Ferramenta criada por perito do ITEP-RN para extração de imagens em câmeras de segurança ganha Prêmio Nacional de Criminalística

Fotos: Divulgação

O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) conquistou mais um reconhecimento nacional com a realização de pesquisas desenvolvidas por servidores do Instituto. No início do mês de outubro, durante o XXV Congresso Nacional de Criminalística, realizado em Goiânia/GO, o perito criminal Jossérgio Gouveia recebeu o Prêmio de Melhor Trabalho, na categoria Oral, na área de Áudio Forense, Análise Forense de Imagens e Informática Forense.

O trabalho intitulado “Software para extração de imagens em sistemas CFTV e auditoria e análise dos resultados utilizando Linux”, destaca a ferramenta criada pelo perito criminal do ITEP-RN com o objetivo de extrair imagens em aparelhos de circuito interno de televisão, as famosas câmeras de monitoramento e segurança, que possam ajudar na produção de provas e auxiliar nas atividades das investigações policiais, mesmo quando não se pode obter a senha do aparelho Digital Vídeo Recorder (DVR), ou quando há suspeita de arquivos eventualmente deletados.

“A ferramenta é compatível com diversos modelos de DVRs existentes no mercado e vem sendo sistematicamente aprimorada. Mesmo assim, vem apresentando resultados satisfatórios em diversas perícias solicitadas ao ITEP-RN, inclusive, em casos tratados por peritos em outros estados da federação onde foi solicitado apoio. Uma de suas grandes vantagens é que realiza a catalogação dos resultados obtidos, permitindo análises mais elaboradas da situação das imagens no aparelho.”, explicou Jossérgio.

Tecnologia no auxílio da perícia

A tecnologia, desenvolvida no ITEP-RN, pode ser utilizada como meio auxiliar em casos onde há suspeita de remoção, apagamento, adulteração ou inacessibilidade às imagens do DVR. Seja em casos em que o proprietário não fornece a senha do aparelho, ou quando há troca de disco de armazenamento, além de discos ou aparelhos encontrados avulsos ou com tentativa de ocultação.

“A utilização da ferramenta não se resume somente à recuperação das possíveis imagens apagadas, mas também possibilita detectar e concluir por adulterações da atividade do aparelho e tentativas de prejudicar a investigação policial”, destacou Jossérgio.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alguém disse:

    Parabéns para os peritos que desenvolveram a ferramente, ainda mais usando SOFTWARE LIVRE sem pagamento de licenças.

    O governo deveria usar mais softwares livres ao invés de usar "ativadores" nos sistemas operacionais dos equipamentos, pois inumeros computadores utilizam software PIRATA e CRAKEADOS afim de evitar o pagamento de licenças.

Mãe questiona expulsão de estudante e negativa de imagens de ato infracional por escola em Mossoró

Um caso envolvendo a expulsão de um aluno na escola Mater Christi em Mossoró tem gerado repercussão. Segundo informações obtidas pelo blog, um aluno de 11 anos teria sido identificado queimando papéis na Coordenação da escola e acabou sendo expulso. Porém, a mãe do estudante afirmou que em nenhum momento foram exibidas imagens que a escola afirmou ter do ato e o estudante está impedido de frequentar a escola nos últimos dois meses de ano letivo.

A família ainda tentou de forma incisiva que o aluno pelo menos concluísse o ano letivo, mas o pedido não foi aceito e a família informou que irá buscar os meios legais junto a Justiça e ao Conselho Tutelar.

A mãe do estudante, Sandra Maria, relatou que o aluno foi chamado pela equipe da coordenação sozinho e teria sido induzido a confessar o ato de queima de papéis. O caso foi levado ao Conselho escolar que definiu a expulsão do estudante e comunicou a família.

A mãe então pediu para ver as imagens do suposto ato, mas foram negadas e o pedido de reconsideração para o estudante concluir o ano também foi negado. Segundo ela, o adolescente nunca teve histórico de problema disciplinar.

O blog tentou contato com a direção da escola desde a última segunda-feira, 30, mas até o momento da publicação da matéria não obteve resposta.

