Economia

Congresso derruba veto de Bolsonaro e aumenta limite de renda para acesso ao Benefício de Prestação Continuada

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Congresso Nacional, em sessão conjunta de deputados e senadores, derrubou nesta quarta-feira (11) o veto do presidente Jair Bolsonaro a um projeto de lei que eleva o limite de renda para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Com a mudança, terão direito ao benefício idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência com renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo – R$ 519,50, pelo salário vigente. Atualmente, o limite é um quarto de salário, ou R$ 259,75 por membro da família.

Como o veto foi derrubado, os trechos serão restaurados e promulgados pelo Congresso Nacional. O tema não volta à mesa do presidente Jair Bolsonaro e, para contestar a mudança, o governo terá que recorrer à Justiça.

A rejeição do veto terá impacto financeiro para o governo, uma vez que mais pessoas passarão a ter direito ao benefício. Segundo o Ministério da Economia, o efeito nas contas públicas será de cerca de R$ 20 bilhões por ano, e chegará a cerca de R$ 23,3 bilhões em 2029.

Entre os senadores, o veto foi derrubado por 45 votos a 14. Entre os deputados, foram 302 votos a 137 pela derrubada.

O BPC, no valor de um salário mínimo (atualmente em R$ 1.045), é pago mensalmente. Para ter direito, idosos ou pessoas com deficiência têm de comprovar que não têm meios próprios de se sustentar, e nem auxílio da família.

Ao receber o texto aprovado pelo Congresso, Bolsonaro decidiu vetar integralmente a proposta. Segundo ele, o texto não indicava de onde viria o dinheiro para custear as novas despesas.

Maia tentou acordo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ter conversado com líderes partidários para tentar manter o veto presidencial.

Na avaliação do parlamentar, a derrubada do veto “mais atrapalha do que ajuda”, e tem consequências orçamentárias para este e para os próximos anos.

“O impacto é grande. Em um momento difícil, em um momento em que a economia brasileira já começa a dar sinais de que não vai crescer o que estava projetado no início do ano, em um dia em que foi decretada pandemia [do coronavírus], com as bolsas caindo muito, com um nervosismo grande dos atores econômicos, acho que foi uma sinalização equivocada”, disse Maia.

“É claro que todos querem melhorar o valor do BPC, do Bolsa Família, melhorar os investimentos sociais no Brasil. Agora, o orçamento é um orçamento só. Então, na hora que você toma a decisão de criar despesa de um lado, você tem que entender que você pode, inclusive, correr o risco de ter um espaço menor para conseguir mais recursos para o enfrentamento do coronavírus”, completou o presidente da Câmara.

Impacto

Governistas que defendiam a manutenção do veto e parlamentares favoráveis a sua derrubada divergiram sobre o efeito da medida nas contas públicas.

O deputado Osmar Terra (MDB-RS), que até fevereiro gerenciava o BPC como ministro da Cidadania, afirmou que o número de beneficiados dobraria. “Isso inviabiliza todo o orçamento. Não vai ter dinheiro para mais nada”, afirmou Terra em plenário.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o impacto será de quase R$ 30 bilhões.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), favorável à derrubada do veto, questionou os números apresentados pelo governo. “Quando o governo faz a avaliação de que é um recurso bilionário, eu quero dizer para vocês que, aliás, todo dia o governo dá uma nova nota técnica. A primeira era de R$ 11 bilhões”, disse.

A sessão

Durante votação no Senado, somente a liderança do governo orientou pela manutenção do veto. Na Câmara, além do representante do governo, o bloco formado por partidos do Centrão também orientou por manter a decisão presidencial.

Ex-líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) se posicionou, ao lado de parlamentares da oposição, contra o veto de Bolsonaro. Joice disse que, apesar do impacto nas contas públicas, a ampliação do BPC é meritória.

“Na natureza pura dos números, é algo que pode ser negativo, mas, quando olhamos o mérito dessa questão, estamos falando de deficientes físicos, de mães de crianças com hidrocefalia e tantos outros problemas […]. O que é que se faz com um salário mínimo neste país? Nós estamos falando de gente pobre, miserável […]. Não podemos dizer não às pessoas que precisam”, disse.

O líder do PP, Arthur Lira (AL), declarou ser favorável à manutenção do veto presidencial e chamou a atenção dos colegas para a elevação de gastos em um momento de crise fiscal.

Ele lembrou que já está em análise no Congresso uma medida provisória que concede 13º para beneficiários do Bolsa Família e do BPC, com impacto de R$ 7 bilhões.

