Política

Como uma simples proposta de emenda pode acabar mudando as eleições no Brasil

Foto: Agência Brasil

O que seria uma simples Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para tratar do adiamento das eleições quando houver feriado próximo a elas pode se tornar uma ampla reforma eleitoral.

Em maio, a deputada Renata Abreu (Podemos-SP) foi indicada relatora da comissão especial criada um mês antes pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para debater a PEC 125/11.

De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o objetivo do autor era apenas evitar o questionamento da legitimidade dos resultados por causa da evasão de eleitores que viajam em feriados prolongados.

A relatora, no entanto, optou por ampliar a discussão. Para a parlamentar, a população não está satisfeita com o sistema eleitoral atual e é preciso debater métodos alternativos. Em dois meses de trabalho da comissão especial foram dezenas de sugestões de alterações. Entre elas, a do distritão — discussão já levantada anteriormente — e o voto preferencial — modelo de apuração que acabaria com o segundo turno (leia mais abaixo).

Na terça-feira (6), Lira reuniu os presidentes dos partidos de centro e de direita em sua residência oficial para tentar chegar a um consenso e levar a PEC à pauta. Entre os presentes, Gilberto Kassab (PSD), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araujo (PSDB), Roberto Freire (Cidadania) e Marcos Pereira (Republicanos).

Não foi possível chegar a um acordo. A grande maioria dos dirigentes partidários é contra mudanças no atual sistema eleitoral, em especial tão perto das eleições. Segundo apurou a CNN, Lira deve se manter neutro. As bancadas estão divididas. Pela legislação, o Congresso tem até outubro para aprovar alterações que sejam válidas já na disputa de 2022.

“Ficou acertado que votamos até o dia 4 de agosto, depois do recesso. Até lá vou trabalhar no convencimento individual dos líderes para ver o que tem adesão e depois finalizar o texto. E decidir se vamos votar as alterações fatiadas ou em votação única”, afirma a deputada Renata Abreu, que também participou da reunião.

Os sistemas de votação em estudo

Segundo a relatora, o grande desafio é que os dirigentes querem manter o sistema atual, enquanto alguns parlamentares preferem o distritão ou o distrital misto. Para a eleição de deputados, o método usado é o proporcional, aquele em que a representação se dá na mesma proporção da preferência do eleitorado pelos partidos políticos.

Os assentos das Casas Legislativas são distribuídos de acordo com a votação total dos candidatos e do partido, o que leva partidos mais votados a eleger candidatos não tão bem classificados.

Tal sistema, segundo cientistas políticos, é capaz de refletir os diversos pensamentos e tendências existentes na sociedade, já que possibilita a eleição da maioria dos partidos políticos existentes, observadas as suas representatividades.

Já o sistema distrital é personalista e tende a agravar a crise de representação, dificultando ainda mais o acesso de grupos politicamente minoritários, segundo especialistas. As cadeiras que cada estado (distrito) tem na Câmara viriam a ser preenchidas pelos mais votados. Em São Paulo, por exemplo, seriam eleitos os 70 mais bem votados, o que beneficiaria os parlamentares ou pessoas influentes já conhecidas.

Renata Abreu discorda desse raciocínio. “Eu, pessoalmente, acho que o distrital misto seria um bom sistema porque mescla o proporcional e distrital. É um sistema de transição para conseguir um sistema mais aprimorado, é legislar para frente para conseguir avanços. Não vejo diferença nas críticas que fazem entre o sistema atual e o distrital. Hoje já existe personalismo. Os youtubers, por exemplo, já são favorecidos com visibilidade”, explica Renata.

No sistema distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma em um candidato do seu distrito (município ou estado) e outra em uma lista de candidatos preordenada pelo partido, ou seja, o voto na legenda. Assim, metade dos parlamentares é eleita por maioria de votos dos distritos – representando demandas locais da população –, enquanto a outra metade das vagas é preenchida pelos candidatos dos partidos mais votados.

