Cantor britânico Ozzy Osbourne revela que tem Doença de Parkinson

Foto: Mario Anzuoni / REUTERS

O cantor britânico Ozzy Osbourne, de 71 anos, revelou nesta terça-feira que foi diagnosticado com Parkinson II, uma forma da Doença de Parkinson, após ter complicações de saúde devido a uma queda em seu banheiro, em 2019. Na época, a mulher de Ozzy, Sharon, disse que o cantor estava sendo internado por uma gripe.

“Tem sido muito desafiador para todos nós”, disse Osbourne no programa “Good Morning America”. “Eu tive que fazer uma cirurgia no pescoço, que estragou todos os meus nervos. Descobri que tenho uma forma leve de…”

Sharon completou a frase: “… É o Parkinson II, que é uma forma de Parkinson. Existem tipos diferentes da doença. Não é uma sentença de morte de forma alguma, mas afeta certos nervos do seu corpo.”

Ozzy acrescentou: “Estou tomando uma série de medicamentos, principalmente por causa da cirurgia. Fiquei com o braço entorpecido depois dela, minhas pernas (ficam) frias. Não sei se é o Parkinson ou o quê. Esse é o problema, porque eles cortam os nervos quando fazem a cirurgia. É uma sensação estranha.”

O cantor contou que se sente aliviado por finalmente compartilhar seu diagnóstico:

“Esconder as coisas é difícil, você se sente inadequado, se sente culpado. Eu não sou bom com segredos. É como se eu estivesse ficando sem desculpas. Estou melhor agora por reconhecer que tenho um caso de Parkinson.”

Ozzy comentou ainda a frustração pelas limitações que a doença gera em seu trabalho. Após adiar as datas da turnê de 2019, ele está se preparando para voltar aos palcos. A turnê recomeça em maio.

“Vindo de uma classe trabalhadora, odeio decepcionar as pessoas. Odeio não fazer o meu trabalho. Quando vejo minha esposa indo trabalhar, meus filhos indo trabalhar, isso me deixa triste porque não posso contribuir com minha família. Estou muito melhor agora do que em fevereiro passado. Eu estava em um estado chocante.”

O Globo

NASA descobre planeta de ‘metal pesado’ que tem forma inusitada

REPRODUÇÃO NASA

Observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA detectaram magnésio e gás de ferro fluindo do estranho mundo fora do nosso sistema solar conhecido como WASP-121b.

Os resultados representam a primeira vez que os chamados “metais pesados” foram vistos escapando de um grande exoplaneta gasoso muito próximo de sua estrela.

De acordo com a NASA, ele orbita tão perigosamente perto de sua estrela que sua atmosfera superior atinge uma temperatura de 4.500 graus Fahrenheit. O sistema WASP-121, no formato de uma bola de futebol americano, fica a cerca de 900 anos-luz da Terra.

A luz ultravioleta da estrela hospedeira, que é mais brilhante e mais quente que o Sol, aquece a atmosfera superior e ajuda a escapar. Além disso, o magnésio e o gás de ferro podem contribuir para o pico de temperatura.

Este exoplaneta é também um alvo perfeito para o próximo Telescópio Espacial James Webb, da Agência Espacial Americana, pesquisar na luz infravermelha por água e dióxido de carbono.

A combinação de observações de Hubble e Webb proporcionaria aos astrônomos um estudo mais completo dos elementos químicos que compõem a atmosfera do planeta.

As observações do WASP-121b também contribuem para o desenvolvimento da história de como os planetas perdem suas atmosferas primordiais.

Metro Jornal

Criptomoedas: entenda o que são e como elas têm mudado o mundo e ainda devem revolucionar a economia e os mercados

Até o século VII antes de Cristo, não havia dinheiro e a sociedade vivia a base de trocas. Foi aí que surgiu, por exemplo, a palavra salário: um pagamento feito com sal. De lá para cá, entretanto, as moedas evoluíram. Há algumas décadas, elas passaram a ser usadas em formato de plástico, após a criação e a popularização de cartões de crédito e débito.

Com o avanço da tecnologia, a ideia de armazenar dinheiro em formato virtual ganhou consistência. Diferentes soluções foram desenvolvidas, até que se chegou às criptomoedas — moedas digitais que não são reguladas por nenhuma entidade (bancos ou governos).

