Política

Como uma simples proposta de emenda pode acabar mudando as eleições no Brasil

Foto: Agência Brasil

O que seria uma simples Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para tratar do adiamento das eleições quando houver feriado próximo a elas pode se tornar uma ampla reforma eleitoral.

Em maio, a deputada Renata Abreu (Podemos-SP) foi indicada relatora da comissão especial criada um mês antes pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para debater a PEC 125/11.

De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o objetivo do autor era apenas evitar o questionamento da legitimidade dos resultados por causa da evasão de eleitores que viajam em feriados prolongados.

A relatora, no entanto, optou por ampliar a discussão. Para a parlamentar, a população não está satisfeita com o sistema eleitoral atual e é preciso debater métodos alternativos. Em dois meses de trabalho da comissão especial foram dezenas de sugestões de alterações. Entre elas, a do distritão — discussão já levantada anteriormente — e o voto preferencial — modelo de apuração que acabaria com o segundo turno (leia mais abaixo).

Na terça-feira (6), Lira reuniu os presidentes dos partidos de centro e de direita em sua residência oficial para tentar chegar a um consenso e levar a PEC à pauta. Entre os presentes, Gilberto Kassab (PSD), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araujo (PSDB), Roberto Freire (Cidadania) e Marcos Pereira (Republicanos).

Não foi possível chegar a um acordo. A grande maioria dos dirigentes partidários é contra mudanças no atual sistema eleitoral, em especial tão perto das eleições. Segundo apurou a CNN, Lira deve se manter neutro. As bancadas estão divididas. Pela legislação, o Congresso tem até outubro para aprovar alterações que sejam válidas já na disputa de 2022.

“Ficou acertado que votamos até o dia 4 de agosto, depois do recesso. Até lá vou trabalhar no convencimento individual dos líderes para ver o que tem adesão e depois finalizar o texto. E decidir se vamos votar as alterações fatiadas ou em votação única”, afirma a deputada Renata Abreu, que também participou da reunião.

Os sistemas de votação em estudo

Segundo a relatora, o grande desafio é que os dirigentes querem manter o sistema atual, enquanto alguns parlamentares preferem o distritão ou o distrital misto. Para a eleição de deputados, o método usado é o proporcional, aquele em que a representação se dá na mesma proporção da preferência do eleitorado pelos partidos políticos.

Os assentos das Casas Legislativas são distribuídos de acordo com a votação total dos candidatos e do partido, o que leva partidos mais votados a eleger candidatos não tão bem classificados.

Tal sistema, segundo cientistas políticos, é capaz de refletir os diversos pensamentos e tendências existentes na sociedade, já que possibilita a eleição da maioria dos partidos políticos existentes, observadas as suas representatividades.

Já o sistema distrital é personalista e tende a agravar a crise de representação, dificultando ainda mais o acesso de grupos politicamente minoritários, segundo especialistas. As cadeiras que cada estado (distrito) tem na Câmara viriam a ser preenchidas pelos mais votados. Em São Paulo, por exemplo, seriam eleitos os 70 mais bem votados, o que beneficiaria os parlamentares ou pessoas influentes já conhecidas.

Renata Abreu discorda desse raciocínio. “Eu, pessoalmente, acho que o distrital misto seria um bom sistema porque mescla o proporcional e distrital. É um sistema de transição para conseguir um sistema mais aprimorado, é legislar para frente para conseguir avanços. Não vejo diferença nas críticas que fazem entre o sistema atual e o distrital. Hoje já existe personalismo. Os youtubers, por exemplo, já são favorecidos com visibilidade”, explica Renata.

No sistema distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma em um candidato do seu distrito (município ou estado) e outra em uma lista de candidatos preordenada pelo partido, ou seja, o voto na legenda. Assim, metade dos parlamentares é eleita por maioria de votos dos distritos – representando demandas locais da população –, enquanto a outra metade das vagas é preenchida pelos candidatos dos partidos mais votados.

O distrital misto tem sido discutido pelo Congresso pelo menos desde 2017, mas até hoje não há consenso. O presidente do Cidadania, Roberto Freire, é contra grandes alterações no sistema eleitoral neste momento.