O distrital misto tem sido discutido pelo Congresso pelo menos desde 2017, mas até hoje não há consenso. O presidente do Cidadania, Roberto Freire, é contra grandes alterações no sistema eleitoral neste momento.

“O distritão é um projeto de sistema eleitoral que nenhum país sério adota e vai gerar uma anarquia parlamentar, seriam 513 personalidades. É um sistema menos democrático, que vai reduzir o número de partidos”, afirma Freire.

Doutora em Ciência Política e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Graziella Guiotti Testa também questiona o momento para discutir uma reforma eleitoral, sobretudo pelo Congresso ainda estar funcionando de forma híbrida, com o trabalho de comissões e audiências públicas prejudicadas.

“A primeira pergunta que deve ser feita é: qual o objetivo normativo da reforma política? Se o objetivo normativo é que as pessoas compareçam às urnas, como propõe o texto original da PEC, então é bom que se adie as eleições quando houver feriado. Mas isso é uma mudança muito pequena e pontual que serve como justificativa para puxar outros debates que ainda não estão maduros. E nesse momento é difícil uma articulação da sociedade civil para influenciar no processo decisório”, explica Graziella.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também diz ser contra alterações neste momento e lembra que já tivemos uma reforma eleitoral em 2017. Na ocasião, o Congresso criou um novo Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão para substituir as doações de empresas, estabeleceu uma cláusula de barreira (partidos que não tiverem uma quantidade mínima de votos perdem o acesso a recursos a partir de 2019) e proibiu as coligações em eleições proporcionais (de vereadores e deputados estaduais e federais).

“O modelo aprovado em 2017 ainda não foi testado nos estados nem na eleição nacional, apenas nas eleições municipais de 2020. E deu certo. Precisamos aguardar a finalização dessas mudanças”, afirma Kassab.

Ele é contra o distritão e, apesar de ver com bons os olhos o modelo misto, ressalta que são apenas dois meses até o prazo final para mudanças eleitorais antes da data estipulada por lei.

“O distritão é um modelo que acaba com a política, com os partidos, com a representatividade do eleitor. Prevalece o individualismo e ainda facilita o acesso de crime organizado e milícias. Esse modelo não existe em lugar nenhum do mundo. Para o distrital misto, precisaríamos de um grupo preparado para debater no Congresso”, diz o presidente do PSD.

As mudanças em discussão

As próximas duas semanas serão de muita conversa entre líderes partidários e parlamentares para tentar chegar em um consenso. Confira as alterações que estão em discussão na PEC 125/11:

Cota de gênero — Essa proposta está sendo debatida com a bancada feminina da Câmara dos Deputados. Apesar de, em 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter determinado aos partidos políticos a obrigatoriedade de reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral para as candidatas, as deputadas acreditam que a medida ainda não foi suficiente para o equilíbrio de gênero no Parlamento. A intenção é fazer uma reserva obrigatória de cadeira para mulheres que deve se iniciar em 15% e chegar até 22% por estado.

Plebiscitos — Inclusão de plebiscito durante o processo eleitoral para consulta de diversas mudanças no sistema eleitoral, incluindo a mudança para parlamentarismo. Para a professora Graziella Testa, como nossas eleições são concomitantes e já têm grande número de candidatos que precisam ser votados na mesma eleição, aumentar a quantidade de decisões em um mesmo pleito pode prejudicar o processo decisório. “Normalmente, a eleição legislativa já fica prejudicada porque os debates são voltados ao Executivo. Se incluir uma decisão importante como essa de mudança de sistema eleitoral, pode confundir o eleitor.”

Sistema distrital misto ou distritão — Para além das vantagens e desvantagens de cada tipo de votação, a professora ressalta a dificuldade que o Brasil tem em consolidar um sistema eleitoral. “A ditadura militar dificultou muito a consolidação do nosso sistema partidário e essa questão do personalismo muito forte na nossa política tem sido particularmente perigosa nessa última década porque o populismo se tornou realidade não só no Brasil como em outros lugares do mundo. Então, o problema maior do distritão ou distrital misto é que ambos são sistemas mais personalistas existentes do que o proporcional de lista aberta, que temos agora. Nesse sentido, o distrital misto é menos prejudicial do que o distritão, mas os dois seriam um retrocesso porque o personalismo político é um problema que precisa ser resolvido”, avalia a professora da FGV.