Isso significa que quem as usa pode fazer transações com total liberdade e privacidade: ou seja, sem a intervenção de mecanismos reguladores, já não há cédulas e as transações são feitas sem intermediários. O que garante o sigilo é a criptografia. Aliás, é daí que vem o nome desse dinheiro digital.

A valorização das criptomoedas começou em 2013. Isso porque as poupanças dos contribuintes da República do Chipre foram confiscadas e os bancos locais caíram em descrédito. Com isso, a população passou a buscar alternativas e chegou às moedas digitais.

O sucesso veio, justamente, porque elas não são controladas por bancos ou governos — o que as livra do risco de serem confiscadas. Por outro lado, suas oscilações constantes fizeram muitos a encararem como uma bolha.

Isso durou até 2016, quando a crise institucional e econômica global fez as atenções se voltarem novamente para elas. Desde então, sua valorização tem sido constante. Em 2016, uma bitcoin, por exemplo, valia US$ 443,57 e, em 2017, seu preço chegou a US$ 17.549,67.

O que é, de fato, uma criptomoeda?

De forma simples, as criptomoedas são dinheiro virtual — ou seja, códigos extremamente protegidos que podem ser convertidos em valores reais e usados em pagamentos. Em relação ao dinheiro físico, como o real ou o dólar, três características as diferenciam: a descentralização (já que independem de regulação), o anonimato e o custo zero da transação.

A primeira tentativa de criptomoeda chamava-se “b-money”. Criada pelo engenheiro de software Wei Dai, já tinha, entre suas características, a descentralização e o anonimato. Ela nunca foi amplamente utilizada, mas inspirou o surgimento do “bitgold”.

Ele também não teve muito sucesso, mas levou ao desenvolvimento da bitcoin. E foi aí que entrou em cena a tecnologia blockchain. Ela é o elemento central do processo: uma comunidade de usuários espalhados pelo mundo registra as transações. Assim, o banco de dados pode ser verificado pública e rapidamente, e a ação de hackers é dificultada.

Assim como o dinheiro físico, que tem número de série, marca d’água e outros itens de certificação, as criptomoedas usam criptografia para se manterem seguras. Em outras palavras, cada criptomoeda é única e tem seu próprio número de identificação. Por isso, somente quem tem essa informação consegue transferi-la.

Transações com criptomoedas garantem privacidade ao usuário, pois, em geral, não requerem informações pessoais. Há que argumente, entretanto, que, por essa característica, seu uso facilita atividades ilegais, como tráfico de drogas e armas.

Outro diferencial importante das criptomoedas é o custo zero de transação. Como não há interferência de órgãos reguladores, não há adição de taxas — diferentemente do que ocorre com o dinheiro convencional, que está vinculado a encargos definidos pelas instituições que o controlam.

Isso faz das moedas digitais uma ótima alternativa para transações internacionais, que normalmente são acrescidas de tarifas altas. Além disso, como elas não são reguladas, suas oscilações de preço são influenciadas apenas pela economia que as envolve. A visão dos desenvolvedores das criptomoedas é anarcocapitalista: ou seja, a economia é suficiente para organizar a sociedade.

O fato de não haver controle institucional sobre elas fez muitos as verem como um investimento arriscado. No início, eram tidas como investimento pouco atraente, mas sua alta eficiência fez que elas se destacassem em pouco tempo: a preservação dos dados e os registros criptografados fez até os bancos de interessarem por elas.

Como elas funcionam?

Tanto a cotação quanto a compra e a venda de moedas digitais acontecem anonimamente pela internet. Isso porque, como são digitais, elas são guardadas de forma diferente do dinheiro comum.

Para começar, elas são protegidas por uma chave de criptografia privada — o código necessário para efetuar as transações. Então, essas moedas são armazenadas em uma carteira virtual e administradas a partir de um computador pessoal ou de um dispositivo móvel.

Em outras palavras, não é possível ir ao banco e fazer uma retirada de criptomoedas. Todos os trâmites são totalmente digitais. E é a blockchain que garante sua segurança. De tão confiáveis, as criptomoedas passaram a chamar a atenção de grandes empresas, bancos e governos.

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