“O distritão é um projeto de sistema eleitoral que nenhum país sério adota e vai gerar uma anarquia parlamentar, seriam 513 personalidades. É um sistema menos democrático, que vai reduzir o número de partidos”, afirma Freire.

Doutora em Ciência Política e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Graziella Guiotti Testa também questiona o momento para discutir uma reforma eleitoral, sobretudo pelo Congresso ainda estar funcionando de forma híbrida, com o trabalho de comissões e audiências públicas prejudicadas.

“A primeira pergunta que deve ser feita é: qual o objetivo normativo da reforma política? Se o objetivo normativo é que as pessoas compareçam às urnas, como propõe o texto original da PEC, então é bom que se adie as eleições quando houver feriado. Mas isso é uma mudança muito pequena e pontual que serve como justificativa para puxar outros debates que ainda não estão maduros. E nesse momento é difícil uma articulação da sociedade civil para influenciar no processo decisório”, explica Graziella.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também diz ser contra alterações neste momento e lembra que já tivemos uma reforma eleitoral em 2017. Na ocasião, o Congresso criou um novo Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão para substituir as doações de empresas, estabeleceu uma cláusula de barreira (partidos que não tiverem uma quantidade mínima de votos perdem o acesso a recursos a partir de 2019) e proibiu as coligações em eleições proporcionais (de vereadores e deputados estaduais e federais).

“O modelo aprovado em 2017 ainda não foi testado nos estados nem na eleição nacional, apenas nas eleições municipais de 2020. E deu certo. Precisamos aguardar a finalização dessas mudanças”, afirma Kassab.

Ele é contra o distritão e, apesar de ver com bons os olhos o modelo misto, ressalta que são apenas dois meses até o prazo final para mudanças eleitorais antes da data estipulada por lei.

“O distritão é um modelo que acaba com a política, com os partidos, com a representatividade do eleitor. Prevalece o individualismo e ainda facilita o acesso de crime organizado e milícias. Esse modelo não existe em lugar nenhum do mundo. Para o distrital misto, precisaríamos de um grupo preparado para debater no Congresso”, diz o presidente do PSD.

As mudanças em discussão

As próximas duas semanas serão de muita conversa entre líderes partidários e parlamentares para tentar chegar em um consenso. Confira as alterações que estão em discussão na PEC 125/11:

Cota de gênero — Essa proposta está sendo debatida com a bancada feminina da Câmara dos Deputados. Apesar de, em 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter determinado aos partidos políticos a obrigatoriedade de reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral para as candidatas, as deputadas acreditam que a medida ainda não foi suficiente para o equilíbrio de gênero no Parlamento. A intenção é fazer uma reserva obrigatória de cadeira para mulheres que deve se iniciar em 15% e chegar até 22% por estado.

Plebiscitos — Inclusão de plebiscito durante o processo eleitoral para consulta de diversas mudanças no sistema eleitoral, incluindo a mudança para parlamentarismo. Para a professora Graziella Testa, como nossas eleições são concomitantes e já têm grande número de candidatos que precisam ser votados na mesma eleição, aumentar a quantidade de decisões em um mesmo pleito pode prejudicar o processo decisório. “Normalmente, a eleição legislativa já fica prejudicada porque os debates são voltados ao Executivo. Se incluir uma decisão importante como essa de mudança de sistema eleitoral, pode confundir o eleitor.”

Sistema distrital misto ou distritão — Para além das vantagens e desvantagens de cada tipo de votação, a professora ressalta a dificuldade que o Brasil tem em consolidar um sistema eleitoral. “A ditadura militar dificultou muito a consolidação do nosso sistema partidário e essa questão do personalismo muito forte na nossa política tem sido particularmente perigosa nessa última década porque o populismo se tornou realidade não só no Brasil como em outros lugares do mundo. Então, o problema maior do distritão ou distrital misto é que ambos são sistemas mais personalistas existentes do que o proporcional de lista aberta, que temos agora. Nesse sentido, o distrital misto é menos prejudicial do que o distritão, mas os dois seriam um retrocesso porque o personalismo político é um problema que precisa ser resolvido”, avalia a professora da FGV.

