Jornalismo

Diretor de jornalismo da Globo elogia em “nota interna” reportagem sobre o porteiro e revela bastidores

Foto: Reprodução

O diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, divulgou uma nota interna de elogio aos jornalistas envolvidos na reportagem do Jornal Nacional que revelou a história do porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro, depoente no caso do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Eis a nota na íntegra:

“Há momentos em nossa vida de jornalistas em que devemos parar para celebrar nossos êxitos.

Eu me refiro à semana passada, quando um cuidadoso trabalho da editoria Rio levou ao ar no Jornal Nacional uma reportagem sobre o Caso Marielle que gerou grande repercussão. A origem da reportagem remonta ao dia 1° de outubro, quando a editoria teve acesso a uma página do livro de ocorrências do condomínio em que mora Ronnie Lessa, o acusado de matar Marielle. Ali, estava anotado que, para entrar no condomínio, o comparsa dele, Elcio Queiroz, dissera estar indo para a casa 58, residência do então deputado Jair Bolsonaro, hoje presidente da República. Isso era tudo, o ponto de partida.

Um meticuloso trabalho de investigação teve início: aquela página do livro existiu, constava de algum inquérito? No curso da investigação, a editoria confirmou que o documento existia e mais: comprovou que o porteiro que fez a anotação prestara dois depoimentos em que afirmou que ligara duas vezes para a casa 58, tendo sido atendido, nas palavras dele, pelo “seu Jair”. A investigação não parou. Onde estava o então deputado Jair Bolsonaro naquele dia? A editoria pesquisou os registros da Câmara e confirmou que o então deputado estava em Brasilia e participara de duas votações, em horários que tornavam impossível a sua presença no Rio. Pesquisou mais, e descobriu vídeos que o então deputado gravara na Câmara naquele dia e publicara em suas redes sociais. A realidade não batia com o depoimento do porteiro.

Em meio a essa apuração da Rio (que era feita de maneira sigilosa, com o conhecimento apenas de Bonner, Vinicius, as lideranças da Rio e os autores envolvidos, tudo para que a informação não vazasse para outros órgãos de imprensa), uma fonte absolutamente próxima da família do presidente Jair Bolsonaro (e que em respeito ao sigilo da fonte tem seu nome preservado), procurou nossa emissora em Brasilia para dizer que ia estourar uma grande bomba, pois a investigação do Caso Marielle esbarrara num personagem com foro privilegiado e que, por esse motivo, o caso tinha sido levado ao STF para que se decidisse se a investigação poderia ou não prosseguir. A editoria em Brasilia, àquela altura, não sabia das apurações da editoria Rio. Eu estranhei: por que uma fonte tão próxima ao presidente nos contava algo que era prejudicial ao presidente? Dias depois, a mesma fonte perguntava: a matéria não vai sair?

Isso nos fez redobrar os cuidados. Mandei voltar a apuração quase à estaca zero e checar tudo novamente, ao mesmo tempo em que a Editoria Rio foi informada sobre o STF. Confirmar se o caso realmente tinha ido parar no Supremo tornava tudo mais importante, pois o conturbado Caso Marielle poderia ser paralisado. Tudo foi novamente rechecado, a editoria tratou de se cercar de ainda mais cuidados sobre a existência do documento da portaria e dos depoimentos do porteiro. Na terça-feira, dia 29 de outubro, às 19 horas, a editoria Rio confirmou, sem chance de erro, que de fato o MP estadual consultara o STF.

De posse de todas esses fatos, informamos às autoridades envolvidas nas investigações que a reportagem seria publicada naquele dia, nos termos em que foi publicada. Elas apenas ouviram e soltaram notas que diziam que a investigação estava sob sigilo. Informamos, então, ao advogado do presidente Bolsonaro, Frederick Wassef, sobre o conteúdo da reportagem e pedimos uma entrevista, que prontamente aceitou dar em São Paulo. Nela, ele desmentiu o porteiro e, confirmando o que nós já sabíamos, disse que o presidente estava em Brasília no dia do crime. Era madrugada na Arábia Saudita e em nenhum momento o advogado ofereceu entrevista com o presidente.

