Judiciário

Deltan Dallagnol interferiu para colocar juiz aliado no lugar de Sergio Moro na Lava Jato, diz The Intercept Brasil

Foto: Reprodução/The Intercept Brasil

Os procuradores da Lava Jato no Paraná atuaram nos bastidores para interferir na sucessão do ex-juiz Sergio Moro nos processos da operação em primeira instância. A força-tarefa do Ministério Público Federal fez lobby num outro poder, o Judiciário, para garantir que o novo escolhido para a cadeira do então recém-nomeado ministro do governo de Jair Bolsonaro fosse alguém que agradasse aos investigadores.

As articulações estão explícitas em duas mensagens de áudio do então coordenador da força-tarefa, o procurador Deltan Dallagnol. Nelas e em várias mensagens de texto trocadas pelo Telegram em janeiro de 2019, ele elenca os principais candidatos à vaga de Moro, elege os preferidos da força-tarefa e esboça o plano em andamento para afastar quem poderia “destruir a Lava Jato”, na opinião dele.

Quando Moro abandonou a carreira de juiz, em novembro de 2018, logo após a eleição de Bolsonaro, deixou vaga a cadeira de responsável por julgar os processos da Lava Jato na primeira instância. A sucessão ou substituição de um magistrado é um processo comum no poder Judiciário, que tem autonomia para decidir – obedecendo a um regimento interno.

O que é no mínimo incomum, nesse caso, é a pressão e a interferência de um órgão externo, o Ministério Público Federal. Em mensagens de texto e áudio, Dallagnol também pede a colegas familiarizados com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o TRF4, responsável pela Justiça Federal do Paraná, que tentassem “advogar” junto a ele por uma solução que agradava à força-tarefa.

A ideia compartilhada por Dallagnol e por juízes federais do Paraná era colocar três magistrados na posição de assessores de um quarto, o veterano Luiz Antônio Bonat, num esforço para convencê-lo a disputar a vaga de Moro. “Ele colocou ali o nome dele por amor à camisa”, narrou Dallagnol. “Então a gente tem que conseguir um apoio. A ideia talvez seria de ter juízes assessores ali designados junto a ele”.

A Lava Jato considerava que Bonat, um juiz com 64 anos e de perfil extremamente discreto (jamais deu palestras ou entrevistas desde que assumiu o comando da operação, há quase dois anos), precisaria de ajuda para dar conta das dezenas de processos que corriam no Paraná. Assim, Dallagnol e equipe buscaram uma forma de garantir que nem todo o trabalho da operação cairia sobre ele.

O plano articulado para montar o time de juizes acabou por não sair do papel, mas o principal foi feito: Bonat foi convencido a disputar a vaga. “Aí ontem os juízes estavam preocupados e conseguiram fazer, conseguiram convencer o número 1 da lista, o que é ótimo para nós, assim, simbolicamente, a aceitar o desafio de ir para a 13ª”, celebrou Dallagnol, em áudio.

E, como era previsto pelos procuradores, Bonat herdou a cadeira de Moro por ser o mais antigo juiz federal em atividade na jurisdição do TRF4.

Nas conversas, fica claro que o juiz resistiu a entrar na disputa e que ele foi convencido a concorrer por colegas e procuradores que “estavam preocupados” com a vitória iminente de alguém visto com desconfiança pela Lava Jato: Julio Berezoski Schattschneider, um juiz que atuava em Santa Catarina. Procurados, nenhum deles quis dar entrevista.

A candidatura de Bonat surpreendeu a comunidade jurídica. Magistrado com 25 anos de carreira, à época, ele estava afastado da área criminal havia 15 anos. Até um juiz federal que atua na região do TRF4, e que falou ao Intercept sob a condição de anonimato, diz ter estranhado: “Era uma vara difícil, cheia de trabalho, daquelas que habitualmente ninguém quer pegar e acaba sobrando nas mãos de um juiz mais novo. E aí aparece um monte de gente mais antiga [na disputa]”, ele observou.

‘Vou convidar quem puder pra irmos estimular rs’

Sergio Moro foi o primeiro grande nome confirmado por Bolsonaro para seu governo após a vitória nas urnas. A adesão do então juiz ao político de extrema direita se deu meros três dias após o segundo turno: ele viajou ao Rio, visitou Bolsonaro em sua casa na Barra da Tijuca, ouviu o convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública e disse sim poucas horas depois.

