada Renata Abreu, há ainda a retomada de discussão de um projeto de lei de 2015, do Senado, que institui as federações de partidos políticos a partir de mudanças na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95) e na Lei das Eleições (Lei 9.504/97). O PL 2.522/15 teve o regime de urgência aprovado em junho e também deve entrar na pauta no segundo semestre.

Por meio de federação de partidos, as legendas associadas agem como se fossem uma única legenda, tanto nas eleições quanto durante a legislatura. Seria permitida a união de partidos por quatro anos, como um mecanismo para transpor a cláusula de desempenho aprovada em 2017 que poderia salvar da extinção as siglas pequenas.

Outra discussão relacionada que deve entrar em pauta em agosto é o Código Eleitoral, um projeto ainda não apresentado oficialmente e que busca unificar em uma só lei as várias normas previstas em leis ordinárias e em resoluções do TSE.

A deputada federal Margarete Coelho (PP-PI) é relatora do grupo de trabalho de discute o projeto. Um texto preliminar foi disponibilizado para as bancadas com 938 artigos. Ele trata, dentre outros temas, das regras de criação, fusão e extinção de partidos, regras de filiação partidária, redefine quantidade de candidatos proporcionais, regras de registro de candidatura, regras de propaganda partidária e eleitoral e tipifica crimes eleitorais. Um dos pontos polêmicos refere-se à possibilidade de empresas privadas serem contratadas pelas siglas para auditarem a contabilidade partidária.

Ainda há a sugestão da criação de um “percentual de acerto” dos institutos nas últimas eleições, que deverá ser divulgado junto às pesquisas. Além disso, as pesquisas eleitorais não poderiam ser divulgadas no sábado de véspera da eleição e no dia do pleito.

CNN Brasil

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Política

Lula quer polarizar com Bolsonaro: “Não há espaço para terceira via”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (17) que não há espaço para a terceira via nas disputas eleitorais de 2022. “A terceira via tem que me derrotar no primeiro turno, ou derrotar o Bolsonaro no primeiro turno. Não há espaço para terceira via se não houver uma mudança brusca no espaço político nacional”, disse o ex-presidente em entrevista à Rádio Sagres, de Goiânia.

Questionado sobre os efeitos das manifestações promovidas pelo Movimento Brasil Livre no último domingo (12),que busca viabilizar a terceira via nas eleições de 2022, o petista afirmou que nunca acreditou na capacidade de mobilização do MBL. Segundo ele, Bolsonaro ainda tem uma base de apoio considerável. Por isso, na avaliação dele, a disputa tende a ficar entre os dois.

“Eu penso que nós estamos caminhando para uma disputa política entre o PT representando setores democráticos da sociedade, e o Bolsonaro representando setores fascistas da sociedade”, afirmou.

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Política

Paulo Coelho quer que Brasil fique fora da Assembleia Geral da ONU porque Bolsonaro não se vacinou

O escritor Paulo Coelho pediu, nesta sexta-feira (17), ao secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, que a instituição barre a participação do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral, entre 14 e 30 de setembro, porque ele não se vacinou. O Brasil teria que ficar de fora do encontro sob o argumento de que Bolsonaro seria um “mau exemplo”.

“António Guterres, sei que não pode impedir a entrada de mandatários, mas seria uma vitória proibir a comitiva do presente brasileiro de entrar. Não estão vacinados – mau exemplo hoje estampada em todos os jornais do mundo”, escreveu assinando como “mensageiro da paz” da ONU.

As Nações Unidas devem exigir comprovante de vacinação contra a covid-19 de cada integrante das delegações presentes na abertura do evento. O Itamaraty espera exceção aos chefes de Estado e de governo.

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Saúde

Covid: após pico, número de mortes por data real voltou a patamares de 2020

As datas em que ocorreram as mortes por covid-19 contam a história real da pandemia. Os dados mostram que a crise sanitária atingiu o pico em março de 2021. Nos meses seguintes, os números começaram a diminuir. Em agosto, o país chegou ao menor patamar de mortes mensais desde novembro de 2020, quando a doença vitimou 14.120 pessoas no Brasil. Às informações são do Poder 360.

