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Diretora de Democracia em Vertigem retira armas de foto histórica e abre discussão sobre alteração de imagens em documentários

INTERVENÇÃO DE PAULA CARDOSO SOBRE FOTO QUE CONSTA DO LAUDO DO INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA, USADA EM DEMOCRACIA EM VERTIGEM

Dois objetos foram retirados de uma fotografia que aparece aos seis minutos e sete segundos no documentário Democracia em Vertigem, dirigido e narrado por Petra Costa. É uma fotografia em preto e branco onde há dois homens mortos. A imagem permanece quatro segundos na tela. A cineasta identifica um dos mortos: “o mentor dos meus pais: Pedro Pomar.” Petra explica então que seu nome é uma homenagem feita por seus pais a Pedro. No retrato, o jornalista Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar, 63 anos, está de barriga para cima, óculos de grau no rosto, descalço e com o corpo coberto de sangue. Tombado aos pés dele, de bruços, está Ângelo Arroyo, de 48 anos. Ambos foram destacados dirigentes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e atuavam na clandestinidade contra a ditadura militar. Foram executados na manhã do dia 16 de dezembro de 1976 pelas forças militares-policiais, sob o comando do Segundo Exército, numa casa térrea na rua Pio XI, número 767, no bairro da Lapa, em São Paulo. O episódio ficou conhecido como a Chacina da Lapa.

Democracia em Vertigem reconta os acontecimentos que levaram ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016. Petra Costa recorre a imagens atuais e de acervos históricos. Na foto da Chacina da Lapa usada no filme, os objetos ausentes são um revólver Taurus, calibre 38, e uma carabina Winchester, calibre 44. As armas constam, porém, em uma fotografia anexada a um dos laudos da morte de Pedro Pomar, datado de 27 de dezembro de 1976 e arquivado no Instituto de Criminalística de São Paulo. É uma fotografia idêntica àquela usada no filme – o mesmo ângulo, o mesmo cenário de sangue, pólvora e corpos tombados. O revólver está do lado direito do corpo de Pomar, e a carabina, embaixo da mão direita de Arroyo. Poderiam ser duas fotografias diferentes? Por que uma tinha armas e a outra não? Procurada pela piauí, Costa esclareceu o que houve.

A foto do filme é a mesma do laudo. Por e-mail, a documentarista confirmou que as armas foram digitalmente retiradas da fotografia usada. Ela explica: “Há uma razão para isso, e eu estava esperando que alguém do público notasse. Como afirmei no documentário, Pedro era o mentor político da minha mãe, e foi amplamente reconhecido que a polícia plantou armas ao redor dos corpos dos ativistas assassinados, como uma desculpa para seus assassinatos brutais”, escreveu Costa.

Foto da morte dos militantes usada em Democracia em Vertigem, sem as armas (Reprodução da Netflix)

Foto da cena da morte dos militantes, inserida no laudo que consta no Instituto de Criminalística de São Paulo

A diretora continuou: “Há um debate significativo sobre a veracidade das armas nesta cena, com muitos comentários. E até a própria Comissão da Verdade trouxe evidências para as alegações de que a polícia plantou as armas após a morte de Pedro, e por isso optei por remover esse elemento e homenagear a Pedro com uma imagem mais próxima à provável ‘verdade’.”

Há, de fato, documentos públicos, livros e artigos que apontam a manipulação da cena do crime pelas forças militares. Um deles é o relatório da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, criada no governo Fernando Henrique Cardoso para reconhecer mortes e desaparecimentos, e indenizar familiares de vítimas da ditadura militar. Nele, há o relato de Maria Trindade, ocupante da casa na Lapa e única sobrevivente do massacre. Ela afirmou que Pomar não havia caído na posição em que se encontra na fotografia, tampouco estava de óculos no momento em que fora alvejado. O repórter Nelson Veiga, da tevê Bandeirantes, foi o primeiro jornalista a chegar ao local e entrar na casa, logo após a chacina. À Folha de S.Paulo, dez anos depois do massacre, Veiga afirmou que, quando entrou na residência, não havia armas perto dos corpos de Pomar e Arroyo. “Pela disparidade de forças, aconteceu ali uma matança”, disse o repórter.