Com a entrada formal na política, Moro foi obrigado a passar o bastão dos processos da Lava Jato. Temporariamente, a operação passou a ser conduzida pela juíza substituta Gabriela Hardt até que um novo magistrado assumisse a vaga de titular.

Pelas regras de funcionamento da justiça no Brasil, os processos seguiriam com a 13ª Vara Federal de Curitiba. Com a saída de Moro, a vaga de titular dessa vara entrou em disputa. Qualquer juiz da 4ª região da Justiça Federal – que abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – poderia disputar o posto. O escolhido seria quem tivesse mais tempo de carreira entre os inscritos, seguindo o regimento do TRF4.

No dia do anúncio de Moro, procuradores da Lava Jato já especulavam no Telegram quem sucederia o magistrado. Mas a interferência da força-tarefa no Judiciário só ganhou forma em janeiro de 2019, quando Dallagnol fez um comunicado aos colegas:

Dallagnol parecia obcecado. No dia seguinte, o então coordenador da força-tarefa apresentou aos colegas um prognóstico sobre os potenciais postulantes, endereçado especificamente a Januário Paludo, um dos veteranos da força-tarefa e com quem Dallagnol contava para ajudá-lo no lobby:

Ali Dallagnol expôs o primeiro alvo da força-tarefa e uma estratégia para tirá-lo da disputa. Tratava-se do juiz Eduardo Vandré, que trabalhava numa vara federal de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Ele ocupava o sexto lugar na lista de antiguidade, mas “seria péssimo” para a Lava Jato, segundo o coordenador.

Os motivos para a desconfiança foram descritos por Paludo, que afirmou na mesma conversa, mais tarde, que Vandré era “pt e não gosta muito do batente”.

Com isso em mente, Dallagnol buscava fazer uma espécie de seguro: garantir a candidatura de um dos cinco juízes mais antigos, de forma que Vandré ficasse sem chances na disputa. Paludo detalhou o plano pouco depois:

Os comentários mostram que Paludo e Dallagnol viam Bonat (o juiz federal com mais tempo de serviço em toda a região Sul) como um instrumento para impedir que um nome indesejável ficasse com a vaga de Moro. Mas havia um problema: justamente pela idade, achavam que ele não teria “pique” para assumir os processos da Lava Jato. Por isso, Dallagnol aventou a possibilidade de que Bonat fosse escolhido, mas deixasse outros “trabalharem por trás” dele, como juízes assessores.

O assunto voltou ao Telegram quase uma semana depois, em 16 de janeiro. Dallagnol encaminhou aos colegas a mensagem de um juiz que chamou de “nosso preferido” para ocupar a cadeira de Moro: “estou avaliando, sim….temos até segunda…. Conversei com o Malucelli ontem e ele me disse que conversou com Bonat, e ele disse que não vai pedir e que nem cogita”, escreveu o magistrado, segundo o relato de Dallagnol.

A mensagem não deixa claro quem era o “preferido”, mas as tratativas nos dias seguintes indicam tratar-se do juiz Danilo Pereira Júnior, que já atuava noutra vara federal de Curitiba. Malucelli é o juiz Marcelo Malucelli, então diretor do foro da Seção Judiciária do Paraná – na prática, o administrador da unidade.

Àquela altura, Eduardo Vandré já desistira de concorrer, mas a Lava Jato tinha outra preocupação. O nome dela era Julio Berezoski Schattschneider, que trabalhava em Santa Catarina, outro a receber a alcunha de “péssimo” na lista de Dallagnol.

O chefe da força-tarefa afirmou ter conversado sobre o assunto com a juíza Gisele Lemke, de uma vara federal de Curitiba, e narrou aos colegas o que foi discutido:

Segundo o áudio, Schattschneider havia informado o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, instância máxima da Justiça Federal no Sul do país, que desejava ser transferido para Curitiba, mas não fazia questão de ficar com o lugar de Moro. Assim, a Lava Jato planejava convencê-lo a aceitar outra posição que não fosse a de Moro. Se ele não topasse, haveria um problema: por ser mais antigo, Schattschneider teria preferência sobre Danilo Pereira Júnior, o favorito da Lava Jato. O juiz Bonat continuava decidido a não concorrer.

