Saúde

Diretor do Butantan diz que CoronaVac deve estar disponível para vacinação já em janeiro de 2021

Foto: Reprodução/G1

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta quinta-feira (3) que a CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, deve estar disponível para ser aplicada na população em janeiro do próximo ano.

“A vacina estará disponível e o registro na Anvisa, acredito eu, também estará disponível. Então, poderemos iniciar um programa em janeiro, acredito, de vacinação. E espero [que] com o apoio do Ministério [da Saúde], apesar de todas essas declarações que não citam nominalmente a vacina do Butantan. A nossa expectativa é a de que a vacina seja incorporada, inclusive atendendo ao que o próprio ministro fala, sem citar a vacina, de que a vacina que estiver disponível e registrada, será incorporada”, afirmou.

Na terça (1°), o governo federal divulgou a estratégia “preliminar” para a vacinação dos brasileiros. No calendário apresentado, a CoronaVac não é citada pelo Ministério da Saúde.

A vacina está na fase final de testes e já tem previsão de distribuição no Brasil. O governo de São Paulo firmou acordo para a compra de 46 milhões de doses e para a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan.

Em outubro, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, chegou a anunciar em uma reunião virtual com mais de 23 governadores, a compra do imunizante, mas, menos de 24 horas depois, a aquisição foi desautorizada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista à GloboNews nesta manhã, Dimas Covas também afirmou que a vacina está muito próxima de obter o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e descartou a necessidade de solicitação para uso emergencial.

Em setembro, Dimas Covas chegou a dizer que pediria a liberação para uso emergencial caso a vacina demonstrasse eficácia de pelo menos 50% em análise preliminar.

“Nós estamos muito próximos de solicitar o registro. Nós não teremos a necessidade de solicitar esse registro emergencial, vamos solicitar já o registro da vacina. Estamos muito próximos de que isso aconteça. O registro e a vacina estando disponíveis, nós temos que iniciar a vacinação. É tudo o que nós queremos”, defendeu Dimas Covas.

Nesta quarta (2), a Anvisa disse que irá aceitar que empresas desenvolvedoras de vacinas contra a Covid-19 solicitem o “uso emergencial” no Brasil e divulgou os requisitos para o pedido.

O “uso emergencial” é diferente do “registro sanitário”, que é a aprovação completa para uso de um imunizante. O registro definitivo depende de mais dados e da conclusão de todas as etapas de teste da vacina.

Ainda de acordo com o diretor do Instituto, o governo de São Paulo trabalha com planos alternativos para vacinar a população, caso a vacina não seja incorporada ao Programa Nacional de Imunização.

“Cada dia sem vacina conta. Se a vacina estiver para uso, nós temos que iniciar a vacinação. E isso, pelo simples motivo: a vacina pode poupar a vida de milhares de pessoas. Não faz nenhum sentido, do ponto de vista da responsabilidade pública, atrasar o uso de uma vacina disponível e pronta, já registrada na Anvisa. Iremos trabalhar junto com os estados, se for o caso, junto com os municípios, para que isso aconteça”, disse o diretor.

Matéria-prima

Mais cedo, o Dimas Covas esteve no Aeroporto de Guarulhos, ao lado do governador João Doria (PSDB), e do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, para acompanhar a chegada do lote com 600 litros de matéria-prima da vacina Coronavac a São Paulo.

“Viemos receber aqui mais um lote da vacina CoronaVac, da vacina do Butantan, a vacina que vai salvar a vida de milhões brasileiros. Hoje recebemos insumos para 1 milhão de doses da vacina. Somados aos 20 mil que já recebemos, agora temos 1 milhão e 120 mil doses da vacina”, afirmou João Doria.

Ainda segundo o governador, até o início do próximo ano, o governo deve receber as mais de 46 milhões de doses previstas.

“Até o final deste mês de dezembro, estaremos aqui recebendo no Aeroporto de Guarulhos mais seis milhões de doses da vacina, totalizando 7 milhões 120 mil doses da vacina. E no próximo mês de janeiro, até o dia 15 de janeiro, mais 40 milhões de doses da vacina. A vacina do Butantan, a vacina que salva vidas.”

A carga de insumos, que pode virar até 1 milhão de doses de vacinas contra a Covid-19, chegou às 5h27 no aeroporto de Guarulhos.

Essa é a segunda remessa de encomendas do governo estadual do laboratório chinês. A primeira foi com as 120 mil doses de vacinas prontas, em 19 de novembro.