Voto preferencial — Proposta de autoria da deputada Renata Abreu, que tem por objetivo acabar com o segundo turno e diminuir a polarização. Cada eleitor poderia votar em apenas um ou escolher múltiplos candidatos por nível de preferência, numerados do melhor para o pior. Quem receber 50% dos votos é eleito. Porém, se não houver vencedor majoritário, é feita nova contagem, eliminando o candidato menos votado. Os eleitores que colocaram o eliminado em primeiro lugar de suas listas terão suas segundas preferências consideradas. Assim, os candidatos que aparecem na sequência do ranking dos eleitores mantêm suas chances, porque o processo de recontagem continua até que haja um vencedor com mais da metade dos votos.

“Nas últimas eleições vimos a população votando em quem não queria para não correr o risco de que fosse eleito um desafeto ou em quem tinha mais chance e não em seu preferido. Somando os milhões de eleitores que não compareceram às urnas aos milhões que votaram nos demais candidatos, constatamos um número elevado de eleitores que não se encaixou na polarização entre os dois colocados para o segundo turno, optando pelo voto útil para eleger o que eles entendiam, muitas vezes, ser os menos piores, mesmo com esses carregando altas taxas de rejeição popular”, explica a relatora da PEC.

Os críticos a este sistema, no entanto, afirmam que, na prática, acabam eleitos candidatos que já estão na primeira ou segunda colocação, além de considerarem o sistema de votação confuso, podendo afetar a credibilidade do processo eleitoral.

Inclusão dos senadores na cláusula de desempenho — A cláusula de desempenho dos candidatos prevê um número mínimo de votos para um deputado federal, estadual ou distrital se eleger. A intenção é inibir os casos em que um candidato com poucos votos seja eleito com a ajuda dos “puxadores de votos” do partido ou da coligação. No entanto, essa legislação atual não abrange senadores.

“A inclusão dos senadores na cláusula de desempenho, eu acho interessante se ela vier amarrada com algum critério de fidelidade partidária no Senado. Hoje, a regra de fidelidade na Câmara é muito estrita, mas no Senado, o mandato é completamente do parlamentar. E isso tem gerado um leilão, senador que muda de partido muito rapidamente, e isso não é interessante. O problema de estabelecer a cláusula de barreira no Senado sem ter algum critério de ligar o senador ao partido é que, na verdade, vai aumentar esse leilão. O fato de um senador mudar de partido vai ser muito valioso porque facilitaria esse partido cumprir a cláusula”, explica Graziella Guiotti.

Voto facultativo — Outro ponto ainda incerto da reforma, que está sendo discutido por emendas, e é polêmico. “Uma consequência benéfica do voto obrigatório é que torna os partidos políticos menos clientelistas. Além disso, aumenta a participação de mulheres tanto votantes quanto eleitas. Por outro lado, temos várias evidências internacionais que denotam que o voto facultativo diminui a participação eleitoral. E, ao contrário do que as pessoas imaginam, é o voto facultativo que faz com que o eleitor se informe menos”, afirma a cientista política.

Candidaturas avulsas (sem filiação partidária) — É outra discussão que ganhou força nas eleições de 2018, mas segue sem consenso. Ainda está em discussão por emendas e não no texto final da relatora. “A candidatura avulsa vai no mesmo sentido do personalismo já citado. É um problema para a governabilidade porque cada pessoa se torna um partido. Serão 513 partidos na Câmara? É possível? Eu acho curioso esse debate porque estávamos indo em outro sentido de debate de tentar diminuir a fragmentação e tentar gerar alguma coesão interna dos partidos e possibilitar uma governabilidade mais orgânica, que de fato faça sentido com a ideologia dos partidos e com a representatividade do eleitor. A candidatura avulsa vai em outro sentido e fragmenta ainda mais o sistema”, opina a professora.