O procurador da República Andrey Borges de Mendonça, do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP), denunciou à Justiça, em 2016, os médicos-legistas Harry Shibata, Abeylard de Queiroz Orsini e José Gonçalves Dias por falsidade ideológica. Os três, segundo a denúncia, agiram sob ordem do delegado Sérgio Paranhos Fleury, chefe do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) de São Paulo, acusado de torturas, para registrar nos laudos que as mortes de Pomar e Arroyo ocorreram após confronto armado entre eles e os militares. Um outro laudo, do médico Antenor Chicarino, constatou que “diversas lesões existentes na vítima foram omitidas no laudo. Dentre outras, foi omitida a menção a lesões típicas compatíveis com ‘zona de tatuagem’ – lesões que indicam proximidade do disparo – assim como ferimento perfuro contuso em região temporal anterior, possivelmente correspondente a tiro de execução”, diz a denúncia do MPF de São Paulo.

As investigações dos órgãos de repressão sobre as atividades clandestinas do grupo do PCdoB vinham acontecendo desde três meses antes da chacina. A movimentação na casa da Lapa era monitorada de perto havia pelo menos dez dias antes do crime. Na noite do dia 15 de dezembro, agentes do DOI-Codi se posicionaram perto da casa. Já sabiam que haveria uma reunião dos comunistas naquela noite. Manoel Jover Telles, que era integrante do grupo, tinha sido preso dias antes e foi acusado de ter delatado a reunião. Era comum nesses encontros que os integrantes saíssem em pares, com intervalos de duas horas entre cada saída para não levantar suspeitas. Vários deles, ao deixarem a casa, foram perseguidos e presos, inclusive Wladimir Pomar, filho de Pedro.

Pela manhã, por volta das 7h, os agentes da repressão abriram fogo contra a casa. Quarenta agentes se dividiram e entraram pela frente e pelos fundos. Foram cerca de vinte minutos de tiros e pânico na vizinhança. O corpo de Pomar foi levado para o Instituto Médico Legal, no Jardim Paulista. Depois foi enterrado com um nome falso no cemitério de Perus. “Com o intuito de dificultar sua exumação e, assim, a apuração da fraude”, diz a denúncia do MPF. Em 1980, a família de Pomar descobriu o paradeiro dos restos mortais e fez o translado para o Pará, terra natal do jornalista.

Essa é a história que documentos públicos contam sobre a fotografia do corpo morto de Pedro Pomar. Os indícios evidentes de que a cena do crime foi forjada pelos militares, colocando as armas perto dos militantes mortos, levaram Costa a apagá-las da fotografia usada em seu filme. Sobre a decisão, a documentarista argumentou: “Eu admiro profundamente o trabalho de cineastas como Werner Herzog e Joshua Oppenheimer em sua busca pela verdade extática de uma história. Neste caso, afirmo que a imagem da morte de Pedro foi marcada por essas armas colocadas ao redor do seu corpo após sua morte. E senti uma oportunidade para corrigir um erro percebido por muitos.”

Herzog tratou da verdade extática numa conferência realizada na Itália em 1992, depois da exibição de Lições da Escuridão, documentário no qual explora os incêndios nos campos de petróleo no Kuwait após a Guerra do Golfo. Na abertura de Lições da Escuridão há uma frase – “O colapso do universo estelar ocorrerá – como a criação – em um esplendor grandioso” – atribuída pelo cineasta, no filme, ao filósofo Blaise Pascal. Na conferência, Herzog disse que a frase não era de Pascal, mas sua, e explicou por que decidiu usá-la: “Utilizando tal citação como prefácio, suspendo o espectador, antes mesmo que este tenha visto o primeiro frame, a um nível elevado, de onde ele poderá entrar no filme. E eu, o autor do filme, não permitirei que ele desça até que este termine. É apenas nesse estado de sublimidade que algo mais profundo se torna possível, um tipo de verdade que é inimiga do meramente factual. Eu a chamo de verdade extática.”