“Essa votação, num momento em que a bolsa volta a cair em torno de 10%, nós derrubarmos um veto, são R$ 20 bilhões por ano. Com mais R$ 7 bilhões, são R$ 27 bilhões, quase R$ 30 bilhões que a gente demanda só em um assunto”, afirmou.

Pedro Lupion (DEM-PR) disse que a manutenção do veto era uma “questão de responsabilidade”.

“É óbvio que o governo teria vontade de dar tudo o que fosse possível. Nós não temos condições de aumentar”, disse.

G1

Opinião dos leitores

  1. Cambada de vagabundos esses representantes do povo. Não tem um mínimo de comprometimento. Deveria votar pra tirar do salário e benefícios deles e passar pro povo.

  2. Irresponsáveis num momento de crise desse já tá difícil hoje pra o governo imagina com uma bomba dessa

  3. O primeiro a pular do olho do furacão foi RM e agora Paulo Guedes está doido pra sair.
    Joga pro congresso mas até agora não enviou as propostas de reforma que tanto afirma ser necessárias. Mas onde estão elas? Dia 15 tem uma manifestação contra o congresso e em favor das reformas, mas quais?
    A única reforma que passou foi a da previdência e de Temer, pq foi a mesma. Detalhe, a reforma so passou pq o congresso assumiu e aprovou pq se dependesse do governo, era zero.
    Sempre tem um encantador de burros da vez.

  4. Cara Paulo Guedes, mande um projeto para o congresso criando um imposto sobre grandes fortunas, aí eu acredito nesse governo.

    1. Já nos 16 anos do governo luladrão, apesar de se considerar esquerdalha, não foi nem cogitado esse projeto, e você amava e acreditava.

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Eduardo Bolsonaro diz que usará julgamento do STF para pedir mais sanções dos EUA contra o Brasil

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que usará o julgamento desta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF) como argumento para pedir uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

“Tudo registrado e pronto para expor em Washington DC onde, Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, publicou Eduardo no X (ex-Twitter). A publicação se referia a trechos da sessão envolvendo os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

A declaração veio após Dino criticar, durante o julgamento, a possibilidade de novas punições americanas contra autoridades brasileiras. O ministro classificou esse tipo de medida como uma tentativa de pressão externa sobre decisões da Justiça brasileira.

Eduardo rebateu e afirmou que pretende direcionar a articulação contra ministros do STF. “A punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional, muito menos nossa Constituição”, publicou.

Em 2025, Moraes foi alvo de sanções dos Estados Unidos pela Lei Magnitsky, enquanto Dino e Gilmar tiveram os vistos americanos suspensos. As medidas foram posteriormente revogadas.

O julgamento desta terça analisou questões relacionadas às mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão terminou sem decisão definitiva após pedido de vista de Flávio Dino.

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BOMBA: Rafael Motta dá calote e Ministério Público abre procedimento contra ele por dívida de quase R$ 600 mil na campanha de 2024

Foto: Reprodução

O Ministério Público Eleitoral abriu um procedimento para fiscalizar uma dívida de R$ 563.578 deixada pela campanha de Rafael Motta (PDT) à Prefeitura de Natal em 2024. Atualmente, o ex-candidato a prefeito disputa uma vaga no Senado na coligação com o PT.

A medida foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). De acordo com o documento, as contas de Rafael Mota foram desaprovadas pela Justiça Eleitoral em decisão que já transitou em julgado. O débito de campanha não foi assumido pelo Avante, seu antigo partido, confirmando o calote dado pelo ex-deputado federal.

Rafael Motta terá 15 dias, sem possibilidade de prorrogação, para entregar ao MP um cronograma detalhado de pagamento e cópias de eventuais acordos, renegociações ou confissões de dívida firmadas com os fornecedores.

O objetivo do procedimento é acompanhar a origem do dinheiro usado para quitar o passivo. O MP alertou que um eventual perdão da dívida por empresas credoras poderá ser considerado doação indireta de fonte proibida, com obrigação de devolver valores aos cofres públicos e possível apuração de crimes eleitorais.

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NOVO WALFREDO: Álvaro e Styvenson anunciam 200 novos leitos e nove centros cirúrgicos

No programa eleitoral desta quarta-feira (16), Álvaro Dias e o senador Styvenson Valentim vão anunciar o projeto do “novo Walfredo”, uma grande ampliação do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel para enfrentar um dos problemas mais antigos da saúde pública do Rio Grande do Norte: a superlotação e a presença recorrente de pacientes em macas nos corredores.