O lote será transportado para o Butantan, em um veículo que terá escolta especial.

Os insumos são os “ingredientes” necessários para a finalização da vacina no país. Caberá ao Butantan concluir a etapa final de fabricação.

Ao todo, pelo acordo fechado, o Butantan receberá do laboratório chinês 6 milhões de doses prontas para o uso e vai formular e envasar outras 40 milhões de doses.

Número mínimo de infectados

No final de novembro, o estudo da fase 3 da CoronaVac atingiu o número mínimo de infectados pela Covid-19 necessário para o início da fase final de testes.

A etapa permite a abertura do estudo e a análise interina dos resultados do imunizante. A expectativa é a de que os dados sejam divulgados pelo governo paulista nas próximas semanas.

Resposta imune e segurança

Um estudo feito com 743 pacientes apontou que a CoronaVac mostrou segurança e resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 de testes.

A fase 2 dos testes de uma vacina verifica a segurança e a capacidade de gerar uma resposta do sistema de defesa. Normalmente, ela é feita com centenas de voluntários. Já a fase 1 é feita em dezenas de pessoas, e a 3, em milhares. É na fase 3, a atual, que é medida a eficácia da vacina.

G1

Opinião dos leitores

    1. Chico, parece que tu fosse gerado nos munturos feito jumento, porque tem todas as características. kkkkKkkk

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[VÍDEO] Gusttavo Lima declara apoio a Flávio Bolsonaro durante show no Paraná: “Próximo 25 é 22”


O cantor sertanejo Gusttavo Lima declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República durante um show realizado neste domingo (18), na Expo Assis 2026, em Assis Chateaubriand, no Paraná.

No palco, o artista ergueu a bandeira do Brasil e fez referência ao número de urna do candidato e à data do 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

“Que vocês nunca percam a fé, nunca percam a esperança, ok? Se Deus quiser, o próximo 25 é 22”, afirmou Gusttavo Lima ao público.

Outros nomes da música sertaneja também manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro, entre eles Leonardo, a dupla Zezé di Camargo e Luciano e Amado Batista. Leonardo anunciou seu voto durante uma apresentação no sábado (17), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

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[VÍDEO] Flávio diz que foi aos EUA defender empresas brasileiras, enquanto Lula foi defender criminosos

Durante o debate presidencial da Band, realizado neste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que viajou aos Estados Unidos para defender empresas brasileiras e acusou o presidente Lula (PT) de defender organizações criminosas.

A declaração ocorreu após Lula questionar o candidato sobre a relação da família Bolsonaro com o governo norte-americano.

Flávio respondeu que, enquanto ele foi aos Estados Unidos defender empresas brasileiras, Lula teria ido ao país “para defender o direito de organizações criminosas”.

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ATLASINTEL: Flávio Bolsonaro tem 51,1% dos votos válidos contra 48,9% de Lula no 2º turno

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,1% dos votos válidos no 2º turno da disputa presidencial, contra 48,9% do presidente Lula (PT), segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta segunda-feira (19).

A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, os intervalos dos dois candidatos não se sobrepõem. Os votos válidos excluem brancos e nulos, seguindo o critério utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A pesquisa ouviu 4.998 eleitores entre os dias 13 e 18 de outubro, por meio de recrutamento digital. O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Contratada pela Bloomberg, a pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-02418/2026.

Com informações da CNN Brasil

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[VÍDEO] CARLOS ANDREAZZA: Flávio, marcando Lula o tempo todo, foi o melhor


Vídeo: Reprodução/TV Band

A dinâmica física e a ocupação do palco durante o debate presidencial na Band foram pontos decisivos na avaliação de analistas políticos. Em análise pós-evento, o jornalista Carlos Andreazza destacou que o comportamento dos candidatos em relação às regras de circulação revelou diferenças táticas importantes entre as campanhas.

De acordo com Andreazza, a equipe de Lula fez reclamações sobre a postura do adversário, mas a prática de Flávio Bolsonaro consistiu em “marcar” o atual presidente de perto ao longo de todo o confronto, utilizando uma espécie de movimentação pendular.

Para o comentarista, o candidato da oposição se saiu melhor nesse aspecto físico de exploração espacial do cenário, aparentando ter passado por um treinamento prévio para dominar o espaço e manter constante presença visual na transmissão. 

