Finanças

Criptomoedas: entenda o que são e como elas têm mudado o mundo e ainda devem revolucionar a economia e os mercados

Até o século VII antes de Cristo, não havia dinheiro e a sociedade vivia a base de trocas. Foi aí que surgiu, por exemplo, a palavra salário: um pagamento feito com sal. De lá para cá, entretanto, as moedas evoluíram. Há algumas décadas, elas passaram a ser usadas em formato de plástico, após a criação e a popularização de cartões de crédito e débito.

Com o avanço da tecnologia, a ideia de armazenar dinheiro em formato virtual ganhou consistência. Diferentes soluções foram desenvolvidas, até que se chegou às criptomoedas — moedas digitais que não são reguladas por nenhuma entidade (bancos ou governos).

Isso significa que quem as usa pode fazer transações com total liberdade e privacidade: ou seja, sem a intervenção de mecanismos reguladores, já não há cédulas e as transações são feitas sem intermediários. O que garante o sigilo é a criptografia. Aliás, é daí que vem o nome desse dinheiro digital.

A valorização das criptomoedas começou em 2013. Isso porque as poupanças dos contribuintes da República do Chipre foram confiscadas e os bancos locais caíram em descrédito. Com isso, a população passou a buscar alternativas e chegou às moedas digitais.

O sucesso veio, justamente, porque elas não são controladas por bancos ou governos — o que as livra do risco de serem confiscadas. Por outro lado, suas oscilações constantes fizeram muitos a encararem como uma bolha.

Isso durou até 2016, quando a crise institucional e econômica global fez as atenções se voltarem novamente para elas. Desde então, sua valorização tem sido constante. Em 2016, uma bitcoin, por exemplo, valia US$ 443,57 e, em 2017, seu preço chegou a US$ 17.549,67.

O que é, de fato, uma criptomoeda?

De forma simples, as criptomoedas são dinheiro virtual — ou seja, códigos extremamente protegidos que podem ser convertidos em valores reais e usados em pagamentos. Em relação ao dinheiro físico, como o real ou o dólar, três características as diferenciam: a descentralização (já que independem de regulação), o anonimato e o custo zero da transação.

A primeira tentativa de criptomoeda chamava-se “b-money”. Criada pelo engenheiro de software Wei Dai, já tinha, entre suas características, a descentralização e o anonimato. Ela nunca foi amplamente utilizada, mas inspirou o surgimento do “bitgold”.

Ele também não teve muito sucesso, mas levou ao desenvolvimento da bitcoin. E foi aí que entrou em cena a tecnologia blockchain. Ela é o elemento central do processo: uma comunidade de usuários espalhados pelo mundo registra as transações. Assim, o banco de dados pode ser verificado pública e rapidamente, e a ação de hackers é dificultada.

Assim como o dinheiro físico, que tem número de série, marca d’água e outros itens de certificação, as criptomoedas usam criptografia para se manterem seguras. Em outras palavras, cada criptomoeda é única e tem seu próprio número de identificação. Por isso, somente quem tem essa informação consegue transferi-la.

Transações com criptomoedas garantem privacidade ao usuário, pois, em geral, não requerem informações pessoais. Há que argumente, entretanto, que, por essa característica, seu uso facilita atividades ilegais, como tráfico de drogas e armas.

Outro diferencial importante das criptomoedas é o custo zero de transação. Como não há interferência de órgãos reguladores, não há adição de taxas — diferentemente do que ocorre com o dinheiro convencional, que está vinculado a encargos definidos pelas instituições que o controlam.

Isso faz das moedas digitais uma ótima alternativa para transações internacionais, que normalmente são acrescidas de tarifas altas. Além disso, como elas não são reguladas, suas oscilações de preço são influenciadas apenas pela economia que as envolve. A visão dos desenvolvedores das criptomoedas é anarcocapitalista: ou seja, a economia é suficiente para organizar a sociedade.

O fato de não haver controle institucional sobre elas fez muitos as verem como um investimento arriscado. No início, eram tidas como investimento pouco atraente, mas sua alta eficiência fez que elas se destacassem em pouco tempo: a preservação dos dados e os registros criptografados fez até os bancos de interessarem por elas.

Como elas funcionam?

Tanto a cotação quanto a compra e a venda de moedas digitais acontecem anonimamente pela internet. Isso porque, como são digitais, elas são guardadas de forma diferente do dinheiro comum.