Endurecimento das regras de fidelidade partidária — “Se for incluir os senadores nas regras e, em alguma medida, cargos do Executivo, seria muito interessante. As mudanças sobre mudança de partido acabaram acontecendo no Judiciário. O ideal seria, de fato, que uma alteração na legislação que evitasse o troca-troca partidário viesse do Legislativo”, avalia Graziella.

Diminuição de assinaturas em projeto de iniciativa popular – Atualmente, para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular à Câmara dos Deputados é preciso reunir a assinatura de, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores em cada um deles. “É uma proposta interessante para aumentar a participação popular. Hoje em dia é muito difícil falar que um determinado projeto é de iniciativa popular porque hoje é muito mais fácil procurar um parlamentar para encampar e apresentar esse projeto. O critério hoje de número de assinaturas é quase proibitivo”, afirma a professora.

Outras discussões sobre partidos e eleições

Além da PEC relatada pela deputada Renata Abreu, há ainda a retomada de discussão de um projeto de lei de 2015, do Senado, que institui as federações de partidos políticos a partir de mudanças na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95) e na Lei das Eleições (Lei 9.504/97). O PL 2.522/15 teve o regime de urgência aprovado em junho e também deve entrar na pauta no segundo semestre.

Por meio de federação de partidos, as legendas associadas agem como se fossem uma única legenda, tanto nas eleições quanto durante a legislatura. Seria permitida a união de partidos por quatro anos, como um mecanismo para transpor a cláusula de desempenho aprovada em 2017 que poderia salvar da extinção as siglas pequenas.

Outra discussão relacionada que deve entrar em pauta em agosto é o Código Eleitoral, um projeto ainda não apresentado oficialmente e que busca unificar em uma só lei as várias normas previstas em leis ordinárias e em resoluções do TSE.

A deputada federal Margarete Coelho (PP-PI) é relatora do grupo de trabalho de discute o projeto. Um texto preliminar foi disponibilizado para as bancadas com 938 artigos. Ele trata, dentre outros temas, das regras de criação, fusão e extinção de partidos, regras de filiação partidária, redefine quantidade de candidatos proporcionais, regras de registro de candidatura, regras de propaganda partidária e eleitoral e tipifica crimes eleitorais. Um dos pontos polêmicos refere-se à possibilidade de empresas privadas serem contratadas pelas siglas para auditarem a contabilidade partidária.

Ainda há a sugestão da criação de um “percentual de acerto” dos institutos nas últimas eleições, que deverá ser divulgado junto às pesquisas. Além disso, as pesquisas eleitorais não poderiam ser divulgadas no sábado de véspera da eleição e no dia do pleito.

CNN Brasil

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Geral

VÍDEO: Fábio Porchat ironiza Juliano Cazarré e ‘curso para homens’

O humorista e apresentador Fábio Porchat se manifestou sobre o curso O Farol e a Forja criado pelo ator Juliano Cazarré e que tem gerado polêmica nas redes sociais por diversos posicionamento contra e a favor.

Porchat publicou um vídeo nas redes sociais no qual tira sarro do “curso para homens”, chamado de “o maior encontro de homens do Brasil”.

Na gravação, Porchat interpreta um personagem chamado Mauro Cézar, gestor de crises que aborda o “Caso Cazarré”. “Que sacada genial: um curso pro homem aprender a ser homem, eu mesmo estou desaprendendo. Outro dia eu me peguei chorando vendo a Ana Paula e o Tadeu no BBB. Antigamente eu mijava em pé, agora tem que mijar sentado”, começou Porchat.