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[VÍDEO] ELA NÃO CANSA? Janja é advertida por produção da Band após provocação a Flávio Bolsonaro em debate


Vídeo: Deltan Dallagnol/Redes Sociais

O clima acirrado no estúdio da TV Band durante o confronto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (18), estendeu-se para além dos púlpitos e atingiu a plateia. A primeira-dama Janja da Silva levou uma reprimenda da organização do evento ao descumprir as normas de silêncio impostas aos convidados.

De acordo com imagens divulgadas pelo ex-procurador Deltan Dallagnol, a cúpula do evento precisou intervir após Janja gesticular e dirigir palavras ao senador durante sua participação no debate.

O descontrole do público forçou a mediadora a paralisar e refazer os alertas no encerramento da transmissão. Além de tentar silenciar o auditório, a organização orientou Flávio Bolsonaro a não caminhar atrás do adversário enquanto Lula discursava.

Alheio ao tumulto na plateia, Lula aproveitou as considerações finais para ressaltar conquistas econômicas de seus mandatos, projetar um ciclo de crescimento para o Brasil e atacar a pauta de privatizações defendida pela oposição.

Com informações do Metrópoles

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PODERDATA/AYA: Flávio amplia vantagem sobre Lula e chega a 52% dos votos válidos contra 48% do petista


Fotos: Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/PR

A corrida presidencial para o segundo turno registra uma nova oscilação na reta decisiva da campanha. De acordo com os dados de intenção de voto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou sua vantagem e alcançou 52% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48%.

Na comparação com o levantamento anterior, o cenário contabiliza uma movimentação de quatro pontos na diferença entre os adversários: o parlamentar avançou dois pontos percentuais, ao passo que o atual chefe do Executivo recuou na mesma proporção.

Apesar da sinalização de crescimento para o candidato do PL e da contração na fatia do petista, analistas políticos reforçam que o levantamento estatístico reflete o retrato do momento das intenções do eleitorado, não configurando uma previsão definitiva do resultado que será apurado nas urnas.

VOTOS VÁLIDOS:

Flávio Bolsonaro (PL): 52% (+2 )

Lula (PT): 48% (-2 )

FICHA TÉCNICA

Instituto: PoderData/AYA

Abrangência: Nacional

Período de campo: 16 a 18 de outubro de 2026

Amostra: 3.000 entrevistas

Margem de erro: ±1,8 ponto percentual

Nível de confiança: 95%

Registro TSE: BR-02586/2026

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[VÍDEO] “Montou quadrilha” e “você me respeite”: Flávio e Lula protagonizam momento tenso durante debate da Band


Vídeo: Reprodução/Band

O debate presidencial promovido pela Band neste domingo (18) em parceria com o jornal Estadão foi marcado por momentos de forte tensão entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em um dos trechos mais acirrados do confronto, os dois políticos protagonizaram uma discussão direta envolvendo acusações de corrupção, histórico de governos e a gestão de recursos de aposentados.

Durante um momento de tensão e troca de farpas, Flávio Bolsonaro pediu respeito ao ser interrompido por Lula. “Você me respeita porque eu tive 56 milhões de votos. Então você tem que me respeitar. Tenha calma”, disparou o candidato do PL.

O presidente rebateu o adversário acusando-o de corrupção. “Quem montou quadrilha tem que explicar, explique”, alfinetou Lula. 

Flávio Bolsonaro seguiu questionando o histórico político do adversário e cobrou explicações sobre esquemas de corrupção associados a gestões petistas, rebatendo acusações direcionadas à sua família e afirmando que o modelo de governança do PT é marcado por irregularidades.

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[VÍDEO] “Me surpreende que o Lula tenha chegado tão mal preparado para o debate”, diz colunista do UOL


Vídeo: Reprodução/UOL

O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi alvo de duras críticas de analistas políticos na reta final da disputa eleitoral. Para o colunista do UOL João Paulo Charleaux, o chefe do Executivo chegou “surpreendentemente mal preparado” para um dos momentos mais cruciais da campanha e acumulou erros de postura ao longo do confronto.

Segundo a avaliação, o petista cometeu sucessivos equívocos de posicionamento no palco. “Me surpreende que o Lula tenha chegado tão mal preparado para um debate tão importante, numa eleição tão crucial. A quantidade de erros que ele comete por minutos é incrível, ele andou de costas para a câmera quase o tempo todo, quando na verdade ele deveria recuar sempre dando passos para trás, sem deixar de mostrar a face, a frente para a câmera, para o leitor. Ele fez isso o debate inteiro, ele andou de costas para a câmera quase mais do que andou de frente para a câmera”, pontuou o comentarista. 