Para começar, elas são protegidas por uma chave de criptografia privada — o código necessário para efetuar as transações. Então, essas moedas são armazenadas em uma carteira virtual e administradas a partir de um computador pessoal ou de um dispositivo móvel.

Em outras palavras, não é possível ir ao banco e fazer uma retirada de criptomoedas. Todos os trâmites são totalmente digitais. E é a blockchain que garante sua segurança. De tão confiáveis, as criptomoedas passaram a chamar a atenção de grandes empresas, bancos e governos.

Na China, por exemplo, o governo quer bloquear o acesso a plataformas estrangeiras de criptomoedas e retirar seus aplicativos das plataformas móveis locais. O motivo? O país asiático pensa em criar uma moeda digital estatal própria.

Como não há emissão física dessas moedas, é preciso minerá-las — ou seja, encontrar a chave que criptografa os blocos (conhecidas como hash). Isso quer dizer que é necessário executar ações para validar e processar as transações que as envolvem.

De forma análoga a um trabalho convencional — que garante um salário no fim do mês —, a mineração, que não é uma tarefa fácil, remunera quem a desempenha e encontra blocos válidos. Nada mais justo, já que ela requer esforço e custo computacional.

O procedimento, em si, é simples: basta resolver cálculos matemáticos complexos no computador. A cada dez minutos, um novo problema que necessita deles é adicionado — quem chega à resposta correta é recompensado com criptomoedas.

Esse processo de alta complexidade é necessário para que seja possível escrever novos blocos de transações no registro. Ao adotá-lo, evita-se que criminosos criem blocos falsos e os adicionem à rede ou modifiquem os já existentes.

Qualquer um pode tentar achar as hashs, mas é pouco provável que um usuário comum seja capaz de encontrá-las e, consequentemente, minerar criptomoedas em casa com uma estrutura doméstica. Em geral, isso demanda investimento em servidores e computadores sofisticados que possam fazer o trabalho.

Quais são as principais criptomoedas?

Um levantamento do CoinMarketCap indica que já existem mais de 2,3 mil criptomoedas diferentes em circulação no mundo. Além da bitcoin, existem uma as chamadas altcoins, as alternativas a ela. Veja, a seguir, quais são as principais!

Bitcoin: foi a primeira moeda digital descentralizada do mundo. Em novembro de 2018, registrou aumento de 55% no volume de transações, com a criação de 30 mil novas carteiras.

Litecoin: tem as mesmas características da bitcoin. Seu processamento de blocos, entretanto, é quatro vezes mais rápido, ou seja, enquanto as transferências de bitcoin levam 10 minutos, com a Litecoin o tempo é de apenas 2 minutos e meio.

Ethereum: é a segunda maior criptomoeda do mundo. Apresentado em 2014, foi financiado como um projeto de crowdfunding. Hoje, tem capitalização de mercado de mais de US$ 40 bilhões.

Ripple: é um pouco diferente das demais, pois é tanto uma moeda digital quanto uma rede de pagamento aberta, com taxas e atrasos de processamento menores.

Siacon: considerada bastante promissora, não exige muita capacidade de processamento para ser minerada. Seus usuários reservam um espaço no computador para que as transações sejam processadas e, em trocas, recebem unidades dela.

Monero: promete total anonimato, já que oculta completamente o remetente, o destinatário e a quantia envolvida na transação. Recebe críticas por dar margem a negócios e transações ilegais.

Petro: proposta em 2018 pelo governo Venezuelano, tem o diferencial de ser emitida por um Estado. É “aceita como forma de pagamento de impostos, taxas, contribuições e serviços públicos nacionais” e tem como base o preço de um barril de petróleo.

As criptomoedas são reconhecidas no Brasil?

Embora não haja regulação específica dessas moedas digitais no Brasil, já há um projeto de lei relacionado a elas em tramitação. A ideia é incluí-las (assim como os programas de milhagem aérea) na categoria de arranjos de pagamento, que é supervisionada pelo Banco Central do Brasil (Bacen).

Paralelamente, os organismos reguladores do país já buscam enquadrá-las em alguns processos. A Receita Federal do Brasil (RFB), por exemplo, incluiu no guia sobre a Declaração de Renda da Pessoa Física de 2017, a necessidade de as moedas virtuais serem relatadas na Ficha de Bens e Direitos (como ativos financeiros). A partir de 1º de agosto de 2019, a orientação virou norma: pessoas físicas e jurídicas devem informar a RFB sobre operações realizadas com criptomoedas.