Esse quadro permaneceu até 21 de janeiro de 2019, último dia para inscrição dos interessados. A força-tarefa estava tensa porque o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, então presidente do TRF4 (que ironicamente foi cotado para suceder Moro no ministério de Bolsonaro por ser próximo aos militares), havia anunciado que os dois nomes preferidos da Lava Jato estavam impedidos de entrar no páreo.

A razão era um item do regimento do tribunal que vedava a transferência de juízes para uma vara com a mesma especialidade daquela em que já atuam.

Dallagnol se afligiu e pediu lobby sobre Thompson Flores:

O clima só desanuviou quase dez horas da noite. Januário Paludo avisou ao grupo que Luiz Antônio Bonat havia mudado de ideia e decidido se inscrever. No dia seguinte, o TRF4 divulgou a lista dos inscritos com ele na cabeça. Se Bonat não mudasse de ideia até a meia-noite do dia 24, dali a três dias, a vaga seria dele. Mas Schattschneider vinha na segunda posição. Por isso, a articulação continuou para que Bonat não desistisse.

As mensagens indicam que procuradores da Lava Jato trataram pessoalmente desse assunto com a cúpula da Justiça Federal do Paraná. Eles mencionam um encontro em 22 de janeiro, um dia após o encerramento das inscrições. Ao final da reunião, Dallagnol fez um resumo aos colegas:

Em viva voz, o procurador faz duas grandes confissões. Juízes federais alinhados à Lava Jato “estavam preocupados” com a possibilidade de que Schattschneider ficasse com a vaga de Moro, segundo Dallagnol, e, por isso, conseguiram convencer Bonat a se inscrever de última hora, “por amor à camisa”.

Esses magistrados, que não são identificados por Dallagnol no áudio, lançam uma suspeita sobre Schattschneider: a de que ele havia tentado iludir a corregedoria da Justiça Federal sobre sua intenção de suceder Moro. Procuramos Schattschneider em seu gabinete para que comentasse a suspeita levantada pela corregedoria, mas ele não respondeu às tentativas de contato.

Para manter o interesse de Bonat no cargo, os juízes e o MPF decidiram tentar algo que Dallagnol havia sugerido em 10 de janeiro: transformar o magistrado numa espécie de líder de um grupo de três outros juízes que ajudariam a dar agilidade aos processos. Segundo o áudio de Dallagnol, quem estava à frente desse plano era o juiz Marcelo Malucelli, mas a cúpula do TRF-4 já tinha se manifestado contra a ideia.

Procuramos Malucelli para que comentasse a declaração de Dallagnol, mas o juiz disse não saber que Bonat foi convencido de última hora e não esclareceu se articulou ou não o plano de designar juízes assessores para ele. “Várias medidas de auxílio foram tomadas pela corregedoria do TRF4 para a 13ª Vara de Curitiba, antes e depois da saída do juiz Moro. À direção do foro incumbe apenas cumpri-las”, respondeu.

A preocupação dos procuradores se dissipou no dia seguinte, 23 de janeiro, quando eles ficaram sabendo que Schattschneider havia desistido da vaga. No fim das contas, Bonat assumiu a 13ª Vara no dia 6 de março.

Entregamos a transcrição integral dos áudios e um resumo cronológico detalhado das mensagens de texto ao TRF4, à Justiça Federal do Paraná e ao MPF. Aos órgãos do Judiciário, perguntamos se eram verdadeiras as afirmações de Dallagnol de que os juízes só convenceram Bonat a concorrer à vaga de Moro de última hora porque “estavam preocupados” com a chance de vitória de Schattschneider e de que a direção do tribunal discutiu nomear três juízes assessores para “dar um apoio” ao magistrado veterano à frente da Lava Jato.

Também perguntamos se o tribunal não considera que as conversas narradas por Dallagnol são uma interferência indevida no Judiciário e fizemos o mesmo questionamento à força-tarefa da Lava Jato. Ao MPF, perguntamos se os procuradores chegaram a visitar candidatos para a vaga de Moro, como disse Dallagnol, e se o órgão não considerava inadequado o lobby sobre os juízes para viabilizar os nomes de sua preferência e, depois que esse plano falhou, para garantir que Bonat não desistisse da vaga.