Diretora de Democracia em Vertigem retira armas de foto histórica e abre discussão sobre alteração de imagens em documentários

INTERVENÇÃO DE PAULA CARDOSO SOBRE FOTO QUE CONSTA DO LAUDO DO INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA, USADA EM DEMOCRACIA EM VERTIGEM

Dois objetos foram retirados de uma fotografia que aparece aos seis minutos e sete segundos no documentário Democracia em Vertigem, dirigido e narrado por Petra Costa. É uma fotografia em preto e branco onde há dois homens mortos. A imagem permanece quatro segundos na tela. A cineasta identifica um dos mortos: “o mentor dos meus pais: Pedro Pomar.” Petra explica então que seu nome é uma homenagem feita por seus pais a Pedro. No retrato, o jornalista Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar, 63 anos, está de barriga para cima, óculos de grau no rosto, descalço e com o corpo coberto de sangue. Tombado aos pés dele, de bruços, está Ângelo Arroyo, de 48 anos. Ambos foram destacados dirigentes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e atuavam na clandestinidade contra a ditadura militar. Foram executados na manhã do dia 16 de dezembro de 1976 pelas forças militares-policiais, sob o comando do Segundo Exército, numa casa térrea na rua Pio XI, número 767, no bairro da Lapa, em São Paulo. O episódio ficou conhecido como a Chacina da Lapa.

Democracia em Vertigem reconta os acontecimentos que levaram ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016. Petra Costa recorre a imagens atuais e de acervos históricos. Na foto da Chacina da Lapa usada no filme, os objetos ausentes são um revólver Taurus, calibre 38, e uma carabina Winchester, calibre 44. As armas constam, porém, em uma fotografia anexada a um dos laudos da morte de Pedro Pomar, datado de 27 de dezembro de 1976 e arquivado no Instituto de Criminalística de São Paulo. É uma fotografia idêntica àquela usada no filme – o mesmo ângulo, o mesmo cenário de sangue, pólvora e corpos tombados. O revólver está do lado direito do corpo de Pomar, e a carabina, embaixo da mão direita de Arroyo. Poderiam ser duas fotografias diferentes? Por que uma tinha armas e a outra não? Procurada pela piauí, Costa esclareceu o que houve.

A foto do filme é a mesma do laudo. Por e-mail, a documentarista confirmou que as armas foram digitalmente retiradas da fotografia usada. Ela explica: “Há uma razão para isso, e eu estava esperando que alguém do público notasse. Como afirmei no documentário, Pedro era o mentor político da minha mãe, e foi amplamente reconhecido que a polícia plantou armas ao redor dos corpos dos ativistas assassinados, como uma desculpa para seus assassinatos brutais”, escreveu Costa.

Foto da morte dos militantes usada em Democracia em Vertigem, sem as armas (Reprodução da Netflix)

Foto da cena da morte dos militantes, inserida no laudo que consta no Instituto de Criminalística de São Paulo

A diretora continuou: “Há um debate significativo sobre a veracidade das armas nesta cena, com muitos comentários. E até a própria Comissão da Verdade trouxe evidências para as alegações de que a polícia plantou as armas após a morte de Pedro, e por isso optei por remover esse elemento e homenagear a Pedro com uma imagem mais próxima à provável ‘verdade’.”

Há, de fato, documentos públicos, livros e artigos que apontam a manipulação da cena do crime pelas forças militares. Um deles é o relatório da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, criada no governo Fernando Henrique Cardoso para reconhecer mortes e desaparecimentos, e indenizar familiares de vítimas da ditadura militar. Nele, há o relato de Maria Trindade, ocupante da casa na Lapa e única sobrevivente do massacre. Ela afirmou que Pomar não havia caído na posição em que se encontra na fotografia, tampouco estava de óculos no momento em que fora alvejado. O repórter Nelson Veiga, da tevê Bandeirantes, foi o primeiro jornalista a chegar ao local e entrar na casa, logo após a chacina. À Folha de S.Paulo, dez anos depois do massacre, Veiga afirmou que, quando entrou na residência, não havia armas perto dos corpos de Pomar e Arroyo. “Pela disparidade de forças, aconteceu ali uma matança”, disse o repórter.