No mês passado, ocorreram 15.497 mortes pela doença, segundo os dados contabilizados até agora pelas autoridades de saúde. Em todos os 8 meses anteriores, os números mensais foram superiores.

Os dados de mortes por data real referem-se aos dias em que as mortes realmente aconteceram – números que só são atualizados uma vez por semana em boletins do Ministério da Saúde.

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Política

Datena é convidado a se filiar ao PDT com opção de ser vice na chapa de Ciro Gomes

Lançado pelo PSL como pré-candidato à Presidência, o apresentador José Luiz Datena recebeu convite para se filiar ao PDT. A legenda oferece ao jornalista a opção de se candidatar a vice de Ciro Gomes (CE).

O jornalista afirmou estar “analisando de fato” a proposta. À Folha o presidente do PDT, Carlos Lupi, contou que também há a possibilidade de Datena ser lançado a governador ou senador.

“Vamos avaliar em pesquisa as três opções: vice-presidente, governador ou senador por São Paulo”, disse Lupi. A conversa do presidente do PDT e Datena ocorreu na segunda-feira (13).

Folhapress

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Tecnologia

Governo federal publica decretos para alavancar implementação do 5G

Foto: reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou nesta sexta-feira (17), em edição extra do Diário Oficial da União, 2 decretos para flexibilizar e alavancar a implementação da tecnologia 5G no Brasil.

O 1º decreto institui o Pais (Programa Amazônia Integrada e Sustentável) e cria o seu Comitê Gestor. O programa o objetivo de implantar uma rede de transporte de fibra óptica na Região Amazônica.

A implementação do Pais estava previsto no edital do leilão do 5G. O programa foi alvo de parecer da área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) por supostas irregularidades no projeto. Entretanto, os ministros aprovaram o programa no plenário.

“Foram identificados indícios de irregularidades, de possíveis ilegalidades e de risco de danos ao erário da ordem de, no mínimo, R$ 650 milhões, sendo R$ 260 milhões na precificação da rede privativa e R$ 390 milhões na precificação do Pais”, diz o parecer da área técnica.

O 2º decreto flexibiliza a construção da rede privativa do 5G, de uso exclusivo do governo. Na prática, o decreto permite que empresas e outros órgãos públicos, além da Telebras, possam realizar a implementação da rede privativa do 5G.

Além disso, o decreto flexibiliza as regras para que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) possa prever nos compromissos do edital do 5G com as prestadoras do setor não apenas investimentos em capacidade, mas também em serviços de acesso à internet para a população.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, comemorou a finalização dos decretos e apontou que são “necessários para que a Anatel possa concluir a análise do Leilão do 5G”.

Poder 360

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Economia

Novo Bolsa Família será de R$ 300 e começa em novembro, diz secretário do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia

Foto: reprodução/YouTube

O secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, afirmou hoje que o Auxílio Brasil, novo programa social que vai substituir o auxílio emergencial e o Bolsa Família, vai ser de R$ 300. Isso representa um aumento de R$ 111 em relação ao que é pago atualmente pelo Bolsa Família.

Ele explicou que o Auxílio Brasil vai entrar em vigor em novembro porque esse tipo de programa não pode ser implantado em ano eleitoral. Funchal acrescentou que para poder financiar os pagamentos deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou ontem um decreto que eleva a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários).

As informações foram dadas por Funchal em um evento que aconteceu na manhã de hoje e foi organizado pela Fucape Business School.

O secretário ainda defendeu a importância de aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, que foi enviada pelo governo federal e está em discussão no Congresso. Segundo ele, essa é a única forma de viabilizar o Auxílio Brasil nos próximos anos sem comprometer o Teto de Gastos.