Todas as questões ficaram sem resposta. Além de não se manifestar institucionalmente, o TRF4 não emitiu posicionamento de nenhum dos juízes citados nas conversas, aos quais direcionamos perguntas específicas. O MPF também preferiu não se manifestar.

The Intercept Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Concordo com o seu comentário, cara Renata Bastos. Os corruptos podem conversar, pessoas do bem, não podem! João Macena.

  2. Intercept já publicou algum vazamento do PT? E de Bolsonaro? E da AGU ou STF? Porque só dos integrantes da lava jato. Esse blog não deveria nem existir mais, e Greenvalda deveria estar presa ou expulsa do país.

  3. O ódio ideológico realmente é uma mer$@!
    O presidente desses que detonam o intercep falou com todas as letras: ACABEI O LAVA JATO, e nao causou tamanha indignação.
    Agora o intecept Brasil divulga áudios, conversar autênticas sobre os desmandos do lava jato e a mesma turma se volta contra o intercept.
    Realmente ser gado é nao ter caráter.

    1. Parece que é você que tem ódio ideológico… isso é "ILÓGICO"…

  4. Quadrilha. Se fizessem isso com a milícia do planalto, os ruminantes estariam espumando pela boca que nem cachorros.
    Raça desprezível.

  5. Nada demais!!
    Só preocupação para que a lava jato não sofresse descontinuidade…
    Corretíssimo!!
    Só aplausos para esse funcionário publico pelo empenho e comprometimento com a instituição.

    Estranho é se ele estivesse combinando alguma coisa com Lula, Zé Dirceu , Marcelo Odebrech e outras figurinhas que estavam chafurdando na lama da corrupção.

  6. E daí??!
    Chega de hipocrisia! Os bandidos se unem, mesmo de ideologias diferentes e o cidadão de bem, não pode fazer nada em prol do bemmm!

  7. Esse é só um jornalzinho dos vermelhinhos, só eles ligam pra choradeira do jornal……tudinho revoltadinho pq Moro colocou o Pinguço Trambiqueiro na cadeia.

  8. Qual o problema de ter um aliado que defendam causas nobres e do coletivo? Se grampeassem todos dos poderes nas nomeações de cargos comissionados e de confiança sairiam coisas bem piores, interesses econômicos e manutenções de esquemas escusos é a toada. E na hora de inserir essa emenda que soltou o cabeça do PCC?

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Geral

Desperta: evento mobiliza comunidade em prol do 2º Acampamento Sênior da Arquidiocese de Natal

Foto: Divulgação

Música, gastronomia, diversão e solidariedade marcam programação aberta ao público no próximo dia 17 de julho

Uma tarde para reunir a família, encontrar amigos, aproveitar boa música e ainda contribuir com uma importante obra de evangelização. Essa é a proposta do Desperta, evento promovido pelo Acampamento da Arquidiocese de Natal, que acontece no próximo dia 17 de julho (sexta-feira), a partir das 17h, na Rua Trairi, em frente ao Kale do Bem, em Petrópolis.

Aberto para toda a comunidade, o Desperta não é voltado apenas para campistas ou familiares. Qualquer pessoa pode participar e desfrutar da programação preparada para todas as idades. A entrada é gratuita, mas quem desejar colaborar com a iniciativa pode levar um pacote de café, que será destinado às ações do movimento.

A programação contará com apresentações musicais de Roberta Karina e Raffa Ferraz, além de uma ampla área gastronômica com opções como churrasquinho, pizza, hamburguer, pipoca, drinks, cerveja, vinho, Picolé Caicó, Los Los Sorvete e outras delícias. Para as crianças, haverá brinquedos infláveis, garantindo diversão para toda a família.

Além disso, o público poderá visitar a Lojinha do Acampamento, com produtos oficiais do movimento, e o espaço da Sacra Devoção, com artigos religiosos.

Segundo Lilian Lins, uma das organizadoras do evento, membro da Associação Servos do Senhor, o Desperta foi pensado para ser um momento de encontro, convivência e apoio a uma iniciativa que vem impactando vidas por meio da fé.