O procurador da República Andrey Borges de Mendonça, do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP), denunciou à Justiça, em 2016, os médicos-legistas Harry Shibata, Abeylard de Queiroz Orsini e José Gonçalves Dias por falsidade ideológica. Os três, segundo a denúncia, agiram sob ordem do delegado Sérgio Paranhos Fleury, chefe do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) de São Paulo, acusado de torturas, para registrar nos laudos que as mortes de Pomar e Arroyo ocorreram após confronto armado entre eles e os militares. Um outro laudo, do médico Antenor Chicarino, constatou que “diversas lesões existentes na vítima foram omitidas no laudo. Dentre outras, foi omitida a menção a lesões típicas compatíveis com ‘zona de tatuagem’ – lesões que indicam proximidade do disparo – assim como ferimento perfuro contuso em região temporal anterior, possivelmente correspondente a tiro de execução”, diz a denúncia do MPF de São Paulo.

As investigações dos órgãos de repressão sobre as atividades clandestinas do grupo do PCdoB vinham acontecendo desde três meses antes da chacina. A movimentação na casa da Lapa era monitorada de perto havia pelo menos dez dias antes do crime. Na noite do dia 15 de dezembro, agentes do DOI-Codi se posicionaram perto da casa. Já sabiam que haveria uma reunião dos comunistas naquela noite. Manoel Jover Telles, que era integrante do grupo, tinha sido preso dias antes e foi acusado de ter delatado a reunião. Era comum nesses encontros que os integrantes saíssem em pares, com intervalos de duas horas entre cada saída para não levantar suspeitas. Vários deles, ao deixarem a casa, foram perseguidos e presos, inclusive Wladimir Pomar, filho de Pedro.

Pela manhã, por volta das 7h, os agentes da repressão abriram fogo contra a casa. Quarenta agentes se dividiram e entraram pela frente e pelos fundos. Foram cerca de vinte minutos de tiros e pânico na vizinhança. O corpo de Pomar foi levado para o Instituto Médico Legal, no Jardim Paulista. Depois foi enterrado com um nome falso no cemitério de Perus. “Com o intuito de dificultar sua exumação e, assim, a apuração da fraude”, diz a denúncia do MPF. Em 1980, a família de Pomar descobriu o paradeiro dos restos mortais e fez o translado para o Pará, terra natal do jornalista.

Essa é a história que documentos públicos contam sobre a fotografia do corpo morto de Pedro Pomar. Os indícios evidentes de que a cena do crime foi forjada pelos militares, colocando as armas perto dos militantes mortos, levaram Costa a apagá-las da fotografia usada em seu filme. Sobre a decisão, a documentarista argumentou: “Eu admiro profundamente o trabalho de cineastas como Werner Herzog e Joshua Oppenheimer em sua busca pela verdade extática de uma história. Neste caso, afirmo que a imagem da morte de Pedro foi marcada por essas armas colocadas ao redor do seu corpo após sua morte. E senti uma oportunidade para corrigir um erro percebido por muitos.”

Herzog tratou da verdade extática numa conferência realizada na Itália em 1992, depois da exibição de Lições da Escuridão, documentário no qual explora os incêndios nos campos de petróleo no Kuwait após a Guerra do Golfo. Na abertura de Lições da Escuridão há uma frase – “O colapso do universo estelar ocorrerá – como a criação – em um esplendor grandioso” – atribuída pelo cineasta, no filme, ao filósofo Blaise Pascal. Na conferência, Herzog disse que a frase não era de Pascal, mas sua, e explicou por que decidiu usá-la: “Utilizando tal citação como prefácio, suspendo o espectador, antes mesmo que este tenha visto o primeiro frame, a um nível elevado, de onde ele poderá entrar no filme. E eu, o autor do filme, não permitirei que ele desça até que este termine. É apenas nesse estado de sublimidade que algo mais profundo se torna possível, um tipo de verdade que é inimiga do meramente factual. Eu a chamo de verdade extática.”

A decisão de Costa reabre a discussão sobre manipulação de imagens históricas em documentários – tão longeva quanto a própria história desse gênero e debatida desde Nanook, o Esquimó (1922), dirigido por Robert Flaherty e considerado a pedra fundamental do cinema de documentário.

O jornalista Pedro Estevam da Rocha Pomar, neto do dirigente comunista e autor de uma coleção de livros chamados Massacre na Lapa, sobre o ataque em 1976, disse não ter reparado na ausência das armas na foto quando assistiu ao filme pela primeira vez. E acrescentou que não concorda com a retirada: “Tenho certeza de que ela fez isso com as melhores intenções, de boa-fé. Ainda assim, acho um erro. Não há porquê. Devia ter mantido a foto como ela é. A própria foto original já tinha uma adulteração da cena do crime. Eu vi lá o corpo do meu avô e do Ângelo Arroyo, mas não percebi essa mudança. Era melhor ter mostrado a foto e contado o seu contexto.”