As criptomoedas têm, em geral, bom retorno graças a sua valorização. Apesar disso, há muitos riscos porque seu valor flutua descontroladamente: por isso, é importante se planejar antes de investir nelas e, claro, ficar atento às oscilações.

Outra desvantagem é que, por não serem reguladas, podem se tornar ilegais a qualquer momento. E mais: as casas de câmbio que as comercializam podem ser hackeadas. Então, uma boa prática é não investir mais de 5% do patrimônio nesse item.

E como será o futuro desse dinheiro virtual?

No Estado de São Paulo, já se discute a tributação de criptoativos. Segundo o projeto de lei 834/2019, de Thiago Auricchio (PL), eles devem ser sujeitos a cobrança de Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD).

Assim, a transferência deles deve ser tributada sempre que mudarem de proprietário. Isso pode evitar, por exemplo, que sejam usados para esconder movimentações financeiras. A justificativa é que, como esses ativos integram o patrimônio do indivíduo e têm conteúdo econômico, a transferência de titularidade deve ser tributada.

Enquanto isso, muitas empresas já estão de olho no segmento. Uma das maiores delas é o Facebook: em junho, a companhia anunciou a criação de uma plataforma exclusiva para atuar nesse nicho, a Calibra, e de uma moeda própria, a libra — que deve ter paridade com o dólar e estar disponível via Messenger e Whatsapp. O projeto foi lançado com o apoio de 27 parceiros — como Uber, PayPal, eBay, MasterCard, Visa, Spotify e outras —, mas pouco mais de um mês depois, a companhia o colocou em espera.

Isso porque o Congresso Americano decidiu analisar a iniciativa de forma ampla e, em seguida, foi apresentado um projeto de lei nos EUA para proibir grandes empresas de tecnologia de criarem moedas próprias. Essas companhias têm muitos clientes, o que muitas vezes as torna maiores que nações, e promovem inclusão digital e social. A libra, por exemplo, poderia capturar os mais de 1 bilhão de pessoas que estão fora do sistema bancário no mundo.

Então, mesmo com a resistência dos governos, é provável que essas corporações prossigam na criação de moedas virtuais. Se, por um lado, isso ameaça a hegemonia do dólar americano, países com moeda fraca (como a Argentina) podem ser beneficiados com uma moeda global. A libra pode ajudar a popularizar as criptomoedas a ponto de elas serem usadas no cotidiano. Assim, o dinheiro chegaria aonde nunca chegou antes, já que as transações serão mais baratas e os serviços de crédito serão ampliados.

Estima-se que 19% da população mundial já tenha ao menos uma delas em suas carteiras virtuais. Hoje, no Brasil, há mais cadastrados em corretoras de criptomoedas do que em corretoras da Bovespa — apesar disso, segundo a Kaspersky, apenas 13% entendem seu funcionamento.

Olhar Digital

 

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Geral

Primeira edição da Feira Viva reúne música, gastronomia e artesanato na Árvore de Mirassol

Foto: Divulgação

Natal recebe, nos dias 7 e 8 de março, a primeira edição da Feira Viva, evento que combina música ao vivo, gastronomia regional, artesanato local, arte, cultura e área kids. A programação será realizada na Árvore de Mirassol (Espaço do Artesanato), na BR‑101, das 15h às 22h, com entrada gratuita.

Promovida pela Associação de Juventudes Construindo Sonhos – AJCS, a Feira Viva nasce com o objetivo de fortalecer a economia criativa e valorizar o trabalho de artesãos, pequenos empreendedores e artistas locais. Ao longo dos dois dias, o público poderá encontrar uma variedade de peças artesanais, produtos autorais e opções de presentes, além de um espaço dedicado à culinária potiguar, com comidas típicas e lanches variados.

Foto: Divulgação

A programação musical traz artistas locais valorizando a nossa cultura. Na sexta (7), o som fica por conta de Fernando Luna. No sábado (8/3), quem anima o público é Seu João, garantindo um repertório para agradar diferentes estilos. A ideia é criar um ambiente acolhedor para famílias, turistas e moradores da cidade.