“Queremos que as pessoas venham para viver uma tarde agradável com a família, conhecer mais sobre o Acampamento e, ao mesmo tempo, contribuir para uma obra que tem transformado vidas. O Desperta é um convite para quem busca um momento de alegria, partilha e propósito. É um evento aberto a toda a sociedade e todos serão muito bem-vindos”, destaca.

Uma obra que transforma vidas

Toda a renda arrecadada durante o evento será revertida para a realização do 2º Acampamento Sênior da Arquidiocese de Natal, previsto para acontecer entre os dias 5 e 9 de agosto.

O Acampamento é uma metodologia de evangelização católica inspirada no chamado de São João Paulo II para uma Nova Evangelização, que une espiritualidade, convivência comunitária, dinâmicas vivenciais e momentos de oração. Durante cinco dias, os participantes são convidados a viver uma experiência profunda de encontro com Deus, consigo mesmos e com os irmãos.

Mais do que um retiro, o Acampamento busca proporcionar uma experiência concreta do amor de Deus, fortalecendo a fé, restaurando relacionamentos, incentivando a vida sacramental e aproximando os participantes da comunidade paroquial.

A primeira edição do Acampamento Sênior, realizada em Natal, reuniu mais de 100 participantes e marcou o início de um projeto que pretende alcançar cada vez mais famílias, fortalecendo a fé, a vida comunitária e o compromisso cristão.

“Cada pessoa que participa do Acampamento leva consigo uma experiência única de reencontro com Deus. O Desperta é uma forma de ajudar para que mais pessoas possam viver essa transformação e tenham a oportunidade de experimentar esse amor que muda vidas”, acrescenta Lilian.

Serviço

Desperta – Happy Hour para Toda Família
📅 17 de julho (sexta-feira)
🕔 A partir das 17h
📍 Rua Trairi, em frente ao Kale do Bem – Petrópolis

Entrada gratuita
Doação voluntária de 1 pacote de café.

Venda de mesa antecipada com Juliana 84 99922-2196.

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Política

Após tarifaço, Flávio compara Lula a Biden: “ranzinza” e “inconsequente”

Após a confirmação do governo dos Estados Unidos em aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ranzinza” e “inconsequente”, ao comparar o petista ao ex-presidente americano Joe Biden.

“Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”, disse Flávio em declaração publicada nas redes sociais nesta quinta-feira (16).

As novas taxas são resultado da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aberta após o presidente americano Donald Trump anunciar, em julho de 2025, uma ofensiva comercial contra o Brasil.

Flávio respondeu a uma publicação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que atribuiu a sanção a Lula por “não negociar de boa-fé”.

“Que não haja dúvidas sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Suas políticas econômicas são prejudiciais tanto para os americanos quanto para os brasileiros”, afirmou Rubio.

Minutos após a declaração do secretário americano, o presidente Lula divulgou uma nota repudiando as novas tarifas e afirmou que o Brasil nunca deixou a mesa de negociação.

“O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. […] Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”, disse Lula em nota.

“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, completou o presidente.

CNN

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Saúde

VÍDEO: Captação de órgãos mobiliza equipes para transplante cardíaco no Rio Grande do Norte

Vídeo: Divulgação

Profissionais de diversos órgãos participam, nesta quinta-feira, de mais uma operação de captação de órgãos na cidade de Mossoró.

O doador é um paciente do sexo masculino, vítima de trauma cranioencefálico após um acidente de motocicleta. Entre os órgãos que serão captados está o coração.

A captação do coração será realizada pela equipe da Central de Transplantes, com o apoio de cardiologistas do Hospital Rio Grande. Em seguida, o órgão será transportado para Natal a bordo da aeronave Potiguar 02.

A previsão é de que a aeronave pouse após às 11h no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar. De lá, o coração seguirá em escolta com batedores da STTU até o Hospital Rio Grande, onde o receptor já se encontra preparado para o procedimento.

O paciente que receberá o transplante tem 67 anos e, atualmente, é o único inscrito na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte à espera de um transplante cardíaco.

A ação envolve uma grande integração entre equipes médicas, Central de Transplantes da Sesap, Polícia Militar, STTU e demais profissionais que atuam para garantir que o órgão chegue ao destino dentro do tempo necessário, oferecendo uma nova oportunidade de vida ao receptor.