“O mais importante é que isso [PEC] avance de forma célere para que a gente consiga refazer o Orçamento e aí sim as políticas públicas. É uma demanda da sociedade e da classe política discutir um novo programa”, afirmou.

Os precatórios, ou seja, a parte do orçamento federal comprometida com o pagamento de dívidas advindas de decisões judiciais, estão no centro do debate político nas últimas semanas. Neste ano, este valor aumentou, o que pode comprometer o pagamento de programas sociais, especialmente do Auxílio Brasil.

Bruno Funchal disse que está confiante que a PEC vai ser aprovada no Congresso, mesmo com os tensionamentos entre Poderes que atingiram seu ápice no último dia 7 de setembro, quando Bolsonaro participou de atos antidemocráticos e fez ameaças golpistas.

“Acho que está muito claro para todos que é um problema e qual a consequência se não resolver o problema”, falou o secretário.

UOL

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Gastronomia

Programa Papo de Fogão recebe o Chef Fellipe Góis, do Restaurante Vila K Jeri, de Jericoacoara-CE e a Chef Neide Lisboa, do Terraço Lisboa Bistrô Café, de Bananeiras-PB

O Papo de Fogão foi até Jericoacoara/CE e Bananeiras/PB em busca de duas receitas pro seu fim de semana!

Uma moqueca de peixe e camarão e uma farofa flocada com castanhas. Essa combinação vai dar uma elevada no seu fim de semana! Quer aprender como preparar? É só ficar ligado no Papo de Fogão desse fim de semana que o Chef Fellipe Góis, do Restaurante Vila K Jeri, na Pousada Vila Kalango, em Jericoacoara/CE e a Chef Neide Lisboa, do Terraço Lisboa Bistrô Café, em Bananeiras/PB, vão nos ensinar!

Então fiquem ligados, que o programa está de dar água na boca!

SÁBADO
BAND NORDESTE
Alagoas, 07h
Maranhão, 10h30

TV CORREIO/RECORD
Paraíba – 13h30

DOMINGO⠀
RIO GRANDE DO NORTE
TV TROPICAL/RECORD – 10h

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Polícia

Filha de ex-deputado que cumpriu pena na Papuda é presa pela PF em ação contra tráfico de drogas

Foto: reprodução

A filha do ex-deputado federal Nilton Balbino – conhecido como Nilton Capixaba -, que cumpriu pena no complexo penitenciário da Papuda entre 2017 e 2019, foi presa pela Polícia Federal (PF) no âmbito da operação Carga Prensada, deflagrada nesta quarta-feira, contra o tráfico de drogas. Natielly Karlailly Balbino, de 35 anos, foi detida no município rondoniense de Cacoal, a cerca de 480 km da capital Porto Velho, durante cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão.

Natielly é acusada de integrar uma organização criminosa que enviava grandes quantidades de cocaína de Rondônia a outros estados brasileiros. O grupo ainda adquiria cargas de maconha do Mato Grosso do Sul para distribuir na região Norte. Durante a fase sigilosa da investigação, que teve início no final de 2019, mais de 2,5 toneladas de drogas foram apreendidas.

A operação Carga Prensada sequestrou cerca de150 veículos, vários deles de luxo, pertencentes a integrantes da organização. Os agentes também apreenderam uma lancha e uma aeronave. Mais de 270 policiais cumpriram 45 mandados de prisão e 63 mandados de busca e apreensão em oito estados brasileiros.

A ação foi deflagrada em Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. O nome “Carga Prensada” foi escolhido em alusão à forma como a droga era transportada em meio a cargas em veículos de grande porte.

Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais, organização criminosa e falsidade ideológica. As penas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão.

A polícia afirmou ainda que um dos suspeitos movimentou cerca de R$ 10 milhões em contas bancárias, quantia oriunda de atividades ilícitas. Alguns dos investigados ostentavam luxo obtido com o tráfico de drogas. A reportagem de O Globo não localizou a defesa de Natielly até esta publicação.