Eduardo Escorel, montador de documentários como Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, e diretor de Imagens do Estado Novo – 1937-45, trabalhou por quatro meses como consultor de montagem de Democracia em Vertigem em 2017. O documentarista e crítico de cinema do site da piauí não soube da alteração da imagem até a estreia do longa. A alteração da fotografia também não é mencionada no filme, que está em cartaz no catálogo da Netflix em 150 países.

“Há documentaristas que encenam, inventam, fazem referências inexistentes, ou atribuem aos personagens coisas que eles nunca fizeram. Existe uma tendência do cinema de desenvolver uma área comum entre a ficção e o documentário. Isso não quer dizer que não persista uma diferença. Mesmo quando o documentário trabalha com elementos ficcionais, de recriações, e mesmo neste caso, o espectador precisa estar advertido sobre o que está vendo. Adulterar uma imagem qualquer e fazer essa imagem passar por algo que ela não é, acho um procedimento equivocado”, diz Escorel.

Na opinião dele, um procedimento possível seria dedicar mais tempo a essa foto e relatar sua história. Outro, mais difícil, seria colocar uma nota ou uma legenda no fim do filme, dizer que a foto foi alterada e por qual motivo. “O compromisso ético do documentarista é com o espectador. E iludir o espectador, ao meu ver, não é próprio do documentário”, afirma Escorel. Para ele, houve uma aposta arriscada de tentar recriar uma situação que só pode ser imaginada. “O registro documental que existe é o registro com as armas. A aposta foi baseada em informações outras, nas quais a cineasta confiou, de que houve uma encenação da foto original. Se a foto original é uma encenação, a documentarista, exercendo uma onipotência, digna de quem faz cinema, decide não mostrar o conteúdo documental da foto. Essa decisão, num documentário ou não, pode ser considerada legítima desde que o espectador esteja informado sobre o que está vendo.”

Andrea França Martins, professora de teoria crítica do curso de cinema da PUC-Rio e autora do livro Terras e Fronteiras: no Cinema Político Contemporâneo, diz que havia outras soluções: “O documento histórico, que continha as armas, creio que valeria que fosse explicitado pelo filme – seja na narração ou usando as duas fotografias – a do arquivo e a outra, na qual ela interveio”. Patrícia Machado, professora de montagem na PUC-Rio e coorganizadora do livro Arquivos em Movimento: Seminário Internacional de Documentário de Arquivo, avalia que a possibilidade de alterar uma imagem depende do contexto em que se apresenta e que, no caso de Democracia em Vertigem, o prejuízo é o esvaziamento da memória histórica contida na imagem. “O filme não está no campo da fabulação, do cinema experimental. No contexto em que a fotografia aparece, ela está fazendo uma espécie de elaboração de memória a partir de imagens históricas. Quando a Petra forja essas imagens e não abre isso para o público, está omitindo uma informação importante para o espectador”.

Pesquisador e conservador-chefe da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Hernani Heffner diz que não há regra para julgar a decisão de Costa. “Regra? Em arte não tem regra. É a obra que formula suas próprias regras. Posso não concordar com a decisão, alterar uma imagem histórica implica uma série de questões éticas. Como pesquisador, prefiro respeitá-las. Mas cabe à diretora essa decisão artística. Não estamos falando de uma ciência histórica, mas de arte. Não há uma regra na hora de tomar uma decisão artística, mas ao tomá-la, é preciso também encarar o debate social que ela suscita.”

REVISTA PIAUÍ – FOLHA DE SÃO PAULO

Memória desarmada

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Esse documentário é uma BALELA, talkey!!!!

  2. Delano disse:

    Esses petralhas não respeitam nem as imagens reais, roubam até partes dela. Cleptomaníacos!

  3. Irany Gomes disse:

    Tadinhos… eram só meninos bons!