A decisão de Costa reabre a discussão sobre manipulação de imagens históricas em documentários – tão longeva quanto a própria história desse gênero e debatida desde Nanook, o Esquimó (1922), dirigido por Robert Flaherty e considerado a pedra fundamental do cinema de documentário.

O jornalista Pedro Estevam da Rocha Pomar, neto do dirigente comunista e autor de uma coleção de livros chamados Massacre na Lapa, sobre o ataque em 1976, disse não ter reparado na ausência das armas na foto quando assistiu ao filme pela primeira vez. E acrescentou que não concorda com a retirada: “Tenho certeza de que ela fez isso com as melhores intenções, de boa-fé. Ainda assim, acho um erro. Não há porquê. Devia ter mantido a foto como ela é. A própria foto original já tinha uma adulteração da cena do crime. Eu vi lá o corpo do meu avô e do Ângelo Arroyo, mas não percebi essa mudança. Era melhor ter mostrado a foto e contado o seu contexto.”

Eduardo Escorel, montador de documentários como Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, e diretor de Imagens do Estado Novo – 1937-45, trabalhou por quatro meses como consultor de montagem de Democracia em Vertigem em 2017. O documentarista e crítico de cinema do site da piauí não soube da alteração da imagem até a estreia do longa. A alteração da fotografia também não é mencionada no filme, que está em cartaz no catálogo da Netflix em 150 países.

“Há documentaristas que encenam, inventam, fazem referências inexistentes, ou atribuem aos personagens coisas que eles nunca fizeram. Existe uma tendência do cinema de desenvolver uma área comum entre a ficção e o documentário. Isso não quer dizer que não persista uma diferença. Mesmo quando o documentário trabalha com elementos ficcionais, de recriações, e mesmo neste caso, o espectador precisa estar advertido sobre o que está vendo. Adulterar uma imagem qualquer e fazer essa imagem passar por algo que ela não é, acho um procedimento equivocado”, diz Escorel.

Na opinião dele, um procedimento possível seria dedicar mais tempo a essa foto e relatar sua história. Outro, mais difícil, seria colocar uma nota ou uma legenda no fim do filme, dizer que a foto foi alterada e por qual motivo. “O compromisso ético do documentarista é com o espectador. E iludir o espectador, ao meu ver, não é próprio do documentário”, afirma Escorel. Para ele, houve uma aposta arriscada de tentar recriar uma situação que só pode ser imaginada. “O registro documental que existe é o registro com as armas. A aposta foi baseada em informações outras, nas quais a cineasta confiou, de que houve uma encenação da foto original. Se a foto original é uma encenação, a documentarista, exercendo uma onipotência, digna de quem faz cinema, decide não mostrar o conteúdo documental da foto. Essa decisão, num documentário ou não, pode ser considerada legítima desde que o espectador esteja informado sobre o que está vendo.”

Andrea França Martins, professora de teoria crítica do curso de cinema da PUC-Rio e autora do livro Terras e Fronteiras: no Cinema Político Contemporâneo, diz que havia outras soluções: “O documento histórico, que continha as armas, creio que valeria que fosse explicitado pelo filme – seja na narração ou usando as duas fotografias – a do arquivo e a outra, na qual ela interveio”. Patrícia Machado, professora de montagem na PUC-Rio e coorganizadora do livro Arquivos em Movimento: Seminário Internacional de Documentário de Arquivo, avalia que a possibilidade de alterar uma imagem depende do contexto em que se apresenta e que, no caso de Democracia em Vertigem, o prejuízo é o esvaziamento da memória histórica contida na imagem. “O filme não está no campo da fabulação, do cinema experimental. No contexto em que a fotografia aparece, ela está fazendo uma espécie de elaboração de memória a partir de imagens históricas. Quando a Petra forja essas imagens e não abre isso para o público, está omitindo uma informação importante para o espectador”.

