Não fez, devolve. O desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto, corregedor do TJ do Rio, determinou que 30 juízes que fizeram mestrado em Portugal e outros países, e não defenderam a dissertação, devolvam os valores que receberam do tribunal. Acesse matéria completa no portal Justiça Potiguar clicando aqui.
A decisão de Edson Fachin de conduzir a redistribuição do caso Master após a saída de Toffoli abriu um novo capítulo dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e aumentou a tensão nos bastidores da Corte. Segundo apuração da coluna de Malu Gaspar, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, já sinalizou que um novo relatório deverá ser enviado ao tribunal reunindo menções ao nome de Moraes nos materiais apreendidos com executivos ligados ao banco.
O documento, ainda em preparação, reúne diálogos encontrados no celular do empresário Daniel Vorcaro, nos quais o ministro aparece citado em conversas que envolveriam troca de mensagens e referências a pagamentos. A expectativa é que o material avance agora sob a relatoria de André Mendonça, o que muda o cenário em relação ao período em que Toffoli comandava o processo.
Outro ponto que voltou ao centro das discussões envolve um contrato milionário atribuído à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, que teria previsto repasses de R$ 130 milhões para atuação institucional em favor do banco. Até o momento, não há confirmação de serviços prestados que correspondam ao valor mencionado, e nem ela nem Moraes apresentaram explicações públicas detalhadas sobre o acordo.
Nos bastidores do STF, a saída de Toffoli é vista como uma mudança estratégica que pode acelerar investigações e reduzir a influência de alianças internas. Moraes teria sido um dos principais defensores do colega durante as discussões internas que antecederam o afastamento da relatoria, mas a nova fase do inquérito amplia o grau de exposição política e jurídica dentro da Corte.
Com o caso nas mãos de um novo relator e a expectativa de novos relatórios da Polícia Federal, integrantes do Supremo avaliam que a crise institucional ainda está longe do fim — e que os próximos movimentos podem redefinir o peso político do escândalo envolvendo o Banco Master.
Um coronel da polícia fez um forte desabafo público após uma tragédia familiar que chocou o país, envolvendo o assassinato de duas crianças, de 8 e 12 anos, pelo próprio pai. Em tom emocionado e crítico, ele afirmou que o papel de um pai é proteger e jamais transformar os filhos em instrumento de vingança, classificando o crime como “covardia pura” motivada por incapacidade de lidar com o fim de um relacionamento.
Durante o pronunciamento, o oficial alertou para sinais de desequilíbrio emocional que muitas vezes são ignorados por familiares e pessoas próximas. Segundo ele, traição ou separação não justificam violência e devem ser enfrentadas com dignidade, diálogo e reconstrução pessoal, sem colocar vidas inocentes em risco.
O coronel também reforçou a importância das denúncias e do suporte institucional, citando canais como o Disque 100, o Ligue 180 e o atendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde, realizado nas Unidades Básicas e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Para ele, a omissão diante de ameaças e comportamentos violentos pode abrir caminho para tragédias irreversíveis.
A fala terminou com um apelo direto à sociedade para que familiares, vizinhos e amigos não ignorem sinais de perigo. “Não é sobre orgulho ou honra, é sobre vidas”, reforçou, defendendo uma postura mais ativa na prevenção da violência doméstica e na proteção de crianças e adolescentes.
Uma tentativa de furto terminou com um homem morto após a reação de um segurança no CEEP Professora Lourdinha Guerra, localizado às margens da Avenida Abel Cabral, em Parnamirim, na Grande Natal. O caso foi registrado na madrugada desta sexta-feira (13) e está sob investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo informações iniciais, três suspeitos teriam invadido a escola para furtar fios de cobre. O segurança percebeu a movimentação e efetuou um disparo de advertência, que acabou atingindo a perna de um dos homens. Um segundo suspeito fugiu e uma mulher permaneceu no local. Ainda não há confirmação oficial se a morte ocorreu por causa do ferimento ou por outra circunstância, o que será definido pela perícia.
Equipes do Polícia Militar do Rio Grande do Norte realizaram o isolamento da área e conduziram o segurança e a mulher para a delegacia de plantão para prestar depoimento. A arma utilizada foi apreendida e, conforme apurado, estava devidamente licenciada. A expectativa é que o profissional seja liberado após os procedimentos iniciais.