VÍDEOS: Polícia Civil divulga imagens e procura suspeitos de homicídio cometido contra supervisor de Futebol do ABC, em Ponta Negra

A Divisão Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) divulgou, na manhã desta segunda-feira (29), imagens que podem contribuir na identificação dos autores do crime de homicídio que vitimou Leonardo Antônio Medeiros Queiroz, 42 anos, ex-supervisor de Futebol do time ABC Futebol Clube. O crime aconteceu entre 21 e 22h, do dia 20 de junho deste ano, dentro do carro da vítima, entre as ruas João Berckmans Marinho e João Rodrigues de Oliveira, na Vila de Ponta Negra, vizinho ao Morro do Careca, na zona Sul da capital Potiguar.

O corpo de Leonardo Antônio foi encontrado horas depois, dentro do seu próprio carro, um Chevrolet Agile, com perfurações de facadas na região do pescoço. O carro estava com as portas fechadas e o corpo no banco do carona. De acordo com a perícia, realizada pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), o corpo foi recebeu 44 cutiladas de faca.

Segundo as investigações, dois rapazes que aparecem em imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial à beira-mar, são apontados como autores do crime. Os dois homens aparecem correndo em direção ao mar, com as roupas e os pés manchados, supostamente, por sangue. Ambos são, provavelmente, moradores da Vila de Ponta Negra e têm idades entre 18 e 25 anos, sendo um deles alto e forte.

A Polícia Civil solicita a ajuda da população no envio de informações para identificar e localizar os autores do crime. Informações podem ser enviadas de forma anônima, através do Disque Denúncia 181 ou do número da Delegacia de Homicídios da zona Sul: (84) 98108-5970.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

Laboratório do Gaeco/MPRN desvenda crimes com análise avançada de imagens

Foto: Divulgação/MPRN

A investigação dos crimes cometidos no Rio Grande do Norte conta com mais um aliado, que é apoio de softwares e técnicas de melhoria de imagens e tratamento de sinais, para identificação dos criminosos e das circunstâncias que envolvem os fatos. O serviço é disponibilizado pelo Laboratório de Forense Computacional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Um caso recente que contou com o apoio desse serviço garantiu a identificação de Janderson Ferreira Leones, acusado de matar o policial José Edivaldo do Nascimento, no dia 21 de abril de 2018. Em sua rota de fuga, o criminoso passou por um posto de gasolina na Avenida Alexandrino de Alencar, zona Leste de Natal. Durante as investigações, a Polícia solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento e encaminhou ao Gaeco/MPRN. Com as mídias em mãos, a equipe do Laboratório de Forense Computacional conseguiu sensíveis melhorias nas imagens, o que permitiu identificar o autor do crime, que foi preso no dia 28 de março deste ano.

“Quando uma pessoa testemunha um crime, ela passa as características físicas, tentando buscar na memória essas informações. Quando câmeras testemunham o fato, a imagem fica gravada e vira prova”, explica o assistente ministerial de Tecnologia da Informação do Gaeco/MPRN, Jorge Ramos de Figueiredo, que também é professor universitário na área de Forense Computacional e tem especialização em tratamento de imagens. Essa comparação mostra como a comprovação de crimes por meio de fotos, vídeos ou áudios, seguida da análise realizada com apoio de tecnologia, garante resultados reais.

A análise forense de multimídia compreende a checagem de fotografias digitais, vídeos e áudios. Além disso, o Laboratório de Computação Forense do Gaeco/MPRN associa o trabalho de recuperação de imagens. “Quando alguém comete um ato ilícito, tende a destruir o objeto que possa carregar provas, como um computador. No Laboratório, também conseguimos restaurar o HD do equipamento danificado e recuperar as imagens que foram apagadas”, exemplifica Jorge.

O Laboratório de Computação Forense do Gaeco/MPRN conta com uma equipe de sete servidores, sendo que 80% deles têm pós-graduação em Computação Forense ou Ciência Forense. No período de atuação, o Laboratório tem uma produção média de cerca de 170 equipamentos processados por mês e pelo menos dois casos por mês são recebidos para análise multimídia, sendo a maioria de imagens envolvendo crimes de homicídio.

Outro caso de grande repercussão que contou com apoio do trabalho do Laboratório do Gaeco/MPRN para identificar e prender os criminosos foi o assassinato da policial militar de Santa Catarina, Caroline Pletsch, no dia 26 de março de 2018. Os acusados Weverton Lenário Gomes e Raissa Torres Lima de Souza foram identificados nas imagens fornecidas pela Polícia e entregues ao Laboratório de Computação Forense para análise, trabalho que auxiliou na comprovação da autoria do crime.