O Globo

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Saúde

Após volta à UTI, Pelé tem melhora e passa por cuidado semi-intensivo, diz boletim

Foto: reprodução/Instagram

Após receber alta da UTI do Hospital Israelita Albert Einstein na terça-feira (14), Pelé, 80, passou por uma instabilidade respiratória e retornou hoje, três dias depois, à ala de tratamento intensivo. Mas o boletim médico divulgado pelo hospital nesta tarde explica que o ex-jogador apresentou melhoras e quadro estabilizado, passando agora por cuidados semi-intensivos.

“Edson Arantes do Nascimento apresentou breve instabilidade respiratória na madrugada de 17 de setembro, e como medida preventiva, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após estabilização do quadro, o paciente passou para cuidados semi-intensivos. Ele encontra-se, neste momento, estável do ponto de vista cardiovascular e respiratório, e segue em recuperação de pós-operatório abdominal”, relatou o hospital.

Pelé está internado desde o dia 31 de agosto em São Paulo, e no último dia 4 passou por cirurgia para a retirada de um tumor no cólon direito. O material está sendo submetido a análise patológica.

Seu filho Joshua Seixas Arantes do Nascimento acompanha a situação do pai de longe, nos Estados Unidos. Ele conversa quase que diariamente com o pai e ora por sua alta e deu mais detalhes sobre o retorno de Pelé à UTI do Albert Einstein.

“Ele ‘voltou’ [para UTI], na realidade. Foi mais para ter um cuidado maior, mas somente por isso mesmo. Falei com ele hoje também e ele está bem, graças a Deus. A situação não mudou muito. A recuperação dele está boa, mas ele tem tido alguns desconfortos intestinais, provavelmente devido a cirurgia, mas nada sério. Eles [médicos] têm ficado de olho, já que a cirurgia também não foi tão simples assim”, disse Joshua.

Kely Nascimento, filha do Rei, usou hoje suas redes sociais para tranquilizar os fãs de Pelé e também apontou o bem-estar do pai como ponto alto.

“Ele não gosta quando eu falo isso, então por favor não conta para ele, mas ele é um selhor (velhinho. No quadro normal de um senhor da idade dele, depois de uma operação dessas, às vezes são dois passos para a frente e um para trás. É muito normal. Ontem ele estava cansado e deu um passinho para trás. Hoje ele deu dois para a frente”, escreveu.

UOL

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Judiciário

Rachel Sheherazade processa Jean Wyllys por danos morais e pede R$ 44 mil de indenização

Foto: reprodução

A jornalista Rachel Sheherazade entrou na Justiça e abriu um processo por danos morais contra o ex-deputado federal Jean Wyllys. Segundo informações da colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, o motivo teria sido uma troca de farpas de ambos no Twitter. No processo, a jornalista pede R$ 44 mil de indenização ao político. O processo foi protocolado na última terça-feira, e tramita em uma das Varas do Juizado Especial Cível da Comarca de Barueri, em São Paulo.

Sheherazade acusa Wyllys de ter insinuado na rede social que ela seria racista e isso, segundo a jornalista, prejudica sua honra e imagem. A defesa da apresentadora  afirma que “o conteúdo publicado pelo réu (Wyllys), ao afirmar que a autora (Sheherazade) é racista e hipócrita, imputa a prática de atos gravíssimos e infundados, aptos a repercutir na honra e na imagem da autora. Além disso, o conteúdo nitidamente não possui caráter informativo, pois desprovido de fonte ou prévia investigação, não merecendo se enquadrar outrossim, na livre manifestação do pensamento”.

“Além das considerações expostas, importa consignar ainda, que as palavras proferidas pelo réu acerca da suposta prática de racismo e hipocrisia afetam diretamente a credibilidade do trabalho desempenhado pela autora, já que é jornalista, somados ao impacto perante a população de uma acusação tão grave desferida por figura pública”, afirma o advogado de Rachel Sheherazade.

Istoé

Opinião dos leitores

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