Pesquisador e conservador-chefe da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Hernani Heffner diz que não há regra para julgar a decisão de Costa. “Regra? Em arte não tem regra. É a obra que formula suas próprias regras. Posso não concordar com a decisão, alterar uma imagem histórica implica uma série de questões éticas. Como pesquisador, prefiro respeitá-las. Mas cabe à diretora essa decisão artística. Não estamos falando de uma ciência histórica, mas de arte. Não há uma regra na hora de tomar uma decisão artística, mas ao tomá-la, é preciso também encarar o debate social que ela suscita.”

REVISTA PIAUÍ – FOLHA DE SÃO PAULO

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] “BOLSONARO AMARRADO NO CIPÓ”: Ato pró-Lula chama atenção na capital paulista

 

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Um post compartilhado por Luiz Bacci (@luizbacci)

Apoiadores do presidente Lula (PT) participaram, nesta quinta-feira (22), de uma manifestação em defesa da reeleição do petista no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo.

Durante o ato, manifestantes formaram uma roda e dançaram ao redor de uma pequena chama acesa no chão, enquanto entoavam cantos com referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nas imagens, o grupo canta versos que mencionam Bolsonaro, incluindo a expressão “amarrado no cipó”. Os participantes também entoam a frase “Corta a língua de quem fala mal da gente”.

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Polícia prende três suspeitos de manter casal estrangeiro refém por 6 horas no litoral Norte do RN

Carro das vítimas foi encontrado em Pititinga, no RN — Foto: Reprodução

A Polícia Militar prendeu, nesta quinta-feira (22), três homens suspeitos de manter um casal estrangeiro refém durante cerca de seis horas no litoral Norte do Rio Grande do Norte. Dois dos presos usavam tornozeleiras eletrônicas.

O casal, que mora em Touros, foi levado pelos criminosos por volta das 9h de quarta-feira (21) e libertado às 15h, no município de Rio do Fogo, a aproximadamente 25 quilômetros de distância. O veículo das vítimas foi encontrado abandonado na comunidade de Pititinga.

Um dos suspeitos foi localizado em uma área de mata próxima à BR-406, em João Câmara. A polícia não informou onde os outros dois foram encontrados. Com os presos, os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12. Os três foram encaminhados à delegacia de João Câmara.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas são de nacionalidade belga ou holandesa, informação que ainda depende de confirmação oficial. Após a libertação, a mulher precisou de atendimento médico por estar bastante nervosa.

Com informações do g1 RN

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Eleitorado com voto consolidado e que deseja mudança impulsiona Flávio, diz diretor da Real Time

Foto: Reprodução/Instagram

O avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais é impulsionado pela consolidação dos votos já definidos e pela movimentação de eleitores que desejam uma mudança de governo. A avaliação é do cientista político Bruno Soller, diretor-executivo do instituto Real Time Big Data.

Em entrevista ao Metrópoles, Soller afirmou que o crescimento do senador resulta da combinação entre eleitores que já decidiram seu voto e aqueles que apoiaram outras candidaturas no primeiro turno e agora buscam uma alternativa ao atual governo.

Segundo o cientista político, a insatisfação com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não significa necessariamente identificação com o bolsonarismo.

“Parte do eleitorado pode ter restrições a Flávio Bolsonaro e ao grupo político que ele representa, mas ainda assim desejar uma mudança de governo”, afirmou.

A análise foi divulgada nesta sexta-feira (23), após levantamento da Real Time Big Data apontar Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Com informações do Metrópoles

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ALFA INTELIGÊNCIA: Flávio tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula no 2º turno

Foto: Reprodução

Pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta sexta-feira (23) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A diferença entre os dois candidatos é de quatro pontos percentuais. O levantamento considera apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos.

A Alfa Inteligência entrevistou 2.700 eleitores entre os dias 18 e 22 de outubro. A margem de erro é de 1,9 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08496/2026.