Os softwares também apoiam a identificação de veículos. “Uma situação prática acontece quando a Delegacia de Homicídios, por exemplo, precisa que seja identificado um veículo que foi utilizado para o cometimento de um determinado crime. Nós recebemos a imagem, que pode vir turva ou desfocada, conseguimos identificar modelo, detalhes do carro e deixar as placas mais nítidas para identificação”.

Atualmente, os órgãos que demandam o Laboratório de Computação Forense do Gaeco/MPRN são as Promotorias e Procuradorias de Justiça, ou seja, o trabalho resulta em incremento das investigações do próprio MPRN; Polícias Civil e Militar e Justiça Estadual. Na época em que a Força Nacional de Polícia Judiciária atuou no RN, o Laboratório também prestou serviço para auxiliar em diligências específicas.

No caso de outros órgãos precisarem desse apoio técnico fornecido pelo Laboratório, é necessário fazer uma solicitação à coordenação do Gaeco/MPRN. Assim, o órgão faz um trabalho de cadeia de custódia, apresenta todas as evidências etiquetadas, em formato simples, com todas as descrições técnicas.

“O investimento em aquisição de hardware, software e treinamento dos profissionais tem permitido levar para os processos outro tipo de prova, derivada da tecnologia da informação aplicada à área investigativa, buscando-se com esse esforço evoluir quanto aos meios clássicos, notadamente a prova testemunhal, muitas vezes precária, estando o Gaeco à disposição não só dos órgãos de execução, que são as Promotorias e Procuradorias, mas também dos parceiros institucionais”, ressaltou Fausto França, coordenador do Gaeco.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ana leticia disse:

    E o Policia Civil Andre Severiano, profissional dedicado, que teve todas as honrarias de um profissional de excelencia, assassinado semana passada, ate agora ninguem preso nem procurado???????
    Quando teremos uma resposta?
    Nao basta promessas e elogios.
    Com a palavra a policia.

  2. Allan disse:

    Quem pode, pode. Enquanto isso as polícias estão sucateadas. Será que são órgãos de Estados distintos?

    • Realista disse:

      Tem um prédio ali no centro, perto de onde era o antigo Dinâmico, que de nada serviu.

Contran autoriza multa com base em imagens

 O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou através da Resolução 471 a fiscalização de tráfego pelo uso de equipamento de videomonitoramento em estradas e rodovias nacionais. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) dessa segunda-feira (23) e já pode ser implantada pelos órgãos de fiscalização de trânsito de todo o país.

A iniciativa tem respaldo no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mais especificamente no § 2º do artigo 280, e vem como mais uma ação voltada para intensificar a fiscalização nas vias públicas. O Contran visa inibir a prática de condutas infratoras, que muitas vezes são responsáveis pelo aumento do índice de mortalidade em acidentes de trânsito.

A Resolução 471 possibilita aos gestores públicos ampliar a utilização dos equipamentos de câmeras já empregados para policiar vias públicas e operar o trânsito, passando agora também a serem aproveitados como uma importante ferramenta para a fiscalização dos condutores de veículos automotores.

Para que a medida seja empregada se faz necessário que quando ocorrer a autuação por parte da autoridade ou pelo agente da autoridade de trânsito, seja especificado na lavratura do auto de infração qual foi o instrumento que permitiu a observação da transgressão de trânsito.

Outro ponto importante para validar as ocorrências de desrespeito ao CTB é que a fiscalização de trânsito mediante sistema de videomonitoramento somente poderá ser realizada nas vias que estejam devidamente sinalizadas para esse fim.

Via Certa Natal

FOTO: “Jesus de Narazé e Nossa Senhora Aparecida” aparecem no Google Maps

481A imagem estranha que se assemelha com Jesus acompanhado de Maria, sua mãe, foi capturada ao longo de uma movimentada estrada na Suíça.

O flagra pode ser facilmente visto no site de imagens retiradas por satélite da empresa Google e mostra o contorno da dupla.

A imagem foi captada pelos veículos móveis do Google ao longo da estrada A5, perto de Walensee, na Suíça.