A proposta prevê uma nova estrutura verticalizada, interligada ao atual hospital, com 200 novos leitos e nove centros cirúrgicos. Para viabilizar o projeto, Styvenson garantiu a destinação de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões em emendas parlamentares. A construção deverá ocupar parte de uma área atualmente não utilizada pela Caern, vizinha ao Walfredo.

A parceria reúne a experiência de Álvaro, que é médico e construiu, quando prefeito, o Hospital Municipal de Natal — maior investimento em saúde pública da história da capital — com a atuação de Styvenson, que tem a saúde como uma das prioridades de seu mandato e já destinou recursos para estruturas hospitalares em diferentes regiões do Estado.

Mais do que ampliar fisicamente o Walfredo Gurgel, o projeto tem como objetivo mudar uma realidade enfrentada há anos por pacientes e familiares que dependem da principal unidade de urgência e emergência do Estado. Os novos leitos e centros cirúrgicos deverão ampliar a capacidade de internação e de realização de procedimentos e contribuir para reduzir a superlotação.

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Lula não largou Moraes, e resultado no STF deixa sua campanha sangrando, diz colunista

Foto: Wilton Junior/ Estadão

O presidente Lula não teria se afastado, na prática, do ministro Alexandre de Moraes, apesar da orientação da campanha para evitar uma associação pública com o magistrado em meio à queda nas pesquisas. A avaliação é da colunista Roseann Kennedy, do Estadão, que aponta que a crise no STF continua pressionando a campanha presidencial do petista.

Para a jornalista, Lula havia sido orientado a evitar uma associação pública com Moraes após quedas nas pesquisas, mas o distanciamento teria ficado restrito ao discurso. Ela aponta que integrantes do governo e do PT atuaram politicamente para deslocar o foco das suspeitas envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro para a atuação do ministro André Mendonça.

Roseann relata que interlocutores do Palácio do Planalto já avaliavam que nenhum dos possíveis resultados no STF seria positivo para Lula. Uma investigação contra Moraes ampliaria a exposição do caso, enquanto o adiamento do julgamento alimentaria, segundo a coluna, a narrativa de que aliados do presidente atuam para proteger o ministro.

A colunista também cita monitoramento digital analisado pela campanha petista, segundo o qual quase 90% das reações sobre Moraes, Vorcaro e Banco Master seriam críticas. Para Roseann, a crise dificulta a tentativa da campanha de Lula de pautar outros temas a duas semanas do primeiro turno.

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Prefeito Gustavo Santos destaca atuação de Taveira Júnior em Nísia Floresta e reforça apoio à reeleição

Fotos: Divulgação

O prefeito de Nísia Floresta, Gustavo Santos, reforçou o apoio à reeleição do deputado estadual Taveira Júnior (PSDB) e destacou a presença do parlamentar no município e as ações do mandato em áreas como saúde, assistência social e segurança pública, com atenção especial à Guarda Municipal.

“Ele é um deputado que nos ajudou, acreditou e enviou emenda para o município. É um deputado presente em Nísia Floresta e merece ser reconduzido à cadeira de deputado estadual”, afirmou Gustavo.

O prefeito também ressaltou a parceria construída com Taveira Júnior. “É um deputado que está comigo e vai continuar caminhando comigo, lado a lado.”

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CRISE NO STF: racha entre ministros pode travar Código de Ética e alterar julgamentos do caso Master

Foto: Alejandro Zambrana/STF

A crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF), aprofundada pela sessão sobre a possível investigação de Alexandre de Moraes, pode atingir dois pontos centrais da Corte: a proposta de criação de um Código de Ética para ministros e a composição de forças no julgamento do caso Master.

Segundo o g1, ministros avaliam reservadamente que o desgaste está longe de uma solução e pode dificultar o avanço do Código de Ética defendido pelo presidente do STF, Edson Fachin. A proposta estava prevista para avançar após as eleições, mas enfrenta resistência de integrantes insatisfeitos com a condução da crise.

Outro ponto de incerteza envolve Kassio Nunes Marques. O ministro se declarou impedido de participar da análise sobre Moraes após a divulgação de mensagens do celular de Daniel Vorcaro que citam seu filho. A dúvida é se o impedimento será mantido quando o caso Master voltar à Segunda Turma.

Nunes Marques vinha acompanhando André Mendonça e Luiz Fux em decisões importantes relacionadas ao Master. Caso fique fora dos próximos julgamentos, a correlação de forças no colegiado pode mudar. O ministro, porém, tem indicado a interlocutores que seu impedimento estaria restrito ao processo envolvendo Moraes e questões eleitorais.