Para as crianças, a Feira Viva oferece uma área kids com atividades e brinquedos, garantindo lazer para toda a família. A realização conta com o apoio da Prefeitura do Natal, através da SEMTAS e do vereador Chagas Catarino, reforçando o compromisso com o incentivo à cultura, ao artesanato e ao empreendedorismo local.

Foto: Divulgação

Serviço – 1ª Feira Viva

•Data: 7 e 8 de março
•Horário: das 15h às 22h
•Local: Árvore de Mirassol – Pavilhão do Artesanato, BR‑101, Natal/RN
•Entrada: gratuita

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Geral

ECAD cobra R$ 12 mil de vigília católica gratuita na UFRN e revolta fiéis em Natal

Foto: Reprodução

O ECAD está cobrando R$ 12 mil em direitos autorais do evento católico Consagra-te, que acontece nesta sexta (27) e sábado (28), no Anfiteatro da UFRN, em Natal. A cobrança provocou revolta na comunidade católica envolvida na organização, que afirma ter arrecadado recursos por meio de doações para conseguir realizar a programação, que é gratuita e aberta ao público.

O ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) é a entidade responsável por arrecadar e distribuir valores referentes à execução pública de músicas no Brasil. A taxa é cobrada quando há apresentações musicais em eventos, como é o caso da vigília, que contará com shows do Instituto Hesed e da cantora Eliana Ribeiro.

Promovido com a presença da imagem peregrina de São Miguel Arcanjo, trazida pelo Instituto Hesed diretamente do Santuário do Monte Gargano, na Itália, o evento terá Santa Missa presidida por Dom João Santos, pregação com Irmã Maria Raquel, procissão com o Santíssimo Sacramento e Rosário da madrugada. A programação começa às 20h, nos dois dias.

Segundo os organizadores, toda a estrutura foi viabilizada com ajuda da comunidade. A cobrança de R$ 12 mil, às vésperas da realização, gerou forte reação entre os fiéis que participam da mobilização no campus.

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Geral

Tem camarão crocante com arroz de siri; e crostini de macaxeira com camarão e fondue de queijo manteiga no Papo de Fogão deste fim de semana

Tem camarão crocante com arroz de siri pelas mãos do Chef Luiz Eduardo, do Dom Eduardo Restaurante… e na Dica Rápida, o Chef Macaíba, do Camarões de Natal, chega com um crostini de macaxeira com camarão e fondue de queijo manteiga que é pra glorificar de pé!

Tu vai perder é? Assiste o Papo de Fogão!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h

Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Política

Facção tentou tomar emendas na Câmara de Natal e movimentou R$ 6 milhões, diz polícia

Foto: Divulgação/PCRN

A Polícia Civil revelou detalhes da Operação Decreto, que mira um grupo criminoso com atuação no Passo da Pátria, na Zona Leste de Natal. Segundo a investigação, a facção tentou interferir no orçamento público da capital usando um ex-funcionário da Câmara Municipal de Natal para pressionar o envio de emendas parlamentares ao Carnaval de 2025.

De acordo com a Polícia Civil, a exigência era clara: se o dinheiro não fosse destinado, ações políticas seriam proibidas na área dominada pelo grupo. A investigação aponta que a organização movimentou cerca de R$ 6 milhões com a venda de drogas nos últimos 18 meses e é apontada como responsável por pelo menos quatro homicídios em 2024.

Nesta fase da operação, três suspeitos foram presos em Natal. Uma mulher indicada como liderança foi detida no Mato Grosso do Sul, e outro investigado é procurado no Rio de Janeiro. Em Natal, houve apreensão de drogas e dinheiro em espécie.

A Polícia Civil informou que as apurações continuam para verificar se houve participação de outros agentes públicos. O órgão reforçou que denúncias podem ser feitas pelo Disque 181, com garantia de anonimato.

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Economia

Governo recua e derruba parte da taxação de importados após reação do setor produtivo

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo federal voltou atrás e revogou, nesta sexta-feira (27), parte do aumento das tarifas de importação anunciado no início do mês. O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) informou que derrubou as alíquotas de 105 produtos classificados como bens de capital e itens de informática e telecomunicações.

No dia 6 de fevereiro, o governo havia elevado as tarifas de cerca de 1.250 produtos importados. Parte dessas mudanças começaria a valer já neste domingo (1º). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a reversão atende a uma demanda do setor produtivo e já estava prevista na resolução anterior.