Voto preferencial — Proposta de autoria da deputada Renata Abreu, que tem por objetivo acabar com o segundo turno e diminuir a polarização. Cada eleitor poderia votar em apenas um ou escolher múltiplos candidatos por nível de preferência, numerados do melhor para o pior. Quem receber 50% dos votos é eleito. Porém, se não houver vencedor majoritário, é feita nova contagem, eliminando o candidato menos votado. Os eleitores que colocaram o eliminado em primeiro lugar de suas listas terão suas segundas preferências consideradas. Assim, os candidatos que aparecem na sequência do ranking dos eleitores mantêm suas chances, porque o processo de recontagem continua até que haja um vencedor com mais da metade dos votos.

“Nas últimas eleições vimos a população votando em quem não queria para não correr o risco de que fosse eleito um desafeto ou em quem tinha mais chance e não em seu preferido. Somando os milhões de eleitores que não compareceram às urnas aos milhões que votaram nos demais candidatos, constatamos um número elevado de eleitores que não se encaixou na polarização entre os dois colocados para o segundo turno, optando pelo voto útil para eleger o que eles entendiam, muitas vezes, ser os menos piores, mesmo com esses carregando altas taxas de rejeição popular”, explica a relatora da PEC.

Os críticos a este sistema, no entanto, afirmam que, na prática, acabam eleitos candidatos que já estão na primeira ou segunda colocação, além de considerarem o sistema de votação confuso, podendo afetar a credibilidade do processo eleitoral.

Inclusão dos senadores na cláusula de desempenho — A cláusula de desempenho dos candidatos prevê um número mínimo de votos para um deputado federal, estadual ou distrital se eleger. A intenção é inibir os casos em que um candidato com poucos votos seja eleito com a ajuda dos “puxadores de votos” do partido ou da coligação. No entanto, essa legislação atual não abrange senadores.

“A inclusão dos senadores na cláusula de desempenho, eu acho interessante se ela vier amarrada com algum critério de fidelidade partidária no Senado. Hoje, a regra de fidelidade na Câmara é muito estrita, mas no Senado, o mandato é completamente do parlamentar. E isso tem gerado um leilão, senador que muda de partido muito rapidamente, e isso não é interessante. O problema de estabelecer a cláusula de barreira no Senado sem ter algum critério de ligar o senador ao partido é que, na verdade, vai aumentar esse leilão. O fato de um senador mudar de partido vai ser muito valioso porque facilitaria esse partido cumprir a cláusula”, explica Graziella Guiotti.

Voto facultativo — Outro ponto ainda incerto da reforma, que está sendo discutido por emendas, e é polêmico. “Uma consequência benéfica do voto obrigatório é que torna os partidos políticos menos clientelistas. Além disso, aumenta a participação de mulheres tanto votantes quanto eleitas. Por outro lado, temos várias evidências internacionais que denotam que o voto facultativo diminui a participação eleitoral. E, ao contrário do que as pessoas imaginam, é o voto facultativo que faz com que o eleitor se informe menos”, afirma a cientista política.

Candidaturas avulsas (sem filiação partidária) — É outra discussão que ganhou força nas eleições de 2018, mas segue sem consenso. Ainda está em discussão por emendas e não no texto final da relatora. “A candidatura avulsa vai no mesmo sentido do personalismo já citado. É um problema para a governabilidade porque cada pessoa se torna um partido. Serão 513 partidos na Câmara? É possível? Eu acho curioso esse debate porque estávamos indo em outro sentido de debate de tentar diminuir a fragmentação e tentar gerar alguma coesão interna dos partidos e possibilitar uma governabilidade mais orgânica, que de fato faça sentido com a ideologia dos partidos e com a representatividade do eleitor. A candidatura avulsa vai em outro sentido e fragmenta ainda mais o sistema”, opina a professora.

Endurecimento das regras de fidelidade partidária — “Se for incluir os senadores nas regras e, em alguma medida, cargos do Executivo, seria muito interessante. As mudanças sobre mudança de partido acabaram acontecendo no Judiciário. O ideal seria, de fato, que uma alteração na legislação que evitasse o troca-troca partidário viesse do Legislativo”, avalia Graziella.