A reportagem estava pronta para ir ao ar. Tudo nela era verdadeiro: o livro da portaria, a existência dos depoimentos do porteiro, a impossibilidade de Bolsonaro ter atendido o interfone (pois ele estava em Brasilia) e, mais importante, a possibilidade de o STF paralisar as investigações de um caso tão rumoroso. É importante frisar que nenhuma de nossas fontes vislumbrava a hipótese de o telefonema não ter sido dado para a casa 58. A dúvida era somente sobre quem atendeu e só seria solucionada após a decisão do STF e depois de uma perícia longa e demorada em um arquivo com mais de um ano de registros. E isso foi dito na reportagem. Quem, de posse de informações tão relevantes, não publica uma reportagem, com todas as cautelas devidas, não faz jornalismo profissional.

Hoje sabemos que o advogado do presidente, no momento em que nos concedeu entrevista, sabia da existência do áudio que mostrava que o telefonema fora dado, não à casa do presidente, mas à casa 65, de Ronnie Lessa. No último sábado, o próprio presidente Bolsonaro disse à imprensa: “Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano”.

Por que os principais interessados em esclarecer os fatos, sabendo com detalhes da existência do áudio, sonegaram essa informação?

A resposta pode estar no que aconteceu nos minutos subsequentes à publicação da reportagem do Jornal Nacional.

Patifes, canalhas e porcos foram alguns dos insultos, acompanhados de ameaças à cassação da concessão da Globo em 2022, dirigidos pelo presidente Bolsonaro ao nosso jornalismo, que só cumpriu a sua missão, oferecendo todas as chances aos interessados para desacreditar com mais elementos o porteiro do condomínio (já que sabiam do áudio).

Diante de uma estratégia assim, o nosso jornalismo não se vitimiza nem se intimida: segue fazendo jornalismo. É certo que em 37 anos de profissão, nunca imaginei que o jornalismo que pratico fosse usado de forma tão esquisita, mas sou daqueles que se empolgam diante de aprendizados. No dia seguinte, já não valia o sigilo em torno do assunto, alegado na véspera para não comentar a reportagem do JN antes de ela ir ao ar. Houve uma elucidativa entrevista das promotoras do caso, que divulgamos com o destaque merecido: o telefonema foi feito para a casa 65, quem o atendeu foi Ronnie Lessa, tudo isso levando as promotoras a afirmarem que o depoimento do porteiro e o registro que fez em livro não condizem com a realidade. O Jornal Nacional de quarta exibiu tudo, inclusive os ataques do presidente Bolsonaro ao nosso jornalismo, respondidos de forma eloquente e firme, mas também serena, pela própria Globo, que honra a sua tradição de prestigiar seus jornalistas. Estranhamente, nenhuma outra indagação da imprensa motivada por atitudes e declarações subsequentes do presidente foi respondida. O alegado sigilo voltou a prevalecer.

Mas continuamos a fazer jornalismo. Revelamos que a perícia no sistema de interfone foi feita apenas um dia depois da exibição da reportagem e num procedimento que durou somente duas horas e meia, o que tem sido alvo de críticas de diversas associações de peritos.

Conto tudo isso para dar os parabéns mais efusivos à editoria Rio. Seguiremos fazendo jornalismo, em busca da verdade. É a nossa missão. Para nós, é motivo de orgulho. Para outros, de irritação e medo.”

Ali Kamel

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Como justificar e qual a real motivação de soltar uma materia, como se admite, falsa, tendo bastante tempo não ter sido questionado, o alvo que se queria atingir, Sr. Ali Kamel, vcs deram uma barrigada, atiraram numa mosca e acertaram bem no peito de vcs, não se justifica o injustificável, pedir desculpas Seria mais educado, fino e honesto. Infelizmente ou felizmente vcs tem contas para acertar com o Brasil , que de passagem não é de vcs. A Globo como concessão deveria estar a serviço da verdade, seja lá de onde viesse. Vcs estão sempre a favor dos seus interesses, pena que agora o mandatário não está a seu soldo.