Tava faltando um curso desse, pra resgatar o macho alfa, o enrustido raiz. Você foi o primeiro a sacar que o enrustido raiz não quer sair do armário, ele quer reformar o armário por dentro”, seguiu. Ao encerrar, ele ironizou: “Agora uma última pergunta: nesse curso vão comer meu cu? Só pra saber o que vão levar na mala”, concluiu.

Juliano Cazarré comandou um evento chamado O Farol e a Forja, que ele definiu como “o maior encontro de homens do Brasil”. O encontro ocorreu neste fim de semana em São Paulo, com palestras sobre liderança, empreendedorismo, masculinidade, vida espiritual e virtudes.

Outros famosos, no entanto, saíram em defesa do artista. A atriz Juliana Knust disse que um “encontro para discutir responsabilidade” não pode ser visto como “ameaça”. Nomes como Caio Castro, Cláudia Leitte e a influenciadora Gabriela Morais, ex Pugliesi, também defenderam Juliano.

Com informações da Metrópoles

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Geral

Nossa Churrascada, do Festival Gastronômico Tempero Potiguá, tem nova data confirmada para 25 de julho em Natal

A produção do evento Nossa Churrascada informa que a edição vinculada ao projeto Tempero Potiguá passa a ter nova data confirmada: 25 de julho de 2026. A mudança atende aos prazos e etapas exigidos pelos mecanismos de incentivo cultural e captação de recursos.

A decisão foi necessária para assegurar o cumprimento adequado dos processos previstos na legislação das leis de incentivo à cultura, incluindo tramitação, aprovação e captação, etapas fundamentais para a viabilização do projeto dentro dos parâmetros estabelecidos.

Com a readequação do cronograma, a organização reforça o compromisso de realizar o evento com o padrão de qualidade que marca o Nossa Churrascada, garantindo uma entrega à altura da proposta – com estrutura completa, curadoria gastronômica qualificada e uma experiência ainda mais robusta para o público.

A nova data também permite melhores condições operacionais, respeitando o calendário do setor e assegurando maior disponibilidade de fornecedores, parceiros e ativações que compõem o festival.

Ingressos e reembolso

Todos os ingressos já adquiridos permanecem válidos para a nova data (25/07/2026).

Para quem optar pelo reembolso, as solicitações devem seguir os canais abaixo:

Compras online (Bilheteria Digital), via crédito, débito ou Pix: solicitar o reembolso pelo e-mail [email protected]

Ingresso físico (crédito, débito ou Pix): enviar foto do ingresso para o e-mail [email protected]

Compras em dinheiro: solicitar diretamente nas lojas Frigoiás (Jaguarari, Petrópolis e Ponta Negra)
Compras realizadas via WhatsApp: entrar em contato pelo número (84) 99624-8518

Prazos de estorno:

Crédito: até 2 faturas
Débito: até 30 dias
Pix / Nupay / PicPay: até 10 dias
Em casos de cartão cancelado ou emissão de segunda via, o estorno seguirá normalmente para a conta vinculada.

A produção reforça que a medida faz parte de um planejamento responsável, voltado à excelência na execução do projeto e à valorização da cultura e da gastronomia potiguar.

Mais informações estão disponíveis no perfil oficial do evento: @nossa.churrascada.

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Geral

SERÁ? Allyson Bezerra vai pagar R$ 10 milhões ao marqueteiro João Santana?

Fotos: reprodução/ALRN | reprodução/TV Cultura

Em Brasília, toda vida que se fala que João Santana, o marqueteiro que elegeu Lula e Dilma duas vezes presidentes, é dito também que ele não trabalha colocando suas digitais numa campanha se não for por pelo menos 10 milhões de reais.

João Santana apesar de ter sido preso, possui um currículo invejável e inegavelmente se tornou um dos maiores publicitários e marqueteiros políticos da história do Brasil.

Não existe quem conteste a capacidade de leitura e de trabalho de João Santana.

Nos estados da Paraíba e do Ceará, quem o procurou apenas para uma consultoria na campanha, o valor conversado e confirmado a esse comunicador chegou aos R$ 5 milhões, apenas para consultoria e estruturação da equipe.