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Clima

Todo o Rio Grande do Norte entra em alerta de vendaval até sábado

Foto: Reprodução

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou todos os 167 municípios do Rio Grande do Norte em alerta de perigo potencial para vendaval. O aviso começou à 0h01 desta quinta-feira (16) e permanece válido até as 23h59 de sábado (18). Durante o período, a previsão é de ventos com velocidade entre 40 km/h e 60 km/h, com baixo risco de ocorrências associadas às rajadas.

Segundo o Inmet, apesar da classificação de perigo potencial, há possibilidade de queda de galhos de árvores em decorrência da intensidade dos ventos. O instituto orienta a população a adotar medidas preventivas para evitar acidentes.

Entre as recomendações, está a de não procurar abrigo sob árvores durante as rajadas de vento, devido ao risco de queda de galhos e à possibilidade de descargas elétricas. Também é aconselhado evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão de energia e placas de propaganda.

O alerta abrange todos os municípios potiguares e permanecerá em vigor até o fim da noite de sábado (18). O Inmet poderá atualizar ou prorrogar o aviso conforme a evolução das condições meteorológicas.

Em caso de necessidade, a população pode acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros Militar, pelo número 193.

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Política

[VÍDEO] “MEDO DAS RUAS?” Lula só “fala para plateias controladas”, aponta colunista

Imagens: Reprodução/Revista Oeste

A colunista Ageisiane Freitas, da Revista Oeste, analisou vídeos de participações públicas do presidente Lula (PT) e fez críticas à forma como o presidente tem conduzido seus eventos e aparições.

Segundo ela, Lula adotaria uma estratégia de participar de agendas com públicos previamente organizados e afirmou que o presidente “fala para plateias controladas”.

“O que eu quero chamar a atenção em relação a todos esses vídeos do presidente Lula é como ele sempre fala para plateias controladas”, disse.

Na avaliação dela, esse formato de evento ocorre há anos e seria uma forma de comunicação política usada pelo presidente. “Há mais de dez anos o Lula tem essa estratégia, ele fala para plateias controladas. Então são eventos fechados, pensados”, afirmou.

A colunista também disse que esses encontros costumam reunir grupos específicos, como apoiadores, militantes e integrantes de movimentos sociais ligados ao campo político do presidente: “Sempre eventos muito controlados”.

Ao comentar a estratégia, ela afirmou que o modelo indicaria uma tentativa de evitar maior exposição a críticas e questionamentos de pessoas fora da base de apoio do governo. “Isso significa que ele tem medo das ruas, do povo, não tem popularidade”, disse, citando ainda pesquisas recentes de avaliação do governo.

 

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Geral

ALERTA NO TRÂNSITO: Avenida Prudente de Morais terá bloqueios rápidos para transporte de órgão para transplante em Natal

Foto: STTU

Motoristas que circulam pela Avenida Prudente de Moraes, em Natal, devem ficar atentos na manhã desta quinta-feira (16). A STTU fará uma operação especial para a passagem de uma ambulância que transportará um órgão destinado a transplante.

A ação ocorrerá entre 7h45 e 8h15, com bloqueios rápidos e temporários nos cruzamentos da avenida para garantir a passagem segura do veículo.

O trajeto começa na Base Aérea de Natal, após a chegada da aeronave prevista para as 7h30, e segue até o Hospital Rio Grande.

Segundo a STTU, agentes de mobilidade irão realizar a escolta e os bloqueios sucessivos durante o deslocamento, o que pode causar pontos de retenção no trânsito.

A secretaria pediu a compreensão dos motoristas. “Cada minuto pode salvar uma vida”, informou a STTU.

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Mundo

VIRADA NAS CONTAS: Argentina corta dívida e registra resultado positivo com Milei

Foto: Reprodução

A Argentina registrou uma redução no peso da dívida pública em relação ao tamanho da economia após a adoção de uma política de ajuste fiscal durante o governo Javier Milei.

Dados de instituições econômicas apontam que a relação entre dívida pública e PIB caiu em comparação com o cenário encontrado no fim de 2023, quando o país enfrentava forte desequilíbrio nas contas públicas, conforme informações do Poder360.

A mudança ocorreu em meio à política de “déficit zero” defendida pelo governo argentino, com corte de gastos, controle do orçamento e redução da emissão de moeda para financiar despesas do Estado. A Argentina também registrou superávit fiscal pelo segundo ano consecutivo, segundo dados divulgados pelo governo.