  2. A mesma postura da Globo, evidenciada desde a primeira entrevista com o então candidato Jair Bolsonaro: antipatia e hostilidade. O cofre um dia seca. A chave do cofre está do outro lado.

  3. Muito bem rede Globo, continuem investigando e informando à população os podres de TODOS os governos. Se não gosta da Globo vão assistir Edir Macedo e Sílvio Santos.

  4. O diretor de jornalismo ia dar uma de Carrile e detonar seus comandados? Claro que tá livrando o seu da reta!

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Política

Prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra anuncia apoio à candidatura de Fábio Faria a senador

Foto: Elisângela Moura

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, anunciou apoio à candidatura de Fábio Faria ao Senado em 2022, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (2), na Câmara Municipal da cidade.

O ministro das Comunicações esteve em Mossoró e confirmou que em breve migrará para o PP.

Fábio tem atuado em Brasília abrindo portas aos projetos da capital do Oeste para liberação de recursos às áreas da saúde, educação e infraestrutura da cidade.

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Política

“Moro é palhaço, está mentindo e não tem caráter”, diz Bolsonaro; Ex-ministro afirmou em entrevista que presidente “comemorou” saída de Lula da prisão

Foto: reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta 5ª feira (2.dez.2021) que o possível candidato à Presidência da República em 2022 e ex-ministro Sergio Moro (Podemos) é “palhaço”, “mentiroso” e “não tem caráter”. “Esse cara está mentindo descaradamente. Quer ser candidato, é um direito dele. […] Faz um papel de palhaço, sem caráter, está se comportando como jornalista da Folha, ou do Antagonista. Está de brincadeira. Mentiroso deslavado”, disse em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan Paraná, Moro acusou Bolsonaro de comemorar a saída do ex-presidente Lula (PT) da prisão. “Ele não trabalhou para manter a execução em segunda instância”, disse. Segundo Bolsonaro, a declaração do ex-aliado representa “falta de caráter” de alguém que “saiu pela porta dos fundos” de seu governo.

“Agora, ele chega aqui, que ser candidato, é um direito dele, tá certo? Agora, atacando aí, dizendo que no dia 8 de novembro de 2019 –ele era ministro– e eu comemorei Lula livre. Pelo amor de Deus. Falta de caráter. Saiu do governo pela porta dos fundos. Traindo a gente”.

O presidente ainda voltou a afirmar que Moro trocou uma possível indicação ao STF pela substituição do então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. As movimentações na corporação teriam sido o estopim para a saída de Moro do governo. Bolsonaro fez a mesma afirmação em depoimento no inquérito que apura possível interferência política na PF.

“Querendo trocar o chefe da Polícia Federal, o diretor-geral da Polícia Feral, com a sua indicação para o Supremo: ‘Você me indica para o Supremo e daí você troca o diretor-geral’. O diretor-geral está em lei, a atribuição é minha trocar, não é nem o ministro, mas mesmo assim deixei nomear o senhor [Maurício] Valeixo”.

Bolsonaro ainda citou o episódio que ficou conhecido como “Vaza Jato”. Na ocasião, supostas trocas de mensagens entre Moro, enquanto ainda era juiz federal, e o então procurador da República Deltan Dallagnol vazaram.

“Quando estourou a Vaza Jato, para fortalecê-lo, porque ele estava abatido, e reclamou aqui: ‘Dallagnol não apagava as mensagens, eu apagava’. Fui com ele no evento da Marinha para dar moral para ele, prestigiando o Moro porque ele estava muito abatido. Tive acesso a muita coisa que aconteceu lá, vergonhosas trocas de informações que eu tive conhecimento depois, mas dando moral para ele”, disse Bolsonaro, citando uma série de aparições públicas ao lado do ex-ministro.

Poder 360

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Política

VÍDEO: Intermediário da compra dos respiradores via Consórcio Nordeste diz que não devolveu dinheiro por causa da “burocracia”

O empresário Cleber Isaac, um dos intermediários da compra dos respiradores via Consórcio Nordeste, afirmou hoje (2), em depoimento a CPI da Covid, da Assembleia Legislativa do RN, que tem guardado todo o dinheiro que recebeu da operação, assim como as empresas, e que o valor não foi devolvido ao Consórcio por causa da “burocracia”.