Na campanha do menino do chafariz de Mossoró, o próprio João e sua irmã, assumirão as rédeas.

Allyson já mostrou na pré-campanha que dinheiro não será problema para se tornar governador.

A matemática de Mossoró nunca foi tão eficiente.

Será?

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Usuária de vape, jovem de 22 anos desenvolve câncer de pulmão grave

Foto: Reprodução / Redes sociais

Uma jovem de 22 anos, moradora de Manchester, no Reino Unido, transformou a própria história em alerta sobre os riscos do cigarro eletrônico. Kayley Boda contou que começou a usar vape aos 15 anos e, anos depois, recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão. Após passar por cirurgia e quimioterapia, ela foi informada de que a doença havia retornado.

O caso ganhou repercussão internacional por envolver uma paciente muito jovem. Segundo a própria Kayley, médicos afirmaram que situações semelhantes costumam ser mais comuns em pessoas idosas, o que tornou o diagnóstico ainda mais incomum.

Sintomas começaram de forma discreta

De acordo com relatos publicados pela imprensa britânica, os primeiros sinais apareceram em 2025. Kayley disse que começou a tossir um muco escuro, com aspecto granuloso. No início, acreditou que se tratava de uma consequência passageira do uso frequente do vape.

Com o passar das semanas, surgiram novos sintomas. Ela relatou que passou a tossir sangue, momento em que procurou atendimento médico mais detalhado.

Um raio-X revelou uma mancha no pulmão direito. Após exames complementares e biópsias, veio a confirmação: câncer de pulmão. Inicialmente, a doença havia sido classificada como estágio 1.

Porém, durante a cirurgia para retirada da parte inferior do pulmão direito e de linfonodos próximos, os médicos encontraram células cancerígenas em seis gânglios linfáticos.

Com isso, o quadro foi reclassificado para estágio 3, indicando avanço maior do tumor. Depois da operação, Kayley iniciou quimioterapia, mas contou que sofreu efeitos colaterais intensos durante o tratamento.

Em fevereiro de 2026, a jovem recebeu a notícia de que não havia sinais detectáveis da doença. No mês seguinte, porém, voltou ao hospital após fortes dores no peito.

Os médicos identificaram um derrame pleural, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido entre o pulmão e a parede torácica. Ao analisar o material drenado, a equipe descobriu que o câncer havia retornado no revestimento do pulmão.

O que é derrame pleural

O derrame pleural acontece quando líquido se acumula no espaço pleural, área localizada entre os pulmões e a caixa torácica. Segundo o Ministério da Saúde, a condição pode surgir por infecções, insuficiência cardíaca, inflamações ou câncer, e o problema pode provocar:

Falta de ar;
Dor no peito ao respirar;
Tosse seca;
Sensação de peso no tórax.

Vape pode causar câncer?

Até o momento, não é possível afirmar que o vape tenha sido a causa única do câncer de Kayley. A própria paciente relatou que os médicos não apontaram um motivo definitivo, embora tenham dito que fumar e vaporizar substâncias não ajudaram sua saúde pulmonar.

Especialistas lembram que cigarros eletrônicos expõem o organismo à nicotina e a compostos químicos potencialmente tóxicos. Ainda há estudos em andamento para medir todos os efeitos de longo prazo.

Depois do diagnóstico, Kayley disse que abandonou o vape e passou a incentivar amigos e familiares a fazer o mesmo. A história dela reacendeu o debate sobre o uso crescente de cigarros eletrônicos entre adolescentes e adultos jovens.

Profissionais de sáude reforçam que qualquer sintoma respiratório persistente — como tosse prolongada, catarro incomum, sangue ao tossir ou dor no peito — merece avaliação médica rápida.

Metrópoles

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Endividamento das famílias sobe para 49,9% e bate recorde, aponta Banco Central

Foto: Freepik

O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível da série histórica do Banco Central e passou a pressionar o debate econômico em meio ao início da corrida eleitoral. Em fevereiro, o indicador chegou a 49,9% da renda, segundo o Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgado nesta segunda-feira (27).