A investigação seguirá com análise de imagens de câmeras de segurança da escola e depoimentos das testemunhas para esclarecer a dinâmica da ocorrência. A polícia também tenta localizar o terceiro envolvido que conseguiu fugir durante a ação.
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a redução da maioridade penal de 16 para 14 anos dentro da reforma do Sistema de Justiça Juvenil. O texto passou por 149 votos a 100 após negociações entre o governo e partidos aliados, mesmo diante de forte resistência da esquerda.
Segundo a imprensa local, como o jornal Clarín, Milei defendia inicialmente que a idade mínima fosse 13 anos, mas aceitou o acordo político para garantir a aprovação. O debate ganhou força após um crime envolvendo menores na província de Santa Fé, caso que provocou comoção nacional.
A proposta também enfrentou críticas da oposição sobre o financiamento da nova estrutura prevista, com parlamentares afirmando que os recursos anunciados seriam insuficientes para implementar o sistema. O governo, por sua vez, afirmou que adolescentes condenados ficarão em unidades separadas dos adultos e que a prisão em regime fechado será aplicada apenas a crimes graves, como homicídio.
Agora, o projeto segue para análise do Senado da Argentina, que deve discutir o tema no dia 26 de fevereiro. Em comunicado oficial, Milei celebrou a votação e afirmou que jovens de 14 anos já compreendem a gravidade de seus atos ao participar de delitos.
O jornalista William Waack, da CNN, avaliou que a decisão de Dias Toffoli de deixar a relatoria do caso Master está longe de encerrar a turbulência vivida pelo STF. Para ele, a Corte enfrenta o momento mais delicado desde a Constituição de 1988, com parte significativa da sociedade questionando a capacidade do tribunal de cumprir o papel de guardião constitucional.
Na análise, o cenário atual é considerado ainda mais crítico do que episódios recentes envolvendo ameaças institucionais feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Waack, naquele período o Supremo conseguiu se fortalecer diante de pressões externas, enquanto agora a crise teria origem dentro da própria instituição.
O comentarista afirma que decisões e condutas de integrantes do tribunal acabaram colocando o STF no centro de um escândalo ligado a suspeitas de fraude bancária e influência política. Para ele, o afastamento de Toffoli apenas reconhece um desgaste que já era evidente diante das discussões sobre possível conflito de interesses no caso.
Waack ainda aponta que a situação permanece delicada porque outro ministro citado nas investigações, Alexandre de Moraes, também tem o nome associado ao episódio. Na avaliação do jornalista, a recuperação da credibilidade do Supremo será lenta e pode ter impacto direto no ambiente político e nas próximas eleições.
O caso Master ganhou um novo relator no Supremo Tribunal Federal após a saída de Dias Toffoli. O processo foi redistribuído na noite desta quinta-feira (12), e agora ficará sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A mudança ocorreu depois que os dez ministros da Corte assinaram uma nota conjunta citando “altos interesses institucionais” para acolher o pedido de Toffoli de deixar a relatoria.
A informação é da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles. A decisão acontece após a Polícia Federal apontar menções ao ministro em materiais extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a Operação Compliance Zero. Apesar disso, os magistrados afirmaram que não há suspeição ou impedimento e validaram todos os atos já praticados no processo, enquanto a presidência do STF conduz medidas para extinguir a Arguição de Suspeição aberta no caso.
A reunião que selou a mudança foi convocada pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que apresentou aos colegas o relatório sigiloso enviado pela PF. No encontro, Toffoli confirmou ser sócio do resort Tayayá, citado nas investigações, mas negou qualquer relação com Vorcaro ou familiares.
Com a redistribuição, André Mendonça passa a conduzir os próximos passos do caso, que envolve investigações sensíveis e tem repercussão política e institucional dentro do Supremo.
Íntegra da nota oficial dos 10 ministros do STF
Os 10 Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.
Assinam: Luiz Edson Fachin, Presidente Alexandre de Moraes, Vice-Presidente Gilmar Mendes Cármen Lúcia Dias Toffoli Luiz Fux André Mendonça Nunes Marques Cristiano Zanin Flávio Dino
O ministro Dias Toffoli deixou, nesta quinta-feira (12), a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master no STF. A decisão foi tomada após reunião dos ministros da Corte e ocorre no momento em que a Polícia Federal avança nas apurações do caso.