Apesar de alguns blogs e sites apelidarem o borrão de Jesus e Maria, não é possível ver claramente do que se trata e o assunto repercute em todo o mundo.

Talvez, trata-se apenas do famoso efeito de pareidolia, fenômeno cuja mente tenta interpretar o borrão e associá-lo com algo que nos é familiar. Isso ocorre bastante, por exemplo, quando você acha que viu um rosto humano em um pedaço de pão ou um coração nas nuvens.

Ao que tudo indica, o Google ainda não liberou nota explicando o fato. Para quem quiser ver a imagem original dentro do site do Google Maps, é só clicar aqui ou inserir as coordenadas 47.110579 9.227568.

Jornal Ciência

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junior Botella disse:

    Cara essa noticia tem mais de 2 anos, pode ser Deus e Jesus, ou Deus e Maria, ou simplesmente uma mancha causada por distorções de luzes ou megapixels.

Imagens: O Povo faz homenagem a fotógrafo morto em Natal

O Povo Online fez uma homenagem em sua página na internet ai fotógrafo André Salgado, que caiu de um prédio em Natal ontem. Confira:

De repente, algumas pessoas ficam longe dos olhos. Impotentes, procuramos, entre os retratos, os sorrisos que tanto iluminaram. A fotografia nos encara e lembra: tudo dura apenas um instante. Quando quem surge na imagem é André Salgado, 24 anos, acrescenta: cada momento deve ser intensamente vivido. A impossibilidade de vê-lo, na presença, se torna ainda mais dolorida.

Enquanto fotografava amigos na sacada do 21º andar do Edifício Jardins do Alto, localizado na zona leste de Natal, no Rio Grande do Norte, André Salgado se desequilibrou. Segundo o Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) de Natal, o fotógrafo caiu de uma altura aproximada de 100 metros, às 10h20 de ontem. Morreu instantaneamente.

André estava no O POVO desde 2011, onde atuava como repórter fotográfico. No Facebook, a repórter especial Ana Mary C. Cavalcante escreveu: “imagino que sua avó lhe tenha amparado a queda (ela faleceu em 23 de janeiro deste ano), antes que você pudesse sentir a morte. E, quando você compreender tudo o que está acontecendo, por favor, volte de alguma forma – em sonho, em som, em saudade ou mesmo em outro alguém – para dizer que não doeu, para aliviar a dor que sentimos por não compreender”. Muitos amigos compartilharam fotos e mensagens de admiração.

Na Faculdade 7 de Setembro (Fa7), onde cursava Publicidade, André será homenageado, a partir das 9 horas de hoje, pelos próprios alunos. Segundo o coordenador do curso, Dilson Alexandre, em breve também será realizada exposição de fotos de André.

Tânia Salgado, tia de André, informou ao O POVO que o velório ocorrerá no final da tarde de hoje no Cemitério Parque da Paz.

Aos amigos e familiares, André repetiria com o melhor sorriso (aquele cheio de dentes e uma covinha charmosérrima): “relaxe, pessoal, relaxe!” Se pudesse, hoje nos abraçaria com a mais bonita alegria, ao ponto de termos a certeza de que ele está bem. Costumava ser assim. Para ele, a felicidade sempre foi possível. Não que a vida fosse fácil, nunca é. André sabia enxergar e nos ensinava a ver com delicadeza. Seus olhos eram lindos. (colaborou Emmanuel Montenegro)

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Acusações graves na Câmara, mas onde estão as imagens das câmeras de segurança?

As acusações feitas pelo vereador Júlio Protásio e pelo secretário-adjunto Eugênio Bezerra desferidas hoje a tarde acerca da confusão iniciada na tarde de hoje dentro da Câmara Municipal de Natal são graves. Denúncias distintas, mas cada uma com sua gravidade.

De um lado, testemunhas ligadas ao vereador e o próprio vereador através do Twitter relatam que a mulher de Júlio, Ana Paula, foi agredida por Eugênio Bezerra nas galerias da Câmara.

Do outro, Eugênio não diz que houve agressão por parte dele, e sim que foi agredido e expulso por seguranças de Júlio Protásio, acompanhados da Guarda Legislativa, e que esses seguranças estão fazendo o papel das guardas Municipal e Legislativa sem legitimidade para tal.