Segundo o documento, o comprometimento da renda das pessoas físicas também avançou no período, quando alcançou 29,7%. É uma alta de 0,2 p.p. no mês e 1,9 p.p em 12 meses.

Os dados do Banco Central mostram que 10,63% da renda das famílias é destinada ao pagamento dos juros da dívida. Outra fatia, cerca de 19%, vai para honrar o principal.

O avanço do endividamento das famílias está na mira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prepara um pacote para mudar este cenário. A equipe econômica gesta um Desenrola 2.0 para que a população renegocie suas dívidas a partir de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Vilões do endividamento

O novo programa do governo federal para reduzir o endividamento das famílias brasileiras deve trazer mecanismos que “travam” determinados tipos de empréstimo para quem se beneficiar com as medidas. A ideia é que as pessoas contempladas assumam o compromisso de não adquirir novas linhas de crédito consideradas mais caras, como o rotativo do cartão de crédito.

Em março, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo variou para 428,3%. Embora seja uma dívida cara, a concessão de crédito nesta modalidade somou R$ 109,7 bilhões nos três primeiros meses de 2026.

O uso do cartão de crédito rotativo subiu 9,7% no período. No primeiro trimestre de 2025, a concessão somou R$ 99,9 bilhões.

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Geral

PENDURICALHOS: Juízes pedem ao STF mais prazo para aplicar novas regras de pagamentos fora do teto

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Entidades de magistrados pediram ao Supremo Tribunal Federal mais prazo para aplicar as novas regras sobre os chamados “penduricalhos” — verbas que elevam salários acima do teto do funcionalismo.

O pedido dos juízes foi apresentado pela Associação dos Magistrados Brasileiros e outras entidades. Segundo elas, tribunais enfrentam dificuldades para cumprir a decisão e solicitam pelo menos 30 dias após o julgamento de possíveis recursos (embargos de declaração).

Em março, o STF definiu que as vantagens extras não podem ultrapassar 70% do salário, divididas em:

  • 35% para verbas indenizatórias (diárias, ajuda de custo, férias não gozadas, entre outras)
  • 35% para adicional por antiguidade (até 35 anos de carreira)

Na prática, isso pode acrescentar até R$ 32,4 mil ao salário, chegando a cerca de R$ 78,8 mil mensais.

As entidades alegam que a mudança é complexa e pedem urgência na análise, já que tribunais estão fechando as folhas de pagamento.

Também solicitam que, se houver suspensão da decisão, ela não atinja o adicional por antiguidade. Segundo o grupo, a interrupção de pagamentos retroativos já reduziu rendimentos, especialmente de aposentados e pensionistas.

O pedido inclui ainda análise individual (monocrática), com posterior validação pelo plenário virtual. Até o momento, o STF não se manifestou.

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Política

Flávio diz que agro “não é vilão” e que é “insanidade pisar no setor”

Foto: Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (27) que “o agro não é vilão” e que é uma “insanidade pisar no setor”.

Segundo o parlamentar, o agronegócio é “tratado como lixo” atualmente. “O agro não é vilão, o agro é solução pro nosso Brasil, é uma insanidade pisar tanto num setor como esse”, disse Flávio durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

“O que nós vemos sair da boca do presidente [Lula] é o ódio, uma pessoa que se diz injustiçada, perseguida, não aprendeu nada com a vida, aí eu tenho a convicção que sabedoria não tem a ver com o quanto você viveu, mas sim com o que você aprendeu”, continuou.

CNN

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Política

Ex-marqueteiro de Lula e Dilma, João Santana vai comandar campanha de Allyson Bezerra ao Governo

Foto: Reprodução
O publicitário baiano João Santana será o responsável pelo comando da campanha de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026.