Em nota oficial, o STF informou que o próprio Toffoli pediu a redistribuição do processo, alegando “altos interesses institucionais”. Com isso, o caso será encaminhado a outro ministro, embora os atos praticados até agora sigam válidos.
No mesmo comunicado, os ministros afirmaram que não cabe arguição de suspeição contra Toffoli. Suspeição é um instrumento jurídico usado para questionar a imparcialidade de um juiz quando há indícios de vínculo ou interesse no processo. Segundo o STF, não há suspeição nem impedimento, e a Corte manifestou apoio pessoal ao ministro.
A decisão ocorre após relatório da Polícia Federal, enviado ao Supremo na última segunda-feira (9), mencionar o nome de Toffoli com base em dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo foi apresentado aos ministros pelo presidente do STF, Edson Fachin, durante a reunião.
O documento também foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a repercussão, Toffoli divulgou nota para esclarecer os fatos relacionados ao seu nome.
Na manifestação, o ministro confirmou que integra o quadro societário da empresa Maridt, mas afirmou que a administração é feita por familiares. Ele negou qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro e destacou que a participação societária é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura, que proíbe apenas o exercício de atos de gestão por magistrados.
O presidente do STF, Edson Fachin, encaminhou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o relatório da Polícia Federal que traz menções ao ministro Dias Toffoli em mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também foi enviada a resposta de Toffoli com esclarecimentos sobre as citações ao seu nome.
Com o envio dos documentos, caberá agora à PGR avaliar se há elementos para se manifestar sobre a suspeição de Toffoli, que é o relator do Caso Master no STF. A PGR já recebeu o material, mas não há prazo definido para eventual posicionamento.
A Polícia Federal apura se houve transferência de recursos a partir de uma empresa que foi sócia de um fundo vinculado ao Banco Master no Tayayá Resort. Um fundo de investimento administrado por empresa citada no caso aportou R$ 4,3 milhões no empreendimento, do qual a família de Toffoli não faz mais parte.
O prefeito de Natal, Paulinho Freire cansou. Em um estilo completamente diferente do habitual, perdeu a paciência com a deputada federal Natália Bonavides. Em vídeo publicado nas redes sociais no início da noite desta quinta-feira (12), o gestor não só pediu para a parlamentar parar de fazer proselitismo político barato, como a convocou para, definitivamente, ajudar a capital potiguar.
Paulinho afirmou ser “lamentável” o comportamento de quem, segundo ele, só aparece em momentos de crise para transformar as dificuldades da população em palco político. O prefeito reforça que a gestão segue trabalhando e enfrentando os problemas da cidade, mesmo diante das críticas.
Em tom direto, Paulinho disse que quem tenta tirar proveito político do momento também está convidado a ajudar, deixando claro que a Prefeitura está aberta a ações concretas, não a discursos. Para ele, governar exige responsabilidade e compromisso com a população. “Gestão se faz com ações, investimentos, seriedade e compromisso com o povo. O resto é proselitismo”.
A Polícia Civil de Goiás apura uma tragédia registrada na noite de quarta-feira (11), em Itumbiara, que teve como personagem central o secretário de Governo do município, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos. A principal linha de investigação aponta que o episódio teria ocorrido após a descoberta de uma suposta traição da esposa.
Informações indicam que o secretário tomou conhecimento da infidelidade por meio de um detetive particular que havia contratado. Vídeos aos quais o veículo teve acesso fazem parte do material analisado pela polícia e ajudam a reconstruir a sequência dos fatos.
Após a descoberta, segundo a apuração inicial, ocorreram mortes dentro da residência da família, envolvendo os dois filhos do secretário, de 12 e 8 anos, além do próprio Thales. As circunstâncias exatas e as responsabilidades seguem sob investigação da Polícia Civil.
O caso causou forte impacto em Itumbiara e levantou questionamentos sobre os desdobramentos institucionais, já que envolve um integrante do alto escalão da administração municipal. A polícia trata o episódio como complexo e sensível e aguarda a conclusão do inquérito para esclarecer completamente o que aconteceu.
Devolvem nunca
Excelente notícia, pena que vai dar em pizza, mas pelo menos o Corregedor fez o que se espera de um Magistrado, parabéns.
A vida no judiciário é surreal !