Diminuição de assinaturas em projeto de iniciativa popular – Atualmente, para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular à Câmara dos Deputados é preciso reunir a assinatura de, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores em cada um deles. “É uma proposta interessante para aumentar a participação popular. Hoje em dia é muito difícil falar que um determinado projeto é de iniciativa popular porque hoje é muito mais fácil procurar um parlamentar para encampar e apresentar esse projeto. O critério hoje de número de assinaturas é quase proibitivo”, afirma a professora.

Outras discussões sobre partidos e eleições

Além da PEC relatada pela deputada Renata Abreu, há ainda a retomada de discussão de um projeto de lei de 2015, do Senado, que institui as federações de partidos políticos a partir de mudanças na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95) e na Lei das Eleições (Lei 9.504/97). O PL 2.522/15 teve o regime de urgência aprovado em junho e também deve entrar na pauta no segundo semestre.

Por meio de federação de partidos, as legendas associadas agem como se fossem uma única legenda, tanto nas eleições quanto durante a legislatura. Seria permitida a união de partidos por quatro anos, como um mecanismo para transpor a cláusula de desempenho aprovada em 2017 que poderia salvar da extinção as siglas pequenas.

Outra discussão relacionada que deve entrar em pauta em agosto é o Código Eleitoral, um projeto ainda não apresentado oficialmente e que busca unificar em uma só lei as várias normas previstas em leis ordinárias e em resoluções do TSE.

A deputada federal Margarete Coelho (PP-PI) é relatora do grupo de trabalho de discute o projeto. Um texto preliminar foi disponibilizado para as bancadas com 938 artigos. Ele trata, dentre outros temas, das regras de criação, fusão e extinção de partidos, regras de filiação partidária, redefine quantidade de candidatos proporcionais, regras de registro de candidatura, regras de propaganda partidária e eleitoral e tipifica crimes eleitorais. Um dos pontos polêmicos refere-se à possibilidade de empresas privadas serem contratadas pelas siglas para auditarem a contabilidade partidária.

Ainda há a sugestão da criação de um “percentual de acerto” dos institutos nas últimas eleições, que deverá ser divulgado junto às pesquisas. Além disso, as pesquisas eleitorais não poderiam ser divulgadas no sábado de véspera da eleição e no dia do pleito.

CNN Brasil

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Mundo

Herança de Michael Jackson: juiz barra ação de irmãos por abuso sexual

Foto: Getty

A disputa entre os irmãos Cascio e os herdeiros de Michael Jackson terá de ser discutida longe dos tribunais.

Um juiz federal da Califórnia determinou, na quarta-feira (12/8), que o processo movido por Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo seja encaminhado para arbitragem privada.

A arbitragem é uma alternativa à Justiça tradicional para solucionar conflitos de forma privada. Nesse modelo, as partes escolhem um árbitro, que atua como responsável por analisar o caso e tomar uma decisão. No Brasil, o procedimento é regulamentado pela Lei de Arbitragem, e a decisão tomada pelo árbitro possui força semelhante à de uma sentença judicial.

Os quatro irmãos afirmam que sofreram abusos sexuais durante a infância e acusam Michael Jackson de estupro e molestamento ao longo de mais de uma década.

As denúncias fazem parte de uma ação apresentada contra o espólio do cantor, na qual eles também alegam tráfico sexual infantil.

A decisão judicial levou em consideração um acordo firmado entre os envolvidos em 2019. Segundo o magistrado, o documento estabelece que eventuais conflitos deveriam ser solucionados por arbitragem. Por esse motivo, o juiz entendeu que o caso não deveria prosseguir em uma corte pública.

Metrópoles

 

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Brasil

TARIFAÇO: Governo Lula abre processo de reciprocidade contra EUA

Foto: Pedro França

O governo brasileiro informou nesta quinta-feira (13) que deu início ao processo de reciprocidade contra os Estados Unidos e que notificará o governo do presidente Donald Trump.