Com informações da CNN Brasil

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Prefeitura de São Gonçalo garante transporte público gratuito neste domingo de eleição (25)

Foto: Divulgação

A Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante, por meio do Decreto nº 2.283, assegura a gratuidade em todas as linhas de transporte interbairros do município neste domingo, 25 de outubro, data do segundo turno das Eleições Gerais de 2026. A medida, assinada pelo prefeito Jaime Calado e publicada na edição desta quarta-feira (21) do Jornal Oficial do Município, tem como objetivo fortalecer a democracia e garantir que todos os cidadãos são-gonçalenses possam exercer seu direito ao voto.

Para facilitar o deslocamento da população, o acesso ao serviço funcionará de forma simplificada e com ampla cobertura. O passe livre estará em vigor das 5h às 20h e não será necessário apresentar documentos pessoais, título de eleitor ou comprovante de votação no momento do embarque.

A frequência, a quantidade de veículos e os itinerários seguirão rigorosamente a programação normal dos dias úteis (segunda a sexta-feira) e o transporte gratuito atenderá os moradores tanto da zona urbana quanto das comunidades da zona rural do município.

A operação e a fiscalização do serviço ao longo do dia ficarão a cargo do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), que já foi acionado para notificar a cooperativa permissionária que opera as linhas locais, a Cooptagran, visando garantir o cumprimento das diretrizes estabelecidas no decreto.

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POLYMARKET: Chance de vitória de Flávio sobe para 77,9% no mercado de apostas

Foto: Vittor Sales/Campanha de Flávio

A probabilidade atribuída à vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial chegou a 77,9% no Polymarket nesta quinta-feira (22). Lula (PT) aparece com 23%, segundo os dados divulgados pela plataforma de previsões.

O percentual de Flávio aumentou em relação a 19 de outubro, quando registrava 76,8%, enquanto Lula tinha 23,3%. Antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro, a probabilidade de vitória do senador chegou a cair para 57%.

Na véspera do segundo turno de 2022, o Polymarket atribuía 72,4% de probabilidade de vitória a Lula e 28,4% a Jair Bolsonaro. O petista venceu aquela eleição com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% do então presidente.

Os percentuais do Polymarket refletem as negociações realizadas no mercado de previsões e não representam intenções de voto medidas por pesquisas eleitorais.

Com informações de O Antagonista

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REAL TIME BIG DATA: Flávio Bolsonaro tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula


Foto: Reprodução/Internet

A disputa pela Presidência da República chega aos seus momentos decisivos em cenário de extrema polarização e empate técnico no limite da margem de erro. É o que aponta a última pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada na manhã desta sexta-feira (3).

No cenário de votos válidos, quando são excluídos os votos brancos, nulos e as abstenções, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança numérica com 52%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%. Dado o intervalo da margem de erro, os dois candidatos configuram empate técnico.

Cenários de votos totais e espontânea

Na pesquisa estimulada (votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos), a distância entre os concorrentes se mantém proporcional, preservando o empate técnico. Flávio Bolsonaro pontua com 49%, frente a 45% de Lula. Eleitores que declararam voto nulo ou em branco somam 5%, enquanto 1% não soube ou não quis responder. Segundo o instituto, o cenário histórico aponta uma curva ascendente para Flávio Bolsonaro, ao passo que Lula permanece estagnado no mesmo patamar desde o mês de junho.

Na modalidade espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, o empate técnico também prevalece: Flávio Bolsonaro lidera numericamente com 48%, seguido por Lula com 44%. Brancos e nulos totalizam 5%, e os que não sabem ou não responderam representam 3%.

O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 19 e 22 de outubro. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%, estando registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09670/2026.

Rejeição

O índice de rejeição reflete a mesma proximidade numérica, embora Lula apareça à frente neste quesito. O petista é rejeitado por 36% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Outros 28% afirmam rejeitar ambos os candidatos, e apenas 3% declaram não rejeitar nenhum deles.

Com informações da Revista Veja

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Gonet pede que STF rejeite pedido de acesso a visitas de Lulinha e mulher de Moraes no Senado


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta quinta-feira (22) contra uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que exige a divulgação dos registros de entrada e saída no Senado de pessoas ligadas à política e ao mercado financeiro. Entre os citados no pedido estão Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e José Ferreira da Silva, o Frei Chico, respectivamente filho e irmão do presidente Lula (PT), além do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e outras quatro pessoas.