Além da revogação das alíquotas zeradas, o governo manteve no patamar anterior a tarifa de outros 15 produtos de informática. É o caso dos smartphones, que voltaram à alíquota de 16%, e não mais aos 20% previstos inicialmente. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia afirmado na quarta-feira (25) que o MDIC poderia reverter as tarifas caso identificasse situações que não configurassem concorrência desleal.

Haddad declarou que o aumento do imposto não teria caráter arrecadatório, mas regulatório. Apesar disso, cálculos da própria Fazenda apontam que a medida poderia gerar cerca de R$ 14 bilhões aos cofres públicos em 2026. O MDIC informou ainda que não cabe ressarcimento às empresas afetadas, já que as tarifas ainda não estavam em vigor.

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Polícia

VÍDEO: GRANDE NATAL: 7 presos em menos de 48h por violência doméstica em operação nacional

Imagens: Divulgação/PCRN

Sete homens foram presos entre quinta (26) e sexta-feira (27), em menos de 48 horas, durante ação da Polícia Civil contra crimes de violência doméstica na Região Metropolitana de Natal. As prisões ocorreram por força de mandados judiciais por ameaça, lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas, violação de domicílio e corrupção ativa. A ofensiva integra a Operação Mulheres 2026, mobilização nacional de enfrentamento à violência contra a mulher.

As capturas aconteceram em bairros de Natal — Mãe Luiza, Pajuçara, Lagoa Nova e Zona Norte — além de Nova Esperança, em Parnamirim, e no município de Nísia Floresta. Todos os suspeitos foram localizados após diligências, levados à delegacia para os procedimentos legais e, depois, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

Na capital, houve prisões por ameaça, injúria, violação de domicílio e descumprimento de medidas protetivas, que são decisões judiciais que proíbem o investigado de se aproximar ou manter contato com a vítima. Em um dos casos, o investigado teria desrespeitado ordem que o impedia de se aproximar da ex-companheira. Também em Natal, um homem foi detido por suspeita de corrupção ativa.

A Operação Mulheres 2026 ocorre de 19 de fevereiro a 5 de março em todo o país e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, reunindo forças de segurança estaduais para cumprir medidas cautelares e mandados contra investigados e condenados. Segundo a Polícia Civil do RN, as diligências ocorreram sem registro de confrontos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

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Política

ÁUDIO: REVIRAVOLTA: Samanda afirma que foi surpreendida por ação para ouvir Brisa no processo de cassação

Áudio: Reprodução/98 FM

A presidente da comissão do processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT), Samanda Alves (PT), afirmou que foi surpreendida com a informação de que a parlamentar conseguiu uma liminar para ser ouvida e reabrir a fase de instrução do caso. Segundo Samanda, até o momento ela não foi intimada oficialmente da decisão judicial: “Não fui intimada ainda e estamos aguardando”.

De acordo com a presidente, a comissão já havia aprovado relatório final pelo arquivamento e dado prosseguimento ao processo. No retorno à etapa seguinte, foram identificados três pedidos na defesa prévia de Brisa: uso de provas do primeiro processo, oitiva de quatro testemunhas e envio de ofício à Funcarte para informações sobre emendas parlamentares.

Samanda relatou que, em reunião, a defesa confirmou que não havia outros pedidos além desses três. No entanto, na penúltima reunião, uma procuradora da Câmara apontou que constava um quarto pedido na defesa prévia: que a própria vereadora fosse ouvida, sob argumento de que o segundo processo teria fatos diferentes do primeiro.

A reunião foi suspensa, e por unanimidade, os três membros decidiram negar o pedido, considerando que já houve oportunidade anterior de manifestação e avaliando o risco de extrapolação de prazo.

Ela ressaltou que todas as decisões foram colegiadas e unânimes, com presença de procuradores da Câmara e reuniões gravadas. Segundo ela, a comissão garantiu ampla defesa e devido processo legal e cumprirá qualquer determinação judicial assim que for oficialmente comunicada.

Também explicou que o prazo de 72 horas úteis para manifestações da defesa foi definido na primeira reunião, por sugestão do vereador Daniel Rendal, e que todos os prazos seguiram esse critério.

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Política

CPMI ameaça STF se Alcolumbre anular quebra de sigilo de Lulinha

Foto: Reprodução

A cúpula da CPMI do INSS já fala em recorrer ao STF caso o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, anule a votação que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha. A decisão foi tomada quando a comissão aprovou 87 requerimentos de uma só vez.