A declaração foi dada durante a pergunta feita pelo relator da CPI, o deputado Francisco do PT. Antes, no mesmo depoimento, Cleber Isaac já havia dito que tinha acordado, junto aos demais empresários envolvidos na compra, que devolveria o dinheiro recebido, mas não o fez porque seria um quase “atestado de culpa”.

Cleber Isaac foi um dos intermediários do negócio e teria ficado (segundo ele, no depoimento de hoje) com R$ 2,5 milhões para fazer o “serviço”. A empresária citada por ele no vídeo acima é Cristiana Prestes Taddeo, sócia da Hempcare. Ela, porém, afirmou que ele teria recebido R$ 3 milhões para “ter facilitado a negociação com o Consórcio Nordeste”.

96 FM Natal

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Acidente

FOTOS: Caminhão fica pendurado em viaduto na Dutra após acidente; ‘Deus estava comigo, nasci de novo’, diz motorista

Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

O motorista do caminhão que ficou pendurado a cerca de 8 metros de altura em um viaduto na Dutra, na manhã desta quinta-feira (2), disse que nasceu de novo após ser salvo do acidente.

“Eu fiquei pendurado pelo cinto de segurança. Deus estava comigo, eu nasci de novo”, contou Mateus Cavalcante, que foi resgatado sem ferimentos.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu no trecho de Cachoeira Paulista (SP), depois que um veículo que transportava uma caixa d’água derrubou a carga na pista. Na tentativa de evitar a colisão com o objeto, três caminhões se envolveram em um engavetamento. Entre eles, estava o caminhão de Mateus.

Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

O motorista contou que tentou desviar de outro veículo e que, com isso, avançou até a mureta de proteção. Ele achou que iria cair do viaduto, mas então sentiu um tranco e percebeu que o veículo havia ficado preso por alguns cabos que ligavam a cabine à carga do veículo.

Após a queda, ele foi resgatado por um bombeiro fora de serviço que passava pelo local.

Mateus é motorista há 30 anos e havia saído do Rio de Janeiro com destino ao Mato Grosso. Ele disse que nunca havia passado por nada parecido.

“Foi uma sensação horrível. Fiquei pendurado pelo cinto de segurança. Meu medo era a carreta cair em cima de mim”, afirmou.

A carga de sabonetes que o caminhão transportava caiu no acostamento. Até as 13h desta quinta, os itens ainda estavam no local, que ficou interditado. O motorista que derrubou a caixa d’água e causou o acidente fugiu após o engavetamento.

g1

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Esporte

FIM DO JEJUM DE 50 ANOS: Atlético-MG vira jogo contra o Bahia e conquista o Campeonato Brasileiro

Pedro Souza/Atlético-MG

O Atlético-MG é bicampeão brasileiro 50 anos após o primeiro título, o Galo garantiu a taça em uma virada incrível para cima do Bahia, na noite desta quinta-feira (2), em Salvador, por 3 a 2.

Agora com 81 pontos e já com a taça garantida, não podendo mais ser alcançado pelo Flamengo, o time mineiro fará a festa com o seu torcedor no próximo domingo, quando enfrenta o Red Bull Bragantino, no Mineirão.

O Galo construiu a virada em apenas 6 minutos. Aos 27, Hulk, de pênalti, diminuiu. No minuto seguinte, Keno, com um golaço, deixou tudo igual. E aos 32, Keno mais uma vez brilhou e decretou a vitória que deu o título ao Atlético-MG.

As emoções ficaram para a segunda etapa. O Bahia, tentando escapar do rebaixamento, logo abriu 2 a 0. Aos 16, Luiz Otávio, de cabeça, completou cruzamento e fez o primeiro. Não demorou e Gilberto recebeu passe de Matheus Bahia e deixou o time da casa com dois gols de vantagem.