A crise também chegou às relações pessoais entre os ministros. De acordo com o g1, Nunes Marques chegou a bloquear o número de Gilmar Mendes após um desentendimento ocorrido na semana passada.

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CRIME ORGANIZADO: Operação cumpre mandados de prisão em três cidades do RN

Foto: Divulgação/PF

Três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão foram cumpridos nesta quarta-feira (16) em Natal, Caicó e Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte. As medidas fazem parte da Operação Enclave, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/Mossoró).

A ação integra a Operação Força Integrada IV, realizada simultaneamente em 24 estados do país. No RN, a FICCO reúne Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal.

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FAZ O L: Botijão de gás sobe de novo no RN e pode chegar a R$ 130

Foto: Reprodução

O preço do gás de cozinha aumentou novamente no Rio Grande do Norte. O reajuste varia de R$ 4 a R$ 4,50 e pode levar o botijão de 13 kg a cerca de R$ 130, dependendo da revenda. O aumento começou a ser repassado às distribuidoras nesta terça-feira (15), segundo o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Estado (Singás-RN).

De acordo com o presidente do Singás-RN, Ivo Lopes, o reajuste ocorre tradicionalmente em setembro e está relacionado ao repasse de custos anuais das distribuidoras, incluindo aumentos salariais.

É o segundo aumento do gás de cozinha no RN em cinco meses. Em abril, o botijão ficou entre R$ 7 e R$ 10 mais caro, chegando à faixa de R$ 120 a R$ 125. Na ocasião, o sindicato atribuiu a alta à política de preços da Petrobras para o GLP e ao aumento do diesel.

Com informações do g1 RN

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CALOTE: Femurn avalia pedir intervenção federal por atraso de R$ 260 milhões em repasses do Governo Fátima

Fotos: José Aldenir/AgoraRN e Eduardo Maia/AL

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) avalia pedir intervenção federal diante dos atrasos nos repasses constitucionais do Governo do Estado às prefeituras. Segundo a entidade, a dívida chegou a R$ 260 milhões. A medida foi discutida nesta terça-feira (15), em reunião com prefeitos.

A Femurn também decidiu recorrer ao Ministério Público do RN, Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público Federal para cobrar os valores. Mesmo com o repasse de cerca de R$ 137 milhões anunciado pelo Governo para esta quarta-feira (16), a Federação afirma que ainda restarão R$ 185 milhões pendentes.

“Virou rotina o atraso dos pagamentos referentes aos repasses constitucionais”, afirmou o presidente da Femurn, José Augusto Rêgo. Segundo ele, os atrasos comprometem compromissos das prefeituras, incluindo folha de pessoal. A entidade ainda pretende levantar possíveis pendências relacionadas ao IPVA.

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  1. Vou votar em CADU DE LULA. Não terei dúvidas que o RN vai continuar em boas mãos.

    Avante RN
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[VÍDEO] Wálter Maierovitch classifica defesa de Moraes como de “quinta categoria”


Vídeo: Reprodução/UOL

Em análise sobre a manifestação do ministro Alexandre de Moraes sobre um relatório da Polícia Federal, o jurista e colunista Wálter Maierovitch classificou a argumentação da defesa como de “quinta categoria”, apontando falta de sentido jurídico nas justificativas apresentadas.

Para o colunista, em vez de alegar perseguição e taxar as informações como falsas, o ministro deveria permitir a apuração integral dos fatos para o devido esclarecimento das dúvidas. “O Alexandre de Moraes, ele esqueceu da lógica jurídica, ou seja, do raciocínio jurídico, dos princípios que formam o raciocínio. Se ele fala, como falou em defesa prévia, nessa longa defesa prévia, se ele falou que está sendo perseguido, que tudo é mentira, qual é a lógica jurídica? Então, vamos apurar. Vamos deixar isso em pratos limpos”, comentou o jurista.

O comentarista do UOL disse ainda que a ‘jogada’ de Moraes é fraca. “Deu para perceber que essa jogada do Moraes é uma jogada de quinta categoria juridicamente, porque ele não apresenta e esquece o raciocínio jurídico, a lógica. Ele não quer apurar da verdade, ele não quer, ele não quer que se apure nada. E aí, contraria até o que ele coloca”, comentou o jurista. 

Maierovitch destaca ainda que aspectos processuais prévios, como irregularidades na pauta, alegações de suspeição, impedimento e eventuais falhas de quórum, podem ser levantados formalmente antes que ocorra a análise do relatório encaminhado pelo presidente Edson Fachin.

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