Em 22 de julho, os EUA aplicaram uma tarifa de 25% contra certos produtos brasileiros, oriunda de uma investigação do órgão que vinha se desenvolvendo desde que Trump anunciou o primeiro tarifaço de 50% contra o Brasil, em julho de 2025.

No começo de junho deste ano, o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs a imposição da alíquota no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana – ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.

Mesmo após uma série de audiências públicas em que a sociedade civil se expressou contra o tarifaço, o USTR determinou que  políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA.

Com informações da CNN

 

 

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Eleições 2026

PESQUISA AGORA/SEI: Cristiane Dantas está entre as seis mais citadas para deputada estadual no RN

Foto: ALRN/ Divulgação

A deputada estadual Cristiane Dantas aparece na 6ª colocação entre os nomes mais citados para deputado estadual no Rio Grande do Norte, com 1,1% das intenções de voto, segundo pesquisa AgoraSei divulgada com exclusividade pelo Jornal das 6, da 96 FM. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 5 de agosto, ouvindo 1.500 eleitores em 68 municípios do Estado, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob os números RN-06855/2026 e BR-08951/2026.

Durante o Jornal das 6, a bancada destacou a força eleitoral e a atuação da parlamentar. “Cristiane Dantas é muito forte. É uma parlamentar que se mostrou excepcional, com protagonismo diário. Eu acompanho de perto o trabalho dela e digo que ela está super bem. A votação de Cris é acima de 45 mil votos”, afirmou a bancada do programa.

A 6ª colocação é também um reflexo do trabalho de Cristiane na Assembleia Legislativa, onde tem atuação constante em pautas como defesa das mulheres, saúde e assistência social, além da presença nos debates e na defesa dos municípios potiguares.

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Eleições 2026

Flávio propõe cinco novos presídios federais e redução da maioridade penal

Foto: Reprodução/CNN

O candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, propôs no plano de governo protocolado junto à Justiça Eleitoral construir cinco unidades federais de segurança máxima, reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal e punição para adolescentes a partir dos 14 anos que cometerem crimes considerados graves.

As propostas fazem parte do eixo de segurança pública do programa “Para o Brasil vencer o atraso – Diretrizes do Plano de Governo 2027-2030”. Batizado de “Brasil sem Medo”, o capítulo reúne medidas de endurecimento da legislação penal e de combate ao crime organizado. O documento afirma que a segurança será uma das prioridades de uma eventual gestão de Flávio.

Na área prisional, o plano prevê a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima, que se somariam às cinco unidades já existentes. Segundo o documento, as dez penitenciárias formariam o chamado “Complexo Federal de Segurança Máxima”, que receberia o nome de “TREVA”.

A proposta diz que as novas unidades seriam inspiradas no modelo adotado por El Salvador e destinadas a chefes de organizações criminosas e presos considerados de alta periculosidade. A intenção declarada é isolar as lideranças para impedir que continuem comandando facções de dentro das prisões.

O programa prevê que esses detentos fiquem sem acesso a celulares e sem visitas íntimas, além de estabelecer visitas monitoradas. Flávio também promete firmar parcerias com governos estaduais para criar 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos, com a meta de zerar o déficit carcerário do país.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

Saiba quem são os candidatos mais ricos na disputa à Presidência

Fotos: Ricardo Stuckert/PR, Geraldo Magela/Agência Senado, Agência Cora/Divulgação, ALMG/Divulgação e Reprodução/YouTube

Uma das etapas obrigatórias para que uma candidatura possa ir às ruas é o registro dela na Justiça Eleitoral. O candidato precisa mostrar que está com o CPF e as contas em dia — e dizer qual é o tamanho do seu patrimônio. Até o final da tarde desta quinta-feira, 13, seis candidatos a presidente já registraram suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Há mais sete nomes que ainda devem ser registrados.