Com informações de R7

Opinião dos leitores

  1. 50 anos para ser Campeão Brasileiro? Quase num tem torcedor vivo que viu o Bi kkkkl amanhã a cidade vai tá cheia de torcedores do Atlético kkk

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Polícia

PF aponta navio grego como responsável por vazamento de óleo no litoral do RN e mais 10 estados

Foto: Felipe Brasil/Fotos Públicas

A Polícia Federal (PF) informou, nesta quinta-feira (2/12), que um navio petroleiro de bandeira grega foi o responsável por causar a considerada maior tragédia ambiental por derramamento de petróleo da história do Brasil, ocorrida entre agosto de 2019 e março de 2020. As investigações foram concluídas mais de dois anos após a ocorrência e prevê punições.

O vazamento de 5 mil toneladas de óleo matou milhares de animais e prejudicou a pesca, atingindo mais de 130 municípios em 11 estados, nove no Nordeste e dois no Sudeste. As investigações foram realizadas em parceria com diversos órgãos e instituições nacionais e internacionais.

Os responsáveis foram indiciados pela prática dos crimes de poluição, descumprimento de obrigação ambiental e dano a unidades de conservação. A empresa responderá pelo processo, além dos responsáveis legais, o comandante da embarcação e o chefe de máquinas.

Além dos irreparáveis prejuízos ambientais, o país precisou desembolsar mais de R$ 188 milhões para a limpeza das praias e do mar. O valor será cobrado dos responsáveis pelo vazamento, mas a PF ainda calcula um valor de dano ambiental. Os laudos serão entregues para o Poder Judiciário Federal do Rio Grande do Norte e o Ministério Público Federal para a adoção das medidas e o cumprimento das punições.

Frentes de investigação

Segundo a PF, as autoridades se debruçaram em três frentes. A primeira avaliou as características da substância, a fim de determinar a procedência do óleo. “Isso se fazia necessário, uma vez que surgiram diversas teorias sobre a origem do material (vazamento de oleodutos, plataformas ou reservas naturais, navios em trânsito ou naufragados, costa da África)”, explicou a polícia.

Os investigadores também buscaram identificar o local exato do início do vazamento, com uso de imagens de satélites e modelos, além de simulações. Para fazerem a conexão, as autoridades solicitaram dados, documentos e informações. Segundo a PF, houve “cooperação nacional e internacional, inclusive com apoio da Interpol”.

“A Polícia Federal, a partir das provas e demais elementos de convicção produzidos, concluiu existirem indícios suficientes de que um navio petroleiro de bandeira grega teria sido o responsável pelo lançamento da substância oleaginosa que atingiu o litoral brasileiro”, disse o órgão, em nota à imprensa.

R7

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Saúde

ABIH-RN defende eventos privados com controle vacinal

Foto: divulgação

Diante da decisão do prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB) que postou ontem nas redes sociais o cancelamento do Réveillon público, o empresário, Abdon Gosson, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), acredita que isso não é bom para o turismo, indutor econômico do Estado, que se prepara para um momento de retomada.

“Com todos os indicadores da COVID-19 apontado para baixa transmissibilidade, pequena ocupação de leito e forte campanha em prol da vacinação”, explica Abdon citando o posicionamento público do diretor Executivo do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS-UFRN), Ricardo Valentim, que tem considerado que o atual estágio de imunização no estado, “é muito mais seguro realizar agora um evento de massa do que foi no ano passado”.

“Diante do cancelamento do réveillon público na cidade do Natal, quero externar meu apoio a todos que empreendem com eventos privados, seja em réveillon ou em festas como o Carnatal. Componentes impulsionadores do segmento turístico. São eventos privados que utilizam os mais rigorosos protocolos de segurança”, disse Abdon Gosson.

O empresário da rede hoteleira ainda ressalta a festa Carnatal. “A festa de Natal que nestes 30 anos tem demonstrado e provado que tudo que faz é bem feito com atenção ao folião. São eventos como estes que ofertam bons resultados. Faz com que nossa economia possa girar neste momento de dificuldade que todos os setores do turismo têm passado. É um momento difícil. De retomada. Precisa ser feita a retomada com segurança, responsabilidade e a festa da cidade conta com nosso apoio” finaliza Abdon Gosson.