Economia em recuperação

Com a melhora dos indicadores fiscais e sinais de recuperação econômica, o tamanho da economia passou a representar uma parcela maior em relação ao estoque da dívida, reduzindo o peso proporcional dos compromissos públicos.

O resultado aumentou a confiança de parte dos investidores e organismos internacionais, enquanto o governo argentino trabalha para ampliar reservas, reorganizar pagamentos e melhorar as condições de financiamento.

Opinião dos leitores

  1. Remédio Amargo, mas foi dada a virada de chave.
    Deu certo.
    Agora é só esperar a bodega crescer, ja ja passa a mercadinho, supermercado, hiper mercado e ninguém mais segura a Argentina vamos por assim dizer.
    Aqui no nosso Brasilsão, independente de quem ganhe a eleição, tem que fazer o mesmo.
    Ou faz ou o País quebra assim como quebraram a Venezuela.
    Deu pra entender?

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Política

QUASE R$ 50 MILHÕES: TCE recomenda rejeitar contas de Rui Costa por respiradores não entregues do Consórcio Nordeste

Foto: Reprodução

O TCE da Bahia recomendou a rejeição das contas de Rui Costa referentes à gestão do Consórcio Nordeste em 2020, período em que ele presidia a entidade.

A decisão está relacionada à compra de 300 respiradores durante a pandemia de Covid-19, em um contrato de aproximadamente R$ 48,7 milhões firmado com a empresa Hempcare.

Segundo auditoria do TCE-BA, houve pagamento antecipado pelos equipamentos, mas os respiradores não foram entregues. O relatório aponta falhas na análise de riscos, na fiscalização e nos procedimentos adotados na contratação.

O tribunal cita possíveis responsabilidades de Rui Costa e do ex-secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas. O processo ainda segue os trâmites legais e poderá avaliar eventuais medidas, incluindo a possibilidade de ressarcimento de valores, conforme a análise dos órgãos de controle.

O caso também teve desdobramentos na esfera criminal. As investigações relacionadas ao episódio passaram pelo STF e foram encaminhadas ao STJ.

Opinião dos leitores

  1. Se o País chamado Brasil fosse serio este individuo teria a candidatura impugnada e anulada e o processo seguiria os tramites judiciais com a celeridade que o caso requer. No fim CADEIA nele.

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Política

[VÍDEO] Novo tarifaço de Trump contra Brasil expõe choque de interesses, diz ex-diretor da OMC

Imagens: Reprodução/CNN

O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou que o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra o Brasil foi resultado de “diferenças de expectativas” entre os dois países.

Em entrevista ao WW na CNN, Azevêdo explicou que o governo norte-americano esperava uma postura semelhante à adotada por outros parceiros comerciais dos EUA.

Segundo o especialista, a expectativa era de que o Brasil desse maior importância ao mercado norte-americano e reconhecesse os Estados Unidos como um dos principais destinos para produtos de maior valor agregado.

Para Azevêdo, o desencontro de interesses ajudou a provocar a nova rodada de tarifas anunciada nesta quarta-feira (15).

O ex-chefe da OMC destacou ainda que medidas desse tipo refletem disputas comerciais e negociações entre países com interesses econômicos diferentes.

Opinião dos leitores

  1. O Brasil fez certíssimo. Existem outros mercados. Há recorde em exportação para outros países. As empresas prejudicadas que procurem satisfação da família Bolsonaro.

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Política

FAMÍLIA EM CRISE: Flávio diz que não tem mais relação com Michelle: “Não quis me contaminar”

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que não mantém mais relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast, ao comentar críticas feitas por Michelle em um vídeo contra sua pré-candidatura à Presidência da República.

Segundo Flávio, ele não assistiu ao conteúdo publicado pela ex-primeira-dama. “Não quis me contaminar”, afirmou o senador ao explicar a decisão.

Flávio disse ainda que não entende os motivos dos ataques feitos por Michelle e negou que o conflito faça parte de alguma estratégia política.

O parlamentar afirmou que poderia ter adotado um tom mais duro nas respostas, mas preferiu evitar uma reação mais forte em respeito ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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