Segundo integrantes da cúpula da comissão, o risco de anulação é considerado real. Entre os sigilos quebrados também está o de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, apontado como um dos homens de confiança de Alcolumbre.

Após a votação, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e o deputado Paulo Pimenta se reuniram com Alcolumbre para pedir a anulação de ofício da decisão.

O presidente do Senado disse que só vai se posicionar depois de receber a representação formal e analisar o material, incluindo as imagens da sessão. Ele já iniciou a análise com apoio da Advocacia da Casa, da Polícia Legislativa e da Secretaria-Geral da Mesa.

A base governista alega que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, teria “fraudado” a votação simbólica. Segundo governistas, havia 14 parlamentares do grupo entre os 21 presentes na sala, mas Viana contabilizou apenas sete e usou como referência 31 registros de presença. A disputa agora pode sair do plenário e parar no Supremo.

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Judiciário

Gilmar manda inutilizar dados da CPI sobre empresa da família de Toffoli

Foto: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou nesta sexta-feira (27) a inutilização de eventuais dados já enviados à CPI do Crime Organizado envolvendo empresas ligadas ao ministro Dias Toffoli. As quebras de sigilo haviam sido aprovadas pela comissão na última quarta-feira (25).

A decisão atinge informações bancárias, fiscais e telemáticas — ou seja, dados financeiros, tributários e de comunicações — da empresa Maridt, ligada à família de Toffoli. No despacho, Gilmar ordena a “imediata inutilização/destruição do conteúdo” ou, de forma alternativa, que o material fique sob sigilo, com acesso restrito e proibição de compartilhamento, sob pena de sanções penais, administrativas e cíveis.

A medida foi tomada após recurso apresentado pela empresa ao STF. Para Gilmar Mendes, a CPI extrapolou o escopo da investigação definido no ato de criação do colegiado, ou seja, teria ido além do que estava autorizado a apurar.

A Maridt aparece como intermediária na negociação entre familiares de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, investigado por suspeita de fraude financeira.

Segundo investigações, a empresa negociou a venda de participações no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR), para fundos associados ao banco. Toffoli deixou a relatoria do caso no STF após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal citavam seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro.

O ministro afirmou que as menções são “ilações”, negou relação com o empresário e com Fabiano Zettel, informou que a Maridt saiu do negócio em fevereiro de 2025 e declarou não ter recebido valores nem ocupado cargo de direção na empresa.

Opinião dos leitores

  1. Ai o geleia faz e desfaz o que quer na canetada, não existe ninguém para coibir, apurar e combater esse ministro?

    Piada nossa situação, começo a acreditar que apenas uma guerra civil resolva a roubalheira no Brasil e acabe com esse ditadores de toga….roubar pode, investigar, apurar para prender nunca, eles não, jamais!

  2. VORCARO TINHA TANTA CERTEZA DE UMA AÇÃO DESSE TIPO, AO SEU FAVOR, QUE PAGAVA 3,6 🌽🌽🌽🌽🌽🌽🌽🌽🌽🌽 NÃO SEI PRA QUEM.

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Geral

Alcolumbre encomenda ‘dossiê’ de caso Lulinha na CPI antes de tomar decisão sobre anulação de quebra de sigilo

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou a elaboração de relatórios técnicos antes de decidir se mantém ou anula a votação da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A Polícia Legislativa, a Secretaria-Geral da Mesa e a Advocacia do Senado irão analisar imagens, registros da sessão e o regimento interno. Enquanto isso, os requerimentos aprovados seguem em tramitação e já foram encaminhados às autoridades.

Após a sessão, parlamentares governistas pediram a anulação da votação, alegando erro na contagem dos votos. Alcolumbre solicitou que as reclamações fossem formalizadas com provas documentais. O pedido foi protocolado com cerca de 12 páginas de anexos, mas não há prazo para decisão.

A controvérsia começou quando a CPI votou em bloco 87 requerimentos. Na votação nominal, houve 18 votos favoráveis e 12 contrários. Em seguida, o presidente da comissão, Carlos Viana, conduziu nova votação simbólica.

Governistas afirmam que houve quórum suficiente para barrar o pacote. Viana sustenta que o quórum válido era o da votação anterior, o que manteria a aprovação. A oposição defende que o procedimento seguiu o regimento.

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