Entre os que já registraram seus patrimônios ao TSE, Romeu Zema (Novo) até agora é quem mais tem dinheiro em conta. Ele declarou ser dono de 178 milhões de reais, majoritariamente compostos de participações societárias. Ele também disse ser dono de uma casa de pouco mais de 700 mil reais. Depois dele, o segundo lugar é de Veterinário Wilson Grassi (Democrata), que declarou um patrimônio de 50 milhões de reais em imóveis financiados, sem dar mais detalhes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou possuir 4,7 milhões, principalmente em casas e terrenos em São Bernardo do Campo, seu berço político, além de fundos de investimento e aplicações. Flávio Bolsonaro ainda não registrou a sua candidatura — ele ia fazer isso nesta quinta, 13, mas foi filiado à revelia ao Missão, sigla criada pelo MBL. O ministro Nunes Marques, presidente do TSE, concedeu uma liminar determinando o retorno imediato do senador ao PL, para que ele possa registrar a sua candidatura.

A última declaração de Flávio à Justiça Eleitoral é de 2018, quando ele disputou a vaga ao Senado que ocupa até agora. Na época, ele declarou possuir 1,7 milhão de reais, distribuídos entre um carro, um apartamento e participações societárias na Bolsotini Chocolates e Café LTDA, a polêmica franquia da Kopenhagen sobre a qual pairava a suspeita de que era usada para lavar dinheiro.

É possível que o segundo lugar dos candidatos mais ricos seja ocupado por algum dos candidatos que ainda não registrou a candidatura. Ronaldo Caiado (PSD) disse em 2022, quando disputou o governo de Goiás, ser dono de 24 milhões de reais, patrimônio construído por fazendas, glebas de terra, cabeças de gado e um apartamento. Além dele e de Flávio, Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) também não registraram suas candidaturas.

Veja a lista dos bens declarados pelos candidatos

  • Hertz Dias (PSTU): não possui bens
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): declarou ter um patrimônio de R$ 4.775.650,64, composto por terrenos, uma casa em construção, 50% de um apartamento, fundos de investimento e aplicações
  • Renan Santos (Missão): declarou R$ 795.089,00 distribuídos em quotas societárias e dinheiro em conta
  • Samara Martins da Silva Feitosa (UP): declarou R$ 33.000,00, soma de um automóvel e dinheiro em uma conta poupança
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): declarou ser dono de um patrimônio de R$ 50.000.000,00 em imóveis financiados, sem especificar detalhes
  • Romeu Zema (Novo): declarou ter um patrimônio de R$ 178.707.610,09, composto de participações societárias, fundos de investimento e uma casa de R$ 704 mil

 

Com informações de Veja

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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro registra candidatura à Presidência após TSE restabelecer filiação ao PL

Pedido foi protocolado na noite desta quinta-feira (13), horas depois de Nunes Marques determinar a correção do vínculo partidário e liberar o sistema para o registro. Foto: Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou, na noite desta quinta-feira (13), sua candidatura à Presidência da República. O pedido foi enviado à Justiça Eleitoral às 19h43, tendo o deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça Neto como candidato a vice-presidente.

O registro ocorreu horas depois do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinar o restabelecimento imediato da filiação de Flávio ao Partido Liberal e liberar o Sistema Candex para o processamento da candidatura.

Pela manhã, a equipe de Flávio havia sido impedida de concluir o procedimento depois de identificar que o Sistema de Filiação Partidária (FILIA) apontava o senador como desfiliado do PL e vinculado de forma fraudulenta ao Partido Missão.

A situação levou a defesa a acionar o TSE. Ao analisar o pedido, Nunes Marques reconheceu a urgência do caso e determinou que a filiação de Flávio ao PL fosse restabelecida desde a data originária, com a exclusão do vínculo falso atribuído ao Missão.

O episódio da filiação que tentou prejudicar o registro de Flávio também será investigado. Nunes Marques determinou a preservação dos registros de acesso ao Sistema FILIA e a expedição de ofício à Polícia Federal para instauração de inquérito destinado a identificar a autoria da alteração.

O próprio TSE atesta que não houve invasão ou hackeamento do sistema. Segundo o tribunal, a filiação ao Missão foi realizada por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais no Missão para efetivar filiações.