O BG em nenhum momento foi parcial para A ou para B. Escutou os dois lados, reproduziu exatamente o que ouviu e ainda se dispôs a reproduzir novos materiais que venham a ser enviados. Afinal, “toda história tem seus dois lados”.

Mas fica a pergunta, onde está a instituição Câmara Municipal de Natal nesse momento que ainda não se pronunciou sobre o caso ocorrido em suas dependências? Onde estão as imagens das câmeras de segurança? Ou as imagens das próprias câmeras que, no momento da confusão, estavam se preparando para iniciar a transmissão da sessão para a TV Câmara?

O silêncio não ajuda. Pelo contrário dificulta ao defender quem está errado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vergonha disse:

    O maior problema de Natal é que continuamos uma provincia, arraigada ao coronelismo. Temos hoje vereadores, deputados e senadores que estão por trás de vários escândalos de corrupação, mas que saem ilesos das investigações. Que investigações são essas? Investiga o quê? Quem?
    É VERGONHOSO perceber que a politica local chegou ao fundo do poço! Nossos representantes não tem credibilidade! É uma eterna troca de favores! E esse ano ainda aumenta o número, tem candidadato que já chega ao poder respondendo a processos!
    A rejeição do  impeachment é uma traição ao povo de Natal, que NÃO TEM CARGO COMISSIONADO, PAGA SEUS IMPOSTOS, NÃO ESTÁ SE REUNINDO PARA SABER QUEM ENTRA E QUEM SAI DO PODER, QUEM DA LUGAR A QUEM. OU SEJA, UMA TRAIÇÃO A QUEM TEM VERGONHA NA CARA! 
     

Googles Street View vai capturar fotos da Sapucaí no Desfile das Campeãs

Por interino

O Google anunciou nesta sexta-feira (24) que vai capturar imagens da Marquês de Sapucaí para o serviço Street View durante o Desfile das Campeãs do carnaval carioca, neste sábado (25).

O Street View permite, ao acessar o Google Maps, fazer um passeio virtual por meio de fotos panorâmicas. Para capturar as imagens, o Google usará um triciclo com câmeras acopladas no topo, já usado, inclusive, no Amazonas, em 2011.

Conforme a assessoria de imprensa do Google, o triciclo vai começar a percorrer a Avenida às 21h, no final do desfile da Portela. A ideia é que o veículo faça o mapeamento entre um desfile e outro, capturando imagens do Sambódromo e do público na arquibancada. Porém, também é possível que os desfiles sejam incluídos no material.

Não há previsão de quando as imagens da Sapucaí serão lançadas on-line. Conforme o Google, o Street View na Região Sul do Brasil demorou três meses para ficar pronto após a captura das imagens. Porém, normalmente, o processo de edição das fotos leva seis meses para ser finalizado.

‘Street View Gallery’

As fotos panorâmicas da Sapucaí serão lançadas em uma coleção do Google que mapeia lugares turísticos no mundo. Além do Sambódromo, a companhia planeja mapear o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e a Ópera de Arame, em Curitiba.
O serviço do Google Maps, chamado “Google Street View Gallery” (acesse aqui), reúne galerias que possibilitam fazer viagens virtuais para lugares como parques de todo o mundo, pontos de referência, praias do Havaí e lugares turísticos.

Fonte: G1

Vejam o tiroteio ontem no Complexo do Alemão. Bala com força..

O moradores do Complexo do Alemão, no Rio, foram submetidos na noite desta terça (6) a cenas que não viam havia mais de um ano.

Rajadas de tiros iluminaram a noite do morro, uma das áreas que a propaganda oficial vende como “pacificadas.”

Os disparos foram atribuídos a um grupo de cerca de 50 traficantes de drogas supostamente liderados pelo bandido conhecido como 2D.

Tido como um dos chefões do Comando Vermelho, 2D escapou das forças de segurança do Rio na ocupação de outro morro, o da Mangueira, em junho de 2010.

Agora, desafia o Exército, que mantém no Alemão uma tropa “pacificadora”. Porta-voz dos militares, o major Marcos Bouças disse que os soldados responderam à bandidagem.

O Exército enviou uma centena de homens para reforçar o contingente do Alemão. Deslocaram-se para o morro tanques que desfilariam na Parada desde 7 de Setembro.

Informações Josias de Souza