A manifestação da PGR foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator do mandado de segurança impetrado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter. O parlamentar recorreu à Suprema Corte após o Senado negar o fornecimento do histórico de visitas cobrado via Lei de Acesso à Informação, referente ao período de fevereiro de 2019 a fevereiro de 2026. Enquanto o vereador sustenta que os dados são de interesse público e cruciais para a transparência, a Mesa do Senado indeferiu a solicitação argumentando que se trata de informações pessoais e protegidas por lei.

Em seu parecer, Gonet apontou obstáculos processuais para o prosseguimento do caso no STF. Segundo o procurador-geral, a Corte não possui competência para julgar a matéria, uma vez que o indeferimento do pedido foi assinado por órgãos administrativos do Senado, e não pela presidência da Casa. Além disso, o chefe da PGR destacou que o mandado de segurança exige a comprovação de violação de um direito individual direto, não podendo ser utilizado como instrumento para a defesa genérica do interesse coletivo.

Em manifestação prévia nos autos, o Senado defendeu o sigilo das entradas alegando que a exposição pública dos visitantes poderia expor fontes, interlocutores e contatos de congressistas, permitindo a reconstrução de agendas políticas e violando prerrogativas do mandato parlamentar. A instituição reforçou ainda que a coleta desses dados atende exclusivamente a fins de segurança institucional e que órgãos oficiais de investigação possuem caminhos próprios para acessá-los, se necessário.

Sem entrar no mérito sobre se os citados efetivamente estiveram nas dependências da Casa ou se os dados deveriam ser abertos, Gonet limitou-se às preliminares jurídicas e recomendou a rejeição sumária da ação. A decisão final caberá ao relator, ministro Luiz Fux.

Com informações da Jovem Pan

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Lula aposta no Sudeste e nas redes sociais para tentar virada histórica no 2º turno


Foto: Ricardo Stuckert

A poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afina as últimas táticas para tentar reverter o cenário do primeiro turno e garantir uma vitória nas urnas. A estratégia do candidato à reeleição aposta no reforço das propostas para um eventual quarto mandato, além de uma forte mobilização nas redes sociais e em grandes atos de rua na Região Sudeste.

Sem agendas públicas na última quinta-feira (22), Lula dedicou o dia à preparação para o último debate presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que será transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23). O presidente embarca à tarde para o Rio de Janeiro, cidade que sediará o confronto.

A agenda do sábado (24), último dia permitido para atos de campanha, será concentrada nos dois maiores centros urbanos do país. Pela manhã, às 10h, o petista comanda uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). Já no período da tarde, às 16h, o encerramento oficial da corrida eleitoral ocorrerá com uma mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

A prioridade dada ao Sudeste na fase decisiva reflete o peso estratégico da região, que reúne 41,78% de todo o eleitorado nacional. Além disso, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ocupam os três primeiros lugares no ranking de maiores colégios eleitorais do Brasil, motivo pelo qual Lula também cumpriu agenda em Belo Horizonte na quarta-feira (21).

Com informações do Metrópoles

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Vazamento de petróleo contamina costa dos Emirados Árabes e força fechamento de praias


Foto: Reprodução/Getty Images

Um vazamento de petróleo provocado por um navio-tanque atingiu a costa de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, nesta sexta-feira (23). Diante do impacto ambiental imediato, o Ministério das Mudanças Climáticas e do Meio Ambiente do país determinou o fechamento total do acesso do público às praias da região.

Segundo o órgão ambiental, a interdição das praias continuará em vigor até que as equipes técnicas concluam as avaliações do dano e estabeleçam as medidas necessárias para garantir a segurança da população e a proteção do ecossistema marinho.

Operações de contenção do produto já foram iniciadas na tentativa de mitigar o alastramento da mancha de óleo no mar. As autoridades locais informaram que a embarcação responsável pelo incidente ainda não foi identificada e que as investigações continuam em andamento.

Com informações do Metrópoles

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