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Política

Senado aprova quase US$ 2 bilhões em empréstimos para Estados e municípios

Foto: Marcelo Camargo

O Senado aprovou 16 operações de crédito externo para Estados e municípios que somam chegam a quase US$ 2 bilhões. Os financiamentos serão contratados com instituições internacionais e terão garantia da União. A votação ocorreu no plenário da Casa na tarde desta quinta-feira, 13.

As operações precisam do aval dos senadores, porque Estados e municípios não podem contratar diretamente empréstimos externos sem autorização. Antes de chegar ao Congresso, os pedidos passam pela análise do governo federal, responsável por encaminhar as mensagens que autorizam a apreciação dos financiamentos pelo Senado.

A cidade de São Paulo concentra o maior volume aprovado, com três operações que, juntas, chegam a aproximadamente US$ 701 milhões, todas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A maior delas, de quase US$ 497 milhões, vai ser destinada ao Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes, voltado à eletrificação da frota de ônibus da capital.

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

“EMPATIA FRIA”: PF diz que jornalista alvo de Moraes causou ‘perturbação do equilíbrio psicológico’ em Dino

Foto: Divulgação/EBC

A Polícia Federal enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal afirmando que o jornalista Luís Pablo abalou o “equilíbrio psicológico” do ministro Flávio Dino depois das reportagens sobre o uso irregular de um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão por sua família. A investigação, parte do Inquérito das Fake News, identificou Raimundo Cutrim como a fonte de Luís Pablo. A PF considera que as matérias configuram crime de perseguição, que não exige comprovação de dano físico.

A Polícia Federal (PF) enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão afirmou que o jornalista Luís Pablo abalou o “equilíbrio psicológico” do ministro Flávio Dino. O impacto ocorreu depois da publicação de reportagens sobre o ministro.

As reportagens denunciaram o uso de um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do magistrado. A investigação tramita no Inquérito das Fake News sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O processo acabou identificando Raimundo Cutrim como a fonte do jornalista.

No pedido de investigação, a PF afirmou que a atuação de Luís Pablo se enquadra no crime de perseguição. “A prática reiterada de atos invasivos ou intimidatórios gera sofrimento emocional, medo constante, sensação de vigilância permanente e perturbação do equilíbrio psicológico da vítima”, diz o documento obtido pelo jornal Gazeta do Povo.

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

“MANDRUVÁ”: Despesas relacionadas a Janja aumentam quase 100% em apenas dois anos

Foto: Reprodução

Os gastos relacionados à primeira-dama, Janja da Silva, passaram de R$ 63 milhões, em 2024, para R$ 117.595.549,73.

Os dados estão disponíveis no site “Janjômetro – medindo o quanto ela esbanja do seu suor“, iniciativa do deputado estadual por São Paulo Guto Zacarias (União Brasil).

Para acessar os dados, o cidadão precisa realizar um cadastro na plataforma e pode receber alertas sobre novas informações relacionadas aos gastos de Janja.

O Janjômetro foi criado em junho de 2024.

Zacarias revelou que Janja bloqueou seu perfil nas redes sociais após a divulgação do Janjômetro:

“A Janja ficou pistola comigo!“, escreveu.

Com informações de O Antagonista

 

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Eleições 2026

TSE adia julgamento e trava R$ 2,3 bi do Fundo Eleitoral; PT sonha abocanhar R$ 620 mi

Foto: Secom/TSE

Um pedido de vista da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), vai manter travados R$ 2,3 bilhões do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) até a conclusão do julgamento de uma ação movida pelo PT (Partido dos Trabalhadores).

O valor corresponde à parcela do fundo que deve ser distribuída proporcionalmente ao tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados.

O pedido de vista foi apresentado nesta quinta-feira (13), durante a análise de um processo em que o PT pede a revisão do cálculo de sua parcela no Fundo Eleitoral de 2026. O partido argumenta que, para definir sua participação, devem ser considerados os 69 deputados eleitos em 2022, e não os 68 contabilizados atualmente pelo TSE.

Caso o pedido seja aceito, o valor a ser recebido pelo PT no Fundo Eleitoral passará para R$ 620 milhões, cerca de R$ 5 milhões a mais do que o valor previsto no cálculo atual.

Com informações da CNN

 

 

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