João Paulo Charleaux também destacou que Lula recorreu com frequência a pausas para beber água, o que acabou transmitindo uma imagem de vulnerabilidade e desgaste, além de registrar episódios de risos irônicos considerados repetitivos e sem eficácia argumentativa.

Outro ponto negativo apontado na análise foi a dificuldade de o presidente se impor espacialmente e ditar os rumos do debate. O colunista ressaltou que, mesmo sendo o candidato com maior experiência política e bagagem de governo, Lula falhou em ocupar o centro das atenções, permitindo ser acuado por investidas do adversário, como o posicionamento de Flávio Bolsonaro logo atrás de seu púlpito, uma situação que poderia ter sido evitada com maior firmeza na condução de sua própria campanha.

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[VÍDEO] ATO FALHO? LULA se atrapalha nas considerações finais e diz que o Brasil vai acabar caso seja eleito para o quarto mandato


Vídeo: Reprodução/TV Band

Durante as considerações finais do debate promovido pela TV Band na noite deste domingo (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu um ato falho ao projetar um eventual quarto mandato presencial, declarando que “o Brasil acabou”. A declaração ocorreu nos segundos finais do seu tempo de fala no confronto com o senador e adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL).

O deslize aconteceu no momento em que o petista criticava os processos de privatização da Eletrobras e da BR Distribuidora. “Esse lesa-pátria nesse país vai acabar. E nesse quarto mandato, a gente vai dizer: o Brasil acabou e vai ser um país grande, um país desenvolvido, um país que vai deixar, sabe, de ser um país, sabe, de fazer”, afirmou Lula, antes de ter a palavra cortada pela mediação devido ao esgotamento do tempo.

Ainda no encerramento, o candidato à reeleição acusou o adversário de planejar a privatização da Petrobras e de “95% das estatais brasileiras”, defendendo a manutenção de empresas públicas “fortes e produtivas”.

A votação do segundo turno das eleições presidenciais acontece no próximo domingo (25).

Com informações da Gazeta Brasil

Opinião dos leitores

  1. Ele se atrapalhou e falou a verdade se ganhar o Brasil acaba mesmo,flavio desconcertou ele todo bebeu mais água do que um camelo de nervoso kkk

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Guerra na Ucrânia chega ao Mar Negro e acende alerta de segurança na Otan


Foto: Arte Metrópoles/Victor Santos

No quinto ano do conflito na Ucrânia, incidentes militares cada vez mais próximos do território de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) elevam a pressão sobre a segurança no continente europeu. Na última semana, ataques com drones contra embarcações no Mar Negro, nas imediações das costas de Romênia e Bulgária, deixaram marinheiros desaparecidos e levaram o governo búlgaro a solicitar formalmente o reforço de sistemas antiaéreos e de tecnologias antidrone.

Os episódios acentuaram o receio de governos europeus de que o confronto transborde as fronteiras ucranianas devido a incursões aéreas, violações de espaço territorial e operações atribuídas a Moscou. Embora os episódios recentes não configurem um ataque direto contra a aliança, a proximidade com áreas sob responsabilidade de países aliados tem exigido ampliação das medidas de proteção.

Diante do cenário, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reuniu-se na quinta-feira (15) com lideranças da Romênia e da Bulgária para discutir ajustes na postura defensiva da organização. A aliança mantém grupos táticos multinacionais no flanco oriental, abrangendo países como Bulgária, Estônia, Finlândia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Eslováquia.

O comandante supremo aliado na Europa, Alexus Grynkewich, destacou que qualquer agressão ao território de um Estado-membro terá resposta imediata. A declaração reforça o princípio de defesa coletiva do bloco, sem sinalizar, contudo, a intenção de provocar um confronto direto com a Rússia.

Europa reforça planos de defesa

A combinação de ataques à Ucrânia, incidentes no Mar Negro e suspeitas de operações híbridas têm levado governos europeus a tratar a segurança como uma questão que vai além do campo de batalha.

A discussão inclui a proteção de instalações estratégicas, a capacidade de resposta a drones, a mobilização militar e a preparação da população para possíveis emergências.

A Alemanha, por exemplo, desenvolveu um plano operacional voltado à coordenação de autoridades civis e militares em situações de crise.

Outros governos também discutem estoques de emergência e orientações para a população diante de interrupções no fornecimento de energia, falhas de comunicação ou ameaças à infraestrutura.

Com informações do Metrópoles

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