Opinião dos leitores

  1. Essa decisão é boa para ter vidas humanas sãs e salvas. Exatamente por estarmos entrando numa baixa transmissibilidade que não podemos correr o risco de voltar tudo novamente. A vacina, o distanciamento social, o uso de máscara e alcool gel ainda continuará em evidência por mais um tempo. Essa nova variante chegando. Ninguém sabe ao certo o que causa. Tudo isso compõe indicadores para que não haja eventos de grande porte e aglomeração. Até porque, mesmo com todo o rigor dos protocolos de segurança, esse vírus mata e quem quer viver, fique longe. Portanto, vejo que a população deve se posicionar frente a esse descaso.

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Polícia

Homem que seria explosivista da quadrilha que explodiu cofre de posto de combustíveis em Cidade Satélite morre em confronto com a polícia; Outro indivíduo foi preso

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil realizou uma operação e conseguiu prender um dos suspeitos de participação na explosão do cofre de um posto de combustíveis na madrugada desta quinta-feira (2), no conjunto Cidade Satélite, no bairro de Pitimbu, na Zona Sul de Natal. Outro suspeito, que seria o explosivista da quadrilha, morreu durante o confronto.

VEJA MAIS: [FOTOS] Bandidos explodem caixa eletrônico em posto do Cidade Satélite

De acordo com a Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), durante a operação denominada “inflamáveis”, ainda foram apreendias armas, munição e explosivos.

O delegado titular da Deicor, Erick Gomes, informou que as investigações foram iniciadas há cerca de oito meses. As investigações apontam que a organização criminosa é composta por potiguares e paraibanos.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os envolvidos são suspeitos de participação em, pelo menos, 11 ações criminosas no RN desde fevereiro deste ano, sendo nove explosões em cofres de postos de combustíveis e duas em bancos.

Com informações de g1-RN

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Saúde

COVID: Brasil registra 215 óbitos e 12,9 mil casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta quinta-feira (2):

– O país registrou 215 óbitos nas últimas 24h, totalizando 615.179 mortes;

– Foram 12.910* novos casos de coronavírus registrados, no total 22.118.782.

*Com 1.060 casos represados em Rondônia e 418 casos represados no Ceará.

O Ministério da Saúde calcula que 21.315.505 pessoas já se recuperaram da Covid. Outras 152.098 estão em acompanhamento.

Nesta quinta-feira (2), as médias móveis de óbitos e de infecções ficaram em 220 e 9.078, respectivamente.

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Saúde

Queiroga: “Não podemos sair de liberar festas para uma situação de fechamento total da economia”

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou hoje não ver motivo para um fechamento total da economia após a detecção de casos da variante ômicron do novo coronavírus no país.

“Não podemos sair de uma situação libertária de festas, Réveillon, Carnaval, para uma situação de fechamento total da nossa economia, porque as consequências nós já sabemos. Até porque não há motivo para isso, até agora, o que já é notificação da variante que tem muitas mutações, mas o real impacto sobre a saúde, não sabemos. Torcemos para que os casos da variante ômicron sejam mais leves”, disse ele durante reunião em Brasília transmitida pelo YouTube.

Queiroga também afirmou que a variante é “de preocupação, não de desespero”, porque as autoridades estão preparadas para responder a ela, e exaltou os números da vacinação contra covid-19 no Brasil. “Isso [ampla vacinação] nos dá tranquilidade para enfrentar a ômicron e outras possíveis variantes que possam surgir no mundo ou no nosso país”, declarou.

Durante o evento, o secretário de Saúde do Distrito Federal, Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, confirmou dois casos da nova mutação em Brasília. Com isso, o Brasil soma cinco casos da nova cepa —os outros três foram detectados em São Paulo.

Ainda não se sabe se ela é mais transmissível ou letal que as demais mutações, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já reforçou que as vacinas existentes continuam sendo eficazes para evitar quadros graves e mortes pela covid-19.

Com informações de UOL

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