Segundo a informação, o acordo foi concluído após dias de viagens discretas a Salvador, com participação do ex-senador José Agripino Maia, que atuou como articulador das conversas. O próprio Allyson Bezerra também participou das tratativas, mantidas de forma reservada. A assinatura do contrato, que ainda era aguardada, foi finalizada.

João Santana, de 73 anos, é jornalista, escritor, músico e publicitário, sendo um dos nomes mais conhecidos do marketing político brasileiro. Natural da Bahia, ele construiu carreira nacional e internacional no comando de campanhas eleitorais e é apontado como um dos profissionais mais vitoriosos do setor. Ele comandou diretamente o marketing de oito campanhas presidenciais vitoriosas, incluindo as eleições de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. Também atuou nas campanhas de Hugo Chávez, na Venezuela; Mauricio Funes, em El Salvador; Danilo Medina, na República Dominicana; e José Eduardo dos Santos, em Angola.

Além das disputas presidenciais, João Santana também participou de campanhas para governos estaduais, prefeituras, Senado e Câmara dos Deputados, no Brasil e em outros países da América Latina. Em 2020, foi citado pela revista Campaigns and Elections entre os dez melhores consultores políticos do mundo.

No Brasil, ele ganhou projeção principalmente pela atuação nas campanhas do Partido dos Trabalhadores, sendo responsável pela estratégia de comunicação que marcou os governos Lula e Dilma. Também foi apontado como um dos principais conselheiros políticos da ex-presidente Dilma Rousseff e participou da construção de slogans, discursos e peças institucionais de governo.

A definição do nome de João Santana ocorre no momento em que Allyson Bezerra intensifica a articulação política para a disputa estadual de 2026. Atualmente, Allyson é pré-candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil.

96FM

Opinião dos leitores

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Trânsito

Caern realiza intervenções na avenida João Medeiros Filho e trânsito fica lento

Foto: Magnus Nascimento

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) informou que está realizando duas intervenções na avenida João Medeiros, zona Norte de Natal, nesta segunda-feira (27). Por causa disso, o trânsito nos locais das obras será interditado durante a semana até a finalização dos serviços.

Uma delas é a obra de esgotamento sanitário em trecho no sentido Potengi-Igapó, onde recentemente a prefeitura executou serviço de drenagem.

Com a etapa da prefeitura concluída, a Caern trabalha para terminar etapa de implantação de rede de esgotamento sanitário. A previsão é que a obra seja concluída ainda esta semana. A Companhia está avaliando ajustes no serviço, a fim de diminuir o impacto no tráfego da via e liberar o fluxo de veículos.

Ainda na avenida João Medeiros Filho, em outro trecho, a Caern realizará o reparo da pavimentação da via, em local de obra anterior, que foi danificada pelas fortes chuvas caídas em Natal na semana passada.

De acordo com a Companhia, posteriormente, será providenciada a pavimentação asfáltica. Ainda não há prazo para a conclusão desse serviço em razão de estudos técnicos que estão sendo feitos no local.

Tribuna do Norte

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Brasil

VÍDEO: Enrique Diaz debocha ao vivo de “curso para homens” de Juliano Cazarré

Vídeo: Reprodução

O ator Enrique Diaz alfinetou, ao vivo, o “curso para homens” criado por Juliano Cazarré. Durante participação no Domingão, ele disse que “se tivesse que ter um curso para homens, a matéria mais importante teria que ser Ney Matogrosso”.

Desde o anúncio, Cazarré tem sido criticado nas redes sociais pelo projeto. Na sexta-feira (24/4), ele inclusive fez um pronunciamento sobre as avaliações negativas. “Só posso agradecer a todo mundo que veio criticar, jogando nosso evento na mídia e na boca de todo mundo. Obrigado! São mais de 400 mil novos seguidores (no Instagram)”, disse o ator.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Ainda não vi um homem fazendo crítica a Cazarré, mas baitola já vi com força!!!!’

  2. Quanto mais esses esquerdopatas criticam, maior será o sucesso do evento. Deus acima de tudo.

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